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Asplan convida associados para participar de ação que fará a logística reversa de embalagens de agrotóxicos em Itapororoca

No próximo dia 12 de março, durante todo o dia, os produtores rurais de cidades próximas a Itapororoca, terão à disposição um posto de coleta para entregar embalagens vazias de agrotóxicos. A ação, denominada Recolhimento Itinerante, é uma iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Prefeitura de Itapororoca, em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), a Associação dos Revendedores de Produtos Agropecuários do Nordeste (ARPAN), a Associação dos Engenheiros Agrônomos (AEA-PB), Federação Nacional das Associações de Centrais e Afins (FENACE), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (CREA) e a Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (SEDAP).

O objetivo da ação, explica o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, é facilitar o recolhimento dos recipientes, em atendimento ao que determina à Lei federal nº 9.974 de junho de 2000, que dispõe sobre a logística reversa de embalagens de agrotóxicos. O posto de Itapororoca funcionará no campo de futebol, localizado na saída da cidade sentido Araçagi, na PB 057. Os produtores que quiserem aproveitar a oportunidade de realizar o descarte correto das embalagens no local terão das 8 às 16h.

O coordenador do Departamento Técnico da Asplan, o engenheiro agrônomo Luís Augusto, lembra da importância da parceria para a destinação correta das embalagens. “O descarte correto das embalagens é obrigatório e a disposição de um posto de coleta facilita esse descarte”, diz Luis, lembrando que tudo o que for arrecadado será destinado a uma unidade de recolhimento da ARPAN.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, destaca que a Associação bem como os fornecedores estão comprometidos não só em cumprir a Lei, mas em preservar o meio ambiente. “Todos sabem que é preciso fazer a tríplice lavagem do recipiente e entregá-lo no posto montado durante a ação. Não podemos queimar, enterrar, jogar em lixo comum. Isso é contra a lei e contamina o meio ambiente e prejudica a saúde das pessoas”, disse José Inácio.

Ao entregar as embalagens de agrotóxicos com segurança a uma unidade de recebimento, que se encarregará de dar a destinação adequada do recipiente, como essa que será disponibilizada em Itapororoca, o produtor receberá um recibo que deve ser guardado e apresentado em uma possível fiscalização. “A lei só permite que o produtor guarde recipientes vazios de agrotóxicos até um ano. Depois disso, é preciso que ele faça a logística reversa”, reforça Luis, convidando os produtores, especialmente, os canavieiros a prestigiar a ação.

O descarte de embalagens de agrotóxicos precisa obedecer as regras vigentes
O descarte de embalagens de agrotóxicos precisa obedecer as regras vigentes

Deputado Jeová compara dados de mortes no Brasil e Cuba e afirma que país deveria investir mais na produção da vacina contra a Covid

Com 46.197 registros de pessoas contaminadas pela Covid-19, das quais 40.979 se recuperaram e com um número de óbitos pequeno (304), Cuba prepara-se para ofertar aos seus 11,34 milhões de habitantes a vacina ‘Soberana 2’, produzida pelo Instituto Finlay de Vacinas de Havana. Para o deputado estadual paraibano Jeová Campos, o Brasil poderia se inspirar no exemplo de Cuba, investir em pesquisas e estimular a fabricação de vacinas contra a doença. “Cuba, mais uma vez, dá exemplo para o mundo, enfrentando essa pandemia estimulando seus cientistas a produzirem vacinas e já fala em imunizar em massa a população. Isso é o que deveria estar sendo feito aqui em nosso país”, afirma o parlamentar.

O deputado lembra que fazendo uma comparação com os dados do Brasil, proporcionalmente, em relação ao número de pessoas, há claramente uma discrepância no número de mortes. “Enquanto Cuba só registrou 304 óbitos, nós já estamos na casa dos 250 mil mortos e o número de óbitos não para de crescer. Essa segunda onda do Covid, ainda mais forte que a primeira, é não apenas uma constatação que a população não colaborou como deveria com as medidas restritivas, mas, sobretudo, que o governo Bolsonaro negligenciou e muito nesta pandemia”, afirma Jeová.

Os estudos clínicos da vacina ‘Soberana 2’ entram na fase 3 de testes clínicos agora em março e, segundo divulgação na Imprensa, o imunizante deve ser usado em caráter emergencial logo em seguida. “Enquanto assistimos perplexos o Governo Bolsonaro sequer ter um plano nacional de vacinação e ainda se recusar a comprar a vacina russa Sputnik V, Cuba nos dá uma lição de cidadania e respeito não só aos seus habitantes, inclusive, estendendo esse benefício aos turistas que visitarem a ilha este ano e ofertando as vacinas até para outros países, a exemplo de Vietnã, Irá, Venezuela e Índia”, destaca Jeová.

Jeová parabeniza o Hospital Napoleão Laureano pelos seus 59 anos de atuação

“As pessoas que são assistidas pelo SUS, as pessoas mais humildes e as que não têm nenhum recurso são atendidas pelo Hospital Napoleão Laureano, uma casa de saúde que presta relevantes serviços aos paraibanos e hoje, quando ela completa 59 anos de atuação, faço um Voto de Aplauso para registrar e reforçar a importância do Laureano no atendimento aos doentes de câncer. Eu próprio sou testemunha da eficiência e competência do tratamento que oferta o Laureano, pois quando precisei me tratar encontrei lá tudo o que eu precisava, sendo muito bem acolhido como são todas as pessoas que precisam de tratamento oncológico na Paraíba!”, disse hoje (23), o deputado estadual Jeová Campos

O Voto de Aplauso proposto por Jeová não constava na Ordem do Dia da sessão remota desta terça-feira, mas foi incluído a pedido pelo parlamentar e acatado pelo presidente da ALPB, Adriano Galdino. “Eu conheço de dentro o Laureano, não falo apenas de teoria. Fui paciente daquela Casa e criei vínculos com ela para o resto de minha vida, aliás, a causa do câncer ela me movimenta e o fará por toda a minha vida”, refrçou Jeová, adiantando que está tentando marcar uma audiência com o presidente da Fundação Napoleão Laureano, Dr. Carneiro Arnaud, com o governador João Azevedo.

Segunda dose da vacina Coronavac já está sendo aplicada nos profissionais do Complexo Hospitalar de Patos

Assim que recebeu da Secretaria de Saúde do Estado o lote com a segunda dose da vacina Coronavac, a direção do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) iniciou a segunda etapa de imunização dos profissionais da unidade. Desde a última terça-feira (16), portanto, que começou a imunização dos colaboradores da unidade, que é referência para casos de coronavírus no sertão paraibano. A vacinação deve ser encerrada nesta sexta-feira (19), quando todos os 812 trabalhadores da instituição estiverem imunizados. A primeira dose da vacina foi aplicada em janeiro e a segunda dose está sendo dada agora, após um intervalo de 28 dias a contar da data de imunização do primeiro esquema com a Coronavac.

“A vacina nos dá mais tranqüilidade no dia a dia, principalmente, para os nossos profissionais que atuam na linha de frente do Covid. Completar o esquema vacinal é para nós uma alegria imensa, um alívio muito grande, pois a vacina é a única forma de imunização contra essa doença que tem matado tanta gente e deixado tantas famílias enlutadas em todo o mundo”, afirma o diretor geral do Complexo de Patos, Francisco Guedes. Ele aproveita para reiterar a importância da população manter os cuidados preventivos, principalmente, agora quando se percebe um aumento do número de casos de contaminação. “A cobertura vacinal da população ainda é pequena, portanto, precisamos manter os cuidados e medidas de higienização e proteção para ajudar a não disseminar o vírus”, afirma ele.

Francisco lembra ainda que o esquema de vacinação desta segunda dose no Complexo obedece o mesmo cronograma da primeira etapa, ou seja, por setores para que não haja aglomeração. “Todos os profissionais do Complexo receberão a primeira e segunda dose da vacina Coronavac, portanto, não há motivos para todos irem ao mesmo tempo se imunizar. Começamos o processo pelos profissionais que atuam na linha de frente do Covid e depois ampliamos para os demais setores com um posto de vacinação fixo e outro volante na área de isolamento”, disse Francisco, lembrando que nesta quinta-feira (18), o setor de isolamento Covid tem 70% de ocupação na UTI e 80% nas Enfermarias Clínicas.

Jeová solicita ao presidente do TJPB para que encaminhe novo projeto para a ALPB para corrigir uma injustiça com os Oficiais de Justiça

O deputado estadual Jeová Campos fez um pronunciamento durante sessão remota da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (18), fazendo um apelo ao presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, o desembargador Saulo Henriques de Sá e Benevides, para que ele envie a ALPB um novo projeto que reduza os prejuízos causados aos Oficiais de Justiça. “Não existe efetivação da Justiça que não passe pelas mãos dos Oficiais de Justiça e esse projeto enviado pelo TJPB é uma verdadeira injustiça, aliás uma dupla injustiça, com esses profissionais”, disse o parlamentar.

Jeová se referia a um projeto enviado à ALPB pelo TJPB que extingue a gratificação do auxílio transporte (R$ 1.150,00) e ao mesmo tempo reduz o valor da diligência que, atualmente, é R$ 53,83, mas, que com o projeto seria reduzido para apenas R$ 18,00. “Os Oficiais fazem as diligências em seus próprios veículos, não têm carros oficiais, e isso não é justo com esse segmento fundamental para a sociedade, que trabalha na rua, levando mandatos para prender, para soltar, etc”, disse o deputado, lembrando que o combustível só aumenta e, contraditoriamente, o TJPB ao invés de reajustar o valor, está propondo baixar. “Suplico ao presidente do TJPB que reveja essa proposta que é injusta com tão importante categoria para a sociedade”, reiterou o parlamentar.

Deputado Jeová Campos também sai em defesa do Hospital Laureano

Depois do médico cirurgião Joni Marcos de Oliveira, ex-diretor clinico do Hospital Napoleão Laureano, publicar uma opinião sobre a importância de preservação deste patrimônio dos paraibanos, que cuida da saúde da população na área da oncologia, agora é a vez do deputado estadual Jeová Campos sair em defesa da manutenção dos serviços desta casa de saúde. “O Laureano tem um papel fundamental de acolhimento e tratamento para os doentes de câncer e o faz com maestria, apesar de todas as dificuldades que enfrenta e a Fundação Laureano é um importante aliado da instituição na manutenção destes serviços, pois é através dela que as doações chegam e tornam possível o pleno funcionamento do hospital”, disse Jeová que fala com conhecimento de causa, pois já utilizou serviços do Laureano quando foi diagnosticado com um câncer na laringe e conseguiu superar a doença.

Em seu artigo, o médico Joni Marcos lembra que a Fundação tem uma importância vital para o andamento e funcionamento da instituição devido a excelente relação que seu presidente Dr. Carneiro Arnaud com os deputados e senadores em Brasília que sempre dirigem suas emendas para manutenção e crescimento do Hospital. “Essas emendas e as doações feitas pela população e por segmentos políticos como o Governo do Estado e nos últimos dois anos pela Assembleia Legislativa e várias prefeituras torna possível o funcionamento pleno do Hospital” disse ele, lembrando que o tratamento oncológico é caro e que todos os hospitais de câncer do país passam por dificuldades financeiras, inclusive o Instituto Nacional do Câncer – INCA, no Rio de Janeiro.

O médico lembra ainda que o Hospital cuida da saúde da população na área da oncologia, seja pelo SUS, seja por convênio ou particular. “O Hospital atende todos os segmentos da sociedade que confiam na experiência do corpo clínico e nos modernos equipamentos diagnósticos e terapêuticos utilizados naquele centro de tratamento oncológico. Os hospitais que tratam Câncer têm a obrigação de atender 60% de seus pacientes oriundos do SUS, o Hospital Laureano atende cerca de 93%. Só perde para o Hospital de Barretos que é, exclusivamente, atendimento SUS e que sobrevive graça as doações da população e dos shows dos artistas da região já consagrados e tradicionais, uma vez que os recursos oriundos do SUS são insuficientes para cobrir as despesas do Hospital, como ocorre com o Laureano”, reitera o médico.

Jeová destaca que o Laureano funciona há 59 anos prestando esse serviço essencial e tem crescido na sua estrutura e funcionamento a cada ano e que essa campanha de difamação contra o Presidente da Fundação Dr. Carneiro Arnaud só prejudica a instituição. “Minha preocupação é que os atendimentos não sejam suspensos e a população não fique desassistida porque se isso ocorrer pode complicar muito a situação dos pacientes com câncer, pois a diminuição dos atendimentos para o limite de 60% de SUS, deixaria muitos doentes sem tratamento, entregues a própria sorte na frente do Hospital, sem ter aonde serem atendidos”, reitera o parlamentar.

Em seu artigo, o médico afirma que para manter os serviços do Laureano sem interrupções, o que deve ser feito é aumentar os valores dos procedimentos pelo SUS e aumentar as doações para nunca faltar medicamentos, pois os recursos que entram no Hospital são gastos, exclusivamente, dentro das necessidades dos pacientes, segundo ele.

Deputados da Frente Parlamentar da Água se reúnem com a governadora do RN e propõe visita técnica e audiência em Brasília

A então senadora Fátima Bezerra, hoje governadora do Rio Grande do Norte, teve um papel importante na luta pela conclusão das obras da Transposição do Rio São Francisco e também na defesa da construção do canal Caiçara-Engenheiro Ávidos. E foi para convidá-la, em nome da Assembleia Legislativa da Paraíba, para integrar uma comitiva que irá visitar as obras do canal que os deputados Jeová Campos, Buba Germano e Galego de Sousa estiveram nesta quarta-feira (17), em Natal, onde se reuniram com a chefe do executivo potiguar, no Palácio de Despachos de Lagoa Nova. O convite da visita técnica foi aceito só falta marcar a data em função da agenda da governadora, o que deve acontecer até o dia 15 de março. O deputado Francisco do PT (RN) e o vice-governador, Antenor Roberto, também participaram do encontro.

Outra deliberação da reunião é que de forma conjunta, a governadora, e o governador João Azevedo, possam requerer junto com a Frente Parlamentar da Água, integrada por parlamentares de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, uma audiência com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, para tratar sobre a recuperação da barragem de Engenheiro Ávidos, uma obra há tempos necessária, mas que o DNOCS até agora não conseguiu, efetivamente, realizar. Nesta audiência será incluída também a pauta sobre a revitalização do Rio Piranhas-Piancó-Açu, além da questão do ramal do Apodi, que vai levar água de Caiçara para Mossoró, e do terceiro eixo, que inclui a perenização do Rio Piancó.

“Essas questões são importantíssimas, pois são fundamentais para se atingir o pleno objetivo da Transposição. Saí da reunião muito animado porque debatemos objetivamente o que devemos fazer e definimos atividades que serão fundamentais para que a gente retome essa agenda da Transposição com ações efetivas que ajudem na conclusão de obras que são cruciais para a chegada das águas da transposição no sertão paraibano e também em regiões do Rio Grande do Norte”, avaliou Jeová, agradecendo a governadora a receptividade e apoio na luta pela conclusão das obras da Transposição.

Destinação de resíduos e podas de árvores é pauta de reunião entre diretoria do Complexo de Patos e secretário de Serviços Urbanos

A destinação e coleta do lixo que é colocado por populares no entorno do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) e as podas de árvores ao redor do hospital foram pautas de uma reunião realizada nesta quinta-feira (11) entre a direção do Complexo e o secretário de Serviços Urbanos da Prefeitura de Patos, Josimar Barbosa.

Acompanhado do diretor geral do CHRDJC, Francisco Guedes, e da diretora administrativa da unidade, Isabella Cristina, o secretário percorreu todo o entorno do Complexo e pôde constatar a destinação inadequada de lixo por populares nas calçadas ao redor do hospital. O secretário verificou ainda a necessidade de realizar podas nas árvores e conheceu o novo depósito de lixo e resíduos do hospital, recentemente, reformado e revitalizado, inclusive, com a colocação de um novo telhado.

“O secretário nos garantiu que será feita a poda das árvores e também sugeriu a realização de uma campanha educativa para que a população se conscientize de que o entorno do hospital não pode se transformar num depósito de lixo”, afirmou Francisco Guedes, lembrando que a situação é tão caótica que há pessoas que colocam lixo até pendurado no galho das árvores.

“Esse lixo colocado indevidamente prejudica a própria população, pois ele é proliferador de doenças e atração de insetos”, reforçou o secretário, dizendo que o Poder Público fará sua parte, mas é preciso que a população também colabore com a manutenção da limpeza da cidade, inclusive, no tocante ao acondicionamento e destinação correta do lixo.

“O novo mundo rural e a produção de alimentos no Brasil” é um texto que precisa ser lido e divulgado afirma presidente da Asplan

Em artigo publicado no site “Poder 360”, o engenheiro agrônomo e doutor em Administração, Xico Graziano, e o professor das Faculdades de Administração da USP, Marcos Fava Neves, apresentam a sugestão de dez novos temas ligados ao agronegócio para serem trabalhados com crianças e jovens do ensino fundamental. “Esse texto precisa ser não apenas lido, mas divulgado e as escolas deveriam abraçá-lo com entusiasmo, pois nossos jovens crescem com uma idéia muito errônea sobre o universo rural quando, na realidade, deveriam ter uma visão mais atual do campo e do que é o agro brasileiro”, disse hoje (11), o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais após tomar conhecimento do material.

O texto a que ele se refere indica

10 temas interessantes e atraentes às crianças e jovens pela modernidade que expressam o agro brasileiro, tais como, o cooperativismo no agro, que mostram que as cooperativas agropecuárias e outras formas aglutinadoras de produtores rurais se destacam no mundo colaborativo da agropecuária brasileira, respondendo por cerca de 50% da produção de alimentos do Brasil, o aproveitamento dos alimentos, destacando o desperdício, suas causas e seu combate, e como isso faz fazem diferença em um mundo onde milhões ainda passam fome. Há ainda indicação sobre Matas ciliares e de como é importante preservar as áreas que margeiam os cursos de água, obrigatória com a aplicação do Código Florestal no país, está trazendo um aumento das matas que protegem a biodiversidade, sobre o Bem-estar animal, focando os novos sistemas de condução e produção de animais que se evidenciam em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Há ainda indicação sobre os Novos alimentos, estimulando a curiosidade e a aceitação de fontes alternativas de alimentos, sobre a Bioeconomia, que foca o crescimento de cadeias produtivas baseadas em bioeconomia (biomassa, bioplástico, biocombustível, bioeletricidade, biodiversidade), sobre Agricultura digital que consiste no trabalho de gestão remoto, fazendas inteligentes e agricultura de precisão: um novo mundo se abre com a agricultura digital, abrangendo as propriedades rurais, com equipamentos guiados por GPS, softwares de análise e equipamentos avançados. O tema Melhoramento genético é outra indicação que trata como a seleção genética, realizada desde tempos remotos, alterou as características e o comportamento de plantas cultivadas e de animais domesticados. O Agro colaborativo, que aborda as formas de agricultura circular (onde o resíduo de uma atividade é insumo para outra) e a chegada dos modelos compartilhados de produção representam uma vanguarda na dinâmica do agro moderno e ainda as Atividades secundárias, tais como, apicultura, silvicultura e florestas plantadas, piscicultura e carcinicultura (produção de camarões), floricultura e plantas ornamentais, mostrando que existem importantes atividades do agro que nem sempre recebem a atenção da opinião pública ou do ensino.

O dirigente da Asplan reforça que nessa época de pandemia, ficou clara a força decisiva do agronegócio na manutenção da oferta de alimentos e na riqueza nacional como um todo. “O Brasil conseguiu exportar ao redor de US$ 100 bilhões em produtos vindos da agricultura, em 2020 e esse volume de recursos entrou pelos portos do Brasil rumo ao interior do país, dinamizando os municípios, contribuindo para o desenvolvimento, com empregos e oportunidades de negócios”, reitera José Inácio, lembrando que é importante que o texto sugerido por Xico Graziano e Marcos Fava Neves, seja repassado às crianças e jovens do ensino fundamental, estimulando-os a refletir sobre a importância presente das relações entre o campo e a cidade. “A agropecuária brasileira é muito rica e diversificada. Se existem defeitos, históricos e atuais, que sejam expostos, afinal advém de uma minoria de produtores. Mas, é fundamental enaltecer os avanços e as virtudes e, recentemente, os benefícios trazidos pela modernização tecnológica, que configuram um novo mundo rural. É do campo que retiramos os alimentos, portanto, se não houver plantio, também não há colheita”, finaliza José Inácio.

Presidente da Asplan lembra que Brasil precisa ser reconhecido pelo seu histórico de manutenção da cobertura florestal e não de devastação

Um estudo da Embrapa Monitoramento por Satélite sobre a evolução das florestas mundiais atesta que há oito mil anos, o Brasil possuía 9,8% das florestas mundiais. Hoje, segundo o levantamento da Embrapa, o país detém 28,3% e a América do Sul, que detinha 18,2% das florestas, agora detém 41,4%, e o grande responsável por esses remanescentes, cuja representatividade cresce ano a ano, é o Brasil. “Se o desflorestamento mundial prosseguir no ritmo atual, o Brasil – por ser um dos que menos desmatou – deverá deter, em breve, quase metade das florestas primárias do planeta”, destaca o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba, José Inácio de Morais, endossando a fala do diretor da Embrapa Territorial, Evaristo Miranda.

O paradoxo segundo José Inácio, é que, ao invés de ser reconhecido pelo seu histórico de manutenção da cobertura florestal, o Brasil é severamente criticado no exterior como sendo um país campeão do desmatamento. “O setor primário preserva a natureza até porque é dela que depende toda a atividade produtiva. Esse discurso de desmatamento não interessa ao Brasil que é uma potência no que diz respeito a reservas estratégicas naturais. Ter quase metade das florestas primárias do planeta já diz tudo sobre a nossa conduta de preservação”, reitera José Inácio, lembrando que o setor canavieiro da Paraíba, por exemplo, tem feito esforços para não apenas manter as áreas florestais, como está desenvolvendo um projeto piloto de reflorestar áreas com espécies nativas em propriedades de vários municípios do Estado.

Ainda segundo o estudo da Embrapa, dos 64 milhões de km² de florestas existentes antes da expansão demográfica e tecnológica dos seres humanos, restam menos de 15,5 milhões, cerca de 24%. Mais de 75% das florestas primárias já desapareceram. Com exceção de parte das Américas, todos os continentes desmataram, e muito. A Europa, sem a Rússia, detinha mais de 7% das florestas do planeta e hoje tem apenas 0,1%. A África possuía quase 11% e agora tem 3,4%. A Ásia já deteve quase um quarto das florestas mundiais, 23,6%, agora possui 5,5% e segue desmatando. No sentido inverso está a América do Sul, que detinha 18,2% das florestas, agora detém 41,4%.