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Hospital de Coremas implanta sistema gestor informatizado que agiliza atendimento aos pacientes e melhora fluxo de informações
O Hospital e Maternidade Estevam Marinho, de Coremas, implantou essa semana um novo sistema gestor informatizado. Essa nova ferramenta, que começou a ser utilizada na terça-feira (8), além de agilizar o atendimento aos pacientes, cujo fluxo agora é monitorado por um painel de chamadas instalado na recepção, possibilitou ainda a implantação da adoção da classificação de risco na unidade e melhoria do fluxo de informações. Outra vantagem do uso do sistema é que durante a consulta, o médico vai poder acessar eletronicamente a ficha do paciente e, de forma imediata, visualizar todo o histórico de atendimento do usuário na unidade.
“Essa nova forma de trabalho vai agilizar e dar mais dinamismo aos fluxos do hospital, facilitando tanto o trabalho da equipe de saúde, quanto dos setores administrativos porque todas as informações estarão disponíveis no sistema”, argumenta a diretora geral, Josielma Oliveira, lembrando que com essa informatização, o hospital passa a adotar o sistema de classificação de risco, do protocolo de enfermagem, através da classificação por cores.
Sobre a classificação de risco, ela lembra que trata-se do Prototocolo de Manchester, que utiliza cinco cores para identificar o quadro de cada paciente e a prioridade de atendimento. Geralmente, elas são: vermelho, laranja, amarelo, verde e azul. A cor vermelha representa os casos mais graves, e a azul, os mais leves.
“O sistema engloba todos os dados de gestão do hospital e tem o objetivo de aprimorar as informações, facilitando o acesso ao armazenamento do conteúdo eletrônico. Em relação aos pacientes, todas as informações estarão acessíveis bastando acessar a ficha cadastral, o que proporciona dinamismo e celeridade no acesso às informações e, consequentemente, a definição de condutas”, afirma o consultor do sistema gestor hospitalar, Amaury Júnior, e também o responsável pelos treinamentos da equipe.
O sistema de gestão hospitalar adotado em Coremas, que gerencia todo o fluxo da unidade, desde a recepção ao paciente até o atendimento médico, passando pelos demais setores, chama-se ACOMPAC. Já estão trabalhando com o sistema as equipes da recepção, ambulatório médico, triagem e regulação. Numa segunda etapa, que começou ainda essa semana, estão sendo treinados os funcionários do almoxarifado, farmácia e postos de enfermagem.
Outras unidades da Paraíba já trabalham com o mesmo software, a exemplo do hospital de Cajazeiras e de Itaporanga, entre outros. “É uma evolução muito grande para o serviço que vai beneficiar os pacientes com um atendimento mais ágil e toda a equipe com acesso mais fácil aos dados desejados”, finaliza Josielma.










Hospital de Patos realiza 44 cirurgias e atende 170 pessoas na Urgência e Emergência no plantão deste final de semana
Entre às 18h da sexta-feira (4) e a meia noite deste domingo (6), o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) realizou 44 cirurgias e atendeu 170 pessoas na Emergência e Urgência, sendo 35 delas vítimas de sinistros de trânsito.
Dos 44 procedimentos cirúrgicos realizados, 18 foram de urgência e 26 eletivos. A maior parte foi de cirurgias oncológicas, com 18 procedimentos, seguido de ortopedia, com 12 casos. Houve ainda 10 cirurgias gerais e quatro vasculares.
O plantão de maior movimento foi o de domingo, quando 74 pessoas deram entrada na unidade, seguido do de sábado, com outros 71 pacientes e das 18h a meia noite da sexta-feira, mais 25 pessoas foram atendidas.
Das 35 vítimas de sinistros de trânsito, a maioria foi de acidentados com motocicleta, num total de 33 ocorrências, mas deram entrada ainda um paciente vítima de atropelamento e outro de sinistro envolvendo automóvel. Boa parte das vítimas era de Patos, num total de 18 pacientes, mas o hospital atendeu pessoas das cidades de Brejo do Cruz, Desterro, Itaporanga, Mãe D’água, Matureia, Nova Olinda, Santa Luzia, São Bento, São José de Espinharas, São Mamede e Teixeira.
Na emergência, além dos casos envolvendo as vítimas de sinistros de trânsito, os demais principais motivos dos atendimentos da unidade neste plantão de final de semana foram de pacientes com sequelas de quedas, com dores diversas, por causa de pancadas, torção, mordida de animais, entre outros motivos, inclusive, uma tentativa de suicídio.






Hospital de Coremas registra 143 atendimentos na urgência e 173 no ambulatório no plantão deste final de semana
Entre a noite da sexta-feira (4) até a meia noite deste domingo (6), a Urgência e Emergência do Hospital e Maternidade Estevam Marinho, de Coremas, atendeu 143 pacientes na Urgência e Emergência. A maior demanda de atendimentos foi de pessoas com queixas de dores diversas, seguida de casos de síndrome gripal e de quadros de diarreia. Neste período, a unidade também realizou 173 atendimentos ambulatoriais e cinco internações.
Na Urgência e Emergência foram 41 casos de pessoas que deram entrada com dor, 24 pacientes apresentavam sintomas de síndrome gripal e 13 pacientes foram atendidos com quadro de infecção intestina
l e diarreia. Outras oito pessoas se queixaram de dor de cabeça e a mesma quantidade de pacientes apresentava vômito. Seis pacientes apresentavam quadro febril e outros seis estavam feridos com objeto perfuro cortante. Houve ainda quatro casos de pessoas com amigdalite e quatro pacientes com retenção urinária.
O hospital ainda atendeu casos de pessoas com convulsão, crise nervosa, dispneia, crise hipertensiva, intoxicação, diabetes, pneumonia, queda, tontura e trauma, além de três pacientes que se envolveram em sinistros de trânsito com motos. As cinco internações que ocorreram durante o plantão foi de pacientes com infecção de ferida, pneumonia, diarreia aguda, gastroenterocolite aguda e vômito em demasia.
Na urgência, o plantão de maior movimento foi o do dia 4, quando 60 pessoas foram atendidas, seguido do de sábado, quando outras 44 deram entrada. No plantão de domingo outras 39 pessoas foram atendidas. Nos atendimentos ambulatoriais, o dia de maior movimento também foi a sexta-feira (4), quando foram atendidas 71 pessoas, seguida do sábado, quando outras 57 pessoas foram assistidas. No domingo, mais 45 pessoas passaram por consulta clínica no ambulatório da unidade.





Arraiá da Tetê festeja ritmos juninos com requinte e glamour nos salões do Sonho Doce Recepções
Quem vai aos eventos promovidos pela apresentadora de TV, Thereza Madalena, de antemão já sabe que vai encontrar um ambiente ricamente decorado, um Buffet irretocável, uma seleção musical agradável, convidados bonitos, chiques e de alto astral e atrações diversas. E quem foi ao Arraiá da Tetê 2023, no Sonho Doce Recepções, no último dia 27, encontrou tudo isso e mais alguns detalhes que só a anfitriã da festa sabia previamente.
“Eu gosto de surpreender meus convidados que, na realidade, são meus amigos e amigos de meus amigos e penso em cada detalhe da festa”, afirma Thereza Madalena que vestiu duas produções juninas cheias de brilho e cor que tiveram o toque final de Isau, da Rataplan, com lindas botas da Calzature. Com o primeiro vestido, ela recebeu os convidados, fez questão de ir de mesa em mesa cumprimentar todos e abriu o dancing. Sempre acompanhada do Palhaço Pipi, que por sinal também estava super elegante e estiloso, num figurino multicolorido, brilhoso e com um adorno na cabeça que chamava atenção pelas luzes coloridas, ela fez as honras da casa.
Na segunda parte da festa, já com outro vestido, Thereza desceu glamourosamente as escadas do salão, seguida da Rainha do Arraiá, a empresária, Maria Auxiliadora Cardoso, proprietária da Baú Chic, e depois da Madrinha, a empresária Giuliana Benevides Martins, diretora da Imobiliária Paraíba Property que, por sinal, estavam chiquesímas. Ambas ostentavam faixas que identificava as homenagens feitas por Thereza. Giuliana disse que era uma alegria estar ali, na condição de amiga de Thereza e também de madrinha de tão linda festa. A rainha reiterou a satisfação de prestigiar os eventos de Thereza que são sempre bonitos e alegres.
O cerimonial de Felipi Miranda, ele próprio comandando a equipe, recepcionava os convidados com muita competência e simpatia e junto com a anfitriã os conduzia as mesas com toalhas coloridas e altos arranjos naturais, que reproduziam mini palmeiras tropicais. A decoração, aliás, encantou a todos. André Luiz, mais uma vez, mostrou seu talento e a razão de sempre ser escolhido por Thereza para decorar seus eventos. Usando vários elementos que remontam as tradições nordestinas – esteiras e peneiras de palha, potes de barro, jarros, bonecos coloridos, tecidos de chita, flores de pano e madeira e outros materiais, André montou um cenário lindo ao longo da parede esquerda da entrada do salão. Tinha até um bode cenográfico. As bandeirinhas coloridas, que enfeitavam todo o salão, fez os convidados de Thereza se sentirem num autêntico arraiá junino.
Outro espaço que chamou bastante atenção foi a mesa do bolo temático que, esse ano, pegou carona na onda ‘Barbie’ e foi feito na cor rosa, mas preservando as bandeirinhas coloridas e os mini balões de São João. Como sempre a cake designer, Maria Helena Moura se supera nas suas criações. Os bem-casados, de Jéssica Gambarra, da Marriage Doces Finos, complementavam a beleza da mesa do bolo, em embalagens multicoloridas, nas cores vermelha, laranja, amarelo, azul e verde.
O repertório musical também foi uma atração à parte. O DJ Rodrigo Svendsen abriu as apresentações, depois houve a participação do grupo folclórico do SESC, com Angela, no triângulo, Laércio, na Zabumba e Zezinho de Pombal, na sanfona. Enquanto eles se apresentavam, dois casais de bailarinos, também do SESC, fizeram evoluções de xaxado e xote. Vando do Acordeon, com sua sanfona, acompanhado de seus músicos do grupo ‘Peba com Pimenta’, foi principal atração musical do Arraiá da Tetê. O autêntico forró nordestino foi ouvido por mais de duas horas. E ainda teve uma palhinha do cantor, Willian Pereira.
Muita gente bonita, animada e alegre dançou, festejou, se confraternizou e brindou essa festa autenticamente nordestina e também se deliciou com o rico e variado Buffet com a assinatura do Sonho Doce. O serviço de coquetel incluiu, entre outras delícias, camarão empanado, bolinho de bacalhau, pastéis de queijo do reino e de carne com açúcar. A mesa de comidas típicas, onde os convidados puderam se servir à vontade, teve pamonha, canjica, bolo de milho, mini cachorro quente, escondidinho de macaxeira com carne de sol, cabeça de galo, caldo verde, queijo coalho frito, tapiocas, entre outras delícias que eram repostas constantemente. Refrigerantes, sucos e água de coco também foram servidos em serviço volante, assim como espumantes e whisky 12 anos.
Os convidados de Thereza Madalena capricharam no visual, a maior parte deles estava com figurinos multicoloridos, estilosos e com brilhos. O casal Patrícia e Alberto Jorge chamou atenção pela elegância, ela em traje típico junino, ele com um blazer preto e camisa xadrez. Do grupo do Rotary, não se sabia quem estava mais bonita. O cabeleireiro Gera, que produziu Thereza Madalena, também prestigiou o evento e até dançou com a anfitriã. O colunista social Abelardo Jurema, muito elegante num terno azul, fez questão de abraçar Thereza, assim como o violinista Paulinho Barreto que recebeu os convidados de Thereza na entrada do evento ao som de seu violino. O médico Alexandre Araruna também se fez presente e gostou muito do que presenciou.
Durante toda a festa, os convidados de Thereza também puderam se deliciar com o gostinho inigualável do Café São Braz, que ficou disponível para degustação durante todo o evento numa mesa exclusiva da marca, estrategicamente, colocada na entrada. Os convidados de Thereza também participaram de sorteios de kits São Braz, que continuam diversos produtos da marca e de uma cesta maior com toda a linha da empresa.
“Foi uma noite alegre e divertida, preparada com muito carinho nos mínimos detalhes. Quem não veio, perdeu um dos mais belos eventos juninos que promovi. Estou muito feliz e tenho certeza de que todos que vieram saíram daqui mais alegres”, afirmou Thereza Madalena que agradeceu o apoio de sua irmã, Madalena Thereza, que é seu braço direito, na organização e realização da festa. “Sem ela eu não conseguiria realizar uma festa como essa”, disse Thereza.
Parceiros e Patrocinadores
Nos seus agradecimentos, Thereza Madalena destacou o apoio de seus patrocinadores: Unitrans, Café São Braz, Feira Brasil Mostra Brasil, Uniesp, Fecomércio e agradeceu o fotografo Osmar Santos e a equipe da TV Master, emissora onde a apresentadora atua pelos registros dos momentos mais marcantes do evento e, especialmente, ao diretor geral da TV Master, Ivan Araújo, que deu total apoio na cobertura do Arraiá da Tetê. Ela também agradeceu o trabalho da News Comunicação, da jornalista Eliane Sobral, que criou todo o material publicitário do evento e foi a responsável por sua divulgação na Imprensa.







































Emergência e Urgência do Hospital de Patos registra 181 atendimentos e 21 cirurgias no plantão deste final de semana
O plantão deste final de semana (28 a 30) na Emergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) registrou o atendimento a 181 pessoas e a realização de 21 cirurgias, sendo 16 de urgência e cinco eletivas. Neste período, o hospital atendeu ainda 27 vítimas de sinistros de trânsito, 24 delas por causa de acidentes com motos, duas por atropelamento e ainda uma pessoa que se feriu num acidente de automóvel.
O plantão de maior movimento foi o do dia 30, quando 77 pessoas foram atendidas, seguido do de sábado (29), quando outras 72 pessoas deram entrada no hospital. Das 18h da sexta-feira, quando começou o plantão do final de semana, até a meia noite do mesmo dia, outras 32 pessoas foram atendidas na Emergência e Urgência do hospital.
Das 27 pessoas que deram entrada na unidade por causa de sinistros de trânsito, dez tiveram que permanecer internadas para cuidados posteriores, sendo oito vítimas de sinistros com motos e as duas vítimas de atropelamento. Dos acidentados, a maior parte deles foi da cidade de Patos, com 13 pessoas no total. Mas, o hospital atendeu ainda acidentados de outros sete municípios da região.
Na emergência, além dos casos envolvendo as vítimas de sinistros de trânsito, os demais principais motivos dos atendimentos da unidade neste final de semana foram de pacientes com dores diversas (53), por causa de quedas de nível e da própria altura (42), por pancadas (10), mal estar (7), mordida de animais (7), Traumas (7), crise hipertensiva (5), entre outros motivos de menor demanda.
Das 21 cirurgias, a maior parte foi ortopédica, com 10 procedimentos, seguida de vascular, com seis cirurgias. Houve ainda duas cirurgias torácicas, duas gerais e uma buco-maxilo.




Queixas de dores e sintomas de síndrome gripal são as maiores causas de atendimentos no plantão do final de semana no hospital de Coremas
Entre a noite da sexta-feira (28) e deste domingo (30), 119 pessoas utilizaram os serviços de Urgência e Emergência do Hospital e Maternidade Estevam Marinho, de Coremas. A maior demanda de atendimentos, com 37 casos no total, ocorreu em pacientes que se queixavam de dores diversas, seguida de pessoas com sintomas de síndrome gripal, com 20 ocorrências.
Mas, a unidade registrou ainda 12 casos de pessoas que deram entrada no hospital por causa de diarreia, oito pessoas se queixaram de fortes dores de cabeça e chamou atenção dos médicos outros seis casos de pacientes que deram entrada com crise nervosa. Tiveram ainda seis casos de atendimento por causa de vômitos, cinco casos com crise hipertensiva e quatro por traumas.
Além destes atendimentos, o hospital registrou três casos de pacientes com sangramentos, com amigdalite (2), febre (2), dispneia (2), hiperglicemia (2), por causa de quedas (2) e intoxicação (2). Acidente com moto, contato com animal com raiva, convulsão, retirada de corpo estranho, suspeita de dengue e reação alérgica registraram um caso cada um.
O plantão de maior movimento foi o do sábado (29), quando foram atendidas 45 pessoas, seguido do de domingo, com mais 38 atendimentos. Na sexta-feira (28), outras 33 pessoas deram entrada no hospital. A diretora geral Josielma Oliveira relata que o plantão deste final de semana foi bem tranquilo, inclusive, com média de atendimentos abaixo do que se registra normalmente.



II Simpósio Paraibano Sobre Cana-de-Açúcar reúne especialistas para debater a cultura e seus desafios Fotos: Valmar Pessoa
Foram dois dias de debates, com palestras de especialistas sobre perspectiva de mercado, novas tecnologias, censo e manejo varietal, os desafios do setor, eficiência energética, nutrição, colheita mecanizada, uso de drones na agricultura e utilização de bioinsumos. E, em todos os debates, a cultura canavieira que resistiu a secas, a extinção do IAA, ao fechamento de usinas, ao declínio do Proalcool, foi avaliada como a mais expressiva da região Nordeste. “A cana-de-açúcar é importante há 500 anos e continuará sendo e representa o grosso do PIB agrícola da Paraíba”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, na abertura do II Simpósio Paraibano Sobre Cana-de-Açúcar. O evento foi realizado nos dias 26 e 27, no Campus II, da UFPB, em Areia e foi promovido pelo Grupo de Estudos Sucroenergético (Gesucro) em parceria com a Asplan, e teve como tema central nesta edição “Tecnologia e Produção no Nordeste.
O Diretor do Centro de Ciências Agrárias, Manoel Bandeira, abriu o evento que contou na mesa de abertura dos trabalhos com as participações do Coordenador do Curso de Agronomia, Rosivaldo Sobrinho, do Presidente do Gesucro, Lucas Araruna, a Diretora de Marketing do Gesucro, Radija Souza, o professor Fábio Mielezrski e o ex-presidente do Gesucro, Lucilo Morais, além do presidente da Asplan, José Inácio de Morais que, na ocasião, foi homenageado pelos mais de 40 anos dedicados ao setor canavieiro.
Coube, inclusive, ao homenageado fazer a primeira palestra do evento sobre “Panorama atual, perspectivas e novos desafios do setor’. “Com os investimentos feitos na região Nordeste, foi reduzida a diferença de produtividade entre as regiões produtoras do país. No Centro/Sul, eles estão na média de 78/80 toneladas de cana/média, e nós estamos aqui, na Paraíba, com 80 toneladas na usina Monte Alegre”, destacou. Ele lembrou que no Nordeste há ainda a vantagem de uma boa logística, com as usinas a 40/50 km do porto, enquanto que no Mato Grosso, essa distância equivale a 700 km.
Sobre novos desafios, José Inácio apontou o surgimento da concorrência do etanol de milho, mas disse que o setor vai concorrer, se adequar, investindo em novas tecnologias, bioinsumos, para melhorar a produtividade e competitividade. “O que a gente precisa fazer é agregar valor com qualidade de produto. Eu continuo otimista, o mais difícil já passou, há desafios, a concorrência é enorme, mas, a cultura canavieira não veio a passeio, ela veio para ficar”, afirmou ele, lembrando que no ano passado, a Paraíba bateu seu recorde de produção e de produtividade.
A segunda palestra do Simpósio foi feita Engenheiro Agrônomo e Vice-Presidente da Asplan, Pedro Neto, sobre ‘Eficiência energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa’. Ele lembrou que o Brasil é pioneiro na criação da Política Nacional de Bicombustíveis (RenovaBio), com o Renovabio, e que mundo olha para o Brasil por causa disso. “A Lei, nada mais é que a gente tentar substituir combustível fóssil ampliando a produção e o uso de biocombustíveis na matriz energética brasileira”, explicou Pedro Neto, lembrando que o combustível fóssil além de ser finito é poluidor. Em sua explanação, ele detalhou o fluxograma do Renovabio, destacando como funciona desde o credenciamento do produtor ou indústria no Programa ate o recebimento dos CBIOs. Ele lembrou que para o produtor ou usina participar do CBIOs é preciso ter o CAR, além da documentação da terra e apresentar notas fiscais de tudo o que envolver a produção do etanol, desde o plantio até o processo industrial.
Sobre as metas do Programa, ele explicou que a meta deste ano de compra de CBIOs pelas distribuidoras que atuam no Brasil é de 37 milhões e que ela é baseada nas vendas de combustível fóssil de cada empresa, no ano anterior. “Quem mais vende gasolina e diesel, terá que compensar comprando mais CBIOS ou vendendo mais etanol”, disse Pedro Neto, reiterando que, atualmente, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabelece metas nacionais de descarbonização para um período de dez anos, segundo definições do Decreto nº 9.888, de 27 de junho de 2019.
Após o intervalo do almoço, a programação seguiu com a abordagem do tema “Nutrição da cana-de-açúcar”, feita por Silas Alves, do Grupo Olho D’água que discorreu sobre a conduta da empresa em nutrição da cultura na busca por melhores resultados. Hugo Amorim, da Usina Monte Alegre, falou sobre “Evolução da colheita mecanizada e novos desafios”, destacando que há dois anos a empresa faz a colheita mecanizada. Em sua abordagem ele mostrou os resultados e a forma como a Monte Alegre preparou seus campos para minimizar o impacto do pisoteio da máquina, falou do desafio de colher cana bruta deitada e disse que os produtores precisam se preparar para a mecanização da colheita.
A última apresentação do dia foi sobre “Uso de drones na aplicação de insumos agrícolas na cana-de-açúcar” que foi feita pelo diretor da Itec Brasil,João Borba que lembrou que drones não são brinquedos e que a tecnologia chegou para agregar valor ao campo, propiciando redução de custos e maior segurança na aplicação de produtos.”O mercado de drone agrícolas cresce 1000% a cada ano, com modelos cada vez mais versáteis e eficientes inclusive para pulverização mapeada”, disse ele, mostrando vídeos de como esse serviço funciona.
A programação do segundo dia do simpósio começou com palestra de Djalma Euzébio Neto, da Ridesa, sobre “Censo varietal e resultados de variedades e clones promissores”, tendo a mediação do Engenheiro Agrônomo da Asplan, Luis Augusto. Ele lembrou que o Brasil é privilegiado em relação a seleção de novas espécies, explicou como surgem novas variedades, mostrando em vídeo detalhes de como tudo acontece, os diferentes tipos de testagens de clones promissores. “As novas variedades têm melhores resultados”, reiterou ele, lembrando que a RB 041443 tem diferenciais já testados na Usina Petribu (AL), com 218 toneladas por hectare e a RB 061675 também teve resultados bons em experimentos na Giasa, Japungu e Miriri, todas na Paraíba.
Em seguida, Vamberto Geraldo Silva, da Usina Estivas, de Arez (RN), falou sobre “Manejo varietal – case de sucesso da usina Estivas”. Ele contou que o grande desafio de produzir cana em um campo montado em cima de dunas, com 93% do solo arenoso, foi superado e a expectativa deste ano é que haja uma safra recorde. “Fizemos um plantio como composto no sulco, aplicamos vinhaça localizada e bioinsumos próprio, trabalhamos com manejo varietal e melhoramento genético e esta,os superando as condições adversas com bons resultados”, disse ele.
A última palestra do Simpósio foi feita por Willams Oliveira, da Ridesa, sobre “Evolução da utilização de bioinsumos na agricultura brasileira”. Ele lembrou que desde 1967 se usa produtos biológicos na cultura canavieira, mas, que essa produção, até 2005, era praticamente caseira e que, desde então, o controle biológico no Brasil cresce a cada ano. “55% dos produtores brasileiros usam controladores biológicos, mas, todos já conhecem o produto e estamos acima da média mundial. A tecnologia funciona e o preço é acessível e o mercado de biocontrole no país só cresce”, disse ele, lembrando que 100% da soja nacional hoje usa inoculantes e que é importante usar o produto de forma associada, ou seja, o produto biológico junto com o tradicional.
“O Simpósio foi uma excelente oportunidade que tivemos de atualizar informações importantes do setor e conhecer as experiências de sucesso de várias empresas que estão tendo resultados positivos com o cultivo da cana-de-açúcar. Foi um evento enriquecedor para todos que participaram, com destaque para as palestras que tiveram excelente nível de informações”, destacou o Diretor Técnico da Asplan, Neto Siqueira, que atuou também como mediador das palestras no primeiro dia do evento.
A parte da tarde do segundo dia foi reservada para apresentação de trabalhos que se destacaram no GESUCRO, com os temas: “Efeito residual da calagem sobre o diâmetro de colmo de duas variedades de cana-de-açúcar”, “Produtividade de genótipos de cana-de-açúcar em ressoca oriundos de micropropagação no brejo paraibano” e “Desenvolvimento vegetativo, trocas gasosas e produtividade de cana-de-açúcar adubada com torta de filtro enriquecida”, este último apresentado por Fábio Mielezrski.


























Presidente da Asplan é homenageado durante II Simpósio Paraibano de Cana-de-açúcar
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, foi homenageado durante o II Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar, que aconteceu nesta quarta (26) e quinta-feira (27), na cidade de Areia (PB). O dirigente canavieiro, que fez a palestra de abertura do evento, foi surpreendido pela homenagem anunciada pelo Coordenador do Curso de Agronomia, Campus II, da UFPB, Rosivaldo Sobrinho. “Fiquei emocionado e gratificado com a homenagem e, mais ainda, porque isso aconteceu num evento onde se debateu o universo da cana-de-açúcar, um ambiente que muito me fascina, onde trabalho com amor e ainda na universidade onde me formei em 1982”, disse José Inácio.
Ao anunciar a homenagem, o professor Rosivaldo Sobrinho, lembrou que o dirigente canavieiro tem uma vida dedicada ao setor, com destacada atuação não apenas na Paraíba, mas, também no Nordeste e no Brasil. “José Inácio é uma referência quando se fala em cana no Brasil. È um líder local, regional e nacional que sempre deu uma grande contribuição para o desenvolvimento do setor”, afirmou Rosivaldo, destacando o vasto currículo do homenageado, que já foi secretário executivo de Agricultura da Paraíba, e é também dirigente da União Nordestina de Produtores de Cana (Unida) e ainda integrante da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana).
O professor lembrou ainda a importância da parceria com a Asplan e contou que a entidade, através de seu presidente, possibilitou que fossem trazidas de São Paulo um banco de mudas para estudo no Campus de Areia. “Nós não tínhamos logística para trazer o banco de geoplasma e foi através de José Inácio que conseguimos trazer o material de São Paulo”, disse Rosivaldo, reiterando que outros avanços da Academia em Areia tiveram o apoio e incentivo do dirigente da Asplan.
José Inácio, por sua vez, reiterou que a parceria Asplan/Universidade continuará a existir. “Nossa Associação sempre estará aberta para ajudar no que for possível, porque entendemos que a Academia não pode estar separada do setor produtivo”, reiterou José Inácio, sugerindo que não apenas a Asplan abra espaço para os estudantes conhecerem o mercado de trabalho, mas, também outras entidades como o Senar/Faepa e as usinas. “O Brasil precisa de mão de obra qualificada e os estudantes precisam desta vivência no mercado”, reforçou ele.
O II Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar, foi promovido pelo Grupo de Estudos Sucroenergético (Gesucro) em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), e teve o objetivo de debater aspectos relacionados ao manejo e tecnologia do cultivo de cana-de-açúcar, seu cenário atual e suas perspectivas. O tema do simpósio deste ano foi “Tecnologia e Produção no Nordeste”. A palestra do presidente da Asplan foi sobre “Panorama atual, perspectivas e novos desafios no setor canavieiro”, e teve como moderador do painel o Diretor Técnico da Associação, Neto Siqueira que avaliou o evento como muito positivo. “Tivemos palestras de altíssimo nível, com abordagens atuais sobre temas que impactam diretamente no setor, feitas por profissionais que vivenciam o dia a dia do segmento canavieiro”, finalizou o Diretor Técnico da Asplan.
Fotos: Valmar Pessoa




Dirigente da Asplana/SE participa do II Simpósio Paraibano de Cana-de-açúcar
Com cerca de 400 fornecedores de cana-de-açúcar e uma produção de 2,8 milhões de toneladas, o mercado sergipano tem sua importância no cenário canavieiro do Nordeste, assim como a Associação dos Plantadores de Cana de Sergipe (Asplana/SE), entidade que representa a categoria no estado. A Associação, que é dirigida há duas décadas pelo produtor, José Amado, teve representatividade no II Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar, que aconteceu nesta quarta (26) e quinta-feira (27), na cidade de Areia (PB).
“Não conhecia a região do Brejo paraibano, queria reencontrar o meu amigo e líder setorial, José Inácio, e também acompanhar as palestras do evento que, por sinal, estão em altíssimo nível” disse José Amaro, que após o evento no primeiro dia, foi com José Inácio, num prédio do Campus, conhecer a placa de formatura do amigo, que concluiu Agronomia em Areia, em 1982.
Segundo o dirigente canavieiro, embora a topografia sergipana seja ondulada e tenha pouca área plana, a produção de cana no estado segue evoluindo e sendo bem absolvida pelas cinco usinas locais que são a Pinheiro, a maior delas, com 1,1 milhão de toneladas, seguida da Taquari, com 1 milhão de toneladas, Campo Lindo, responsável por 700 mil toneladas, URTE, com 400 e a Junco Novo, que tem uma moagem de 150 mil toneladas.
Fotos: Walmar Pessoa


‘O mundo olha para nosso país hoje’ afirma dirigente canavieiro paraibano referindo-se ao Renovabio
“O Brasil é pioneiro neste Programa e o mundo olha para o nosso país hoje”. Foi assim que o Engenheiro Agrônomo e Vice-Presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Pedro Neto, abriu sua palestra sobre ‘Eficiência energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa’, no II Seminário Paraibano Sobre Cana-de-açúcar. O evento, foi realizado no Campus II, da UFPB, na cidade de Areia (PB), nos dias 26 e 27 de julho.
Ele se referia a Política Nacional de Bicombustíveis (RenovaBio), criada a partir da Lei nº 13.576, de 26 de dezembro de 2017, com a contribuição de estudos da Embrapa, Datagro e outras entidades. “A Lei, nada mais é que a gente tentar substituir combustível fóssil ampliando a produção e o uso de biocombustíveis na matriz energética brasileira”, explicou Pedro Neto, lembrando que o combustível fóssil além de ser finito é poluidor.
Em sua explanação, ele detalhou o fluxograma do Renovabio, destacando como funciona. “Começamos pelo CBIOs, que são os créditos gerados pelo Renovabio, passando pelo produtor, usina, distribuidoras, posto, até chegar ao consumidor final, que é o veículo”, disse Pedro, lembrando que o Renovabio é o maior Programa de descarbonização do mundo.
“Desde 2017, antes de ser votado o Projeto, as firmas tinham que se cadastrar na ANP para estar apta a fiscalizar as usinas e as distribuidoras e os produtores”, disse Pedro, lembrando que uma das premissas que é essencial para o produtor ou usina participar do CBIOs é ter o CAR, além da documentação da terra e apresentar notas fiscais de tudo o que envolver a produção do etanol, desde o plantio até o processo industrial.
Ele lembrou ainda que vários fatores vão impactar na nota final do CBIOs da usina e do produtor. “As distribuidoras é quem compra o CBIOs, mas, ele também está no mercado, na bolsa de valores, qualquer empresa que polui pode comprar o CBIOS, que nada mais é que um crédito de carbono”, explicou ele, lembrando que os principais instrumentos para a concretização da Política podem ser resumidos em três eixos estratégicos: a definição das metas de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE), a certificação da produção de biocombustíveis e o Crédito de Descarbonização (CBIO).
Sobre as metas do Programa, ele explicou que a meta deste ano de compra de CBIOs pelas distribuidoras que atuam no Brasil é de 37 milhões e que ela é baseada nas vendas de combustível fóssil de cada empresa, no ano anterior. “Quem mais vende gasolina e diesel, terá que compensar comprando mais CBIOS ou vendendo mais etanol”, disse Pedro Neto, reiterando que, atualmente, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabelece metas nacionais de descarbonização para um período de dez anos, segundo definições do Decreto nº 9.888, de 27 de junho de 2019.
Ele explicou ainda que para calcular o CBIOs, tem que ser preenchida a Renovacalc, que é uma calculadora, que analisa todas as suas compras e as origens dela, tanto no campo. “Por exemplo, a gente tem que informar a quantidade de óleo diesel que se consumiu ao produzir a safra. A quantidade de energia elétrica consumida. A fonte do adubo e a média de produção de tonelada de cana por hectare são alguns dos itens levados em consideração. Portanto, para eu produzir mais CBIOs, eu tenho que produzir melhor, com mais eficiência, gastando menos óleo diesel”, disse ele. Segundo Pedro Neto, na parte industrial, é levado em consideração ainda, o rendimento da usina. “É verificada o rendimento da indústria, com a média de ATR de uma usina que produz etanol. Se ela produzir abaixo da média, ela será penalizada, ou seja, vai gerar menos CBIOs, consequentemente, menos renda”, explicou ele, lembrando que apenas a cana-de-açúcar direcionada para produção de etanol gera CBIOs.
Sobre a nota de eficiência energética, Pedro Neto destacou que ela é calculada após o preenchimento os dados da Renovacalc com os dados do campo e da parte industrial. “Com esses dados tabulados, se calcula a nota de eficiência energética e isso gerará os créditos de CBIOs, que podem ser negociados na bolsa. Há dois anos, um CBIO valia R$ 25,00, em média, hoje está R$ 130,00”, disse Pedro Neto, lembrando que isso é um mercado seguro, já que as distribuidoras são obrigadas a comprar CBIOs. “Hoje, as distribuidoras de combustível são obrigadas a comprar CBIOs, mas, já se fala em ampliar essa obrigação para outros setores, a exemplo de fábricas de cimento”, disse ele.
Sobre o momento atual, Pedro Neto lembrou que há um projeto em tramitação no Congresso Nacional, de autoria do ex-deputado federal paraibano e atual senador, Efraim Filho, que inclui os produtores canavieiros no Renovabio. “La atrás, quando foi votado a Lei, esqueceram de incluir os fornecedores de cana no Programa. E com isso, só quem está participando do Programa, atualmente, é as usinas e a gente quer participar e temos direito, porque o etanol é também feito com nossa cana. A gente também tem o sequestro de carbono no campo”, explicou Pedro Neto. O PL já passou por duas comissões da Câmara dos Deputados e ainda não tem prazo para ser votado em plenário. Ele propõe uma participação de 80% para o fornecedor.
“Hoje, já existe uma proposta de usinas, mas ainda não chegamos a um consenso”, reiterou o dirigente da Asplan, lembrando que o potencial de produção de CBIOs no Brasil pode ser ampliado 15 a 20 vezes mais do que hoje. “É um mercado novo, mas, extremamente promissor”, finalizou o dirigente da Asplan, destacando que na proporção dos 80% proposto pelo PL de Efraim, no preço que está o CBIOs hoje, isso equivale a R$ 8,00 por tonelada de cana, numa cana de R$ 170,00, é 5% a mais, o que no volume total, representa muita coisa.
FOTOS: Walmar Pessoa e Eliane Sobral



