Author: News Comunicação

Jeová alerta para a gravidade da atitude de Bolsonaro e parabeniza João Azevedo por manter medidas protetivas na PB

O presidente Jair Bolsonaro está prestando um desserviço à população brasileira e as atitudes levianas dele podem deixar sequelas graves para a população se não for feito algo. Essa é a preocupação do deputado estadual Jeová Campos (PSB) que tem visto as posições do “chefe de Estado”, minimizando o perigo da pandemia provocada pelo Covid-19 e jogando o povo brasileiro à mercê da própria sorte. “A crise econômica é inevitável em todo o mundo. O que está em jogo agora são vidas humanas. Nem mesmo a economia é mais importante do que salvar vidas. Ainda bem que a Paraíba, com as medidas protetivas e a lucidez de nosso governador, está mantendo seu povo resguardado em suas casas”, destaca o parlamentar paraibano.

Jeová afirmou que com seu jeito singular de dizer e desfazer o discurso depois, Bolsonaro joga com o mercado especulativo e assusta com sua irresponsabilidade sarcástica pormenorizando o número de vítimas e as projeções feitas para o Brasil, frente as experiências já vividas em vários países do mundo. Recentemente, num vídeo que circula em redes sociais, Bolsonaro afirma que “brasileiro tem que ser estudado. Ele não pega nada. Não vê o cara pulando em esgoto? Vai ali, sai, mergulha, e não acontece nada com ele. Acho, inclusive, que muita gente já ficou infectada por esse vírus, há semanas, meses, criou anticorpos e não prolifera mais”, diz o presidente em tom jocoso. “O presidente esqueceu de mostrar, porém, os números que chegam aos hospitais púbicos de todo o país com doentes por cólera ou por leptospirose e outras doenças, o que contraria sua tese de que com brasileiro “não acontece nada”. Ele está brincado com coisa séria e quem vai pagar a conta dessa insanidade é o povo brasileiro”, reitera Jeová.

No Brasil, lembrou o deputado, os governadores não estão seguindo as orientações do Governo Federal para a abertura de órgãos, empresas e retorno das pessoas ao trabalho. Na Paraíba, inclusive, Jeová parabeniza o governador João Azevedo por manter os paraibanos seguros em suas casas em quarentena e, principalmente, durante a ascensão do pico de contaminação do Covid-19 previsto para o início de abril. “Esse é um momento muito tenso e o nosso governador João Azevedo está mostrando sua responsabilidade para com a vida do povo paraibano. Um governante responsável protege os seus compatriotas em primeiro lugar e não o capital. Eu parabenizo nosso governador por isso”, disse Jeová Campos.

Além disso, o parlamentar também alertou para a conduta criminosa do Presidente da República e cobrou uma postura do Congresso Nacional para que chame para si a responsabilidade de “frear” Jair Bolsonaro. “O engraçado é como no Brasil existem dois pesos e duas medidas. Dilma foi cassada, em tese, por ter cometido um único crime de responsabilidade, que foram as ditas ‘pedaladas fiscais’. Bolsonaro já incorreu em mais de 10 crimes de responsabilidade e continua a fazer desmandos usando da prerrogativa do cargo que ocupa. É o momento de o Congresso atentar para isso e tomar as providências”, comentou o deputado.

O ultimo dos crimes de Bolsonaro durante seu pronunciamento essa semana foi o de colocar a população em risco de morte evidente quando incorreu em não ouvir as autoridades sanitárias, médicos e a comunidade científica a respeito de manter a população em casa. “O presidente está priorizando o capital e isso não pode estar a frente da vida da população. Ficar em isolamento social agora é a melhor maneira de conter a propagação do Covid-19. Ficar em casa não se trata de apenas não pegar a doença, mas de não contribuir para transmitir a doença”, avalia Jeová, lembrando que a ciência e a experiência de cientistas, pesquisadores, médicos e autoridades não podem ser desprezadas em nenhum momento, principalmente, nos tempos atuais.

Hospital de Patos destina área exclusiva para sintomáticos do Covid-19 

Desde que foi decretada a situação de calamidade pública no Estado, que o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, vem se adequando as normas e orientações das organizações de saúde sobre como proceder durante a pandemia do Covid-19. Para tanto, a unidade destinou uma área verde exclusiva para o atendimento aos sintomáticos respiratórios, de maneira que aqueles pacientes que procurem a unidade com outros sintomas que não problemas respiratórios sejam atendidos de maneira separada, evitado assim a infecção cruzada e contágio dos possíveis casos suspeitos de Covid-19 com outras patologias. A unidade também fez o bloqueio de duas enfermarias, com 12 leitos de clínica médica, destinados, exclusivamente, para o atendimento e internação dos casos de sintomatologia respiratória que precisem de uma assistência mais intensiva.
Os casos suspeitos ao chegar na unidade, explica a diretora geral do Complexo, Liliane Sena, passam por uma classificação de risco e são direcionados, caso a caso, para o isolamento domiciliar, ou para a observação ou internação. “O médico ao examinar o paciente decidirá a conduta. Nos casos de sintomas de alarme que sejam indicativo de Covid-19, atualmente, nós estamos direcionando ao hospital de referência, em João Pessoa, que é o Clementino Fraga, mas, já estamos nos preparando para atender essa demanda também”, afirma Liliane
Sobre como orientar a população a procurar atendimento médico em meio a essa pandemia do coronavírus, a diretora do Complexo lembra que foi estabelecido um fluxo para o município de Patos, em conjunto com a Secretaria Municipal da cidade, e a rede hospitalar e as unidades de Pronto Atendimento para o atendimento de pessoas com síndrome gripal, com a seguinte orientação. “Primeiro, deve se procurar as Unidades de Saúde da Família, e o profissional médico destas unidades farão uma avaliação do quadro do paciente, decidindo pelo isolamento domiciliar ou encaminhamento para a unidade de Pronto Atendimento. Lá, o paciente será examinado novamente, e a equipe médica e de enfermagem decidirá, se há necessidade de encaminhar para o hospital. Chegando ao hospital, será decidido pelo isolamento domiciliar, transferência ou internamento a depender da sintomatologia de cada caso”, explica Liliane.
“É preciso alertar as pessoas que só procurem a rede hospitalar em casos moderados a grave, pois não podemos preencher os leitos hospitalares com casos leves, porque é necessário estar com leitos disponíveis para aquelas pessoas que vão precisar de um atenção mais intensiva da rede hospitalar”, reitera Liliane, lembrando que além do Complexo, que fica responsável pelo atendimento de adultos e idosos, a cidade de Patos tem outras duas unidades do estado, que é o Hospital Infantil Noaldo Leite, responsável pelo atendimento de crianças e adolescentes, e a Maternidade Dr. Peregrino Filho, que receberá as gestantes e puérperas nestas situações de pandemia do Covid-19.
“Tudo isso é muito novo para todos nós. A rede está se organizando para que a gente possa atender da melhor maneira possível os casos suspeitos e confirmados que por ventura chegarem na nossa unidade. Nós ressaltamos a importância de quem pode manter o isolamento social, que fique em casa, saindo o menos possível, para diminuir a velocidade de transmissão do Covid-19”, enfatizou a diretora, destacando que muitos contrairão o vírus, mas, serão assintomáticos ou apenas apresentarão sintomas leves da doença, mas alguns precisarão de cuidados intensivos. “A maior preocupação é com aquelas pessoas que precisarão de uma assistência mais intensiva. Esses casos precisarão estar dentro da nossa capacidade de atendimento da rede hospitalar. Daí, a importância do isolamento, de se evitar visitas, saídas, para que se possa achatar essa curva de transmissão do contágio para que possamos ofertar a assistência adequada a todos que necessitam”, destacou Liliane Sena.
Sobre o Plano de Contingência para o atendimento ao Covid-19, a diretora explica que além do Complexo Hospitalar de Patos, o Hospital de Pombal e de Cajazeiras integram esse plano na terceira macro região de saúde. O Complexo de Patos é referência para 89 municípios, que compreendem toda a terceira macro região de saúde da Paraíba

Hospital de Patos zera cirurgias ortopédicas e disponibiliza mais leitos para enfrentamento do Covid-19

Nesta sexta-feira (27) nenhum paciente do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, esperava para a realização de cirurgias ortopédicas. Isto porque, num esforço que envolveu uma equipe multiprofissional, foi zerada a demanda de procedimentos cirúrgicos nesta especialidade. A finalidade, além de atender com agilidade as necessidades dos pacientes da unidade, foi a de ter mais disponibilidades de leitos para pessoas que precisarão de atendimento intensivo em função da pandemia do Covid-19.
“É com grande satisfação e felicidade que venho comunicar que zeramos as cirurgias na unidade e estamos sem nenhum paciente para operar. Gostaria de parabenizar a equipe da ortopedia pelo grande empenho e dedicação, a toda a diretoria que nos forneceu condições para que isso acontecesse, as equipes de anestesiologistas, enfermagem, técnicos, serviços gerais, maqueiros e todos os agentes envolvidos que nos possibilitou chegar a esse resultado reiterando que essa é a hora de todo mundo se ajudar para termos mais disponibilidades de leitos neste momento em que vivemos”, disse o médico e coordenador da Ortopedia do Complexo, Dr. João Suassuna, que há sete anos coordena o setor na unidade.
Dr. João explica que além do esforço dos profissionais do Complexo, no sentido, de fazerem um trabalho conjunto para zerar o número de cirurgias ortopédicas e ter menos pacientes internados na unidade, a fim de disponibilizar a maior quantidade de leitos possíveis para os pacientes que precisarão de suporte hospitalar durante a pandemia do Covid-19, a redução significativa do número de acidentes de trânsito, nos últimos dias, devido as medidas de isolamento social, foram determinantes para essa atual situação. “Já observamos uma sensível queda no número de acidentes de trânsito por causa da diminuição do fluxo de pessoas nas ruas e, consequentemente, da necessidade de intervenções cirúrgicas na ortopedia, já que muitos casos terminam impactando nosso setor, haja vista que a ortopedia é uma das especialidades que recebem a maior demanda oriunda de acidentes”, explica o médico.
Para Dr. João é preciso também que as pessoas reflitam nesse período de isolamento sobre a necessidade de redução dos acidentes de trânsito. “É urgente que medidas públicas, tais como punições severas, e ações de educação continuada sejam realizadas com mais frequência, a fim de minimizar a calamidade que se encontra a guerra no trânsito de todo o território nacional”, destaca o médico, estimando que o trânsito deve matar mais pessoas dentro de um ano no Brasil, do que todas as vítimas de COVID-19.
Dados de redução de atendimentos
Os dados do relatório de atendimentos na Urgência e Emergência do Complexo das vítimas de acidentes de trânsito já mostram uma sensível redução. Se compararmos, por exemplo, os números dos dois últimos finais de semana (13 a 15/03) com (20 a 22/03) já percebemos essa redução. Enquanto no primeiro final de semana foram registrados 40 acidentes, dos quais 37 envolveram motociclistas (grupo que mais tem demanda para o setor de ortopedia), e mais três casos de acidentes com bicicleta, no final de semana seguinte esse número caiu para 23 casos, sendo 20 envolvendo motos, e mais três vítimas de acidentes de carro, bicicleta e atropelamento, com um caso para cada modal.
Se o comparativo dos atendimentos por acidentes for com dados semanais, também há evidências na redução dos casos atendidos. Na primeira semana de março foram 71 casos, na segunda semana, 67, na terceira o número voltou a subir, com o registro de 72 atendimentos, mas nesta quarta semana, com resultados ainda parciais, faltando apenas dois dias do fechamento do período, o número de casos estava em 17. Se comparamos os dados semanais de acidentes de trânsito, levando em conta apenas os períodos de quarta a domingo, nas duas últimas semanas, essa redução é ainda mais gritante, atingindo uma redução de 64% no número de atendimentos, já que na terceira semana do mês (de domingo a quarta) foram registrados 47 casos e na quarta semana, apenas 17. No computo geral, do dia 1º a 22 de março, o Complexo registrou 219 atendimentos de vítimas de acidentes de trânsito, sendo a maior parte deles envolvendo motociclistas, com um total de 189 pessoas. Os acidentes com bicicletas somaram 16 casos. Já as vítimas com acidentes envolvendo automóvel foram sete. Outras seis deram entrada no hospital vítimas de atropelamento.

Unida encaminha propostas para serem incluídas no Plano Agrícola 2020/2021

Os produtores de cana do Nordeste, através da UNIDA – União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar, encaminharam um oficio ao secretário substituto de Polícia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, Wilson Vaz Araújo, elencando propostas da classe a serem incluídas no Plano Agrícola 2020/2021. Segundo o presidente da UNIDA e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, as sugestões visam a garantia da manutenção da cultura de cana no NE, tendo em vista as dificuldades dos produtores, principalmente, em relação às oscilações do preço da matéria-prima, a ausência de políticas públicas para os produtores independentes e a irregularidade das chuvas.

O documento contém seis propostas: 1- Adesão da cultura ao Programa de Garantia de Preço Mínimo – PGPM; 2 – Subvenção para a lavoura de cana; 3 – A construção de barragens em propriedades rurais e financiamento de sistema de irrigação; 4 – A criação de um conselho arbitral para revisão do sistema de pagamento de cana; 5 – Atualizações para a NR31 e 6 – Incentivo para reabertura de unidades industriais através de cooperativas de produtores. Para o presidente da UNIDA, as indicações trarão segurança e renda para que os produtores independentes de cana voltem a realizar os investimentos na sua cultura.

“A Unida tem mais de 20 anos, representa mais de 15 mil fornecedores de cana e nove associações de produtores de cana filiadas no Nordeste. Temos discutido e levado ao Governo Federal e ao legislativo as necessidades dos plantadores de cana. Nos debates, a principal questão é a ausência de politicas publicas para os produtores independentes de cana que participam com 33% da cana produzida no Nordeste e que operam, nesse momento, ao sabor das adversidades climáticas e da sazonalidade de preço sem os mecanismos que lhes deem segurança para os investimentos, isso sem entrar no mérito desta pandemia do Covid-19 que ninguém sabe ao certo onde iremos parar”, destaca José Inácio, lembrando também que a cultura da cana é uma das únicas atividades agrícolas que não está beneficiada no Programa de Garantia de Preços Mínimos – PGPM.

Em relação ao pedido de Subvenção para a cana, a UNIDA justifica dizendo que a solicitação é necessária devido ao cálculo do preço da tonelada de cana que é feito em cima dos preços do açúcar e do etanol. Assim, o pagamento da remuneração oscila muito de acordo com o mercado interno e externo. Além disso, o Nordeste fica em desvantagem em relação ao Sudeste nos custos de produção em função da topografia acidentada que dificulta o corte mecanizado e solos menos férteis. “Levando em consideração que Nordeste é grande a mão de obra, chegando a ser cerca de 45% dos recursos de um ciclo, temos o cunho social da atividade também, pois a região tem muita gente com baixa escolaridade e a atividade rural é a única fonte de emprego e renda”, destacou o dirigente da UNIDA.

Já sobre o incentivo para reabertura de unidades industriais através de cooperativas de produtores, a UNIDA acredita que com mais unidades moendo cana o sistema fica mais distribuído, evitando retardamento no processo e perdas para os fornecedores. “A despeito do sucesso ocorrido pela transferência de unidades em recuperação judicial, os produtores de cana, no sistema de cooperativismo em Pernambuco e Alagoas, e em virtude de várias outras unidades se encontrarem na mesma situação sem funcionar ou em recuperação judicial, está havendo uma oferta maior de matéria-prima para usinas e elas estão com medidas que estão prejudicando a entrega das canas dos produtores e retardando a entrega da cana e isso está prejudicando a qualidade da ATR”, finaliza o documento, aguardando a boa recepção das necessidades da classe canavieira pelas autoridades, em Brasília.

Atendimento de pessoas sintomáticos para Covid-19 em Patos preconiza atendimento inicial em UBS e no Hospital apenas os casos moderados e graves

O fluxo de atendimento às pessoas sintomáticas respiratórios para o Covid-19, em Patos, foi definido pelas autoridades de saúde local da seguinte forma: Àquelas pessoas que apresentam sintomas leves, devem se dirigir as UBS âncoras que são: UBS Solon Medeiros no Salgadinho, UBS Horácio Nóbrega, no Sâo Sebastião, UBS Domiciano Vieria, na Maternidade e UBS Metódio, no Monte Castelo. A noite e nos finais de semana fica o PA Maria Marques responsável pelo atendimento aos sintomáticos respiratórios. Caso haja necessidade, o paciente será encaminhado para a UPA e esta, por sua vez, se avaliar ser necessário regula o paciente, através do NIR, para o Hospital de referência (Infantil, Maternidade ou Regional). O SAMU deverá dar suporte nos casos solicitados para as necessidades de transferência destes pacientes.

A diretora geral do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, Liliane Sena, explica que a obediência a essa definição de fluxo de recebimento de pacientes é necessária para evitar uma super lotação no Complexo. “Imagina se todas as pessoas que estiverem com sintomas de um resfriado forem procurar o hospital para ser atendido. Fatalmente, isso iria provocar uma super lotação desnecessária que prejudicaria quem, de fato, precisa de cuidados mais intensivos”, explicou Liliane. Ela lembra que o atendimento na unidade deve ser preservado para casos de moderados e graves. “Precisamos nos antever a situações limite, até porque sabemos que os casos de Covid-19 tendem a surgir e crescer em ritmo exponencial e se respeitarmos esse fluxo estabelecido estaremos preservando e priorizando o atendimento de quem de fato precisa estar no hospital”, destaca a diretora, fazendo um apelo à população neste sentido. Ela ainda reforçou a necessidade de todos manterem o isolamento social contribuindo, assim, com a diminuição da disseminação do vírus.

Presidente da Asplan avalia como precipitado pronunciamento de Bolsonaro e espera que governo encontre um ‘meio termo’ para a situação do Covid-19

O pronunciamento em cadeia nacional do presidente Jair Bolsonaro, na noite desta terça-feira (24), dividiu opiniões mas em todas elas, houve a percepção que fazer o chamamento da população à normalidade na atual conjuntura foi, no mínimo, precipitado. Essa também é a opinião do presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. “É fato, que o presidente deve estar preocupado com o grande desastre econômico que vem por aí com tantas empresas paradas, mas, também é preciso ter cautela, neste momento, e ouvir não somente os economistas, mas, também as autoridades de saúde. É preciso encontrar um meio termo para que o país não sofra tanto as consequências que estão por vir como desemprego e falência de milhares de empresas, mas, sobretudo, proteger a população”, afirma José Inácio.

Para o dirigente da Asplan, mesmo bem intencionado, o presidente precisa ter muita cautela. “Concordo com algumas coisas que ele disse, a exemplo da necessidade de manter o país funcionando, mas, ele também foi infeliz quando chamou o Covid-19 de ‘gripezinha’. Nisso, ele não tem razão e me lembrou Lula quando ele disse que a crise era só uma ‘marolinha’ e todo mundo sabe que não foi. Foi um desastre econômico grande. A gente sabe que essa pandemia vem matando muita gente e isso não é brincadeira. O momento é de isolamento social e não de interação social”, afirmou José Inácio, frisando, no entanto, que o país também não pode continuar parado. “Também não pode parar o país. Se não as pessoas vão morrer de fome. Temos que continuar os serviços essenciais e avaliar, oportunamente, a volta das outras atividades”, defendeu o dirigente canavieiro.

José Inácio lembra também que não é toda a comunidade médica e científica que concorda com o isolamento total. “Tem gente que recomenda quarentena para o grupo de risco e o restante da população circulando, vivendo, trabalhando, com determinados cuidados, mas na ativa. O pessoal idoso, com risco, e qualquer pessoa que esteja no grupo de risco, também deve ficar em casa. Não foi totalmente ruim o discurso de nosso presidente. Acho que mostrou que o país não pode parar e que tem que encontrar um meio termo”, afirmou o dirigente da Asplan, lembrando que o isolamento social na atual conjuntura tem o objetivo de diminuir a disseminação do vírus para mais pessoas e que essa atitude é provisória, impõe restrições, mas, é extremamente necessária.

Jeová elogia iniciativa do PT que propõe Seguro Quarentena de R$ 1045 aos brasileiros

O deputado estadual Jeová Campos (PSB), que é um incansável defensor do trabalhador brasileiro e vem cobrando políticas públicas do governo federal para proteger o trabalhador informal e de baixa renda durante a pandemia do Covid-19, elogiou, nesta terça-feira (24), a iniciativa do Partido dos Trabalhadores (PT) que propôs um “seguro quarentena”. A ideia do PT é garantir um salário mínimo à metade da população brasileira. A proposta é que o Governo Federal estabeleça R$ 1.045 de renda a 100 milhões de brasileiros que precisam permanecer dentro de casa e parar suas atividades.

Para Jeová, esse é o momento de o Governo Federal se manifestar a respeito de que politica pública adotará para garantir o sustento das famílias enquanto essa emergência continuar. “Esse é uma situação que atinge a todos, só que de forma diferente. Quem tem seu trabalho informal ou é de baixa renda será atingido de maneira mais cruel. Frente a essa pandemia que ninguém sabe como ficarão as empresas. O governo precisa se manifestar em defesa das classes menos favorecidas e garantir a sobrevivência dessa gente. Isso é o que já se está fazendo em outros países”, defendeu Jeová.

Segundo a proposta do PT, o Seguro Quarentena atenderá aos beneficiários do Bolsa Família, as pessoas inscritas no Cadastro Único e a todos os trabalhadores informais e de baixa renda. Nos Estados Unidos, o governo vai garantir uma quantia a cada adulto e a cada criança. A Argentina também estuda um valor para os trabalhadores na informalidade e os autônomos. “Estamos vivendo tempos difíceis. É preciso que o governo perceba isso e conceda ajuda necessária à sobrevivência dos brasileiros menos favorecidos senão ao invés de morrer da doença do Covid-19, as pessoas morrerão de fome”, comentou Jeová Campos.

Sobre Seguro Quarentena

Ajuda financeira do governo federal para que a população enfrente a emergência sanitária do coronavírus. O documento aponta que:

1. Todas as famílias em risco social descritas abaixo passam a ter o direito de receber o valor de um salário mínimo – R$ 1.045 – por mês. Quem tem direito ao benefício: Famílias do Bolsa Família – beneficiários receberão complemento ao benefício para que nenhuma família receba menos que R$ 1.045; Pessoas inscritas no Cadastro Único; Famílias com trabalhadores informais não inscritos no Cadastro Único, mas que devido à crise tenham perfil de renda compatível.

2. Recursos deverão ser repassados imediatamente ao público do Bolsa Família.

3. Para viabilizar o repasse aos demais públicos, o governo implantará aplicativo ou usará cartão para viabilizar o acesso aos recursos: Famílias no Cadastro Único poderão informar conta bancária do chefe de família; Famílias não inscritas poderão fazer o cadastramento remoto para futura conferência; Governo implantará procedimento simplificado via aplicativo para que as famílias se cadastrem ou atualizem seus cadastros de forma a viabilizar os pagamentos imediatamente.

4. Os recursos serão repassados mensalmente pelo período que durar a emergência sanitária.

O que é coronavírus? (COVID-19)

O que é o coronavírus?

coronavírus é uma família de vírus que se manifestou pela primeira vez em 1937. Em 31 de dezembro de 2019, foi identificado um novo tipo de coronavírus, que teve origem no mercado de frutos do mar e de animais vivos da cidade de Wuhan, na China.

Por causar graves infecções respiratórias, o vírus ficou conhecido pela sigla SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome ou Síndrome Respiratória Aguda Grave, em tradução livre).

Os tipos de coronavírus

O coronavírus foi se modificando ao longo do tempo, por isso, os profissionais de saúde viram a necessidade de nomear cada um dos tipos do vírus de maneira diferente.

No caso do último vírus descoberto, seu nome inicial era novo coronavírus ou SARS-CoV-2, porém, a Organização Mundial da Saúde (OMS), no dia 30 de Janeiro de 2020, anunciou a mudança da nomenclatura do vírus para COVID-19.

O nome foi alterado para se adaptar às diretrizes da OMS, que aconselham os estudiosos a não darem nomes que referenciem animais, objetos, indivíduos ou grupo de pessoas para os vírus descobertos.

Conheça abaixo os tipos conhecidos:

  • Beta coronavírus OC43 e HKU1;
  • Alpha coronavírus 229E e NL63;
  • MERS-CoV (causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio ou MERS);
  • SARS-CoV (causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave ou SARS);
  • COVID-19 (o tipo mais recente descoberto). 

Quais são os sintomas do coronavírus?

  • Febre;
  • Espirros;
  • Tosse;
  • Coriza;
  • Falta de ar.

 

Como ocorre a transmissão do coronavírus?

Inicialmente, se pensava que a transmissão da doença acontecia de animais para pessoas, mas com os últimos acontecimentos na China, sabemos que a transmissão também pode ocorrer de pessoa para pessoa.

O coronavírus é de fácil transmissão e pode se disseminar das seguintes formas:

  1. Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos;
  2. Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  3. Tosse;
  4. Espirro;
  5. Contato com secreções respiratórias.

Qualquer pessoa que se aproxime um metro de uma pessoa infectada corre o risco de ser contaminada com a infecção.

5 formas de se prevenir do coronavírus

A médica infectologista da Unimed Fortaleza Dra. Lícia Borges Pontes, separou 5 cuidados que você e sua família devem ter para se prevenir do coronavírus.

A sigla, em inglês, W-U-H-A-N indica ações que você deve ter no dia a dia para se manter protegido. Confira a tradução abaixo e comece a praticá-las para manter o vírus longe da sua casa:

  1.  Lave as mãos;
  2. Use máscaras de proteção adequadamente;
  3.  Verifique sua temperatura regularmente;
  4.  Evite grandes multidões;
  5.  Nunca toque seu rosto com as mãos sujas.

Pessoas gripadas ou resfriadas

No caso de pessoas com sintomas característicos de gripes ou resfriados, a prevenção também deve ser feita, porém, com algumas particularidades quanto ao que deve ser feito

Listamos abaixo algumas dicas para que você e sua família saibam como proceder se já estiverem doentes:

1- Use máscaras de proteção em lugares públicos ou quando for conversar com alguém;

2- Ao tossir ou espirrar, use lenços de papel e, em seguida, jogue-os no lixo ou cubra a boca e o nariz utilizando o braço;

3- Evite cumprimentos com abraços, apertos de mão e beijos;

4- Evite visitas a entes queridos caso esteja gripado.

O coronavírus tem cura?

Mesmo sem haver tratamentos específicos para o vírus, a grande maioria das pessoas contaminadas evolui para a cura. Mas, apesar dessa informação, não se pode diminuir a gravidade das complicações que esse vírus pode trazer, já que os sintomas são muito agressivos para o corpo.

O tratamento para as doenças causadas pelo vírus, por enquanto, ainda é o de suporte, ou seja, o foco é o tratamento dos sintomas da infecção, como a febre e a tosse.

Fique atento!

Agora que você já sabe como se prevenir do coronavírus, aplique as ações de prevenção na sua rotina e da sua família.

Apesar de ainda não existirem casos da doença confirmadas no Ceará, é importante estar atento aos sintomas.

Destilaria Tabu doa álcool 70% a prefeituras e entidades na Paraíba e Pernambuco para o combate à disseminação do Covid-19

Pensando na escassez de álcool gel nas prateleiras e no agravamento da pandemia do Covid-19, a Destilaria Tabu, localizada na cidade de Caaporã, na Paraíba, está doando para prefeituras e entidades, álcool 70% na forma líquida, desde a última sexta-feira (20). A iniciativa vai beneficiar órgãos como a Sudema, empresas e entidades como a Laffarge, a Brenan, e prefeituras como a de Caaporã e Alhandra, além de outras instituições paraibanas e pernambucanas que já estão com suas entregas agendadas a exemplo da Prefeitura de Pitimbu, a Polícia Militar da Paraíba e alguns órgãos do Governo do Estado da Paraíba.

A empresa não estipulou qual o volume a ser doado, mas o Diretor Operacional da Tabu, Luiz Sales, afirma que as doações vão acontecer conforme sua fabricação, estoques e disponibilidade. “A ideia é enfrentar a crise fazendo tudo o que está ao alcance da empresa, contribuindo de forma gratuita, acrescentando esforços ao governo e á sociedade num momento de grave crise. Estamos dando a nossa contribuição como uma empresa socialmente responsável”, destaca Luiz Sales.

Desde a última sexta-feira foram entregues garrafões de álcool 70% para a Sudema, para a Laffarge e para a empresa Rota do Atlântico. Nesta segunda-feira (23) estão programadas a entrega para prefeituras e outros órgãos do estado da Paraíba. Também está agendada a entrega para o Hospital Maurício Ribeiro de Albuquerque e Igrejas na região de Pitimbu e Caaporã.

“Estamos unindo nossos esforços com os da população, das autoridades de saúde e das empresas em geral para proporcionar a todos os devidos cuidados ao combate desse vírus. O Álcool em gel a gente sabe que já está faltando em vários lugares e estamos aqui doando um produto importante e necessário para combater a disseminação deste vírus, ajudando a coletividade a superar essa grave crise”, comentou o diretor operacional, Luiz Sales, lembrando que na indústria, internamente, várias ações estão sendo realizadas, a exemplo da distribuição de álcool em gel para funcionários, restrição de viagens, a distribuição de material informativo, o revezamento de escalas de trabalho e a realização de atividades em regime de home office.

Em comunicado endereçado aos colaboradores, o vice-presidente da Tabu, Alexandre Meeus, reitera o compromisso da empresa com seus colaboradores e com a sociedade de modo geral e pede a colaboração de todos para que esse momento seja superado. “É tempo de exercer nosso papel de cidadãos enfrentando esta situação, que perdurará por alguns meses, com serenidade e pragmatismo. Precisamos nos adaptar à nova realidade e aprender junto novas formas de trabalho e convívio social”, destaca o texto.

Jeová participa de primeira sessão remota da história da ALPB e afirma que foi uma saída para trabalhar sem riscos à saúde de ninguém

O deputado estadual Jeová Campos (PSB) participou, nesta segunda-feira (23) de um momento marcante do parlamento paraibano, tendo em vista que a Assembleia Legislativa da Paraíba – ALPB realizou sua primeira sessão remota. A transmissão foi 100% online e foi necessária por conta da pandemia do Coronavírus, declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no último dia 11 de março e que determina o isolamento social. A sessão foi transmitida pelo YouTube e Facebook da ALPB e foi necessária para que os deputados votassem com urgência o Decreto de Calamidade publicado no Diário Oficial deste último sábado (21). Embora prefira as sessões presenciais, Jeová aprovou a realização da sessão online. “É uma forma dos parlamentares continuarem suas atividades na ALPB sem ter que se expor nem colocar ninguém em risco de pegar o vírus”, disse Jeová.

Durante a transmissão, Jeová, que votou a favor do Decreto que reconhece a situação de calamidade pública na Paraíba e parabenizou o presidente Adriano Galdino pela agilidade de convocação da sessão online, aproveitou para pedir uma posição da Casa a respeito da medida provisória do governo federal que dá permissão aos empregadores de suspender os contratos de trabalho por até quatro meses. O deputado lembrou que sem trabalho, não há salário, e sem salário, não há consumidor, comércio, mercado, arrecadação de impostos ou Estado.

“Esse é um momento muito representativo na história dos parlamentos, não só do Brasil, mas de todo o mundo em função da necessidade de isolamento social. Mas, finalmente, quero, falar de um requerimento. Gostaria que a Casa se posicionasse para que enviasse ao Congresso Nacional algo a respeito da suspensão dos contratos de trabalho por até quatro meses.”, disse Jeová durante sua fala. “Essa suspensão vai permitir que não se pague os salários e aí eu pergunto: sem salario como é que o trabalhador vai viver? Essa é uma questão que deve incomodar a todos nós. Peço que o governo abra linhas de credito com juros negativos para micro e pequenas empresas para que consigam pagar o salario de seus empregados”, continuou o parlamentar, dando uma solução que não seja a suspensão dos contratos. Horas depois, o presidente Jair Bolsonaro retirou da MP o artigo que fazia referência a suspensão dos salários.

O decreto legislativo do Poder Executivo foi aprovado por unanimidade pela ALPB reconhecendo estado de calamidade pública na Paraíba em razão da grave crise de saúde pública decorrente da pandemia do coronavírus e suas repercussões nas finanças públicas no estado. A aprovação do texto permite que o governo tenha flexibilidade de gastos públicos para implantar politicas públicas de combate ao Covid-19.

A suspensão das atividades na ALPB até o próximo dia 2 de abril foi em atendimento à recomendação da OMS e do Ministério da Saúde. Ainda assim, a ALPB pode ser convocada a qualquer momento para deliberar sobre projetos de interesse público.