Asplan

Produtores de cana se reúnem na Asplan para conhecer a suplementação foliar recomendada pelo Dr. Emídio Cantídio

Foi com o objetivo de mostrar aos produtores de cana da Paraíba a importância do planejamento em se tratando de adubação para atingir uma maior eficiência na aplicação de nutrientes, que professor Dr. Emídio Cantídio Almeida, da UFRPE, proferiu palestra na última quarta-feira (04), no auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. A palestra, intitulada “Manejo Nutricional em cana-de-açúcar”, abordou a suplementação de adubação via foliar em várias etapas do cultivo. Essa é uma técnica cultural já difundida na agricultura e que se apresenta como a alavanca para se atingir altas produtividades.

O presidente da ASPLAN, José Inácio de Morais, disse que era importante o produtor encontrar novas maneiras de aumentar a produtividade de seus campos. “Temos que melhorar e o bom é que aqui temos sempre um jogo aberto. As usinas, outros produtores, compartilham o que dá certo e também mostram o que não é vantajoso. Tudo isso nos leva a uma unidade em prol do conhecimento, da busca por novas formas para aumentar a nossa produtividade. queremos sair da média de 55 toneladas. Tem gente aí falando já em 100 toneladas”, destacou José Inácio.

Segundo Cantídio, tudo começa com a devida e necessária análise do solo e análise foliar a fim de detectar e corrigir as deficiências apresentadas pela planta. “Antes de comprarem os produtos para realizar a adubação, ou seja, as fórmulas, primeiro faça a análise para saber exatamente de que se precisa. Tem que se cobrar a análise foliar para se fazer o planejamento e não comprar apenas pelo preço. Se for feito assim, vocês não estarão estimulando o crescimento da planta”, iniciou o pesquisador, lembrando também que cada fabricante tem uma técnica e, muitas vezes, dão prioridade a nutrientes diferentes.

Dito isso, o palestrante citou três pilares de um bom planejamento de adubação foliar: a fonte – que diz respeito aos nutrientes importantes de acordo com a análise da planta e do solo e quanto tempo leva para a absorção de cada um deles; a época – que mostra a influencia da radiação durante os meses do ano; e a quantidade – que se refere ao balanço de cada nutriente em cada momento em que vai fazer a suplementação de adubo. Quando à época, Emídio Cantídio apresentou ao público como faz a diferença fazer a suplementação foliar durante os meses também em que se tem pouca iluminação solar, como são os meses de maio até agosto.

“A planta não cresce nos meses de maio, junho, julho e agosto porque a radiação é baixa. As temperaturas e a luminosidade, que são importantes aliados nessa fase, sofrem um decréscimo, então, é importante fazer a suplementação. Assim, temos janeiro e fevereiro, que se faz normalmente. No entanto, temos muita chuva e a planta sofre com a lixiviação”, salientou. “Depois, importante fazer uma suplementação foliar novamente. O ideal é observar sua planta. A partir de março já começa a cair a luminosidade. Após isso, outra, terceira adubação é bom que se faça 45 dias antes da colheita, entre junho e julho do ano seguinte”, explicou o professor, recomendando três suplementações. “Ela precisa ter folhas verdes, colmos novos. Você poderá sair de 8 toneladas para 10 toneladas tranquilamente”, frisou o professor.

Ao final de sua palestra ainda falaram representantes de marcas de fertilizantes. Manuel Arcanjo, por exemplo, da Adama, alertou o produtor de cana para a suscetibilidade de diversas variedades para a ferrugem. “Em Pernambuco, 35% das variedades são frágeis à ferrugem. Na Paraíba, ainda mais, aqui perto dos 50%”, disse ele, que passou a palavra para o engenheiro agrônomo, Marcelo Boschiero, da UnionAgro, que falou sobre a correção de solo em profundidade, evitando a compactação. O evento foi encerrado com um almoço.

Presidente da Asplan acha legítimo chamamento do presidente Jair Bolsonaro para ato do dia 15

Ao disparar do próprio celular um vídeo com uma convocação para as manifestações de 15 de março, para defender o governo e protestar contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Jair Bolsonaro provocou discussões pais afora que dividem opiniões. Uns acham que ele como chefe da nação não poderia tomar partido numa manifestação contra instituições públicas e outros acham que a atitude do presidente demonstra seu patriotismo e defesa da moralidade em todas as instâncias do poder.

Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, Bolsonaro está querendo apenas o melhor para o Brasil. “Não vi na postagem nenhuma ilegalidade, nem afronta aos poderes constituídos, apenas um presidente que como todo bom brasileiro quer ver o país forte, desenvolvido, sem corrupção, nem ilegalidades”, disse José Inácio.

Ainda segundo o dirigente canavieiro, que pretende participar da manifestação, o ato tem como objetivo fortalecer a pátria, mostrar que o país agora tem um governo que preserva valores e que quer que as outras instâncias do poder também sigam atuando com respeito, com honestidade e sem corrupção. “O governo de Jair Bolsonaro, eleito democraticamente, representa o rompimento de paradigmas, uma esperança para o Brasil que, infelizmente, estava mergulhado no mar de lama da corrupção e desmandos. Vivemos uma nova era e como bom brasileiro desejamos que essa nova era não se restrinja ao Governo Federal, mas a todas as instâncias do poder, incluindo ai o Judiciário e o Legislativo”, reiterou José Inácio, lembrando que a Asplan é uma entidade apartidária e que esse movimento do dia 15 também o é. “O Brasil é nosso, é do povo brasileiro e é isso que esse movimento pretende enaltecer”, finaliza José Inácio.

Ações coletivas movidas pela Asplan em favor de produtores canavieiros têm avançado na Justiça afirma advogado Jeferson Rocha

Os produtores canavieiros paraibanos, representados pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), têm cinco ações coletivas tramitando na Justiça, algumas já conclusas, esperando apenas a arbitragem de valores e cálculos a serem ressarcidos. Essa semana, o advogado Jeferson Rocha esteva na sede da Asplan, em João Pessoa, para atualizar as informações sobre cinco ações que a entidade move em favor dos seus associados e as colocações dele animaram os produtores que têm direito a restituição de valores pagos indevidamente em todas elas. As ações recaem sobre cinco itens: Funrural, Salário Educação, 10% da Demissão Sem Justa Causa, Plano Collor Rural e sobre a Contribuição Social das Cooperativas de Trabalhos, este último referente, especificamente, ao Plano de Saúde. Em todos os casos, se questiona contribuições inconstitucionais.

Entre as ações coletivas, segundo o advogado, a que está com a demanda mais avançada é a que se refere ao Salário Educação que se encontra na fase de liquidação de sentença. “Nós já ganhamos o mérito, que já transitou em julgado. Ainda há uma indefinição em relação aos beneficiários deste provimento, mas, que está sendo discutido no STJ, mas, isso não impede a liquidação de tramitar”, afirmou o advogado, adiantando que 90% deste processo já foi esgotado, sendo os 10% finais referente ao pagamento. Sobre o prazo, ele afirma que, infelizmente, o juiz não tem prazo para decidir e que os cálculos, como se trata de demanda coletiva, são feitos pela própria Fazenda Nacional. Alagoas, Pernambuco e Sergipe já estão com os cálculos prontos, a Paraíba ainda está na fase de elaboração, segundo Jeferson Rocha. Ele adianta que a União não tem impugnado, nem criando empecilhos, mas que a efetivação do pagamento esbarra, infelizmente, na lentidão do Judiciário.

O advogado explicou que de posse dos cálculos, cabe as associações de classe fazer a atualização dos valores acrescidos da Selic para se consolidar o valor final do débito da União para com os produtores. “Esses valores tem representado, aproximadamente, de R$ 7 a R$ 8 mil por funcionário registrado. Em outros locais do país, em ações semelhantes, já houve devolução de indébitos, como no caso do sul do país, onde a Andaterra já teve cerca de R$ 11 milhões devolvidos, há precatórios também em fase de emissão para outras associações, como a da Ascana, onde a devolução será de aproximadamente 50 milhões de reais aos produtores, e uma vez emitido os precatórios, o governo tem um ano para fazer a quitação”, explicou Jeferson Rocha, lembrando que os prazos estão dentro do cronograma, apesar de um pouco de atraso, e que o período do indébito é referente ao ano de 2003 até os dias atuais, já que muitas associações, como no caso da Asplan, não houve suspensão dos pagamentos e o produtor continuou pagando até a consolidação do cálculo. Jeferson explicou que o Salário Educação jamais teria que ser cobrado do produtor rural empregador pessoa física, somente jurídica é que deveria recolhê-lo. E sobre a possibilidade de novas ações com o mesmo objeto o advogado assegurou que é possível, basta o produtor procurar sua entidade de classe.

Sobre o Funrural, o advogado explicou que houve um avanço significativo e uma excepcional novidade, recentemente, quando um julgamento do Supremo, deu ganho de causa, por 9×0, sore a tese de inconstitucionalidade do Funrural nas exportações indiretas. “Embora essa não seja uma tese que afete, diretamente, o plantador de cana, mas ela pode desenvolver um benefício para o associado que, por exemplo, for produtor de algum produto que é exportado via uma trading company, ele pode se beneficiar dessa tese jurídica”, afirmou ele. Além disso, a própria cadeia do setor sucroalcooleiro é beneficiada. “Na exportação de açúcar, por exemplo, as usinas, médias e pequenas cooperativas, elas se reúnem para fazer escala e colocar esse produto lá fora. E nessa operação, elas se valem de uma intermediária que é uma trading company que até o julgamento no Supremo estavam sujeitas ao recolhimento de 2,6% de Funrural, nessa operação, que agora foi desonerada. Desde então, o Fisco não pode mais cobrar o tributo e, melhor ainda, há o direito da restituição deste indébito. Se alguma dessas beneficiárias for sócia da Asplan, pode buscar esse direito desde 2003”, explicou Jeferson Rocha.

Ainda de acordo com o advogado, no dia 27 de maio, será julgado no Supremo Tribunal Federal, o Funrural após a resolução do Senado. “Isso significa que as nossas ações, aquelas ações antigas de Funrural, podem ter uma reversão em relação a tese de desoneração tributária, com o reconhecimento da inconstitucionalidade do Funrural”, esclareceu Jeferson Rocha.

Sobre o Plano Collor Rural, que tramita na Justiça Estadual, ele explicou que o processo está concluso e com o juiz, aguardando uma deliberação sobre a sentença, já que a fase de instrução já terminou e o Banco do Brasil não apresentou as provas como o acordão do STJ determina. “Estamos aguardando a sentença de liquidação que, muito provavelmente, vai obrigar o banco a fornecer os dados para os cálculos”, disse o advogado, lembrando que o Plano Collor Rural remonta a março de 1990 e faz referência a quem tinha crédito rural, seja custeio ou investimento, com o Banco do Brasil, ele teve neste mês de março, a aplicação de uma alíquota irregular, ilegal. “Na prática, o produtor pagou 42,7% a mais no financiamento de custeio ou investimento para o banco que foi condenado a devolver esse valor e como fazem 30 anos, são valores expressivos, com correção monetária e juros, que o banco vai ter que devolver. Não cabe mais recursos. Essa é uma ação já ganha que espera apenas o juiz de João pessoa, da Vara Estadual, definir em sentença a obrigação do BB em restituir esses valores”, disse Jeferson Rocha.

A demanda que tem por objetivo repetir o indébito de uma Contribuição Social com uma alíquota de 15% que a Asplan estava sujeita. Neste caso, explica, Jeferson, não são os associados, mas a entidade que recolhia sobre o valor pago no Plano de Saúde Coletivo. “Essa contribuição foi considerada inconstitucional pelo Supremo, é uma causa ganha, tanto é que a própria Asplan já está aproveitando parte deste crédito de forma administrativa, mas saindo a decisão, a União será obrigada a devolver os últimos cinco anos do ajuizamento, que pega de 2010 até 2015”, disse o advogado.
Sobre a ação dos 10% sobre Justa Causa, Jeferson Rocha explicou que esse é um processo que está sobrestada e é um caso de repercussão geral, no TRF da 5ª Região, que é julgada no Supremo, mas aplicada aqui, e tem a ver com um adicional de 10% na demissão sem justa causa. “Quando se demite um funcionário sem justa causa, o empregador está sujeito a pagar uma multa de 40% do FGTS. Uma Lei Complementar criou essa atribuição, na década de 90, de que o empregador tinha que pagar 10%, além dos 40%, para fazer frente a um prejuízo do FGTS. Foi um acordo que o governo fez com o FGTS que quem pagou foi o empregador. Mas, como era Lei Complementar, não teve grandes discussões. É um imposto que teve a finalidade de fazer jus aos expurgos inflacionários do FGTS. No momento em que se pagou, em 2007, a norma perdeu o sentido. Se já cobriu o rombo, os 10% não poderia ter sido mais cobrado”, reitera o advogado, lembrando que essa cobrança indevida aconteceu de 2007 até o final de 2019, quando o governo Bolsonaro revogou a norma e reconheceu que não havia mais razão desta cobrança. “Vamos aguardar a decisão do Supremo, acompanhamos também no STF e assim que tiver o resultado, será aplicado em nível nacional”, disse o advogado.
Jeferson destacou ainda que outra frente de atuação da assessoria jurídica recai sobre a questão do endividamento e a luta por uma nova securitização dos débitos. “Há um problema crônico, de endividamento do Brasil. O nosso setor primário tem passado por um problema grave. Na verdade os índices de inadimplência são pequenos, 1,5%, só que são operações mata-mata, ou seja, estamos rolando dívidas, e estudos apontam que o agro deve para os bancos oficiais cerca de R$ 300 bilhões. Fora dos bancos, mais R$ 400 bilhões e não é justo que o setor seja penalizado por conta de, muitas vezes, problemas setoriais como monopólios que retiram a renda do pecuarista, situações climáticas, situações de mercado que a própria cana vivenciou, são situações que a própria lei de crédito rural diz que tem que ser contempladas e nunca foram. Os bancos não obedecem a lei de crédito rural e em função disso se luta pela securitização”, disse o advogado, destacando que há iniciativas que fortalecem esse pleito, como o PL de autoria do deputado Jerônimo Goergen, já aprovado na Comissão da Agricultura e, mais recentemente, a criação do Movimento Brasil Verde Amarelo.

BNDES descentraliza o acesso ao Crédito Rural e as instituições de fomento são agora operadoras dos recursos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou mais um programa de crédito voltado ao produtor brasileiro. Trata-se do programa Crédito Rural, que terá inicialmente R$ 1,5 bilhão para projetos de investimento e aquisição isolada de máquinas e equipamentos. Anunciado na última sexta-feira (09), os recursos serão oferecidos em parceria com mais de 30 instituições financeiras. Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan, José Inácio de Morais, essa é uma iniciativa bem-vinda, principalmente porque “pulveriza” a oferta de crédito que é feita com a participação de outras instituições de fomento.

Segundo divulgou o BNDES, o programa estará vigente a partir do dia 10 de março deste ano e o prazo dessas operações pode chegar a 15 anos para projetos de investimento e a 10 anos para aquisição de bens de capital, com a participação do BNDES em até 100% dos itens financiáveis. Para o financiamento de máquinas e equipamentos, a taxa final será próxima a 9% ao ano (0,72% ao mês), e a de projetos será em torno 10% ao ano (0,78% ao mês).

“Acho que a descentralização da concessão do crédito é algo que pode ser muito bom porque amplia as possibilidades de acesso ao crédito ao produtor e os programas agropecuários com operação exclusiva de bancos do governo federal, dando mais liberdade a ele que poderá escolher entre agências de fomento, cooperativas de crédito, bancos cooperativos, bancos privados ou bancos públicos para ter acesso ao crédito’, comentou o presidente da Asplan, José Inácio.

Essa rede de agentes credenciados, de acordo com José Inácio, qualifica o BNDES como instrumento de descentralização do acesso ao crédito e tem tudo para fortalecer o desenvolvimento de uma política pública de apoio à agropecuária. “Tudo o que vier facilitar a vida do produtor e disponibilizar para ele acesso ao crédito será muito bem-vindo. Resta agora saber se o produtor não esbarrará em muitas exigências para ter acesso a esse novo programa de crédito”, destaca o dirigente da Asplan.

O diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, reitera a importância de se ampliar as linhas de crédito para o produtor. “Essa iniciativa do BNDES de descentralizar o crédito que contribuirá para fomentar o agronegócio é muito louvável e esperamos que ele venha também desburocratizado e para facilitar a vida do produtor”, reforçou Neto Siqueira.

Como solicitar

Segundo o BNDES, para ter acesso ao Crédito Rural, basta procurar um agente financeiro credenciado, que vai informar a documentação necessária e negociar as garantias. A instituição financeira encaminhará o pedido ao BNDES, que realizará o processo em tempo real, permitindo assim um acesso ao crédito de forma ágil pelo produtor rural. A expectativa é que a partir de 10 de março os interessados possam protocolar seus pedidos de financiamento.

Técnicos da Vale Verde vão à Estação de Camaratuba para capacitação de controle de qualidade de vespas e fungos

Nove profissionais de uma das maiores produtoras de cana-de-açúcar do Rio Grande do Norte, a Usina Vale Verde, foram recebidos na última quarta-feira (05) na Estação Experimental de Camaratuba para aprimorar seus conhecimentos acerca das metodologias de manejo de controladores biológicos da cana-de-açúcar. Essa técnica de defensivos biológicos tem o objetivo de acabar com as pragas agrícolas e os insetos transmissores de doenças a partir do uso de seus inimigos naturais. A procura pelos biodefensivos tem crescido nos últimos anos e a Estação Experimental de Camaratuba, mantida pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan, é referência no Nordeste nesse método, produzindo em larga escala dois controladores naturais de pragas que assolam a cana: a Cotesia flavipes (Vespas) e o Metarhizium Anisopliae (Fungos).

Parceiros da Estação Experimental de Camaratuba já há alguns anos, a Usina Vale Verde é uma entre as várias uni8dades industriais que adquirem biodefensivos e fazem o controle de pragas de forma híbrida, ou seja, com produtos químicos, vespas e fungos, principalmente no controle da broca-comum (Diatraea spp.) e da cigarrinha da Folha (Mahanarva posticata). É por isso que, para aprimorar cada vez mais os conhecimentos acerca do método, os técnicos da Vale Verde foram conferir o controle de qualidade da produção de vespas e fungos na Estação Experimental. A ideia é reduzir ao máximo o uso de produtos químicos e fortalecer o uso de inibidores que não deixem resíduos nos alimentos e sejam inofensivos ao meio ambiente e à saúde da população.

Ano passado, a produção média da Estação chegou a 126 mil copos de vespas e 11.368 kg de fungos. O diretor técnico da Asplan, Neto Siqueira, lembra que através da Estação, os plantadores de cana-de-açúcar não só da Paraíba, mas também de Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte, têm à disposição técnicas avançadas de controle de pragas que seguem, inclusive, uma tendência mundial de redução do uso de agroquímicos para combater pragas e doenças nas lavouras. “Lá eles tém toda orientação que precisam e têm também a produção de controladores que é vendida a preços acessíveis a outros produtores e entidades de classe e que para associados à Asplan, esse defensivo é distribuído gratuitamente”, explicou o diretor, salientando que existe uma demanda significativa e que o serviço é oferecido desde a década de 90.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, desde 2016 que o mercado de produtos biológicos vem crescendo. Em 2017, por exemplo, a produção de produtos biológicos para controle de pragas e doenças agrícolas cresceu mais de 70% no último ano no Brasil, movimentando R$ 464,5 milhões ante R$ 262,4 milhões em 2017. O resultado brasileiro é considerado o mais expressivo da história do setor e supera o percentual apresentado pelo mercado internacional.

Para o engenheiro agrônomo da Asplan, Luís Augusto, o crescimento do mercado brasileiro de defensivos biológicos segue uma convergência mundial. “Os agricultores tem investido no controle biológico. As vantagens são indiscutíveis. Não tem problema de resíduos químicos e não há desequilíbrios biológicos. São usados o que chamamos de inimigos naturais e isso é uma tendência mundial”, explicou o engenheiro.

Para Sonildo Ricardo da Silva, engenheiro agrônomo da Vale Verde e responsável pelo setor de Fitossanidade da Usina, a capacitação na Estação foi de grande importância para a equipe. “Já utilizamos os controladores biológicos em nossa cana e queríamos aprimorar o conhecimento que já temos. Foi de suma importância o treinamento por isso”, disse Sonildo, que agradeceu aos profissionais da Estação, em especial o supervisor dos laboratórios de vespas e fungos, Roberto Balbino, que mostrou aos técnicos agrícolas da Vale Verde como ocorre a produção e armazenamento dos insumos biológicos.

Os produtos da estação são repassados sem custo para os produtores associados à Asplan e, em forma de parcerias, para as usinas nordestinas. Para obter os insumos, basta que o interessado entre em contato com o DETEC – Departamento Técnico da Asplan. A produção de vespas acontece durante todo o ano. Já a de Fungo se concentra nos meses de março, abril, maio e junho bastando que estes solicitem uma visita ou mesmo façam seus pedidos na sede da Asplan, através do telefone (83) 3241-6424, de 2ª a 6ª feira, das 7h às 13h.

Molion, um dos principais nomes da Meteorologia brasileira, estará em João Pessoa no próximo dia 19 para uma palestra na Asplan

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em parceria com Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa), receberá, no próximo dia 19, às 10h, um dos principais meteorologistas brasileiros, o professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutor em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas, Luiz Carlos Baldicero Molion. Ele dará a palestra “Perspectiva do clima para 2020 e sua tendência para os próximos 10 anos”. O evento vai acontecer no auditório da Asplan, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, em João Pessoa. Molion defende que o homem e suas emissões de gases estufa na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. O evento é direcionado, prioritariamente, aos associados, mas o público interessado poderá assistir se houver espaço no auditório que tem capacidade para 250 pessoas.

Em maio de 2019, o pesquisador afirmou, por exemplo, em evento promovido pelo Senado Federal, que os modelos aplicados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) possuem lacunas e fragilidades no seu rigor científico e servem mais a interesses geopolíticos e econômicos. Segundo informou a Agência de notícias do Senado Federal, na época, Molion apresentou dados provando que entre 1920 e 1940 a temperatura média da Terra aumentou mais de 4° centígrados, num período em que a concentração de CO2 era inferior a 300 partes por milhão.

Além disso, depois da 2ª Guerra Mundial, quando em todo o mundo o processo de industrialização foi extremamente intensificado e as emissões de gases foram muito maiores, a temperatura média caiu. O meteorologista fez questão de ressaltar que até hoje a temperatura média global é inferior à verificada na década de 1930 e que o recente período de aquecimento global, verificado a partir da década de 1990, está ligado à cobertura das nuvens, ou seja, na falta dela, a temperatura se eleva naturalmente.

Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, o tema é importante para a classe produtora para que os governos deixem de introduzir políticas públicas e legislações restritivas e se comprometer com metas internacionais tendo como base documentos rudimentares como o próprio Molion considera. “O modelo de gestão da questão ambiental pode estar impedindo regiões do país de se desenvolverem. É inteligente que tenhamos outros estudos, principalmente vindo de um pesquisador respeitado como Molion, que também atua junto a universidades dos Estados Unidos e outras da Europa para estudar o tema”, finalizou José Inácio.

Produtores canavieiros da Paraíba poderão mapear solos com a tecnologia da Cropman

Imagina você dispor de uma espécie de scanner para o solo e poder, a partir de uma análise minuciosa de dados, otimizar o uso de insumos, ter um diagnóstico preciso do que é necessário colocar na terra em termos de nutrientes, baratear custos e aumentar a produtividade. Essa tecnologia denominada Cropman foi apresentada na manhã desta quarta-feira (29), à diretoria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba, em João Pessoa, e está disponível para quem quiser contratá-la. O custo do serviço é de R$ 50,00 por hectare e o equipamento tem capacidade para mapear até 250 hectares/dia.

A apresentação desta tecnologia canadense, já amplamente utilizada por produtores canavieiros do Sudeste do país, foi apresentada pelo diretor da Cropman, Henrique Junqueira. Ele explicou que essa tecnologia analisa cada metro quadrado do solo, com o uso de sensores de condutividade elétrica. “Esse mapeamento da variabilidade espacial do solo é associado a variações de relevo e de amostras de solo coletadas em locais estratégicos permitindo, assim, a criação de unidades de manejo homogêneas”, disse ele. O estudo é apresentado ao cliente em mapas digitais que nortearão os tratos culturais da propriedade de forma localizada e eficiente, o que possibilita um aumento de produtividade, com redução de custos.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, vai experimentar a tecnologia e já contratou a realização deste levantamento para 100 hectares de uma de suas propriedades. “Esse mapeamento é uma ferramenta importante que contribui com o aprimoramento da produtividade”, destacou o dirigente da Asplan, lembrando que vários industrias do Nordeste já fazem uso desta tecnologia obtendo bons resultados tanto na economia e racionalidade com insumos, quanto no aumento da produtividade.

O diretor do Departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira, estava na apresentação e também gostou das explanações. “Toda ferramenta ou tecnologia que vier agregar valor à produção, seja na racionalidade dos investimentos, seja no aumento da produtividade, será sempre bem-vinda para o setor e a Cropman reúne esses dois propósitos, ou seja, promete reduzir custos e melhorar a produtividade”, finaliza ele.

IFPB, prefeituras e Asplan se unem em projeto para revitalização de APPs da Bacia do Rio Gramame

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) está empenhada na revitalização das Áreas de Preservação Permanente (APPs), Matas Ciliares e nascentes da Bacia do Rio Gramame. Nesta terça-feira (21) um grupo de trabalho formado pela direção do campus de Pedras de Fogo do Instituto Federal da Paraíba – IFPB, pelas prefeituras de Pedras de Fogo e de Juripiranga, Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Seman-JP) e Asplan, reuniu-se no IFPB de Pedras de Fogo para tratar de parcerias que visem à preservação do Meio Ambiente e à Educação Ambiental de todo o Litoral Sul da Paraíba, região de grande influência da cultura da cana-de-açúcar. A Asplan agora é parceira do IFPB em um projeto piloto de recuperação das APPs na Bacia do Rio Gramame e fomentará ações para condução da produção de compostagem e plantio de mudas nativas nas propriedades de fornecedores de cana ligados à Associação. O único desafio agora é recuperar as áreas invadidas, que são o ponto de tensão e também de partida de todo o projeto.

Segundo o Diretor Técnico da Asplan, Neto Siqueira, o projeto uniu o útil ao agradável porque os fornecedores de cana precisavam fazer essa revitalização, mas também queriam orientação e aval técnico de um órgão federal, a exemplo do IFPB. “Em 2020 esse será um dos pilares da Asplan, que é a educação ambiental e a revitalização dessas áreas. Vislumbramos, na reunião, essa restauração através dessa parceria que também inclui prefeituras que precisam dar um destino ao seu lixo orgânico e estão focadas na coleta seletiva e na produção de compostagem de grande qualidade para ser utilizada no plantio das mudas nas APPs”, comentou Neto.

As localidades da Bacia do Rio Gramame que serão revitalizadas foram apontadas em um estudo da Universidade Federal da Paraíba – UFPB no final do ano de 2018. A pesquisa foi encomendada pela Cagepa e Asplan e outras entidades que foram alertadas pelo Ministério Público Federal – MPF. “Fomos movidos por uma ação do MPF. Na época ficamos surpresos e propomos um estudo que foi feito pela UFPB. O MPF apontava os produtores de cana e as indústrias da região como os principais poluidores do Rio. No entanto, o diagnóstico da UFPB mostrou que não há resíduos de agrotóxicos nas águas e nem nas margens ou nascentes. O que retirou o peso da responsabilidade da poluição dos produtores de cana e colocou nas indústrias, visto que havia metais pesados presentes do Rio”, explicou o diretor técnico da Asplan.

Ainda assim, os produtores fornecedores de cana ligados à Asplan vão fazer a recomposição de suas APP’s, áreas destruídas, na realidade, por invasores de terras que se fixaram nas localidades e hoje produzem macaxeira, batata, e outras culturas de subsistência. “Temos um problema sério que são as invasões. E temos muitas. Só em uma fazenda tem 18 invasões. Eles, os invasores, entendem que área de APP não é de proprietário, é de governo, e invadem e destroem”, explicou o diretor técnico da Asplan, Neto Siqueira, salientando que no projeto que o IFPB está formulando, o primeiro ponto a ser revitalizado serão as áreas que ainda não foram invadidas.

“Vamos reflorestar, repovoando com a ajuda dos órgãos, que vão nos mostrar qual é a vegetação certa, do clima certo e, depois, quando a Justiça se pronunciar a respeito das áreas invadidas, também faremos a revitalização dessas áreas após elas sejam desocupadas.

O projeto: compostagem, mudas, plantio, recomposição

O projeto de revitalização das APPs da Bacia do Rio Gramame consiste no plantio de mudas nativas conforme o atual Código Florestal. Para isso, o IFPB aglutinou interesses e reuniu prefeituras também da região no projeto. Elas entrarão fornecendo o lixo orgânico para a produção de compostagem a ser usada nas APPs e o IFPB com o projeto e os estudantes que fabricarão esse adubo orgânico. “Vamos pegar o resíduo orgânico da poda, do resto de feira, etc, para fazer a compostagem que será usada para resgate de APP, mata ciliar. E já temos o projeto ‘Seu resíduo me alimenta’, que trabalha com a produção de adubo orgânico e a educação ambiental”, explicou o Diretor Geral do campus do IFPB de Pedras de Fogo, Frederico Campos.

Além das prefeituras, também foi convidada a participar a Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Seman-JP), que fornecerá as primeiras mudas para o projeto. Essas mudas, por essa vez, serão cultivadas no Parque Ecológico Silvio Milanez, localizado na cidade de Pedras de Fogo. “Lá os estudantes bolsistas conduzirão a compostagem e o cultivo das mudas que serão plantadas nas APPs”, salientou o diretor do IFPB de Pedras de Fogo, Frederico Campos.

O secretário da Seman, Anderson Fontes, destacou durante a reunião que o Parque será um instrumento importante para a conscientização da importância do lixo entre as pessoas da cidade. “O parque se torna aproveitável porque a realidade é que não se tem onde comprar adubo orgânico, bem como o próprio lixo orgânico para a produção da compostagem. Mas, quando se acha o caminho a própria população produz para você, bem como as associações”, disse Anderson.

O prefeito de Juripiranga, Paulo Dália, ressaltou que a situação das pequenas cidades e de seus lixos é premente e que o projeto é uma solução que deve ser duradoura. “O MPF pressiona e o que precisa ser feito é criar uma área piloto em que se faça tudo o que deve ser feito. Temos uma série de mudas e podemos produzir sua própria compostagem. A ideia é incentivar o comercio de resíduos e depois vamos montar uma unidade de triagem para talvez instalar uma fábrica de adubo orgânico”, contou o prefeito. Ele adiantou que para uma boa condução do projeto, porém, é preciso capacitar pessoal. “A educação é fundamental para saber o que se fazer com esse resíduo, capacitando para trabalhar”, frisou Paulo.

A preocupação com a educação ambiental e a capacitação também é preocupação do prefeito de Pedras de Fogo, Dedé Romão. “A gente está com essa preocupação da importância da separação do lixo. Estamos fazendo um trabalho pesado de conscientização. É um desafio, mas a prefeitura tem feito tudo que está ao seu alcance. Distribuímos baldes na feira, damos EPI. Queremos um projeto que dure. Não adianta a gente pensar num projeto que ele dure apenas alguns meses”, disse ele, agradecendo a parceria da Asplan. “Fico feliz com a presença dos produtores de cana para buscar saídas para ter soluções que aprimorem essa problemática do lixo e, além disso, ajudar a recuperar o meio ambiente”, disse Dedé, que foi à reunião acompanhado da coordenadora de Educação Ambiental de Pedras de Fogo, Josineide Macedo.

Agora, o próximo passo é em direção a selecionar o pessoal capacitado para atuar na compostagem no Parque Ecológico de Pedras de Fogo. O projeto ‘Seu resíduo me alimenta’, de estudantes do IFPB é o carro-chefe da captação dos resíduos para a compostagem. A Semam de João Pessoa fornecerá as primeiras mudas e os produtores de cana, através da Asplan, mostraram interesse em adquirir o restante da compostagem que não for utilizada na adubação das mudas que irão para as APPs.

Asplan participará de reunião que tratará na revitalização das matas ciliares dos rios Gramame e Abiaí degradadas por invasores

A qualidade das águas das bacias hidrográficas dos rios Gramame e Abiaí, no Litoral Sul da Paraíba tem sido objeto de preocupação de diversos órgãos e comunidade científica no estado há mais de 30 anos. Um estudo realizado em janeiro de 2017, por exemplo, revisou as pesquisas anteriores e estabeleceu, que até 2020, “as prioridades para o período serão iniciativas para frear a crise hídrica”. A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan participou de um grupo que custeou as pesquisas junto a órgãos e empresas como Cagepa Coteminas e Giasa que identificou características dos recursos hídricos e das matas ciliares dos rios Gramame e Abiaí e nesta terça-feira (21), na sede do Instituto Federal da Paraíba – IFPB, em João Pessoa, acontecerá uma reunião para debater encaminhamentos e ações para revitalização desses espaços.

Esse estudo, feito por uma equipe de profissionais mestres e doutores das áreas de química, ciências biológicas e geografia da Universidade Federal da Paraíba- UFPB, com a colaboração de outros de profissionais técnicos da SUDEMA, concluiu que os rios vêm recebendo efluentes de diversas atividades industriais e até mesmo esgoto sanitário, sem qualquer tipo de tratamento e isentou os produtores de serem causadores de poluição na área. Além disso, o estudo identificou o uso incorreto do solo às margens dos rios, sendo feito por pessoas que ocuparam indevidamente as áreas e degredaram as principais Áreas de Preservação Permanente (APPs) que agora precisam de restauração.

Antes, acreditava-se que, em função de a área onde se localiza a Bacia do Rio Gramame-Mamuaba ter grande predomínio da cultura da cana-de-açúcar, que seriam os produtores de cana um dos responsáveis pelas atividades mal conduzidas que envolvem ocupação e uso do solo e que levaram a um processo de remobilização e contaminação do sedimento/solo próximo aos rios. No entanto, foi observado que as margens ou as APPs foram invadidas por outras pessoas que degradaram a floresta ciliar que protege as margens dos referidos rios. A reunião desta terça-feira é justamente para tratar da retirada dessas pessoas e do início da reposição ciliar.

“É preciso que comecemos logo esse processo de recomposição, mas, para tanto, é preciso que antes as áreas sejam desocupadas”, comentou o presidente da Asplan, José Inácio, preocupado com a resolução do problema, tendo em vista que as metas foram colocadas para serem cumpridas até o ano de 2020. “Já foi feito o estudo, observou-se que o produtor de cana não é responsável diretamente pela poluição e lixiviação dos rios, mas sim grupos de ocupantes ilegais que se estabeleceram nos locais. Mesmo assim, com a retirada dessas pessoas, os donos das propriedades farão o reflorestamento ciliar de das margens”, explicou José Inácio.

Vale dizer que a área de drenagem da bacia do Gramame é de aproximadamente 589,1 km e o seu principal curso de água é o rio Gramame, com extensão aproximada de 54 km, tendo seus principais afluentes os rios Mumbaba e Mamuaba. Também localizada no litoral sul do estado da Paraíba, a bacia hidrográfica do rio Abiaí possui uma área de drenagem de aproximadamente 449,5 km2, e limita-se a Norte com a bacia do rio Gramame, a Sul e Oeste com o estado de Pernambuco e a Leste com o Oceano Atlântico. O rio Abiaí, principal curso da bacia, possui uma extensão de 28km.

Dentre os apontamentos do estudo, dividido em três partes: Ocupação do Solo – caracterização física e química da água e do sedimento; Fitoplanton do reservatório com ênfase nas cianobactérias; e Estudo do Uso e Ocupação do Solo. O estudo destacou que o prejuízo que a contaminação do rio causou às comunidades ribeirinhas é incomensurável e que precisa de ação reparadora urgente. A grande quantidade de material orgânico lançado através dos efluentes tem sido motivo também de desoxigenação das águas, tornando o ambiente impróprio para a vida aquática. Além disso, as indústrias ali instaladas ainda continuam a despejar seus metais, especialmente Ferro e Alumínio nos rios.

Em resumo as não conformidades dizem respeito, principalmente, ao Oxigênio Dissolvido e concentrações de alguns metais como Alumínio, Ferro, Cobre, Manganês e Chumbo. Além destes parâmetros, há que citar a Turbidez e Coliformes Fecais encontrados nas águas. Este último causado pela ocupação urbana com geração de esgoto doméstico.

Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, os dados obtidos sobre a qualidade química das águas são suficientes para auxiliar os órgãos competentes na reavaliação do atual quadro. “A Asplan e os produtores de cana em geral sempre estiveram à disposição dos órgãos para tratar da questão que não é simples, até devido á grande ocupação urbana e industrial da região”, destacou o dirigente, confiante que a reunião determinará as próximas ações do grupo de trabalho.

Aneel suspende recadastramento para manter descontos na energia elétrica para irrigação e produtor pode respirar mais tranquilo

Uma boa notícia para o produtor rural veio essa semana, de Brasília. Isso porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) atendeu a uma demanda da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e manteve os descontos nas tarifas de energia elétrica para irrigação e aquicultura no período de 21h às 6h. Em novembro ultimo, a Aneel havia emitido uma recomendação às concessionárias de energia elétrica para que aplicassem prazo diferenciado de recadastramento dos produtores rurais para a obtenção de benefícios tarifários. Agora, a agência suspendeu o processo de recadastramento tendo em vista que prejudicava a produção irrigada e a aquicultura do país, já com seus custos altos.

Na Paraíba, segundo a Energisa, em 2019, haviam sido convocados 53 mil clientes, de 71 cidades do sertão do estado, dentre elas, Cajazeiras, Catolé do Rocha, Patos, Pombal, Princesa Isabel, Sousa, Teixeira, Queimadas e Massaranduba para que procurassem uma agência de atendimento para realizarem seu recadastramento. O prazo foi até o dia 20 de novembro de 2019, tendo, a Aneel, emitido recomendação para que se ampliasse o prazo no mês de novembro e, agora em 2020, decidiu pela suspensão da obrigação de recadastramento para obtenção do benefício.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, essa foi a decisão mais acertada que a Aneel poderia ter tomado porque muitos produtores seriam penalizados com seus benefícios suspensos até que ele fosse renovado com o recadastramento. “Caso o consumidor não atendesse à convocação para a atualização de seu cadastro durante o prazo, ele não teria direito de atualizar os dados posteriormente e perdia o benefício. Então, o produtor agora pode fazer isso espontaneamente, sem angustia, apresentando sua documentação como o licenciamento ambiental e a outorga do direito de uso de recursos hídricos”, disse o dirigente da Asplan.