Author: administrador

Plantão do final de semana no Hospital de Patos registra mais de 300 atendimentos e 13 cirurgias de urgência

O plantão da Emergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), unidade da rede estadual de saúde, em Patos, neste final de semana (4 a 6), ficou marcado pelo atendimento de 314 pessoas e pela realização de 13 cirurgias de urgência. Foram cinco procedimentos ortopédicos, quatro gerais, três vasculares e um urológico. No período, 61 pessoas precisaram ser internadas após consulta médica para observação e cuidados posteriores ao atendimento emergencial.

Durante o plantão, que começou às 18h da sexta-feira (4) e terminou à meia-noite do domingo (6), o hospital recebeu ainda 27 pessoas vítimas de sinistros de trânsito, sendo 20 delas com acidentes envolvendo motos, seis com carros, uma por atropelamento e outra vítima que caiu de bicicleta. Além de Patos, que teve o maior número de vítimas, a unidade recebeu acidentados de Cacimba de Areia, Cajazeirinhas, Condado, Cacimbas, Catingueira, São Mamede e Vista Serrana.

Foram 88 atendimentos na sexta-feira (4), mais 108 no sábado (5) e outros 118 no domingo (6). A causa de maior procura pelo serviço foi de pacientes se queixando de dores, com 48 casos, seguido de pessoas que sofreram quedas, com 32 registros e de traumas, com 15 ocorrências. Mas o hospital atendeu ainda, entre outras demandas, 14 pessoas com dispneia, outras 14 que foram mordidas por cachorro e gatos, 13 com crise hipertensiva e outras 13 com mal-estar, além de seis casos de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), quatro de agressão física, dois pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC) e ainda um por tentativa de suicídio.

 

Uma das cirurgias realizadas neste final de semana no Hospital de Patos
Hospital de Patos realizou 13 cirurgias de urgência no plantão deste final de semana
Hospital de Patos atendeu 314 pessoas no plantão do final de semana na urgência
61 pacientes precisaram ser internados para observação e cuidados posteriores no plantão do final de semana
Das 13 cirurgias de urgência realizadas no Hospital de Patos, cinco foram ortopédicas
Urgência do Hospital de Patos atendeu 314 pessoas no plantão do final de semana

Produtor de cana paraibano com propriedade modal própria de 100 ha teve R$ 28 de margem líquida positiva na safra 24/25 diz estudo

Após o preenchimento de uma planilha de custos de produção local, que levou em consideração todas as despesas e investimentos que teve o produtor canavieiro paraibano para produzir na safra 24/25, a partir de uma propriedade modal de 100 hectares e de cinco cortes, a equipe do Projeto Campo Futuro chegou à conclusão que houve uma margem líquida positiva de R$ 28,00. Os dados que culminaram nesse resultado foram tabulados e apresentados na manhã desta terça-feira (2), na sede da Federação de Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa). Diretores e integrantes da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) forneceram os dados para o estudo que será apresentado em sua integralidade no dia 14 de agosto próximo, em João Pessoa.
Ao analisar e tabular o custo de produção de cana-de-açúcar, incluindo muda, preparo, plantio e tratos culturais, os parâmetros técnicos, gastos com mão de obra, utilização de maquinário, insumos, despesas administrativas, depreciação, remuneração do proprietário, remuneração da terra e capital, entre outros itens, a Analista de Custos Cana da Pecege, Lorena Hanzawa, e a Assistente Técnica da CNA, Eduarda Lee Ferreira, da equipe do Campo Futuro, que conduziram o levantamento estimaram em R$ 11.125 o custo médio de formação do canavial por hectare na Paraíba, levando em consideração uma meta de produção de 58,8 toneladas por ha, numa cana de cinco cortes. Ainda sobre investimento na produção de cana, o levantamento ainda mostrou um custo operacional por tonelada de R$ 172,97, com um faturamento de R$ 201,00.
Para o 1º vice-presidente da Asplan e presidente da União Nordestina de Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, que participou do estudo e colaborou no levantamento dos dados, esse estudo é muito importante para os produtores se aprofundarem nesta questão tendo uma visão mais profissional de seu negócio. “A oscilação de preços do mercado de commodities não tem interferência da gente que produz, portanto o que precisamos fazer é agir da porteira para dentro, baixando e racionalizando custos, aumentando a produção e longevidade do canavial, crescendo verticalmente, investindo em irrigação, fazendo o manejo de forma adequada, por exemplo, para não perder a socaria e melhorando práticas. Com esses dados consolidados, temos também uma visão global de nosso negócio o que nos permite ter decisões mais assertivas”, destacou Pedro.
O diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira que também colaborou com a consolidação dos dados, reforça que o produtor não pode encarar os custos de produção como despesa apenas, mas como investimento. “É importante saber o custo por hectare, tanto quanto se vai ganhar e para isso é preciso conhecer os detalhes destes cálculos de custos da produção, e isso a gente tem bem consolidado com o projeto Campo Futuro”, afirmou Neto Siqueira, que estava acompanhado de seu pai, o também produtor canavieiro e 2º vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato.
Pedro Neto lembra que os produtores canavieiros estão muito acostumados a mexer com fluxo de caixa, mas pouco familiarizados com cálculos de custos. “O fluxo de caixa é que mantém nosso negócio vivo, mas é preciso saber sobre como e onde investir, o que se gasta, para ter uma boa safra, e esses parâmetros do Campo Futuro nos dão um panorama geral de tudo isso”, finalizou ele.
Campo Futuro – É um projeto realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). O projeto, que se destina aos produtores rurais, é efetivado em parceria com as seguintes universidades e centros de pesquisas: Cepea Esalq/USP; CIM/UFLA; Labor Rural/UFV e Pecege, este último no caso da cana-de-açúcar.
Representantes da Faepa, Senar e Asplan participaram da reunião
Pedro Campos Neto, Raimundo Nonato e Neto Siqueira da Asplan contribuiram com o estudo
Os indicadores totais serão apresentados em João Pessoa, no dia 14 de agosto
Equipe que participou do leventamento de dados para o estudo
As técnicas responsáveis pelo levantamento, Lorena Hanzawa, da Pecege, e Eduarda Lee, da CNA
A reunião aconteceu na sede da Faepa, em João Pessoa

A grande preocupação do setor produtivo é com a elevada taxa de juros afirma presidente da Unida sobre Plano Safra 25/26

Plano Safra 2025/26 anunciado nesta terça-feira (1) terá R$ 516,2 bilhões destinados a financiamentos da agricultura empresarial brasileira para custeio, comercialização e investimentos. Isso significa uma alta de 1,5%, o equivalente a R$ 8 bilhões a mais em relação ao plano anterior. Apesar de um maior volume de recursos, alguns setores criticaram a elevada taxa de juros que varia entre 8,5% e 14% ao ano. “Essa elevada taxa de juros torna o crédito rural praticamente inacessível para a maioria dos produtores. É importante ter um maior volume de recursos, mas com taxas mais atrativas”, afirma o presidente da União Nordestina de Plantadores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, que acompanhou o lançamento do Plano, em Brasília.
No Plano Safra anterior, lembra Pedro, os juros oscilavam de 7% a 12%. Segundo ele, a explicação do Governo para elevação dos juros foi a escalada da Selic que passou de 10,5% a 15% ao ano entre as safras. Também presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA, Pedro Campos Neto reconhece o esforço do Governo Federal em disponibilizar recursos para fomentar a agricultura e pecuária do país numa conjuntura desfavorável de recursos, mas, reitera que a elevação da taxa de juros, num momento crítico de baixa nos preços das commodities nos últimos anos e diante de um aumento do endividamento dos produtores rurais do Brasil, desestimula o produtor a tomar emprestado esses recursos.
Ele destaca, no entanto, o crescimento nominal do crédito que destinou R$ 414,7 bilhões para custeio e comercialização, 3,34% mais que na temporada passada que foi R$ 401,3 bilhões, porém faz uma ressalva para a redução de recursos para as linhas de investimento de R$ 107,3 bilhões para R$ 101,5 bilhões, o equivalente a 5,41%. “Isso também limita a ampliação dos negócios para o setor”, disse Pedro.

Presidente Luis Inácio Lula da Silva fez o anúncio dos recursos – Foto Portal GOV.br
Paulo Leal, da Feplana, e Pedro Campos Neto da Unida, Asplan e Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool no lançamento do Plano
Lançamento do Plano Safra aconteceu nesta terça-feira (1) Foto Gov.br – Albino Oliveira Ascom MDA
Lançamento do Plano Safra acomteceu no Palácio do Planalto, no dia 1º de julho

Hospital de Coremas realiza mais de 200 atendimentos durante plantão do final de semana

Entre a sexta-feira (27) e o domingo (29), o Hospital e Maternidade Estevam Marinho, unidade da rede hospitalar estadual, em Coremas, atendeu 206 pessoas. Foram 68 atendimentos na sexta-feira, entre consultas ambulatoriais e urgências, mais 67 no sábado e outros 71 no domingo.

Neste período, 18 pessoas precisaram ser internadas para observação e cuidados posteriores às consultas médicas por causa de complicações de pneumonia, pancreatite aguda, câncer, Acidente Vascular Cerebral (AVC), bronquiolite, dor abdominal aguda, infecção do trato urinário, Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), edema em face, Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC), Colelitíase (cálculo na vesícula biliar) e Infecção Aguda dos Pulmões (PAC).

A maior demanda de procura pelo serviço no final de semana foi de pessoas com queixas de dores, com 32 registros, seguido de sintomas de síndrome gripal, com 13 casos e crise nervosa, com 11 entradas. O hospital atendeu, entre outras demandas, 10 pessoas com cefaleia, outras 10 com diarreia, oito com febre, seis com dificuldade de urinar e outras seis com amigdalite, além de duas vítimas de sinistros de trânsito com moto e uma pessoa ferida com objeto perfurocortante.

 

Uma das consultas médicas realizadas neste final de semana no Hospital de Coremas
Hospital de Coremas atendeu 206 pessoas no plantão do final de semana
Hospital de Coremas atendeu 206 pessoas na urgência e ambulatório médico no final de semana

Hospital de Catolé do Rocha atende mais de 370 pessoas e realiza 16 cirurgias e dois partos no final de semana

OHospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos realizou, no plantão desse final de semana – compreendido entre os dias 27 e 29 –, 16 cirurgias, atendeu 379 pessoas no pronto atendimento da urgência e ambulatório e realizou dois partos. A unidade integra a rede estadual de Saúde na cidade de Catolé do Rocha e também funciona como maternidade.

Foram 128 atendimentos na urgência e ambulatório médico na sexta-feira (27), outros 144 no sábado (28) e mais 107 no domingo (29). As 16 cirurgias eletivas realizadas foram de colecistectomia (retirada da vesícula biliar), histerectomia (cirurgia ginecológica que consiste na remoção do útero), ooforectomia (remoção de um ou ambos os ovários), laqueadura (procedimento cirúrgico de esterilização feminina que impede a passagem dos óvulos para o útero, evitando a gravidez), apendicectomia (remoção do apêndice), além de procedimentos ortopédicos de correção de fratura de tornozelo e de fêmur, uma fratura exposta e fixação de bacia.

Ainda durante o plantão do final de semana, o hospital realizou 389 exames laboratoriais, 79 exames de Raios-X e 28 tomografias. No período houve o registro de 33 internações por anemia, Acidente Vascular Encefálico (AVE), derrame pleural, epilepsia, icterícia, pneumonia e Traumatismo Crânio Encefálico (TCE), além dos pacientes que se submeteram às cirurgias e partos.

No pronto atendimento ambulatorial e urgência, os motivos mais frequentes de procura pelo serviço foram de pessoas com queixas de dores, com 48 ocorrências, seguidos de pacientes para aplicação de medicação própria, e de casos de síndrome gripal, com 24 registros. O hospital atendeu ainda, entre outras demandas, 15 pessoas com crise de ansiedade, 11 com diarreia, oito com amigdalite, além de seis vítimas de sinistro de trânsito, sendo cinco com moto e uma com carro. Nas avaliações ambulatoriais aconteceram 17 consultas ortopédicas, duas avaliações cirúrgicas e três avaliações de exames.

 

Hospital de Catolé do Rocha atendeu 379 pessoas no final de semana
Hospital de Catolé realizou 16 cirurgias no plantão do final de semana
Hospital de Catolé realizou dois partos no final de semana

Hospital Regional de Patos realiza 16 cirurgias e atende quase 300 pessoas no final de semana

Oplantão desse final de semana no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), unidade da rede estadual de saúde, em Patos, ficou marcado pela realização de 16 cirurgias e pelo atendimento de 292 pessoas. Os procedimentos cirúrgicos foram de ortopedia (8), vascular (4), oncologia (3) e cirurgia geral (1). Foram nove cirurgias eletivas e sete de urgência. No período, 56 pessoas precisaram ser internadas após consulta médica para observação e cuidados posteriores.

O balanço de atendimentos nos plantões mostra que na sexta-feira (27) foram atendidas 105 pessoas, no sábado (28) outras 94 procuraram o serviço de urgência do hospital e no domingo (29) mais 93 pessoas passaram por avaliação médica na unidade, que é referência para 89 municípios do sertão paraibano nas áreas de urgência e emergência, clínica médica, oncologia, hemodinâmica e procedimentos cirúrgicos. Neste período, 56 pessoas tiveram que ser internadas para observação e continuidade do tratamento.

Entre as 18h da última sexta-feira (27) até a meia-noite desse domingo (29) ainda deram entrada na Urgência e Emergência do hospital 22 pessoas vítimas de sinistros de trânsito, sendo 19 por acidentes com motocicletas, duas com veículos e uma com bicicleta. Destes, 14 casos foram da cidade de Patos, mas o hospital também atendeu pessoas de Vista Serrana, Malta, Matureia, Santa Luzia e São José de Espinharas.

Na Urgência e Emergência, além dos casos envolvendo os acidentados, os demais motivos dos atendimentos neste final de semana foram de pacientes com dores diversas, com 59 casos, seguido de pessoas que sofreram quedas, com 31 registros. Entre outras demandas, a unidade atendeu ainda 12 pessoas com mal-estar, 10 com dispneia, nove casos de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), quatro de Acidente Vascular Cerebral (AVC), além de três pessoas que sofreram agressão física.

 

56 pessoas precisaram ser internadas para observação e cuidados posteriores no final de semana
Das 16 cirurgias realizadas neste final de semana, sete foram de urgência
Hospital de Patos atendeu 292 pessoas na urgência no final de semana
Hospital de Patos realizou 16 cirurgias no final de semana
Uma das 16 cirurgias realizadas no Hospital de Patos neste final de semana

Equipe do Projeto Campo Futuro volta a Paraíba para mapear custos de produção de cana-de-açúcar

Na próxima quarta-feira (2), a partir das 9h30, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) participa de um importante momento com a equipe do projeto “Campo Futuro”, que reúne produtores, técnicos e representantes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa) e Pecege para mapear os custos de produção da cana no Estado na safra 24/25. O evento acontece na sede da Faepa, no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa.
O objetivo do mapeamento de custos, explica o diretor do Departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira, é aprofundar o conhecimento sobre as despesas dos produtores canavieiros com insumos, mão de obra, maquinário e logística. “Quanto mais a gente tiver esses dados consolidados, melhor planejaremos a safra e teremos tomadas de decisões mais assertivas em relação a margens de lucro, negociação de compras e eficiência de produção”, afirma Neto, convidando os associados para se fazerem presentes na reunião.
O projeto Campo Futuro é coordenado pela CNA, com suporte técnico do Pecege e articulação da Faepa. O levantamento coleta dados diretamente de produtores e tem o objetivo de subsidiar desde estratégias individuais até políticas públicas para as regiões produtoras de cana-de-açúcar. E neste aspecto a Paraíba ocupa lugar de destaque por ser o terceiro maior produtor de cana do Nordeste, ficando atrás em volume apenas de Alagoas e Pernambuco.

Diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira, convida os associados para participarem do momento na Faepa
O projeto Campo Futuro volta a Paraíba para levantar dados sobre a produção canavieira

Asplan compra desfibrilador e treina equipe para saber agir em caso de primeiros socorros

O que fazer com alguém que está engasgado, como agir em caso de parada cardíaca, como ajudar alguém em convulsão ou que sofreu uma fratura, o que fazer com a pessoa que desmaia ou se afoga e como proceder em caso de necessidade de massagem cardíaca. Essas questões foram abordadas, na manhã desta segunda-feira (30), durante um treinamento conduzido pelo médico Tarcísio Campos. O momento serviu para apresentar como funciona o desfibrilador recentemente adquirido pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e também para treinar a equipe para agir em situações de emergência, com noções básicas de primeiros socorros.
“A proposta deste treinamento foi a de capacitar a equipe da Asplan com práticas seguras de primeiros socorros para atuação em vários cenários que acontecem no nosso cotidiano”, explica o médico que também integra a equipe da Associação. No caso de desmaios, ele explicou que uma ação rápida pode prevenir lesões adicionais. “Neste caso, deve se deitar a pessoa, mantendo a cabeça mais baixa que o restante do corpo, pois isso ajuda a reestabelecer o fluxo sanguíneo para o cérebro e virar a cabeça da pessoa para o lado para que ela não se sufoque com a saliva ou vômito”, explicou Dr. Tarcísio, lembrando que não se deve jogar água no rosto da pessoa, nem oferecer qualquer substância para cheirar ou beber.
No caso do engasgo, ele demonstrou como fazer corretamente a manobra de Heimlich, que consiste em posicionar-se atrás da vítima, abraçando-a com as mãos fechadas acima da altura do umbigo, apertando o abdômen com movimentos rápidos para cima, como se estivesse tentando levantar a pessoa. “Essa simples (comprimindo o diafragma) porém eficaz (manobra Heimlich) salva vidas”, reitera Dr. Tarcísio.
Sobre ação de alguém que sofre fratura exposta ou fechada, o médico explicou que a prioridade é controlar o sangramento quando houver e imobilizar a área, mas sem mexer no osso quando se tratar de fratura externa e chamas o serviço de emergência ou levar a pessoa a um hospital. Neste caso, ele alerta para o perigo de fratura fechada que muitas vezes pode ocasionar sangramentos internos não identificados que dependendo da dimensão e volume podem levar a complicações e até ao óbito. “As pessoas se assustam quando vem um osso de fora, mas, em alguns casos é mais perigoso a fratura interna, por isso, em ambos os casos é preciso buscar assistência hospitalar”, reforça ele.
Em relação a como agir quando houver uma crise epilética, o médico reforçou que a prioridade é afastar objetos que possam causar mais lesões a pessoa durante os movimentos involuntários, não tentar conter os movimentos, e observar a duração da crise, que dura em torno de cinco minutos, e virar a cabeça da pessoa para evitar que ela se sufoque com saliva e vômito.
Quanto à parada cardiorrespiratória, Dr. Tarcísio reforçou que o agir nestes casos precisa ser imediato e que além de socorrer a vítima com massagens cardíacas e respiração boca a boca, alternando as duas medidas, deve-se ligar para o SAMU (192). Caso haja a disponibilidade do desfibrilador, o equipamento deve ser usado de imediato. Com ajuda de um protótipo, o médico fez simulações de socorro alternando compressões e ventilações. Ele lembrou que a massagem cardíaca deve ter de 100 a 120 compressões por minuto e que elas devem ser firmes e rápidas. “Essa compressão deve ser realizada no centro do tórax da pessoa, com ela deitada no chão e com as pernas estiradas”, reforça o médico. Ainda segundo ele, a preocupação da Asplan em treinar a equipe é louvável. “Uma equipe bem treinada pode prestar os primeiros atendimentos, estabilizar a vítima evitando o agravamento do quadro até a chegada do socorro médico e o que a Asplan está fazendo aqui é agindo preventivamente”, disse ele, elogiando a iniciativa da Associação a adquirir o desfibrilador. “Esse equipamento que ajuda a salvar vidas, infelizmente, não tem um preço acessível, mas ele é fundamental numa situação de parada cardiorrespiratória e a Asplan está de parabéns por adquiri-lo e isso, além deste treinamento, reforça o compromisso da entidade com seus funcionários e associados”, finaliza Dr. Tarcísio.
A Gerente Administrativa da Asplan, Kiony Vieira, explica que a Associação adquiriu o equipamento pelo comprometimento que tem com a saúde dos colaboradores, visitantes e clientes. “O DEA pode salvar vidas e temos um fluxo bastante considerável de pessoas no prédio e, em muitos casos, o SAMU pode demorar mais que 10 minutos para chegar. Com um DEA a gente pode antecipar o socorro e manter a pessoa viva até a chegada do atendimento especializado”, reforça ela.
O vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato foi fazer a simulação de massagem cardíaca
O treinamento foi feito para funcionários e associados da Asplan
O treinamento foi direcionado a funcionários e associados da Asplan
O treinamento aconteceu no mini auditório da Asplan
O médico Tarcísio Campos demonstrando a realização de uma respiração boca a boca
O médico orientando como fazer a manobra de Heimlich que salva uma pessoa engasgada
A aquisição do desfibrilador, segundo o médico, foi uma grande iniciativa da Asplan
A Asplan adquiriu um desfibrilador recentemente
Dr. Tarcísio explicando como realizar uma massagem cardíaca

Pacientes e acompanhantes do Hospital de Coremas comemoram o período junino

Pacientes do Hospital e Maternidade Estevam Marinho, em Coremas, foram surpreendidos na tarde desta sexta-feira (27) com a distribuição de um lanche temático especial e puderam degustar comidas típicas desta época com um kit de refeições juninas. As delícias preparadas pela equipe de Nutrição da unidade foram colocadas em embalagens decoradas com motivos juninos.  Os acompanhantes também participaram da ação.

Cada kit junino foi composto por delícias típicas como: bolo pé de moleque, canjica, pamonha, cocada, bolo de milho e paçoca. A dona de casa Maria das Dores Barbosa, 61 anos, de Coremas, ficou surpresa com a distribuição do lanche junino. “Foi muito boa essa ação porque, além da gente receber essas comidas gostosas, a gente ainda comemora o São João que para nós nordestinos é uma festa muito importante”, disse ela.

A paciente Geralda Tereza, também de Coremas, elogiou a iniciativa. “Um lanche junino é sempre bom, mesmo estando no hospital porque são comidas que alegram de uma certa forma porque a gente pensa logo numa festa bonita que é o São João, aí esquece um pouco da doença”, disse ela.

A diretora-geral do hospital, Josielma Oliveira, destaca o objetivo da ação. “O São João é um evento tradicional no Nordeste e é uma festa que está associada a muita alegria e animação e foi isso que a gente quis proporcionar para nossos pacientes e seus acompanhantes, um momento de alegria e satisfação e a julgar pela receptividade deles conseguimos atingir nosso objetivo”, afirmou ela, agradecendo o empenho da equipe de Nutrição que deu o seu melhor para preparar as iguarias juninas sem comprometer o preparo das demais refeições da unidade.

 

Pacientes receberam o kit junino na tarde desta sexta-feira (27)
Os kits foram entregues nas enfermarias
Os kits com o lanche junino distribuídos para pacientes e acompanhantes
Até o carrinho de entrega das refeições foi decorado com motivos juninos para distribuição dos kits
A lancheirinha onde estavam o lanche também foi decorada com motivos juninos
Acompanhantes também receberam o mesmo kit junino
A dona de casa Maria das Dores agradeceu e elogiou a iniciativa do hospital

Câncer bucal: prevenção, diagnóstico e impacto nos trabalhadores canavieiros e aqueles expostos ao sol

O câncer bucal é uma doença que afeta diversas partes da boca, como lábios, gengivas, língua e garganta. No Brasil, é o oitavo tipo de câncer mais frequente, com uma estimativa de 15.100 novos casos por ano, sendo 72% deles em homens. E os trabalhadores canavieiros e aqueles que ficam expostos ao sol estão entre os grupos mais vulneráveis ao câncer bucal devido à exposição prolongada e, em alguns casos, ao uso de tabaco e álcool. O dentista da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Jadelson Filho, que acaba de ser aprovado no processo seletivo do curso ‘Diagnóstico Precoce do Câncer de Boca’, do Instituto Nacional do Câncer, faz o alerta para a importância da prevenção e do cuidado deste tipo de malignidade.
O odontólogo chama atenção para um estudo realizado com trabalhadores rurais no Nordeste que revelou que 91% deste público nunca realizou o autoexame para detecção precoce da doença e muitos desconhecem os fatores de risco associados. Ele explica que entre os trabalhadores canavieiros e aos expostos a radiação solar de forma direta, a lesão bucal mais comum associada ao câncer é o carcinoma espinocelular (ou carcinoma de células escamosas), que representa mais de 90% dos casos de câncer bucal no Brasil. “Ele aparece nos lábios, especialmente o inferior, por conta da exposição ao sol, na língua e assoalho da boca e é uma ferida que não cicatriza, geralmente indolor no início, podendo apresentar bordas endurecidas e crescimento progressivo”, afirma Jadelson, lembrando que a ainda a queilite actínica, que é uma lesão pré-maligna comum nesses trabalhadores, principalmente nos lábios, pode evoluir para câncer se não for tratada adequadamente.
Como fatores de Risco, além da exposição solar sem proteção que é especialmente perigosa para os lábios, ele destaca o Tabagismo, que é responsável por cerca de 90% dos casos, o consumo excessivo de álcool, que potencializa os efeitos nocivos do tabaco, a infecção pelo HPV, associada a alguns casos de câncer de orofaringe, além da má higiene bucal que favorece o desenvolvimento da doença. “Se o trabalhador notar feridas na boca que não cicatrizam em até 15 dias, manchas brancas ou vermelhas na boca ou língua, inchaço ou caroços na região da boca ou pescoço, dificuldade para mastigar ou engolir e dor persistente na boca, precisa consultar um dentista imediatamente”, reforça ele.
Como formas de prevenir as lesões cancerígenas na boca para quem trabalha exposto ao sol, o dentista orienta o uso diário de protetor solar labial com FPS 30 ou superior, de chapéus de aba larga para proteção direta do rosto, evitar o tabagismo e o consumo de álcool, realizar o autoexame labial e ter um acompanhamento odontológico regular. “O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura e permite tratamentos menos invasivos”, destaca Jadelson Filho, reiterando que a conscientização e o acesso à informação são essenciais para a prevenção do câncer bucal, especialmente entre os trabalhadores canavieiros e expostos ao sol de forma direta.
Para realizar um trabalho preventivo, a Asplan ampliou os atendimentos odontológicos aos associados e seus trabalhadores para além do consultório odontológico que funciona no prédio sede, em João Pessoa e levou essas consultas para o campo, nas fazendas dos produtores. “Passamos, desde o ano passado, a ofertar esse serviço de avaliação dos trabalhadores que é feito junto com as visitas do médico do Trabalho, Dr. Tarcisio Campos, e nos exames in loco, pudemos ver trabalhadores com lesões pre-malignas (chamadas queilite actínica que se não fossem tratadas a tempo evoluiriam para o câncer bucal”, explica Jadelson, complementando que quando isso acontece é dado informações e o tratamento clinico ao colaborador, que passa a ser acompanhado pelos dentistas da Asplan. “Vale ressaltar que o cuidado da Odontologia vai além dos dentes, ela desempenha um papel importante na prevenção de doenças sistêmicas e no tratamento de condições que afetam a qualidade de vida”, finaliza Jadelson Filho, lembrando que consultas regulares ao dentista, acompanhadas de uma rotina de higiene oral rigorosa, são essenciais para prevenir problemas bucais e, por sua vez, proteger a saúde geral. A equipe de Odontologia da Asplan também é formada pela dentista Wilma Dantas, os atendimentos acontecem de segunda a sábado e são gratuitos para fornecedores, familiares e seus trabalhadores.
As consultas com o dentista da Asplan acontecem também nas fazendas
Jadelson Filho, dentista da Asplan, foi recentemente aprovado para seleção de um curso no Instituto Nacional do Câncer
lesões na boca sugestivas de malignidade
O dentista Jadelson atende no campo e no consultório da Asplan (foto)
Os trabalhadores canavieiros são suscetíveis a desenvolver câncer de boca