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Situação das estradas vicinais de Santa Rita compromete escoamento de produção e coloca população da zona rural e usuários das vias em risco
Pontes com comprometimento na estrutura ou feitas de improviso pela população, crateras nas estradas e em suas encostas, além de estradas estreitas que comprometem a segurança de quem dirige veículos de grande porte, lama e imensas poças d´água no inverno e muita poeira durante o verão. Essa realidade das estradas vicinais do município de Santa Rita foi debatida na manhã desta quarta-feira (23), durante uma sessão especial realizada na Câmara Municipal da cidade sob o tema ‘Infraestrutura do Escoamento da Produção Agrícola da região da Bacia do Gramame/Mamuaba’. Vereadores, produtores rurais, trabalhadores e representantes de órgãos estaduais e entidades de classe se revezaram na tribuna da Casa para debater o problema e buscar soluções que resolvam a questão das estradas do município que, atualmente, se encontram em precárias condições de uso.
No início da sessão, a produtora Ana Claudia Tavares, fez uma apresentação com slides mostrando a realidade das estradas do município que é grande produtor de cana-de-açúcar, abacaxi, inhame, batata-doce e macaxeira. As fotografias mostraram as péssimas condições de tráfego das vias vicinais do município, especialmente, a PB 016, compreendida entre o trecho que liga a Vila Pousada do Conde até Odilândia, passando por Cicerolândia. “Esse é um problema que é da competência do poder público e que, a cada safra, tem sido absolvido pela população com medidas paliativas”, reclamou o vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Raimundo Nonato, um dos oradores da sessão especial.
Segundo ele, que tem uma propriedade na região, recentemente, um médico que foi fazer os exames admissionais de seus 100 empregados teve que abandonar o carro e fazer um trecho do percurso a pé, simplesmente, porque a estrada não ofereceu condições seguras de tráfego e acesso à propriedade. Alunos deixaram de estudar durante uma semana pelo mesmo motivo. “Isso é inadmissível e acontece com frequência prejudicando moradores, produtores e a população em geral”, reiterou Nonato, sugerindo que a resolutividade do problema pode estar na estadualização de algumas vias. O diretor da Asplan, Oscar Gouvêa, além de Neto Siqueira, José Américo Filho e Marcos Tavares, que são produtores da região e associados da Asplan, também participaram da sessão.
O gerente de Transporte do Departamento de Estradas e Rodagens da Paraíba (DER-PB), Fleming Cabral, concordou que essa pode ser uma alternativa ao problema, mas reiterou que a estadualização de vias deve preencher alguns critérios. “De fato, com essa mudança, o Governo do Estado passaria a ser responsável, ao invés do município pela manutenção das vias, mas isso requer estudos, um Projeto de Lei, etc e não acontece de imediato. O ideal é buscar parcerias entre os governos municipal, estadual e federal que viabilizem essa recuperação ou construção de novas estradas”, disse o representante do DER que, na ocasião, falou dos investimentos do atual governo na melhoria da malha viária da Paraíba. Segundo Fleming, o atual governo, através do DER, investiu mais de R$ 1 bilhão em obras de infraestrutura viária, dos quais R$ 23 milhões diretamente em Santa Rita.
Para o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais da Paraíba (Fetag), Liberalino Ferreira, além do viés econômico, com prejuízos para o escoamento da produção, a precariedade das estradas vicinais de Santa Rita compromete, sobretudo, a vida e qualidade de vida das pessoas. “Como falar em progresso e desenvolvimento se os estudantes têm seu direito de ir à escola comprometida por causa de estradas intransitáveis? E como fica a segurança dos caminhoneiros que trafegam em estradas estreitas, que mal cabem um caminhão, cheias de lama, buracos e pontes precárias? Até quando a vida das pessoas será colocada em risco? Esse é um assunto urgente que já foi adiado e não pode ser mais”, destacou Liberalino, cujo discurso foi reforçado pelo produtor rural, Severino Ernesto de Miranda (Biu Ernesto). “Só temos renda se tivermos estrada. Só temos segurança com boas estradas e só teremos a solução deste problema com a união de todos”, reiterou ele.
O deputado Trocolli Júnior, que representou a Assembleia Legislativa na sessão especial, lembrou que o atual governo estadual foi o que mais atenção teve com as estradas da Paraíba e reiterou seu compromisso de se juntar aos vereadores de Santa Rita, aos produtores rurais e os trabalhadores do campo para buscar soluções para resolver essa questão da precariedade das vias vicinais e ainda buscar recursos para construção do acesso metropolitano.
No final da sessão, foi facultada a palavra para os populares que reforçaram a importância da recuperação das estradas e, em seguida, os vereadores se revezaram na Tribuna para reiterar o compromisso deles com essa pauta. O vereador Carlos Júnior lembrou que essa não é uma luta de ‘senhores de engenho’, mas, um clamor da sociedade de Santa Rita, especialmente, das famílias que produzem e moram na zona rural que, somente em Cicerolândia e Odilândia, somam 11 mil pessoas.
O presidente da Câmara e autor da propositura da realização da sessão especial, Gustavo Santos (Podemos), encerrou o evento que teve como encaminhamentos a formação de uma comissão especial que vai representar a Casa nas ações que busquem soluções para melhoria das estradas, além da realização de uma audiência pública na ALPB. “Essa sessão não vai se esgotar nas falas aqui expostas. Ela vai se desdobrar em ações efetivas que vão dar as devidas soluções para esse problema e as resposta que a população merece e espera que aconteçam”, finalizou o parlamentar.
Sessão especial da Câmara de Santa Rita vai debater infraestrutura das estradas do município
Grande produtor de cana-de-açúcar, abacaxi, inhame, batata-doce e macaxeira, o município de Santa Rita enfrenta graves problemas quanto à questão da infraestrutura das estradas para escoamento desta produção. As vias vicinais, especialmente, a PB 0-16, compreendida entre o trecho que liga a Vila Pousada do Conde até Odilândia, passando por Cicerolândia, estão em péssimas condições de tráfego. E é justamente para debater essa questão e buscar soluções para melhorar a infraestrutura das estradas por onde a produção escoa, que a Câmara Municipal, numa propositura do vereador Gustavo Santos (Podemos), realiza nesta quarta-feira (23), às 10h, uma sessão especial.
A iniciativa, que vai discutir a ‘Infraestrutura do Escoamento da Produção Agrícola da região da Bacia do Gramame/Mamuaba’, é resultado de um pleito de produtores da região e entidades ligadas à agricultura, a exemplo da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), que não suportam mais, a cada safra, ter que fazer cotas para executar serviços de recuperação de vias e pontes. “Todo ano, a gente tem que se cotizar para realizar obras paliativas nas estradas, recuperar pontes e passagens molhadas quando, na realidade, o poder público é que tem essa obrigação de garantir essa trafegabilidade, com estradas e pontes estruturadas”, desabafa o vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, que também tem propriedades de cultivo de cana-de-açúcar na região. Ele alerta que, atualmente, as pontes são verdadeiras ‘gambiarras’ e as estradas vicinais estão praticamente intransitáveis.
Ainda segundo Nonato, a construção e recuperação de estradas e pontes da região deveria ser uma das prioridades dos governos municipal e estadual, dada a importância da atividade econômica que é desenvolvida na região de Santa Rita. “O município tem uma vasta produção agrícola, muitas empresas de pequeno, médio e grande porte, além de um grande fluxo de veículos que precisam de vias mais seguras e estruturadas para o escoamento da produção e o trânsito das pessoas. Essas atividades econômicas geram emprego, renda e movimentam a economia da região e precisam de um olhar mais atencioso do governo”, destaca Nonato, elogiando a iniciativa dos vereadores de Santa Rita que antes de proporem essa sessão especial constataram in loco as precárias condições das vias e também se reuniram com os produtores locais e empresários para identificar os principais trechos e suas demandas.
Nonato lembra que Santa Rita é uma região de água abundante, portanto bem propícia para o plantio. “Essa vocação se reverte em recolhimento de impostos, geração de emprego e renda, mas, apesar dos recursos oriundos das diversas culturas e das empresas instaladas no município, o cuidado com a conservação das estradas que servem para o escoamento da produção deixa muito a desejar, já que a maioria das estradas não possui malha asfáltica ou qualquer tipo de pavimentação, e quando o têm estão em péssimas condições fazendo com que os produtores convivam com vias esburacadas, muitas vezes sem condição de tráfego e que pioram muito em períodos de chuva”, reitera o vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, que vai acompanhar a sessão desta quarta-feira junto com Oscar Gouvêa, Neto Siqueira, José Américo Filho e Marcos Tavares que são também produtores da região e associados da Asplan.
Associados da Asplan se reúnem com representantes da Giasa para esclarecer dúvidas sobre atual safra
Manter o melhor diálogo possível entre fornecedor e usina e ainda esclarecer dúvidas sobre o fornecimento de cana-de-açúcar na atual safra. Esses foram os principais pontos da pauta da reunião que aconteceu, na última quarta-feira (17), na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) entre produtores canavieiros associados e representantes da Giasa. O Vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, que é fornecedor da indústria, coordenou o encontro considerado por ele como muito salutar e proveitoso.
Nonato fez algumas colocações a respeito da importância do encontro e da Giasa para os produtores de cana da Paraíba. “Havia rumores extraoficiais de que a Giasa, esse ano, não ia receber toda a cana oriunda dos fornecedores, o que causou apreensão já que, tradicionalmente, 70% da cana moída na Giasa são oriundas do produtor associado, mas, felizmente, a informação não procede e saímos da reunião aliviados, já que a empresa reiterou o compromisso de receber a totalidade da cana dos fornecedores”, esclareceu o vice-presidente da Asplan.
O diretor Nacional da empresa, Dante Lanza dos Santos, foi quem deu a garantia de recebimento da cana dos fornecedores paraibanos destinada à Giasa, cuja matéria-prima corresponde a cerca de 800 mil toneladas por safra. O gerente regional do Polo Nordeste da Giasa, Reginaldo Henrique, também participou da reunião e endossou a afirmativa de Dante.
Outro assunto abordado durante o encontro foi o das precárias condições das estradas por onde é escoada a produção canavieira e quais medidas poderão ser adotadas para a resolutividade deste problema. “Vamos acionar o governo estadual, através das secretarias de Agricultura e Planejamento, além do DER, para cobrar a recuperação destas vias e o mais rápido possível, já que estamos em plena safra”, afirma o diretor tesoureiro da Asplan, Oscar Gouvêa que também fornece cana para a Giasa. A empresa começou a moer sua safra 2017/2018, no último dia 1º de agosto.
Liberação de importação do etanol de milho americano com isenção de imposto prejudica produção nacional
A decisão do Governo Federal, através da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que autorizou a importação do álcool à base de milho dos Estados Unidos, mantendo em zero a alíquota do imposto referente a “álcool etílico” (etanol), que também foi adotada pelo Governo da Paraíba, é extremamente desleal com o setor produtivo brasileiro que é tributado em mais de 50%. Essa medida e suas repercussões, que foi considerada danosa à produção do biocombustível nacional, atingido, em especial, a região Nordeste, foi tema de pauta da reunião da Comissão Nacional de Cana-de-açúcar da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), realizada nesta terça-feira (15), em Brasília.
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, que participou da reunião da CNA, argumenta que essa disparidade entre a taxação interna e a isenção externa, prejudica de maneira grave o setor produtivo do Brasil. “O etanol de milho dos EUA, produzido com gordos subsídios em toda cadeia produtiva americana, entra no Brasil, através de alguns estados que aderiram, inclusive, a nossa Paraíba, com 0% de tributação, provocando uma concorrência desleal”, afirma o dirigente da Asplan, que entende que isso caracteriza um descaso em relação ao etanol produzido no país.
Murilo lembra que o setor sucroenergético nacional amargou 13 anos de preços administrados dos combustíveis, como política imposta pelo governo federal para mascarar a inflação e esconder o roubo na Petrobras. “Esses 13 anos coincide com a gestão petista e foi, justamente, nesse período que quase 100 usinas fecharam e milhares de produtores de cana independentes não se mantiveram na atividade rural, em todo o país”, lembra o presidente da Asplan que, cumpriu agenda em Brasília junto com o diretor secretário da Associação, Pedro Jorge Coutinho Guerra. Além da reunião da CNA, eles participaram de um encontro com o vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro Filho, quando debateram a atual conjuntura social, econômica e jurídica no país, especificamente, em relação ao setor sucroenergético. O advogado da Asplan, Markyllwer Goes também participou da reunião.
Produtores de cana-de-açúcar do Nordeste podem receber recursos da subvenção em créditos tributários
Desde 2015 que os produtores de cana-de-açúcar do Nordeste esperam receber recursos do Governo Federal, a título de subvenção, garantidos pela Lei 12.999/14. Mas, como o Governo não acena com a perspectiva do pagamento, que corresponderia a R$12,00 por tonelada de cana fornecida pelos produtores da região às usinas no auge da seca, a União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) achou uma saída que assegurará o restabelecimento do crédito da subvenção da cana, através de crédito tributário, ou seja, o produtor não receberia o valor em dinheiro, como em anos anteriores, mas, créditos do governo para quitar ou atenuar dívidas junto à União.
Na última quinta-feira (03), o presidente da Unida, Alexandre Lima, se reuniu, em Brasília, com o deputado federal João Henrique Caldas – JHC (PSB-AL). Na pauta do encontro, a entidade defendeu a necessidade da introdução de uma emenda do parlamentar, em uma medida provisória correlata, voltada para restauração dos direitos dos produtores receberem a subvenção. “O nosso pleito, aceito por João Henrique Caldas – JHC, foi que a subvenção de R$ 12,00 definida pela referida lei, seja reinserida em outra lei, a fim de evitar a perda desse direito até então descumprido”, afirmou Alexandre. A medida beneficia 11 mil canavieiros em Pernambuco e quase dois mil na Paraíba, além de produtores de todo o NE e do Rio de Janeiro que também são beneficiados pela Lei.
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, lembra que o deputado alagoano já é autor de uma emenda, em tramitação na Câmara, que defende o pagamento da subvenção, por isso ele foi acionado pela Unida. “É preciso salientar que a proposta da Unida não garante o pagamento da subvenção, mas a transforma em crédito tributário. Digo isso para que não se crie uma expectativa em relação ao recebimento de recursos como aconteceu com outros pagamentos da subvenção”, afirma Murilo, lembrando que é melhor receber o crédito tributário que não receber nada.
Reunião que debateu infraestrutura das estradas de Santa Rita que servem para escoamento da produção teve participação da Asplan
A Paraíba é o terceiro maior produtor de cana-de-açúcar no Nordeste e com o início da safra 2017/2018, a preocupação com a infraestrutura de estradas por onde a produção escoa é sempre recorrente. E isso se aplica, principalmente, aos municípios que mais produzem a matéria-prima, a exemplo de Santa Rita. Por isso, no último dia 03, produtores de outras culturas, além de plantadores de cana e o vice-presidente e o diretor da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Raimundo Nonato e Oscar Gouvêa, respectivamente, se reuniram com vereadores do município para debater o problema das estradas da localidade e ver as alternativas para resolvê-los.
A reunião aconteceu na sede da Câmara Municipal de Santa Rita e contou ainda com a participação dos vereadores Bruno Nóbrega (PR), Carlos Pereira Jr (PSB) e Gustavo Santos (Podemos). A constatação da precariedade das estradas e a necessidade de intervenções urgentes para melhorar o escoamento da produção de cana-de-açúcar, milho, macaxeira, batata e o abacaxi, as principais culturas da localidade, foi o foco dos debates. A safra de cana na Paraíba já foi iniciada e deve se estender até janeiro ou fevereiro do próximo ano.
Região de água abundante, o município de Santa Rita é propício para a agricultura, o que se reverte em recolhimento de impostos, geração de emprego e renda. Contudo, apesar dos recursos oriundos das diversas culturas, o cuidado com a conservação das estradas que servem para o escoamento da produção deixa a desejar. “A maioria das estradas não possuem malha asfáltica ou qualquer tipo de pavimentação, e quando o têm estão em péssimas condições fazendo com que os produtores convivam com vias esburacadas, muitas vezes sem condição de tráfego que pioram muito em períodos de chuva”, destaca o vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, que tem propriedade na região.
Por causa da inexistência de previsão de investimentos na localidade, em curto prazo, para que se mude a realidade das estradas locais, os vereadores que participaram da reunião se comprometeram a elaborar projetos com foco nas melhorias pleiteadas pelos produtores. “Como representantes das comunidades, temos a consciência de que precisamos buscar meios de resolver esse problema, através de requerimentos e projetos de lei e com as cobranças que faremos ao Executivo para que se resolva esse problema para um setor vital para o desenvolvimento do nosso município”, se comprometeu o presidente da Câmara, vereador Gustavo Santos
Paraíba tem lugar de destaque na chapa de reeleição do atual presidente da CNA
No próximo dia 22 de setembro, o atual presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), João Martins da Silva Jr., será reconduzido ao cargo, numa eleição sem concorrentes. Participar de uma eleição sem disputa era, inclusive, uma exigência dele para que aceitasse a recondução ao cargo de dirigente de uma das mais importantes e influentes entidades de classe do Brasil. A reeleição do atual dirigente da CNA também coloca a Paraíba em evidência no cenário do agronegócio nacional, haja vista o segundo maior cargo da diretoria executiva, o de Secretário Geral Executivo, vir a ser ocupado pelo atual presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa), Mário Borba, que já integra a atual cúpula da Confederação, num cargo de diretoria.
Para Mário Borba foi uma honra ter sido escolhido para compor a chapa de reeleição da diretoria da CNA, num cargo tão importante. “Isso aumenta ainda mais minha responsabilidade e dá uma projeção especial à Paraíba, afinal foi a partir de nosso trabalho aqui que nos projetamos em nível nacional”, argumenta Mário, que tem larga experiência no setor, onde atua a mais de 30 anos.
Além de compor a chapa da diretoria executiva da Confederação com um cargo de destaque, a Paraíba já desponta em nível nacional com projetos da CNA na área educacional. Dos 17 polos de educação profissional mantidos no país através da CNA, dois deles estão localizados na Paraíba, sendo um em Campina Grande e outro em João Pessoa. Recentemente, os polos foram auditados pelo Ministério da Educação (MEC) e as unidades da Paraíba obtiveram notas acima da média nacional, com pontuação 4, em Campina Grande e 5, em João Pessoa, numa escala de 3 a 5 pontos.
O vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Raimundo Nonato que, na semana passada, se reuniu com o presidente da CNA, João Martins, e com o dirigente da Faepa, Mário Borba, durante visita itinerante da diretoria da Confederação à Paraíba, elogiou a indicação do nome de Mário Borba para compor a chapa da reeleição. “Isso sem dúvida é uma conquista importante para a Paraíba que terá numa entidade de projeção nacional e também mundial um representante paraibano, que conhece as nossas demandas, dificuldades e também oportunidades”, afirma Nonato, que também enalteceu a conduta do presidente da CNA em sair do eixo Sul/Brasília e olhar o país de forma descentralizada. “Esse projeto de visita itinerante é muito bom, pois permite que o dirigente veja a realidade das diferentes regiões do país e tenha uma visão macro dos potenciais de cada localidade. A direção da CNA está de parabéns pela iniciativa”, reiterou Nonato.
Fiscais da Asplan participam de treinamento para monitorar qualidade da cana dos associados nas usinas
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) começou nesta segunda-feira (31), o treinamento dos agentes tecnológicos que irão atuar nas usinas do estado durante toda a safra 2017/2018. A capacitação, que inclui aulas práticas e teóricas e ainda explanações in loconas indústrias, é conduzido pelo consultor Francisco Dutra, pelo supervisor dos fiscais, Edvam Silva, pela analista do Laboratórios de Sacarose da Asplan, Josélia Félix, além do coordenador do Departamento Técnico da Asplan (DETEC), Vamberto Rocha. E coube a Vamberto, em nome da diretoria, dar as boas-vindas aos fiscais que vão acompanhar o processo de moagem de cana-de-açúcar nas usinas sucroalcooleiras existentes na Paraíba, entre o mês de agosto e janeiro ou fevereiro do próximo ano.
Na ocasião, o coordenador do DETEC falou da importância do trabalho dos fiscais, cujo principal objetivo é avaliar a qualidade da matéria-prima entregue pelos fornecedores, utilizando a fórmula da ATR (Açúcar Total Recuperado). “A precisão no trabalho dos fiscais, a partir de uma avaliação correta, assegura uma remuneração justa pela matéria-prima”, destacou Vamberto. Ele lembrou ainda que para se ter essa correta avaliação da cana é fundamental o domínio de conhecimentos técnicos e específicos. “Por isso, esse treinamento é tão importante para vocês”, enfatizou ele.
Em seguida, o consultor Francisco Dutra fez uma explanação do que é a Asplan, como ela funciona, incluindo detalhes dos vários departamentos da associação, com ênfase nas atividades e ações do Departamento Técnico, setor que coordena todo o trabalho de monitoramento nas usinas durante a safra. De acordo com o cronograma de capacitação, além da apresentação, no primeiro dia de treinamento foi abordado a primeira parte teórica do curso “Preparação de Agentes Tecnológicos para Operação no Monitoramento dos Laboratórios de Pagamento de Cana da Paraíba”.
Na próxima quarta-feira (02) será dada a complementação da teoria, no dia seguinte, os fiscais já irão para uma aula prática no laboratório da Asplan, que funciona numa sala do anexo da entidade, e na sexta-feira (04) será feita uma revisão de conteúdo. No dia 07, haverá a aplicação de uma prova para avaliar o nível de aprendizado dos agentes, cuja nota mínima, para ser admitido na equipe de fiscalização, será de 6,0 pontos. “A análise da cana para efeito de avaliação da remuneração é bem complexo porque é cheio de detalhes técnicos que precisam ser observados”, reitera Dutra.
Na próxima semana está programada a realização de visitas nas usinas para que os fiscais se familiarizem com a operação de equipamentos, tais como, a sonda e a balança da cana. A partir daí, segundo Edvam Silva, os fiscais começam a acompanhar a safra nas indústrias, na medida em que a cana dos associados for sendo entregue. No total, cerca de 20 fiscais estão participando da capacitação, que inclui normas e procedimentos que regulamentam toda a etapa de análise da matéria-prima no laboratório, além de noções específicas de informática. Nos dias 07 e 08 também está programada uma reciclagem com os profissionais veteranos, que já atuaram como fiscais em safras anteriores.
- Edvam Silva, do DETEC da Asplan, na capacitação dos ficiais
- O consultor Francisco Dutra
- Os fiscais da Asplan já começaram o treinamento
Atividades itinerantes da CNA na Paraíba têm a participação da Asplan
Aproximar ainda mais a instituição do produtor, ver in loco as potencialidades de cada região e reforçar os laços do Sistema CNA/SENAR com as Federações da Agricultura e os produtores rurais de todas as regiões do País. É com esse propósito que o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Jr., está promovendo reuniões descentralizadas da diretoria da instituição em cada uma das regiões produtoras do Brasil. As atividades na Paraíba aconteceram essa semana, nesta quinta-feira (27) e sexta-feira (28). O vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Raimundo Nonato representou a entidade nas ações locais.
As atividades realizadas pela CNA na Paraíba incluíram uma visita de campo para conhecer as instalações da Fazenda Santa Terezinha e da Doce Mel, em Mamanguape, uma empresa referência no mercado brasileiro e internacional que atua em quatro segmentos da cadeia produtiva, ou seja, produção, distribuição, logística e importação/exportação de frutas e produtos destinados à alimentação. Houve ainda uma reunião na sede da FAEPA, em João Pessoa, na manhã de hoje (28), e ainda um jantar, na noite desta quinta-feira (27) e um almoço, no início da tarde desta sexta-feira (28).
“Essa iniciativa do presidente da CNA é muito louvável e merece nossos elogios, porque ver in loco, conhecer de perto a realidade de cada região, é muito diferente de receber relatórios em Brasília. Na medida em que se tem mais conhecimento da realidade e das potencialidades é possível pensar em ações e projetos específicos que ajudem a diminuir as desigualdades de um país que tem dimensões continentais como o nosso”, destaca o vice-presidente da Asplan, lembrando que essa iniciativa da CNA bem que poderia ser adotada pelo governo e as instâncias do serviço público.
“Queremos conhecer ainda mais a realidade vivida pelo agricultor e pelo pecuarista, buscando soluções adequadas às suas prioridades e peculiaridades”, destacou João Martins durante reunião, realizada na manhã desta sexta-feira, na sede da FAEPA, em, João Pessoa, com produtores e representantes de entidades ligadas ao setor na Paraíba. O dirigente da CNA lembrou ainda que as reuniões itinerantes estão em conformidade com o projeto da instituição de fortalecer o apoio aos produtores rurais, debatendo com as Federações da Agricultura os problemas do setor e os rumos da agropecuária brasileira. A ideia é levantar dados que subsidiarão a CNA a elaborar políticas públicas para a agricultura e a pecuária do País. Além da Paraíba, já houve reuniões itinerantes em São Luiz (MA), Belém (PA) e em Campo Grande (MS).
Usinas paraibanas começam safra 2017/2018 e Asplan prepara fiscais para acompanhar a moagem
As usinas paraibanas já iniciaram a safra 2017/2018 em julho e a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) começa, na próxima segunda-feira (31), o treinamento dos agentes tecnológicos que vão acompanhar o processo de moagem de cana-de-açúcar nas usinas sucroalcooleiras existentes na Paraíba, durante toda a safra. No total, 16 fiscais, entre novatos e veteranos, participarão da capacitação que inclui normas e procedimentos que regulamentam toda a etapa de análise da matéria-prima no laboratório, além de noções específicas de informática.
A Japungu já começou sua safra 2017/2018 essa semana, enquanto que a Giasa, Miriri, Pemel e Agroval devem iniciar na primeira quinzena de agosto. A Monte Alegre deve começar a moer na segunda semana de agosto e a Tabu na segunda quinzena do mesmo mês. A previsão é que a safra termine entre janeiro e fevereiro do próximo ano.
De acordo com o cronograma de capacitação da Asplan, no próximo dia 31, das 8h ao meio-dia, será feita uma apresentação dos trabalhos pelo consultor Francisco Dutra, pelo supervisor dos fiscais, Edvam Silva, pela analista do Laboratórios de Sacarose da Asplan, Josélia Félix, além do coordenador do Departamento Técnico da Asplan, Vamberto Rocha. Entre os dias 01 e 04 de agosto serão realizados os treinamentos para os fiscais novatos. Nos dia 07 e 08 está programada uma reciclagem com os profissionais veteranos, que já atuaram como fiscais em safras anteriores e nos dias 09 e 10 estão programadas a realização de visitas nas usinas. A partir daí, segundo Edvam, os fiscais começam a acompanhar a safra nas indústrias.
De acordo com Vamberto, o treinamento dá subsídios para que os fiscais possam avaliar com precisão a qualidade da matéria-prima entregue pelos fornecedores, utilizando a fórmula da ATR (Açúcar Total Recuperado). “O trabalho da fiscalização consiste em monitorar as análises, a fim de garantir que o fornecedor de cana tenha sua matéria-prima avaliada corretamente, sem perdas em termos de remuneração”, destaca Vamberto, lembrando que a fiscalização é realizada 24 horas por dia, em turnos de trabalho, já que o fornecimento de cana para as unidades industriais não sofre interrupção.
O presidente da Asplan, Murilo Paraíso, lembra que este é um dos serviços disponibilizados pela associação que beneficia os cerca de 1800 fornecedores de cana-de-açúcar do Estado. “É valido ressaltar que a Asplan além de contratar esses fiscais para monitorar a avaliação da cana feita pelos analistas das usinas, também disponibiliza aos fornecedores um laboratório próprio, situado no prédio anexo ao da entidade, através do qual os associados podem solicitar uma pré-análise de sua cana, para não ter prejuízos posteriores”, finaliza Murilo.




