Jeová Campos

Audiência pública na ALPB debate problemas com mortes no trânsito e celebra Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes

Mais de 1,25 milhão de pessoas morrem por ano vítimas de acidentes de trânsito, estima a OMS (Organização Mundial de Saúde). O número de feridos varia entre 30 e 50 milhões de pessoas. Brasil, China e Índia respondem por 40% das mortes globais de acidentes devido ao tamanho da população e à taxa de motorização. A taxa do Brasil, desde 2003, subiu de 18,7 para 23,4. O trânsito brasileiro é um dos mais perigosos do mundo, com registro médio de cerca de 50 mil mortes/ano por acidentes automobilísticos. Para debater esse grave problema e celebrar o Dia Mundial em Memória das Vítimas do Trânsito, a Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente da ALPB, presidida pelo deputado Jeová Campos (PSB), promove nesta quinta-feira (24) uma audiência pública que acontece o plenário Deputado José Mariz, a partir das 13h.

“Os acidentes com mortes pegam uma faixa etária delicada da população que estão em sua idade produtiva e para um país que está envelhecendo, isso provoca um impacto muito significativo. Os acidentes interferem no sistema de saúde, na previdência, no trabalho e, principalmente, na vida dos familiares que perdem entes queridos de forma muito trágica e repentina”, afirma Jeová Campos.

O parlamentar lembra que em países com regras e leis mais rígidas, como Reino Unido, Suécia, Holanda, Noruega e Espanha, as mortes anuais por acidentes de trânsito são menores que 4 por 100 mil habitantes. “O Brasil vem implementando ações que contribuem para reduzir esses dados, a exemplo da obrigatoriedade do cinto de segurança, do limite de velocidade em rodovias e também da proibição do álcool ao volante, mas ainda há muito o se que fazer”, destaca Jeová.

Jeová Campos homenageia sua primeira professora e reitera importância da Educação na mudança de vida das pessoas

Educadora Maria Mendes Batista, que ensinou as primeiras letras

ao deputado, foi sepultada nesta segunda-feira (21)

 

“Todos sabem do apreço que eu tenho pela escola, eu sempre digo que a educação me salvou, que o conhecimento me fez cidadão, me fez crescer e ontem (21) eu me despedi de uma pessoa que foi fundamental na minha vida. Voltei ao Sítio Poço Vermelho, em São José de Piranhas, local de meu nascimento para sepultar a minha primeira professora, que me viu nascer, que me ensinou as primeiras letras e que foi determinante na minha vida”, disse o deputado estadual Jeová Campos, na manhã desta terça-feira (22), quando homenageou a educadora Maria Mendes Batista, sua madrinha Maria.

Visivelmente emocionado, o deputado disse que pela primeira vez foi participar de uma despedida, mas não saiu de lá chorando, “Eu cheguei chorando e sai cantando porque a vida de madrinha Maria é para ser comemorada, pois ela nada mais foi que uma poesia que fez soprar nos nossos ouvidos muita esperança de uma vida melhor. Ela foi uma das maiores educadoras que conheci. Com ela, tive o privilégio de aprender e começar a construir a minha identidade”, declarou o parlamentar.

O deputado lembrou ainda de uma passagem importante em sua vida protagonizada pela sua primeira professora. “Tia Maria tem uma passagem marcante em minha vida, quando em 1973 eu fui chamado para fazer uma recuperação de uma prova de matemática e a ela, percebendo que eu não sabia fazer a prova, fez o teste comigo e me aprovou, ou seja, ela me ensinou como aprender e isso me marcou profundamente, porque a partir dali, eu percebi que ser educador não é reprovar é mostrar caminhos, manter a esperança. Serei eternamente grato por tudo o que ela fez na minha vida”, disse Jeová.

“A escola é um espaço da libertação, o único espaço de crescimento dos humildes, de libertação dos mais carentes para uma vida mais digna. É na escola que a gente aprende a viver e tem a oportunidade de crescer. Tudo o que conquistei até hoje é fruto e reflexo da educação, por isso também faço essa homenagem a Tia Maria que me permitiu ter um começo sem traumas, vislumbrando a educação como ela deve ser, ou seja, um instrumento de crescimento e ampliação de horizontes”, finalizou Jeová.

PL que acaba com indicação política de substituição de professores em licença na rede estadual segue para sanção do governador

Proposta do deputado Jeová Campos que busca melhorar a Educação da PB, foi aprovada

 por maioria dos  deputados durante sessão na ALPB nesta quinta-feira (17)

 

A aprovação do Projeto de Lei 624/2015 pelos deputados, durante a sessão legislativa na manhã desta quinta-feira (17), tem tudo para melhorar e elevar a qualidade da prestação do serviço público estadual na área de Educação. Isto porque, a proposta acaba com o famoso ‘apadrinhamento político’ na indicação de professores substitutos na rede estadual de ensino quando os titulares se ausentarem da sala de aula, ao instituir um processo seletivo público simplificado para fins de contratação temporária de professores substitutos. O PL segue agora para sanção do governador Ricardo Coutinho.

“Esse projeto, que foi amplamente debatido com o secretário de Educação do Estado, Aléssio Trindade, é de suma importância para a Educação da Paraíba, já que ele institui um processo seletivo público simplificado para fins de contratação temporária de professores substitutos na rede estadual de ensino quando os efetivos entrarem de licença. Isso acabará com o apadrinhamento político na ocupação destes cargos na medida em que as substituições levarão em consideração a competência técnica e didática, além dos títulos de quem pleiteia a vaga e não mais a mera indicação política como acontece hoje”, explica Jeová.

Antes da votação do PL em plenário, Jeová foi a Tribuna da Casa explicar o grande passo que a Paraíba dará quando a mudança na substituição de professores estiver em vigor. “Hoje, quando um professor efetivo tira licença por problemas de saúde ou uma professora se afasta por causa da licença maternidade, a substituição não leva em consideração os critérios técnicos de capacidade profissional,  nem os títulos de quem vai assumir a missão de ensinar em sala de aula, e isso, fatalmente, compromete a qualidade do ensino porque, muitas vezes quem substitui o professor não tem qualificação para estar em sala de aula. Com o processo seletivo simplificado, que será feito pelas regionais de ensino, isso não mais acontecerá, já que a escolha vai levar em consideração a capacidade técnica deste profissional de assumir tão nobre e importante missão”, explicou Jeová.

O parlamentar lembrou ainda que a mudança proposta não vai trazer nenhum custo adicional para a Secretaria de Educação, já que cada regional de ensino constituirá uma comissão permanente, formada por professores efetivos de cada disciplina, para aplicação e avaliação das provas dos candidatos inscritos no processo seletivo simplificado que também vai propiciar a formação de um banco de dados para professores. “Os integrantes da comissão não serão remunerados para isso. Eles terão, por cada dia de trabalho no âmbito da comissão, direito a dois dias de folga que serão acrescidos ao período das férias”, esclarece Jeová. Ele lembra que o contrato do professor substituto terá duração enquanto vigorar o afastamento do titular do cargo, não podendo ser esse tempo superior a dois anos.

O deputado Edmilson Soares elogiou a iniciativa de Jeová. “Esse  PL é muito importante, pois vai nivelar o conteúdo programático nas escolas estaduais, já que teremos professores mais capacitados em sala de aula para ensinar os nossos alunos”, disse o parlamentar. O deputado Buba Germano também parabenizou Jeová pela proposta. “Esse projeto corrige uma distorção que hoje acontece na substituição de professores que entram em licença, ao permitir que fique em sala de aula somente professores que tenham didática para assumirem essa missão de ensinar”, afirmou Buba.

Sobre autoria do PL

O PL 624/2015, apareceu na Ordem do Dia votada hoje (17) como sendo de autoria do deputado Artur Filho (PRTB), que está licenciado da ALPB atualmente, porque foi o deputado que o protocolou, em 26 de novembro do ano passado, quando ele substituía Jeová que, na época, estava de licença médica. “Eu apenas protocolei o PL, já que quando ele ficou pronto Jeová já tinha tirado licença”, reforça Artur Filho, enaltecendo a importância da iniciativa e da sanção do PL pelo governador.

Jeová Campos diz que Governo Federal continua boicotando à Paraíba e prejudicando o desenvolvimento do Estado

 

“É completamente insensato você impedir deliberadamente que um Estado, que tem sede própria, solvabilidade, está em dia com suas obrigações e capacidade de pagamento, receba recursos para investimentos em desenvolvimento”, disse na manhã desta quinta-feira (17), o deputado estadual Jeová Campos (PSB). O parlamentar se referia a não autorização do Tesouro Nacional, a título de aval, para que a Paraíba receba os recursos da Corporação Andina de Fomento e também sobre o empréstimo contratado junto ao Banco do Brasil, ainda no governo da presidente Dilma, que apesar de estar contingenciado, ainda não teve os recursos liberados.

O deputado lembrou ainda que dos R$ 500 milhões que foram liberados pelo Governo Federal aos estados não chegou nenhum real a Paraíba. “É no mínimo estranho essa discriminação, justamente a um dos poucos Estados do país que está em dia com suas obrigações com o Tesouro Nacional. Então, eu indago, o que leva o Tesouro Nacional a não fazer a autorização, a título de aval, para que a Paraíba não receba os recursos da Corporação Andina de Fomento e por que o empréstimo do BB ainda não foi liberado?”, indagou Jeová.

Segundo o parlamentar, não dá para entender uma postura dessa com um estado que está adimplente e em dia com suas obrigações. Esse dinheiro da Corporação Andina de Fomento, lembrou Jeová, serviria para fazer, por exemplo, a estrada de Boqueirão, que liga a BR 230 ao distrito de Boqueirão, também para fazer a ligação da cidade de Carrapateira a Nazarezinho, para fazer a ligação de Vieiropolis para Uiraúna, a ligação de Serra Grande a cidade de São José de Piranhas, a recuperação de estradas, a exemplo da PB que liga Cachoeira dos Índios a BR 230, Bom Jesus a BR 230 e tantas outras.

“Isso é uma retaliação a quem?”, questionou Jeová. De acordo com ele, trata-se de uma retaliação injusta contra o governador Ricardo Coutinho, que prejudica toda a Paraíba. “É preciso lembrar que quando se pune um governante de um Estado, se pune seu povo. O Estado nada mais é do que a representação de brancos, negros, pobres e ricos, o Estado é o conjunto que representa todos nós. Quando não se libera os recursos para fazer as adutoras de engate rápido, as barragens necessárias, para perfurar poços, para o abastecimento de carros pipas, para estradas, não se está penalizando somente o Governo, mas, sobretudo, o povo da Paraíba”, reiterou Jeová.

Da tribuna da ALPB, o parlamentar lembrou que o momento é de união em prol da Paraíba. “Precisamos nos unir, independente de cor partidária, em 2018 os opostos vão se enfrentar nas urnas, mas, hoje, neste momento, precisamos nos dar as mãos para fazer o enfretamento mais forte das ações de interesse da Paraíba. Esse é o momento de levantar a voz e dizer que não aguentamos mais a paralisação das obras do Eixo Norte da Transposição”, afirmou Jeová. Ele disse que consignou todas as suas emendas individuais, no valor de R$ 2,4 milhões, e colocou à disposição do DER para iniciar a obra da estrada de Boqueirão. “Esse é um sonho nosso, reivindicado a tanto tempo, que vai beneficiar mais de 10 mil pessoas. Essa obra tem um alcance social e econômico muito amplo, pois ela liga o Rio Piranhas com a BR 230, num trecho que será, em um futuro próximo, quando as águas da transposição chegarem, um grande canteiro de produção agrícola e um fator fundamental de desenvolvimento daquela região sertaneja”, finalizou Jeová Campos.

Os políticos que apoiaram o golpe têm obrigação de cobrar do governo federal ações urgentes de combate a seca e conclusão da Transposição

O deputado estadual Jeová Campos (PSB), uma das vozes mais ativas da ALPB sobre a questão da crise dos recursos hídricos na Paraíba, não pôde participar dos debates da audiência pública que foi realizada nesta quinta-feira (10), na Assembleia, em função de compromissos assumidos anteriormente em Cajazeiras, mas acompanhou boa parte da audiência pela TV ALPB. Para o parlamentar é preciso que haja pressão política para que as ações que resolvam ou minimizem os problemas da falta de água se concretizem. “A bancada federal paraibana que apoiou o golpe e faz parte da base de sustentação do governo Temer tem obrigação de cobrar ações urgentes, inclusive, da conclusão das obras da Transposição, afinal, eles são governo e por isso detém o poder de persuasão”, afirma Jeová.

O deputado lembra que abriu mão da presidência da Frente Parlamentar da Água da ALPB, assumida por Renato Gadelha, que tem diálogo com o governo, mas  não vai se furtar de cobrar das autoridades uma solução para esse problema. “Eu não tenho interlocução com o atual governo federal, por isso sai da presidência da Frente, mas, mesmo assim ainda me dispus a participar de uma reunião em Brasília para cobrar do governo celeridade na questão do abandono das obras pela construtora Mendes Júnior que já faz mais de 100 dias que deixou o projeto e até agora nem um contrato emergencial foi formalizado para dar continuidade à obra. Tudo está parado”, denuncia Jeová.

Os contratos da Mendes Júnior, segundo Jeová, compreendem lotes responsáveis pela captação de água do rio São Francisco, em Cabrobó (PE), até o início do reservatório Jati, em Jati (CE) e das três estações que deveriam ser construídas pela Construtora, a primeira já foi feita, com 40 km de canal que, inclusive,  já estão com água, a segunda, já estava em fase de testes quando a MJ abandonou a obra em julho, e a terceira sequer começou a fase de montagem. “Essa é uma obra de continuidade, onde um trecho compromete o todo, daí também a urgência de se resolver esse problema”, esclarece Jeová.

O parlamentar lembra que tanto a Queiroz Galvão, como a Serveng, outras duas construtoras que participam do Projeto de Integração do Rio São Francisco, já estão mobilizadas no local, com equipamentos e material humano, são habilitadas no Ministério, vêm cumprindo rigorosamente os contratos e podem assumir os serviços imediatamente, sem comprometimento do cronograma. “Apesar desta possibilidade, até agora, o Ministério da Integração, não resolveu o abandono da obra da transposição pela construtora Mendes Júnior, no Eixo Norte, nos trechos 3, 4 e 8, na chamada Meta 1 e a bancada federal paraibana continua inerte, sem pressionar o governo por uma solução. Até parece que eles não têm parentes, amigos e eleitores que estão sofrendo com a falta de água na Paraíba e que sofrerão mais ainda com o agravamento da situação que só tende a piorar de acordo com as projeções e nível crítico dos reservatórios”, finaliza Jeová.

‘O mundo está de pernas para o ar vamos ver no que isso vai dar’ afirmou o deputado Jeová após vitória de Donald Trump nos EUA

“A vitória de Donald Trump para o mundo é mais ou menos a realidade que a gente vive no Brasil. Longos anos de inclusão social com Lula e Dilma foi substituído por uma política de aliança equivocada com a conspiração feita por Michel Temer. Barak Obama representou ares de esperança para o mundo com o respeito aos negros, política contra o racismo, política da inclusão aos não americanos, do reconhecimento dos direitos aos Latinos e lamentavelmente cai por terra com a eleição de um reacionário, de uma pessoa que não respeita o direito das mulheres, que tem uma visão xenofóbica em relação ao mundo, que quer isolar os EUA, enfim são tempos difíceis para a política mundial”, afirmou o deputado estadual Jeová Campos (PSB) logo após a consolidação da vitória de Donald Trump como o 45º presidente dos Estados Unidos. Contariando todas

Se dói na gente ver um conspirador governar o Brasil, como é o caso de Michel Temer, um golpista, também deve doer em todos os cidadãos do mundo que não aceitam essa posição atrasada representada pelo Trump. Mas, o mundo está de pernas para o ar vamos ver no que isso vai dar. Espero que saiamos deste cenário catastrófico com alternativas que possam unificar o mundo em torno de uma política de paz e de evolução da humanidade.

A política no mundo, na minha compreensão, independente da minha corrente filosófica ou ideológica, está politicamente de pernas para o ar. Fazendo uma leitura hoje da realidade mundial, pós eleição de Trump, mostra a Europa toda com medo, a Russia já se preparando para o enfrentamento bélico, a América Latina eu tenho certeza de que será de profundo isolamento, porque se é para fazer a grande América, não terá espaço para fazer política com a América Latina. Como vai ficar a China, o Brasil, a India, a África do Sul que se uniram em torno de um projeto de internacionalização com ficarão em torno deste governo. Ninguém tem resposta a isso.

‘Os protestos dos estudantes são legítimos e têm meu total e irrestrito apoio’ afirma o deputado estadual Jeová Campos

  “Os estudantes são hoje a parcela da sociedade que mais mostra indignação com os desmandos do governo Temer e protestam legitimamente e pacificamente contra medidas consideradas antidemocráticas e injustas com o povo brasileiro, a exemplo da PEC 241, e eles têm meu total e irrestrito apoio”, disse hoje (08) o deputado estadual Jeová Campos (PSB), durante audiência pública realizada na ALPB. A audiência foi proposta pelo deputado Anísio Maia (PT) e teve o objetivo de debater as ocupações nos campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) e em instituições de ensino em todo o país.

           

Movimentos que protestam contra a reforma do Ensino Médio e redução dos investimentos em Educação propostas pelo governo Temer contabilizam que a mobilização no país já ocupa 1016 escolas, 71 universidades e 82 institutos federais.  Na Paraíba, há registro de ocupação nos campi da UFPB de João Pessoa, Cabedelo e em Sousa.

 

“Isso a grande imprensa não mostra, porque não interessa ir de encontro a um governo que não sabe o que é democracia, não respeita os movimentos sociais, não tem interesse em investir na formação de cidadãos conscientes de seus direitos. Essa ocupações são legítimas, feitas por estudantes que têm a exata noção do comprometimento que terá a Educação no país caso essas medidas temerárias propostas pelo atual governo sejam efetivamente colocadas em prática”, destacou o parlamentar que além de advogado é professor licenciado do campus de Sousa.

Para voltar a advogar

O deputado estadual Jeová Campos (PSB) comunicou hoje (08), a mesa diretora da Assembleia Legislativa, de que não mais fará parte de sua composição, mesmo como suplente, já que ao assumir tal função fica impedido de exercer a advocacia. “Eu estou comunicando ao plenário desta Casa que estou me afastando da Mesa Diretora da ALPB porque estou precisando retomar a minha advocacia e eu sou impedido de advogar sendo membro da Mesa, por isso estou formalizando minha saída e a partir de hoje não mais participarei da composição da Mesa desta Casa, nem neste exercício, nem no próximo”, disse Jeová.

Fim do ‘Mais Médicos’ é mais uma prova de que o atual governo federal ignora os brasileiros mais pobres e humildes

Até janeiro do próximo ano, cerca de 7 mil médicos, a maioria cubanos, perderão o direito de atender pacientes através do Programa Mais Médicos. Isto porque, os contratos destes profissionais, que estão no Brasil atendendo populações carentes no interior do país, não foram renovados pelo Governo Federal e, com isso, eles deverão voltar ao país de origem na medida em que seus contratos forem encerrados. Nesta segunda-feira (07), 47 profissionais já deixaram a Paraíba nestas circunstâncias.

 

“Essa situação é lamentável porque vai comprometer seriamente o atendimento de comunidades carentes, onde o acesso é difícil e onde raramente um médico brasileiro se dispõe a trabalhar. A não renovação dos contratos por parte do Ministério da Saúde é mais uma demonstração do descaso do atual governo com as pessoas menos favorecidas, com os pobres e mais humildes que dependem, exclusivamente, da assistência gratuita para ter o mínimo de atendimento em saúde. Lamento muito esse descaso que vai causar sérios prejuízos à população mais carente, principalmente, no Nordeste”, disse o deputado estadual Jeová Campos (PSB).

 

Para o parlamentar, só mesmo um governo sem o mínimo de compromisso com a área social poderia tomar uma atitude dessa. “Só um governo antipopular poderia banir do Brasil um programa dedicado, essencialmente, a atender brasileiros nunca antes assistidos ou alcançados pelo Estado nos rincões mais remotos do país”, afirma Jeová, lembrando que o Programa atuava em 4.058 cidades, compreendendo 73% dos municípios brasileiros, e ainda em 34 distritos dedicados às comunidades indígenas, que eram  atendidas por 300 médicos do Programa.

 

Segundo o deputado, pesquisas realizadas com os beneficiários do Programa, comprovam que a qualidade da atenção à saúde melhorou após a chegada dos profissionais do Mais Médicos e que mais de 11%, dos quase 25 milhões de brasileiros atendidos pelo programa Farmácia Popular, entre 2013 e 2015, tinham receitas médicas firmadas por profissionais do Mais Médico. “Dessa multidão, mais de um milhão de brasileiros receberam medicamentos pela primeira vez. Prova de que o atendimento e o acompanhamento dos pacientes ampliou o acesso à saúde”, disse Jeová, referindo-se a um discurso do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que responsabilizou o presidente Michel Temer e o ministro Ricardo Barros por mortes eventualmente causadas pelo fim do Programa Mais Médicos.

 

Em seu discurso, recorda o deputado, Randolfe lembrou ainda que, graças ao Mais Médicos, ‘63 milhões de brasileiros, os mais pobres e os mais desamparados, enfurnados nos cantos mais remotos do País, tiveram pela primeira vez um atendimento médico constante’. “Como bem disse o senador, ao acabar com esse Programa e ainda reduzir os investimentos em Saúde Pública, através da PEC 241, o governo Temer mostra sua face mais cruel e um completo descaso com os brasileiros mais pobres que é quem vai sofrer com a falta de assistência. A classe política não pode aceitar isso e ficar calada. A sociedade não pode ficar inerte a tantos desmandos”, finaliza Jeová.

‘O Brasil vive um estado de exceção e a sociedade precisa reagir antes que seja tarde demais’ afirma o deputado Jeová Campos

“A invasão pela Polícia Civil de São Paulo, sem mandado judicial de busca ou apreensão, da Escola Florestan Fernandes, é, na realidade, o nascimento de uma ditadura, a consolidação do golpe e a instauração de um Estado de Exceção que não respeita a Constituição, os direitos fundamentais e a livre manifestação. Diante desta brutal realidade não há outra saída para quem defende a democracia senão sair da inércia, da perplexidade e mostrar a esse governo golpista que todo poder emana do povo em seu nome deve ser exercido”, disse o deputado Jeová Campos (PSB).

O parlamentar ficou indignado com a notícia da invasão Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST (Movimento dos Sem Terra), nesta sexta-feira (04). “Repudio esse ato covarde, que demonstra claramente a postura e objetivos deste governo ilegítimo, que desde que se apossou do poder só fez perseguir trabalhadores, tirando-lhes direitos essenciais, enfraquecer os movimentos sociais, reduzir as conquistas dos menos favorecidos, comprometer a saúde e educação pública do país com essa famigerada PEC 241, numa clara e descarada tentativa de ignorar os princípios estabelecidos na Constituição de 1988”, lembra Jeová.

“Onde já se viu, a polícia entrar numa escola, sem ordem judicial, dando tiros para cima e ameaçando os primeiros que apareceram, sem se importar com a presença de quem estava lá e com o ato que estavam praticando? Que regime é esse que estão querendo nos impor?”, indaga o deputado que tem feito reiteradas críticas na tribuna da ALPB desde que o golpe para cassar o mandato da presidente Dilma começou a ser ensaiado pelas forças conservadoras. “Vou continuar denunciando os desmandos deste governo e conclamando o povo a reagir contra esses absurdos”, disse Jeová, que elogiou a iniciativa dos movimentos sociais de realizar um grande ato em solidariedade a escola Florestan Fernandes, na tarde deste sábado (05).