Asplan
Sicredi e Bradesco farão apresentação das linhas de crédito do Plano Safra 2022/23 para produtores associados da Asplan
Representantes do Sicredi e do Banco Bradesco farão apresentações das linhas de créditos disponíveis para o Plano Safra 2022/23 aos produtores canavieiros que integram a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). As apresentações acontecerão em dias diferentes, sendo a primeira delas da Sicredi, nesta quinta-feira (21), as 9h30, e no dia 28, às 9h, acontecerá a do Bradesco. Ambas serão feitas na sede da Associação, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, no Centro, em João Pessoa.
O diretor do Departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira, explica que o objetivo das apresentações é orientar melhor o produtor sobre a disponibilidade de linhas de crédito e recursos. “É importante que nossos associados possam conhecer todas as opções disponíveis no mercado financeiro para fazer as melhores escolhas de produtos e serviços”, argumenta ele, lembrando que além dessas, outras instituições podem agendar esse momento na Asplan.
Sobre o atual Plano Safra
O Plano Safra 2022/2023 vai disponibilizar um total de R$ 340,88 bilhões em financiamentos para apoiar a produção agropecuária nacional até junho do próximo ano. O valor, segundo o Ministério da Agricultura, representa aumento de 36% em relação ao Plano Safra anterior, que disponibilizou R$ 251 bilhões a produtores rurais. O novo plano foi anunciado no dia 29 de junho em cerimônia com a presença do presidente Jair Bolsonaro, da ministra da Agricultura, Thereza Cristina e outras autoridades. Do total de recursos disponibilizados, R$ 246,28 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização, uma alta de 39% em relação ao ano anterior. Outros R$ 94,6 bilhões serão para investimentos, um incremento de 29%.
Sobre PL de Crédito Suplementar
Informações disponibilizadas no portal da Secretaria Geral da Presidência da República destaca que no último dia 15 foi sancionado projeto de lei para a abertura de crédito suplementar ao Orçamento Fiscal da União no valor de R$ 1,2 bilhão em favor de Operações Oficiais de Crédito. A medida, segundo o Governo Federal, tem por objetivo a abertura do Plano Safra – 2022/2023, previsto para o período de julho de 2022 a junho de 2023, no âmbito das ações de subvenções econômicas em operações no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF); nas operações de custeio agropecuário; em operações de comercialização de produtos agropecuários; e em operações de investimento rural e agroindustrial.
Os recursos destinados ao Plano Safra constantes do projeto de lei serão provenientes do cancelamento de outras despesas primárias e estão previstos no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 2º bimestre de 2022. O crédito, portanto, não afeta a obtenção da meta de resultado primário, nem o cumprimento do Teto de Gastos.
Com informações da Secretaria Geral da Presidência e da Agência Brasil


Produtores canavieiros da Paraíba prestigiam lançamento do livro que resgata história da cana-de-açúcar em Pernambuco
O lançamento do livro dos engenheiros agrônomos Marcos Aurélio Cavalcante dos Santos e Benon José de Barros Barreto, que aconteceu na noite desta segunda-feira (18), na sede da Associação dos Fornecedores de Cana em Pernambuco, foi um momento ímpar no cotidiano dos produtores e industriais do setor canavieiro do Nordeste. Embora a obra “Cana-de-Açúcar em Pernambuco – O Que Você Já Sabe e Que Vai Saber Agora” tenha enfoque no estado pernambucano, o resgate histórico feito pelos autores extrapola as fronteiras e materializa feitos importantes para todo o segmento produtivo canavieiro da região. Pela importância do momento e também para abraçar e prestigiar amigos de longas datas, uma comitiva de produtores da Paraíba, incluindo o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, foi prestigiar o evento.
“O livro de Benon e Marcos além de destacar o protagonismo de Pernambuco no cultivo da cana-de-açúcar traz um resgate importante dessa história canavieira regional para as futuras gerações de produtores e relembra para os mais antigos trechos desta trajetória que muito nos orgulha, pois a cana-de-açúcar sempre foi e sempre terá um importante e destacado lugar na economia e desenvolvimento do Nordeste”, afirma José Inácio.
O dirigente da Asplan foi um dos que se pronunciou durante o lançamento e lembrou da trajetória profissional e também do olhar humanista de um dos autores da obra. “Dr. Benon é um exemplo que muito nos orgulha. Um excelente profissional na sua área de atuação, que aos 86 anos continua ativo, participativo e produtivo, com uma admirável força de trabalho, se mantém atualizado, tanto que continua dando consultoria a empresas do setor, e além de tudo isso tem algo extraordinário num ser humano que é ser solidário e humanista”, destacou José Inácio, lembrando da acolhida que até hoje Dr. Benon dá aos recém-formados engenheiros agrônomos, aconselhando-os, partilhando suas experiências de vida e encorajando-os e encaminhando-os para o mercado de trabalho.
Em pouco mais de 350 páginas, referenciadas por vivências de décadas de experiência dos autores no setor canavieiro, o livro exalta a importância de Pernambuco na cadeia produtiva de cana-de-açúcar e resgata passagens importantes desta trajetória que começou no Brasil colônia, pouco tempo depois do descobrimento do país pelos Portugueses. “A nossa pretensão foi resgatar a imagem e a importância de Pernambuco como produtor. Foi por aqui onde se instalaram os primeiros canaviais e foram implantados os primeiros engenhos. O interesse (do livro) foi tornar público e levar aos mais novos o conhecimento sobre o assunto e reforçar aos mais velhos para que não esqueçam disso”, ressaltou Marco Aurélio. O livro pode ser adquirido pelo valor de R$ 100,00.
“Eu não esperava e me surpreendeu, pelo calor humano, pela amizade e pelo respeito que temos nesses 70 anos do agro. Isso culminou com uma festa grandiosa e muito gratificante, principalmente, para mim e para Marcos Aurélio”, agradeceu Dr. Benon, que atua no setor há sete décadas, visivelmente emocionado.
Além do presidente da Asplan, José Inácio, da Paraíba foram prestigiar o lançamento, o primeiro vice-presidente da Asplan, Pedro Neto, o primeiro vice-diretor secretário da Asplan, Frederico Madruga, os produtores Hugo Amorim, Geraldo Uchoa e Antônio Uchoa, além do diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, os advogados da Associação, José Lindomar Júnior e Ricardo Afonso e o agrônomo Luis Augusto. Ainda falaram na solenidade, além dos autores, o dirigente da AFCP, Alexandre Lima, o industrial Gerson Carneiro Leão e Djalma Euzébio, da Stab. Todos enalteceram a importância da obra e a credibilidade de seus autores.











Paraíba começa na próxima segunda-feira a moer safra 2022/2023 de cana-de-açúcar
A partir da próxima segunda-feira (18) começa a moagem da safra 2022/2023 de cana-de-açúcar na Paraíba. A primeira indústria a começar a processar a matéria-prima, que dá origem ao álcool ou açúcar, será a Japungu, localizada em Santa Rita. A Tabu, que fica em Caaporã, deve ser a segunda unidade industrial a começar a moagem, iniciando os trabalhos na quarta-feira (20) e a Giasa, instalada em Pedras de Fogo, tem previsão de iniciar a moagem no dia 26 de julho. As demais unidades sucroenergéticas paraibanas – Monte Alegre, Miriri, Agroval e De Pádua – devem iniciar a moagem em agosto.
Como neste primeiro momento as indústrias normalmente moem apenas cana própria, o trabalho dos agentes tecnológicos da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) só vai começar em agosto. O Coordenador de Fiscalização da Associação, Edvan Silva, explica que a equipe que vai atuar nas usinas paraibanas vai passar por um treinamento, entre os dias 25 e 29 deste mês, e iniciarão o trabalho de acompanhamento na primeira quinzena de agosto. “Nossa fiscalização atua 24h, todos os dias da semana, durante toda a safra. Para tanto, contaremos com o apoio de uma equipe de 15 fiscais, um coletor de amostras e um laboratorista, além da coordenação dos trabalhos, que é feita por mim”, destaca Edvan. Ele lembra que a fiscalização feita pela equipe diz respeito especificamente a questão do ATR. “Esse é um trabalho de parceria com as indústrias já que fazemos parte da mesma cadeia produtiva”, reitera Edvan.
Sobre a safra passada
A produção de cana-de-açúcar na Paraíba na safra 2021/2022 atingiu um volume de 5.687.959 toneladas de cana moída, que se transformaram em 120.856 toneladas de açúcar e 354.232 metros cúbicos de álcool. Do volume total de cana produzido na safra passada, 39% foram de matéria-prima própria de indústrias, o equivalente a 2.204.221 toneladas de cana e 61% de cana fornecida por produtores, num total de 3.483.738 toneladas. A produção de açúcar foi dividida em 98.603 toneladas de Cristal, 19.702 de VHP e 2.551 toneladas de açúcar Demerara. Do volume total de álcool, 223.294 metros cúbicos foram de Anidro e 130.930 de Álcool Hidratado. O setor canavieiro paraibano é o que mais emprega no campo atingindo um volume de cerca de 40 mil trabalhadores em épocas de safra.





Livro sobre a história da produção canavieira de Pernambuco será lançado no próximo dia 18 na sede da AFCP
No Brasil, o plantio da cana-de-açúcar se iniciou em São Vicente, no ano de 1532, trazida da Ilha da Madeira, por Martim Afonso de Souza. Foi em Pernambuco, porém, que ela floresceu, encontrando condições ideais para seu desenvolvimento nas terras úmidas em massapê. Pernambuco era a capitania mais rica, tinha as maiores fazendas e era a mais poderosa. Desse estado saiu a maior produção de açúcar do mundo. De 1500 até hoje, muitas questões aconteceram em torno do cultivo da cana-de-açúcar e Pernambuco sempre esteve presente e se destacou nesse universo canavieiro. E quem quiser saber um pouquinho mais sobre essa questão tem uma excelente oportunidade no próximo dia 18, quando será lançado o livro “Cana-de-Açúcar em Pernambuco – o que você já sabe e que vai saber agora”.
A obra, escrita pelos engenheiros agrônomos Marcos Aurélio Cavalcante dos Santos e Benon José de Barros Barreto, será lançada na sede da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, no bairro da Imbiribeira, em Recife, a partir das 17h. Editado pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), o livro é dividido em 17 capítulos que abordam desde a origem da matéria-prima até sua chegada ao solo pernambucano, com dados sobre produção rural, processamento, caráter econômico, topografia, questões climáticas, melhoramento genético, preços, variedades, além de histórias e curiosidades sobre o setor.
“Com mais de 60 anos de prática e vivencias neste universo canavieiro, sou um entusiasta da cana-de-açúcar, essa cultura que atravessou séculos e se mantém altiva e pujante não apenas no Nordeste, onde tem uma expressiva participação econômica e social, mas em várias partes do país e em Pernambuco encontrou local propício para se desenvolver e é sobre isso que o livro trata”, afirma Benon Barreto, que aos 86 anos ainda se mantém ativo, vivendo e produzindo em meio ao universo que ajudou a perpetuar com sua obra. “Longe de ser uma tese, mas, sim, uma pesquisa repleta de sutilezas, feita por quem vive o setor na prática, esse é um trabalho que mapeia pontos esclarecedores”, complementa Marcos Aurélio.
Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, o lançamento do livro é um evento muito importante, tanto pelo conteúdo da obra, quanto pelos autores do livro. “Dr. Benon e Marco Aurélio têm história e bagagem no universo canavieiro, de forma que a expectativa é de ter um bom material bibliográfico e de boa referência sobre nosso setor”, afirmou o dirigente canavieiro que vai prestigiar o lançamento do livro junto com vários produtores da Paraíba. “Estaremos lá prestigiando esse momento único”, finalizou José Inácio.

Associados da Asplan encaminharam 45 projetos agrícolas de custeio e investimentos que juntos totalizaram mais de R$ 20 milhões
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), por meio do seu Departamento Técnico (DETEC), elaborou 45 projetos técnico/financeiro para aquisição de recursos direcionados a custeio e investimentos da safra de cana-de-açúcar 2021/22. Cada um deles foi remetido, pelos próprios associados, para o Banco do Brasil (BB), Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Sicredi e Bradesco e totalizam um volume de recursos de R$ 20,9 milhões.
O banco com maior direcionamento de projetos foi o BB com 15 projetos de custeio e 11 de investimento. O BNB teve cinco projetos de investimento e um de custeio. Ao Bradesco foi endereçado cinco projetos de custeio. O Sicredi totalizou oito projetos, sendo seis de custeio e dois de investimento. Dos R$ 20,9 milhões pleiteados, quase R$ 10 milhões foram direcionados a carteira do Banco do Brasil, tradicional banco de fomento do setor primário rural.
O serviço de elaboração dos projetos é realizado gratuitamente para os associados, pelo DETEC da Asplan. O diretor do DETEC, Neto Siqueira destaca que para desenvolver um projeto similar, as empresas do mercado cobram a partir de 2% do valor financiado, mas, esse serviço não é pago pelo associado. “Nossa proposta sempre foi dar suporte técnico-administrativo ao produtor para que ele possa, cada vez mais, investir em agricultura e melhorar sua produtividade”, destaca Neto. Produtores não associados também podem utilizar os serviços da Asplan, mas, neste caso, é cobrado o valor de mercado.
O diretor destaca, no entanto, que antes de se dirigirem a entidade com essa finalidade, os interessados na elaboração de projetos precisam ir às instituições bancárias para atualizar os dados. “Este tipo de cadastro prévio se faz necessário porque é um pré-requisito para dar entrada na documentação”, explica Neto. O Departamento Técnico da Asplan que também faz o serviço de georreferenciamento de imóveis rurais mediu 62 propriedades, totalizando uma área de 3.620,33 há. O DETEC funciona de 2ª a 6ª feira, das 8h às 13h, no prédio sede da entidade, na Rua Rodrigues de Aquino, no Centro da capital paraibana. Maiores informações pelo telefone (83) 3241-6424.




Paraíba tem discreta redução de produção de cana-de-açúcar e fecha safra 2021/22 com um volume de 5.687,959 toneladas de cana moída
A produção de cana-de-açúcar na Paraíba na safra 2021/2022 atingiu um volume de 5.687.959 toneladas de cana moída, que se transformaram em 120.856 toneladas de açúcar e 354.232 metros cúbicos de álcool. Em relação à safra passada, a produção canavieira teve um decréscimo de apenas 5%. Do volume total de cana produzido, 39% são de matéria-prima própria de indústrias e 61% de cana fornecida por produtores. Esses dados são referentes ao somatório de cana de fornecedores ligados a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) ao volume dos acionistas de indústrias sucroalcooleiras locais. Na safra passada (2020/2021) a produção paraibana ficou em 6.080.490 toneladas de cana, enquanto a de 2019/2020 fechou em 6.059.540 toneladas.
Das 5.687.959 milhões de toneladas de cana processada na atual safra, nas sete indústrias da Paraíba, os fornecedores ligados a Asplan responderam pelo volume de 3.483.738 toneladas, sendo a outra parte da produção – 2.204.221 – correspondente à cana própria de usinas. Todas as sete unidades industriais moeram cana de fornecedores paraibanos nesta safra. Outras duas unidades fora da Paraíba também absorveram a produção local que foram a Olho D’água, em Camutanga (PE) e Baia Formosa, em Baia Formosa (RN). A produção de açúcar foi dividida em 98.603 toneladas de Cristal, 19.702 de VHP e 2.551 toneladas de açúcar Demerara. Do volume total de álcool, 223.294 metros cúbicos foram de Anidro e 130.930 de Álcool Hidratado.
“Essa safra foi marcada pelo aumento do preço da tonelada de cana, que começou com R$ 165,75 e se manteve, numa média de R$ 172,68, finalizando com R$ 181,98, mas, esse aumento foi anulado com aumento dos custos com insumos agrícolas, alguns deles chegando até a dobrar de preço, outros aumentaram 30% ou 40%, anulando essa lucratividade, mas, mesmo assim a Paraíba vem conseguindo manter a média de produção de cana-de-açúcar nas últimas safras”, argumenta o presidente da Asplan, José Inácio de Morais. José Inácio lembra que a destinação de cana produzida na Paraíba para usinas de PE e RN não estão contabilizadas como safra na Paraíba, o que evidencia que a produção no Estado pode ter sido um pouco maior que 5,6 milhões de toneladas.
Mas, apesar de a safra 2021/2022 ter tido uma remuneração melhor, com uma média de R$ 172,68 por tonelada de cana, na Paraíba houve uma perda de produtividade por parte dos fornecedores, de cerca de 15%, em média, o que comprometeu a lucratividade. “O volume de chuvas não foi o esperado e isso afetou diretamente a produtividade. Em regiões como Sapé, Itapororoca, Sobrado, Cuité de Mamanguape e Capim, por exemplo, a redução de chuvas foi de 30%. Além disso, a quantidade de ATR também caiu, pois na safra anterior, o ATR médio, foi 133 e nesta safra ficou em 130, caindo três quilos por tonelada de cana, além da alta dos insumos e dos combustíveis impactou negativamente na lucratividade dos produtores”, reitera José Inácio.
O diretor do Departamento Técnico da Asplan (DETEC), Neto Siqueira, explica que embora a safra tenha tido uma discreta redução de volume de produção em relação a anterior, na questão produtividade, os fornecedores tiveram um grande impacto negativo. “Essa redução média de 15% na produtividade, representa um decréscimo de cerca de oito toneladas de cana por hectare, o que significa muito no computo geral da safra. O fornecedor não tem tanta irrigação quanto necessitaria ter e não dispõe de outros mecanismos que possibilitam um aumento de produtividade, diferente das indústrias que usam vários outros recursos para conseguir aumentar sua produtividade”, reitera Neto, reforçando que o aumento do preço da tonelada de cana nessa safra, teve o contraponto do aumento dos custos de produção, uma coisa anulando a outra e que essa safra também ficou marcada pela ampliação da utilização de ativos biológicos tanto por fornecedores, quanto pelas usinas.
Classificação do produtor
Para efeito de classificação do produtor canavieiro paraibano, denomina-se como micro produtor quem produz até 1000 toneladas/safra. Os classificados como pequenos produzem entre 1000 e 5 mil toneladas. Os médios se classificam entre quem produz de 5 a 10 mil toneladas, enquanto que é considerado grande produtor quem fornece acima de 10 mil toneladas. Na Paraíba, 66,44% dos fornecedores de cana associados da Asplan são considerados micro produtores. Os pequenos representam 22,40% do universo de produtores canavieiros, enquanto que os médios correspondem a 5,43% e os grandes a 5,72% do universo total de fornecedores ligados à Asplan. A safra 2021/2022 começou em julho do ano passado e foi encerrada em abril último, mas os dados consolidados só foram divulgados recentemente.
Fotos: News Comunicação / Walmar Pessoa








Palestras reforçam importância da análise do solo e da aplicação correta de insumos para melhorar produtividade de culturas
A análise do solo é uma técnica de suma importância na agricultura, sendo a mais confiável para o conhecimento do estado nutricional e o grau de fertilidade em que se encontra determinada área e é imprescindível para determinar quais produtos mais se adequam a necessidade da área a ser cultivada, impactando diretamente no manejo e produtividade das culturas. Essa questão, que já era bem conhecida de todos que participaram das palestras dos ‘Doutores da Cana’, já que o público alvo foi produtores canavieiros e industriais do setor sucronenergético, ficou ainda mais evidente após as explanações do Professor Doutor, Emídio Cantídio, do agrônomo Dr. Luiz Cláudio e do agrônomo, consultor e especialista Dr. Benon Barreto. Eles foram os palestrantes de um evento que aconteceu em João Pessoa, nesta quarta-feira (29), promovido pela Adama e Agromape, com apoio da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan).
O Professor Doutor, Emídio Cantídio, que abordou o tema ‘Manejo de estresse abiótico em cana-de-açúcar’, iniciou o ciclo de palestras, enfatizando que o fator climático afeta diretamente a produtividade, com ênfase nas questões hídrica e da radiação solar. “A radiação solar interfere na produtividade, assim como a questão hídrica, mas existem soluções para minimizar esses problemas. Hoje, existem no mercado muitas tecnologias à disposição do produtor e a grande questão é saber o que usar e como aplicar”, destacou ele. Dr. Emídio lembrou do déficit hídrico do Nordeste e reiterou a importância da escolha de uma variedade de cana que seja adaptada à região e suas peculiaridades. Em sua participação, o professor sugeriu especial atenção com algumas práticas que, segundo ele, são estratégias eficazes que minimizam o estresse hídrico e quando utilizadas corretamente impactam diretamente na produtividade, a exemplo da fosfatagem, da gessagem, da silicagem e do uso de bioestimulantes e fisioativados. Ele ainda abordou as vantagens do uso do ExpertGrow, da ADAMA, no aumento da taxa fotossintética, maior desenvolvimento de folhas e colmos e ainda com impactos diretos na produtividade. Neste aspecto, ele mostrou o resultado de alguns experimentos com o uso desta biossolução.
Em seguida foi a vez da participação do Diretor Técnico da Agromape e engenheiro agrônomo, Dr. Luiz Cláudio, que falou sobre ‘Fatores que afetam a produtividade dos canaviais do Nordeste’. Ele abordou o tema focando nas restrições fisiológicas, ambientais e agronômicas, passando pela importância e diferenciação de macro e micro nutrientes, sugeriu ações para melhorar a nutrição da planta, chamou atenção para a importância da observação de fatores que influenciam na eficácia da aplicação de produtos, tipo vento e chuva, e reiterou a importância da análise de solo para aplicação de produtos mais eficazes. “Não existe receita de bolo pronta na Agricultura. Existem tecnologias à disposição que precisam de análises prévias de onde e como será aplicada para surtir o efeito desejado”, disse ele, destacando diversos produtos de utilizações específicas, com ênfase no combate a nematóides, a broca-da-cana, broca-gigante, além de outras pragas, doenças e deficiências.
Ùltimo a falar, Dr. Benon também prendeu a atenção da platéia pelas analogias que fez. Utilizando a metáfora de uma gaveta, onde segundo ele meias e lenços seriam hidrogênio e alumínio, coisas que precisam ser retiradas da gaveta sobrando pouco ou quase nada, e cuecas, camisas e calças seriam, respectivamente, potássio, magnésio e cálcio, fundamentais para o cultivo, Dr. Benon abordou a importância do que é fundamental para uma boa produtividade, destacando o cálcio como um dos principais elementos. “Toda honra e toda glória para o cálcio, pois um solo só tem vida se tiver cálcio”, disse ele, complementando que: “devemos ter mais respeito com o solo e é imprescindível identificar o solo para poder agir corretamente. Se você não sabe o que tem, não vai acertar no uso de produtos”. Neste aspecto, ele sugeriu ao Departamento Técnico da Asplan que intensifique as ações e treinamentos para que os produtores associados sejam estimulados a realizarem a análise de seus solos e ainda brincou: “a análise do solo é tão importante para o produtor ter boa assertividade no uso de produtos e aumentar sua produtividade, como um exame de sangue é para o médico avaliar a saúde de seu paciente”.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, lembrou a importância de eventos como esse, reiterou o compromisso da direção da Associação em investir o que for preciso para melhor orientar o produtor na conduta de seus tratos culturais e destacou a necessidade de irrigação, do bom preparo do solo e do uso de tecnologias para aumento da produtividade dos canaviais. “Temos que continuar acreditando e investindo em tecnologia para melhorar nossa produtividade e esse debate de hoje nos mostrou que temos soluções para todos os nossos problemas, a questão é como melhor utilizá-las” afirmou ele, que foi homenageado, junto com Dr. Nenon, com o troféu comemorativo da ADAMA, o #BomdeCana. Quem fez a entrega foi o representante da ADAMA, Manoel Arcanjo, que em um momento anterior falou sobre algumas soluções e tecnologias da Marca, a exemplo do Protege, do Legado e do ExpertGrow, e apresentou um vídeo institucional da ADAMA.
O Diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira e o agrônomo da Associação, Luis Augusto, também tiveram rápida participação, destacando o trabalho que a entidade faz junto aos fornecedores de estímulo e orientação para realização das análises de solo. “Já realizamos cerca de 500 amostras de solo, graças a uma parceria que temos com um laboratório de Alagoas, cujos resultados saem, em média, com 15 dias, além disso, temos um protocolo de orientação que ensina o produtor a fazer a coleta adequada para análise”, afirmou Neto, lembrando que a Asplan também tem um convênio com o Senar para capacitação do produtor.
O segundo vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, encerrou o evento, parabenizando todos os palestrantes, especialmente, Dr. Benon que aos 86 anos ainda se mantém na ativa. “Muito nos alegra ainda poder contar com sua colaboração na disseminação de tanto conhecimento técnico”, disse ele, confirmando presença no lançamento do livro “Cana-de-Açúcar em Pernambuco”, escrito pelo Dr. Benon em parceria com o agrônomo, Marcos Aurélio Cavalcante, que será lançado no dia 18 de julho, às 17h, na sede da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, em Recife. “Iremos em comitiva para prestigiar esse lançamento”, complementou José Inácio, também confirmando presença no evento.









Adama e Agromape promovem palestras sobre manejo e produtividade na Asplan
O manejo do solo influencia na quantidade e qualidade da matéria orgânica do solo a qual tem estreita relação com os atributos químicos, físicos e biológicos do solo, refletindo diretamente na produtividade das culturas e na manutenção da qualidade do solo. E é justamente sobre essa temática que na próxima quarta-feira (29), produtores canavieiros da Paraíba terão a oportunidade de se aprofundar durante o evento ‘Doutores da Cana’. Promovido pela Adama e Agromape, com apoio da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), o evento acontecerá a partir das 8h30, no auditório da sede da Associação, em João Pessoa, e é aberto ao público interessado.
O ‘Doutores da Cana’ vai contar com a participação do Professor Doutor, Emídio Cantídio que vai abordar o tema ‘Manejo de estresse abiótico em cana-de-açúcar’, com o Dr. Luiz Cláudio que vai falar sobre ‘Fatores que afetam a produtividade dos canaviais do Nordeste’ e ainda com o consultor técnico e agronômo, Dr. Benon Barreto que vai falar sobre ‘Fundamentos para condicionar o solo afim de se obter maiores produtividades’.
O diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, destaca a importância do evento. “Todos os palestrantes têm grandes conhecimentos de causa, são especialistas nestes assuntos e vão abordar questões que são muito importantes para os produtores melhorarem suas lavouras”, destaca Neto, convidando os associados a prestigiarem o momento.


Dia de Campo da Giasa reúne fornecedores e fica marcado por excelentes palestras técnicas
Foi para marcar o início da safra 2022/2023 que a Usina Giasa, localizada em Pedras de Fogo, reuniu nesta quarta-feira (22), seus fornecedores para um Dia de Campo. O evento, realizado no Hotel Fazenda Paraíso dos Colibris, ficou marcado por duas excelentes palestras técnicas proferidas pelo Professor Doutor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Emídio Cantídio, e pelo professor José de Souza Santos. As empresas Agromape e FMC foram parceiras do evento que contou com a participação do presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.
A palestra de Dr. Emídio teve como tema “Importância da utilização de corretivos em cana planta e soca e seus efeitos da produtividade e longevidade do canavial”, enquanto que a palestra do professor Santos foi sobre “Manejo e controle de pragas da cana-de-açúcar com ênfase e broca comum, broca gigante e cigarrinhas”.
Para o diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, que também participou do evento, o Dia de Campo foi muito proveitoso e importante. “O Dia de Campo foi muito prestigiado pelos fornecedores de cana e a Asplan teve significativa participação nele, interagindo com a indústria e nos deu a oportunidade de atualização de conhecimentos no sentido de manejo nutricional de pragas e doenças”, afirma Neto, destacando que houve ainda a distribuição de material institucional da Asplan para todos os presentes. Quem também esteve presente foi o segundo vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato Siqueira que também avaliou o momento como muito positivo.








Comitiva da República dos Camarões visita à Paraíba para estreitar relações comerciais e conhecer cadeia produtiva da cana-e-açúcar
Uma comitiva formada por um funcionário da embaixada e outros do Comitê da Agricultura da República dos Camarões (África) esteve reunida, na tarde desta terça-feira (14), com diretores da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e com o representante das indústrias sucroenergéticas paraibanas. O grupo veio ao Brasil, exclusivamente, para conhecer a cadeia produtiva paraibana, fomentar negócios, estreitar as relações bilaterais com o Brasil e a Paraíba e conhecer a parte tecnológica da produção de cana-de-açúcar e da produção de etanol. A ideia é levar para o país africano informações sobre esses processos já que há por parte deles a intenção de investir na produção deste combustível renovável, limpo e sustentável. Coube ao segundo vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, e ao Diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, recepcionar o grupo em sua visita a entidade canavieira, que incluiu ainda a participação do secretário do Desenvolvimento, da Agropecuária e da Pesca da Paraíba, Rafael Lopes de Oliveira.
“Devido a características muito similaridades, inclusive porque Camarões está na mesma linha do Equador que a Paraíba, e já tendo uma produção expressiva de cana-de-açúcar, eles avaliaram que seria importante conhecer in loco como funciona a cadeia produtiva da Paraíba para levar para o país de origem essas informações a fim de iniciarem essa produção de etanol. E nós repassamos a eles todas as informações solicitadas relativas a parte da produção da matéria-prima que corresponde a nosso campo de atuação na cadeia produtiva canavieira”, disse Raimundo Nonato.
Ainda segundo o dirigente da Asplan, a iniciativa de produção de cana e de etanol deve ser estimulada não apenas em Camarões, mas em qualquer lugar do mundo onde a cultura possa ser plantada e indústrias possam ser implementadas. “Neste aspecto, não há que termos reservas e ciúmes com quer que seja, pois o mundo precisa cada vez mais de um combustível limpo, que seja social, econômica e ambientalmente correto, e o etanol é tudo isso, por isso, iniciativas como essa de Camarões deve ter todo o nosso apoio e estímulo”, reiterou Nonato quebrando o protocolo e provocando risos ao brincar com a delegação dizendo que a única reserva em relação ao país africano, acontecerá em novembro, quando a seleção de futebol de Camarões enfrentará a do Brasil nas eliminatórias da Copa do Mundo, em Dubai.
Durante a reunião, foi apresentados os dados de produção de cana da Paraíba, de produção da indústria, de funcionamento das entidades que integram a cadeia produtiva, do papel, função e importância das entidades representativas – Asplan e Sindálcool- do Governo do Estado e detalhes importantes do universo canavieiro. O elemento surpresa da reunião foi saber que a República dos Camarões, segundo seus representantes, produz cana-de-açúcar em 400 mil hectares, quase o dobro da área plantada na Paraíba, terceiro maior produtor canavieiro do Nordeste, que fica em torno de 250 mil hectares. “Me espantei com esse dado porque, de fato, é uma área muito grande que tem um potencial enorme para produção de derivados da cana, inclusive, etanol”, destacou Nonato.
O secretário de Agricultura da Paraíba, Rafael Lopes de Oliveira, deu detalhes da participação do setor produtivo na economia paraibana, com ênfase na cadeia da cana-de-açúcar, e antes da reunião com a comitiva, debateu com a direção da Asplan questões importantes para o setor como a revitalização das estradas vicinais por onde escoa a produção agrícola, especialmente, a da cana e ainda a insegurança na zona rural, com o aumento do número de assaltos e furtos de geradores e outros equipamentos, que tem deixado intranquilos os produtores e moradores do campo. “Colocamos para o secretário essas questões prioritárias e ele disse que ainda essa semana despacharia com o governador João Azevedo reforçando nossos pleitos”, finalizou Raimundo Nonato.
O diretor do Detec, Neto Siqueira, lembra que surgiu ainda a ideia de ser firmada uma parceria com a Asplan, através de um convênio. “Vamos nos reunir novamente para definir de que forma a gente pode difundir a parte tecnológica da produção de cana-de-açúcar com os representantes do Comitê da Agricultura da República dos Camarões”, destacou Neto.
Além de Raimundo Nonato Siqueira e Neto Siqueira, da Asplan, e do Secretário de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Rafael Lopes de Oliveira participaram da reunião, o Engenheiro Agrônomo da Asplan, Luis Augusto, a 2ª Vice-Diretora Secretária, Ana Cláudia Santana Tavares, o economista, Marcelo Martins, do Sindalcool e os fornecedores, Rêmulo Barbosa, Domingos Sávio Andrade.
Sobre o país
A República dos Camarões é um país da região ocidental da África Central que em comparação com outros países africanos, têm mais estabilidade política e social o que permitiu o desenvolvimento da agricultura, estradas, ferrovias e grandes indústrias de petróleo e madeira. Na agricultura, o país está entre os cinco maiores produtores do mundo de banana-da-terra, noz de cola e taro, é grande produtor mundial de cacau, assim como de óleo de palma e inhame, além de ter grandes produções de mandioca, milho, sorgo, banana, cana-de-açúcar, tomate, amendoim, entre outros produtos. Os Camarões são uma república presidencialista, dividida administrativamente em 10 províncias. O chefe de estado e de governo é o presidente Paul Biya (RDPC) que governa desde 1982, sendo reeleito sucessivas vezes. Tanto inglês quanto francês são línguas oficiais, apesar de o francês ser muito mais compreendido (mais de 80%), tanto que na visita que a comitiva fez a Asplan, todos falaram em francês, tanto que houve a necessidade de um interprete que mediou todas as falas.



