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Palestra na Asplan debate impactos da reforma tributária, Funrural, Salário Educação e crise do crédito rural

Associados da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) participaram, na última segunda-feira (11), na sede da entidade, em João Pessoa, de uma palestra ministrada pelo advogado Jeferson Rocha, que abordou os impactos da reforma tributária sobre o agronegócio, ações judiciais envolvendo o Funrural e o Salário Educação, além da crescente preocupação com o endividamento e o acesso ao crédito rural no país. Durante o encontro, o advogado fez um panorama detalhado das mudanças recentes na legislação tributária e alertou os produtores sobre o aumento da carga fiscal para o setor agropecuário, especialmente para médios produtores rurais.
Logo no início da palestra, Jeferson Rocha relembrou a atuação jurídica desenvolvida pela entidade desde 2008 e destacou a vitória definitiva da ação do Salário Educação, que garantiu trânsito em julgado favorável aos associados da Asplan. “Vencemos definitivamente a ação do Salário Educação e já estamos devolvendo recursos aos associados. Muitos produtores já têm precatórios expedidos e outros estão em fase de recebimento. É uma conquista importante construída ao longo de muitos anos de trabalho jurídico”, afirmou.
Segundo ele, os produtores devem permanecer atentos às mudanças impostas pela legislação recente, principalmente após a aprovação da Lei Complementar 224/2025, classificada pelo advogado como uma “minirreforma tributária” que acabou passando despercebida por grande parte do setor produtivo. Entre os principais pontos criticados pelo especialista está o aumento de 10% nas alíquotas do Funrural e do Seguro de Acidente do Trabalho (SAT), medida que entrou efetivamente em vigor em abril deste ano.
“Nós entendemos que o Funrural não pode ser tratado como benefício fiscal. Por isso, ingressamos com mandado de segurança coletivo questionando essa majoração. Conseguimos uma vitória importante em relação ao segurado especial, e a própria União reconheceu o pedido, suspendendo essa cobrança majorada para esse segmento em todo o Brasil”, explicou. O advogado ressaltou que a ação coletiva ajuizada pela Asplan segue em tramitação para discutir também o aumento das alíquotas para empregadores rurais e pessoas jurídicas.
Além da questão do Funrural, a palestra abordou os impactos provocados pela nova tributação sobre os insumos agrícolas. Segundo o especialista, a incidência cumulativa de PIS/Cofins sobre fertilizantes e outros produtos utilizados na produção rural deve elevar significativamente os custos no campo. “Hoje os insumos agrícolas estão sendo tributados em cascata. A cada etapa da comercialização há incidência de tributos, e isso acaba sendo repassado ao produtor. O resultado será aumento expressivo no custo de produção”, alertou.
Ao tratar da reforma tributária mais ampla, Jeferson Rocha chamou atenção para a complexidade do novo sistema tributário, que passará a exigir ainda mais acompanhamento técnico e jurídico dos produtores rurais. Segundo ele, produtores com faturamento superior a R$ 3,6 milhões passarão a ser contribuintes obrigatórios dos novos tributos IBS e CBS, previstos no novo modelo tributário brasileiro. “A reforma tributária não trouxe simplificação para o agro. Pelo contrário. O sistema ficou extremamente complexo. O produtor que não tiver acompanhamento especializado poderá enfrentar sérias dificuldades”, afirmou.
O advogado demonstrou preocupação especial com os médios produtores rurais, que, segundo ele, serão os mais impactados pelas mudanças. “O pequeno produtor terá tratamento diferenciado e o grande produtor normalmente consegue estruturar planejamento tributário. Mas o médio produtor corre sério risco de ser esmagado pelo aumento da carga tributária”, observou.
Durante a palestra, o especialista também fez críticas ao modelo de tributação aplicado ao agronegócio e defendeu a adoção de alíquota zero para produtos agrícolas. “O produtor rural não consegue repassar aumento de imposto para frente. Quem define o preço da commodity é o mercado. Nós absorvemos toda a carga tributária sem conseguir transferir isso para o consumidor”, ressaltou.
Outro tema amplamente discutido foi o cenário de endividamento rural e as dificuldades de acesso ao crédito. Segundo Jeferson Rocha, os produtores enfrentam atualmente juros elevados, redução na oferta de crédito e imposição de produtos financeiros considerados abusivos por instituições bancárias. “O crédito rural está cada vez mais caro e mais difícil. Muitas vezes o produtor é obrigado a aceitar seguros, consórcios e outros produtos financeiros para conseguir acesso ao financiamento”, afirmou.
O advogado também destacou que muitos contratos rurais apresentam cobranças consideradas ilegais, principalmente relacionadas a juros remuneratórios e juros de mora acima dos limites previstos na legislação. Apesar disso, segundo ele, muitos produtores evitam recorrer à Justiça por receio de sofrer restrições futuras no acesso ao crédito rural. “O produtor fica refém do sistema financeiro. Muitos têm medo de discutir judicialmente cláusulas abusivas e depois enfrentarem dificuldades para conseguir novos financiamentos”, explicou.
Ao comentar a situação nacional do agro, o especialista relatou que diversas regiões do país vivem um cenário crítico de endividamento, agravado por perdas climáticas e custos elevados de produção. “O que aconteceu no Rio Grande do Sul serve de alerta para todo o Brasil. O produtor rural está pressionado por juros altos, aumento de custos e baixa rentabilidade. Em muitos casos, infelizmente, a situação tem se tornado insustentável”, disse.
Na parte final da palestra, Jeferson Rocha voltou a falar sobre o Funrural e demonstrou otimismo em relação ao julgamento que tramita no Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, existe expectativa positiva em torno da possibilidade de recuperação de valores pagos indevidamente por produtores rurais em ações coletivas ainda ativas.
Também foram repassadas orientações sobre os precatórios relacionados à ação do Salário Educação. O advogado explicou que muitos produtores já estão recebendo propostas de compra antecipada dos créditos, mas recomendou cautela. “Os precatórios estão sendo pagos normalmente e, em muitos casos, aguardar pode ser mais vantajoso financeiramente para o produtor”, orientou.
Encerrando o encontro, o advogado reforçou a importância da mobilização institucional e da atuação coletiva das entidades representativas para enfrentar os desafios tributários e econômicos que atingem o agronegócio brasileiro. A palestra reuniu produtores, dirigentes e associados da Asplan interessados em compreender os efeitos das mudanças tributárias e jurídicas que impactam diretamente a atividade rural e a sustentabilidade econômica do setor, entre os quais o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, o vice-presidente, Pedro Campos Neto, o diretor técnico, Neto Siqueira e o diretor-tesoureiro, Oscar Gouvêa.

Presidente da Asplan, José Inácio, também esteve presente
Palestra aconteceu na última segunda-feira (11), na Asplan, em João Pessoa
Advogado Jeferson Rocha falou sobre os impactos dos tributos no setor produtivo

Nova resolução do CMN destrava crédito rural e traz mais segurança aos produtores

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) está orientando seus associados sobre as mudanças aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nas regras ambientais aplicadas à concessão de crédito rural. A nova regulamentação, oficializada por meio da Resolução CMN nº 5.303, publicada nesta terça-feira (12),  suspende temporariamente exigências que vinham dificultando o acesso de produtores rurais ao financiamento bancário, especialmente por conta de análises socioambientais realizadas com base em imagens de satélite.
A decisão altera dispositivos do Manual de Crédito Rural (MCR), relacionados à verificação de supressão de vegetação nativa em imóveis rurais. Na prática, os bancos deixam de realizar, neste momento, consultas automáticas baseadas nos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes/INPE), mecanismo que vinha gerando notificações e bloqueios em processos de financiamento rural.
Segundo o Engenheiro de Segurança do Trabalho da Asplan, Alfredo Nogueira, muitos associados estavam enfrentando dificuldades para aprovação de crédito devido a inconsistências nas análises ambientais realizadas por imagens de satélite, sobretudo após a ampliação do uso do sistema Prodes, implantado recentemente no processo de avaliação socioambiental das instituições financeiras. “Essa decisão traz mais equilíbrio e razoabilidade ao processo de concessão de crédito rural. O sistema vinha apresentando muitos apontamentos equivocados, gerando insegurança e travando financiamentos de produtores que, muitas vezes, estavam totalmente regulares”, destacou Alfredo, explicando que a suspensão da exigência representa um avanço importante para o setor produtivo.
“Foi uma decisão extremamente positiva porque evita prejuízos imediatos aos produtores e dá mais tempo para adequação dos procedimentos técnicos e ambientais. Isso beneficia diretamente os nossos associados e todo o setor produtivo paraibano”, destaca o presidente da Asplan, José Inácio de Morais Andrade, que também exaltou a importância da decisão do CMN principalmente no sentido institucional que garante mais segurança jurídica ao produtor rural. “Essa medida corrige uma distorção que estava penalizando produtores sérios e comprometidos com a legislação ambiental. Muitos associados estavam encontrando enormes dificuldades para acessar crédito por conta de análises automatizadas que nem sempre refletiam a realidade das propriedades”, argumenta.
Ainda segundo o dirigente canavieiro, o crédito rural é essencial para manter a produção, gerar emprego e fortalecer a economia do campo e essa nova resolução traz mais previsibilidade e tranquilidade para os produtores, principalmente, num momento em que todos estão precisando recorrer aos créditos bancários para continuar na atividade depois de uma safra com muitos desafios e preços defasados. Com a nova resolução, o Conselho Monetário Nacional estabeleceu um cronograma escalonado para aplicação das exigências ambientais. As verificações passam a valer apenas a partir de janeiro de 2027 para imóveis rurais acima de 15 módulos fiscais; julho de 2027 para imóveis entre 4 e 15 módulos fiscais e janeiro de 2028 para imóveis de até 4 módulos fiscais. A norma também amplia os documentos aceitos para comprovação de regularidade ambiental, incluindo Termo de Compromisso Ambiental e outros atos equivalentes à autorização de supressão vegetal.
Alfredo Nogueira, da Asplan, explica que a suspensão da exigência representa um avanço importante para o setor produtivo.
José Inácio, presidente da Asplan, destaca importância da norma para os associados num momento de crise como agora

Comunicação paraibana perde Thereza Madalena e a News uma parceira histórica e muito querida

A comunicação paraibana está de luto e a equipe da News Comunicação muito triste. Faleceu nesta terça-feira (12), em João Pessoa, a apresentadora de TV Thereza Madalena, um dos nomes mais admirados e respeitados da televisão no estado. Thereza enfrentava um câncer de intestino e morreu em decorrência de complicações da doença num hospital da capital onde estava internada há alguns dias. Durante mais de duas décadas, a apresentadora manteve uma parceria profissional e afetiva com a News Comunicação, empresa responsável pela assessoria de imprensa, divulgação e produção das campanhas publicitárias e peças de comunicação dos eventos idealizados por ela.
Dona de uma trajetória marcada pelo talento, elegância, carisma e profissionalismo, Thereza Madalena construiu uma carreira sólida na comunicação paraibana, tornando-se referência para gerações de telespectadores e profissionais da área. Sua presença diante das câmeras sempre foi sinônimo de credibilidade, sensibilidade e forte conexão com o público. Atualmente, Thereza tinha um programa na TV Master, mas já havia atuado em outras emissoras paraibanas.
Além da atuação na televisão, Thereza também se destacou como promotora de eventos tradicionais que marcaram época na sociedade paraibana, entre eles a consagrada Nuit de Noël e o Arraiá da Tetê, festas que reuniam charme, cultura, solidariedade e grande repercussão social.
Ao longo desses mais de 20 anos de convivência, a relação profissional de Thereza com a News transformou-se em uma amizade construída com respeito, admiração e carinho mútuos. Diretora da News Comunicação, a jornalista Eliane Sobral lamentou profundamente a morte da apresentadora e relembrou a trajetória compartilhada ao lado de Thereza. “Hoje nos despedimos não apenas de uma grande comunicadora, mas de uma amiga muito querida. Foram mais de 20 anos caminhando juntas, construindo projetos, campanhas e momentos inesquecíveis. Thereza tinha uma capacidade única de acolher as pessoas, de transformar trabalho em afeto e parceria em amizade verdadeira. Sua ausência deixa um vazio enorme, mas também muitas lembranças bonitas que levaremos para sempre”, afirmou Eliane.
Segundo ela, Thereza Madalena deixa um legado que ultrapassa a televisão e os eventos sociais. “Ela era luz, elegância, sensibilidade e profissionalismo. Uma mulher que marcou a comunicação paraibana e que será eternamente lembrada pelo carinho com que tratava todos ao seu redor”, acrescentou.
A morte de Thereza provocou grande comoção entre amigos, jornalistas, artistas, empresários e admiradores, que utilizaram as redes sociais para prestar homenagens e destacar a importância de sua contribuição para a cultura e a comunicação da Paraíba. Com sua partida, a Paraíba perde uma das personalidades mais emblemáticas da televisão local, mas sua história permanece viva na memória afetiva de quem acompanhou sua trajetória e teve o privilégio de conviver com sua generosidade,  talento, elegância e profissionalismo.

Thereza Madalena e a jornalista Eliane Sobral, da News Comunicação, tinham uma parceria de mais de 20 anos
A apresentadora de TV, Thereza Madalena numa das edições do seu Arraiá da Tetê
Thereza Madalena marcou época na televisão paraibana

Crise econômica, reforma tributária e mecanismos de proteção ao produtor rural são temas de palestra do advogado Tárcio Handel na Asplan

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) promoveu, nesta segunda-feira (11), em sua sede, em João Pessoa, uma palestra com o advogado Tárcio Handel, que discutiu os impactos da reforma tributária, o crescimento do endividamento no agronegócio, a crise econômica brasileira e os instrumentos jurídicos de proteção ao produtor rural. O encontro reuniu associados, produtores rurais e representantes do setor canavieiro para um amplo debate sobre o atual cenário econômico do país e os reflexos diretos sobre o agronegócio. Durante mais de uma hora de explanação, o advogado fez uma análise crítica da estrutura econômica brasileira, do funcionamento do sistema financeiro e do avanço da carga tributária sobre o setor produtivo.
Logo no início da palestra, Tárcio Handel afirmou que o Brasil construiu, ao longo das últimas décadas, um modelo estatal excessivamente oneroso, marcado pelo aumento contínuo dos gastos públicos e pela dependência da arrecadação tributária. “O Brasil criou um Estado extremamente caro. Nós saímos de um custo estatal que girava em torno de 18% ou 19% do PIB para praticamente 40%. Criamos uma Constituição que promete tudo, mas não consegue entregar na mesma proporção. O brasileiro passou a acreditar que o Estado resolve todos os problemas, mas quem paga essa conta é o setor produtivo”, afirmou.
Segundo o advogado, o desequilíbrio fiscal do país é um dos principais responsáveis pela manutenção das elevadas taxas de juros e pelo alto custo do crédito no Brasil. Ele destacou que o governo federal precisa constantemente captar recursos no mercado para financiar a máquina pública, tornando a taxa Selic elevada um mecanismo permanente de atração de investidores. “Hoje o Brasil paga mais de R$ 1,3 trilhão por ano apenas com o serviço da dívida pública. É um sistema que beneficia quem vive da especulação financeira e penaliza quem produz. Enquanto isso, o empresário e o produtor rural trabalham sob uma carga tributária e financeira extremamente pesada”, criticou.
Ao abordar a reforma tributária, o advogado afirmou que as mudanças aprovadas recentemente no Congresso Nacional representam aumento de arrecadação e maior pressão sobre o agronegócio brasileiro. Segundo ele, embora o discurso oficial seja de simplificação tributária, a tendência prática será de ampliação da carga fiscal para diversos segmentos produtivos. “A reforma tributária não foi construída para simplificar. Ela foi construída para aumentar arrecadação. A própria Receita Federal trabalha com expectativa de crescimento expressivo da receita tributária após a implementação do novo modelo”, declarou.
Durante a explanação, o advogado ressaltou que o agronegócio passou a ser um dos principais focos do novo sistema tributário em razão da relevância econômica do setor para o país. “O agro representa quase 30% do PIB nacional e entrou definitivamente no radar arrecadatório. O problema é que o produtor rural não consegue repassar custos como a indústria faz. O preço da commodity é definido pelo mercado”, observou.
Ele também criticou o chamado “populismo fiscal”, que, segundo ele, impulsiona gastos públicos sem planejamento e gera inflação, aumento de juros e perda de competitividade econômica. “O governo imprime dinheiro, aumenta despesas, cria benefícios momentâneos e depois o custo disso aparece na inflação, nos juros altos e no aumento do endividamento. Quem paga essa conta é sempre quem produz”, afirmou.
Ao analisar o cenário do agronegócio, Tárcio Handel fez um retrospecto da crise econômica iniciada em 2014, passando pela pandemia da Covid-19, pela guerra entre Rússia e Ucrânia e pela alta internacional dos insumos agrícolas. Segundo ele, esses fatores provocaram uma combinação de aumento de custos, redução de margens e crescimento da inadimplência no campo. “A inadimplência rural virou um problema sistêmico no Brasil. O produtor não deixa de pagar porque quer. Muitas vezes ele enfrenta quebra de safra, queda de preço, aumento de custo, juros altos e dificuldade de acesso ao crédito”, destacou.
O advogado explicou que muitos produtores acabam entrando em um ciclo perigoso de renegociação de dívidas e operações financeiras consideradas inadequadas.
“Muitas vezes o banco não aplica corretamente o Manual de Crédito Rural. Em vez de promover um alongamento adequado da dívida, acaba empurrando o produtor para operações chamadas de ‘mata-mata’, quando um financiamento é feito para quitar outro, aumentando ainda mais o endividamento”, afirmou.
Durante a palestra, ele ressaltou que o alongamento da dívida rural não deve ser visto como benefício concedido pelas instituições financeiras, mas como um direito previsto na legislação brasileira. “O crédito rural é uma política pública de desenvolvimento nacional. Existe um sistema legal de proteção porque a atividade rural é uma indústria a céu aberto, sujeita a fatores climáticos, econômicos e de mercado”, explicou. Segundo ele, o Manual de Crédito Rural estabelece mecanismos de renegociação justamente para preservar a capacidade produtiva do agricultor e garantir a continuidade da produção.
“O produtor precisa de condições para continuar produzindo. O sistema foi criado para preservar a atividade econômica e não para sufocar quem produz”, acrescentou. Outro ponto abordado foi o crescimento dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro. O advogado afirmou que esse mecanismo vem sendo utilizado por produtores e empresas rurais como alternativa para reorganização financeira e preservação patrimonial. “A recuperação judicial não existe para premiar inadimplência. Ela existe para preservar a atividade econômica, manter empregos, garantir produção e permitir reorganização financeira”, disse.
Durante a palestra, Tárcio Handel apresentou exemplos de produtores que enfrentaram dificuldades financeiras após sucessivas frustrações de safra, elevação de custos e pressão bancária. Ele também relatou casos em que instituições financeiras deixaram de aplicar corretamente mecanismos previstos no Manual de Crédito Rural. “O produtor rural brasileiro é uma das últimas reservas morais do país. Ele sente vergonha de dever. Mas, muitas vezes enfrenta um sistema extremamente agressivo, que cobra como país de primeiro mundo e protege como país de quarto mundo”, declarou.
O especialista ainda criticou o excesso de burocracia e a elevada carga tributária incidente sobre o setor produtivo nacional. “Quando uma empresa paga R$ 10 mil em folha, menos da metade chega efetivamente ao trabalhador depois dos impostos. O Estado brasileiro se tornou extremamente pesado para quem produz”, afirmou.
Ao final da palestra, o advogado reforçou a necessidade de maior mobilização institucional do setor produtivo e destacou o papel das entidades representativas na defesa dos produtores rurais. Segundo ele, o agronegócio brasileiro precisará ampliar sua articulação política e jurídica diante das mudanças econômicas e tributárias em curso no país.
O encontro promovido pela Asplan integrou a agenda de debates técnicos da entidade e proporcionou aos associados esclarecimentos sobre temas econômicos, financeiros e jurídicos que impactam diretamente o setor agropecuário paraibano e nacional.
Palestra aconteceu nesta segunda-feira (12), na Asplan, em João Pessoa
Advogado Tárcio Handel discorreu sobre várias questões que impactam no setor produtivo

Funcionários da Asplan homenageiam José Inácio de Morais em celebração pelo seu aniversário nesta segunda-feira

A segunda-feira (11) foi marcada por emoção e reconhecimento na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). Funcionários da entidade prepararam uma homenagem especial para celebrar o aniversário do presidente, José Inácio de Morais, em um momento que reuniu colaboradores, associados, familiares e amigos. O dirigente canavieiro completou 68 anos.
A surpresa começou com a exibição de um vídeo que resgatou passagens da trajetória pessoal e profissional de José Inácio, destacando sua história de vida, sua ligação com o setor produtivo e sua atuação à frente da entidade. Em seguida, os colaboradores entregaram ao homenageado uma caixa de lembranças, reunindo mensagens de carinho e reconhecimento.
A comemoração teve ainda um coquetel, a presença da esposa do aniversariante, Ana, além de filhos e netos, que prestigiaram a homenagem e compartilharam a emoção da celebração em família.
Visivelmente emocionado, José Inácio de Morais agradeceu a surpresa preparada pelos funcionários e destacou a gratidão pela vida. “Recebo essa homenagem com muita emoção e gratidão. Agradeço a Deus pelo dom da vida, pela saúde e por me permitir seguir trabalhando ao lado de pessoas tão especiais. Esse carinho tem um significado muito grande para mim”, afirmou.
Falando em nome dos colaboradores, a gerente administrativa, Kiony Vieira ressaltou o reconhecimento dos funcionários pela postura humana e pela dedicação do presidente ao longo dos anos. “Hoje queremos agradecer não apenas pelo trabalho e pela dedicação à Asplan, mas, principalmente, pela forma generosa como o senhor ajuda tantas pessoas, muitas vezes de maneira silenciosa e anônima. Seu exemplo de compromisso, sensibilidade e cuidado com o próximo inspira todos nós”, destacou.
A homenagem transformou a sede da Asplan em um espaço de afeto e gratidão, celebrando não apenas o aniversário de José Inácio de Morais, mas também a trajetória de um líder respeitado e querido, cuja atuação tem deixado marcas no setor canavieiro e na vida de muitas pessoas. O atual presidente da Asplan ocupa o cargo por vários mandatos, sempre eleito por aclamação, mas, já avisou que esse que se encerra em outubro será o último. “Já dei minha contribuição como presidente, em vários mandatos, não vou me afastar da Asplan, aqui também é minha casa, mas vou passar o ‘bastão’ em outubro”, finalizou.
José Inácio, presidente da Asplan, agradeceu as homenagens
José Inácio e o diretor tesoureiro da Asplan, Oscar Gouvêa
José Inácio e funcionários da Asplan
José Inácio e familiares
José Inácio e associados
José Inácio e a filha
José Inácio e a esposa Ana
José Inacio cumprimenta Kiony Vieira, gerente administrativa, que falou em nome dos funcionários e associados
José Inácio com o irmão Domingos Savio
José Inácio com esposa, filhos e netos
Homenagem aconteceu na sede da Asplan, nesta segunda-feira (11)
Domingos Sávio, José Inácio e Inacio Filho

Hospital Regional de Patos realiza 292 atendimentos e 39 cirurgias no fim de semana

O plantão do fim de semana no Hospital Deputado Janduhy Carneiro, em Patos, registrou intensa movimentação entre a sexta-feira (8) e o domingo (10), com um total de 292 atendimentos realizados na urgência da unidade que integra a rede estadual de saúde. De acordo com o balanço assistencial, foram 99 atendimentos na sexta-feira, 92 no sábado e 101 no domingo, dia de maior procura pelos serviços hospitalares.

No mesmo período, a equipe do hospital também realizou 39 cirurgias, sendo 25 eletivas e 14 de urgência. Entre os procedimentos, foram contabilizados 23 cirurgias oncológicas, oito gerais, cinco ortopédicas, duas vasculares e uma bucomaxilo. A assistência prestada pela unidade incluiu ainda o atendimento a 16 vítimas de sinistros de trânsito. Desse total, 14 estavam envolvidas em acidentes com motocicletas, uma em acidente automobilístico e outra em ocorrência com bicicleta.

Após avaliação médica, 58 pacientes precisaram ser internados para continuidade do tratamento e acompanhamento clínico. Entre as principais causas de procura pela urgência, as quedas lideraram as ocorrências, com 47 registros. Em seguida, aparecem 38 atendimentos motivados por queixas de dor. O levantamento aponta ainda 14 casos de infarto agudo do miocárdio (IAM), 10 pessoas mordidas por animais, quatro com acidente vascular cerebral (AVC), outras quatro de crise nervosa, uma com crise convulsiva e uma com hemorragia, além de outras demandas clínicas e traumáticas.

 

Urgência do Hospital de Patos no fim de semana
Urgência atendeu 292 pessoas entre a sexta-feira (8) e o domingo (10)
Uma das consultas ambulatoriais no Hospital de Patos neste fim de semana
Uma das 39 cirurgias realizadas no Hospital de Patos neste fim de semana
Hospital de Patos realizou 39 cirurgias no fim de semana
Hospital de Patos realizou 39 cirurgias neste fim de semana, sendo 25 delas eletivas e 14 de urgência
Hospital de Patos atendeu 292 pessoas na urgência no fim de semana
Fim de semana no Hospital de Patos registrou procura de 292 pessoas nos serviços de urgência e emergência
Das 39 cirurgias deste fim de semana no Hospital de Patos, 23 foram oncológicas
58 pessoas precisaram ser internadas no Hospital de Patios neste fim de semana

Hospital e Maternidade Estevam Marinho registra mais de 230 atendimentos no fim de semana em Coremas

O Hospital e Maternidade Estevam Marinho, em Coremas, realizou 231 atendimentos entre os setores de urgência e ambulatório médico durante o fim de semana, compreendido entre a sexta-feira (8) e o domingo (10). De acordo com o balanço da unidade – pertencente à rede estadual de saúde –, foram contabilizados 82 atendimentos na sexta-feira, 85 no sábado, dia de maior movimento, e mais 64 no domingo.

Após avaliação médica, 14 pacientes precisaram ser internados para continuidade da assistência hospitalar. As internações ocorreram em razão de quadros de colelitíase, dor lombar, síndrome respiratória aguda, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), infecção do trato urinário (ITU), gastroenterocolite aguda (Geca), bronquiolite, amigdalite aguda e dor.

Entre as principais causas de procura pelos serviços da unidade, as queixas de dor lideraram o levantamento, com 44 registros. Em seguida, aparecem os sintomas de síndrome gripal, com 30 atendimentos, e os casos de diarreia, com 13 ocorrências. O balanço aponta ainda oito atendimentos por febre, sete por crise de ansiedade, sete por cefaleia, seis por dificuldade para urinar, quatro por ferimentos causados por objetos perfurocortantes e três por pneumonia, além de outras demandas clínicas registradas ao longo do fim de semana. No período, o hospital também prestou assistência a uma vítima de sinistro de trânsito envolvendo motocicleta.

 

Um dos atendimentos médicos no Hospital de Coremas neste fim de semana
Hospítal de Coremas registrou 14 internações neste fim de semana
Hospital de Coremas atendeu 231 pessoas no fim de semana
231 pessoas procuraram os serviços do Hospital de Coremas neste fim de semana

Hospital de Catolé realiza 431 atendimentos, 12 cirurgias e sete partos no fim de semana

O Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, unidade da rede estadual de saúde, em Catolé do Rocha, registrou 431 atendimentos entre os serviços de urgência e ambulatório médico durante o fim de semana compreendido entre a sexta-feira (8) e o domingo (10). De acordo com o balanço da unidade, foram realizados 163 atendimentos na sexta-feira, 155 no sábado e 113 no domingo, com intensa movimentação ao longo dos três dias.

No mesmo período, o hospital realizou 12 cirurgias e sete partos. Entre os procedimentos cirúrgicos, constam perineoplastia, apendicectomia e cirurgias ortopédicas para correção de fraturas de fêmur e rádio. Entre as principais causas de procura pelos serviços da urgência, as queixas de dores lideraram o número de atendimentos, com 48 registros. Em seguida, aparecem 25 atendimentos para aplicação de medicação própria, 22 casos de infecção, 19 pacientes com sintomas de síndrome gripal, 18 casos de diarreia, 16 de cefaleia e 11 de crise hipertensiva.

O levantamento aponta ainda o atendimento a 11 vítimas de sinistros de trânsito envolvendo motocicletas e a 10 pessoas com crise de ansiedade, além de outras ocorrências clínicas e traumáticas. No ambulatório, além das consultas médicas de rotina, foram realizadas 20 avaliações ortopédicas, 16 avaliações cardíacas, cinco obstétricas e quatro avaliações de exames.

Já no setor de apoio diagnóstico, o hospital contabilizou 101 exames de raio-X, 64 tomografias e 27 ultrassonografias, reforçando a estrutura de suporte à assistência prestada pela unidade.

Diretoria da Asplan recebe Nabor Wanderley que reafirma compromisso com pautas do setor produtivo

O ex-prefeito de Patos e pré-candidato ao Senado Federal, Nabor Wanderley, visitou a sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa, nesta segunda-feira (11). Ele se reuniu com integrantes da diretoria da entidade e prometeu apoio às demandas do setor produtivo paraibano, caso eleito.
O encontro contou com a presença do presidente da Asplan, José Inácio de Morais, do vice-presidente, Pedro Campos Neto, e do diretor técnico, Neto Siqueira. Durante a visita, Nabor Wanderley reiterou seu compromisso em apoiar os pleitos do setor produtivo paraibano e nacional e destacou a importância do agronegócio para a economia do Brasil. Na ocasião, ele também pediu apoio no fortalecimento de seu nome como candidato ao Senado nas próximas eleições.
Pai do atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, Nabor ressaltou a necessidade de ampliar a representatividade do setor produtivo nos espaços de decisão em Brasília e se colocou à disposição nesta defesa. O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, reforçou que a entidade mantém uma postura apartidária, mas adiantou que apoia lideranças comprometidas com as pautas do agro e com a defesa dos interesses dos produtores paraibanos. “A Asplan é uma entidade apolítica, que sempre preservou sua independência institucional. No entanto, temos o compromisso de dialogar e apoiar nomes que estejam dispostos a defender as pautas do setor produtivo e do agronegócio em Brasília, especialmente em temas ligados à segurança jurídica, crédito, infraestrutura e fortalecimento da produção”, afirmou.
Ainda segundo José Inácio de Morais, o diálogo permanente com representantes políticos é fundamental para garantir avanços para o setor canavieiro e para a agropecuária paraibana. A visita reforçou a aproximação entre representantes políticos e entidades do setor produtivo, em um momento em que temas ligados ao agronegócio ganham cada vez mais relevância no cenário econômico e legislativo nacional. “São os políticos em Brasília que definem nossa vida, então é salutar que a gente apoie quem defende as nossas bandeiras”, reiterou José Inácio.
Diretoria da Asplan recepcionou o pré-candidato ao senado, Nabor Wanderley
Nabor Wanderley e diretoria da Asplan
Nabor Wanderley esteve nesta segunda-feira (11), na Asplan, em João Pessoa
Nabor Wanderley, com o presidente da Asplan, José Inácio
Presidente da Asplan e diretoria da entidade recebeu o pré-candidato ao Senado, Nabor Wanderley
Presidente da Asplan, José Inácio e o pré-candidato ao senado, Nabor Wanderley
Presidente da Asplan, Lembrou que entidade é apartidária, mas apoia quem defende o agro e suas bandeiras
Presidente e diretores da Asplan com Nabor Wanderley
Reunião de Nabor com diretoria da Asplan aconteceu nesta segunmda-feira (11)

Setor canavieiro do Nordeste reforça pleito por subvenção em reunião com Hugo Motta, em João Pessoa

Uma reunião realizada nesta sexta-feira (8), em João Pessoa, reforçou uma das pautas mais urgentes para o setor canavieiro do Nordeste: a autorização o pagamento da subvenção aos fornecedores de cana. E a boa notícia é que o pleito deve ser incluído no projeto de lei dos combustíveis que o governo federal deve encaminhar ao Congresso Nacional e que deverá ser votado ainda em maio.
O encontro reuniu representantes do segmento com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que sinalizou apoio ao pleito e informou que vai trabalhar para que a proposta seja incorporada ao texto do projeto. O parlamentar também adiantou a intenção de colocar a matéria em votação até o fim deste mês. “Conheço a necessidade do setor e reconheço a importância desta ajuda”, disse Motta, prometendo empenho em aprová-la.
A sinalização foi recebida com expectativa pelo setor, que atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A subvenção é considerada estratégica para garantir fôlego financeiro aos fornecedores de cana, especialmente diante dos últimos desafios enfrentados pela atividade em função do tarifaço dos EUA, da baixa remuneração e dos altos custos de produção.
Participaram da reunião o presidente da Asplan, José Inácio; o presidente da AFCP, Alexandre Lima; e o presidente da Unida e vice-presidente da Asplan, Pedro Campos Neto. Para José Inácio, o apoio de Hugo Motta representa um passo importante para o fortalecimento da mobilização em defesa dos produtores. “Recebemos com muita satisfação o posicionamento do deputado Hugo Motta. Ele demonstrou sensibilidade com a realidade enfrentada pelos fornecedores de cana do Nordeste e assumiu um compromisso importante com o setor. Esse apoio é fundamental para que possamos avançar em uma pauta que hoje é vital para a sobrevivência de milhares de produtores, principalmente os pequenos e médios que são a maioria dos produtores de cana do Nordeste”, afirmou o presidente da Asplan.
A articulação reforça a união das entidades representativas do setor em torno de uma medida considerada essencial para amenizar os impactos da crise e preservar a atividade canavieira, que tem papel relevante na geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico em toda a região Nordeste.
Presidente da Câmara, Hugo Motta com o presidente da Unida, Pedro Campos Neto, da Asplan, José Inácio e da AFCP, Alexandre Lima