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Primeiras cirurgias dermatológicas em Patos ampliam assistência a pacientes com câncer de pele no Sertão

O Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), unidade da rede estadual em Patos, realizou, nos dias 15, 16 e 17 deste mês, o primeiro ciclo de cirurgias dermatológicas em pacientes com câncer de pele, por meio dos programas Paraíba Contra o Câncer e Opera Paraíba. A ação beneficiou 26 pacientes de 11 municípios da região, ampliando o acesso ao tratamento e garantindo atendimento especializado mais próximo da população sertaneja.

Um dos beneficiados foi o aposentado Antônio Justino, que apresentava uma lesão no rosto, na região do nariz. Após o procedimento, ele destacou a importância da iniciativa. “Estou feliz de ter feito minha cirurgia e agradeço a todos os funcionários que me atenderam muito bem aqui e a esses programas do Governo que permitiram que eu me tratasse perto de casa”, afirmou.

Além de moradores de Patos, foram contemplados pacientes de Santa Luzia, Serra Grande, Santana dos Garrotes, Condado, Itaporanga, Cajazeirinhas, Bonito de Santa Fé, Pombal, Boa Ventura e Aparecida.

O diretor-geral do CHRDJC, Francisco Guedes, ressaltou a relevância da ação. “Esse é mais um avanço para a nossa unidade, que passa a ofertar esses procedimentos através dos programas Paraíba Contra o Câncer e Opera Paraíba. São iniciativas que melhoram a qualidade de vida da população, resolvendo questões de saúde com agilidade e eficácia, salvando vidas também no Sertão”, destacou.

O Programa Paraíba Contra o Câncer, criado pelo Governo do Estado, tem como objetivo organizar e ampliar a rede de atenção oncológica na Paraíba, garantindo um fluxo rápido e eficiente desde o rastreamento e diagnóstico até o tratamento e cuidados paliativos. Os pacientes atendidos no ciclo de Patos passaram previamente por avaliação e foram considerados aptos para a cirurgia.

 

 

Pacientes que fizeram cirurgias
Pacientes em atendimento no Hospital do Bem
Os pacientes foram atendidos no Hospital de Patos
Os atendimentos foram feitos no Hospital de Patos
Enfermeira Priscila Lima, do Paraíba Contra o Câncer, conversa com pacientes antes do procedimento
A cirurgias aconteceram no final de semana, em Patos
A ação dos Programas ampliou a assistência aos pacientes oncológicos no sertão
O aposentado Antônio Justino foi um dos pacientes do ciclo realizado em Patos

Hospital de Catolé do Rocha realiza mais de 440 atendimentos e 20 cirurgias no final de semana

O Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, unidade da rede estadual de saúde em Catolé do Rocha, realizou 446 atendimentos no plantão do final de semana – entre urgências e atendimento ambulatorial –, compreendido entre sexta-feira (15) e domingo (17). A unidade também fez 20 cirurgias, sendo 16 delas eletivas e quatro partos cesarianos, já que o hospital também funciona como maternidade.

As cirurgias eletivas foram de histerectomia (remoção do útero), hernioplastia (tratamento das hérnias do abdome), colecistectomia (retirada da vesícula biliar e drenagem de hematoma em bolsa escrotal), laqueadura (ligadura de trompas) além de procedimentos ortopédicos de fratura de cotovelo, fêmur e de pé, prótese parcial de quadril e uma osteosíntese de color de fêmur (procedimento cirúrgico para fixar fraturas no colo do fêmur).

Foram 175 atendimentos na sexta-feira (15), mais 138 no sábado (16) e outros 133 no domingo (17). O hospital realizou ainda 91 exames de Raios-X, 46 tomografias e 449 exames laboratoriais. No período, 33 pessoas precisaram ser internadas após as consultas.

Os três principais motivos de atendimentos no plantão foram de pacientes se queixando de dores, com 51 casos, seguidos de aplicação de medicação própria, com 46 registros e de 29 casos de infecção. Mas o hospital atendeu ainda, entre outras demandas, 16 pessoas com diarreia, além de sete vítimas de acidentes, sendo cinco com moto e dois por acidente de trabalho.

Durante o plantão também foram realizadas 30 avaliações ortopédicas, 10 obstétricas, quatro avaliação de exames, duas avaliações cirúrgicas e outras duas cardíacas.

 

Hospital de Catolé realizou 20 cirurgias no final de semana
Hospital de Catolé atendeu 446 pessoas durante o plantão deste final de semana

Hospital de Coremas registra mais de 240 atendimentos no final de semana

O Hospital e Maternidade Estevam Marinho, em Coremas, unidade da rede estadual de saúde, realizou 249 atendimentos entre consultas ambulatoriais e casos de urgência e emergência, durante o plantão do final de semana, da sexta-feira (15) ao domingo (17). Foram 95 atendimentos na sexta-feira, 87 no sábado e 67 no domingo.

No período, sete pessoas precisaram ser internadas para observação e cuidados decorrentes de complicações provocadas por infecção do trato urinário, pneumonia, gastroenterocolite aguda (GECA), Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) e colecistite.

As principais causas de procura pelo serviço no plantão foram: Dores diversas (42), Amigdalite (21), Síndrome gripal (17), Crise nervosa (17). A unidade também prestou assistência a 13 casos de diarreia, 11 de dificuldade de urinar, oito de cefaleia, além de sete pessoas feridas com objetos perfurocortantes.

O Hospital e Maternidade Estevam Marinho é referência para a região e segue garantindo assistência integral e qualificada à população de Coremas e municípios vizinhos.

 

Um dos exames de Raios-X realizados no Hospital de Coremas no final de semana
Hospital de Coremas atendeu 249 pessoas durante o finalo de semana

Hospital Regional de Patos realiza 31 cirurgias e mais de 250 atendimentos no fim de semana

A Emergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), unidade da rede estadual de saúde em Patos, registrou 258 atendimentos entre a noite da sexta-feira (15) e a meia-noite do domingo (17). No mesmo período, a unidade realizou 31 cirurgias, sendo 25 eletivas e seis de urgência. Desse total, 25 foram procedimentos oncológicos, quatro vasculares e duas cirurgias gerais.

O hospital atendeu 84 pessoas no plantão da sexta-feira, 92 no sábado e 82 no domingo. Do total, 51 pacientes precisaram ser internados para observação e cuidados após a consulta médica.

Entre os atendimentos, 18 foram de sinistros de trânsito, sendo 16 envolvendo motocicletas e dois com automóveis. Seis vítimas eram da cidade de Patos e as demais vieram de Itaporanga, Cacimba de Areia, Desterro, Imaculada, Malta, Matureia, Santa Luzia e Teixeira.

Além dos casos de acidentes, os principais motivos de procura foram dores (57), quedas (33), mordidas de animais (13), cefaleia (10) e dispneia (8). A unidade também prestou assistência a cinco pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e dois com Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O CHRDJC é referência na região e segue garantindo atendimento de urgência, emergência e procedimentos de alta complexidade para a população de Patos e municípios vizinhos, além de tratamento oncológico, por meio do Hospital do Bem que integra o Complexo.

 

Uma das 31 cirurgias no Hospital de Patos neste final de semana
Hospital de Patos realizou 31 cirurgias no final de semana
Hospital de Patos atendeu 258 pessoas na urgência no final de semana
51 pessoas tiveram que ser internadas durante o plantão do final de semana
Das 31 cirurgias realizadas no hospital, 25 foram eletivas e seis urgências

Chuvas de agosto animam produtores canavieiros paraibanos

As chuvas voltaram a ocorrer em pleno mês de agosto sobre a faixa litorânea do estado da Paraíba, com precipitações muito representativas que contribuem favoravelmente para a evolução do canavial e formação da safra. Nas últimas 24 horas, entre os dias 14 e 15, as previsões indicavam uma incursão do sistema meteorológico distúrbio ondulatório de leste que se formou sobre o Oceano Atlântico e transportou umidade para o continente, induzindo a ocorrência de precipitações pluviométricas representativas. Assim, as precipitações ocorreram de forma regular, nestas últimas 24 horas, e os índices acumulados chegaram a 183,0 mm em Lucena, 181,4 mm em Santa Rita e 175,2 mm em João Pessoa. “Chuva é benção para nós que vivemos do que bota da terra e chover assim, neste período, é ainda mais animador”, comemora o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.
E, segundo o Doutor em Meteorologia, Alexandre Magno, as chuvas estão ocorrendo de forma regular e bem distribuídas, com maiores precipitações concentradas sobre os municípios mais a leste do estado, principalmente, na grande João Pessoa e litoral norte da Paraíba. “Para as próximas 48 horas, o sistema meteorológico deverá enfraquecer e as precipitações devem reduzir entre este sábado (16) e domingo (17)”, afirma o especialista.
O diretor do Departamento Técnico (DETEC) da Asplan, Neto Siqueira, reforça a importância das chuvas para o homem do campo. “Primeiramente temos que agradecer a Deus pela dádiva de mandar chuva e depois enaltecer o trabalho de consultoria do Dr. Alexandre que nos repassa relatórios de climatologia que nos permite planejarmos melhor nosso plantio e colheita”, destaca Neto, lembrando que esse mês de agosto está sendo muito bom e que essas chuvas consolidam a safra 25/26 com prenúncio de boa produtividade. “Quando chove em agosto da forma como está acontecendo, a gente tem boa safra”, destaca ele
 O Engenheiro Agrônomo da Asplan, Luis Augusto, reitera que as chuvas amenizam o estresse hídrico acentuado, que é uma realidade da região Nordeste, e provocam uma boa recuperação nos canaviais. “Quando chove como está acontecendo agora na Paraíba, em pleno agosto,  isso tem reflexos diretos e positivos na cultura da cana-de-açúcar porque essas chuvas provocam uma recuperação muito boa no canavial que ajuda a melhorar a produtividade, especialmente nas canas de final de safra, porque são canas que ainda estão no meio de seu ciclo, com seis ou sete meses, e em pleno crescimento e quando a chuva se prolonga beneficia a cana, assim como também na cana que está sendo cortada neste início de safra”, afirma ele.
Ainda segundo o engenheiro agrônomo, a chuva aumenta a umidade do solo e ajuda na brotação da cana, além de promover uma economia significativa nos custos de irrigação, já que os sistemas são menos utilizados ou até mesmo deixam de ser temporariamente como neste momento na Paraíba. “Chuva é benção para a agricultura porque não há cultura que se desenvolva sem água, por isso quando chove o produtor rural só agradece e renova as esperanças numa boa safra”, finaliza Luis.

O presidente da Asplan, José Inácio destaca benção vinda do céu
As chuvas neste período são importantes para melhorar a produtividade dos camaviais
Diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira, fala com entusiasmo sobre as chuvas de agosto
Alexandre Magno é Doutor em Meteorologia

Estudo da CNA atesta que produtor canavieiro do Nordeste teve um custo total médio de R$ 11,7 mil por hectare na safra 24/25

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, nesta quinta-feira (14), em João Pessoa (PB), os custos de produção da cana-de-açúcar na região Nordeste, durante o terceiro encontro do Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro. O evento, que reuniu produtores canavieiros e lideranças sindicais e do setor, foi realizado em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa/PB) e a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). O estudo mostrou, entre outros dados, que no Nordeste o produtor teve um custo médio total de R$ 11,724,00 por hectare para produção de cana na safra 24/25 e que a escassez de chuva prejudicou o desenvolvimento dos canaviais, resultando em níveis reduzidos de produtividade.
O levantamento apresentado foi resultado de um estudo feito em 16 cidades do país, sendo três no Nordeste – Recife, Maceió e João Pessoa. Os painéis 2025 fazem referência às médias levantadas em todos esses 16 municípios, sendo a safra no Centro/Sul a de 25/26, que compreende entre abril de 2025 e março de 2026, enquanto que no Nordeste a referência foi a safra 24/25, que começou em setembro de 24 e se estendeu até agosto deste ano.
Os dados apresentados mostram uma produtividade no Centro/Sul com redução na casa de dois dígitos, tendo o Nordeste também queda de produtividade, mas com avanço no ATR, tendo João Pessoa apresentado maior produtividade em relação a Maceió e Recife.
Sobre mecanização na colheita, no Centro/Sul 100% da área colhida é mecanizada, com dados relevantes de mecanização também no plantio, enquanto que no Nordeste isso equivale ainda a apenas 1/5 da área total, sobretudo em função da topografia e relevo da região.
Em relação a custos de produção, no Nordeste o produtor teve um custo operacional efetivo – colheita, parte administrativa e capital de giro – equivalente a R$ 7.200 por hectare, porém quando se associa a outros custos de produção, incluindo a remuneração da terra e do capital investido, esse valor chega a um total final médio de R$ 11.724 por hectare para o cultivo da cana-de-açúcar, sendo 15% do custo total desse valor voltado à formação do canavial. Sobre receita, a tendência é que os custos tendem a subir. “O cenário de preços no próximo ciclo do Nordeste deve ser de aumento de custos, preços pressionados e margens ainda mais estreitas”, reiterou Raphael Delloiagono, da Pecege, que apresentou os dados finais do estudo.
Sobre os insumos agrícolas que vêm subindo desde o segundo semestre de 2024, alertou-se para uma redução do uso deles no campo. “Vale salientar que essa ‘economia’ é uma ideia perigosa, porque compromete de maneira mais intensa a produtividade, com impactos diretos no custo de produção por tonelada. A redução de custos no campo não passa pela redução de uso dos insumos, o resultado para melhorar a margem passa por eficiência, e no Nordeste, inevitavelmente, pelo custo da mão de obra que é bastante representativa”, disse Raphael.
O presidente da Federação, Mário Borba, destacou a importância do Projeto Campo Futuro. “O que foi apresentado hoje, sobre custos e mercados interno e externo, é um trabalho de conscientização fundamental para o produtor”, afirmou. O presidente da Asplan, José Inácio reforçou a relevância do levantamento. “Nós sempre trabalhamos em conjunto com a Federação e atuamos em conjunto para somar. A união e esperança sempre devem estar com a gente que atua neste segmento e aqui estamos juntos para ajudar os produtores a melhorarem sua produção e com acesso a esses dados a gente tem uma visão macro deste cenário, podendo se preparar melhor”, afirmou José Inácio.
O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA), Pedro Campos Neto, reforçou a necessidade do produtor conhecer melhor os custos e ter uma visão ampla do negócio para administrar melhor sua propriedade. “A gente costuma dizer que da porteira para fora a gente não tem interferência, mas, da porteira para dentro a ação é nossa e precisamos ter domínio de tudo o que envolve produção para poder administrar da melhor forma possível a propriedade, e conhecer esses dados nos dão um bom norte neste sentido”, afirmou ele.
O presidente da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da CNA, Nelson Pérez Júnior, ressaltou que o levantamento na região Nordeste reforça a importância de comparar realidades regionais para compreender os desafios da produção. “O Campo Futuro é uma ferramenta estratégica para que o produtor conheça seus custos e tome decisões mais assertivas. Entender essas diferenças entre as regiões é fundamental para buscar eficiência e melhorar a rentabilidade do setor”, reforçou ele.
A assessora técnica da CNA, Eduarda Lee Lima, destacou que, no Nordeste, a mão de obra continua sendo um dos principais componentes de custo na cana-de-açúcar, especialmente pela necessidade de plantio e colheita feitos de forma manual em áreas onde o relevo dificulta a mecanização. “Esse cenário reforça a importância das estratégias de gestão para otimizar recursos e buscar maior eficiência, já que o impacto é significativo e tende a se manter elevado enquanto não existirem soluções viáveis para ampliar a mecanização na região”, disse ela.
O evento incluiu ainda palestras sobre gestão de risco e preços de fertilizantes, com Renato Françoso, da Stonex, e sobre custos e rentabilidade da safra, além do cenário da cana no Brasil e no mundo, com outro representante da mesma empresa. No final, todos se confraternizaram durante um coquetel.
Sérgio Martins, Pedro Campos, Mario Borba, José Inácio,Nelson Perez, Nonato Siqueira e Neto Siqueira
Representante da Stonex
Renato Françoso, da Stonex, falou sobre gestão de risco e preço de fertilizantes
Presidente do Sistema FaepaSenarPB, Mário Borba
Presidente da Comissão Nacional de Cana da CNA, Nelson Perez Junior
Presidente da Asplan, José Inácio
Pedro Campos, Mário Borba, Nelson Perez, Neto Siqueira e Nonato Siqueira
Evento de apresentação dos resultados do Campo Futuro aconteceram na sede da Faepa, em João Pessoa
Evento aconteceu no auditório do Sistema FaepaSenar da Paraíba, em João Pessoa
Eduarda Lee Lima, da CNA conduziu os trabalhos
Dirigentes, líideres sindicais e produtores canavieiros participaram do evento da CNA

Apresentação dos trabalhos acomteceu nesta quinta-feora (14), em João Pessoa

Safra de cana no Centro/Sul deve ter redução de 2% a 3% e no Nordeste de 5% atestam representantes do setor em reunião no MAPA

Um panorama da expectativa de safra 25/26 do Centro/Sul feita por representantes da ÚNICA, que aponta uma queda de safra não muito forte, ficando entre de 2% a 3%, e no Nordeste que deve ficar em 5%; a repercussão do tarifaço americano e seu impacto no mercado de açúcar e o crescimento do mercado de etanol de milho. Esses foram os temas abordados durante a terceira reunião deste ano da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (MAPA), realizada na quarta-feira (13), em Brasília. O presidente da Câmara, Pedro Campos Neto, que também preside a União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA), conduziu os trabalhos.
Sobre o impacto da taxação anunciada pelo presidente americano Donald Trump aos produtos brasileiros, incluindo o açúcar, Pedro Campos Neto disse que o prejuízo para o açúcar que não está na Cota Americana e tem valor fixo não será muito impactante. “Dependendo do valor da tonelada, o açúcar que não está na cota, chega até a 100% de taxação”, lembrou ele.
Em relação ao mercado de etanol de milho, cujos números são surpreendentes e cada vez mais crescentes, Pedro descartou uma suposta concorrência com os produtores de etanol de cana. “Quem produz etanol de cana não olha o produtor de etanol de milho como adversário, mas como parceiro, onde ambos têm que procurar novos mercados, pleitear aumento da mistura do etanol na gasolina de 30% para 35%, explorar o mercado do combustível marítimo, enfim buscar novos mercados e trabalhar juntos para o crescimento da produção de etanol no Brasil”, reforçou ele.
No que diz respeito à safra de cana-de-açúcar no Nordeste, segundo o presidente, a perspectiva é de que Pernambuco mantenha a mesma safra que a anterior, Alagoas deve cair em função de um período longo de estiagem, e Paraíba e Rio Grande do Norte também devem cair um pouco. “Mesmo com a volta das chuvas, mas o período longo sem precipitações regulares comprometeu um pouco a produção da safra na Paraíba e Rio Grande do Norte, localidades onde a qualidade do solo não é a mesma de Pernambuco e Alagoas, e isso vai refletir numa redução de safra de cerca de 5% na região”, disse ele, reiterando que a reunião foi muito produtiva, com temáticas relevantes sobre o setor sucroenergético nacional.
Um dos temas da pauta da reunião foi a safra na região Centro Sul
Reunião da Câmara Setorial aconteceu no ultimo dia 13, em Brasília
Pedro Campos Neto, presidente da Câmara, conduziu os trabalhos

Fiscalização da matéria-prima de associados da Asplan nas usinas é ampliada para melhor acompanhar a safra

O trabalho de fiscalização dos agentes tecnológicos contratados pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) para acompanhar a avaliação da qualidade da matéria-prima entregue pelos produtores canavieiros às usinas paraibanas começou desde o início do mês e, este ano, o número de agentes tecnológicos foi ampliado de 19 para 27 profissionais. Esse aumento tem o objetivo de aprimorar o processo de acompanhamento de entrega e avaliação da matéria-prima nas indústrias.
O trabalho desenvolvido pelos 27 agentes contratados este ano acontece 24h desde o início e até o final da safra. Os trabalhos da fiscalização na atual safra (2025/2026) começaram na primeira semana de agosto e devem acontecer até fevereiro ou março de 2026, data prevista para o final da moagem. Das usinas paraibanas, apenas a São João e a Dpadua ainda não iniciaram a safra.
“A análise da matéria-prima usa a fórmula da ATR (Açúcar Total Recuperado) e nós acompanhamos todo o processo, desde a pesagem da cana do associado até a análise no laboratório da usina para que a remuneração paga pela cana seja fidedigna ao que está sendo entregue, até porque dizemos hoje que não vendemos mais a cana, mas o seu teor de sacarose”, explica o diretor do Departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira, setor responsável pela coordenação dos trabalhos em campo da fiscalização. Ele lembra que a Asplan também colhe amostras que são analisadas no laboratório própria da entidade, que funciona no prédio sede, localizado em João Pessoa.
O trabalho de fiscalização da matéria-prima acontece simultaneamente, nas oito indústrias paraibanas, em regime de 24h, em turnos de trabalho que variam de uma unidade para outra. Dos 27 agentes, 25 deles atuam nas usinas, um atua como coletor das amostras e outro faz as análises no laboratório próprio. Antes de atuarem nas usinas todos os agentes receberam treinamento. Os novatos participaram de uma capacitação na sede da Asplan e os fiscais veteranos apenas reviram os procedimentos dos trabalhos de fiscalização.
Na Paraíba, três indústrias fabricam álcool e açúcar (Miriri, Monte Alegre, Giasa e Tabu), uma fabrica açúcar (Agroval) e duas produzem só álcool (Japungu e Dpadua). A Paraíba detém a terceira maior produção de cana-de-açúcar do Nordeste, uma vez que produz mais que o Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Maranhão e Piauí. Em produção, a Paraíba só fica atrás de Alagoas e Pernambuco, que são tradicionalmente os maiores produtores da região. Atualmente, entre 50% e 60% da matéria-prima paraibana é oriunda de lavouras próprias ou arrendadas pelas indústrias, sendo o restante produzido pelos fornecedores de cana ligados a Asplan que contabilizam cerca de 1.400 associados, entre pequenos, médios e grandes produtores.
A Asplan mantém um laboratório próprio para verificação da anlaíse da matéra-prima dos associados
A fiscalização atua durante toda a safra em todas as unidades industriais da Paraíba
Os fiscais verificam todas as etapas de avaliação da matéria-prima dos associados nas usinas
Com a fiscalização os produtores de cana recebem o valor correto pela matéria-prima
A fiscalização também acompanha o processo de pesagem
A fiscalização atua 24h durante todo o período da safra
A análise da qualidade da matéria-prima também é fiscalizada pelos agentes

Plantão do final de semana registra mais de 220 atendimentos no Hospital de Coremas

O Hospital e Maternidade Estevam Marinho, unidade da rede estadual de saúde em Coremas, realizou, entre a sexta-feira (8) e o domingo (10), o total de 221 atendimentos, entre urgências e consultas no ambulatório médico. Foram 60 atendimentos na sexta-feira, 73 no sábado e 88 no domingo. Durante esse período, sete pacientes precisaram permanecer em observação na unidade após o atendimento ambulatorial ou de urgência. A maior demanda de procura pelo serviço foi de pacientes com queixas de dores, totalizando 51 casos.

Além das queixas de dor, o hospital atendeu durante o plantão do final de semana 26 pessoas com sintomas de síndrome gripal, 15 com cefaleia, outras 15 com diarreia, 11 com crise nervosa, 10 com amigdalite, sete com torção, cinco com dificuldade para urinar, quatro com tontura, entre outras ocorrências. Duas pessoas deram entrada na unidade após tentativa de suicídio por intoxicação exógena.

As internações ocorreram por diversos motivos, entre eles neoplasia de fígado, trauma, Acidente Vascular Encefálico (AVE), Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC), infecção testicular e GECA (infecção do trato intestinal).

 

Uma das consultas médicas no Hospital de Coremas neste final de semana
Um dos exames de Raios-X realizados neste final de semana no Hospital de Coremas
Laboratório Clínico do Hospital de Coremas
Hospital de Coremas atendeu 221 pessoas no plantão do final de semana
registrado em:

Hospital de Catolé do Rocha atende mais de 400 pessoas e realiza 19 cirurgias e cinco partos no final de semana

O Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, unidade da rede estadual, em Catolé do Rocha, atendeu 407 pessoas na urgência e ambulatórios médicos, no plantão do final de semana, entre a sexta-feira (8) e o domingo (10). Neste período, a unidade, que também atua como maternidade, realizou cinco partos e 19 cirurgias.

Foram 152 atendimentos na sexta-feira, outros 135 no sábado e mais 120 no domingo. Deste total, 42 pessoas precisaram ser internadas após consulta médica para observação e cuidados posteriores. No final de semana o hospital realizou ainda 414 exames laboratoriais, 80 Raios-X e 51 tomografias.

As cirurgias realizadas foram de laqueadura (procedimento cirúrgico voltado para fins contraceptivos), histerectomia (cirurgia para remover o útero), colecistectomia (remoção da vesícula biliar), hernioplastia (remoção de hérnia), punção em tórax, exerese de cisto (remoção de um cisto), e as ortopédicas de fixação externa de tíbia, amputação traumática, amputação de falange, fixação de osso do antebraço, reconstrução muscular e sutura de pele e fixação de ossos em perna.

A maior demanda de procura pelo serviço foi de pessoas com queixas de dores, com 56 registros, seguida de casos de infecção, com 34 atendimentos, e de administração de medicação própria, com 28 ocorrências.

O hospital atendeu, ainda, 12 casos de crise hipertensiva, 11 pacientes com diarreia, outros 11 com cefaleia, 10 casos de tosse, oito casos de crise de ansiedade, seis de amigdalite, cinco vítimas de sinistro de trânsito, sendo quatro por motos e uma por carro. Nas avaliações por especialidade, foram 18 avaliações ortopédicas, sete cirúrgicas, seis obstétricas, além de quatro avaliações de exames.

Referência para 10 municípios da 8ª Região de Saúde, o Hospital de Catolé tem nas consultas ambulatoriais e exames sua maior demanda, mas a unidade também integra o Programa Opera Paraíba e funciona como maternidade para casos de baixa e média complexidade.

 

Um dos atendimentos durante o plantão do final de semana no Hospital de Catolé
Hospital de Catolé teve 407 atendimentos médicos durante o plantão do final de semana