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Asplan firma convênio com o Grupo Educacional Cruzeiro do Sul e garante descontos em mensalidades para associados e funcionários

Os funcionários e associados da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e ainda os dependentes destes em primeiro grau têm agora a oportunidade de ter acesso a cursos e programas educacionais oferecidos pelas instituições que integram o Grupo Educacional Cruzeiro do Sul, com descontos variáveis nas mensalidades. O Termo de Convênio entre as duas instituições já está em vigor, tem prazo indeterminado – até que uma das partes resolva revogar – e já vale para o próximo semestre. Uma das instituições integrantes do Grupo na Paraíba é a Unipê, localizada em João Pessoa, um dos centros universitários mais respeitados e procurados da capital paraibana.

 

De acordo com a minuta do convênio firmado com a Asplan, os descontos nas mensalidades escolares variam de 10% a 30%, dependendo do curso. Para graduação – Bacharelado, Licenciatura e Graduação Tecnológica – modalidade presencial e também na modalidade a distância ou semipresencial, o desconto é de 10%. Já para Pós-Graduação, especialização latu sensu e MBA, na modalidade presencial, e ainda para Cursos de Extensão, o desconto sobe para 20%, enquanto para Pós-Graduação, especialização latu sensu e MBA, modalidades à distância ou semipresencial, o desconto chega a 30%. O acordo também prevê isenção na taxa de inscrição para processo seletivo de graduação presencial e a distância.

 

“Nós sempre procuramos ampliar o leque de serviços para nossos associados muito além da assistência técnica e associativa, ofertando serviços diversos e parcerias com empresas conveniadas que garantem descontos ou vantagens aos nossos colaboradores e fornecedores e, neste caso agora, na área educacional”, explica a gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira. Ela lembra que além deste convênio, há outros que são diferenciais para os associados e funcionários que contam ainda com atendimento odontológico e serviços de ambulatório médico em consultórios próprios, com atendimento gratuito na sede da entidade, em João Pessoa. Para tanto, a entidade tem em seus quadros uma dentista e um médico do trabalho. Os colaboradores e associados têm ainda plano de saúde e de telefonia com preços mais acessíveis e convênio com laboratório de análises clínicas.

 

“Nós da Unipê temos uma imensa satisfação em ter um convênio com a ASPLAN, onde através desta parceria poderemos colaborar com a formação, e abranger o leque de conhecimentos de todos os associados e colaboradores desta entidade, abrangendo alguns benefícios inclusive para terceirizados e parentes de primeiro grau”, afirma Thiago Henrique Crispim, Agente Comercial Externo da Unipê. Ele lembra que a universidade tem também a Megacorp, que são vestibulares coorporativos exclusivos para a empresa.

A formalização do convênio vai beneficiar associados, colaboradores e perentes de primeiro grau Kiony Vieira, da Asplan, e Thiago Crsipim, da Unipê O convênio firmado entre a Asplan e a Unipê vai dar descontos variados em mensalidades

 

Comissão de Agricultura da Câmara deve marcar audiência pública sobre CBios para produtores de biomassa

Grande parte das Usinas não têm repassado o crédito financeiro (CBios) criado pelo RenovaBio para os produtores da matéria-prima dos biocombustíveis. O relator do Projeto de Lei 3149/2020 na Comissão de Agricultura da Câmara Federal, o deputado José Mário Schneiner (DEM-GO), solicitou audiência pública para tratar dessa polêmica. Em reunião ontem (13) entre CNA, Feplana, Orplana e Unida, com Schneiner acompanhado do deputado Efraim Filho (DEM-PB) – autor dessa proposta legislativa para garantir que as usinas passem a pagar o Crédito de Descarbonização (CBios) aos fornecedores da matéria-prima do biocombustível – solicitou a realização da audiência sobre o assunto. O parlamentar afirmou que apresentará seu relatório logo depois do recesso. A audiência pública será agendada após a volta do recesso da Câmara, em agosto, e contará com a participação de entidades canavieiras, incluindo entidades do setor industrial para retomada da discussão do assunto.

As entidades representativas dos produtores de cana têm esta pauta como prioridade e mostraram a sua união aos deputados, por meio da Feplana, Orplana, Unida e CNA. Estas entidades defendem a atualização da lei do RenovaBio para evitar a continuidade da injustiça com os produtores de todas as matérias-primas voltadas para a produção dos biocombustíveis.

O PL que corrige essa injustiça busca garantir que as usinas paguem os CBios da cana entregue pelo agricultor de forma proporcional à quantidade da matéria-prima fornecida por eles, com os devidos descontos dos custos operacionais das unidades referentes ao crédito de descarbonização. Porém, desde o último ano, quando os CBios começaram a ser comercializados, quase a totalidade das usinas não têm pago ou tem oferecido só uma parte dos créditos de descarbonização na forma de bônus e não sua obrigação acordada na construção do RenovaBio.

A meta definida em lei para este ano é de gerar R$ 850 milhões em CBios (24,8 milhões de crédito), recurso que será pago pelos contribuintes dos combustíveis fósseis de acordo com o RenovaBio. Portanto, é necessário que o produtor de biomassa para fabricação de biocombustíveis seja devidamente incluído, e não apenas as usinas que utilizam a matéria-prima do campo, realçam as entidades da cana.

É inadmissível deixar de fora os produtores

“Garantir que as usinas passem a pagar o Crédito de Descarbonização (CBios) aos fornecedores da matéria-prima do biocombustível é uma questão de justiça com os produtores, uma vez que é no campo onde mais acontece a baixa emissão de CO2 já que é no processo produtivo que isso se estabelece em maior escala”, reforça o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, que estava em Brasília e participou da reunião com as entidades. Ele lembra que é inadmissível que um Programa como o RenovaBio que se propõe a estimular a baixa emissão de Carbono tenha deixado de fora, justamente, quem participa diretamente dessa ação que são os produtores.

Visita técnica inicia ações do projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos no Complexo Regional de Patos

Primeiro veio à inscrição para o processo seletivo do projeto, depois uma entrevista com toda a equipe e, em seguida, o tão esperado resultado de aprovação e inclusão no Projeto pioneiro de Reestruturação de Hospitais Públicos no Estado da Paraíba. E nesta terça-feira (13), o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) iniciou, efetivamente, as ações do projeto ‘Reestruturação de Hospitais Públicos (RHP)’, desenvolvido, desde 2009, pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), por meio do PROADI-SUS. Ontem, representantes do HAOC e do Ministério da Saúde estiveram na unidade realizando a primeira visita técnica. O projeto vai contribuir com a gestão hospitalar, através de uma melhor sistematização de processos assistenciais, administrativos e gerenciais, que promoverão a redução de riscos aos pacientes, familiares e colaboradores seguindo os princípios do Programa Nacional de Segurança do Paciente, do Ministério da Saúde.

Segundo a diretora clínica do Complexo, Dra. Jaquelline Andrade, o projeto vai possibilitar o aperfeiçoamento de práticas que melhorarão, ainda mais, a assistência prestada pela unidade, inclusive e principalmente, no setor Covid. “Com o projeto esperamos aperfeiçoar nossos processos internos, impactando positivamente na redução do tempo de internação, no aperfeiçoamento do giro de leitos, numa melhor disseminação da cultura de qualidade no atendimento e segurança do paciente e ainda reforçar a otimização de custos da unidade que já tem uma gestão consciente e eficaz de recursos”, destaca a diretora.

O diretor geral da unidade, Francisco Guedes, reforça a importância do projeto para o Hospital de Patos. “As ações que nos dão suporte para melhorar nossa prestação de serviços, como esse projeto, sempre encontrarão espaço para serem implantadas e executadas e, neste caso específico, estamos muito contentes e ainda mais receptivos, pois ele trará para a nossa unidade um conjunto de ações que fortalecerão, ainda mais, o processo de melhoria contínuo que já está em andamento desde o ano passado”, reforça o diretor geral, agradecendo a Tarcianna Suassuna, do Ministério da Saúde, que foi quem inscreveu o CHRDJC no Projeto.

As ações realizadas nesta terça-feira marcam o começo efetivo do projeto, que consiste na aplicação da Ferramenta de Avaliação Hospitalar (FAHosp) que vai servir para fazer o diagnóstico da situação atual da unidade. A partir daí, explica a coordenadora do Projeto pelo HAOC, Carolinne Abrahão, serão feitos o planejamento de melhorias, seguido da implantação de processos que serão monitorados ao longo dos próximos 18 meses, através de visitas presenciais e atividades remotas periódicas. A unidade já formou uma equipe interna multiprofissional que terá a responsabilidade e compromisso de ser multiplicadora de conhecimentos com os demais colaboradores em seus mais variados setores de atuação.

A equipe que representou o Hospital Alemão Oswaldo Cruz na visita técnica ao Complexo de Patos foi composta pela médica, Ana Lúcia Acquesta, pelo enfermeiro, Leonardo Tome da Silva, pela farmacêutica, Tatiana da Silva Francelino e ainda pela Coordenadora do Projeto RHP, Carolinne Abrahão. Já a Força Nacional do SUS foi representada pela enfermeira Tarcianna Suassuna.

Sobre o Projeto

O Projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos (RHP) é uma ação de intervenção e de instrumentalização em gestão em saúde que desenvolve ações para fortalecer e fomentar melhorias nos processos assistenciais, administrativos e gerenciais dos hospitais do SUS, com enfoque na avaliação e no monitoramento contínuo de processos, na redução de custos e no gerenciamento consciente de recursos humanos e materiais, consequentemente contribui para a padronização de rotina e a redução de riscos aos pacientes, aos familiares e trabalhadores da saúde. O projeto já contempla outros 56 hospitais públicos no país, localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, áreas onde o número de casos de Covid cresceu muito nos últimos meses. Na Paraíba, além do Complexo Hospitalar de Patos, outras unidades vão desenvolver o Projeto, a exemplo do Hospital de Trauma de Campina Grande e o Hospital Militar Edson Ramalho, em João Pessoa.

Censo do setor de isolamento Covid do Complexo de Patos atesta que pacientes adultos jovens superam idosos nas internações

Dados do Portal da Transparência do Registro Civil mostram que no primeiro ano da pandemia de Covid-19 no Brasil de 70% a 80% dos óbitos estavam concentrados entre pessoas com mais de 60 anos. Este ano, no segundo ano da pandemia, os números começaram a mudar e as mortes de pessoas mais novas, até 59 anos, já passam da metade dos óbitos registrados no país.https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1413016&o=nodehttps://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1413016&o=node Não apenas essa tendência de redução da idade das pessoas que não resistiram à doença, como também da faixa etária de quem precisa de internação para tratar de complicações da Covid é influenciada, principalmente, pelo avanço da vacinação no país, que iniciou no fim de janeiro pelas pessoas mais velhas. Os dados do censo do setor de isolamento Covid do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) atestam que cada vez mais pessoas na faixa etária de adultos jovens, entre 30 e 40 anos e até 50 anos estão superando o número de internações de pacientes de idade mais avançada.

Nesta segunda-feira (12), por exemplo, dos 30 pacientes internados no setor Covid da unidade, a grande maioria deles, o equivalente a 73% do total, são de pessoas na faixa etária entre 30 e 50 anos, sendo sete pacientes na faixa dos 30 anos, nove na faixa dos 40 anos e seis pacientes na faixa etária dos 50 anos. Na faixa etária de 60 anos há três pacientes, na de 80 anos mais três e apenas um paciente está na faixa de 80 anos. Há ainda um paciente faixa etária de 20 anos. E esses dados refletem uma realidade observada nos últimos meses.

O coordenador do setor Covid do Complexo, Dr. Pedro Augusto reforça essa constatação. “Os casos graves da doença, já há algum tempo, não estão mais concentrados na faixa etária de idades mais avançadas, pois estamos nos deparando cotidianamente e tratando casos graves de Covid em adultos jovens, na faixa etária dos 25 aos 55 anos de idade”, destaca o médico, lembrando que isso se deve, principalmente, ao avanço da vacinação nos idosos, que já imunizou a população acima de 70 anos com uma cobertura de segunda dose bastante expressiva e que acima de 80 anos já se tem 80% da população com a segunda dose e passados mais de 20 dias da imunização.

O médico alerta que independentemente da idade, ao notar os sinais suspeitos de Covid ou agravamento da doença, a recomendação é procurar atendimento imediato. “O principal sintoma é o desconforto respiratório, que pode incluir sensação de cansaço, falta de ar, aumento de inspirações por minuto e mal-estar intenso. A piora tende a acontecer entre o sétimo e o décimo, portanto, ao perceber alguns destes sinais, é prudente procurar o serviço de saúde para verificar o que deve ser feito”, reforça Dr. Pedro, lembrando que tratamentos caseiros e paliativos só agravam o quadro do paciente que, em alguns casos, chegam aos hospitais com um quadro tão grave que fica difícil ter resposta satisfatória ao tratamento.

Fonte: Com informações da Agência Brasil

Hospital de Patos atendeu 187 pessoas na Urgência e Emergência neste final de semana

AEmergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), em Patos, teve um final de semana bem movimentado com o atendimento de 187 pessoas, entre as quais 23 por causa de acidentes de trânsito e todas elas vítimas de acidentes com motocicleta. Entre as 18h da última sexta-feira (9) até a meia noite deste domingo (11), a unidade realizou seis cirurgias, sendo três vasculares, uma de ortopedia, outra oncológica e uma cirurgia geral.

O plantão de maior movimento foi o de domingo (11), quando 82 pessoas deram entrada no Complexo, seguido do plantão de sábado (10) quando foram atendidas mais 78 pessoas. E das 18h até a meia noite da sexta-feira (9), mais 27 pessoas passaram pela Urgência e Emergência da unidade. Quatro pessoas vítimas de acidentes precisaram permanecer internadas após os primeiros atendimentos.

Além dos casos envolvendo os acidentados com motos, os demais motivos dos atendimentos da unidade neste final de semana foram de pacientes com queda da própria altura (14), sintomas de síndrome gripal (10), dor no peito (8), dor abdominal (7), rebaixamento da consciência/desmaio (7), agressão física (5), entorse ou torção (5), crise nervosa (4), agressão animal (4), dor renal (3), dor de cabeça (3), entre outros motivos.

O boletim de atendimento de pacientes vítimas de acidentes de trânsito mostra que, além de acidentados da cidade de Patos, que teve 10 ocorrências, a unidade ainda recebeu pacientes das cidades de Condado, Cacimba de Areia, Teixeira, Coremas, Quixaba, Boa Ventura, Passagem, Manaíra e Matureia e até um paciente da cidade de São Francisco do Oeste (RN).

Paciente que se recupera da covid-19 se emociona com banho de sol no Hospital Regional de Patos

Os serviços prestados pelo Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), de Patos, vão muito além dos medicamentos ministrados, dos insumos e equipamentos disponibilizados, da infraestrutura do hospital, e da técnica e profissionalismo de todos os funcionários. O acolhimento humanizado vem ajudando muito na recuperação de pacientes do setor Covid, onde ficam isolados e distantes de seus familiares. Neste domingo (04), uma ação evidenciou essa conduta, quando integrantes da equipe multiprofissional do isolamento levou o paciente Kairone Petrovino de Sousa Freitas, 36 anos, para ver o sol no jardim interno do setor. Essa foi a primeira vez que ele saiu do leito desde que foi internado, no dia 14 de maio passado.

O momento emocionou a todos porque, além de possibilitar que ele visse o sol pela primeira vez desde sua internação, Kairone pediu a equipe que cantasse a música “Eu Navegarei”, que para ele é muito familiar e acolhedora. Essa canção era cantada por sua mãe, Euci Hercília de Souza, que também foi internada na mesma época de Kairone no setor Covid do Complexo, mas, infelizmente, não resistiu e veio a óbito no dia 25 de maio. Ele ainda não sabe do falecimento da mãe.

Paciente da UTI Covid, onde permanece há 51 dias, Kairone precisou ser intubado e foi traqueostomizado há 34 dias. Ele desenvolveu a forma grave da doença, mas se recupera a cada dia. “Ele ainda está traqueostomizado e fazendo uso de suporte de oxigênio, mas melhora a cada dia, o que para todos nós significa uma vitória, dada a gravidade do quadro que ele apresentava e pela sua recuperação”, afirma a diretora clínica do Complexo, Dra. Jaquelline Andrade, lembrando que Kairone é uma pessoa com doença mental e que também, por isso, exigiu da equipe uma atenção diferenciada.

A cena de Kairone com a equipe no jardim do Complexo foi registrada em vídeo e emociona a quem vê. Ainda na cadeira de rodas e visivelmente debilitado, Kairone cantou a música junto com a equipe em homenagem à mãe. E num gesto de pura delicadeza, após a gravação do vídeo, ele pegou uma flor e ofereceu à equipe que tão bem continua cuidando dele.

Hospital de Patos registra alta de 11% nos atendimentos às vítimas de acidentados no trânsito

O plantão deste final de semana (02 a 04) na Emergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), de Patos, registrou o atendimento de 138 pessoas. Comparando os dados com os do final de semana anterior, a unidade registrou um aumento de 11% nos atendimentos por acidentes de trânsito e uma queda de 9% nos atendimentos a outras ocorrências.

Entre as 18h da sexta-feira (02) até a meia noite deste domingo (04), a unidade realizou 18 procedimentos cirúrgicos, sendo a maior parte deles de cirurgias ortopédicas em função dos acidentes. O plantão de maior movimento foi o de domingo, quando 63 pessoas deram entrada na unidade, seguido do sábado, com 52 pacientes; e das 18h à meia noite da sexta-feira, mais 23 pessoas foram atendidas.

Das 20 vítimas de acidentes de trânsito, a maioria foi de acidentados com motocicleta, num total de 15 ocorrências, seguida de bicicleta, com dois casos. Mas ainda houve o registro de um acidentado com automóvel, um acidente com veículo de tração animal e ainda um atropelamento. A maior parte das vítimas era de Patos, num total de nove pacientes, mas o hospital atendeu pessoas de Piancó, Princesa Isabel, São José do Sabugi, Conceição, Triunfo, Riacho dos Cavalos, São José de Espinharas, São Bento e Passagem. Dos 20 acidentados, oito precisaram ficar internados para cuidados posteriores.

Na emergência, além dos casos envolvendo os acidentados, os demais motivos dos atendimentos da unidade neste período foram de pacientes com dor abdominal, queda da própria altura, sintomas de síndrome gripal, contusão diversa, entorse ou torção, dificuldade de respirar, acidente com animal peçonhento ou raivoso, queda de nível, hipertensão, hemorragia, crise nervosa, náusea e vômito, problema pulmonar, entre outros motivos.

Hospital Regional de Patos realiza mutirão de cirurgias ortopédicas

Com a flexibilização de medidas restritivas e retomada gradual do ritmo e dia a dia das pessoas, mesmo ainda vivendo tempos de pandemia do Covid, é normal que haja uma maior circulação nas cidades e estradas o que, fatalmente, aumenta o número de acidentes e de pessoas que precisam de procedimentos cirúrgicos, principalmente, na área de Ortopedia. E o reflexo disso tudo já é sentido na movimentação da Urgência e Emergência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) que iniciou o mês de julho com um total de 26 pacientes necessitando de cirurgias ortopédicas. E para agilizar o atendimento desta demanda, a unidade resolveu realizar um mutirão de cirurgias ampliando a realização destes procedimentos essa semana.

O mutirão começou na última terça-feira (29), quando foram realizados sete procedimentos de fraturas e no dia seguinte, foram atendidos mais oito pacientes que necessitavam de cirurgias também decorrentes de fraturas em membros inferiores e superiores e vai seguir neste ritmo até todos os pacientes serem operados.

O coordenador da Ortopedia do Complexo, Dr. João Suassuna, explica que a rotina da unidade previa a realização de quatro cirurgias por turno, mas, que devido à suspensão do isolamento social e o aumento da demanda houve a necessidade de ampliar esse serviço de forma emergencial. “Enquanto estávamos em isolamento social dava para atender a demanda nestas condições operando em um turno, mas com a retomada do ritmo das cidades, aumentou os acidentes de trânsito e, consequentemente, a nossa demanda no setor ortopédico o que nos levou a realizar esse mutirão”, afirma o médico.

O diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, lembra que a iniciativa do mutirão foi a melhor forma de resolver essa questão garantindo mais agilidade no atendimento dos pacientes. “O mutirão foi uma ação emergencial. Estamos em plena realização das obras em nosso bloco cirúrgico, o que nos obrigou a deslocar nossos procedimentos para a sede da clínica Ginecam enquanto durarem as obras, mas estamos atentos a essa questão do aumento do número de acidentados e da demanda de procedimentos ortopédicos. O importante é que estamos resolvemos o gargalo que se formou com a realização do mutirão”, explicou Francisco.

O escândalo Covaxin é apenas um caso que demonstra a contradição do discurso Bolsonarista sobre vacinas e corrupção diz Jeová

“A CPI da Covid no Senado está expondo para o país inteiro que o discurso de moralidade e combate a corrupção no governo Bolsonaro não passa de um engodo e a negociação das vacinas superfaturadas é apenas um caso que demonstra a contradição entre o discurso e prática deste governo”, disse hoje (01) o deputado estadual paraibano, Jeová Campos. O parlamentar se refere a um suposto esquema de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin pelo governo de Jair Bolsonaro.

Segundo o deputado, embora o Planalto negue as acusações, inclusive dizendo que a compra não foi efetuada, a CPI tem provas de que a aquisição de 20 milhões de doses desse imunizante, no valor total de R$ 1,6 bilhão, teria sido superfaturada em 1000%. “Documentos obtidos pela Comissão atestam que o valor contratado pelo governo brasileiro, de US$ 15 por vacina, o equivalente a R$ 80,70, ficou muito acima do preço inicialmente previsto pela empresa Bharat Biotech, de US$ 1,34 por dose”, lembra Jeová. “O Governo alega que não houve irregularidade porque a compra não foi efetivada, mas, ele não diz que o dinheiro está empenhado para tanto. Essa compra não foi finalizada porque o escândalo estourou antes”, afirma Jeová.

O parlamentar paraibano lembra ainda que o envolvimento em atos de corrupção do Governo nessa questão da compra de vacinas fica ainda mais evidente quando se chama atenção para o fato do Governo Federal ter dito que recusou a compra do imunizante da Pfizer porque alegou que o preço seria alto demais. “Mas, é preciso lembrar que a dose da Covaxin ia sair muito mais cara para o Governo, na ‘bagatela’ de US$ 5 a mais que o imunizante da Pfizer. Como explicar isso?”, questiona o deputado, que vai mais além e questiona o por que do presidente ao tomar conhecimento da suspeita de superfaturamento na compra de vacinas não ter levado essa questão aos órgãos de controle. “A omissão, neste caso, se constitui numa clara demonstração de prevaricação por parte de Bolsonaro. Esse governo perdeu o discurso de anticorrupção e o caso da Covaxin é apenas um elemento no meio de tantos atos que desmontam esse discurso”, finaliza Jeová.

UTI Covid do Complexo de Patos volta a atingir 100% de sua capacidade na manhã desta quinta-feira

O setor de isolamento Covid do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) inicia o mês de julho com 100% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva em sua capacidade máxima, com 32 pacientes com coronavírus internados na UTI necessitando de cuidados especiais. A taxa de ocupação nas enfermarias Covid, por enquanto, está em 30%, equivalente a 11, dos 46 leitos ocupados nesta quinta-feira (01).

O coordenador do setor Covid do Complexo, Dr. Pedro Augusto, alerta para a gravidade do momento e pede que a população colabore mantendo os cuidados necessários em tempos de pandemia. “Apesar das medidas restritivas terem sido flexibilizadas, ainda estamos vivendo em plena pandemia e não podemos achar que tudo está normal, inclusive, é preciso alertar a população que os casos graves não mais estão se concentrando nas faixas etárias de maior idade, pois nós estamos tratando casos graves da doença em pessoas jovens, em adultos jovens, na faixa entre 25 anos e 55 anos de idade”, disse o médico, lembrando que somente com a vacinação da população a situação estará em maior controle.

Dr. Pedro lembra que medidas como usar máscaras, evitar aglomerações, manter o distanciamento social, lavar frequentemente as mãos e fazer uso de álcool em gel ou líquido em 70% ajuda a combater a proliferação do vírus e, consequentemente, diminuir o número de doentes e de pessoas que podem precisar de uma internação em casos mais grave. “A melhor maneira ainda é a prevenção porque a Covid é uma doença perigosa e imprevisível. Muitas vezes temos um paciente jovem, que tinha uma vida saudável, sem comorbidades que complica seu quadro e outro paciente idoso, com comorbidades que tem uma resposta ao tratamento mais satisfatória. Então, o melhor mesmo é não arriscar ficar doente”, reitera Dr. Pedro, lembrado que a cooperação de todos é fundamental para que se saia deste momento crítico.

Dr. Pedro explicou ainda que o Complexo hoje atua, basicamente, com dois setores. Um setor de sintomáticos respiratórios e outro que atende pacientes sem sintomas respiratórios. “Os pacientes que chegam com infarto, cirrose, com erisipela, e com outros sintomas são atendidos numa área totalmente diferente dos pacientes que têm sintomas respiratórios, inclusive, o acesso é distinto”, reitera ele, lembrando que os pacientes que têm algo ligado ao aparelho respiratório como tosse, cansaço, com expectoração, etc, têm atendimento no setor de isolamento. “Dentre esses pacientes, alguns têm o Covid, mas estes são colocados noutra área”, destaca ele.

O médico destaca também que o setor de isolamento da unidade é ainda subdividido em duas áreas. Uma dos pacientes suspeitos e outra dos pacientes confirmados. “Nós não podemos pegar um paciente suspeito de Covid e colocar ele num a enfermaria comum, onde os pacientes têm outras doenças, pois se agíssemos assim estaríamos contribuindo para disseminar o vírus”, explicou ele.

Sobre o paciente Carlinhos

O paciente Carlos Antônio dos Santos Freitas, de 34 anos, mais conhecido em Patos por Carlinhos, está internado no setor de isolamento Covid do Complexo, desde a última segunda-feira (28), ocupando um dos leitos da UTI. Por causa de sua obesidade elevada, já que o paciente pesa quase 300 quilos, o quadro geral dele é grave e inspira cuidados principalmente, pelo excesso de peso. Ele encontra-se intubado e sob monitoramento intensivo. Dr. Pedro lembra que embora o teste rápido feito na UPA em Carlinhos tenha dado negativo, os sintomas e avaliação clínica do paciente são indicativos do Covid. “Esse teste rápido tenta diagnosticar a presença de imunoglobulinas, mas ele tem várias falhas, entre elas o tempo de sintoma, porque quando o paciente está com poucos dias de sintoma, o organismo ainda não produziu imunoglobulinas, ou seja, essas defesas. Então, se o teste rápido for feito muito cedo, ele dará um falso negativo”, esclarece o médico.

Segundo Dr. Pedro, ao chegar ao hospital foi feito o Swab, que é um exame de maior sensibilidade que detecta o vírus de forma precoce, já que ele identifica a presença do vírus nas vias aéreas do paciente. “Mesmo sem o resultado do Swab, que demora uns dias porque é preciso de tempo possa isolar o vírus, a observação clínica e laboratorial de Carlinhos e os exames complementares já identificaram uma pneumonia viral, que é uma das intercorrências do Covid, e portanto, ele já começou o tratamento contra a doença”, diz Dr. Pedro, lembrando que a gasometria do paciente também dá o indicativo da doença. “A gasometria vê a oferta de oxigênio e o que realmente o paciente tem conseguido absorver deste oxigênio. A relação normal é acima de 300. Um paciente com pneumonia viral grave, por exemplo, tem uma relação menor que 100 e Carlinhos está apresentando 68, muito aquém do que seria normal, o que é um forte indicativo de pneumonia viral”, disse o médico.

Dr. Pedro lembrou ainda que o dedimetro, que é um exame que vê a possibilidade de trombos dentro do pulmão, também estava bastante alterado no caso deste paciente. “Normalmente, o dedimetro deve estar abaixo de 250 e em Carlinhos estava em três mil, o que é um forte indicativo de comprometimento nas arteríolas e artérias pulmonares, então por mais que o teste rápido dele tenha dado negativo, a observação clínica é soberana”, finalizou Dr. Pedro.