Asplan

O planejamento patrimonial e sucessório não é apenas importante para as famílias, mas, para toda a sociedade afirma José Inácio

            No Brasil, segundo dados do último censo do IBGE, 90% das empresas nacionais são familiares, respondem por 65% do PIB nacional e empregam 75% da força de trabalho no país. Com esses dados, não é difícil mensurar o impacto que essas empresas têm na economia do Brasil e a importância do planejamento sucessório na continuidade destas empresas e do equilíbrio das próprias famílias. Mas, não é somente no mundo jurídico que o planejamento prévio desta transmissão de patrimônio é importante. “Tanto para as empresas, quanto na questão familiar, o planejamento sucessório é fundamental e uma providência necessária para evitar problemas futuros e isso tem impactos não apenas no seio familiar, nas empresas, mas, na própria sociedade”, destaca o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

            O dirigente canavieiro, que já começou a planejar a sua sucessão patrimonial, foi um dos que assistiu, na manhã desta quarta-feira (25), uma palestra sobre Planejamento Sucessório e Patrimonial, realizada na sede da Asplan, em João Pessoa. Coube ao advogado Hugo Vilar, da MVS Advocacia, fazer a explanação sobre as etapas e peculiaridades do mundo jurídico que envolvem esse planejamento. Ele explicou, por exemplo, que esse processo não se dá em uma única etapa, nem tão pouco tem uma fórmula única. “Cada caso é um caso, porque há sutilezas que precisam ser levadas em consideração quando se vai fazer esse tipo de planejamento, mas, impreterivelmente, quem se planeja e se organiza neste aspecto evita problemas futuros e na maior parte dos casos até economiza para regularizar tudo”, afirmou o advogado que abordou diversos aspectos dos principais instrumentos aplicáveis no planejamento sucessório, a exemplo, do testamento, seguro de vida, doação, partilha, previdência, fundo imobiliário, holding, etc.

            Segundo Hugo, o ideal é fazer um planejamento sucessório que aumente a eficiência na transmissão do patrimônio de alguém após o seu falecimento, mas, para quem ainda não deseja atingir esse nível de excelência, pelo menos, deveria fazer um testamento. “Além de poder ser alterado a qualquer tempo, o testamento expõe qual o caminho desejado para direcionar o patrimônio. É uma peça importante, um documento dos mais solenes e respeitados dentro do ordenamento jurídico pátrio, pois estabelece o último desejo de quem deixa herança”, reitera Hugo.

            Para José Inácio, falar em planejamento, não significa admitir que a morte está próxima, mas, ter um olhar adiante numa questão fundamental e necessária. “A gente precisa mudar essa cultura que falar de testamento, herança, seja algo ruim. A gente se planeja para tanta coisa, para uma viagem, para ter um filho, para comprar algo, por que não também pensar em como deixar nosso patrimônio, afinal, a única coisa que a gente tem certeza é que um dia vamos morrer, é a lei natural da vida, então, se você tem condição de expressar em vida seu desejo, que o faça, isso evita até muitas brigas futuras, pois há muitas histórias de famílias que se destruíram por briga por herança. Um simples testamento evitaria muitas brigas e desavenças”, destacou José Inácio.

            O vice-diretor administrativo da Asplan, Carlos Heim, também avalia como natural e salutar elaborar o processo sucessório e patrimonial em vida. “Costumo dizer que tenho um pequeno mundo, mas, mesmo sem um grande patrimônio, eu já começo a pensar neste planejamento, principalmente, focado no exemplo de meu pai que deixou para mim e  minhas irmãs recursos em previdência privada, que é algo fácil e rápido de receber após a morte do titular do patrimônio, e também passível de ser direcionado pela vontade do titular do bem”, disse ele que, de uma certa forma, já tomou medidas neste sentido também. “Antes, todos os carros da família eram em meu nome, de um tempo para cá, cada veículo está no nome de seu próprio dono. Isso já é uma forma de ir organizando as coisas”, reitera ele, que também pensa em determinar um gestor de seu espólio. “Planejamento nunca fez mal a ninguém, muito menos nessa questão da sucessão patrimonial”, reforça ele.

            A palestra de hoje foi a segunda realizada na Asplan com o mesmo objetivo.   “É bem verdade que o brasileiro pouco pensa em testamento, mas, esse assunto é importante, pois pode evitar problemas sucessórios e é, justamente, com esse propósito que a gente vem realizando esses encontros para debater essa questão para melhor orientar nossos associados”, finaliza José Inácio. A primeira palestra, também com o advogado Hugo Vilar, aconteceu há dois meses.

O advogado mostrou a importância de um planejamento prévio
O advogado mostrou a importância de um planejamento prévio
Os produtores José Inácio e Carlos Heim estão preparando suas sucessões
Os produtores José Inácio e Carlos Heim estão preparando suas sucessões
A palestra aconteceu no mini auditório da Asplan
A palestra aconteceu no mini auditório da Asplan
O advogado Hugo Vilar foi quem deu a palestra sobre sucessão patrimonial
O advogado Hugo Vilar foi quem deu a palestra sobre sucessão patrimonial

Asplan promove debate com especialistas em planejamento patrimonial e sucessório para orientar melhor seus associados

  O planejamento sucessório, entendido como o conjunto de instrumentos jurídicos estratégicos que visam aumentar a eficiência na transmissão do patrimônio de alguém após o seu falecimento, será pauta de uma apresentação e debate na Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), nesta quarta-feira (24), a partir das 10h.  A atividade será conduzida pelo MVS Advocacia e Adriano Filgueiras Contabilidade e acontecerá no auditório da entidade, localizada no Centro, em João Pessoa.

             Esse é um segundo encontro que a entidade promove para seus associados, lembra o presidente da Asplan, José Inácio de Morais. Para ele, embora seja um assunto que incomode, pois trata de sucessão que acontece após a morte, ele é necessário e oportuno. “É bem verdade que o brasileiro pouco pensa em testamento, porque em princípio ele diz respeito a falar sobre a morte, mas, esse assunto é importante, pois pode evitar problemas sucessórios e é, justamente, com esse propósito que a gente tem trazido especialistas para debater essa questão aqui para melhor orientar nossos associados”, destaca Jose Inácio.

             Ainda de acordo o presidente da Asplan, é preciso superar esses antigos costumes de não planejar o futuro. “O planejamento patrimonial e sucessório evita deixar para os herdeiros a divisão de bens e as muitas vezes intermináveis disputas sucessórias”, reitera o dirigente da Asplan. Esse é um segundo debate promovido pela Asplan sobre essa mesma temática. O anterior aconteceu há dois meses, também na sede da entidade.

José Inácio de Morais, presidente da Asplan, destaca importância deste planejamento sucessório
José Inácio de Morais, presidente da Asplan, destaca importância deste planejamento sucessório

Asplan participa do Dia de Campo da Megacana Tech Show Brasil em Carpina

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) prestigiou a 14ª edição da Megacana Tech Show Brasil. Além do diretor técnico do Departamento Técnico (DETEC) da Asplan, Neto Siqueira, o agrônomo da entidade, Luis Augusto e o biólogo da Estação de Mataraca, Roberto Balbino, representaram a entidade no evento, que aconteceu nesta terça-feira (17), na Usina Petribu, localizada em Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A Megacana Tech Show Brasil reuniu autoridades, profissionais do setor, produtores e convidados.

“Foi muito interessante, pois tivemos a oportunidade de conhecer novos tratamentos para melhorar a produtividade, novas variedades de cana, novos herbicidas, novos implementos e abrimos os horizontes para novas tecnologias”, destaca o diretor do DETEC da Asplan, Neto Siqueira. Ele lembra que o evento também focou na questão dos tratamentos biológicos que serão um divisor de águas no combate às pragas. “Como temos a Estação de Mataraca, que produz insumos biológicos, foi também importante neste aspecto”, reitera Neto.

Para o agrônomo Luis Augusto o evento foi enriquecedor, especialmente, no que diz respeito às variedades transgênicas e as novidades tecnológicas. “Hoje, nós não temos variedades resistentes a broca da cana e vimos isso lá, além das variedades transgênicas com a tecnologia BT do CTC que é o que existe de mais moderno em termos de melhoramento genético. Foi também um momento de ver o que há de mais moderno no mercado, além de aprender um pouco mais sobre o uso da técnica da irrigação que aumenta a produtividade e longevidade dos canaviais e que para nós é de suma importância já que temos uma média baixa, próximo de 50, e quando acontece à irrigação por gotejamento saímos deste patamar para uma média de 100 a 120, com longevidade de dez anos”, reforça Luis, lembrando que na Paraíba isso já é observado.

Sobre o evento

Promovida pela Canacampo e Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), a Megacana Tech Show Brasil acontece de março a agosto em várias localidades do país. O evento conta com apresentações, palestras com personalidades e especialistas do setor, troca de conhecimento e negócios, divulgações de marcas, tecnologias e inovações, networking shows e milhares de pessoas. A Megacana surgiu no ano de 2009, quando ainda era chamado de Canacampo Tech Show e acontecia na sede da Associação de Produtores de Cana da Região de Campo Florido, na cidade de Campo Florido, em Minas Gerais. Na ocasião, mais de 30 empresas nacionais e internacionais estiveram reunidas para discutir os principais temas ligados ao setor sucroenergético do Triângulo Mineiro. De lá para cá, não só o nome mudou, mas o evento tomou proporções maiores, sendo conhecido nacional e internacionalmente.

*Com informações da Folha de PE

Neto Siqueira, Luis Augusto e Roberto Balbino representaram a Asplan
Neto Siqueira, Luis Augusto e Roberto Balbino representaram a Asplan
O evento aconteceu na Usina Petribu, em Carpina, PE
O evento aconteceu na Usina Petribu, em Carpina, PE

Moradores da zona rural estão em pânico com o aumento da onda de violência, roubos, furtos e outros crimes

Na última quarta-feira (4), moradores do assentamento Águas Turvas, em Santa Rita, foram surpreendidos com um incêndio criminoso num veículo que havia sido tomado de assalto e com o furto de uma moto na localidade. Há uma semana, o produtor canavieiro Pedro Neto, que é vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), teve um de seus funcionários ferido por arma de fogo numa tentativa de assalto, em Pedras de Fogo. Essa onda de violência está deixando os produtores e moradores da zona rural em pânico. “A extinção da patrulha rural, da polícia comunitária e a falta de policiamento deixam à população à mercê da bandidagem, aterroriza quem mora no campo e também quem precisa trabalhar nas fazendas. Estamos de mãos e pés amarrados e assustados com tanta violência”, argumenta o diretor técnico da Asplan, Neto Siqueira.

O produtor canavieiro Pedro Neto reforça os argumentos do diretor da Asplan e enaltece que essas ocorrências estão cada vez mais frequentes e ocorrendo em várias localidades rurais do Estado. “É preciso que as forças de segurança pública olhem com mais atenção essa questão do aumento da violência no campo, pois a gente não aguenta mais tanta insegurança. É preciso que algo seja feito para barrar esses crimes no campo”, reitera o produtor.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, lembra que as ocorrências de assaltos, roubos, furtos e até sequestros tem aumentado, especialmente, na região de Alhandra, Pedras de Fogos e em áreas próximas e adjacentes da Bacia do Rio Gramame, além de Santa Rita e Mamanguape. “Não há um policiamento regular, não são realizadas rondas frequentes e o aparato da segurança pública nestas regiões quase inexiste e ai os bandidos fazem a festa porque sabem que a maioria dos produtores e  moradores da zona rural não têm condições de arcar com segurança privada”, diz o dirigente canavieiro.

O carro do produtor Pedro Neto sujo de sangue do seu funcionário que foi baleado durante a tentativa de assalto
O carro do produtor Pedro Neto sujo de sangue do seu funcionário que foi baleado durante a tentativa de assalto

Moradores da zona rural estão em pânico com o aumento da onda de violência, roubos, furtos e outros crimes

Na última quarta-feira (4), moradores do assentamento Águas Turvas, em Santa Rita, foram surpreendidos com um incêndio criminoso num veículo que havia sido tomado de assalto e com o furto de uma moto na localidade. Há uma semana, o produtor canavieiro Pedro Neto, que é vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), teve um de seus funcionários ferido por arma de fogo numa tentativa de assalto, em Pedras de Fogo. Essa onda de violência está deixando os produtores e moradores da zona rural em pânico. “A extinção da patrulha rural, da polícia comunitária e a falta de policiamento deixam à população à mercê da bandidagem, aterroriza quem mora no campo e também quem precisa trabalhar nas fazendas”, argumenta o diretor técnico da Asplan, Neto Siqueira.

 

O produtor canavieiro Pedro Neto reforça os argumentos do diretor da Asplan e enaltece que essas ocorrências estão cada vez mais frequentes e ocorrendo em várias localidades rurais do Estado. “É preciso que as forças de segurança pública olhem com mais atenção essa questão do aumento da violência no campo, pois a gente não aguenta mais tanta insegurança. É preciso que algo seja feito para barrar esses crimes no campo”, reitera o produtor.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, lembra que as ocorrências de assaltos, roubos, furtos e até sequestros tem aumentado, especialmente, na região de Alhandra, Pedras de Fogos e em áreas próximas e adjacentes da Bacia do Rio Gramame, além de Santa Rita e Mamanguape. “Não há um policiamento regular, não são realizadas rondas frequentes e o aparato da segurança pública nestas regiões quase inexiste e ai os bandidos fazem a festa porque sabem que a maioria dos produtores e  moradores da zona rural não têm condições de arcar com segurança privada”, diz o dirigente canavieiro.

As estradas vicinais são os principais alvos dos assaltantes
As estradas vicinais são os principais alvos dos assaltantes
Os produtores rurais estão assustados com os aumentos de assaltos e roubos na zona rural
Os produtores rurais estão assustados com os aumentos de assaltos e roubos na zona rural
O carro do produtor Pedro Neto sujo de sangue do seu funcionário que foi baleado durante a tentativa de assalto
O carro do produtor Pedro Neto sujo de sangue do seu funcionário que foi baleado durante a tentativa de assalto
Anúnio da moto qu foi roubada na última quarta-feira
Anúnio da moto qu foi roubada na última quarta-feira
Esse carro foi encontrado completamente queimado na zona rural de Santa Rita
Esse carro foi encontrado completamente queimado na zona rural de Santa Rita

‘Ninguém é eleito seis vezes sem ter um bom motivo’ afirma presidente da Asplan sobre recondução de Alexandre Lima na AFCP Foto:AFCP

“Ser reeleito uma ou duas vezes já é sinal de que a gestão da pessoa é aprovada pela maioria, mas, ser reconduzido e por aclamação pela sexta vez é sinal de que as coisas vão muito bem”, disse o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. Ele se refere à reeleição de Alexandre Andrade Lima para seu sexto mandato no comando da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP). O dirigente canavieiro foi reconduzido ao cargo, que ocupa desde 2007, durante assembleia da entidade, que aconteceu na última segunda-feira (25).

“Alexandre tem feito um grande trabalho e tem se dedicado integralmente aos interesses do setor canavieiro, não apenas como dirigente da associação pernambucana, mas, até bem pouco tempo também como presidente da Feplana, e também como gestor da Coaf, tudo isso com muita competência, propriedade e altivez, de forma que não apenas Pernambuco, mas todo o segmento canavieiro ganha com essa recondução”, reiterou José Inácio.

A nova diretoria eleita ainda conta com Paulo Giovanni (1° vice-presidente), Felipe Neri (1° secretário) e Damião Pereira (1° tesoureiro), que também foi escolhida por aclamação pelos associados. O mandato seguirá até abril de 2025. A direção e composta ainda pelos produtores José Humberto (2° vice-presidente), Marcelo Antônio (2° secretário) e por Celso Romero (vice-tesoureiro). Os titulares do Conselho Fiscal são Ivaldo Alvin, Bartolomeu Guedes e Emílio Guedes. Na suplência, Virgílio Pacífico, Marcos Galdino e Carlos Antônio César de Albuquerque Filho.

Alexandre Lima e a nova diretoria da AFCP
Alexandre Lima e a nova diretoria da AFCP

Presidente da Asplan será agraciado com a Medalha de Epitácio Pessoa da ALPB

O plenário da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou, nesta quarta-feira (27), por unanimidade, o Projeto de Resolução 391/22 que concede a mais alta honraria da Casa – a medalha de Epitácio Pessoa – ao presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. Dirigente canavieiro, produtor rural, engenheiro agrônomo e empresário, José Inácio tem fortes e antigos vínculos com a Paraíba, gera emprego em diversas propriedades e é um líder muito respeitado no segmento canavieiro. A data da solenidade de entrega da Medalha não foi definida.

A Medalha Epitácio Pessoa tem como objetivo homenagear personalidades por sua importante contribuição à Paraíba. No caso de José Inácio, o autor da propositura, deputado João Gonçalves, justifica a indicação pelo fato do dirigente canavieiro ter prestado relevantes serviços ao Estado, ser um grande empregador no campo e, inclusive, destacando-se como gestor público, como secretário executivo de Agricultura da Paraíba, no governo de Cássio Cunha Lima. “Fico lisonjeado com tal homenagem e recebo essa honraria com muito orgulho, alegria e satisfação”, disse José Inácio, agradecendo o deputado João Gonçalves pela iniciativa.

            José Inácio é pernambucano da cidade de Macaparana, mas, desde muito jovem mora na Paraíba tendo, inclusive, estudado Agronomia, no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba. Está no terceiro mandado como presidente da Asplan (2000 a 2005, de 2017 a 2020 e o atual, de 2020 a 2023). José Inácio é também presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unida).

O produtor canavieiro e presidente da Asplan, José Inácio de Morais, receberá da ALPB Medalha de Epitácio Pessoa
O produtor canavieiro e presidente da Asplan, José Inácio de Morais, receberá da ALPB Medalha de Epitácio Pessoa

Alta no preço dos fertilizantes preocupa produtores canavieiros paraibanos

Os constantes aumentos dos fertilizantes ou adubos vem preocupando os produtores canavieiros paraibanos que estão enfrentando aumentos exorbitantes nos custos destes produtos, especialmente, nos últimos três anos, chegando a triplicar de valor em alguns casos. O custo do adubo para fundação (plantio) da cana-de-açúcar em 2019, por exemplo, era de R$ 1.450,00 por hectare. Esse mesmo produto, atualmente, custa R$ 3.625,00, impactando em 34% no custo do plantio por hectare.

Mas, não é somente o adubo para plantio que sofreu reajustes consideráveis entre 2019 e 2022. O produto usado no custeio (manutenção), que há três anos custava R$ 1.000,00 por hectare, hoje equivale a R$ 2.200,00. A variação dos herbicidas também foi expressiva. Em 2019, o produtor investia R$ 200,00 por hectare no plantio, hoje esse valor subiu para R$ 700,00. Na socaria, o valor que era R$ 277,00, atualmente, é de R$ 382,00. Um litro de glicosato, que é indicado no controle de ervas daninhas anuais e perenes, que custava R$ 15,00, hoje é comercializado a R$ 100,00.

O agrônomo Luis Augusto, do Departamento Técnico da Asplan (Detec), explica que essa variação de preço leva em conta diversos fatores sendo o aumento do dólar, já que os produtos são importados, o mais expressivo deles. “Além disso, os custos de logísticas com o transporte marítimo aumentaram muito e a escassez de moléculas, vindas a maior parte da China e também dos Estados Unidos, impulsionaram os preços. E também as indústrias instaladas em outros países que atendiam o mercado brasileiro reduziram a produção e a oferta desses produtos e tudo isso impacta no custo final dos produtos”, explica Luis, lembrando que o racionamento de energia na China e problemas nos EUA comprometeram a produção, reduzindo a oferta e aumentando também os preços.

            O agrônomo lembra ainda da importância da adubação correta para a boa produtividade. “Quando os tratos culturais não são feitos de forma adequada, isso pode comprometer a produtividade da lavoura. Os estudos mostram que há uma relação direta entre a quantidade de adubo aplicado e produtividade, por isso os preços dos adubos preocupam tanto, pois eles são extremamente necessários para a agricultura, mas com valores tão altos há um impacto muito negativo no lucro do produtor”, reforça Luis Augusto.

Durante a pandemia de Covid-19, o preço dos defensivos agrícolas e fertilizantes aumentou em todos os continentes e até triplicou em alguns casos, como o cloreto de potássio (KCl). A tonelada do insumo saltou de US$ 265 em janeiro de 2021, para US$ 795 no final de outubro. “Além dessa avalanche de aumentos, ainda há o agravante das implicações mundiais por causa da guerra entre a Russia e a Ucrânia”, explica o produtor e diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira. Ele lembra que a dependência do Brasil dos insumos fornecidos pela China, Rússia, Marrocos e outros países é grande. “O Brasil importa cerca de 80 a 85% dos fertilizantes que necessita e a China produz moléculas essenciais para os agroquímicos, como o glifosato, e qualquer mudança nestes mercados de lá impacta diretamente aqui”, destaca Neto.

O diretor do Detec da Asplan elogia a diligência do governo brasileiro no sentido de intervir para que não haja falta de produtos no mercado, mas ressalta que o Brasil precisa rever urgentemente a dependência dos fornecedores internacionais, especialmente, de chineses e russos. “O Governo deveria pensar num programa de estímulo a investimentos na produção nacional de fertilizantes e defensivos para acabar com a dependência do país, isso é vital para reduzir essa extrema e perigosa vulnerabilidade da agricultura brasileira e também para diminuir custos de produção e logística”, reitera Neto Siqueira, destacando que a chegada recente de navios com insumos vindo da Rússia tranquiliza os produtores para o semestre que está em curso, mas, não garante o abastecimento do mercado na segunda metade do ano, nem muito menos é referencial para os preços que serão praticados no próximo semestre. “Dormimos e acordamos com novos preços e isso gera uma instabilidade muito grande em nossos negócios”, lamenta Neto.

O agrônomo da Asplan, Luis Augusto
O agrônomo da Asplan, Luis Augusto
O produtor está muito preocupado com a alta no preços dos fertilizantes
O produtor está muito preocupado com a alta no preços dos fertilizantes
Os tratos culturais são importantes para a produtividade
Os tratos culturais são importantes para a produtividade
A alta exorbitante dos fertilizantes impacta diretamente no lucro do produtor
A alta exorbitante dos fertilizantes impacta diretamente no lucro do produtor
A amplicação de defensivos tem impactado os custos de produção de forma muito expressiva
A amplicação de defensivos tem impactado os custos de produção de forma muito expressiva
A alta dos fertilizantes impacta no usto de produção de forma muito forte
A alta dos fertilizantes impacta no usto de produção de forma muito forte
Diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira destaca preocupação com a alta dos preços dos produtos
Diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira destaca preocupação com a alta dos preços dos produtos

Insegurança e falta de patrulhamento na zona rural aumenta assaltos e roubos diz produtor que em menos de 30 dias sofreu dois crimes

Num intervalo de 25 dias, o produtor canavieiro Pedro Neto, que é vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), teve um veículo roubado e na manhã desta segunda-feira (25), um funcionário seu sofreu outra tentativa de assalto e foi ferido por arma de fogo. Felizmente, o Sr. José da Silva que foi abordado pelos marginais às 5 horas da manhã, passou por cirurgia no Hospital de Trauma de João Pessoa e passa bem. “Há menos de um mês, outro veículo meu, um Fiat Strada, foi roubado nas mesmas circunstâncias e no mesmo local. Até hoje não conseguimos recuperar o veículo, nem identificar os bandidos que o levaram. A insegurança no campo e a falta de policiamento tem assustado todo mundo que mora ou trabalha no campo e estimulado os bandidos a agirem livremente”, lamenta o produtor.
Pedro Neto explica que seu funcionário tentou se livrar do assalto e acabou perdendo a direção do veículo, que desceu um declive da estrada, após ser baleado no braço. A ação dos bandidos aconteceu a 500 metros da PB 030, na altura do quilômetro 15, em Pedras de Fogo, no mesmo local do assalto anterior. Mas, Pedro Neto explica que essas ocorrências estão cada vez mais frequentes não apenas no município, mas em outras localidades de área rural do Estado. “É preciso que as forças de segurança pública olhem com mais atenção essa questão do aumento da violência no campo”, reitera o produtor, lembrando que o posto policial mais próximo da ocorrência fica a cerca de 15 km.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, lembra que além de Pedras de Fogo, as ocorrências de assaltos, roubos, furtos e até sequestros tem aumentado também em Alhandra e em áreas próximas e adjacentes da Bacia do Rio Gramame, além de Santa Rita e Mamanguape. “Não há policiamento regular e o aparato da segurança pública nestas regiões quase inexiste”, diz o dirigente canavieiro, lembrando que no final de agosto do ano passado a Asplan se reuniu com representantes das forças de segurança, a fim de formar uma força tarefa para combater esses crimes, mas, muito pouco se avançou neste sentido desde então. “É preciso reforçar policiamento no campo, abrir novos postos policiais e retomar a patrulha rural. A bandidagem está solta e nós, produtores e trabalhadores, reféns desta insegurança. Da forma como estamos hoje, a bandidagem está fazendo o que bem entende”, afirmou José Inácio.

Representantes da Asplan e do setor canavieiro do Nordeste conhecem a nova fábrica da Agrivalle instalada no interior de São Paulo

A nova fábrica da Agrivalle, localizada no município de Indaiatuba, interior de São Paulo, que começou a operar no início de março último, foi apresentada a um seleto grupo de produtores canavieiros do Nordeste, nesta terça-feira (12). Entre os convidados a conhecer a nova planta industrial, que produz bioinsumos e fertilizantes especiais, estava o diretor do Departamento Técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Detec/Asplan), e produtor canavieiro, Neto Siqueira, e o coordenador técnico da Asplan, Luis Augusto.

“Essa visita técnica a biofabrica de insumos biológicos da Agrivalle foi muito interessante. Conhecer uma fábrica com tanta tecnologia, que atua no mercado com a oferta de produtos de alta tecnologia que vão ajudar a cana-de-açúcar a extrair uma maior quantidade de nutrientes, que desponta no mercado como um referencial na área que atua e que acredita no setor, senão não teria investido R$ 70 milhões neste projeto, muito nos alegra porque isso demonstra a força do agronegócio nacional, o potencial de crescimento e desenvolvimento deste segmento em nosso país e, sobretudo, a esperança que vamos continuar prosperando”, destacou Neto Siqueira, lembrando que a Agrivalle é parceira da Cooperativa dos Plantadores de Cana da Paraíba (Coasplan).

Sobre a nova fábrica

A nova planta de Indaiatuba vai substituir outras três que serão desativadas, mas com capacidade produtiva dez vezes maior. O objetivo é avançar no desenvolvimento de biodefensivos de segunda, terceira e quarta geração e em projetos customizados para produtores. A Agrivalle é uma empresa do segmento de bioinsumos que atua desde 2003 no mercado agrícola. Atualmente, a companhia é controlada pela gestora 10b, da SK Tarpon. Dados divulgados pela Imprensa destacam que a Agrivalle cresceu 48%, em 2021 e faturou em torno de R$ 200 milhões. Atualmente, a empresa trabalha com 44 produtos, mas pretende lançar mais 15 este ano, com uma expectativa de maior demanda por adubos especiais para atenuar a menor oferta dos importados, com a guerra na Ucrânia.