Asplan
Quase cinco mil atendimentos médicos e odontológicos foram realizados pelo Departamento de Assistência Social da Asplan em 2015
Departamento médico realizou 2.788 procedimentos e setor de odontologia contabilizou 1.875 atendimentos
O bem estar e saúde de seus associados e familiares sempre norteou as atividades da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). Por isso, além das ações institucionais, a entidade mantém serviços de assistência social, que incluem atendimentos médicos e odontológicos. Ao longo de 2015, a Asplan contabilizou quase cinco mil atendimentos gratuitos. Foram 2.788 atendimentos no setor médico, incluindo exames laboratoriais e de enfermagem, e 1.875 procedimentos odontológicos.
O balanço geral do Departamento de Assistência Social da Asplan contabiliza, no setor médico, 1.436 atendimentos clínicos/Ocupacional, a realização de 1.145 exames laboratoriais e ainda 207 atividades de enfermagem sob a coordenação do médico do trabalho, Dr. Heleno Lino da Silva.
Na área de odontologia, a dentista Wilma Dantas, contabilizou 1.975 procedimentos ao longo de 2015, em um total de 1.331 pacientes, entre associados, cônjuges e filhos destes, além de funcionários da entidade. Restauração de Resina Foto aparece no topo da lista dos procedimentos mais procurados, com um total de 551 atendimentos, seguido de Restauração de Amálgama, com 426 serviços realizados, que incluem ainda outras ações como Exodontia, restaurações, retirada de tártaro, tratamento de canal, aplicação de flúor e selante, além de clareamento.
“Os números de atendimentos na área de saúde registrados no ano passado refletem o compromisso da associação em continuar disponibilizando esse serviço diferenciado e prestando um serviço de excelência aos associados, extensivos aos conjugues, filhos e também aos nossos funcionários, que extrapolam as nossas ações institucionais na defesa dos interesses da classe de produtores de cana na Paraíba. Eles visam melhorar a saúde e bem estar de todos que integram a Família Asplan tornando a entidade uma extensão da casa do produtor, através do setor de Assistência Social”, afirma o presidente da Associação, Murilo Paraíso.
Os serviços médicos, incluindo exames admissional, demissional, periódicos, assim como procedimentos de enfermagem (curativos, medição de pressão, entre outros) são oferecidos pela Asplan no período da manhã, de segunda a quinta-feira, das 8h às 12h. Já os serviços de odontologia estão disponíveis também de segunda à quinta-feira, nos períodos da manhã (das 8h às 12h) e da tarde (das 13h às 17h). Os atendimentos ambulatoriais abrangem ainda, caso necessário, o encaminhamento para o Laboratório Valdevino, conveniado da entidade.
A gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira, explica que os atendimentos referentes à medicina do trabalho podem ser realizados na sede da propriedade rural mediante agendamento prévio. “Para uma maior comodidade do produtor, dispomos de uma equipe que vai até a unidade canavieira, dispensando o deslocamento dos trabalhadores até a sede da Asplan, em João Pessoa”, lembra Kiony.
Produtores de cana da Paraíba têm assistência técnica permanente para orientar sobre normas e procedimentos
Para evitar que o empregador rural seja penalizado com notificações, interdições ou multas através dos órgãos fiscalizadores, em virtude do não cumprimento de normas e procedimentos, a exemplo da NR 31 (Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) disponibiliza para seus associados uma assistência especializada desenvolvida pelo técnico de Segurança do Trabalho da Associação, Natanael Leal da Silva. Entre janeiro e dezembro de 2015, essa assistência, que é desenvolvida nas próprias fazendas dos produtores, contabilizou 47 procedimentos, entre visitas técnicas, palestras e cumprimento de notificação da NR-31 e da DRT.
No total, foram 33 visitas técnicas, dois treinamentos de agrotóxicos, três palestras sobre uso e manuseio de agrotóxicos, três cumprimentos da NR-31, três visitas na frente de corte, uma palestra sobre uso correto de EPI’s e quatro cumprimentos da DRT. De acordo com Natanael, ele também representa a Associação na Comissão Permanente Regional Rural (CPRR), que é composta por representantes do Governo (MTE, Procuradoria Regional do Trabalho, INSS e AGEVISA), dos Empregadores (Asplan, Faepa, Sindalcool) e dos Trabalhadores (Fetag e Sindicatos Rurais). “Através dos encontros da comissão nos atualizamos sobre a área de Segurança e Medicina do Trabalho para, posteriormente, transmitir aos associados, em suas fazendas, e também na sede da Asplan as diversas adequações da NR31”, destaca Natanael.
As visitas técnicas e ações de segurança do trabalho foram realizadas, em 2015, nas fazendas Bela Vista, Vale Verde, São José, Nossa Senhora da Conceição, Bonita, Fundo do Vale, Imbiribeira, Mariana, Santa Inês, Gurugy Pau dos Ferros, Mangabeira, além da estação Experimental de Camaratuba.
Para solicitar a assistência técnica, basta que o produtor agende com a Asplan, pessoalmente ou através do telefone da entidade (83) 3241-2464, de segunda a quinta-feira, das 8h00 às 12h00 e das 13h00 às 17h00, e as sextas-feiras, das 8h às 13h. A visita do técnico de Segurança do Trabalho obedece a um cronograma previamente definido e acontece durante toda a semana, no horário da manhã. Não há nenhuma cobrança pelo serviço que é disponibilizado gratuitamente pela entidade.
Sobre a Norma Regulamentadora
A NR 31 tem por objetivo estabelecer os regulamentos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho.
Produtores rurais do Nordeste ganham mais tempo para quitar débitos sem serem inscritos na dívida ativa
Medida Provisória suspende até 31 de dezembro deste ano inscrição
de débito de produtores rurais do NE na dívida ativa
“Não é um perdão, mas já é um alívio”, avalia o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, referindo-se a edição da Medida Provisória 707, que permite ao produtor rural do Nordeste endividado trabalhar e se recuperar financeiramente sem ser inscrito na dívida ativa ao longo deste ano. A MP, publicada na edição do Diário Oficial da União, do último dia do ano passado, suspende a inscrição dos devedores até o dia 31 de dezembro de 2016.
O pedido da suspensão foi feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e acatado pela presidente Dilma Rousseff, sob o argumento de que o alongamento do prazo é necessário por causa das sucessivas quedas de produção provocadas pela falta de chuvas na região. A suspensão da cobrança das dívidas, contudo, não representa um perdão.
Dados do Ministério da Agricultura atestam que a produção agrícola no Nordeste caiu 32% e a área plantada, foi reduzida em 50% em relação ao período anterior à seca, nos anos de 2009 e 2010. Ainda segundo o ministério, o fenômeno meteorológico El Niño fez com que a seca persistisse no Nordeste em 2015, com grandes chances de ocorrer novamente em 2016.
“A seca, a queda na produção, os altos preços dos insumos, aliado ao endividamento histórico dos produtores locais, que não conseguem com o pouco que ganham pagar as contas com juros e correção, formam um ciclo que impedem o desenvolvimento da produção local e qualquer ação que traga alívio dessa situação é sempre bem-vinda”, finaliza Murilo Paraíso.
Fonte: Agência Brasil/CNA
Produtores rurais da Paraíba têm até o dia 31 de julho para se inscrever no Cadastro de Contribuintes do ICMS-CCIMS
O Diário Oficial do Estado, do dia 29 de dezembro do ano passado, traz uma publicação que interessa diretamente aos produtores agropecuários da Paraíba e que modifica o art. 1º da Portaria nº 014/GSF, de 3 de março de 1998, que passa a vigorar com outra redação. Assim, os produtores agropecuários, pessoas físicas, precisam se inscrever no Cadastro de Contribuintes do ICMS-CCIMS, mediante preenchimento do formulário denominado Ficha de Atualização Cadastral (FAC), modelo 69. A legislação estadual estabelece que essa inscrição ocorra até o dia 1º de agosto deste ano, mas, resolução recente do Governo Federal, que se sobrepõe a estadual, fixa como data limite o dia 31 de julho.
“Esse assunto é de extrema importância, uma vez que vencido o prazo, as unidades industriais ficam impossibilitadas de procederem com o pagamento para o produtor que não estiver com a sua inscrição em dia. Portanto, quem não estiver com o cadastro, ficará impedido de receber o pagamento pela cana fornecida à indústria”, explica o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso.
Segundo o contador Aderaldo Júnior, o produtor não deve esperar para realizar sua inscrição no fim do prazo. “A burocracia é grande para a efetivação da inscrição e para tanto é exigido alguns documentos, de forma que é melhor o produtor se antecipar e fazer logo sua inscrição”, alerta Aderaldo, lembrando que o prazo anterior, de janeiro deste ano, foi prorrogado e que, por isso, não deve ter mais tolerância.
Para preencher a Ficha de Atualização Cadastral (FAC), modelo 69, que homologará a inscrição no cadastro, o produtor precisa anexar a cópia da Carteira de Identidade Civil, do Título de Eleitor e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF); a certidão de Registro do Imóvel que comprove sua propriedade ou, caso não seja próprio, cópia do instrumento jurídico que autorize sua utilização; comprovante de pagamento da Taxa de Utilização de Serviços Públicos, referente à Ficha de Inscrição de Contribuinte (FIC); Certidão Negativa de Débito para com a Fazenda Estadual, relativa ao responsável pelo estabelecimento e ao cônjuge e ainda o comprovante de filiação à Federação da Agricultura do Estado da Paraíba -FAEPA, ou a Sindicato da categoria.
O ano deverá ser difícil até para o agronegócio
Juros altos, pouco crédito e clima adverso são
algumas das projeções de especialistas para 2016
A expectativa do mercado é que após meia década surfando em boas ondas, o agronegócio no Brasil poderá passar por turbulências neste ano. O setor, segundo especialistas, provavelmente não sentirá os efeitos do agravamento da recessão como os demais segmentos da economia formal, mas o produtor que não fizer ajustes em gastos e levar as contas na ponta do lápis pode passar por maus momentos. “2016 será um ano de cautela, de pouca ousadia e menores investimentos”, reforça o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso.
O cenário mudou radicalmente para o agronegócio e as influências não vêm só das incertezas políticas e econômicas que afetam o País, mas também do exterior. Os preços das principais commodities estão em queda em dólar e uma reversão desse cenário não é provável, a menos que ainda haja uma catástrofe na safra 2015/16 da América do Sul.
Crédito caro e escasso e clima adverso completam a lista dos problemas que geram uma grande indefinição para o setor, principalmente para a safra 2016/17. Fábio Silveira, diretor de pesquisa econômica da GO Associados, estima crescimento entre 8% e 9% para a receita no campo em 2016. Para o PIB do agronegócio, a expectativa é de crescimento de 2% em 2016, ante 2,2% em 2015. Um crescimento entre 2% e 2,5% também é esperado pela Associação Brasileira de Agribusiness (Abag).
As condições de financiamento, em baixa e com juros altos demais, segundo especialistas também devem ser o principal desafio a ser enfrentado pelos produtores brasileiros ao longo de 2016. “Quem tiver de ir ao mercado pagará 20% de taxa e é quase irracional produzir em um cenário como esse. O produtor capitalizado sobrevive, mas vai diminuir o apetite para produzir”, afirma Leonardo Sologuren, da consultoria Horizon. Os bancos devem pisar no freio no repasse de dinheiro, o que vai levar os produtores para as tradings, que também vão avaliar cada vez mais a saúde financeira do agricultor antes de liberar crédito.
“Como se vê, o cenário é de cautela, de contenção de gastos, de procura de aumento de produtividade, de racionalização de recursos, enfim, de muita prudência”, finaliza Murilo Paraíso.
Fonte: AFCP