Author: News Comunicação

Deputado Jeová Campos lamenta número de mortos por Covid no Brasil

“É angustiante saber que daqui até domingo ou segunda-feira, o nosso país poderá atingir uma marca extremamente trágica e até anticristã, que quebra todo sentimento de família, quando leva tantos entes queridos, de 500 mil brasileiros mortos pelas complicações do Covid”, lamentou o deputado estadual, Jeová Campos. O parlamentar abordou esse tema durante sessão remota da ALPB, na manhã desta terça-feira (15).

Segundo Jeová, enquanto países como Inglaterra, EUA e Portugal e tantos outros começam a retomar a rotina com o registro de poucas ou nenhuma morte por Covid, o Brasil continua com essa marca absurda com mais de duas mil pessoas falecidas por dia. “É lamentável, sobretudo, ter um governo que fez tudo para não comprar a vacina em tempo de evitar tantas mortes, que ignora a importância do distanciamento social, que despreza o uso da máscara, cujo presidente provoca aglomerações, sem o menor constrangimento e pior, sem nenhum sentimento de comoção e empatia com tantas famílias enlutadas”, lamentou o deputado.

Deputado Jeová Campos anuncia debate sobre a questão do novo marco regulatório da água no Brasil

O novo marco regulatório do saneamento básico, introduzido por meio da Lei nº 14.026/2020, traz mudanças que vão impactar diretamente na vida de todos os brasileiros. E é justamente para tratar sobre esses impactos, que o presidente da Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio ambiente da ALPB, deputado Jeová Campos, convidou os deputados na sessão desta terça-feira (15), para logo mais, às 16h, debater essa questão. O debate, restrito aos convidados, acontecerá de forma remota. Em outro momento, mais adiante, segundo o parlamentar, a ALPB promoverá uma audiência pública com a participação de quem se interessar pelo tema.

“Vamos debater com instituições e especialistas essa temática que me inquieta muito, principalmente, pelo fato de que esse novo marco extingui contratos e programas, que não considera mais a água como direito universal e fundamental. Essa Lei do Paulo Guedes entrega um setor que presta um serviço essencial à iniciativa privada”, disse Jeová, reiterando que esse debate é um dos mais importantes da atual legislatura.

Ainda segundo o parlamentar, o exemplo de privatização da Saelpa, que era a concessionária de energia elétrica da Paraíba, ilustra bem o que pode vir ai também com a privatização dos serviços de água e saneamento no país que trata a Lei 14.026/2020. “A Energisa hoje estabelece as taxas de energia que quer, não temos mais uma política de governo que dê subsídios, e isso também vai acontecer com a privatização da Cagepa. O impacto na vida das pessoas será igualmente danoso se seguir o que determina esse novo marco regulatório”, disse Jeová, convidando os deputados e a sociedade paraibana a debater sobre o tema.

Sobre a Lei 14.026/2020

O novo marco regulatório do saneamento básico, introduzido por meio da Lei nº 14.026/2020, traz algumas mudanças na gestão das águas e do saneamento básico no país, com a obrigatoriedade de os contratos preverem metas de desempenho e de universalização dos serviços; adota como princípio a regionalização dos serviços de saneamento; promove mudanças substanciais na sua regulação; estimula a concorrência e a privatização das empresas estatais de saneamento, entre outras ações.

Hospital Regional de Patos terá serviço de hemodinâmica, novos leitos de UTI Covid e tomógrafo de 64 canais

O plantão da Emergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) do último final de semana registrou o atendimento de 174 pessoas. Entre às 18h da sexta-feira (05) até a meia noite deste domingo (07), a unidade realizou ainda 26 procedimentos cirúrgicos, sendo 17 de emergência e outros nove de cirurgia eletiva. O plantão mais movimentado foi o do sábado, quando 76 pessoas foram atendidas, seguido do de domingo, quando mais 75 pacientes deram entrada na unidade. No dia 05, entre 18h e meia noite, outras 23 pessoas foram atendidas.
O relatório de gestão do hospital, que integra a rede estadual de saúde, apontou ainda que 21 pessoas deram entrada na unidade por causa de acidentes de trânsito, sendo 17 deles decorrentes de acidentes com motos, dois com bicicletas, um com automóvel e ainda outra pessoa vítima de acidente com veículo de tração animal. Dos 21 acidentados, a maior parte deles foi da cidade de Patos, com 13 pessoas no total. Mas, houve registro de acidentados vindo das cidades de Catingueira, Condado, CDesterro, Olho D’água, Piancó, São Bento e Teixeira. Dos 21 acidentados, quatro precisaram ficar internados em decorrência da gravidade dos traumas. Os demais tiveram alta após receberem os cuidados devidos.
Na emergência, além dos casos envolvendo os acidentados com motos, os demais principais motivos dos atendimentos da unidade neste final de semana foram de pacientes com dor abdominal, queda da própria altura, dor renal, queda de nível, acidente com objeto perfuro cortante, dificuldade de respirar, dor na perna, agressão física, dor no peito, dor de cabeça, dor no braço, entre outros motivos.

Hospital Regional de Patos atendeu 147 pessoas no final de semana

O plantão da Emergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) deste final de semana (11 a 13/06) registrou o atendimento de 147 pessoas. Entre às 18h da sexta-feira (11) até a meia noite deste domingo (13), a unidade realizou ainda 17 procedimentos cirúrgicos. O plantão do sábado e do domingo registraram o mesmo quantitativo de entradas, com 64 pacientes em cada dia, e das 18h a meia noite da sexta-feira, mais 19 pessoas foram atendidas. Comparando esses dados com os do final de semana anterior, a unidade registrou um aumento de 27% nos atendimentos gerais e de 54% nos acidentes de trânsito.
O relatório de gestão do hospital, que integra a rede estadual de saúde, apontou ainda que 20 pessoas deram entrada na unidade por causa de acidentes de trânsito, sendo 16 delas decorrentes de acidentes com motos e outros quatro com bicicletas. Dos acidentados, a maior parte deles foi da cidade de Patos, com 11 pessoas no total. Mas, houve registro de acidentados vindo das cidades de Vista Serrana, Princesa Isabel, Paulista, Imaculada, Teixeira, Matureia, Igaracy e Coremas. Dos 20 acidentados, cinco deles – todos motociclistas – precisaram ficar internados em decorrência da gravidade dos traumas. Os demais tiveram alta após receberem os cuidados devidos.
Na emergência, além dos casos envolvendo os acidentados com motos, os demais principais motivos dos atendimentos da unidade neste final de semana foram de pacientes com síndrome gripal, dor abdominal, queda da própria altura, dor no peito, acidente com animal peçonhento, rebaixamento da consciência/desmaio, dificuldade de respirar, hipertensão, acidente com objeto perfuro/cortante, dor na perna e dor renal, entre outros motivos.
O diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, lamenta que a unidade que vinha registrando quedas de atendimento nos últimos três finais de semana, tenha neste final de semana registrado esses aumentos. “Nosso censo da Urgência e Emergência mostra que tivemos aumento tanto nos atendimentos gerais, quanto no número de acidentados o que só podemos atribuir a maior movimentação das pessoas, mesmo estando num momento de algumas restrições por causa da pandemia”, afirmou o diretor que nesta segunda-feira (14) está recebendo o secretário estadual de Saúde. Dr. Geraldo Medeiros, que veio à Patos definir algumas melhorias na unidade, incluindo, a ativação de novos leitos.

Complexo de Patos agora integra o Projeto Reestruturação de Hospitais Públicos e reforça o combate à Covid-19

Desde 2009, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, por meio do PROADI-SUS, contribui com a gestão de hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) com o projeto Reestruturação de Hospitais Públicos (RHP). Entre as ações está a sistematização de processos assistenciais, administrativos e gerenciais, a fim de reduzir os riscos aos pacientes, familiares e colaboradores e promover melhorias à assistência, seguindo os princípios do Programa Nacional de Segurança do Paciente, do Ministério da Saúde. E, a partir desta quinta-feira (10), o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) se integra a esse Projeto, com a realização da primeira teleconferência de boas-vindas.

“Em tempos de pandemia da COVID-19, qualquer suporte que nos permita prestar uma melhor assistência, com foco em gestão e segurança aos pacientes suspeitos ou confirmados da COVID-19, é muito bem-vindo”, destaca o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, lembrando que o Projeto agregará para a unidade um conjunto de ações que fortalecerão o processo contínuo de melhoria que já está em andamento na unidade desde o ano passado, incluindo ai videoconferências semanais para as equipes de saúde específicas em área multiprofissional, com foco no coronavírus.

Sobre o Projeto

O Projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos (RHP) é uma ação de intervenção e de instrumentalização em gestão em saúde que desde 2009 desenvolve ações para fortalecer e fomentar melhorias nos processos assistenciais, administrativos e gerenciais dos hospitais do SUS, com enfoque na avaliação e no monitoramento contínuo de processos, na redução de custos e no gerenciamento consciente de recursos humanos e materiais, consequentemente contribui para a padronização de rotina e a redução de riscos aos pacientes, aos familiares e trabalhadores da saúde.O projeto já contempla outros 56 hospitais públicos no país, localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, áreas onde o número de casos de Covid cresceu muito nos últimos dias.

CHRDJC muda fluxo interno de transporte de pacientes Covid que necessitam realizar exames no Centro de Imagem da unidade

Com a crescente demanda de pacientes do setor Covid, muitos dos quais necessitam realizar exames de imagem para diagnóstico e controle da doença, a direção do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) resolveu mudar o fluxo interno de transporte destes pacientes das enfermarias do isolamento para o Centro de Imagem (CDI), onde está instalado os equipamentos, inclusive, o Tomógrafo da unidade.  Com a alteração, ao invés dos pacientes do isolamento se dirigirem ao CDI pelo corredor central, agora eles circulam por um corredor interno, que dá acesso a uma porta reservada para as salas de exame. A mudança do fluxo só foi possível agora graças à ampliação do setor Covid.

Outra mudança implantada, essa semana, para ampliar a proteção dos demais pacientes, foi a restrição dos exames do Tomógrafo, exclusivamente, aos casos de urgência, emergência e dos pacientes Covid. “Com o alto fluxo de exames de rotina eletivos, por mais que a gente higienizasse o ambiente adequadamente, ainda corríamos o risco de, num dado momento, abrimos espaço para uma contaminação. Então, decidimos suspender, temporariamente esses exames que podem esperar e, enquanto os casos de Covid estiverem em alta, os exames eletivos estarão suspensos”, explica o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.

Ainda segundo Francisco, essa mudança de fluxo de pacientes com coronavírus para realização de exames só foi possível em função da ampliação do isolamento Covid. “Com a ampliação das enfermarias, o espaço destinado para o setor cresceu, o que nos permitiu criar uma espécie de corredor interno no hospital, quase exclusivo para ao trânsito destes pacientes, onde não transitam pacientes com outras enfermidades”, afirma Francisco, lembrando que antes disso acontecer, os pacientes Covid que eram levados pelos maqueiros para a realização de exames fora do isolamento, usavam máscaras, não ficavam transitando e nem esperavam para fazer exames e ainda obedeciam aos protocolos de distanciamento seguro. “Era um fluxo que não oferecia riscos, mas com a mudança temos agora um fluxo melhor ainda”, finaliza Francisco.

Os pacientes Covid que necessitam de exames não mais passarão pelo corredor principal

Os pacientes Covid que necessitam de exames passarão por esse corredor exclusivo (1)

Com a ampliação das enfermarias Covid foi possível criar esse novo fluxo

O fluxo de pacientes Covid para o CDI mudou essa semana

Asplan começa ação de plantio de mudas em APPs que vai possibilitar restauração da Mata Atlântica em propriedades rurais paraibanas

Restaurar a flora com o objetivo de preservar a fauna e os recursos hídricos de propriedades rurais dentro do bioma de Mata Atlântica proporcionando melhor qualidade de vida para as pessoas e um reequilíbrio desta floresta tropical em áreas de vários municípios paraibanos. Essa é a proposta da parceria firmada entre a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e a empresa Eco Ocelot, que é representante na Paraíba da Organização Nacional Pacto pela Restauração da Mata Atlântica. O projeto piloto começou a ser executado nesta terça-feira (08), dentro do mês que se comemora o meio ambiente, com o plantio de mudas de espécies nativas em 7,5 hectares da Fazenda Santa Fé, localizada no entorno da bacia Gramame/Mamoaba, no município de Pedras de Fogo e, na próxima semana, o projeto prossegue com o plantio de outras mudas em mais 7,5 hectares da Fazenda Santa Inês, no município de Mamaguape. O projeto inicial prevê o plantio em 25 hectares, em cinco propriedades paraibanas, localizadas nos municípios de Mamanguape, Alhandra, Pedras de Fogo e Santa Rita.

De acordo com o Engenheiro Ambiental, Antônio Campos de Lacerda, que coordena o projeto na Paraíba há mais de 10 anos, os levantamentos nas áreas onde estão sendo iniciados os trabalhos de restauração, em conjunto com a Asplan, foram feitos em outubro do ano passado, em seguida, houve a ação de preparação das mudas e sementes e agora acontece o plantio. “Estudamos as áreas e elaboramos os projetos de restauração destes ecossistemas para não apenas devolver as espécies florestais, mas também a fauna, os recursos hídricos e todos os serviços da natureza”, destaca ele. Nesta etapa serão plantados mudas nativas típicas do bioma Mata Atlântica, entre elas, Ipês, Jatobá, Ingá, Trapiá, Paineira, Genipapo, Canafístula, entre outras.

O geógrafo Rogério Ferreira, da Eco Ocelot, lembra que esse trabalho de restauração traz benefícios não apenas para a natureza e o meio ambiente, como também para as pessoas. “Ao restaurar uma área de Mata Atlântica nós não apenas melhoramos a flora e fauna do local, mas, sobretudo a qualidade de vida de todo o ecossistema, porque a partir daí há mais regularidade de chuvas, melhor controle de pragas, diminuição de doenças, melhoria do ar que se respira, enfim, há uma série de ganhos com um trabalho deste que vai além da própria natureza recuperada, impactando diretamente na melhoria do ambiente da propriedade e da qualidade de vida das pessoas que também se beneficiam”, reitera ele.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, reitera que ao firmar uma parceria com esse objetivo a Associação reforça seu compromisso com o Meio Ambiente e na melhoria da qualidade de vida das pessoas. “Preservar o meio ambiente é um ato importante não só para a humanidade, mas para todos os seres que habitam a Terra. Afinal, é nela que estão os recursos naturais necessários para a nossa sobrevivência, como água, alimentos e matérias-primas. Sem esses recursos, todas as formas de vida do planeta poderão acabar. E ao contribuir para preservar a Mata Atlântica, nosso principal bioma na região, com esse projeto estamos reforçando nosso compromisso com o Meio Ambiente, afinal, como produtores rurais também temos que ter essa responsabilidade com a natureza e essa é uma das formas que damos nossa contribuição”, destaca José Inácio.

O dirigente da Asplan lembra que embora o projeto, atualmente, seja pioneiro em cinco propriedades, a idéia é expandir essa restauração de áreas de Mata Atlântica para todos os associados da entidade. “Já autorizei o pessoal da Eco Ocelot a fazer um projeto macro que possa contemplar todos os nossos mais de 1.500 associados”, afirma José Inácio.

O presidente da Asplan, José Inácio fala com entusiasmo sobre o projeto de reflorestamento

Parte das mujdas que foram plantadas

O reflorestamento será feito com  espécies da Mata Atlântica

PLantio das mudas na propriedade de Pedras de Fogo

O transporte das mudas

Nesta propriedade de Pedras de Fogo serão plantados o equivalente a 7,5 hectares

O agrônomo Luis Augusto, da Asplas, acompanhou o plantio

As mudas são de espécies nativas da Mata Atlântica

Algumas das mudas do projeto

Algumas das sementes que foram usadas para a geração das mudas

As mudas do projeto

Jeová chama atenção para a gravidade das mudanças propostas pelo novo marco regulatório das águas e pede que a PB debata mais o tema

“Esse novo marco regulatório das águas proposto pelo Governo Federal é uma covardia com os brasileiros, especialmente, os mais humildes, ele é também uma sacanagem com estados e municípios. É preciso rever, de fato, esse novo marco regulatório, pois ele é nocivo à sociedade e beneficia apenas o mercado financeiro. Água é um direito fundamental a pessoa humana e esse tema tem que merecer da Paraíba um grande debate”, disse hoje (08), durante sessão remota da ALPB, o deputado Jeová Campos. Na ocasião, o parlamentar sugeriu que se faça uma audiência pública com todos os agentes envolvidos com essa temática para aprofundar essa discussão, cuja decisão vai impactar diretamente na vida das pessoas.

Essa política do ministro da Economia, Paulo Guedes, que não tem compromisso com o povo e só pensa no mercado financeiro, segundo Jeová, quer transformar a água em mercadoria. “É preciso derrotar essa política que quer transformar um direito mínimo e fundamental da pessoa humana, que é ter acesso a água, transformando esse bem universal em mercadoria. É necessário e urgente derrotar esses financistas que só pensam no lucro em detrimento da população brasileira”, reforça Jeová.

Ele lembra que o PL que cria as chamadas Regionais de Águas e Esgoto da Paraíba quebra os princípios dos contratos de programa sociais, onde o estado atua como indutor de desenvolvimento. “A Lei Federal que definiu novo marco regulatório sobre esse tema quebra questões fundamentais dos princípios constitucionais e a Assembleia da Paraíba precisa se dedicar mais profundamente a esse tema”, reiterou o parlamentar, lembrando que pesquisadores paraibanos fizeram um estudo sobre essa temática que merece uma leitura aprofundada.

“Um dos fatos mais graves deste novo marco regulatório e não mais tratar a água como direito humano garantido e apenas como serviço regulado, a exemplo de outros serviços, como a energia, que é outro desastre que permite que as empresas concessionárias façam o que bem entenderem em detrimento dos interesses da população”, reforçou Jeová, destacando que “é preciso rever, de fato, esse marco regulatório, pois ele é nocivo à sociedade e beneficia apenas o mercado financeiro”.

Jeová chama atenção para a gravidade das mudanças propostas pelo novo marco regulatório das águas e pede que a PB debata mais o tema

“Esse novo marco regulatório das águas proposto pelo Governo Federal é uma covardia com os brasileiros, especialmente, os mais humildes, ele é também uma sacanagem com estados e municípios. É preciso rever, de fato, esse novo marco regulatório, pois ele é nocivo à sociedade e beneficia apenas o mercado financeiro. Água é um direito fundamental a pessoa humana e esse tema tem que merecer da Paraíba um grande debate”, disse hoje (08), durante sessão remota da ALPB, o deputado Jeová Campos. Na ocasião, o parlamentar sugeriu que se faça uma audiência pública com todos os agentes envolvidos com essa temática para aprofundar essa discussão, cuja decisão vai impactar diretamente na vida das pessoas.

Essa política do ministro da Economia, Paulo Guedes, que não tem compromisso com o povo e só pensa no mercado financeiro, segundo Jeová, quer transformar a água em mercadoria. “É preciso derrotar essa política que quer transformar um direito mínimo e fundamental da pessoa humana, que é ter acesso a água, transformando esse bem universal em mercadoria. É necessário e urgente derrotar esses financistas que só pensam no lucro em detrimento da população brasileira”, reforça Jeová.

Ele lembra que o PL que cria as chamadas Regionais de Águas e Esgoto da Paraíba quebra os princípios dos contratos de programa sociais, onde o estado atua como indutor de desenvolvimento. “A Lei Federal que definiu novo marco regulatório sobre esse tema quebra questões fundamentais dos princípios constitucionais e a Assembleia da Paraíba precisa se dedicar mais profundamente a esse tema”, reiterou o parlamentar, lembrando que pesquisadores paraibanos fizeram um estudo sobre essa temática que merece uma leitura aprofundada.

“Um dos fatos mais graves deste novo marco regulatório e não mais tratar a água como direito humano garantido e apenas como serviço regulado, a exemplo de outros serviços, como a energia, que é outro desastre que permite que as empresas concessionárias façam o que bem entenderem em detrimento dos interesses da população”, reforçou Jeová, destacando que “é preciso rever, de fato, esse marco regulatório, pois ele é nocivo à sociedade e beneficia apenas o mercado financeiro”.

Jeová vai participar da comissão que debaterá o que está ocorrendo com a assessoria técnica do Governo sobre vetos à PLs de iniciativa dos deputados

“Há 15 dias, projeto de nossa autoria, que propunha um debate interdisciplinar sobre a legislação do trânsito nas escolas paraibanas foi vetado e a ALPB manteve o veto. Hoje, estamos apreciando veto a outro projeto de Educação, que também não cria despesas, e que sugere uma atividade pedagógica sobre um tema que hoje domina o mundo, que é a questão do mercado financeiro. E isso tem se tornado recorrente aqui. É fato que o parlamento paraibano está tendo um problema com a assessoria técnica do Governo em relação aos Projetos de Lei de iniciativa dos deputados”, disse hoje (08), o deputado Jeová Campos. Para ele é preciso debater esse assunto junto ao governo para se encontrar uma nova sistematização e tratamento para os PLs de autoria dos deputados. O presidente da ALPB, Adriano Galdino, sugeriu então a formação de uma comissão para debater o assunto e Jeová já adiantou que fará parte dela.

O parlamentar avalia que está havendo uma má vontade na avaliação das propostas dos deputados e até uma intromissão do Governo na atuação do legislativo. “Ai eu fico me perguntando. Nós estamos sendo deputados para quê? Se for apenas para chancelar matérias do governo a gente aprova e pronto, mas não vamos mais chamar essa Casa de parlamento que tem por iniciativa e prerrogativa, exclusiva, a criação de leis. A criação da lei não é do executivo, o executivo executa, o parlamento é quem cria e vota as leis. A iniciativa primordial do parlamentar não está sendo respeitada na Paraíba”, reiterou Jeová.

Sobre o PL cujo veto estava sendo apreciado na sessão de hoje, de autoria do deputado Chió, Jeová destacou que era um tema importante e relevante. “Você não permitir que não se possa dialogar sobre essa temática do mercado financeiro nas escolas paraibanas, preparando melhor os jovens para o futuro, é uma decisão, no mínimo, inconsequente. Que escolas são essas que se negam a ofertar noções de finanças no âmbito escolar e educação no trânsito para seus alunos? Eu não estou compreendendo”, disse ele.

O presidente da ALPB, Adriano Galdino, já autorizou a formação da Comissão, abrindo espaço para os parlamentares que desejassem participar da mesma pudesse fazer suas inscrições e adiantou que esse debate é antigo e que há, inclusive, uma matéria tramitando no Congresso, para mudar a Constituição, que possibilita aumentar as prerrogativas dos deputados estaduais, mas, segundo ele, a proposta está ‘adormecida’.