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Hospital de Catolé implanta dispositivo de avaliação de serviço e elogios de usuários despontam com maior índice

O Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, em Catolé do Rocha, unidade pertencente à rede de saúde do Governo da Paraíba, desde o mês passado conta com um instrumento de avaliação de seus serviços pela população usuária. E na primeira tabulação de resultados, os elogios à unidade se destacam com um índice de 71,6%, seguido de reclamações com 15,4%. As sugestões ficaram com 11% e com um índice de 2% aparecem as denúncias. O sistema de avaliação usado é uma ferramenta do Google, por meio da Plataforma Forms.

O diretor-geral do hospital, Fábio Cardoso, que teve a iniciativa de implantar a ouvidoria neste novo modelo de avaliação, reforça que a opinião dos pacientes é muito importante. “Ela é um excelente indicador, inclusive, para aprimoramento da nossa conduta enquanto prestadores de serviços em saúde pública. A partir das observações e avaliações de nossos usuários, nós temos uma resposta de como o serviço está chegando neles”, afirma o médico.

Para acessar o sistema de avaliação, basta que o paciente direcione o celular para um  QR Code que já o direciona para um questionário com 16 perguntas. Nele o usuário pode responder como avalia o atendimento de vários setores do hospital, a exemplo da recepção, da classificação de risco, o atendimento médico, da portaria, do maqueiro, da assistente social, da psicologia, da enfermagem, da fisioterapia, do serviço de exames, além de avaliar as instalações físicas e a higienização do ambiente. O paciente pode ainda arbitrar uma nota de zero a 10 pelo atendimento e alimentação servida no hospital. No final, o paciente clica em enviar e as respostas são tabuladas automaticamente pelo Programa, sem nenhuma interferência dos gestores que têm acesso apenas aos relatórios gerados pelo sistema.

E neste primeiro mês de avaliação o relatório apontou que 71,6% das pessoas que responderam ao questionário elogiaram o serviço e 15,4% fizeram reclamações que, segundo a direção serão devidamente encaminhadas aos setores responsáveis. As sugestões enviadas por 11% das pessoas também serão levadas em consideração, segundo Fábio, além dos 2% que fizeram denúncias. “Não vamos ficar somente na análise dos dados. Vou cobrar de minha equipe a resolução dos problemas apontados e apurar se as denúncias levantadas procedem”, reitera o diretor-geral.

E para quem não quiser usar o sistema por meio do QR Code, pode mandar um e-mail para a ouvidoria para o endereço ouvidoriaregionaldecatole@gmail.com. “A transparência nas relações entre o Estado e sociedade é uma questão muito importante e ao disponibilizar esse sistema e também o e-mail a gente está reforçando isso em nossa unidade”, finaliza o diretor-geral Fábio Cardoso.

No primeiro mês de avaliação o índice de elogios pelo serviço ultrapassou os 70%
O diretor-geral, Fábio Cardoso avaliando os resultados do primeiro mês da ouvidoria

‘Não existe atualmente um quadro de super El Niño’ afirmou o doutor em meteorologia Alexandre Magno durante palestra na Asplan

Na contramão do que alardeou a Imprensa nacional em reportagens em vários veículos afirmando que o atual fenômeno El Niño poderia se transformar em um Super El Niño em 2023, o doutor em Meteorologia, Alexandre Magno, afirmou nesta terça-feira (14), durante palestra na Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), que o El Niño não tem energia com essa atual configuração para prejudicar a pré-estação de chuvas do litoral em março de 2024 e no período chuvoso entre abril a julho no Nordeste. “Ele vai durar mais uns quatro meses, mas, sem dúvida não se configura um Super El Niño como se divulgou”, reforçou o especialista para alivio dos produtores canavieiros que assistiram à palestra.

Ele lembrou que o El Niño é um aquecimento anômalo que se estabelece próximo à costa oeste do Peru, na época de Natal e que o mais devastador deles aconteceu em 1997/98 e reforçou que o atual fenômeno se configura como moderado. “Esse El Nino é fraco em relação ao evento de 1998. Desde fevereiro, ele foi aquecendo e em agosto e setembro, segundo institutos americanos, o El Niño alcançou o máximo de 2.7ºC e dados de novembro mostram que ele vem reduzindo sua intensidade, ao contrário do que se tem sido divulgado pela Imprensa”, explicou Alexandre.

O especialista, no entanto, lembrou que há possibilidade de acontecer um repique. “Isso é possível, mas, de forma isolada. Ele hoje está com temperatura média de 1,7ºC e vem perdendo força. A evolução do El Nino apresenta uma tendência de redução de temperatura que demonstra a dissipação do fenômeno que, nesta época do ano, deveria ser o contrário, ou seja, ele deveria estar aquecendo mais, mas, não está”, reiterou lembrando o fenômeno de 1998. “Naquele ano, nesta época do ano, ele estava na média de 2,5 a 3 graus enquanto que o fenômeno atual vem reduzindo, com tendência de decréscimo de calor e perda de energia”, destacou Alexandre.

O aquecimento da parte central do Pacifico e a instabilidade do El Niño, que oscila sua temperatura, segundo ele, é um sinal do estabelecimento do El Niño padrão Modoki que, normalmente, traz chuva de normal à acima da média no Nordeste.  O especialista lembrou ainda que o clima, principalmente, no Leste se baseia muito na área do Atlântico.  “O Atlântico basicamente domina nosso clima, tanto que em torno de 20 a 25% dos eventos de El Niño não têm impacto significativo nesta região”, disse ele, lembrando que a seca histórica da Amazônia é um efeito direto da configuração do El Niño Modoki e não do aquecimento global como vem sido dito erroneamente por ai.

Ele lembrou que o Nordeste passa por ciclos de estiagem e ciclos de tempos de boas chuvas. “De 2000 a 2010 a chuva foi muito regular, foi o período mais abundante do Nordeste. Mas, nós estamos no final destas oscilações favoráveis as chuvas no Nordeste e vamos entrar nestes próximos dez anos na oscilação decadal positiva, que ela é desfavorável às chuvas na região, com em torno de 63% dos ciclos poderão ser mais secos. Então nós vamos ter um período de 30 a 35 anos de mais anos com tendência a estiagem no Nordeste. Isso não é uma previsão, mas um ciclo que acontece normalmente na atmosfera. Se for pesquisar oscilação decadal do Pacífico, vocês verão que isso é cíclico. Quando se fala em litoral, não há tanto impacto, pois nessa região chove em torno de 2 mil mm e se tem uma redução para 1500 mm, o que não causa tanto impacto, mas para o semiárido que já chove pouco, isso terá um maior impacto”, disse ele.

Alexandre destacou ainda que a atmosfera é dinâmica e que existem coisas que atualmente não se explicam, como por exemplo, a velocidade de deslocamento os sistemas, os modelos estimam, mas, não há precisão absoluta. “Mas, há uma tendência, em virtude da fase favorável da oscilação decadal do Pacífico, que nestes próximos oito anos, haja um período mais favorável de chuvas no Nordeste, com boas perspectivas de manter um padrão de neutralidade e há perspectivas de formação de uma La Nina no final de 2024, lembrando que esse fenômeno não significa mais chuvas, mas, apenas um fator mais favorável ao Nordeste. Temos uma perspectiva do El Niño continuar dissipando e chegarmos a março e abril de 2024 com um padrão de neutralidade que poderá ser favorável as chuvas no Leste”, disse ele, reiterando que o Atlântico está aquecendo e isso favorece as chuvas. “Mantendo esse padrão, nós teremos um padrão favorável de chuvas com tendência de melhoria para o setor leste do Nordeste. Os modelos de previsão de clima mostram o período de novembro e dezembro deste ano e janeiro de 2024 com tendência de precipitações abaixo da média para o semiárido nordestino”, finalizou ele.

O presidente da Asplan, José Inácio abriu o evento
Meteorologista, Dr. Alexandre Magno afirma que atualmente existe um El Niño moderado
A palestra foi direcionada a produtores canavieiros da Paraíba
A palestra aconteceu na sede da Asplan, em João Pessoa
O meteorologista fez projeções para 2024

Urgência e Emergência do Hospital de Patos atende mais de 180 pessoas e realiza 17 cirurgias no final de semana

O plantão do final de semana (10 a 12) na Urgência e Emergência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), de Patos, unidade integrante da rede de saúde do Governo da Paraíba, registrou o atendimento a 187 pessoas, das quais 18 foram vítimas de sinistros de trânsito. Entre as 18h da sexta-feira (10) até a meia-noite do domingo (12), foram realizadas 17 cirurgias, sendo 13 de urgência e quatro eletivas.

Dos 17 procedimentos cirúrgicos, a maior parte foi de cirurgias ortopédicas, com sete casos, seguido de cirurgia vascular, com cinco procedimentos, três cirurgias gerais e duas oncológicas. O plantão com maior atendimento foi o do sábado (11), com 88 pessoas, seguido do domingo, quando foram atendidos mais 72 pacientes. Na sexta-feira (10), entre as 18h e a meia-noite, outras 27 pessoas deram entrada na unidade.

Dos 18 pacientes vítimas de sinistros de trânsito, 15 deles foram de pessoas que estavam em motocicletas e três em automóvel. Dos 18 acidentados, três permaneceram internados para cuidados posteriores. A maior parte das vítimas de acidentes foi da cidade de Patos, com 10 pessoas no total, mas o hospital atendeu pacientes das cidades de Areia de Baraúnas, Condado, Juru, São Mamede, Teixeira e Santa Luzia.

Na Urgência e Emergência, além dos casos envolvendo os acidentados no trânsito, os demais motivos dos atendimentos da unidade neste final de semana foram de pacientes com dores diversas, sendo a maior demanda, com 66 casos, seguido de pessoas que sofreram quedas, com 24 casos. O hospital atendeu também nove pessoas com traumas, oito com dispneia, sete pacientes por causa de torção, seis com crise hipertensiva, cinco por mordida de animais, outros cinco para tratar ferimentos, entre outros motivos.

O Hospital de Patos realizou 187 atendimentos na urgência no final de semana
Uma das cirurgias realizadas no final de semana
Foram sete cirurgias ortopédicas, cinco vascular, três geral e duas oncológicas
A cirurgia com maior demanda foi ortopédica, com sete casos
Das 17 cirurgias, 13 foram de urgência

Hospital de Coremas realiza 100 cirurgias de Catarata no oitavo mutirão do ano pelo Opera Paraíba

O Hospital e Maternidade Estevam Marinho, de Coremas, que integra a rede estadual de saúde, realizou 100 cirurgias de Catarata durante os três dias de procedimentos do oitavo mutirão do ano pelo Programa Opera Paraíba. As cirurgias foram realizadas nos dias 8, 9 e 10 de novembro. Este ano, a unidade já realizou 1344 cirurgias de Catarata, tornando-se referência neste tipo de procedimento na região.

No primeiro dia do mutirão foram realizadas 45 cirurgias, no segundo dia foram mais 38 procedimentos e no último dia aconteceram outras 17 cirurgias. Além de pacientes de Coremas, o hospital atendeu pacientes dos municípios de Serra Grande,

Curral Velho, Nova Olinda, Santana de Mangueira, Santana dos Garrotes, São José do Caiana, Igaracy, Itaporanga, Aguiar, Santa Inês, Conceição,  Cajazeiras,  Pedra Branca,

 Diamante, Boa Ventura, Ibiara, Olho D’água e Piancó.

A diretora-geral do hospital, Josielma Oliveira, destaca que todos os procedimentos aconteceram sem intercorrências. “Encerramos esse oitavo mutirão do ano com muita alegria, pois todos os procedimentos foram realizados com  sucesso”, afirma ela.

A professora Rita de Cássia, de Conceição, foi uma das pacientes atendidas. “O atendimento foi excelente. Fui para o oftalmologista em junho e já estou fazendo minha cirurgia. Estava com muita dificuldade para acessar computador, ler as coisas e agora vou ficar bem e agradeço ao governador, as pessoas do hospital que tão bem me atenderam, ao médico que fez a cirurgia, enfim, estou muito agradecida por ter resolvido o meu problema”, disse ela. A aposentada Rita Maria de Sousa Queiroz, da cidade de Santana dos Garrotes, também fez sua cirurgia. “Minha vista estava embaçada  toda vez que eu fazia exame, o médico dizia que eu precisava fazer a cirurgia e eu fui adiando. Mas, quando decido fazer, consegui marcar rápido o procedimento e o atendimento aqui no hospital foi muito bom. Só tenho a agradecer por tudo”, disse ela.

Uma das pacientes deste oitavo mutirão de cirurgias de catarata de Coremas
Um dos pacientes que realizaram a cirurgia em Coremas
Pacientes recebendo orientação pós-cirúrgica
No oitavo mutirão de 2023, o Hospital de Coremas realizou 100 cirurgias
Esse foi o oitavo muturão de cirurgias de catarata em Coremas
Mais cem paraibanos foram contemplados com cirurgias de catarata em Cpremas
A equipe do hospital de Coremas
A professora Rita de Cassia não estava mais enxergando bem
A diretora-geral do hospital, Josielma Oliveira, com um dos pacientes operados
A aposentada Rita Maria de Sousa também fez sua cirurgia

Hospital de Coremas atende mais de 300 pessoas no final de semana

O Hospital e Maternidade Estevam Marinho, de Coremas, unidade pertencente à rede estadual de saúde, registrou o atendimento a 318 pessoas no plantão deste final de semana, entre a sexta-feira (10) e a meia-noite do domingo (12). No período, foram atendidas 143 pessoas na urgência e outras 175 no ambulatório. Os casos de dores, sintomas de síndrome gripais e cefaleia lideraram a procura pelo serviço na urgência, com 32, 21 e 15 casos, respectivamente.

O plantão de maior movimento na urgência foi o do sábado (11), quando 50 pessoas foram atendidas, seguido do domingo (12), com mais 48 atendimentos. Na sexta-feira (10), outras 45 pessoas foram atendidas na urgência da unidade.

No ambulatório, o dia de maior número de atendimentos foi também o sábado, quando 67 pacientes passaram por consulta médica. Na sexta-feira (10), outras 58 pessoas foram atendidas e no domingo (12), foram realizadas mais 50 consultas. Dois pacientes precisaram ser internados para cuidados posteriores, ambos com gastroenteroculite aguda, um tipo de diarreia mais severa.

Além de pessoas com dores, sintomas de síndrome gripais e cefaleia, o hospital atendeu na urgência pacientes com diarreia, dificuldades de urinar, com crise nervosa, febre, com crise hipertensiva, reação alérgica, amigdalite, por causa de quedas, com vômitos, intoxicação, luxação, entre outros sintomas.

A urgência do Hospital de Coremas atendeu 143 pessoas no final de semana
Hospital de Coremas realizou 318 atendimentos no plantão do final de semana
O Hospital de Coremas atendeu 318 pessoas no plantão do final de semana

Hospital de Catolé do Rocha começa a ofertar cirurgias ortopédicas a partir desta segunda-feira

O Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, unidade da rede estadual de saúde na cidade de Catolé do Rocha, está expandindo sua atuação na assistência à população e começou, nesta segunda-feira (13), a ofertar cirurgias ortopédicas. A projeção inicial é de fazer 100 cirurgias/mês. A unidade realizará procedimentos cirúrgicos de urgência e também programados.

A disponibilidade deste novo serviço integra as ações de melhoria e regionalização da assistência especializada da saúde implementadas pelo Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado de Saúde. “Antes da disponibilidade deste serviço na cidade, os nossos pacientes tinham que ser transferidos para outros hospitais da rede estadual, a exemplo de Patos, e agora eles farão a cirurgia aqui”, destaca o diretor-geral do Hospital de Catolé, Fábio Cardoso. Ele lembra que, com isso, além do ganho dos pacientes locais que não precisarão mais ser transferidos, o novo serviço irá contribuir com outras unidades desafogando o fluxo de pacientes.

O médico observa ainda que só foi possível implantar as cirurgias ortopédicas para o Hospital de Catolé com a chegada de um arco cirúrgico, equipamento que possibilita realizar os procedimentos com excelência. “O arco foi adquirido graças a uma emenda parlamentar do deputado federal Gervásio Maia, que destinou recursos para o hospital de Catolé”, lembra Fábio. Foram cerca de R$ 2,5 milhões também para custeio da unidade e ainda R$ 1,5 milhão para a nova etapa de construção do futuro centro de hemodiálise.

Pequenas cirurgias – O Hospital de Catolé ampliou essa semana a rotina da realização de pequenos procedimentos cirúrgicos, melhorando a assistência à população. Os atendimentos, que antes eram feitos nas segundas-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras, apenas nos turnos da manhã, agora passarão a ser realizados também no turno da tarde. As marcações são feitas na própria recepção do hospital, após avaliação ambulatorial.

Referência para 10 municípios da 8ª Região de Saúde, o Hospital de Catolé tem nas consultas ambulatoriais e exames sua maior demanda, com cerca de seis mil atendimentos mensais. A unidade funciona ainda como maternidade e agora sendo também referência para cirurgias ortopédicas.

11O Hospital de Catolé ampliou também a disponibilidade de pequenas cirurgias
O médico Germano Lacerda é o responsável pelas pequenas cirurgias
O Hospital de Catolé ampliou também a disponibilidade de pequenas cirurgias
Diretor-geral do Hospital, Fábio Cardoso destaca importância das cirurgias ortopédicas serem feitas também em Catolé
O arco cirúrgico foi adquirido com recursos oriundos de emenda do deputado Gervásio Maia
O ortopedista João Suassuna será o coordenador do serviço de ortopedia do Hospital de Catolé
A equipe do hospital na montagem do arco cirúrgico
O equipamento chegou na semana passada ao Hospital de Catolé do Rocha

Muito justa e merecida à homenagem da Câmara Federal a Manoel Júnior afirma presidente da Asplan Foto: Câmara dos Deputados

“Todas as homenagens que fizerem ao ex-deputado federal e ex-prefeito de Pedras de Fogo, Manoel Júnior, pelo desempenho dele na função de cargos públicos que exerceu, será sempre justa e merecida. Como político, ele sempre pautou sua conduta com muita altivez e era um gestor público competente e íntegro, de forma que essa homenagem que a Câmara dos Deputados faz a ele é mais que merecida”, disse hoje (10), o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

O dirigente canavieiro se refere à outorga da Medalha Mérito Legislativo 2023 destinada in memorian para Manoel Júnior pela Câmara Federal. A solenidade de entrega está marcada para o próximo dia 6 de dezembro, às 10h, em sessão especial no Plenário Ulysses Guimarães, em Brasília. Manoel Júnior faleceu no dia 28 de fevereiro deste ano, por complicações de um câncer. Na época, ele era prefeito do município de Pedras de Fogo, município localizado no litoral sul da Paraíba.

José Inácio lembra que Manoel Júnior sempre foi um grande parceiro do setor produtivo, especialmente, do setor canavieiro com o qual mantinha estreitos laços até porque era integrante de uma família produtora de cana. “Manoel Júnior era um profundo conhecedor de nossa realidade e necessidades e sempre se colocou prestativo e solidário às causas canavieiras e na defesa de nosso setor. Ele faz muita falta, não apenas pelo olhar que tinha com o mundo canavieiro, mas, como amigo, conselheiro, pai de família, gestor público, e essa homenagem é muito justa. Fiquei feliz em saber que a Câmara terá esse reconhecimento”, afirmou José Inácio.

A Medalha Mérito Legislativo 2023 é destinada a autoridades, personalidades, instituições ou entidades – tanto nacionais quanto estrangeiras – que tenham contribuído de forma significativa para o fortalecimento do Poder Legislativo ou com o Brasil. Este ano serão homenageados também os ministros do STF, Alexandre de Moraes e André Mendonça, o governador de Minas Gerais Romeu Zema, o ex-prefeito de Recife Geraldo Júlio e os deputados constituintes Miro Teixeira e Gonzaga Patriota, entre outras personalidades.

Manoel Júnior será homenageado in memorim pela Câmara dos Deputados

Asplan promove palestra para orientar associados sobre importância do georreferenciamento de propriedades

Existe prazo para fazer o georreferenciamento de propriedades rurais no Brasil, mas, alguns donos de imóveis ainda não atentaram para a necessidade de se adequar a Lei Federal nº 10.267/2001. E foi justamente para orientar melhor os produtores canavieiros paraibanos sobre esse assunto e outros correlatos que a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) promoveu, nesta quarta-feira (8), uma palestra com o Tabelião do 2º Tabelionato de Notas de Santa Rita e Doutorando em Direito Constitucional, Yuri Amorim da Cunha. O advogado e assessor jurídico da Asplan, José Lindomar Júnior também participou do evento.

Em sua abordagem o palestrante lembrou que existe um princípio no registro de imóveis que é denominado ‘especialidade objetiva’ e que a partir dele, a matrícula e o título do imóvel deve estar descrito de forma que ele possa ser identificado, caracterizado e localizado. Contudo, explicou Yuri, infelizmente isso não ocorre como deveria em boa parte das propriedades. “Os sistemas de medição de antigamente não eram tão precisos como agora e a maior parte das matrículas foram elaboradas sem a devida técnica por isso o Governo Federal editou a Lei 10.267/2001”, explicou ele.

Segundo Yuri, tal iniciativa teve o objetivo de aprimorar o sistema jurídico e cadastral brasileiro e quem não se adequar a atual realidade e realizar o georreferenciamento de sua propriedade terá problemas que passam pela impossibilidade de transferir o imóvel, seja por venda ou doação, por exemplo. E há prazo para essa adequação. Para imóveis entre 25 e 100 HA, a data limite é o próximo dia 20 de novembro. Já para os abaixo de 25 HA, o prazo se estende até 20 de novembro de 2025.

O palestrante lembrou ainda que a realização do georreferenciamento é importante para descrever melhor o imóvel, fornecendo mais subsídios na matrícula imobiliária para que tanto proprietários como terceiros tenham mais certeza e confiança em eventuais negociações, seja em transferência do imóvel ou dando ele em garantia de alguma negociação. Ele também enfatizou o fato de que sem o georreferenciamento e a certificação pelo INCRA, o proprietário não poderá, após o prazo estabelecido por lei, alienar a propriedade. Durante a palestra, Yuri ainda falou sobre a documentação necessária, os erros mais comuns que são cometidos e discorreu sobre direito de propriedade, lembrando que a legislação brasileira exige que o imóvel deva ser usado com a finalidade de atender ao fim social.

A associada Ana Cláudia Tavares foi uma das que participou da palestra e elogiou a iniciativa do Departamento Técnico e Jurídico da Asplan em promover esses esclarecimentos. “Foi muito esclarecedora a palestra e todas as colocações, pois todos os pontos abordados são questões importantes para produtores rurais e as orientações dadas sobre regularização de imóveis rurais também foram muito oportunas, principalmente, para quem ainda precisa se adequar a legislação ou está tendo dificuldades em fazê-lo, como nós de Santa Rita em função de problemas que enfrentamos com o cartório local”, disse ela.

Yuri Amorim da Cunha foi o palestrante do evento
O assessor Jurídico da Asplan, José Lindomar também participou do evento
A asssociada Ana Claudia Tavares falou da importância dos temas debatidos na palestra
A palestra aconteceu no mini auditório da Asplan

Presidente da Unida faz palestra durante a V Jornada de Agronomia da Facene/Famene

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-açúcar (Unida) e vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Pedro Tavares Campos Neto foi o palestrante da noite desta quarta-feira (8), da V Jornada de Agronomia da Facene/Famene, de João Pessoa. A partir do tema ‘Eficiência energética e redução das emissões de gases de efeito estufa”, ele focou na importância da Política Nacional de Biocombustíveis – Renovabio e o futuro do mercado de CBIOs.

Antes de abordar o tema central de sua palestra, Pedro Neto fez uma breve explanação sobre a história da Asplan e os serviços que ela presta aos produtores de cana associados e, em seguida, falou sobre o RenovaBio, lembrando que a política foi criada a partir da Lei nº 13.576, de 26 de dezembro de 2017. “A Lei, nada mais é que a gente tentar substituir combustível fóssil ampliando a produção e o uso de biocombustíveis na matriz energética brasileira”, explicou Pedro Neto, destacando que ela é uma importante contribuição para o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris, em 2015, que estabeleceu a necessidade da redução de emissões de CO² em 37%.

Lembrando que o Renovabio é o maior Programa de descarbonização do mundo, Pedro Neto, reiterou que o Brasil com o Renovabio se propõe a promover uma adequada expansão dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, com ênfase na regularidade do abastecimento de combustíveis, trocando os fósseis, que são finitos e poluidores, por biocombustíveis. Em seguida, ele fez explanações sobre Renovacalc Nota de Eficiência, Geração de CBIOs, Mercado/Bolsa e valor do CBIO. Ele lembrou os vários fatores que impactam na nota final do CBIOs da usina e do produtor. “As distribuidoras é quem compram o CBIOs, mas, ele também está no mercado, na bolsa de valores, qualquer empresa que polui pode comprar o CBIOs, que nada mais é que um crédito de carbono”, explicou ele.

Sobre as metas do Programa, ele lembrou que a deste ano de compra de CBIOs pelas distribuidoras que atuam no Brasil é de 37 milhões e que a meta é baseada nas vendas de combustível fóssil de cada empresa, no ano anterior. “Quem mais vende gasolina e diesel, terá que compensar comprando mais CBIOS ou vendendo mais etanol”, disse Pedro Neto, reiterando que, atualmente, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabelece metas nacionais de descarbonização para um período de dez anos, segundo definições do Decreto nº 9.888, de 27 de junho de 2019.

Ele explicou ainda que para calcular o CBIOs tem que ser preenchida a Renovacalc, que é uma calculadora que analisa todas as suas compras e as origens dela. “Por exemplo, a gente tem que informar a quantidade de óleo diesel que se consumiu ao produzir a safra. A quantidade de energia elétrica consumida. A fonte do adubo e a média de produção de tonelada de cana por hectare são alguns dos itens levados em consideração. Portanto, para eu produzir mais CBIOs, eu tenho que produzir melhor, com mais eficiência, e usando uma quantidade menor possível de produtos de origem fóssil”, disse ele.

Segundo Pedro Neto, na parte industrial, um fator importante é o rendimento da indústria, “Se ela produzir abaixo da média, ela será penalizada, ou seja, vai gerar menos CBIOs, consequentemente, menos renda”, explicou ele, lembrando que apenas a cana-de-açúcar direcionada para produção de etanol gera CBIOs.

Nas suas considerações finais, Pedro Neto lembrou que há um projeto em tramitação no Congresso Nacional, de autoria do ex-deputado federal paraibano e atual senador, Efraim Filho, que inclui os produtores canavieiros no Renovabio. “La atrás, quando foi votada a Lei, esqueceram de incluir os produtores no Programa. E com isso, só quem está participando do Programa, atualmente, são as usinas e a gente quer participar e temos direito, porque o etanol é também feito com nossa cana”, explicou Pedro Neto. O PL, que está na 2ª comissão da Câmara dos Deputados e está próximo de ser votado em plenário, propõe uma participação de 80% para o fornecedor e 20% para a indústria, isso a partir dos CBIOs gerados a partir da cana do fornecedor, já descontando as despesas de registro, escrituração, imposto de renda, e outras despesas que venham a surgir para gerar os créditos, ou seja, 80% e 20% do líquido.

Pedro Neto lembrou ainda que se o Brasil quiser reduzir o nível de emissões, terá que aumentar a participação dos biocombustíveis na matriz energética, enfatizou que haverá competição entre os biocombustíveis e que terá mais espaço quem for mais eficiente e que é preciso que o produtor seja cada vez mais organizado da ‘porteira para dentro’ para reduzir custos e que o mercado de CBIOs é um futuro bem promissor.

Presidente da Unida, Pedro Neto fez palestra durante a V Jornada de Agronomia da FaceneFamene

Hospital de Catolé do Rocha realiza nove cirurgias e três partos durante plantão do final de semana

O Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, unidade da rede estadual na cidade de Catolé do Rocha, realizou, neste sábado (4), nove cirurgias eletivas. Foram três hernioplastias (tratamento de hérnia, sendo uma inguinal, outra incisional e uma umbilical), duas colecistectomia (retirada da vesícula biliar), uma colpoperineoplastia anterior e posterior (correção de defeitos na vagina e no períneo), uma histerectomia total (retirada do útero e do colo do útero) e uma ooforectomia/ooforoplastia (retirada dos ovários) e ainda uma postectomia (fimose).

No final de semana, que compreendeu os dias 4 e 5, o hospital também registrou a realização de três partos cesarianos de parturientes das cidades de Catolé do Rocha e São Bento (PB) e ainda uma paciente da cidade de Jardim de Piranhas (RN). Os três partos foram de bebês do sexo feminino e não tiveram nenhuma intercorrência.

O diretor-geral do hospital, Fábio Cardoso, lembra que todas as cirurgias eletivas foram agendadas pelo sistema Regnutes de regulação do estado. “Como são cirurgias programadas, o sistema já nos passa com antecedência o quantitativo de procedimentos que serão realizados, o que nos permite um preparo prévio para que tudo aconteça dentro do previsto”, explica o médico. Ele lembra que neste final de semana estavam programadas 10 cirurgias, mas um dos pacientes não compareceu para realização do procedimento.

Referência para 10 municípios da 8ª Região de Saúde, o Hospital de Catolé tem nas consultas ambulatoriais e exames sua maior demanda, com cerca de seis mil atendimentos mensais, mas a unidade também integra o Programa Opera Paraíba e realiza partos.

Plantão do feriadão – Considerando o feriado do dia 2 de novembro e o ponto facultativo na sexta-feira (3), o hospital de Catolé realizou entre os dias 2 e 4 de novembro 543 atendimentos, sendo 389 consultas médicas com prescrição de medicamentos, outras 136 simples, 18 consultas de pacientes que precisaram permanecer em observação na unidade e mais 18 consultas cardiológicas. Nestes quatro dias foram realizados ainda 329 exames laboratoriais, 128 Raios-X, 38 atendimentos com fisioterapeuta e 91 do Serviço Social, além de oito partos cesarianos, sendo três deles no final de semana.

Hospital de Catolé do Rocha realizou oito partos durante o feriadão
Hospital de Catolé do Rocha realizou nove cirurgias eletivas no último sabado (4)
As cirurgias eletivas realizadas no Hospital de Catolé são reguladas pelo sistema RegNUTES
Dos oito partos realizados no feriadão, três foram no final de semana
Uma das nove cirurgias eletivas realizadas no sábado