Asplan
Cooperativa de produtores rurais da Paraíba faz sua primeira compra de insumos
A compra de insumos e produtos agrícolas com valores mais acessíveis que os praticados no mercado, a partir da Cooperativa dos Associados da Asplan (Coasplan), já é uma realidade. O primeiro pedido de Herbicidas, Inseticidas e Fungicidas foi feito na última sexta-feira (05) e deve chegar a sede da entidade já na próxima semana. Os produtos ficarão no depósito da Coasplan, na avenida Francisco Marques da Fonseca, 294, no bairro Brasília, em Bayeux, e estarão disponíveis para aquisição dos cooperados e não cooperados. Nessa primeira compra a Cooperativa investiu R$ 132 mil.
Segundo o gerente da Coasplan e engenheiro agrônomo Luís Augusto, esse primeiro pedido de insumos não se restringe a produtos direcionados apenas a cana-de-açúcar, mas, também a outras culturas, a exemplo, de abacaxi, inhame, coco e mamão. “A cooperativa vai trabalhar, prioritariamente, com foco no produtor canavieiro, mas, vamos atuar para atender os demais produtores rurais da Paraíba, com preços competitivos e acessíveis e com excelentes produtos”, destaca ele, lembrando que com a chegada dos itens e finalização de outros detalhes, a ideia e iniciar as atividades da Coasplan no dia 23 de junho.
Além dos preços mais acessíveis, outra vantagem da Coasplan é a possibilidade do cliente comprar com prazo. “Mas, essa modalidade de aquisição de produtos e insumos só estará disponível para os produtores canavieiros, associados da Asplan, mediante o aval das usinas”, explica o presidente da Cooperativa, Fernando Rabelo Filho. Ele destaca que o grande objetivo da Cooperativa é baratear custos para os associados, cooperados e para o mercado em geral, permitindo que os investimentos necessários na produção sejam realizados com mais facilidade. “Como vamos comprar os produtos de forma cooperativada, teremos melhores condições de ter preços menores e mais atrativos”, reitera o presidente da Coasplan.
A Cooperativa terá ainda uma Central de Compras, que terá um funcionário à disposição dos clientes para fazer a cotação de peças e equipamentos, incluindo EPI’s. Para acionar a Central, basta que o interessado ligue pelo número (083) 2177-0441 e diga qual é sua necessidade de compra que a Cooperativa se encarregará de fazer as cotações e adquirir o produto sem custo adicional algum para o cliente. “Esse é outro grande diferencial da Cooperativa que vai dar um importante suporte ao produtor na hora de comprar peças de reposição e outros itens ligados ao seu negócio”, destaca Luís Augusto, lembrando que para ter acesso a compra via Coasplan, o produtor não precisa ser associado da Asplan, mas para se tornar um cooperado, é preciso ser associado da entidade.
“A Coasplan é, na realidade, um braço da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba que vai atuar em paralelo a entidade com a função de atender não apenas os nossos associados, mas, todo o segmento que atua no setor primário com alguns diferenciais de atuação. É um sonho antigo que agora virou realidade”, afirma o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, enfatizando que a Coasplan não tem fins lucrativos. “A ideia é ajudar e facilitar a vida do produtor”, finaliza José Inácio.
- As compras via Cooperativa terão preços mais acessíveis
A crise do setor é passageira e os produtores merecem ter acesso aos ganhos do CBIOs foram algumas das constatações da live do IFAG
A crise é passageira, tem uma luz no fim do túnel, o consumo de etanol está voltando, o produtor precisa renovar seu canavial, o governo federal tem que ajudar o setor a superar essa crise, é urgente melhorar a visibilidade e o entendimento da importância do setor na sociedade e isso se dá através de ações de comunicação, o produtor terá acesso aos créditos de descarbonização, o CBIOs dará ainda mais credibilidade ao setor sucroenergético e o setor industrial precisa ser ainda mais parceiro do produtor. Essas foram algumas das constatações de uma live, realizada na noite desta sexta-feira (05), que reuniu representantes de várias entidades ligadas ao setor sucroenergético nacional. A live debateu os cenários atual e futuro do setor e foi promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), SENAR, Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG) e Sindicato Rural de Goiás. A mediação do evento foi feita pelo Coordenador Técnico do IFAG, Alexandro Santos.
O presidente da CNA, Ênio Fernandes, da Orplana, Gustavo Rattes, da Feplana, Alexandre Andrade e da Unida e da Asplan, José Inácio de Morais foram os debatedores da live. Para José Inácio esse debate sobre a atual conjuntura do setor canavieiro foi oportuno e importante. “Vivemos um cenário adverso, sob o qual ninguém sabe ao certo quais serão as repercussões e precisamos, mais que nunca, estar unidos e coesos para juntos conseguirmos fortalecer o setor”, disse José Inácio, lembrando que essa pandemia não é a maior crise que o setor enfrenta no Nordeste. Segundo ele, os sete anos de seca na região, os 16 anos dos governos do PT e a crise de 1986 foi ainda mais cruel. “Naquela época enfrentamos uma inflação de 80% e uma cana com baixo preço. Hoje, já atingimos R$ 100, oscilamos em R$ 80 e já caminhamos para R$ 95”, destacou José Inácio, que elogiou a postura da ministra da Agricultura, Thereza Cristina, criticou a demora do Banco do Brasil em ajudar o setor e lembrou que o produtor não deve deixar de renovar seu canavial em 10%,12% ou nos ideais 16%.
O dirigente da Unida disse ainda que não entende a resistência de alguns representantes do setor industrial em destinar parte dos créditos de descarbonização do CBIOs para os fornecedores, inclusive porque o valor a ser direcionando aos produtores além de ser merecido, não vai comprometer o lucro da indústria. Por fim, José Inácio reiterou que o setor precisa andar coeso e destacou, neste sentido, a necessidade de que todas as entidades trabalhem para a aprovação do Projeto de Lei 3149, apresentado pelo deputado paraibano, Efraim Filho. “Esse PL tem o objetivo de corrigir uma injustiça contra os produtores independentes de cana na lei do RenovaBio, que deixou os fornecedores fora do recebimento dos créditos descarbonização (CBios), restringindo o acesso aos ganhos apenas aos industriais”, lembrou José Inácio, conclamando todas as entidades a lutarem pela aprovação do Projeto.
- A live aconteceu na noie desta sexta-feira
Presidente da Unida elogia iniciativa de deputado paraibano de propor inclusão de CBios para produtores de cana e outras culturas do país
O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), José Inácio de Morais elogiou a iniciativa do líder dos Democratas na Câmara Federal, deputado paraibano Efraim Filho, que apresentou o PL 3149. A Iniciativa tem o objetivo de corrigir uma injustiça contra os produtores independentes de cana na lei do RenovaBio, que deixou de fora do recebimento dos créditos descarbonização (CBios) os fornecedores de cana, restringindo o acesso aos ganhos apenas aos industriais.
A iniciativa do deputado Efraim Filho encontra respaldo na reivindicação da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) e da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), que se manifestaram desde o início dos debates sobre o Renovabio favoráveis a inclusão dos produtores canavieiros independentes nos ganhos com o CBIOs. “Os produtores são um elo importante na cadeia sucroenergética, no entanto, ficaram de fora dos ganhos dos créditos de descarbonização (CBios), de forma que somente um Projeto de Lei pode mudar essa realidade e reverter essa injustiça com essa categoria”, destaca José Inácio.
O dirigente canavieiro lembra que o setor produtivo é responsável por 30% da matéria-prima do etanol e açúcar produzidos nas usinas do país, mas, mesmo com essa representatividade, o Renovabio não incluiu os canavieiros nem produtores de milho e de soja no direito ao recebimento de créditos (CBios), a serem pagos pela produção do biocombustível. “O PL acaba com a exclusão, como esses setores também passam a dividir com as usinas os custos operacionais exigidos pelo mercado de CBios. O projeto também cria regulamentações para garantir aos agricultores a coparticipação e recebimento proporcional dos créditos correspondentes à produção de etanol da unidade onde a matéria-prima foi fornecida”, explica o deputado autor do PL, lembrando que o produtor rural desempenha importante papel na cadeia produtiva de biocombustíveis, e precisa participar ativamente do RenovaBio, principalmente, no que se refere aos créditos de descarbonização (CBios).
O dirigente da Feplana, Alexandre Lima, complementa. “O setor canavieiro tem respaldo para participar do mercado de CBios porque grande parte das metas de descarbonização ocorrerá no campo, por meio das ações realizadas pelo produtor rural. Isso quer dizer que o canavieiro é um dos grandes agentes econômicos do RenovaBio”, reitera Alexandre. Ele lembra que por causa dessa questão não ter sido incluída na lei dos biocombustíveis, de autoria do então ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, ainda no governo de Michel Temer, algumas usinas não querem agora compartilhar espontaneamente os CBios com os fornecedores independentes de cana, como foi acordado entre as entidades sucroenergéticas durante as negociações para a aprovação da lei do RenovaBio. “O PL do deputado Efraim busca corrigir está questão ao incluir o produtor independente de matéria-prima destinada à produção de biocombustíveis, dando a ele efetiva participação no RenovaBio e no justo recebimento de CBios”, finaliza o presidente da Feplana.

Lideranças canavieiras nacionais debatem o enfrentamento da atual conjuntura e a realidade do setor diante dos desafios que se apresentam
Na próxima sexta-feira (05), representantes de várias entidades ligadas ao setor sucroenergético nacional participam de uma live, às 18h30, para debater os cenários atual e futuro do setor. A transmissão, que será acessada pelos canais do @sistema FAEG, é uma promoção da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), SENAR, Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG) e Sindicato Rural de Goiás. A mediação do evento será feita pelo Coordenador Técnico do IFAG, Alexandro Santos.
O presidente da Comissão Nacional de Cana-de-açúcar da CNA, Ênio Fernandes, o presidente da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), Gustavo Rattes, o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Andrade e o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais serão os debatedores da live.
Para José Inácio esse debate sobre a atual conjuntura do setor canavieiro é oportuno e importante. “Vivemos um cenário adverso, sob o qual ninguém sabe ao certo quais serão as repercussões e precisamos, mais que nunca, estar unidos e coesos para juntos conseguirmos fortalecer o setor que é um dos pilares mais importante da economia nacional e fundamental para o desenvolvimento do país”, disse o dirigente da Unida e da Asplan.
Não podemos deixar de plantar e renovar os canaviais mesmo na atual conjuntura adverte o dirigente canavieiro e produtor José Inácio
A cultura canavieira no Nordeste que, nos últimos sete anos enfrentou momentos difíceis, principalmente, em relação a remuneração paga pela matéria-prima e que tinha boas perspectivas de soerguimento na atual safra, se deparou com as implicações da pandemia, o que ampliou a crise já vivenciada pelo setor nos últimos anos. Mas, mesmo em meio a esse cenário, o produtor canavieiro não pode abrir mão de plantar e renovar seu canavial. Essa ressalva foi reforçada na noite desta segunda-feira (01), pelo presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, em live promovida pela FMC Agrícola com representantes do segmento canavieiro de várias regiões do país.
No início de sua participação na live, José Inácio lembrou que a média de produtividade do produtor nordestino em relação ao do Sudeste sempre foi menor. “A média histórica, por hectare, aqui na região é de 50 toneladas por hectare, enquanto que no Sudeste essa média histórica fica entre 85 e 90 toneladas. Mas, temos conseguindo aumentar essa produtividade para 70 toneladas e temos experiências exitosas com irrigação na região, a exemplo da Japungu, que chega a 110 toneladas”, destacou José Inácio.
Ele também reiterou que o produtor nordestino não está tendo uma remuneração a altura de seu investimento e que estava com uma grande perspectiva de começar a reverter esse quadro negativo na atual safra, mas que a pandemia frustrou essa expectativa. Contudo, ele reforçou a necessidade do produtor não deixar de fazer a renovação de seu canavial. “O ideal é renovar 16.66% da área a cada ano e mesmo em meio a essa crise, não devemos deixar de fazer isso sob pena de no ano que vem o canavial está ainda mais comprometido e necessitar de um investimento ainda maior”, disse ele, lembrando que o produtor precisa diminuir custos, rever processos, eliminar as deficiências, mas não deixar, em nenhuma hipótese, de plantar.
Além de José Inácio, participaram da live promovida pela FMC, Haroldo Torres, da Pecege, Caio Carbonari, da FCA/Unesp e Evandro Piedade, da Associação de Piracicaba. “A dinâmica dos herbicidas no ambiente” foi tema de uma das palestras da live que teve como temática central “Cenário atual e oportunidades para os fornecedores de cana-de-açúcar”. Durante a transmissão, as apresentações reforçaram a importância do uso correto da tecnologia disponível e dos produtos usados na lavoura com vistas a melhoria da produtividade nos canaviais. A live foi encerrada com uma apresentação do programa Gennesis, da FMC, sobre manejo integrado da cana e com a apresentação da campanha institucional de comunicação da FMC que parte do conceito ‘Onde tem cana tem energia’, destacando a importância do universo canavieiro.
- O presidente da Asplan, José Inácio, participou da live da FMC
Produtores rurais da Paraíba passarão a contar com uma cooperativa para comprar insumos e produtos a preços mais acessíveis
- Logomarca da Cooperativa que começa a funcionar em junho
Comprar insumos e produtos agrícolas com valores mais acessíveis que os praticados no mercado e dispor de uma central de compras de peças e equipamentos e quem for cooperado ainda pode comprar com prazo. Essas são algumas das vantagens que os produtores rurais paraibanos, ligados ou não a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), passarão a ter com o início das atividades da Cooperativa dos Associados da Asplan (Coasplan), que vai começar a operar a partir da segunda quinzena de junho. A sede da Coasplan funcionará na avenida Francisco Marques da Fonseca, 294, no bairro Brasília, em Bayeux.
Entre os diferenciais ofertados pela Coasplan está a possibilidade do cliente comprar com prazo. “Mas, essa modalidade de aquisição de produtos e insumos só estará disponível para associados da Asplan, mediante o aval das usinas”, explica o presidente da Cooperativa, Fernando Rabelo Filho. Ele lembra, no entanto, que os preços mais competitivos e acessíveis da Coasplan é que será o grande diferencial da Cooperativa, que projeta responder pela movimentação de cerca de R$ 4 milhões/ano somente com a venda de herbicidas, estimulantes e cupinicidas. “Esse cálculo corresponde a 50% das vendas feitas a fornecedores, atualmente, levando-se em consideração uma área de 10 mil hectares”, explica Fernando, lembrando que somente os fornecedores de cana da Paraíba respondem por uma área de 20 mil hectares. Com outros produtos, a Coasplan projeta uma movimentação de mais R$ 1,5 milhão.
O presidente da Coasplan reitera que o grande objetivo da Cooperativa é baratear custos para os associados, cooperados e para o mercado em geral, permitindo que os investimentos necessários na produção sejam realizados com mais facilidade. “Como vamos comprar os produtos de forma cooperativada, teremos melhores condições de ter preços menores e mais atrativos”, ressalta o presidente da entidade que tem como vice-presidente, Pedro Tavares Neto.
A Central de Compras, que terá um funcionário à disposição dos clientes para fazer a cotação de peças e equipamentos, incluindo EPI’s, é outro diferencial da Coasplan. Basta para tanto, que o interessado diga qual é a necessidade de compra que a Cooperativa se encarregará de fazer as cotações e adquirir o produto sem custo adicional algum. “Esse é outro grande diferencial da Cooperativa que vai dar um importante suporte ao produtor na hora de comprar peças de reposição e outros itens ligados ao seu negócio”, destaca Fernando.
Para ter acesso a compra via Coasplan, o produtor não precisa ser associado da Asplan, mas para se tornar um cooperado, é preciso ser associado da entidade. “O interessado então precisa comprar uma cota parte, equivalente a R$ 100,00. A Cooperativa vai começar a atuar com 50 cotistas fundadores. Cada um deles comprou 10 cotas parte, o equivalente a R$ 1.000,00”, explica Fernando, reiterando que para ter acesso as compras via Cooperativa não é necessário ser cotista. “Agora, para ter direito a entrar na divisão de lucros da Coasplan, se houver dividendos, essa condição de cotista é imprescindível”, afirma ele.
“Esse é um sonho antigo da Asplan que, em breve, irá se concretizar. A Coasplan é, na realidade, um braço da Associação que vai atuar em paralelo a entidade com a função de atender não apenas os nossos associados, mas, todo o segmento que atua no setor primário da Paraíba com alguns diferenciais”, afirma o presidente da Asplan José Inácio de Morais, lembrando que a Coasplan não tem fins lucrativos e pode ser o projeto embrionário da formação de uma unidade industrial, caso haja algum acidente de percurso de fechamento de alguma indústria local, a exemplo do que correu em Pernambuco, com a COAF. “O foco é fortalecer o produtor, ajudá-lo a adquirir insumos e produtos de forma mais competitiva e para tanto precisamos do apoio da classe”, finaliza José Inácio.
Entidades voltam a cobrar da União resposta sobre pacote de socorro ao setor sucroenergético nacional
O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana – Unida e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan, José Inácio de Morais, voltou a cobrar hoje (22), um posicionamento oficial do governo federal sobre o pacote de medidas sugerido, mês passado, pelas entidades que fazem parte do setor para socorrer a produção de cana e as indústrias que fabricam etanol no país. “Mesmo com a importância do setor para a economia brasileira, o governo federal ainda não acenou efetivamente com ações que possam nos ajudar a sobreviver a essa crise sem precedentes” afirma o dirigente canavieiro.
Os 20 mil produtores de cana-de-açúcar da região Nordeste, congregados na Unida, segundo José Inácio, estão à mercê da própria sorte até agora. “Nós, empregadores de mais de 100 mil trabalhadores no campo, em especial, nos estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba, aguardamos ansiosos pelas respostas do governo em relação as nossas reivindicações. Até agora, temos apenas acenos que algo será feito, mas, de concreto, passados mais de 60 dias dessa pandemia, nenhuma ajuda foi efetivada e a cada dia a crise se agrava. É preciso que o governo nos dê respostas mais rápidas”, reitera José Inácio.
O dirigente canavieiro lembra que dentre as reivindicações do setor as mais urgentes são a disponibilidade de linhas de crédito, tanto para as indústrias que precisam de um aporte de financiamento dos estoques de etanol haja vista a queda no consumo do produto que não foi comercializado como se previa antes da pandemia, além de linhas de crédito para os produtores e rolagem de dívidas. “A maior parte dos bancos privados já passaram as parcelas vencidas para agosto e disponibilizaram algumas linhas de crédito, mas, tanto em relação a essa prorrogação de pagamento, quanto a liberação de créditos, quero aqui ressaltar que embora o Banco do Brasil seja o maior banco de fomento ao setor, as medidas de apoio da instituição estão muito devagar”, reforçou José Inácio.
Na pauta das reivindicações dos produtores, segundo José Inácio, destacam-se ainda a adoção de projetos de parceria público privada, câmbio diferenciado para a importação do fertilizante de custeio e renovação, a retomada da subvenção de equalização de preços, garantidora da competividade da atividade canavieira do Nordeste em relação ao Sudeste, que tem menor custo de produção, a redução temporária dos tributos incidentes sobre os produtos do setor, e melhor acesso aos créditos bancários, além de uma linha de crédito emergencial.
Para as indústrias, as propostas apresentadas minimizariam os impactos causados pela redução do consumo do biocombustível no país causado queda do preço do petróleo (em meio à crise entre a Arábia Saudita e a Rússia) e pela pandemia do novo coronavírus, passando pela redução do valor do PIS/Cofins incidente sobre a comercialização do etanol, a criação de uma linha de financiamento para a estocagem de etanol que não venha a ser comercializado, a autorização para venda direta do etanol aos postos de abastecimento, são algumas das demandas do setor industrial. “O governo precisa agir o quanto antes no sentido de nos dar respostas e, principalmente, ação”, finaliza José Inácio.
- O presidente da Asplan, José Inácio, reitera importância do apoio do governo neste momento
Iniciativa da Asplan vai agregar valor ao setor porque melhora organização da cadeia produtiva no campo afirma dirigente do Sindalcool sobre ProAr
“O sistema contratado pela Asplan que cria o selo de qualidade ProAr, já em criação, e que tem o objetivo de melhor organizar as práticas agrícolas desenvolvidas pelos fornecedores de cana-de-açúcar da Paraíba é uma iniciativa inteligente e muito oportuna”, disse hoje (18), o presidente executivo do Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool no Estado da Paraíba (Sindalcool), Edmundo Barbosa. Ele se referia a contratação de uma empresa que irá fazer o rastreamento da produção dos fornecedores canavieiros paraibanos, desde o plantio até a colheita, disponibilizando esse banco de dados em Blockchain e propiciando que, desta forma, os produtores possam estar elegíveis para participar junto com as indústrias do mercado de créditos de descarbonização – CBIOs.
Edmundo lembra que a certificação para participar do Renovabio é imprescindível e exige das empresas que queiram participar do Programa investimentos em práticas sócio ambientais e, portanto, uma nova postura da cadeia produtiva na produção e processamento da matéria-prima. “Nós ainda não tínhamos incluído cana de fornecedores porque não havia organização no sentido de termos os dados que o Renovabio exige. Creio que com essa iniciativa da Asplan, que é pioneira em nível nacional, isso poderá ser contabilizado para efeito da elegilibilidade ao Programa por parte dos fornecedores”, destaca Edmundo, classifícando a ação da Asplan como ‘realmente inteligente’.
Edmundo lembra ainda que o valor agregado da cana no Renovabio é baseado também na quantidade de emissões que aquela cana teve ao ser produzida. “O Programa muda a relação do produtor de cana com o meio ambiente na medida em que ele quantifica e qualifica tudo o que diz respeito a produção da matéria-prima, levando em conta, por exemplo, até o tipo de adubo utilizado na lavoura e que tipo de emissão isso provocou. Quem usa nitrato de amônia no solo terá um peso diferente de quem utiliza composto orgânico, por exemplo”, reforça Edmundo.
O dirigente do Sindálcool reitera que a iniciativa da Asplan reforça a consciência dos plantadores sobre a importância de mudar a relação deles com o meio ambiente. “É preciso abraçar uma nova ótica de produção. Como bem define o Programa é fundamental ter mais cana, produzir mais etanol, mas tudo isso com menos emissões”, reforça Edmundo, lembrado que em 2021 haverá nova ressertificação das indústrias e que, com essa iniciativa do ProAr os fornecedores de cana paraibanos que aderirem ao programa de qualidade poderão ser adicionados a essa cerificação para também ter ganhos com os créditos de carbono.
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais reforça que já há algum tempo, os produtores estão reivindicando a participação deles neste mercado de comercialização de CBIOs e que essa iniciativa de criar o selo de qualidade ProAr e melhor organizar os fornecedores paraibanos se insere neste contexto. “Não queremos continuar tendo como avaliação de nossa produção apenas o ATR. A cana tem muitos outros valores agregados e agora mais esse dos créditos de carbono. Há muitas possibilidades de ganhos, inclusive, para o meio ambiente e queremos ser protagonistas desta história também, já que somos um elo importante desta cadeia produtiva”, finaliza José Inácio.
- Edmundo Barbosa, do Sindalcool,elogiou iniciativa da Asplan
Asplan elogia iniciativa do Sindalcool em lançar campanha para estimular consumo do Etanol
“A campanha ‘Etanol é só beleza. Abasteça com etanol’ capitaneada pelo Sindalcool, com apoio de diversas entidades, entre elas a Asplan, chega num momento muito oportuno, no qual o setor precisa de apoio, inclusive, com o estímulo da população por usar um combustível limpo e renovável”, disse nesta terça-feira (12), o presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. O dirigente canavieiro se referia a recente ação de comunicação do Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool na Paraíba como estratégia para estimular o uso do produto e atenuar a crise no setor que se agravou com a pandemia do Covid-19.
José Inácio lembra que a safra 2019/2020 de cana-de-açúcar na Paraíba foi encerrada em abril e justamente quando os estoques de álcool deveriam ser comercializados, a pandemia provocou uma queda nas vendas de 70% do etanol nos postos de combustíveis. De acordo com divulgação do Sindalcool, o aumento no estoque do produto, provocado pela queda nas vendas, causa preocupação das usinas que hoje armazenam 36 milhões de litros do produto, e a partir de agosto, com o início da próxima safra, corre o risco de não ter espaço para guardar a nova produção.
O dirigente da Asplan lembra ainda que, atualmente, o setor canavieiro paraibano está se preparando para a nova safra 2020/2021, com o plantio da cana-de-açúcar, além dos tratos culturais, mas, diante de um cenário nebuloso e muito incerto. “Apesar do setor ser responsável por 6,5% do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB), ainda estamos esperando medidas emergenciais de apoio do Governo Federal para que possamos atravessar e sobreviver a essa crise. E ações como essa do Sindalcool, de estímulo ao consumo do Etanol, são muito bem-vindas”, reitera José Inácio, lembrado que somente na Paraíba o setor é responsável por cerca de 30 mil postos de trabalho diretos e 20 mil indiretos.
A campanha, segundo divulgação na Imprensa, será difundida inicialmente, por meio de um jingle, que já está disponível no site oficial do Sindalcool, o www.sindalcool.com.br e ainda em parceria com as rádios paraibanas ao manifestarem adesão à campanha, que deverá ganhar outras plataformas de divulgação, como forma de diálogo com a população.
O dirigente do Sindalcool, Edmundo Barbosa, destaca a importância da união de todos os atores envolvidos do setor sucroenergético para driblar a crise e assegurar a sobrevivência da atividade. “Ao consumir etanol, as pessoas estão acima de tudo, investindo na sua qualidade de vida, ao optarem por um combustível que não polui e não gera malefícios à saúde”, destaca Edmundo.
- José Inácio, presidente da Asplan, elogiou campanha do Sindalcool
Asplan e AFCP firmam convênio pioneiro em nível nacional para valorizar cadeia produtiva da cana e estimular boas práticas na área socioambiental
O caminho da sustentabilidade no setor primário passa, necessariamente, pela adoção de boas práticas na área socioambiental. E foi partindo deste princípio que a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e a Associação de Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) firmaram, nesta quarta-feira (06), um convênio pioneiro em nível nacional, que vai instituir uma certificação para a matéria-prima produzida pelos associados das duas entidades, nos dois estados. Denominada de SELO ProAr, a certificação tem o objetivo de agregar valor a cana-de-açúcar produzida, através de mecanismos de controle de qualidade de produção, desde a plantação até a entrega da matéria-prima às indústrias.
A assinatura do convénio foi formalizada pelos presidentes da Asplan, José Inácio de Morais, e da AFCP, Alexandre Lima, durante reunião com representantes da Associação Centro Interdisciplinar de Pesquisa em Educação e Direito – CIPED, entidade que ficará responsável por executar o SELO ProAr e conduzir os trabalhos de certificação. O encontro para formalização do convênio aconteceu na sede da associação paraibana, em João Pessoa, na tarde desta quarta-feira, e contou ainda com a presença dos diretores da entidade paraibana, Carlos Heim e Pedro Neto.
“A proposta é realizar a certificação da matéria-prima seguindo os padrões internacionais de indicadores de produtividade, utilizado um banco de dados antifraude chamado Blockchain”, explica o diretor executivo do Programa ProAr, Clynson Oliveira. Segundo ele, o rastreamento da cadeia produtiva, desde a plantação até a entrega do produto na usina, vai agregar valor ao produtor, na medida em que o associado da Asplan e da AFCP terá sua cana monitorada e certificada com a adoção de boas práticas. “O mercado de crédito de carbono está em franca expansão e movimentou, somente em 2017, US$ 897 bilhões no mundo. Isso é uma cifra que não podemos desprezar e que demonstra o potencial de agregação de valor ao setor sucroenergético”, afirma Oliveira.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, acredita que essa iniciativa vai valorizar ainda mais a produção canavieira e fortalecer o produtor que terá uma matéria-prima ainda mais valorizada no mercado. “Estamos pleiteando que o produtor canavieiro passa e a ter mais ganhos na venda de seu produto além da ATR, porque sabemos que a cana tem um valor agregado que extrapola, e muito, o açúcar que ela possui. Queremos ter acesso aos créditos do CBIOs, aos créditos de carbono e a ganhar em cima do valor agregado que nosso produto possui e a certificação de nossa produção com o SELO ProAr, com certeza, será um passo importante neste sentido”, afirmou José Inácio.
No entendimento do presidente da AFCP, Alexandre Lima, o passo pioneiro que as associações de Pernambuco e da Paraíba estão dando será um marco para o setor não apenas no Nordeste, mas para o país. “Imagina que estamos criando um selo de qualidade para a nossa cana que vai balizar as boas práticas no campo, desde a plantação até a colheita e entrega da matéria-prima nas indústrias que, por sua vez, com o Renovabio precisam estar em sintonia com as novas regras de sustentabilidade para poderem lucrar com os resultados destas boas práticas, então, na medida em que pleiteamos também ter ganhos com o Renovabio, o fato de termos esse selo de qualidade já é um fator agregador de valor que será um facilitador para atingirmos nosso objetivo porque estaremos ampliando a credibilidade da cadeia produtiva”, reitera Alexandre.
- Sede da Asplan em João Pessoa
- Reunião na sede da Asplan, em João Pessoa, selou a formalização do convênio (1)
- Os presidentes da Asplan, José Inácio, e da AFCP, Alexandre Lima na reunião
- Associações de PE e PB serão pioneiras nesta ação











