Author: News Comunicação

Jeová repudia agressões contra equipes de TV na Bahia e diz que comportamento é inaceitável e antidemocrático

O deputado estadual Jeová Campos acostou-se às diversas entidades de classe que saíram em defesa dos profissionais das equipes de reportagem da TV Bahia, afiliada da Globo no Estado, e da TV Aratu, do SBT, agredidas por seguranças e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, neste domingo (12), em Itamaraju. Assim como o Sinjorba-Sindicato dos Jornalistas Profissional da Bahia, a ABI – Associação Bahiana de Imprensa, a Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e tantas outras entidades, o parlamentar defendeu a liberdade de imprensa e a Constituição Federal, e acrescentou que há tempos esse comportamento da Presidência da República de agressões, constrangimentos e hostilidade à imprensa se repete. “Isso é inaceitável e antidemocrático. O exercício do jornalismo deve ser livre e soberano”, disse o parlamentar.

Jeová lembra que essa postura tem sido um padrão de conduta do Presidente da República que em declarações públicas desdenha do papel da Imprensa e desmoraliza jornalistas. “Isso vergonhoso. Falta decoro, falta respeito, falta democracia, falta tanta coisa e sobra violência, arrogância, misoginia e desrespeito de todas as formas contra os profissionais de Imprensa que exercem um papel crucial e primordial no exercício de suas funções”, reforçou o deputado, lembrando que o “mata-leão” não gravado, mas, reconhecido oficialmente, contra a jornalista Camila Marinho, da Rede Globo no episódio é algo que não pode ficar sem a devida punição.

A Associação Bahiana de Imprensa – ABI repudiou o comportamento de Jair Bolsonaro afirmando que não tem amparo no decoro que se espera de qualquer pessoa que venha a ocupar a Presidência da República. “Atos e palavras francamente hostis à imprensa enquanto instituição, suas empresas e profissionais; atos e palavras explicitamente violentos e sugestivos de violência física contra jornalistas, especialmente contra mulheres jornalistas, recentes e pretéritos, não nos deixam alternativa”, diz a nota. “Se nem mesmo a investidura da Faixa Presidencial e o juramento de posse bastaram para impor um mínimo de decoro à conduta pessoal do Sr. Jair Messias Bolsonaro”, destaca mais adiante a nota.

Já a TV Globo se manifestou sobre as agressões sofridas pelos repórteres de sua afiliada e da TV Aratu pedindo que o Supremo Tribunal Federal se pronuncie contra a violência aos profissionais de Imprensa. “É escandalosa a atitude da Presidência de deixar jornalistas à própria sorte, em meio a apoiadores fanáticos, que são insuflados quase diariamente pelo próprio presidente em sua retórica contra o trabalho da imprensa”, diz a Globo.

A Abraji disse que “repudia as agressões e demanda que as autoridades competentes orientem a equipe de segurança do presidente para que respeite o trabalho dos jornalistas, pois lamentavelmente esse tipo de agressão vem se repetindo. Além disso, exige que Jair Bolsonaro cesse os ataques verbais contra a imprensa, os quais incentivam sua militância a agredir repórteres e impedir seu trabalho, o qual é garantido pela Constituição Federal”, disse em nota.

“Liberdade de imprensa é um indivíduo publicar e dispor de acesso à informação através dos meios de comunicação, sem interferência do estado, e esse é um direito que está sendo negado por esse governo desde que Jair Bolsonaro assumiu o comando. Em alguns momentos ele foi acusado de inflar seus apoiadores contra a imprensa, em outros ele mesmo mandou jornalistas calarem as bocas e agora ele deixa todos à mercê de agressões físicas e verbais de seus correligionários e seguranças. Isso é lamentável e delinquente até. Não podemos mais permitir isso”, comentou o deputado.

Produtores rurais em débito com o BB têm até o dia 17 para renegociação com até 95% de desconto à vista

Os produtores rurais que têm dívida com o Banco do Brasil podem procurar uma agência, até o próximo dia 17 de dezembro, para obter facilidades para renegociação de débitos. Essa notícia foi divulgada recentemente pela instituição que está realizando um mutirão de renegociação de dívidas com descontos de até 95% para liquidação à vista de dívidas vencidas e nas taxas de juros, além de prazo de até 100 meses para renegociação a prazo de operações vencidas. As condições estão disponíveis para clientes pessoa física, produtor rural e pessoa jurídica.

Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, tendo em vista o endividamento rural no Brasil e a necessidade de prosseguir produzindo em meio a uma crise econômica agravada com a pandemia, o banco está oferecendo uma oportunidade. “Vamos ver se isso será bom o suficiente para dar fôlego e começar 2022 pelo menos pagando o que se deve e realizando novos investimentos”, comentou o dirigente, incentivando os fornecedores de cana a conferir as propostas e ver se são possíveis de acordo.

O advogado Jefferson Rocha, que acompanha ações de produtores de cana na Asplan e gravou um vídeo falando sobre essa iniciativa, afirmou que essa não é uma normativa do governo federal, mas uma instrução da Presidência do Banco do Brasil. “Trago uma boa notícia para os produtores em dívida com o Banco do Brasil que é essa forma e modalidade de negociação. Essa é uma grande oportunidade. Existem grandes lideranças no Congresso, a exemplo do senador Fernando Collor, e outros, abraçando a causa do endividamento rural”, destacou o advogado.

O produtor interessado pode procurar uma agência do BB ou mesmo os canais digitais, como o site www.bb.com.br/renegocie, o aplicativo da instituição (basta digitar a palavra renegocie), o WhatsApp (61 4004-0001) e a Central de Atendimento (4004-0001 / 0800 729 0001). As propostas serão analisadas caso a caso pelo Banco do Brasil, dependendo do perfil da dívida, do cliente e da atividade que ele exerce.

Diretor Geral do Complexo de Patos recebe hoje o Título de Cidadão Patoense

Ele chegou em Patos, em 2020, para substituir a ex-diretora geral do Complexo Hospitalar Deputado Janduhy Carneiro de Patos, Liliane Senna, durante sua licença maternidade. Mas, durante o período que esteve à frente da administração do maior referencial de saúde pública do sertão paraibano, Francisco Guedes, impôs uma marca singular de administração que mudou, para muito melhor, as condições de atendimento, a prestação de serviço, a rotina interna e até a estrutura física da unidade. A titularidade do cargo veio naturalmente pelo reconhecimento a sua imensa capacidade de trabalho e de dar respostas ágeis às complexas demandas da unidade, aliado a uma substituição no cargo da 6ª gerência de Saúde, assumida por Liliane Santos.

E o reconhecimento a tudo isso, culminou agora com a proposta do vereador José Ítalo Gomes Candido, abraçada e aprovada pelos demais parlamentares da Câmara Municipal de Patos, de conceder o Título de Cidadão Patoense a Francisco Guedes. A Sessão Solene de entrega da honraria será realizada, logo mais, às 19h, no Plenário da Casa Juvenal Lúcio de Sousa.

“A missão que assumi em Patos me deu a oportunidade de crescer profissionalmente e, mais que isso, de ver que cada problema tem uma solução. Esse pouco mais de um ano que estou à frente da gestão do Complexo me deu grandes lições que vou levar para a vida inteira. Sempre fui muito focado no trabalho, mas, confesso que aqui tive que redobrar minha capacidade e limites, mas, haja vista tudo o que já fizemos, penso que estamos no caminho certo. Superamos a pandemia, um tempo difícil para todo mundo, ainda mais para uma unidade referência para Covid, mas, tudo tem dado certo. Minha fé em Deus é meu maior trunfo. Acordo todos os dias pedindo a Ele que me ilumine nas minhas ações e decisões”, disse Francisco, reiterando que todos os avanços da unidade só foram possíveis porque ele contou com a colaboração e apoio dos funcionários, dos parceiros e, sobretudo, do Governo.

“Patos me abraçou e eu abracei essa cidade, tanto que já me mudei para cá e estou muito feliz e lisonjeado com essa homenagem”, disse o gestor, convidando a todos, especialmente, sua equipe a estar presente à solenidade. “Esse será um momento único e muito especial e este título não é só meu e sim de todos que convivem diariamente ao meu lado no CHRDJC”, finalizou ele.

Foram seis meses de uma operação complexa, mas vencemos e realizamos 1.674 cirurgias sem nenhuma intercorrência diz diretor do CHRDJC

Durante seis meses, entre os dias 07 de junho e 08 de novembro, os pacientes que precisaram de cirurgias no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, se não fosse a necessidade do deslocamento de ambulância para a sede de uma clínica terceirizada, nem teriam percebido que os procedimentos estavam sendo realizados fora da unidade. Isto porque, esse foi o período em que o bloco cirúrgico do hospital passou por uma ampla reforma e todas as 1.674 cirurgias da unidade neste período tiveram que ser feitas odedecendo a uma logística que envolveu muitos profissionais, controles rígidos de processos, atenção redobrada, muita dinâmica e agilidade do setor de transporte e, sobretudo união, foco e confiança da equipe do hospital envolvida nesta ação.

“Esses seis meses foi uma verdadeira operação de guerra, onde não podíamos errar em nada para não colocar em risco a vida de nossos pacientes, nem prejudicá-los em função desta reforma. E isso exigiu de nós uma atenção redobrada, muita dedicação, e união da equipe porque os processos dependiam de vários setores e profissionais para darem certo, mas, chegamos ao fim desta etapa muito felizes, pois nenhuma intercorrência foi registrada por causa dessa logística, não perdemos nenhum paciente, e ninguém deixou de ter sua demanda atendida por causa da reforma. Realizamos todos os procedimentos que deveriam ser realizados, sem adiar nada em função da reforma”, destacou o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.

O diretor lembra que a reforma do bloco era uma necessidade antiga, já que o hospital tem mais de 60 anos e, neste período, apenas pequenos reparos tinham sido feitos na estrutura do bloco até porque não se podia fechar o espaço para nenhuma intervenção. “Foi ai que tivemos essa ideia, levamos ao secretário de Saúde, Dr. Geraldo, que veio aqui conferir se era possível mesmo, analisar o espaço onde seriam realizadas as cirurgias e também entender a logística que a gente tinha planejado. Com a autorização dele, começamos uma verdadeira operação de guerra que começou com o transporte e montagem de nossos equipamentos na clínica e culminou com a realização destas 1.674 cirurgias sem que nenhum acontecimento fora do normal fosse registrado”, reiterou Francisco, agradecendo a todos os profissionais envolvidos nessa logística.

“Na pessoa do nosso Coordenador de Transportes, Luiz Assis Neto, que foi um guerreiro durante todo esse processo, quero agradecer a todos os nossos colaboradores, sem distinção, que nos permitiu chegar hoje, na inauguração deste novo e moderno centro cirúrgico, com a presença do nosso governador João Azevêdo. Vencemos mais essa etapa e agora a nossa unidade tem um bloco cirúrgico com toda a estrutura e equipamentos para atender ainda melhor as demandas de nossos pacientes”, finalizou Francisco Guedes.

O diretor geral do Complexo de Patos, Francisco Guedes agredeceu o apoio e compromisso da equipe
O diretor geral do Complexo de Patos, Francisco Guedes agredeceu o apoio e compromisso da equipe
Durante seis meses as cirurgias do Complexo de Patos foram feitas fora da unidade
Durante seis meses as cirurgias do Complexo de Patos foram feitas fora da unidade

Governador João Azevêdo entrega reforma e novos equipamentos do Bloco Cirúrgico do Hospital Regional de Patos nesta quinta-feira

O governador João Azevêdo entrega, nesta quinta-feira (9), às 15h, a reforma do Bloco Cirúrgico do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos. Na obra, foram investidos R$ 390,8 mil. O novo Bloco Cirúrgico conta com três salas de cirurgia – preparadas para fazer exames de imagem, caso seja necessário na hora do procedimento – três leitos de RPA (Recuperação Pós-Anestésica), estar profissional e área de escovação.

Além da reforma física do espaço, serão entregues também os novos equipamentos para o bloco cirúrgico: quatro suportes de soro; cinco carros de emergência; cinco aspiradores; quatro baldes a chute com pedal; duas mesas cirúrgicas; três respiradores; dez carros de curativo; quatro monitores multiparametro; um eletrocardiógrafo; dois cardioversores; três camas motorizadas; dois armários em aço; 10 bombas de infusão; e dois oxímetros.

A obra de reforma do bloco começou no final de julho e foi concluída no final de novembro. Neste período, todas as cirurgias da unidade foram feitas numa clínica terceirizada sem nenhum prejuízo aos pacientes, mesmo tendo essa dinâmica exigido uma logística muito complexa de fluxos de ambulâncias para levar e trazer pacientes, e os veículos operacionais de transporte de materiais sujos e limpos, além de insumos.

As três amplas e modernas salas cirúrgicas do novo bloco foram construídas conforme determinação da norma reguladora RDC 50. Além das novas salas e espaços, a reforma permitiu ampliar a quantidade de leitos pós-anestésico, de dois para três unidades. Todas as salas do bloco foram baritadas e preparadas para fazer exames de imagem caso seja necessário na hora do procedimento.

O novo bloco será denominado ‘Dr. Antonio Ivanes Lacerda’, que era ortopedista do Complexo e um dos maiores entusiastas da reforma do bloco cirúrgico. Dr. Ivanes, que atuou como médico do Complexo entre os anos 1984 e 2021, faleceu de complicações de Covid, em janeiro deste ano. “Estamos na maior expectativa para começar a realizar as cirurgias no novo espaço e muito felizes pela conclusão da reforma, que era um antigo sonho de toda a equipe multiprofissional que atua no setor e que agora virou realidade”, destacou o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.

ALPB debate uso e ocupação do solo do Conde e consequências de lei proposta pela atual gestão municipal que altera legislação vigente

O deputado estadual Jeová Campos presidiu, nesta terça-feira (07), uma audiência pública para debater e dar encaminhamentos que impeçam a concretização da proposta de autoria do Poder Executivo do Município de Conde, que altera a legislação que regulamenta a ocupação do solo na cidade. A proposta da atual gestão permite a construção de edificações com mais de dois andares em áreas próximas à praia e o desrespeito às Áreas de Preservação Ambiental (APA), indígenas, quilombolas e assentados da reforma rural no município. A reunião aconteceu no âmbito da Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa da Paraíba e contou com a participação de parlamentares, ex-secretários do Conde, representantes dos povos indígenas e quilombolas, bem como do Conselho Gestor, Sudema, Procuradoria da República e outras representações.

Com as deputadas Cida Ramos (autora da propositura de audiência) e Estela Bezerra, o deputado Jeová Campos, que é presidente da Comissão de Desenvolvimento da ALPB, abriu o evento explicando a situação. As principais mudanças, aos olhos do advogado, professor e parlamentar, mas, acima de tudo, um militante da cidadania, é que com a nova legislação, o Conselho Gestor – CONGES, um órgão de controle social e garantidor da participação popular no acompanhamento e deliberação das políticas públicas também de meio ambiente, passa a ser um órgão meramente opinativo, sem poder de decisão sobre as importantes temáticas relacionadas ao meio ambiente no Município de Conde.

“O conselho gestor está perdendo a sua força para secretaria de planejamento. Outro ponto é a redação dada nos casos omissão que serão decididos por decreto pela prefeitura. Achei extravagante. Quer dizer, tirar esse poder deliberativo do conselho?”, disse Jeová, logo de início. Para além da preocupação legal, a audiência seguiu com várias falas importantes, como a da ex-prefeita do Conde, Márcia Lucena, responsável por implantar pela primeira vez no município, em 2018, um código ambiental para regulamentar o uso e ocupação do solo no Conde. Marcia destacou que a lei de zoneamento só pode ser revista com 10 anos. “A ultima foi em 2018 e já estão fazendo isso, quando nem deveriam e ainda fazem sem o debate público. Quando a gente analisa as propostas de mudança a gente vê o interesse muito claro a abrir facilidades para as construções em qualquer lugar, qualquer parte”, ressaltou ela.

A ex-prefeita lembrou ainda que o Conde é feito de rios e APAs, e de assentamentos que inda estão em processo de estabilização legal e correm riscos pela nova administração pública. “Nossa franja litorânea tem características iguais à Ponta do Seixas, com seus desgastes. Se não tomarmos cuidado, se acaba. Muitas voçorocas abertas na cidade. Além disso, temos 16 assentamentos rurais fruto de muita luta. Todos indígenas tabajaras e quilombolas que correm o risco a partir das alterações propostas. Muitos assentamentos são frágeis ainda. Os donos possuem familiares nos poderes. Então, eles voltam a correr riscos”, alertou a ex-prefeita.

Para o Cacique Ednaldo, representante dos assentamentos indígenas, o que mais choca a ele são mudanças na legislação em que se aumenta o coeficiente de aproveitamento e ocupação do solo absurdamente. “Quando se fala em coeficiente de aproveitamento básico, tem zonas em que o aproveitamento foi aumentado em 300%. O interesse da coletividade deve permanecer”, disse o Cacique.

O representante do Conselho Gestor – CONGES, o arquiteto Germano Romero, contou sua experiência com a cidade 50 anos atrás e disse que viu o que a falta de manutenção do cuidado foi capaz de fazer ao Conde. “A legislação que temos foi muito bem vinda. Há 50 anos conhecei a conviver com Jacumã. Na época era ainda um paraíso, com coqueirais, e vi de perto o desmoronamento da natureza, de obras. Eu como arquiteto, ficava sem entender como uma cidade dessas não tinha uma gestão ambiental”, disse ele, falando de sua satisfação em 2018.

“Foi quando me surpreendi com a última gestão que fez um código de obras, enfim, tudo feito com debate. De repente o poder público começou a intervir, tarde sim, com muita ocupação já irregular, esgoto ao mar, lixo acumulado, mas fizeram”, concluiu o arquiteto, defendendo a manutenção do atual código que mudou o aspecto da cidade para muito melhor.

Não é heroísmo, é cidadania

O quilombola, Anselmo Rodrigues, representando os quilombolas do Conde, ressaltou que essa é uma luta pela cidadania, que ele precisa e deseja ser ouvido sem preconceito de cor ou de classe. “Conheço o preconceito. Sou negro, quilombola, professor, assentado. Mas nossa luta não é de herói, mas de cidadão. Lutamos por dignidade. Sou pai. Minha família mora aqui”, desabafou.

Para Marcos Pereira, que participou como assessor dos quilombolas e tabajaras, é preciso que os grupos tenham orientação jurídica para enfrentar a questão. “O projeto reúne interesses de grupos que tentam legitimar um golpe. Isso atinge a todos, alguns de forma grave. Existem várias irregularidades sendo investigadas”, comentou ele referindo-se á venda de terras para grandes grupos econômicos.

Recomendação do MPF

A construção legal para preservação ambiental do Conde foi feita. Agora os poderes públicos se unem para que ela seja mantida para a proteção ambiental da localidade. O Procurador da República, o Dr. José Godoy, afirmou que vem acompanhando a situação dentro do Ministério Público Federal e que está enviando essa semana uma recomendação para que a prefeitura cancele autorizações em áreas indígenas, por exemplo. “O Conde tem uma rica história e tem seus espaços de cultura, com uma comunidade de indígenas tabajaras que fundaram a Paraíba”, disse ele.

Godoy também frisou que órgãos federais estiveram até agora atrasando a questão da demarcação de territórios, mas que o MPF já vai encaminhar recomendação à Prefeitura. “Esses grupos estão em processo demarcatórios, a FUNAI e o INCRA retardaram o processo. Fizemos um TAC e não tivemos retorno da Prefeitura. E estamos encaminhando recomendação e vamos ajuizar uma ação para que a FUNAI lance em seus arquivos as terras para que não sejam feitas obras ou seja alvo em cartórios. Cancelem autorizações já feitas. É uma área com pressão imobiliária de fora até do Brasil. Parece até que retornamos ao período colonial. Tem causado despejos, ameaças, pessoas incluídas no programa de proteção”, declarou o Procurador.

Sudema no apoio

Daniel Lucena, Procurador da Sudema, declarou, com muita indignação, que em nada a Prefeitura procurou o debate e disse que quando participou de uma audiência a respeito um representante da Prefeitura quis tratar do zoneamento da APA da praia de Tambaba. “Não houve debate dessa proposta de reforma do código ambiental municipal. Quando participei de audiência um representante falou em zoneamento da APA da Tambaba de 2002, que obrigatoriamente deve ser respeitada. Pela história construída com 11 mil hectares sendo 30% do território do Conde. Todo esse trabalho foi feito em conjunto com a sociedade e poder público”, comentou estarrecido e colocando a autarquia para ajudar os interessados em encaminhamentos.

Para concluir, a deputada Estela Bezerra parabenizou a gestão de Márcia Lucena pelo olhar atento e responsável no trato da questão ambiental. “A gestão de Márcia Lucena está de parabéns por fazer o zoneamento da cidade com um cuidado e envolvimento democrático muito profundo. Um modelo para os demais municípios. A cidade do Conde é uma cidade estratégica para o desenvolvimento para a Paraíba e hoje a administração está discutindo uma mudança no zoneamento, o mesmo que foi aprovado em 2018 e que tem validade de 10 anos”, disse ela. Vários participantes teceram elogios à ex-prefeita. Daniel Lucena, da Sudema disse: “Corajosa” e “Sua luta não será esquecida”.

Ao final, Estela colocou os gabinetes parlamentares à disposição para qualquer orientação jurídica e lembrou o caso recente da comunidade Dubai, em Mangabeira, em que mais de 800 pessoas foram despejadas. “Todos esses casos estão interligados. É uma luta só”, comentou ela, parabenizando a todos que participaram para não deixar que essa questão do Conde passasse em branco.

Paciente tem alta do Complexo de Patos após 41 dias de tratamento para superar o Covid

Essa terça-feira (07) foi um dia de muita alegria para a equipe do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) que acompanhou a emocionante alta da paciente Maria do Socorro Rodrigues Soares, de 63 anos, depois de 41 dias de internação no setor Covid. Moradora da cidade de Mãe D´água, Maria do Socorro superou adversidades, reverteu situações críticas e venceu a doença e hoje pôde voltar ao convívio familiar. Admitida no dia 28 de outubro, a paciente foi intubada, depois traqueostomizada, alternou dias de internação entre UTI e enfermaria e, felizmente, conseguiu voltar para casa onde continuará o tratamento junto de seus familiares que vieram ao hospital acompanhar a alta e recebê-la com muito carinho e alegria.

“Nós estamos muito felizes em partilhar esse momento de vitória da saúde sobre a doença e de podermos celebrar juntos mais essa alta que não é só dela, é de todos nós, pois cada paciente que passa por aqui, deixa um pouquinho de si e leva também um pouco de nós”, disse o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, lembrando que toda alta é muito comemorada porque simboliza a vitoria da saúde sobre a doença e o sucesso do tratamento e atuação da equipe multidisciplinar da unidade. “Toda alta importa, mas, essas que demoram muitos dias são ainda mais especiais porque nos mostram que não devemos desistir, jamais”, reitera o diretor.

Durante todo o período de internação que compreendeu do dia 28/10 até esse dia 07/12, Dona Maria do Socorro teve a oportunidade de interagir com seus familiares através de vídeos chamadas feitas pela equipe do setor de Psicologia e Serviço Social do hospital. Durante todo o período de internação, a paciente também recebeu acompanhamento psicológico. Por causa do recente desmame da traqueostomia, Maria do Socorro não pôde dar entrevista para falar sobre esse período de internação, mas a filha da agricultora, Lucimar Rodrigues disse que a família está muito feliz em poder tê-la de volta. “Graças a Deus ela voltou para junto da gente”, disse a filha. Dona Maria do Socorro tem oito filhos e 13 netos.

Profissionais do Complexo acompanharam a alta da paciente

Alta da Sra. Maria do Socorro foi bastante comemorada por familiares e pela equipe do hospital

Parentes agradeceram a recuperação da Sra. Maria do Socorro

A paciente ainda com o curativo da traqueostomia

Os familiares da Sra. Maria do Socorro vieram acompanhar a alta dela

A paciente no meomento em que saia do hospital

Foi uma alta emocionante

Jeová apoia nota das centrais sindicais em repúdio a estudo do Governo para regulamentar informalidade no mercado de trabalho

Mais parece uma dicotomia, como se nada pudesse pertencer simultaneamente a ambas as partes para serem mutuamente exclusivos, quando não são: de um lado o trabalhador, que é dono da força de trabalho e, do outro, o empregador, que é detentor dos meios de produção. Mas, segundo o deputado Jeová Campos, a luta de opostos tem sido cada vez mais agravada e acirrada pelo governo Bolsonaro todos os dias. “Querem fazer uma reforma trabalhista para precarizar ainda mais o mercado com o trabalho informal. Regulamentar a fome e a miséria. A mentalidade de Paulo Guedes é totalmente contrária a ajustes sociais, aos trabalhadores, aos pobres”, disse o deputado, referindo-se a um estudo que o governo encomendou.

O estudo feito pelo Grupo de Altos Estudos do Trabalho (GAET) sugere cerca de 330 mudanças. O texto vai para avaliação do Ministério do Trabalho, que tem por objetivo apresentar uma nova reforma trabalhista do Congresso Nacional. Dentre as mudanças propostas estão à desoneração da folha de pagamento com a diminuição da Contribuição Patronal para a Previdência (CPP), cuja alíquota atual é de 20%, e das contribuições compulsórias às entidades privadas que compõem o Sistema S (incluindo o Sebrae), alíquota atual de 3,1%, e o salário-educação, de 2,5%.

A argumentação é de que isso reduziria a informalidade do trabalho, mas, para Jeová, isso não implica em mais contratações. Na realidade, na contramão da modernização das leis trabalhistas, o governo está prestes a “regulamentar” a falta de condições ideais ou direitos com flexibilizações que não podem ser aceitas, tais como, o trabalho aos domingos e o não reconhecimento do vínculo de emprego entre aplicativos e prestadores de serviço, como a Uber e Ifood, sem falar na falta da presença dos sindicatos para negociações entre as classes.

“O Governo acha que vamos engolir essa história de tentar criar condições de fortalecimento do empresariado com essa desoneração e que ele vai contratar, quando o governo não protege o trabalhador, pelo contrário, ele fortalece de um lado e enfraquece o outro criando modalidades de emprego sem carteira assinada e sem direitos”, protestou Jeová, apoiando as centrais sindicais que já se posicionaram contra o estudo e às mudanças. Em nota, as centrais sindicais que assinam o documento afirmam que: “A intenção do governo, ao que parece, é aumentar o desemprego, que no Brasil sempre foi grande, para daí normatizar a exploração e a precarização. É criar dificuldade para vender facilidade. Neste caso, criar miséria absoluta para vender pobreza”.

ALPB aprova PL que denomina de Josias do Cacaré Rodovia que liga o Distrito de Melancias ao Sítio Serra da Arara

Um Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Jeová Campos que denomina de José Francisco de Oliveira – Josias do Cacaré, a Rodovia Estadual que interliga o Distrito de Melancias, no Município de Santa Helena, ao Sítio Serra da Arara, no Município de Cajazeiras, com término na Rodovia PB-393, foi aprovado pelo Plenário da Assembleia Legislativa da Paraíba na manhã desta terça-feira (07). Segundo Jeová, o Josias do Cacaré era um batalhador pela grandeza do Município de Santa Helena, no cultivo da terra, na luta pela implantação da energia elétrica e defesa da comunidade. Além disso, ele era um exemplo a ser seguido pela simplicidade e autenticidade de caráter.

“Homenagear Josias é também louvar os agricultores, os trabalhadores, as pessoas de atuação marcante, uma história de vida alicerçada na esperança da roça, que foi de onde eu vim”, disse Jeová, lembrando que o legado de Josias se perpetua no filho, Júlio Neto, que é vereador da cidade de Santa Helena e segue o exemplo do pai com uma experiência exitosa de produção na área de agricultura em Várzea da Ema.

O homenageado foi vereador e vice-prefeito de Santa Helena, bem como presidiu por vários anos a Cooperativa de Eletrificação do Vale do Rio do Peixe – CERVARP, que era sediada em Cajazeiras. Josias do Cacaré faleceu em 05 de abril de 2009, aos 78 anos de idade, e viveu toda sua vida no Distrito de Várzea da Ema. Conforme Jeová Campos foi também lá, nos campos do Distrito de Várzea da Ema, Município de Santa Helena, onde Josias do Cacaré deixou sua marca gravada: a da agricultura e do cuidado com os animais.

“O nosso gabinete recebeu encaminhamento formulado pelo ilustre amigo Júlio Neto, filho do homenageado, solicitando nosso apoio parlamentar no sentido de deflagrar neste Parlamento Estadual o devido processo legislativo denominando o trecho da citada rodovia estadual de José Francisco de Oliveira – Josias do Cacaré. Entendemos que os argumentos apresentados são de extrema relevância, motivo pelo qual o acolhemos integralmente e promovemos a presente propositura”, explicou o deputado, agradecendo a sensibilidade dos parlamentares que aprovaram a homenagem.

“Conheci de perto o destemido Josias do Cacaré. A cada encontro ganhava novo folego, pois ele usava a máxima que garante: “tenha fé em seu corpo físico e esteja certo de que todos os seus órgãos funcionarão perfeitamente” e, realmente, foi um verdadeiro batalhador pela grandeza do município de Santa Helena. Sempre lutou fortemente pela implantação da energia elétrica e sinal de televisão. Foi um cidadão de bem, de conduta ilibada, viveu e dedicou o seu amor à sua terra natal e merece essa homenagem”, defendeu Jeová.

Para finalizar, o parlamentar afirmou que Josias do Cacaré “representa um exemplo a ser seguido pela sua simplicidade e autenticidade de caráter, um cidadão distinto e honrado, cumpridor fiel de seus deveres para com seus semelhantes e a comunidade, sendo, portanto, merecedor de uma justa homenagem com a denominação do nome desta rodovia à sua memória”.

Ortopedista do Complexo de Patos será homenageado in memoriam com nome no novo bloco cirúrgico

Um dos maiores sonhos do ortopedista Dr. Antonio Ivanes Lacerda era poder acompanhar as obras do bloco cirúrgico do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) e ter um espaço melhor para atender os pacientes e realizar as cirurgias. Mas, o Covid lhe roubou esse momento, e o médico veio a falecer em decorrência de complicações do coronavírus, no dia 25 de janeiro deste ano. Mas, em sua memória, pela dedicação e pelo trabalho que ele desenvolveu no hospital como ortopedista, entre os anos de 1984 e 2021, Dr. Ivanes dará nome ao novo bloco cirúrgico da unidade que será inaugurado pelo governador João Azevedo, na próxima quinta-feira (09), às 15h.

“Perpetuaremos o legado de nosso ex-colaborador prestando-lhes essa singela homenagem de denominar o novo bloco cirúrgico do hospital com o seu nome. Ele que tanto queria ver essa obra, que tanto desejou ver o espaço onde realizamos cirurgias melhor equipado e estruturado, mas, infelizmente, isso não foi possível. Contudo, o nome dele será sempre lembrado” disse o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.

O coordenador do setor de Ortopedia do Complexo, Dr. João Suassuna, que foi colega de Dr. Ivanes por muitos anos disse que é importante essa homenagem e destacou a atuação do colega como relevante para a unidade. “É com muita alegria que todos, especialmente, os colegas da Ortopedia do hospital recebemos essa notícia da homenagem ao Dr. Ivanes que tanto contribuiu com seu trabalho e competência para o crescimento e reconhecimento desta unidade, assim como com inúmeros pacientes que passaram pelas suas mãos. É muito importante esse reconhecimento do Governo em homenagear esse grande colega, profissional e amigo”, destacou Dr. João.

Dr. Ivanes foi admitido como médico ortopedista do Complexo no dia 01 de agosto de 1984 e foi desligado no dia 25 de janeiro de 2021, em função de sua morte.