Author: News Comunicação

Empresário e dono da ‘Cavalcanti Primo’ é indicado para receber a Medalha Padre Rolim

Uma proposta de concessão da Medalha Padre Inácio de Sousa Rolim – Padre Rolim – a José Cavalcanti da Silva, empresário cajazeirense de grande destaque na Paraíba e que cursou o Ginasial no Colégio Salesiano Padre Rolim, no ano de 1950, foi aprovada pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), nesta segunda-feira (06). O requerimento teve a autoria intelectual de Jeová Campos mas foi apresentado por Lindolfo Pires na época da licença de Jeová, e objetiva reconhecer, através da concessão da Medalha, a formação educacional do empresário que prestou relevantes serviços à Paraíba nas atividades de revendedor autorizado da Linha Ford – Brasil S.A. e agropecuarista.

Ao longo de seus 92 anos, José Cavalcanti Primo – proprietário da Concessionária Cavalcanti Primo – foi agraciado com quase 60 comendas, dentre elas, uma das mais importantes conferidas pela ALPB, que é a Medalha Epitácio Pessoa, em Maio de 2004. Agora, a ALPB volta a homenageá-lo, principalmente, pela sua luta incansável pelo progresso do sertão paraibano, mas também pela sua empreitada educacional no Colégio Salesiano Padre Rolim, de onde saíram grandes homens letrados e compromissados com sua gente e com sua terra.

“Por justiça e mérito, como fruto de reconhecimento pelo incansável trabalho e, especialmente, pelas ousadas e vitoriosas lutas em favor do progresso no alto sertão da Paraíba, não temos dúvidas de que o homenageado, Senhor José Cavalcanti da Silva, habilita-se ao recebimento da Medalha Padre Inácio de Sousa Rolim – Padre Rolim, outorgada pela Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba”, destaca o requerimento, assinado pelo deputado Lindolfo Pires, que estava à frente do mandato durante licença médica de Jeová Campos.

Agora é contar com o apoio dos demais parlamentares para a aprovação da matéria em plenário, o que deve acontecer nos próximos dias.

Zona da Mata registra baixo volume de chuvas este ano e leva safra 2021/22 de cana-de-açúcar da PB à uma estimativa de 20% de queda

A análise estatística da precipitação pluviométrica para uma determinada região possibilita um melhor planejamento da agricultura, minimizando os impactos (armazenamento d’água) que possam ser ocasionados por um eventual período de seca. Na Paraíba, é sabido que as chuvas não se distribuem homogeneamente ao longo do ano. No entanto, em 2021, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba – AESA, um desvio climatológico de -35,9% em relação à média da climatologia da mesorregião da Zona da Mata pegou todos de surpresa e a escassez de chuvas impactou diretamente a produção de cana-de-çúcar no estado. Relatos de produtores de cana na zona da mata destacam redução de 20% da safra 2021/22. Em outras regiões do litoral esse prejuízo chega a mais de 30% da safra.

Na Zona da Mata choveu, entre janeiro e dezembro de 2021, 1016,1 mmm, enquanto que a média histórica é de 1586,0 mm, ou seja, deixou de chover 569,9 mm, uma redução de 35,9% de sua precipitação. De acordo com a AESA, quando se observa as Microrregiões, existem localidades passando por frustrações piores como a microrregião Litoral Norte, composta por 13 postos de observação, e onde a redução é de 46% da precipitação média, ou seja, de janeiro a dezembro registrou-se uma média de 874,6 mm de chuvas, mas a média histórica é de 1621,8 mm para o Litoral Norte, registrando esse desvio de -46,1%. Na microrregião deixou de chover 747,2 mm.

A microrregião de Sapé composta pelos municípios de Mari, Sobrado, Riachão do Poço, Cruz do Espírito Santo, Pilar, Juripiranga, São José dos Ramos e São Miguel de Itaipu é composta por 9 postos de observação. Nessa região a redução é ainda mais acentuada: cerca -58%. Sendo a pior: média em 2021 de 589,9 mm, quando a média histórica é de 1.408,1 mm. Uma redução de 818,2 mm de chuva no ano. “Esses dados mais do que explicam todo esse cenário caótico vivido pelos produtores de cana, que em muitos casos não têm condições nem de salvar os seus canaviais com a irrigação, passando o prejuízo para os outros anos que ainda teriam de colheita da socarias”, disse o diretor técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Neto Siqueira.

O engenheiro agrônomo da Associação, Luís Augusto, que também é coordenador do Departamento Técnico – Detec, confirma a situação de dificuldade dos produtores com a falta de chuvas, e lembra que a Paraíba possui cerca de 80% da sua área inserida no semiárido nordestino e apresenta alta irregularidade pluviométrica. Para se ter uma ideia, uma pesquisa de acompanhamento de 27 anos de precipitações na capital paraibana, João Pessoa, publicada na revista eletrônica Brazilian Journal of Development, em julho de 2021, mostra que os valores obtidos durante o período não indicam nenhum tipo de regularidade ou padrão. Segundo o artigo, em João Pessoa o ano mais chuvoso foi 1994, com 2804,4 mm e o ano que apresentou o menor valor de precipitação foi 1999, com 972,9 mm. “Esses dados mais do que explicam todo esse cenário caótico vivido pelos produtores de cana. Que, em muitos casos, não têm condições nem de salvar os seus canaviais com a irrigação, passando o prejuízo para os outros anos que ainda teriam de colheita da socarias”, reitera Luís.

Em 2021, choveu em João Pessoa, de janeiro a dezembro, o equivalente a 1644,7 mm. A média histórica da cidade é de 1.728mm, o que demonstra um desvio pequeno de -4,8%,deixando de chover apenas 83mm no período. Foi um ano aproximado do esperado, portanto, o que não aconteceu para o restante do estado.

A falta de chuvas é o único e exclusivo motivo para queda

Os efeitos climáticos adversos durante o ciclo produtivo da cana-de-açúcar é a principal causa da redução do quantitativo da safra 2021/2022 em todo o país. Estima-se uma queda de pelo menos 9,5% em todo o Brasil, segundo relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado em agosto.

No entanto, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, alertou que o cenário pode ser ainda mais grave, tendo em vista que a Conab não inclui no levantamento de dados a safra de produtores independentes, fornecedores e associados. “Aqui tem produtores falando em queda de 30%. A Conab fez o levantamento dela com base em dados das indústrias e não na nossa realidade que é bem mais complicada haja vista que o pequeno e médio produtor não tem recursos para investir em irrigação e depende, exclusivamente, da chuva para ver sua lavoura prosperar”, ressaltou o dirigente.

Já em relação à qualidade da cana, vale ressaltar que a falta de chuvas tende a aumentar o teor de açúcares totais recuperáveis (ATR) o que, associado ao melhor manejo dos canaviais, também pode ajudar a reduzir as perdas esperadas para este ano. “A questão aí é compensatória. No entanto, é preciso mais investimento em variedades resistentes à seca, irrigação e manejo do solo já que somente isso não chega a compensar a quebra da safra por falta de água”, conclui José Inácio de Morais.

Hospital de Patos registra aumento de 17% no atendimento a vítimas de trânsito

O primeiro plantão de dezembro na Emergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) neste final de semana (03 a 05) registrou 158 atendimentos e ainda a realização de oito cirurgias. Comparando os dados deste final de semana com o anterior, a unidade teve uma queda de 5% em relação aos atendimentos de urgência e emergência, porém registrou um aumento de 17% em relação aos sinistros de trânsito, com o atendimento a 28 pessoas.

Das 28 pessoas atendidas por causa de sinistros de trânsito, a grande maioria delas se envolveu em acidentes com motos (26). Houve ainda um caso com bicicleta e outro com automóvel. Dos acidentados, dez pessoas são de Patos, e o restante das cidades de Brejo do Cruz, Coremas, Desterro, Ibiara, Igaracy, Imaculada, Malta, Manaíra, Monte Horebe, Nova Olinda, Santana dos Garrotes, São Bento, São José de Caiana, São José de Espinharas e São José do Bonfim e ainda um viajante da cidade de Pato Bragado (PR).

O plantão de maior movimento foi o do domingo, quando 74 pessoas deram entrada na unidade, seguido do plantão do sábado, quando foram atendidos outros 62 pacientes. Entre às18h do dia 03 até a meia noite foram atendidas mais 22 pessoas. O boletim de prestação de serviços do hospital aponta ainda que foram realizadas oito cirurgias, sendo quatro Ortopédicas, três Cirurgia Geral e uma Vascular.

Na Urgência e Emergência, além dos casos envolvendo os acidentados com motos, bicicleta e automóvel, os demais principais motivos dos atendimentos da unidade neste final de semana foram de pacientes com queda da própria altura, rebaixamento da consciência/desmaio, dor no peito, agressão física, náusea e vômito, dificuldade de respirar, queda de nível, acidente com objeto perfuro/cortante, entre outros motivos.

Hospital Regional de Queimadas realiza 280 cirurgias e 46 partos em novembro

280 cirurgias e 46 partos em novembro

Entre os dias 1º e 30 de novembro, o Hospital Regional de Queimadas realizou 280 cirurgias, 46 partos, 995 atendimentos de emergência, 695 atendimentos ambulatoriais e atendeu 207 mulheres em urgências ginecológicas. Esses são dados que fazem parte do balanço mensal de atividades da unidade, que integra a rede estadual de saúde e é referência para 14 municípios da região metropolitana de Campina Grande.

A unidade, que é referência também para obstetrícia, registrou 23 partos normais no mês de novembro e, coincidentemente, a mesma quantidade de partos cesáreos neste período. Das 280 cirurgias realizadas, 51 foram oriundas do Programa Opera Paraíba, outras 74 foram eletivas, 124 foram de pequenos procedimentos, oito de emergência e ainda 23 cesarianas.

Além desses serviços, durante o decorrer de novembro, o hospital realizou 2301 exames laboratoriais, 494 exames de Raio X, 13 internações pediátricas, 48 internações clínicas e 140 ultrassonografias. O Hospital de Queimadas é referência para clínica médica, obstetrícia e pediatria, além dos serviços de urgência e emergência para a 15ª região de saúde.

O diretor geral do Hospital de Queimadas, Dr. Flávio Daniel, lembra a importância do suporte da unidade para a população da região. “Aqui, os pacientes encontram uma unidade bem estruturada, equipada e com uma equipe de profissionais competente e disponível para atendimento 24h, todos os dias da semana”, finalizou o médico, destacando a satisfação de a unidade integrar o grupo de hospitais do Estado que fazem parte do Programa Opera Paraíba. “Somente em novembro fizemos 51 cirurgias do Opera Paraíba e, agora em dezembro, já fomos avisados pela SES que faremos mais procedimentos no Opera Paraíba”, disse Dr. Flávio Daniel.

Quem não pôde ir ver a apresentação dos ônibus natalinos têm todo o mês de dezembro para andar neles em vários itinerários

Os ônibus do sistema de transporte coletivo de João Pessoa, que foram decorados com a temática natalina, foram apresentados ao público em evento na noite desta quinta-feira (02), no Parque Sólon de Lucena (Parque da Lagoa). Dos 40 ônibus, três veículos foram adesivados com a temática natalina e todos têm decoração em LED. E quem não puder ir ver a apresentação, pode andar nos ônibus que circularão em vários itinerários da cidade, durante todo o mês de dezembro.

Dos 40 veículos, 20 integram a frota da Unitrans. Os três carros adesivados integram a frota das empresas Unitrans, Santa Maria e São Sebastião. A proposta é inserir as empresas nas comemorações natalinas trazendo a magia do Natal para o dia a dia dos usuários do transporte público da capital. A ação é uma parceria do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de João Pessoa (Sintur-JP) e da Prefeitura Municipal, através da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (SEMOB-JP).

Segundo a diretora da Unitrans, Lorena Dantas, os veiculos adesivados, além de se integrarem as atividades cotidianas de transporte coletivo nas linhas e itinerários tradicionais das empresas, também farão viagens especiais, pré-agendas para entidades e instituições filantrópicas e de ação social durante o mês de dezembro.

Jeová aponta erros da tríade Moro, Guedes e Bolsonaro que fizeram o Brasil entrar em recessão, no atraso e num abismo perigoso

A instabilidade e a politica econômica do governo Bolsonaro, bem como suas posturas nem um pouco dignas de um estadista, tem levado o Brasil a situações já esquecidas do brasileiro porque tinham sido sanadas em governos anteriores. A fome, o desemprego e a miséria voltaram a ser reais e a perspectiva não é de melhora. O deputado estadual paraibano Jeová Campos, ao tomar conhecimento dos resultados da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostra o país em recessão técnica (dois trimestres consecutivos com PIB em queda), afirmou que tudo isso tem nomes e sobrenomes: Sérgio Moro, Paulo Guedes e Jair Bolsonaro.

“Moro porque quebrou a grande indústria da construção e quebrou ainda a cadeia produtiva do petróleo com a Lava-Jato. Na operação, ele produziu esse resultado. Paulo Guedes nos levou a esse quadro de profundo encurtamento econômico e de abertura plena para miséria. Tudo isso com a assinatura do Jair Bolsonaro. Esse é o quadro do governo que está aí: fome, desemprego e miséria”, disse o deputado.

Os dados do IBGE apontam que o Brasil aparece entre os piores no ranking de desempenho econômico entre os países, assim como na semana passada o Brasil esteve também entre os quatro piores em número de desempregados e o pior do G20. Segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,1% terceiro trimestre, após cair 0,4% nos três meses anteriores. A consultoria Austin Rating, apresentou que o PIB do Brasil no terceiro trimestre ficou abaixo do índice registrado na China, Colômbia, Chile Espanha e Estados Unidos.

E o cenário mais à frente não é de melhoria. Segundo relatório do Banco Mundial, a América Latina deve crescer 6,3% em 2021 e o que eleva esse número são as estimativas de crescimento de países com melhor desempenho como Chile, República Dominicana, Panamá e Peru que devem atingir taxas de crescimento superiores a 9% em 2021. A Argentina e a Colômbia devem avançar 7,5% e 7,7%, respectivamente, enquanto Brasil e o México devem apresentar taxas pouco acima de 5%.

“Onde já se viu isso acontecer? O Brasil sempre foi líder de bloco econômico na América Latina. Isso é de fato um desastre. Informações dão conta que a Guiana está no topo justamente porque sua economia foi impulsionada pela descoberta de petróleo. Aqui houve um verdadeiro desmonte da nossa cadeia produtiva de petróleo com a vaidade do Moro. E aqui estamos”, lamentou o deputado.

Para completar, Jeová também destacou a política econômica do Paulo Guedes que colocou fim nos programas efetivos de auxílios aos desempregados em função da pandemia e levou o país também a enfrentar novamente a inflação. “Só estamos perdendo. É o PIB, é o desemprego, é a desvalorização da nossa moeda, é a fome. O brasileiro está perdendo a qualidade de vida que um dia alcançou. Está perdendo o que já tinha conquistado. Retrocedemos ao invés de avançarmos”, avaliou Jeová, preocupado com o rumo que o país está tomando.

Deputado apresenta parecer e PL que possibilita inclusão de produtores no recebimento de CBios deve ser apreciado em breve na Câmara

O deputado federal José Mário (DEM/GO) já apresentou o parecer sobre o PL 3.149/20, que altera o Renovabio e corrige uma injustiça contra os fornecedores independentes de cana e outras culturas concedendo-lhes o acesso aos créditos de descarbonização (CBios). Segundo do autor do PL, deputado paraibano Efraim Filho, a tramitação da matéria está no prazo de cinco sessões para emendas, na Comissão da Agricultura e, em breve, deverá ser apreciado pelo plenário da Câmara.

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Moraes, disse que a expectativa de aprovação do PL é muito boa e que espera que a bancada nordestina, especialmente, a paraibana vote favorável à matéria. “Esse PL tem o objetivo de corrigir uma injustiça contra os fornecedores de cana na lei do RenovaBio que inclui toda a cadeia produtiva, desde os assentados, passando pelos pequenos produtores até os grandes, ou seja, ele beneficia todos que têm direito a receber os créditos de carbono proporcionais a sua produção”, disse José Inácio, agradecendo a iniciativa do parlamentar paraibano em ter elaborado o PL e ao deputado relator pela sensibilidade de reconhecer a necessidade de corrigir essa distorção e de ter produzido o parecer após amplo debate.

Para José Inácio, não é possível que os deputados não votem favoráveis a uma matéria que corrige uma distorção absurda dessa. “Esse PL inclui o produtor pessoa física ou jurídica, que cultiva em terras próprias ou de terceiros, que explora a atividade agropecuária e destina a sua produção as usinas que fabricaram etanol exclusivamente ou não. Ele dá previsibilidade da participação do canavieiro no RenovaBio e no recebimento justo de CBIOs com base no que forneceu de cana à usina e com o total de etanol lá fabricado”, explica José Inácio.

O dirigente canavieiro explica que, na atual conjuntura, infelizmente, não existe outra maneira de inserir os produtores no recebimento do CBios que não criando essa legislação. “Nós queremos somente o que é nosso. O que não pode continuar acontecendo é essa negociação caso a caso, uma usina pagando a um fornecedor um valor e pagando ao pequeno produtor muito menos, porque ele não tem força para lutar pelos seus direitos. Isso está errado e só se resolve com uma Lei. O fato é que essa situação é muito ruim para o setor e da forma como está, atualmente, o produtor está perdendo e a aprovação desta matéria é a solução mais adequada para corrigir essa distorção”, afirma José Inácio.

O presidente da Feplana, Alexandre Lima, explica que além de assegurar o direito ao recebimento do CBIOs para o produtor, o PL ainda evita o conflito de interesse sobre a partilha do CBios com o produtor da matéria-prima. “Se a produção da usina é 50% açúcar e 50% etanol, por exemplo, ela receberá apenas os CBIOs relativos ao etanol e a partilha desse crédito de descarbonização deverá, proporcionalmente, levar em conta a matéria-prima do produtor independente sobre a produção do biocombustível”, esclarece Alexandre.

Jeová lamenta que requerimento para discussão da situação da comunidade Dubai não tenha sido votado pela ALPB

“Não podemos virar as costas para o problema”. Foi com esse tom que o deputado estadual Jeová Campos se pronunciou na manhã desta quinta-feira (02) na sessão da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) pedindo aos parlamentares que aprovassem o requerimento de audiência pública da deputada Cida Ramos para discutir a situação das famílias desalojadas da comunidade Dubai, em Mangabeira, no âmbito da Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Ambiente. Como presidente da Comissão, Jeová afirmou que a Casa não pode ter “medo” de realizar tal debate e garantiu uma audiência séria, como o tema requer, independentemente de quem errou. Mas, a matéria não foi votada e a sessão foi encerrada por falta de quórum. Por isso, o debate que iria acontecer nesta sexta-feira teve que ser adiado.

“Queremos dialogar com Ministério Público, com as instituições. São trabalhadores com vulnerabilidades social, desempregados. Peço para estudar a realidade para ver um caminho, uma solução. Nem no tempo da ditadura a Assembleia deixou de fazer audiências públicas para tratar dos mais diversos temas”, argumentou o parlamentar, destacando que o debate não deve ser político, mas social. “Independentemente de quem errou precisamos encontrar uma solução, uma saída, um política pública. Essas pessoas estão precisando de apoio, esperança e não desesperança”, reiterou Jeová.

O deputado afirmou ainda que o despejo de cerca de 400 famílias da comunidade, ocorrido no último dia 23, foi “extremamente extravagante”, até porque existe decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) orientando para que nenhuma ação de despejo seja realizada até 31 de março em função da pandemia e da situação econômica do país. “Foi desnecessária, inclusive essa decisão do Supremo foi prorrogada até 31 de março. E aqui se fez a revelia. Esse é o centro do debate que a Assembleia precisa fazer. Não podemos ter medo desse debate”, esclareceu o deputado.

“A Assembleia precisa ser protagonista desse debate, mediadora. Não podemos achar que o problema não existe. São pessoas que não tem casa, não tem comida, não tem emprego. Isso é o retrato do Brasil. É uma pena que este país esteja se atolando na miséria, voltando à fome. Nós não podemos virar as costas para esse problema. O objetivo da comissão que sou presidente é fazer um debate de conteúdo, com a seriedade que a situação requer, com todas as instituições presentes. Então peço a aprovação desse requerimento o quanto antes”, disse ele.

Deputado questiona despejo das famílias da comunidade Dubai e provoca debate junto com outros parlamentares na ALPB

A argumentação de preservação ambiental da região da Mata Atlântica, na zona sul de João Pessoa, não convenceu o deputado estadual Jeová Campos a respeito da ação de desocupação de quase 400 famílias da comunidade Dubai I, em Mangabeira. O assunto foi tema nesta quarta-feira (01) da fala do parlamentar no pequeno expediente da sessão da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Para Jeová, a atuação da Prefeitura Municipal de João Pessoa no descumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) – que suspendeu qualquer ação de despejo durante da pandemia – precisa ser debatida pela Casa de Epitácio Pessoa não apenas pela falta de justificativa plausível, mas pela falta de humanidade. E na próxima sexta-feira a ALPB fará esse debate.

No dia 03 a questão será tema da reunião da Comissão de Desenvolvimento, Meio Ambiente e Turismo da ALPB, presidida por Jeová Campos. “Estão atendendo ao interesse de quem? Quem são efetivamente as partes interessadas? Essa discussão que é em defesa do meio ambiente é totalmente insustentável e sem sentido na atual conjuntura, até porque estamos vendo como acontece a ocupação de toda zona sul de João Pessoa”, disse Jeová, destacando que Assembleia não pode virar as costas para um tema desses que chegou ao STF. “Vamos garantir esse debate, afinal esta Casa é um canal de debate e de defesa do povo que, neste caso, é o mais vulnerável”, concluiu Jeová.

O parlamentar disse reconhecer que a Prefeitura não agiu na ilegalidade, cumpriu um mandato judicial de reintegração de posse, mas, que deveria ter avaliado não apenas a questão jurídica, mas, sobretudo humana. “Não posso compreender. Esse é o tom. Como é que numa época dessas de pandemia fazem uma verdadeira atrocidade com uma comunidade pobre? Garanto que não fariam se fossem terrenos de imobiliárias. Lamentavelmente, a Prefeitura fez isso contra os pobres e num momento excepcional”, lastimou Jeová, observando que já existe decisão do STF para que durante a pandemia não fossem realizadas nenhuma ação de despejo. “O que acho incrível é que o STF tem uma decisão suspendendo qualquer ação de despejo durante a pandemia. E a pandemia acabou em João Pessoa? Já terminou a pandemia no Brasil ou na Paraíba? Por que fizeram esse despejo?”, protestou o deputado.

Requerimento de Jeová aprovado nesta quarta-feira pela ALPB pede que DNIT construa rotatórias na BR 230 nas entradas para Cajazeiras

Um requerimento do deputado estadual Jeová Campos (PSB) aprovado pelo plenário da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) na manhã desta quarta-feira (01), solicitou a construção de rotatórias na BR-230 nas entradas da cidade de Cajazeiras, no sertão paraibano. O expediente será encaminhado ao Superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre na Paraíba – DNIT-PB. Na justificativa, o parlamentar explica que o equipamento tornará o trecho mais seguro no que se refere aos acidentes de trânsito.

“Pedimos por providências urgentes e necessárias no sentido de que sejam construídas rotatórias na BR-230 nas entradas da cidade de Cajazeiras, mais precisamente na entrada localizada no Bairro dos Remédios, no sentido Ceará/Paraíba, e na entrada próxima ao Estádio O Perpetão. A rotatória é um recurso de engenharia interessante porque tem o objetivo é evitar o encontro de fluxos, dispensando também o uso de semáforos”, explicou o deputado.

Ele também argumentou que as duas entradas da cidade de Cajazeiras pela BR-230, precisam das rotatórias em razão do eminente risco de acidentes nos locais, tendo em vista o elevado número de veículos que transita diariamente lá. “Entendemos que a única forma de evitar os possíveis acidentes de trânsito nestas localidades será a construção de rotatórias e apelamos para a sensibilidade de DNIT-PB, no sentido de que estes equipamentos sejam construídos urgentemente”, concluiu.