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II Simpósio Paraibano Sobre Cana-de-Açúcar reúne especialistas para debater a cultura e seus desafios Fotos: Valmar Pessoa

   Foram dois dias de debates, com palestras de especialistas sobre perspectiva de mercado, novas tecnologias, censo e manejo varietal, os desafios do setor, eficiência energética, nutrição, colheita mecanizada, uso de drones na agricultura e utilização de bioinsumos. E, em todos os debates, a cultura canavieira que resistiu a secas, a extinção do IAA, ao fechamento de usinas, ao declínio do Proalcool, foi avaliada como a mais expressiva da região Nordeste. “A cana-de-açúcar é importante há 500 anos e continuará sendo e representa o grosso do PIB agrícola da Paraíba”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, na abertura do II Simpósio Paraibano Sobre Cana-de-Açúcar. O evento foi realizado nos dias 26 e 27, no Campus II, da UFPB, em Areia e foi promovido pelo Grupo de Estudos Sucroenergético (Gesucro) em parceria com a Asplan, e teve como tema central nesta edição “Tecnologia e Produção no Nordeste.

            O Diretor do Centro de Ciências Agrárias, Manoel Bandeira, abriu o evento que contou na mesa de abertura dos trabalhos com as participações do Coordenador do Curso de Agronomia, Rosivaldo Sobrinho, do Presidente do Gesucro, Lucas Araruna, a Diretora de Marketing do Gesucro, Radija Souza, o professor Fábio Mielezrski e o ex-presidente do Gesucro, Lucilo Morais, além do presidente da Asplan, José Inácio de Morais que, na ocasião, foi homenageado pelos mais de 40 anos dedicados ao setor canavieiro.

            Coube, inclusive, ao homenageado fazer a primeira palestra do evento sobre “Panorama atual, perspectivas e novos desafios do setor’. “Com os investimentos feitos na região Nordeste, foi reduzida a diferença de produtividade entre as regiões produtoras do país. No Centro/Sul, eles estão na média de 78/80 toneladas de cana/média, e nós estamos aqui, na Paraíba, com 80 toneladas na usina Monte Alegre”, destacou. Ele lembrou que no Nordeste há ainda a vantagem de uma boa logística, com as usinas a 40/50 km do porto, enquanto que no Mato Grosso, essa distância equivale a 700 km.

Sobre novos desafios, José Inácio apontou o surgimento da concorrência do etanol de milho, mas disse que o setor vai concorrer, se adequar, investindo em novas tecnologias, bioinsumos, para melhorar a produtividade e competitividade. “O que a gente precisa fazer é agregar valor com qualidade de produto. Eu continuo otimista, o mais difícil já passou, há desafios, a concorrência é enorme, mas, a cultura canavieira não veio a passeio, ela veio para ficar”, afirmou ele, lembrando que no ano passado, a Paraíba bateu seu recorde de produção e de produtividade.

A segunda palestra do Simpósio foi feita Engenheiro Agrônomo e Vice-Presidente da Asplan, Pedro Neto, sobre ‘Eficiência energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa’. Ele lembrou que o Brasil é pioneiro na criação da Política Nacional de Bicombustíveis (RenovaBio), com o Renovabio, e que mundo olha para o Brasil por causa disso. “A Lei, nada mais é que a gente tentar substituir combustível fóssil ampliando a produção e o uso de biocombustíveis na matriz energética brasileira”, explicou Pedro Neto, lembrando que o combustível fóssil além de ser finito é poluidor. Em sua explanação, ele detalhou o fluxograma do Renovabio, destacando como funciona desde o credenciamento do produtor ou indústria no Programa ate o recebimento dos CBIOs. Ele lembrou que para o produtor ou usina participar do CBIOs é preciso ter o CAR, além da documentação da terra e apresentar notas fiscais de tudo o que envolver a produção do etanol, desde o plantio até o processo industrial.

Sobre as metas do Programa, ele explicou que a meta deste ano de compra de CBIOs pelas distribuidoras que atuam no Brasil é de 37 milhões e que ela é baseada nas vendas de combustível fóssil de cada empresa, no ano anterior. “Quem mais vende gasolina e diesel, terá que compensar comprando mais CBIOS ou vendendo mais etanol”, disse Pedro Neto, reiterando que, atualmente, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabelece metas nacionais de descarbonização para um período de dez anos, segundo definições do Decreto nº 9.888, de 27 de junho de 2019.

Após o intervalo do almoço, a programação seguiu com a abordagem do tema “Nutrição da cana-de-açúcar”, feita por Silas Alves, do Grupo Olho D’água que discorreu sobre a conduta da empresa em nutrição da cultura na busca por melhores resultados. Hugo Amorim, da Usina Monte Alegre, falou sobre “Evolução da colheita mecanizada e novos desafios”, destacando que há dois anos a empresa faz a colheita mecanizada. Em sua abordagem ele mostrou os resultados e a forma como a Monte Alegre preparou seus campos para minimizar o impacto do pisoteio da máquina, falou do desafio de colher cana bruta deitada e disse que os produtores precisam se preparar para a mecanização  da colheita.

A última apresentação do dia foi sobre “Uso de drones na aplicação de insumos agrícolas na cana-de-açúcar” que foi feita pelo diretor da Itec Brasil,João Borba que lembrou que drones não são brinquedos e que a tecnologia chegou para agregar valor ao campo, propiciando redução de custos e maior segurança na aplicação de produtos.”O  mercado de drone agrícolas cresce 1000% a cada ano, com modelos cada vez mais versáteis e eficientes inclusive para pulverização mapeada”, disse ele, mostrando vídeos de como esse serviço funciona.

A programação do segundo dia do simpósio começou com palestra de Djalma Euzébio Neto, da Ridesa, sobre “Censo varietal e resultados de variedades e clones promissores”, tendo a mediação do Engenheiro Agrônomo da Asplan, Luis Augusto. Ele lembrou que o Brasil é privilegiado em relação a seleção de novas espécies, explicou como surgem novas variedades, mostrando em vídeo detalhes de como tudo acontece, os diferentes tipos de testagens de clones promissores. “As novas variedades têm melhores resultados”, reiterou ele, lembrando que  a RB 041443  tem diferenciais já testados na Usina Petribu (AL), com 218 toneladas por hectare e a RB 061675 também teve resultados bons em experimentos na Giasa, Japungu e Miriri, todas na Paraíba.

Em seguida, Vamberto Geraldo Silva, da Usina Estivas, de Arez (RN), falou sobre “Manejo varietal – case de sucesso da usina Estivas”. Ele contou que o grande desafio de produzir cana em um campo montado em cima de dunas, com 93% do solo arenoso, foi superado e a expectativa deste ano é que haja uma safra recorde. “Fizemos um plantio como composto no sulco, aplicamos vinhaça localizada e bioinsumos próprio, trabalhamos com manejo varietal e melhoramento genético e esta,os superando as condições adversas com bons resultados”, disse ele.

A última palestra do Simpósio foi feita por Willams Oliveira, da Ridesa, sobre “Evolução da utilização de bioinsumos na agricultura brasileira”. Ele lembrou que desde 1967 se usa produtos biológicos na cultura canavieira, mas, que essa produção, até 2005, era praticamente caseira e que, desde então, o controle biológico no Brasil cresce a cada ano. “55% dos produtores brasileiros usam controladores biológicos, mas, todos já conhecem o produto e estamos acima da média mundial. A tecnologia funciona e o preço é acessível e o mercado de biocontrole no país só  cresce”, disse ele, lembrando que 100% da soja nacional hoje usa inoculantes e que é importante usar o produto de forma associada, ou seja, o produto biológico junto com o tradicional.

“O Simpósio foi uma excelente oportunidade que tivemos de atualizar informações importantes do setor e conhecer as experiências de sucesso de várias empresas que estão tendo resultados positivos com o cultivo da cana-de-açúcar. Foi um evento enriquecedor para todos que participaram, com destaque para as palestras que tiveram excelente nível de informações”, destacou o Diretor Técnico da Asplan, Neto Siqueira, que atuou também como mediador das palestras no primeiro dia do evento.

A parte da tarde do segundo dia foi reservada para apresentação de trabalhos que se destacaram no GESUCRO, com os temas: “Efeito residual da calagem sobre o diâmetro de colmo de duas variedades de cana-de-açúcar”, “Produtividade de genótipos de cana-de-açúcar em ressoca oriundos de micropropagação no brejo paraibano” e “Desenvolvimento vegetativo, trocas gasosas e produtividade de cana-de-açúcar adubada com torta de filtro enriquecida”, este último apresentado por Fábio Mielezrski.

Diretor do Centro de Ciências Agrárias do Campus II, Manoel Bandeira
Hugo Amorim, da Usina Monte Alegre
José Inácio e o público do evento, em sua maioria estudantes da área agrícola
José Inácio e representantes da Asplan
José Inácio lembrou das dificuldades, superação e desafios do setor canavieiro
José Inácio lembrou que a cana é o PIB agrícola da Paraíba
José Inácio se dedica a atividade canavieira há mais de 40 anos
Mesa de autoridades formada na abertura do evento
Pedro Neto, vice-presidente da Asplan, destacou que o CBIOs é um mercado promissor
O Simpósio reuniu especialistas em assuntos ligados ao universo canavieiro
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, fez a palestra de abertura do evento
O evento aconteceu no auditório do Campus II, da UFPB, em Areia
O Diretor do DETEC da Asplan, Neto Siqueira elogiou o nível das palestras do evento
O agrônomo da Asplan, Luis Augusto
Neto Siqueira, da Asplan, que atuou como mediador, com Hugo Amorim, da Monte Alegre
Na opinião do dirigente da Asplan, José Inácio, o pior já passou
Pedro Neto, vice-presidente da Asplan, falou sobre Renovabio no II Simpósio Paraibano de Cana
Pofessor Fábio Mielezrski
Presidente da Asplan, José Inácio foi homenageado durante o evento
Representantes da Asplan e de usinas que participaram do simpósio
Silas Alves, do Grupo Olho D’áua
Simpósio aconteceu nos dias 26 e 27 de julho, em Areia, na Paraíba
Simposio Paraibano de Cana aconteceu no auditório do Campus II, da UFPB, em Areia
João Borba, da ITec Brasil
Djalma Euzébio, da Ridesa
Willams Oliveira, da Ridesa

 

Presidente da Asplan é homenageado durante II Simpósio Paraibano de Cana-de-açúcar

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, foi homenageado durante o II Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar, que aconteceu nesta quarta (26) e quinta-feira (27), na cidade de Areia (PB). O dirigente canavieiro, que fez a palestra de abertura do evento, foi surpreendido pela homenagem anunciada pelo Coordenador do Curso de Agronomia, Campus II, da UFPB, Rosivaldo Sobrinho. “Fiquei emocionado e gratificado com a homenagem e, mais ainda, porque isso aconteceu num evento onde se debateu o universo da cana-de-açúcar, um ambiente que muito me fascina, onde trabalho com amor e ainda na universidade onde me formei em 1982”, disse José Inácio.

Ao anunciar a homenagem, o professor Rosivaldo Sobrinho, lembrou que o dirigente canavieiro tem uma vida dedicada ao setor, com destacada atuação não apenas na Paraíba, mas, também no Nordeste e no Brasil. “José Inácio é uma referência quando se fala em cana no Brasil. È um líder local, regional e nacional que sempre deu uma grande contribuição para o desenvolvimento do setor”, afirmou Rosivaldo, destacando o vasto currículo do homenageado, que já foi secretário executivo de Agricultura da Paraíba, e é também dirigente da União Nordestina de Produtores de Cana (Unida) e ainda integrante da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana).

O professor lembrou ainda a importância da parceria com a Asplan e contou que a entidade, através de seu presidente, possibilitou que fossem trazidas de São Paulo um banco de mudas para estudo no Campus de Areia. “Nós não tínhamos logística para trazer o banco de geoplasma e foi através de José Inácio que conseguimos trazer o material de São Paulo”, disse Rosivaldo, reiterando que outros avanços da Academia em Areia tiveram o apoio e incentivo do dirigente da Asplan.

José Inácio, por sua vez, reiterou que a parceria Asplan/Universidade continuará a existir. “Nossa Associação sempre estará aberta para ajudar no que for possível, porque entendemos que a Academia não pode estar separada do setor produtivo”, reiterou José Inácio, sugerindo que não apenas a Asplan abra espaço para os estudantes conhecerem o mercado de trabalho, mas, também outras entidades como o Senar/Faepa e as usinas. “O Brasil precisa de mão de obra qualificada e os estudantes precisam desta vivência no mercado”, reforçou ele.

O II Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar, foi promovido pelo Grupo de Estudos Sucroenergético (Gesucro) em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), e teve o objetivo de debater aspectos relacionados ao manejo e tecnologia do cultivo de cana-de-açúcar, seu cenário atual e suas perspectivas. O tema do simpósio deste ano foi “Tecnologia e Produção no Nordeste”.  A palestra do presidente da Asplan foi sobre “Panorama atual, perspectivas e novos desafios no setor canavieiro”, e teve como moderador do painel o Diretor Técnico da Associação, Neto Siqueira que avaliou o evento como muito positivo. “Tivemos palestras de altíssimo nível, com abordagens atuais sobre temas que impactam diretamente no setor, feitas por profissionais que vivenciam o dia a dia do segmento canavieiro”, finalizou o Diretor Técnico da Asplan.

Fotos: Valmar Pessoa

Presidente da Asplan, José Inácio foi homenageado durante o evento
O presidente da Asplan, José Inácio foi homenageado durante o Simpósio
José Inácio se dedica a atividade canavieira há mais de 40 anos
Professor e Coordenador do Curso de Agronomia, Campus II, da UFPB, Rosivaldo Sobrinho.

Dirigente da Asplana/SE participa do II Simpósio Paraibano de Cana-de-açúcar

Com cerca de 400 fornecedores de cana-de-açúcar e uma produção de 2,8 milhões de toneladas, o mercado sergipano tem sua importância no cenário canavieiro do Nordeste, assim como a Associação dos Plantadores de Cana de Sergipe (Asplana/SE), entidade que representa a categoria no estado. A Associação, que é dirigida há duas décadas pelo produtor, José Amado, teve representatividade no II Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar, que aconteceu nesta quarta (26) e quinta-feira (27), na cidade de Areia (PB).

“Não conhecia a região do Brejo paraibano, queria reencontrar o meu amigo e líder setorial, José Inácio, e também acompanhar as palestras do evento que, por sinal, estão em altíssimo nível” disse José Amaro, que após o evento no primeiro dia, foi com José Inácio, num prédio do Campus, conhecer a placa de formatura do amigo, que concluiu Agronomia em Areia, em 1982.

Segundo o dirigente canavieiro, embora a topografia sergipana seja ondulada e tenha pouca área plana, a produção de cana no estado segue evoluindo e sendo bem absolvida pelas cinco usinas locais que são a Pinheiro, a maior delas, com 1,1 milhão de toneladas, seguida da Taquari, com 1 milhão de toneladas, Campo Lindo, responsável por 700 mil toneladas, URTE, com 400 e a Junco Novo, que tem uma moagem de 150 mil toneladas.

 Fotos: Walmar Pessoa

Simpósio aconteceu nos_dias 26 e 27 de julho, em Areia, na_Paraíba
O presidente da AsplanaSE, José Amaro, e o presidente da Asplan, José Inácio participaram do Simpósio em Areia

‘O mundo olha para nosso país hoje’ afirma dirigente canavieiro paraibano referindo-se ao Renovabio

“O Brasil é pioneiro neste Programa e o  mundo olha  para o nosso país hoje”. Foi assim que o Engenheiro Agrônomo e Vice-Presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Pedro Neto, abriu sua palestra  sobre ‘Eficiência energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa’, no II Seminário Paraibano Sobre Cana-de-açúcar. O evento, foi realizado no Campus II, da UFPB, na cidade de Areia (PB), nos dias 26 e 27 de julho.

Ele se referia a Política Nacional de Bicombustíveis (RenovaBio), criada a partir da Lei nº 13.576, de 26 de dezembro de 2017, com a contribuição de estudos da Embrapa, Datagro e outras entidades. “A Lei, nada mais é que a gente tentar substituir combustível fóssil ampliando a produção e o uso de biocombustíveis na matriz energética brasileira”, explicou Pedro Neto, lembrando que o combustível fóssil além de ser finito é poluidor.

Em sua explanação, ele detalhou o fluxograma do Renovabio, destacando como funciona. “Começamos pelo CBIOs, que são os créditos gerados pelo Renovabio, passando pelo produtor, usina, distribuidoras, posto, até chegar ao consumidor final, que é o veículo”, disse Pedro, lembrando que o Renovabio é o maior Programa de descarbonização do mundo.

“Desde 2017, antes de ser votado o Projeto, as firmas tinham que se cadastrar na ANP para estar apta a fiscalizar as usinas e as distribuidoras e os produtores”, disse Pedro, lembrando que uma das premissas que é essencial para o produtor ou usina participar do CBIOs é ter o CAR, além da documentação da terra e apresentar notas fiscais de tudo o que envolver a produção do etanol, desde o plantio até o processo industrial.

Ele lembrou ainda que vários fatores vão impactar na nota final do CBIOs da usina e do produtor. “As distribuidoras é quem compra o CBIOs, mas, ele também está no mercado, na bolsa de valores, qualquer empresa que polui pode comprar o CBIOS, que nada mais é que um crédito de carbono”, explicou ele, lembrando que os principais instrumentos para a concretização da Política podem ser resumidos em três eixos estratégicos: a definição das metas de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE), a certificação da produção de biocombustíveis e o Crédito de Descarbonização (CBIO).

Sobre as metas do Programa, ele explicou que a meta deste ano de compra de CBIOs pelas distribuidoras que atuam no Brasil é de 37 milhões e que ela é baseada nas vendas de combustível fóssil de cada empresa, no ano anterior. “Quem mais vende gasolina e diesel, terá que compensar comprando mais CBIOS ou vendendo mais etanol”, disse Pedro Neto, reiterando que, atualmente, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabelece metas nacionais de descarbonização para um período de dez anos, segundo definições do Decreto nº 9.888, de 27 de junho de 2019.

Ele explicou ainda que para calcular o CBIOs, tem que ser preenchida a Renovacalc, que é uma calculadora, que analisa todas as suas compras e as origens dela, tanto no campo. “Por exemplo, a gente tem que informar a quantidade de óleo diesel que se consumiu ao produzir a safra. A quantidade de energia elétrica consumida. A fonte do adubo e a média de produção de tonelada de cana por hectare são alguns dos itens levados em consideração. Portanto, para eu produzir mais CBIOs, eu tenho que produzir melhor, com mais eficiência, gastando menos óleo diesel”, disse ele. Segundo Pedro Neto, na parte industrial, é levado em consideração ainda, o rendimento da usina. “É verificada o rendimento da indústria, com a média de ATR de uma usina que produz etanol. Se ela produzir abaixo da média, ela será penalizada, ou seja, vai gerar menos CBIOs, consequentemente, menos renda”, explicou ele, lembrando que apenas a cana-de-açúcar direcionada para produção de etanol gera CBIOs.

Sobre a nota de eficiência energética, Pedro Neto destacou que ela é calculada após o preenchimento os dados da Renovacalc com os dados do campo e da parte industrial. “Com esses dados tabulados, se calcula a nota de eficiência energética e isso gerará os créditos de CBIOs, que podem ser negociados na bolsa. Há dois anos, um CBIO valia R$ 25,00, em média, hoje está R$ 130,00”, disse Pedro Neto, lembrando que isso é um mercado seguro, já que as distribuidoras são obrigadas a comprar CBIOs. “Hoje, as distribuidoras de combustível são obrigadas a comprar CBIOs, mas, já se fala em ampliar essa obrigação para outros setores, a exemplo de fábricas  de cimento”, disse ele.

Sobre o momento atual, Pedro Neto lembrou que há um projeto em tramitação no Congresso Nacional, de autoria do ex-deputado federal paraibano e atual senador, Efraim Filho, que inclui os produtores canavieiros no Renovabio. “La atrás, quando foi votado a Lei, esqueceram de incluir os fornecedores de cana no Programa. E com isso, só quem está participando do Programa, atualmente, é as usinas e a gente quer participar e temos direito, porque o etanol é também feito com nossa cana. A gente também tem o sequestro de carbono no campo”, explicou Pedro Neto. O PL já passou por duas comissões da Câmara dos Deputados e ainda não tem prazo para ser votado em plenário. Ele propõe uma participação de 80% para o fornecedor.

“Hoje, já existe uma proposta de usinas, mas ainda não chegamos a um consenso”, reiterou o dirigente da Asplan, lembrando que o potencial de produção de CBIOs no Brasil pode ser ampliado 15 a 20 vezes mais do que hoje. “É um mercado novo, mas, extremamente promissor”, finalizou o dirigente da Asplan, destacando que na proporção dos 80% proposto pelo PL de Efraim, no preço que está o CBIOs hoje, isso equivale a R$ 8,00 por tonelada de cana, numa cana de R$ 170,00, é 5% a mais, o que no volume total, representa muita coisa.

FOTOS: Walmar Pessoa e Eliane Sobral

 

Pedro Neto falou sobre eficiência energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa
Pedro Neto, vice-presidente da Asplan, destacou que o CBIOs é um mercado promissor
Pedro Neto, vice-presidente da Asplan, falou sobre Renovabio no II Simpósio Paraibano de Cana
Simposio Paraibano de Cana aconteceu no auditório do Campus II, da UFPB, em Areia

Grupo A.Cândido celebra Dia do Motorista com café da manhã e lançamento de plataforma de capacitação online

O dia 25 de Julho nunca foi uma data qualquer no calendário das empresas de transporte de João Pessoa que integram o Grupo A.Cândido. Todos os anos, há uma celebração em alusão ao Dia do Motorista, comemorado no dia do padroeiro da categoria – São Cristovão. E, esse ano, além de recepcionar seus motoristas com  um café da manhã, as empresas Transnacional, Reunidas e Santa Maria estão lançando a plataforma de capacitação online – UniMobin. A ferramenta, disponível nos sistemas Android e IOS, será apresentada aos operadores em detalhes nos dias 26,27,28 e 31 de julho.

Quem conhece a rotina de uma empresa de transporte público, sabe que ela tem uma dinâmica própria. Quando os ônibus são recolhidos, após um dia de viagens, eles passam pela limpeza, lavagem, revisão e são liberados para nova jornada no dia seguinte. E essa movimentação de saída de veículos começa bem cedo, quando os profissionais que liberam os ônibus começam a chegar à garagem para organizar os mapas de liberação dos veículos. Previamente definidos em suas jornadas, os motoristas começam a chegar à garagem, se dirigem para o setor de liberação e, em seguida, para seus respectivos veículos.

E é, justamente, essa rotina que o motorista da Reunidas, Arivando da Silva Gomes Santos, 43 anos, faz há quase nove anos. Atualmente na Linha 510, ele ingressou na empresa em 2014, como cobrador, mas, com o objetivo de tornar-se motorista profissional. Na época, ele não tinha carteira categoria D. “Eu dividi a despesa para trocar a carteira em 10 parcelas porque, na época, eu não tinha condição de bancar os custos à vista”, lembra ele. Passada essa etapa, Arivando foi promovido para a função de manobrista e pouco tempo depois começou a rodar na linha Cabedelo Direto.

E Arivando se orgulha de ter evoluído profissionalmente por méritos próprios. “Gosto do que faço. É uma profissão muito importante e me sinto feliz com esse ofício”, destaca o motorista que é natural de João Pessoa, é casado e tem três filhos. Trabalhando no primeiro turno, ele pega o ônibus na garagem e logo sai para sua primeira viagem. “Eu gosto mais deste horário. O trânsito é mais livre e eu já me acostumei com essa rotina”, afirma ele que é um dos motoristas destaque do Programa Operador Sustentável. “Sobre a homenagem da empresa neste dia 25, ele disse que é importante. “É sempre bom ser lembrado. O Operador Sustentável, por exemplo, é mais um estímulo para a gente evoluir. Todos os profissionais são importantes, mas, somos nós que estamos na linha de frente do serviço”, disse ele.

O motorista Joseilton Silva Fagundes, que há 15 anos atua na Reunidas e, atualmente, dirige na Linha 102, também achou importante a homenagem. “O sentimento é de gratidão, aliás, gratidão é o que devemos ter sempre pela família que temos, pelo emprego, pela vida. E também pela profissão que escolhemos que é muito importante na sociedade”, destacou ele. Seu colega, Alexsandro Oliveira de Andrade, que há 13 anos trabalha na Reunidas e já passou pelas linhas Cabedelo, 522 e 5605 e agora está na 600, disse que lembrar o dia do motorista é também valorizar a profissão. “É importante celebrar nosso dia. Lembrar o dia 25 também é reforçar a importância de nosso trabalho”, afirmou Alexsandro.

“Os motoristas são fundamentais no nosso setor de atuação e desempenham um papel muito importante no nosso segmento, prestando um serviço que é essencial para a sociedade e, nesta data, os recepcionamos valorizando tudo isso. Todos os anos, a gente comemora o Dia do Motorista”, afirma o diretor do Grupo A.Cândido, Alberto Pereira.

O setor de liberação dos veículos
O motorista é quem opera a plataforma elevatória
O café da manhã foi servido para todos os motoristas
O café da manhã aconteceu na garagem da Unitrans
Motoristas de ônibus do Grupo A.Cândido foram homenageados pelo seu Dia
Durante o café da manhã foi anunciado o lançamento da UniMobin

Os motoristas foram homenageados pelo dia 25 de Julho, dia do padroeiro da categoria
Arivando saindo para sua primeira viagem do dia
Arivando da Silva Gomes é motorista do Grupo há nove anos e atua na 510

Antes de iniciar o turno, Arivando da Silva checa se o letreiro do ônibus está correto
Alexsandro Oliveira é motorista da Reunidas há 13 anos e atua na Linha 600
A rotina na empresa começa cedo da manhã com a realização das primeiras viagens
A abertura da jornada é feita pelo validador
A rotina de uma empresa de ônibus tem uma dinâmica própria

‘A gente tem um produto excelente, mas ainda não tão valorizado como deveria’ diz Plinio Nastari em palestra na Paraíba

“A gente tem um produto excelente, mas, ainda não tão valorizado como deveria. O mundo tem uma inveja enorme do que o setor sucroenergético faz aqui. E, para mim, vocês são grandes vencedores e é assim que o mundo enxerga esse setor”, disse o Dr. Plinio Nastari, CEO da Datagro, durante palestra proferida em João Pessoa, na noite da última quinta-feira (20). O evento, promovido pela  UPL – uma fornecedora global de produtos e soluções agrícolas sustentáveis -, com apoio da Cooperativa do Agronegócio dos Fornecedores de Cana-de-açúcar (COAF) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), reuniu produtores de cana e industriais do Nordeste e marcou a abertura da safra 23/24 na região.

Principal palestrante da noite, Dr. Plinio Nastari, discorreu sobre o tema ‘Cenário atual e perspectivas para o setor sucroenergético 23/24’. Sobre ATR, ele lembrou que a oferta de ATR de cana está estável desde 2010/11, na faixa entre 85 e 94,5 mmt e que, em 22/23, esse valor ficou em 84,9 mmt. “De 2010 para cá a oferta de ATR está estabilizada e quando se leva em conta o etanol de milho, verifica-se que a oferta de ATR cana+milho está em crescimento”, destacou Plinio Nastari. Em 22/23, segundo o CEO da Datagro, o etanol de milho respondeu por 7,42 mmt de ATR e a estimativa é que, em 23/24, serão 10,21 mmt. “Esse volume já é maior de que a produção do Norte/Nordeste. Em 23/24, o Norte/Nordeste do Brasil deverá ter uma oferta de 7,81 mmt de ATR”, destacou ele.

            Sobre a menor participação do etanol no mercado, ele lembrou que em maio último o consumo de combustível do ciclo Otto aumentou 5% em relação a maio de 2022, para 4,562 bilhões de litros de gasolina equivalente, atingindo 22,860 bilhões de litros desde janeiro, 8,5% acima do volume registrado há um ano. “Com isso, a participação do etanol (hidratado + anidro) chegou a 39,7% de janeiro a maio, o menor patamar para o período, desde 2017. Ele explicou que os preços do etanol no Brasil caíram para o patamar de R$ 2,22/litro de hidratado, abaixo da estimativa do custo caixa da Datagro (R$ 2,50-2,60/litro), o que indica o grande incentivo para os produtores focarem no açúcar.

            “O preço do álcool está ruim. O valor de R$ 2,22 por litro é uma penalidade grande para o produto que perde mercado, principalmente, por causa do subsídio da gasolina. A intervenção de preço no mercado de etanol está fazendo mal para o país e isso reflete numa maior produção de açúcar e menos de álcool. Não se pode deixar a Petrobras dar um subsídio de 19% à gasolina”, frisou ele, que falou ainda sobre o mercado da Índia que, desde 2017, está de olho no etanol. “Novos mercados estão surgindo e que é importante que industriais e fornecedores se unam para fortalecer o produto brasileiro”, reiterou ele.

            Em relação ao CBIO, Nastari afirmou que no final do ano passado foi feita alterações que impactaram negativamente no Programa, mas, que o atual governo reverteu à situação passando o valor do CBIO de R$ 100,00 para R$ 145,00 por tonelada, o que segundo ele ainda não é muito, mas, está melhor. “A insegurança regulatória é um risco e não pode prevalecer”, reforçou Dr. Plinio.

            Sobre a safra 23/24 da região Norte/Nordeste do Brasil, a estimativa da Datagro, é que ela tenha maior disponibilidade de cana, devendo atingir 62 milhões de toneladas, num crescimento de 0,6% em relação à safra anterior (22/23), de 61,65 milhões de toneladas, com um ATR estimado em 126,00, o que equivale a um aumento de 2,7% em relação à safra passada. Em relação aos dados nacionais, a Datagro estima que a produção de cana brasileira atinja 668,50 milhões de toneladas na safra 2023/24, sendo o Centro-Sul responsável por 606,50 milhões deste montante. Segundo ele, as condições fisiológicas para a colheita da cana no último terço da atual safra 23/24 do Centro/Sul são melhores do que no ano passado, indicando uma maior disponibilidade de cana para ser colhida.

A respeito do açúcar, ele disse que a estimativa de produção no país é de 42,900 milhões de toneladas, sendo o Nordeste responsável por 3,600 milhões e o Centro/Sul por 39,300 milhões de toneladas. A estimativa de consumo no mercado doméstico de açúcar é de 8,800 milhões de toneladas e 34,100 milhões para exportação. A produção de açúcar, segundo os estudos da Datagro, deve subir 7%, com uma estimativa de produção de 3,60 milhões de toneladas. Estima-se que a capacidade de produção de açúcar no Centro/Sul do Brasil para 24/25 aumente em 1,4 milhão de toneladas. Já a produção de etanol deve cair, 2,35 bilhões de litros, com queda de 1,26 bilhões de litros no álcool anidro e subida de 1,09 bilhões de litros no álcool hidratado.

 Perguntado se diante dos números nacionais a produção nordestina é irrelevante, Plinio Nastari foi enfático: “Vocês respondem por 10% da produção do Centro Sul e isso não é pequeno, além disso, é falácia dizer que o Norte/Nordeste não é competitivo, porque aqui há a vantagem das usinas estarem próximo dos centros consumidores, vocês sempre superaram as adversidades e têm a vantagem de contar com o apoio das forças políticas”, respondeu ele, destacando que há boas perspectivas para novos mercados, a exemplo do etileno verde, bioeletricidade e o uso de biocombustíveis no transporte marítimo. “No entanto, é preciso criar condições para que tudo isso se materialize”, afirmou, lembrando que uma política industrial de mobilidade com  vetor ambiental, que reconheça o potencial do etanol como carregador de H² e que estimule a bioeletricidade são definições de médio e longo prazo que trazem boas perspectivas para expansão do mercado sucroenergético nacional e mundial.

Dinâmica do evento

Além da palestra de Dr. Plinio Nastari, o encontro teve ainda a apresentação de um vídeo institucional mostrando como a UPL foca na sustentabilidade, com inovação e novas respostas para cumprir sua missão de tornar cada produto alimentício mais sustentável. O vídeo mostrou ainda porque a UPL é considerada uma das maiores empresas de soluções agrícolas do mundo, com  robusto portfólio de soluções biológicas e tradicionais de proteção de cultivos, com mais de 14.000 registros. Em seguida, foi mostrado um vídeo institucional da atuação da COAF na Paraíba, antiga Coasplan.

O presidente da Asplan, José Inácio discorreu sobre produção canavieira, destacando a atuação da Paraíba no cenário de produção regional. “A Paraíba foi o estado da região que menos perdeu cana nas últimas três safras. Enquanto Pernambuco e Alagoas, que são os estados maiores produtores de cana da região, reduziram sua produção, aqui, na Paraíba nos batemos recorde de produção ano passado, atingindo a maior safra da história e isso muito nos orgulha”, disse o dirigente canavieiro, destacando que isso se deve ao fato da Paraíba ter bons agricultores, empresários empreendedores e ter partido na frente com investimentos em irrigação.

José Inácio lembrou ainda que é urgente que os produtores passem a receber os CBIOs. “A gente não quer nada da usina, apenas receber o que nos é devido e para isso não precisaria a gente está correndo atrás de  político, nem de PL, devemos sentar e tentar resolver”, disse ele, dirigindo-se a uma plateia que inclua também vários industriais.

O presidente da COAF, Alexandre Morais, reforçou  o discurso de José Inácio e lembrou ainda da importância do cooperativismo e de como a COAF se estabeleceu em Pernambuco, inspirada num modelo de uma cooperativa do Rio de Janeiro. “Nós fomos lá, conhecemos o projeto, copiamos o modelo, adaptamos a nossa realidade, e deu certo”, disse Alexandre.

O Presidente da Feplana, Paulo leal, também abordou a questão do Renovabio e destacou que a parceria produtor/indústria é um caminho de mão dupla. “Somos parceiros e nossas pautas são muito similares, então não tem porque ter conflitos entre nós”, afirmou o dirigente da Feplana. Houve ainda a participação do consultor Gregório Maranhão, que discorreu sobre a importância social e econômica da cana-de-açúcar no Nordeste, e do produtor, Bennon Barreto, que reforçou essa premissa. O evento, realizado no Restaurante NAU, em João Pessoa,  foi encerrado com um jantar.

Representantes da Asplan, Coaf, Feplana e indústria no evento de lançamento da safra 23-24 no Nordeste
Pedro Neto e José Inácio, da Asplan, Dr. Plinio Nastari, Alexandre Lima e Paulo Leal
O presidente da Asplan, José Inácio, falou sobre a produção recorde de cana na Paraíba
O evento reuniu industriais e fornecedores de cana do Nordeste
O evento foi promovido pela UPL, com apoio da Asplan e Coaf
José Inácio, da Asplan, e Paulo Leal, da Feplana
Dr. Plinio Nastari lembrou que o preço do etanol não está bom
Dr. Plinio Nastari destacou protagonismo do Nordeste na produção canavieira e enfatisou que mercado do Nordeste é relevante
Alexandre Lima, da Coaf, falou sobre a importância do cooperativismo
a palestra de Dr. Plinio Nastari focou a produção canavieira, etanol e açúcar

Pacientes de Catolé do Rocha realizam pequenas cirurgias de retirada de sinais e cistos subcutâneos

Pacientes da cidade de Catolé do Rocha e redondezas puderam realizar, na manhã desta quarta-feira (19), pequenos procedimentos de retiradas de cistos subcutâneos, remoção de sinais e outras pequenas cirurgias. Essa ação aconteceu no Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, de Catolé do Rocha, que retomou, na semana passada, a realização regular de cirurgias eletivas. O médico Germano Lacerda foi quem realizou os procedimentos cirúrgicos desta manhã, com apoio da equipe de enfermagem da unidade, contemplando 10 pacientes.

A diretora geral do hospital, Jaqueline de Andrade, explica que, ao contrário dos procedimentos eletivos mais complexos, que precisam ser agendados previamente, essa ação de retirada de cistos e sinais é um procedimento que não necessita de agendamento prévio. “Nas cirurgias eletivas há todo um preparo prévio do paciente, inclusive, com exames e preparação do bloco cirúrgico e equipes. Nestes casos mais simples, o procedimento se dá em nível ambulatorial, daí não ser necessário agendamento”, reforça a médica, lembrando que essa é uma ação cotidiana da unidade que funciona de portas abertas para esse tipo de demanda.

Novos equipamentos

Nesta quarta-feira, o hospital de Catolé recebeu novos equipamentos que vão melhorar a assistência aos pacientes. Trata-se de 15 novos leitos, que suportam até 160kg, e dispõem de recursos que auxiliam numa melhor acomodação, com balança, gradação de decúbito, gradil de cabeceira e pé reforçado. “São equipamentos que vão, sem dúvida, melhorar nossa assistência aos pacientes”, finaliza Jaqueline de Andrade.

O Hospital de Catolé recebeu nesta quarta-feira 10 novos leitos
Os novos leitos já estão na unidade e serão instalados essa semana
Os novos leitos que chegaram hoje têm diferenciais de acomodação
Os procedimentos são realizados sem agendamento prévio
Nesta quarta-feira, 10 pacientes fizeram procedimentos
Esses procedimentos são rotina no hospital
Antes da retirada do cisto, o médico examina o local a ser operado
Os atendimentos aconteceram nesta quarta-feira
Foram realizadas pequenas cirurgias de retirada de cistos subcutâneos

Setor de nutrição do Hospital de Patos ganha novos equipamentos e agiliza produção dos alimentos

O Setor de Nutrição do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), de Patos, ganhou novos equipamentos que aperfeiçoaram o serviço e produção de alimentos, com ganhos de tempo e qualidade no preparo das refeições. Trata-se de um descascador industrial de alho, outro de batatas, além de um multiprocessador de alimentos. A construção da câmera fria, que vai permitir o armazenamento e condicionamento de uma maior quantidade de alimentos, também já começou.

“Esses equipamentos ajudaram muito no nosso dia a dia, otimizaram o serviço e produção de alimentos, inclusive, com ganho na qualidade no preparo das refeições”, destaca o nutricionista e coordenador do Serviço de Nutrição do hospital, Thiago Viana.

Para se ter ideia do ganho de tempo no serviço, o nutricionista lembra que o setor usa de dois a três quilos de alho por dia e descascar manualmente o alimento levava muito tempo. “Descascar alho não é uma tarefa fácil e todos os dias a quantidade que consumimos demandava muito tempo e necessitava do trabalho de duas profissionais, durante cerca de duas horas, por dia. Com o descascador industrial, conseguimos preparar a quantidade de alho que usamos durante a semana em apenas uma hora, e com apenas um operador”, afirma Thiago.

Ele disse ainda que, com os novos equipamentos, o preparo de saladas, frutas, verduras se tornou muito mais célere, se ganhando não apenas no tempo de preparo, mas também em qualidade de produção, o que dá um ganho significativo para a unidade que produz 1600 refeições/dia. Thiago também destaca que essas melhorias resultam em mais qualidade na produção de refeições, segurança alimentar e também economia ao serviço como um todo.

Sobre a construção da câmera fria, o nutricionista disse que ela trará um ganho significativo na logística, acondicionamento e armazenamento de estoque. “Com a câmera fria, ampliaremos nossa capacidade de armazenamento num espaço com temperatura controlada e melhor dimensionamento dos alimentos. Hoje, os alimentos refrigerados ficam em freezeres que têm limitação de acondicionamento, o que requer toda uma logística de manutenção de estoque que com a câmera fria será bem mais amplo”, afirma Thiago, agradecendo o empenho da Direção Geral e do Setor de Compras na aquisição dos equipamentos e construção da câmera fria.

O diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, lembra que as melhorias no setor começaram com a mudança da terceirização para autogestão, há dois anos, e que continuam com outras ações, a exemplo da aquisição destes novos equipamentos e construção da câmera fria. “A autogestão permitiu que o hospital otimizasse custos, melhorasse a qualidade das refeições e ainda fizesse novos investimentos como esse de agora que trouxe ganhos significativos para a equipe e também na melhoria do preparo das refeições”, diz o diretor.

Dinâmica da nutrição – Atualmente, são servidas seis refeições todos os dias para cada um dos pacientes do Complexo, mais 150 refeições/dia para os pacientes do setor de Hemodiálise, de segunda a sábado, que são os dias de realização do serviço. Também são servidas três refeições para acompanhantes. Fora disso, os funcionários plantonistas noturno ainda têm três refeições, assim como os plantonistas diurnos. Os pacientes do Complexo têm o desjejum (7h), a colação (9h), almoço (12h), lanche (15h), jantar (18h) e ceia (21h). Funcionários têm cinco refeições/dia: desjejum (8h às 9h), almoço (11h às 12h30), lanche (15h às 16h), jantar (20h às 21h) e ceia (23 às 24h). Os acompanhantes têm o desjejum às 7h, o almoço de 12h30 às 13h e o jantar das 19h às 20h.

E para dar conta de tantas refeições diariamente, a equipe de Nutrição do Complexo é composta pelos nutricionistas Thiago Viana, Cristiane Oliveira, Elaine Penha, Janaína Dantas, Raquel Marques, Juliana Nóbrega, Luciana Wanderley e Marcos Sousa. A equipe de apoio e cozinha é formada por dois cozinheiros plantonistas, um cortador de carnes, quatro auxiliares de cozinha, dois copeiros para funcionários, seis copeiros de pacientes, dois auxiliares de serviços gerais e quatro sondaristas.

Os novos equipamentos dão mais agilidade no preparo das refeições do hospital
Os equipamentos deram outra agilidade à cozinha do hospital
O multi processador de alimentos deu outra dinâmica ao serviço de preparo de refeições do hospital
Thiago Viana é nutricionista e coordenador do serviço de Nutrição do Hospital de Patos
Os novos equipamentos agilizaram e melhoraram o preparo das refeições do hospital
O corte de frutas e legumes agora tem mais celeridade e uniformidade
Equipe de nutricionistas do hospital de Patos
Diariamente são servidas 1600 refeições no Hospital de Patos
O preparo dos pratos ficou mais ágil com os novos equipamentos
Os pacientes recebem seis refeições por dia no hospital
A construção da câmera fria do hospital já começou

Hospital de Coremas ganha novo padrão energético e otimiza funcionamento de instalações e equipamentos

O Hospital e Maternidade Estevam Marinho, de Coremas, passou por uma extensa melhoria no seu padrão de medição de energia elétrica. O serviço, feito em conjunto com a concessionária de energia da Paraíba, a Energisa, foi concluído nessa terça-feira (18). Com essa ação, realizada pela Secretaria Estadual de Saúde, modernizou-se as instalações elétricas internas, ampliando a vida útil de equipamentos e melhorando ainda mais a dinâmica do hospital.

A engenheira eletricista da SES, Rosilene Farias, que coordenou os serviços de padronização da rede elétrica do hospital, lembra a importância do serviço. “O hospital de Coremas estava com sua rede elétrica interna e a rede de alimentação geral precisando desta atualização. Com essa ação, a rede foi redimensionada para suprir, de uma forma ainda mais eficaz, toda a demanda de consumo da unidade ”, destaca.

Num primeiro momento, segundo ela, a SES fez um levantamento na unidade para identificar o que era necessário atualizar e modernizar. “Começamos a correção pelos circuitos terminais, adequando-os as atuais normas elétricas brasileiras”, disse ela, lembrando que o transformador existente na unidade tem uma potência de 112,5 kVA, mas encontrava-se  com o padrão de medição com  condutores menores do que a capacidade do equipamento, o que também foi atualizado. “Com essa ação, foi ativado um novo padrão de medição elétrica compatível com o transformador da unidade”, explica Rosilene, ressaltando que toda a ação assegura o fornecimento de uma corrente elétrica de melhor qualidade.

Para a diretora geral do hospital, Josielma Oliveira, a ação vai trazer inúmeros benefícios. “Com essa padronização da rede teremos um ganho, inclusive, na otimização de uso de equipamentos”, destaca a diretora. O hospital de Coremas funciona como unidade de portas abertas para Clínica Médica, Maternidade e procedimentos cirúrgicos de pequeno e médio porte, além de integrar o Programa Opera Paraíba, desde 2021.

 

Com a atualização da rede, a energia do hospital não sofrerá mais oscilações
Profissionais da Energisa fazem o redimensionamento do transfomador
Profissionais da engenharia da SES trabalhando na atualização da rede do hospital de Coremas
A diretora geral, Josielma Oliveira, a engenheira da SES, Rosilene Farias e profissionais que executaram o serviço
Os quadros de energia do hospital também foram atualizados
Internamente também foram feitas melhorias na rede
Os trabalhos foram encerrados neste terça-feira

Pacientes de Catolé do Rocha realizam pequenas cirurgias de retirada de sinais e cistos subcutâneos

Na manhã desta quarta-feira (19), pacientes da cidade de Catolé do Rocha e redondezas puderam realizar pequenos procedimentos de retiradas de cistos subcutâneos, remoção de sinais e outras pequenas cirurgias. Essa ação aconteceu no hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, de Catolé do Rocha, que retomou, na semana passada, a realização regular de cirurgias eletivas. O médico Germano Lacerda foi quem realizou os procedimentos cirúrgicos desta manhã, com apoio da equipe de enfermagem da unidade, que contemplou 10 pacientes.

A diretora geral do hospital, Jaqueline de Andrade, explica que ao contrário dos procedimentos eletivos mais complexos, que precisam ser agendados previamente, essa ação de retirada de cistos e sinais é um procedimento que não necessita de agendamento prévio. “Nas cirurgias eletivas há todo um preparo prévio do paciente, inclusive, com exames e preparação do bloco cirúrgico e equipes. Nestes casos mais simples, o procedimento se dá em nível ambulatorial, daí não ser necessário agendamento”, reforça a médica, lembrando que essa é uma ação cotidiana da unidade que funciona de portas abertas para esse tipo de demanda.

Novos equipamentos

Nesta quarta-feira, o hospital de Catolé recebeu novos equipamentos que vão melhorar a assistência aos pacientes. Trata-se de 15 novos leitos, que suportam até 160kg, e dispõem de recursos que auxiliam numa melhor acomodação, com balança, gradação de decúbito, gradil de cabeceira e pé reforçado. “São equipamentos que vão, sem dúvida, melhorar nossa assistência aos pacientes”, finaliza Dra. Jaqueline de Andrade.

Os novos leitos já estão na unidade e serão instalados essa semana
Os novos leitos que chegaram hoje têm diferenciais de acomodação
Os procedimentos são realizados sem agendamento prévio
Esses procedimentos são rotina no hospital
Nesta quarta-feira, 10 pacientes fizeram procedimentos
Antes da retirada do cisto, o médico examina o local a ser operado
Foram realizadas pequenas cirurgias de retirada de cistos subcutâneos
Os atendimentos aconteceram nesta quarta-feira