Unida
Pedro Campos Neto faz balanço da semana e destaca avanços para o setor sucroenergético e agro brasileiro
Ao decidir ampliar mistura de etanol na gasolina para 32% governo fortalece cadeia sucroenergética brasileira afirma Pedro Neto
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, na terça-feira (14), o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, medida que entrará em vigor a partir de 1º de agosto. “Essa decisão representa mais um passo na política nacional de valorização dos biocombustíveis e de fortalecimento da matriz energética renovável do país, além de trazer perspectivas positivas para toda a cadeia sucroenergética”, afirma o presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA e da União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA), Pedro Campos Neto.
A nova composição, denominada E32, terá vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada uma única vez pelo mesmo período. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a medida foi adotada diante da volatilidade do mercado internacional do petróleo e busca reduzir a dependência brasileira de combustíveis fósseis importados, especialmente em um cenário de instabilidade geopolítica provocado pelos conflitos no Oriente Médio. Produzido a partir de matérias-primas renováveis, como a cana-de-açúcar e o milho, o etanol anidro é misturado à gasolina antes de sua distribuição aos postos de combustíveis.
“A decisão também abre caminho para uma ampliação ainda maior da participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional”, reitera Pedro Neto, destacando que o governo já estuda elevar a mistura para até 35%, percentual permitido pela Lei do Combustível do Futuro, que ampliou o limite máximo da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 27% para 35%.
Pedro Campos Neto reforça que a decisão representa uma conquista importante para o setor sucroenergético brasileiro e reafirma o papel estratégico do país na produção de energia limpa. “Recebemos essa decisão com muita satisfação porque ela fortalece toda a cadeia produtiva da cana-de-açúcar, estimula novos investimentos e amplia a participação de um combustível renovável e sustentável na matriz energética brasileira. O Brasil é uma referência mundial em biocombustíveis, e ampliar a utilização do etanol significa alinhar os interesses nacionais à pauta global de descarbonização, reduzindo emissões, gerando emprego, renda e desenvolvimento para milhares de produtores e trabalhadores do setor sucroenergético”, reiterou, lembrando que a medida reforça a importância da cana-de-açúcar como uma das principais fontes de energia renovável do país.
A adoção do E32 foi respaldada por estudos técnicos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia e realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Os testes demonstraram que a nova mistura apresenta desempenho equivalente às formulações anteriores, sem impactos significativos no funcionamento dos veículos, incluindo modelos equipados com motores exclusivamente a gasolina.

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