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Diretoria da Asplan se reúne com executivos do BNB para ver possibilidade de acesso aos créditos do FNE
Com melhores prazos de pagamento, maior tempo de carência e menores taxa de juros as linhas de crédito do Banco do Nordeste, através Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), como bem disse o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, ‘é a noiva que todo homem gostaria se casar, mas que é difícil de aceitar a proposta de casamento’. Isto porque a grande burocracia e excesso de exigências dificulta o acesso ao crédito. E foi, justamente, para tentar entender e buscar soluções para essa questão que a diretoria da Associação se reuniu na manhã desta terça-feira (29) com executivos da instituição financeira. O encontro aconteceu na sede da Asplan, em João Pessoa.
O presidente da Asplan, José Inácio, abriu o momento, explanando as necessidades dos produtores canavieiros e reiterando a importância do BNB rever o que ele considera um excesso de exigências. “Não adianta ter crédito barato se ele não é acessível. É preciso que esse crédito chegue ao produtor, é necessário destravar esse caminho tão difícil que é ter acesso aos recursos do FNE”, argumentou ele, destacando que uma taxa de juros hoje praticada pelo mercado de 26% inviabiliza qualquer possibilidade de acesso ao crédito.
O diretor técnico da Asplan, Neto Siqueira, também reclamou do excesso de burocracia e entraves do BNB. “Ter acesso aos recursos do FNE é uma estrada longa e sem fim porque a cada etapa é exigido mais coisas o que termina inviabilizando o acesso ao crédito”, disse ele, lembrando que o setor na Paraíba precisa de ajuda imediata para bancar os tratos culturais, uma vez enfrentou uma seca muito grande no final do ano passado e enfrenta agora uma estiagem.
O gerente de Negócios, Idevânio Rodrigues, afirmou que entendia o motivo das queixas, mas esclareceu que as taxas e prazos competitivos do banco (entre 6 e 10% ao ano) se devem ao fato de tratar-se de um recurso oriundo de um fundo constitucional e que por ser recursos públicos possuem por sua natureza um maior nível de exigências por transparência e prestação de contas. “Estamos sujeitos a regras do CMN, BACEN, TCU, CGU as quais advém diretamente de legislação federal e só por ela podem ser alteradas.”
A gerente executiva de Negócios Rurais do BNB, Emanuella Felinto reiterou que o banco vem trabalhando para melhorar processos, encurtando o tempo de atendimento e melhorando a comunicação cliente-banco. Ela, no entanto, ressaltou que o FNE, que é gerido exclusivamente pelo BNB, é uma fonte estável de recursos para o financiamento das atividades rurais produtivas, e que por isso, além das exigências legais cabíveis a qualquer financiamento para atividades rurais e que precisam ser atendidas, há um cuidado diferenciado no acesso a esses recursos. “Nosso processo pode levar um pouco mais de tempo do que o de um banco privado, pois temos que cumprir o regramento específico da fonte de recursos, dos diversos órgãos de controle a que estamos submetidos, além das regras do MCR, mas temos tido avanços importantes, como a possibilidade de cadastro digital e submetimento de propostas através da Plataforma de Crédito, para operações de custeio agrícola”, afirmou.






Diretoria da Asplan se reúne com executivos do BNB para ver possibilidade de acesso aos créditos do FNE
Com melhores prazos de pagamento, maior tempo de carência e menores taxa de juros as linhas de crédito do Banco do Nordeste, através Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), como bem disse o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, ‘é a noiva que todo homem gostaria se casar, mas que é difícil de aceitar a proposta de casamento’. Isto porque a grande burocracia e excesso de exigências dificulta o acesso ao crédito. E foi, justamente, para tentar entender e buscar soluções para essa questão que a diretoria da Associação se reuniu na manhã desta terça-feira (29) com executivos da instituição financeira. O encontro aconteceu na sede da Asplan, em João Pessoa.
O presidente da Asplan, José Inácio, abriu o momento, explanando as necessidades dos produtores canavieiros e reiterando a importância do BNB rever o que ele considera um excesso de exigências. “Não adianta ter crédito barato se ele não é acessível. É preciso que esse crédito chegue ao produtor, é necessário destravar esse caminho tão difícil que é ter acesso aos recursos do FNE”, argumentou ele, destacando que uma taxa de juros hoje praticada pelo mercado de 26% inviabiliza qualquer possibilidade de acesso ao crédito. José Inácio lembrou ainda de uma negociação emergencial feita pelo BNB com produtores de Pernambuco, em 1998, e sugeriu que algo nestes moldes pudesse ser viabilizado.
O diretor técnico da Asplan, Neto Siqueira, também reclamou do excesso de burocracia e entraves do BNB. “Ter acesso aos recursos do FNE é uma estrada longa e sem fim porque a cada etapa é exigido mais coisas o que termina inviabilizando o acesso ao crédito”, disse ele, lembrando que o setor na Paraíba precisa de ajuda imediata para bancar os tratos culturais, uma vez enfrentou uma seca muito grande no final do ano passado e enfrenta agora uma estiagem.
O gerente de Negócios, Idevânio Rodrigues, afirmou que entendia o motivo das queixas, mas esclareceu que as taxas e prazos competitivos do banco (entre 6 e 10% ao ano) se devem ao fato de tratar-se de um recurso oriundo de um fundo constitucional e que por ser recursos públicos possuem por sua natureza um maior nível de exigências por transparência e prestação de contas. “Estamos sujeitos a regras do CMN, BACEN, TCU, CGU as quais advém diretamente de legislação federal e só por ela podem ser alteradas.”
A gerente executiva de Negócios Rurais do BNB, Emanuella Felinto reiterou que o banco vem trabalhando para melhorar processos, encurtando o tempo de atendimento e melhorando a comunicação cliente-banco. Ela, no entanto, ressaltou que o FNE, que é gerido exclusivamente pelo BNB, é uma fonte estável de recursos para o financiamento das atividades rurais produtivas, e que por isso, além das exigências legais cabíveis a qualquer financiamento para atividades rurais e que precisam ser atendidas, há um cuidado diferenciado no acesso a esses recursos. “Nosso processo pode levar um pouco mais de tempo do que o de um banco privado, pois temos que cumprir o regramento específico da fonte de recursos, dos diversos órgãos de controle a que estamos submetidos, além das regras do MCR, mas temos tido avanços importantes, como a possibilidade de cadastro digital e submetimento de propostas através da Plataforma de Crédito, para operações de custeio agrícola”, afirmou.






Asplan contrata consultoria para treinar grupo de trabalho que irá orientar associados a se adequar as regras do Renovabio
A inclusão dos produtores de cana-de-açúcar no Renovabio foi uma grande conquista do setor produtivo que passou a ter direito de ter sua participação nas receitas obtidas com a negociação de créditos de descarbonização (CBios). Porém, para receber o que lhe cabe o produtor precisa se adequar às normas e diretrizes do Renovabio que exige dele um controle maior de gestão ambiental da propriedade e da produção agrícola. Para orientar melhor seus associados a se adequar ao Programa, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) contratou uma consultoria que vai treinar e formar um grupo de trabalho com essa finalidade, além de se engajar, com o time da Asplan, nas atividades necessárias. Nesta terça-feira (29), houve um primeiro encontro entre os consultores e os funcionários da entidade que ficarão responsáveis por esse trabalho.
A gestora ambiental, Jeruza Cavalcanti e o advogado ambientalista Gileno Machado Guimarães, conduziram o treinamento e serão os responsáveis pela formação da equipe. Eles já desenvolvem, desde o ano passado, esse mesmo trabalho na Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP). “O produtor canavieiro tem direito a receber uma receita adicional pela cana que ele produz já que o trabalho dele no campo também ajuda para a descarbonização do planeta, porque há muita captura de carbono da atmosfera no processo produtivo, mas ele precisa se adequar às normas e diretrizes do Programa para poder pleitear o que lhe é devido”, explica Gileno.
“Essa conta de quanto ele está gastando de insumos para produzir a cana, seja de óleo diesel, de insumos, de energia elétrica, qual a eficiência dele no processo produtivo e quanto a cana está capturando de carbono enquanto ela estava crescendo, entra nos cálculos do Renovabio”, afirma Jeruza. Segundo ela, a proposta é que o fornecedor associado à Asplan receba todos os subsídios e auxílio necessários para prestar as informações necessárias para adequação ao Programa da ANP e leve isso já pronto para a usina dentro de um arquivo padronizado conforme os requerimentos técnicos numa espécie de ‘kit Renovabio’. “Esse trabalho de orientação para inclusão de dados neste ‘kit’, que tornará apto o fornecedor a receber os CBios, será feito por essa equipe da Asplan que a gente está treinando a partir de hoje, contando sempre com nosso auxílio e suporte técnico”, reitera Jeruza.
“Contratamos essa consultoria para que nossos associados possam ter o suporte necessário para que eles sejam inseridos no Renovabio da melhor forma possível”, afirma o presidente da Asplan, lembrando que é importante que os produtores entendam a importância deste trabalho e do direito que eles têm a receber esse valor adicional pela cana que entregam às indústrias. José Inácio disse ainda que em maio haverá uma reunião na Asplan para apresentar a equipe de consultores, a equipe do Departamento Técnico que está sendo formada e explanado o trabalho que será realizado.
“Esse trabalho da consultoria tem três momentos. O primeiro deles é a formação da equipe, o que a gente está fazendo a partir de hoje, depois é a coleta dos dados para inclusão do fornecedor no Programa e a última etapa é a fiscalização do processo de pagamento nas usinas”, reitera Gileno, lembrando que tão importante como essas etapas é a conscientização do produtor de que ele tem direito a receber CBios, mas que para isso é preciso se adequar às exigências do Programa.
Sobre a legislação
A Lei 15.082/24 é a que garante ao produtor de cana-de-açúcar destinada à produção de biocombustível a participação nas receitas de CBios. Além de incluir os produtores no Renovabio, a nova lei também reforça a regulação do setor com medidas como o aumento de multas para os agentes que não cumprirem as metas de descarbonização estabelecidas. O não cumprimento das metas passa a ser tipificado como crime ambiental e a comercialização de combustíveis será proibida para distribuidores inadimplentes com sua meta individual. A legislação ainda revoga a autorização dada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em casos de reincidência de descumprimento das metas.
De acordo com a lei, os produtores de cana-de-açúcar deverão receber parcelas de, no mínimo, 60% das receitas oriundas da comercialização dos CBios gerados a partir do processamento da cana entregue por eles às usinas. Quando o agricultor fornecer à indústria os dados primários necessários ao cálculo da nota de eficiência energético-ambiental, além desses 60%, ele deverá receber 85% da receita adicional sobre a diferença de créditos, já descontados os custos de emissão. Já os produtores das demais matérias-primas de biocombustíveis, como soja e milho, usados para a produção de biodiesel e etanol, respectivamente, poderão negociar a parcela de remuneração no âmbito privado.





A AFCP acerta mais uma vez ao reconduzir Alexandre Lima para um novo mandato
“Em time que está ganhando não se mexe. Essa frase se aplica muito bem a Associação de Pernambuco que decidiu reconduzir Alexandre Lima para um novo mandato, afinal, além de ele estar disposto a assumir, mais uma vez, a presidência da entidade, o trabalho que ele vem fazendo desde 2007 à frente da AFCP bem o credencia para essa missão, de forma que estou muito feliz em estar aqui, em Recife, participando deste momento que não apenas fortalece a associação pernambucana, mas, o setor canavieiro do Nordeste como um todo”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.
José Inácio faz referência a realização da assembleia de prestação de contas da atual diretoria da AFCP e eleição da nova direção da entidade para o próximo triênio que foi realizada na manhã desta segunda-feira (28), na sede da entidade, em Recife. A eleição aconteceu com chapa única.
A chapa eleita e encabeçada por Alexandre Andrade Lima (presidente), conta ainda com Paulo Giovanni (1° vice-presidente), José Humberto (2° vice-presidente), Felipe Neri (1° secretário), Paulo Sandro (2° secretário), Damião Pereira (tesoureiro) e Ivaldo Alvim (vice-tesoureiro). E os conselheiros fiscais Marcelo Sabino (titular), Celso Romero (titular), Bartolomeu Guedes (titular), João Vital Borba (suplente), Severino Barbosa (suplente) e Carlos Antônio César de Albuquerque Filho (suplente).




Hospital de Coremas atendeu mais de 200 pessoas no plantão do final de semana
O Hospital e Maternidade Estevam Marinho, de Coremas, unidade pertencente à rede estadual de saúde, registrou o atendimento a 233 pessoas no plantão deste final de semana, entre a sexta-feira (25) e a meia-noite do domingo (27). Neste período, os casos de dores, crise nervosa e dificuldade de urinar lideraram a procura pelo serviço.
No plantão da sexta-feira (25) foram realizados 77 atendimentos, no sábado (26), 75 pessoas passaram por avaliação médica e no domingo (27) mais 81 procuraram os serviços da unidade. Neste período, seis pessoas precisaram ser internadas para observação e cuidados posteriores, por causa de dor torácica, arbovirose, lombalgia, dengue, ferida infectada e infecção do trato urinário.
Além de pessoas com dores, crise nervosa e dificuldade de urinar, o hospital atendeu, entre outras demandas, pacientes com amigdalite, sintomas de síndrome gripal, infecção, sangramento, cefaleia, fratura, com dengue, além de quatro pessoas que sofreram agressão física.
Hospital de Catolé do Rocha realizou 90 cirurgias e atendeu 376 pessoas no plantão do final de semana
O Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, de Catolé do Rocha, unidade pertencente à Rede Estadual de Saúde, realizou 376 consultas médicas no plantão do final de semana compreendido entre sexta-feira (25) e domingo (27). Neste período o hospital também fez 90 cirurgias, sendo 81 delas pelo Programa Opera Paraíba, outras sete cirurgias ortopédicas e mais dois partos cesarianos, já que o hospital também funciona como maternidade. As cirurgias eletivas pelo Opera foram hernioplastias (tratamento das hérnias do abdome), colecistectomias (retirada da vesícula biliar) e histerectomias (remoção do útero).
O hospital realizou ainda 368 exames laboratoriais, 72 Raios-X e 62 tomografias. No final de semana, 103 pessoas precisaram ficar internadas para observação e cuidados posteriores a consulta medica, incluindo ai os pacientes que se submeteram aos procedimentos cirúrgicos e as parturientes.
Durante o plantão os principais motivos de atendimentos foram de pacientes se queixando de dores, com 73 casos, seguido de pessoas para aplicação de medicação própria, com 36 registros, e de 23 casos de cefaleia. Mas, entre outras ocorrências, o hospital atendeu ainda 20 pessoas com infecção, 18 pessoas com crise hipertensiva e 11 pacientes com diarreia. O hospital assistiu também seis pessoas vítimas de sinistros de trânsito, sendo cinco com motos e uma com automóvel. No ambulatório médico, além das consultas, foram realizadas nove avaliações ortopédicas, cinco avaliações de exames, quatro cirúrgicas e uma avaliação obstétrica.
Opera Paraíba
Nesta etapa de cirurgias pelo Opera Paraíba foram realizados 81 procedimentos, sendo 24 na sexta-feira (25), mais 28 no sábado (26) e outras 29 cirurgias no domingo (27). Desta vez foram realizadas três tipos de cirurgia- hernioplastias, colecistectomias e histerectomias. O diretor-geral do hospital, Fábio Cardoso destaca a importância do hospital de Catolé integrar a rede de assistência do Programa. “Desta vez, atendemos 81 pacientes, de vários municípios do sertão paraibano, realizando procedimentos que vão restaurar a saúde deste pacientes, melhorando consideravelmente a qualidade de vida destas pessoas. Além disso, tem a importância de trazer para mais perto da população local uma assistência de qualidade, que funciona e resolve várias demandas também em relação a procedimentos cirúrgicos. Isso é uma demonstração de que a saúde na Paraíba funciona tão bem tanto na capital quanto no interior do Estado”, finalizou o médico.








Hospital de Patos realiza 36 cirurgias e atende 273 pessoas durante plantão do final de semana
O Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, atendeu na Urgência e Emergência, entre a sexta-feira (25) e o domingo (27), 273 pessoas e realizou 36 cirurgias, 14 das quais de urgência. Foram 14 procedimentos oncológicos, nove ortopédicos, sete cirurgias gerais, quatro vasculares, uma urológica e outra de coleta de liquor (LCR).
Foram 87 atendimentos na sexta-feira (25), mais 88 no sábado (26) e outros 98 no domingo (27). Destes, 14 pessoas foram vítimas de sinistros de trânsito, sendo 12 com moto e outros dois com automóvel. Durante o plantão, 73 pessoas precisaram ser internadas para observação e cuidados posteriores às consultas médicas.
As causas mais recorrentes de procura pelo serviço no período foram de pessoas se queixando de dores, seguido de complicações decorrentes de quedas, mas o hospital atendeu ainda sete casos de infarto agudo do miocárdio, seis pessoas com dificuldades de respirar, quatro com crise convulsiva, entre outros motivos, incluindo duas tentativas suicídio.
Hospital de Patos avança com projeto de reforma e ampliação do Pronto Socorro com nova área para dar suporte a pacientes graves
O Pronto Socorro do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), em Patos, ganhou nesta quarta-feira (23) uma nova área que dará suporte aos pacientes graves. O espaço dispõe de três leitos, podendo receber pacientes para diálise, hemotransfusão, que necessitem de monitoramento e observação cardíaca continua, compatível com o atendimento de traumas leves e de outros quadros que inspiram cuidado imediatos/intermediários.
Essa área integra o projeto de reforma, ampliação e otimização dos espaços do Pronto Socorro da unidade que começou no final do ano passado com a reestruturação da Área Vermelha, hoje, Área de Estabilização, depois veio à implantação da nova Sala de Procedimentos e pequenas cirurgias e, no início deste ano, foi feita a implantação de um novo Consultório Médico destinado a receber os pacientes da porta de entrada, advindo de urgências e emergências externas.
Com esse novo espaço, explica o coordenador do Pronto-Socorro, Allan Martins, o hospital passa a contar não apenas com uma, mas com duas áreas para atender o paciente gravemente enfermo e crítico. “Já tínhamos uma área vermelha com quatro leitos, que hoje se volta apenas para uma área de estabilização e agora ampliamos esse atendimento com mais três leitos. Neste espaço daremos suporte à estabilização do paciente até que ele seja transferido para a UTI, Centro Cirúrgico ou para outro hospital quando o caso exigir”, explica Allan.
As melhorias entregues neste dia 23 incluem ainda, segundo Allan, a criação de uma Área Amarela, que antes funcionava como Área Verde, e que acolhia todos que chegavam à urgência, num mesmo espaço físico. “Antes dessa nova área atendíamos pacientes graves e não graves num mesmo ambiente. De um simples curativo até casos mais grave como um AVC. Agora, o paciente que não é grave, mas que também não é candidato à alta imediata, mas que precisará fazer exames e ficar em observação até o fechamento do diagnóstico ficará nessa nova Área Amarela”, explica o coordenador. Essa mudança vai permitir separar os pacientes por perfil, melhorando assim a assistência.
“Com essas mudanças, o paciente será melhor acolhido e melhor direcionado, conseguiremos dar mais celeridade a assistência e as avaliações médicas, diminuindo ainda mais o tempo resposta de realização e resultados de exames tanto de imagem quanto laboratoriais. Conseguiremos fazer o desfecho dos casos mais graves de forma mais ágil, o que melhorará o atendimento, ampliando as taxas de sobrevida. Com o avanço, foi possível otimizar os espaços, garantir um acolhimento melhor e mais humanizado, melhorando o fluxo, e aumentando nosso poder de resolução”, destaca o diretor técnico do hospital, médico Pedro Augusto.
Maior Pronto Socorro do sertão e referência para habitantes de 89 municípios da região, o CHRDJC funciona com Clínica Médica, Urgência e Emergência, Cirurgias, assistência oncológica, através do Hospital do Bem, dispõe de Hemodinâmica, que é um serviço que funciona no mesmo prédio, mas é gerenciado pela PB Saúde, e integra a rede de hospitais do estado que realiza procedimentos eletivos através do Programa Opera Paraíba.






A publicação deste decreto que assegura o pagamento do CBios aos produtores é o coroamento de uma luta e do amadurecimento do setor
“A publicação do Decreto 12.437/25 simboliza o coroamento de uma luta de seis anos, de muitas idas e vindas de Brasília, de muito trabalho e do resultado de um esforço conjunto e também o amadurecimento do setor, tanto da parte dos industriais, quando do setor produtivo que pôde formalizar um acordo que beneficia todo mundo”. Essa afirmativa é do presidente da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, e se refere ao decreto publicado no Diário Oficial da União do último dia 17 que obriga as indústrias que produzem etanol a repassarem para os produtores de cana-de-açúcar a parte correspondente do Crédito de Descarbonização (CBios) e dá outras providências.
O dirigente canavieiro destaca a importância da participação do então Deputado Federal e hoje Senador da República, Efraim Filho no contexto desta conquista. “Efraim foi o autor do Projeto de Lei que incluiu os produtores no Renovabio, foi o relator da matéria no Senado e nos ajudou bastante nessa luta e neste momento em que conseguimos êxito é preciso deixar registrado esse reconhecimento”, reitera Pedro Campos Neto, lembrando ainda o empenho de outros parlamentares no apoio a causa, a exemplo do relator Benes Leocadio, do RN, e do deputado Arnaldo Jardim, de São Paulo, que não apenas defenderam a proposta, mas ajudaram na interlocução entre produtores e industriais.
Pedro lembra que além dos parlamentares é também preciso enaltecer o papel da Feplana, dirigida por Paulo Leal, na defesa dos interesses dos produtores canavieiros. “A Federação sai mais forte desta luta e com isso ganha todo o setor produtivo por ela defendida”, destaca ele, lembrando que o Decreto além de assegurar o pagamento dos CBios aos produtores, ainda reforça a regulação do setor com várias medidas, a exemplo do aumento de multas para quem não cumprir as metas de descarbonização estabelecidas.
Decreto não contempla apenas produtores, ele também regulamenta o mercado e fortalece o RenovaBio afirma presidente da Asplan
“A publicação do Decreto 12.437/2025, que regulamenta uma série de novos mecanismos sobre o Renovabio, entre os quais, obriga as indústrias que produzem etanol a repassarem para os produtores de cana-de-açúcar a parte correspondente do Crédito de Descarbonização (CBios), não contempla apenas os produtores canavieiros. Ele também aumenta a pressão sobre as distribuidoras que adotam práticas de mercado desleais, e isso ajudará a regulamentar melhor o mercado, fortalecendo o Renovabio”, afirmou nesta quarta-feira (23) o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), na última quinta-feira (17).
A edição do decreto, elaborada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), já era esperada pela cadeia de combustíveis desde a publicação da Lei 15.082/2024 no final do ano passado. A lei é derivada de um projeto de lei proposto pelo então deputado federal, hoje Senador da República, Efraim Filho (União/PB). José Inácio lembra que o PL tinha como objetivo original estabelecer regras para que as receitas geradas com a venda de Créditos de Descarbonização (CBios) no mercado de carbono do RenovaBio fossem repartidas entre os fabricantes de biocombustíveis e os produtores da biomassa usada em sua produção, mas o decreto ampliou esse objetivo.
“Lutamos mais de seis anos para que fossemos inseridos no Renovabio e hoje isso é uma realidade. Nossa luta sempre foi justa porque pleiteávamos apenas a parte que nos cabe no Renovabio enquanto produtores da matéria-prima”, reitera José Inácio, lembrando que foi oportuno o PL também se tornar um instrumento para que o Congresso buscasse coibir práticas pouco ortodoxas que vinham se disseminando no mercado de distribuição. “No final ganharam todos. Os produtores que receberão CBios sobre a matéria-prima entregue às indústrias produtoras de etanol, o mercado que ficará melhor regulamentado e o meio ambiente, porque afinal, isso fortalecerá o Renovabio”, reitera José Inácio, fazendo um agradecimento especial a todos que contribuíram para que essa luta, enfim, fosse coroada de sucesso.
“Quando a gente conquista algo importante é preciso agradecer a quem nos ajudou e, neste aspecto, quero destacar a atuação do senador Efraim Filho, do deputado federal Arnaldo Jardim, e de todos os parlamentares que votaram a favor e defenderam essa bandeira, além da Feplana que abraçou a causa junto com a gente e as entidades representativas que, a exemplo da Asplan, não poupou esforços para estar presente em reuniões, debates e eventos que se debatesse essa questão”, destaca José Inácio.




