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Paraíba começa na próxima segunda-feira a moer safra 2022/2023 de cana-de-açúcar

A partir da próxima segunda-feira (18) começa a moagem da safra 2022/2023 de cana-de-açúcar na Paraíba. A primeira indústria a começar a processar a matéria-prima, que dá origem ao álcool ou açúcar, será a Japungu, localizada em Santa Rita. A Tabu, que fica em Caaporã, deve ser a segunda unidade industrial a começar a moagem, iniciando os trabalhos na quarta-feira (20) e a Giasa, instalada em Pedras de Fogo, tem previsão de iniciar a moagem no dia 26 de julho. As demais unidades sucroenergéticas paraibanas – Monte Alegre, Miriri, Agroval e De Pádua – devem iniciar a moagem em agosto.

Como neste primeiro momento as indústrias normalmente moem apenas cana própria, o trabalho dos agentes tecnológicos da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) só vai começar em agosto. O Coordenador de Fiscalização da Associação, Edvan Silva, explica que a equipe que vai atuar nas usinas paraibanas vai passar por um treinamento, entre os dias 25 e 29 deste mês, e iniciarão o trabalho de acompanhamento na primeira quinzena de agosto. “Nossa fiscalização atua 24h, todos os dias da semana, durante toda a safra. Para tanto, contaremos com o apoio de uma equipe de 15 fiscais, um coletor de amostras e um laboratorista, além da coordenação dos trabalhos, que é feita por mim”, destaca Edvan. Ele lembra que a fiscalização feita pela equipe diz respeito especificamente a questão do ATR. “Esse é um trabalho de parceria com as indústrias já que fazemos parte da mesma cadeia produtiva”, reitera Edvan.

Sobre a safra passada

A produção de cana-de-açúcar na Paraíba na safra 2021/2022 atingiu um volume de 5.687.959 toneladas de cana moída, que se transformaram em 120.856 toneladas de açúcar e 354.232 metros cúbicos de álcool. Do volume total de cana produzido na safra passada, 39% foram de matéria-prima própria de indústrias, o equivalente a 2.204.221 toneladas de cana e 61% de cana fornecida por produtores, num total de 3.483.738 toneladas. A produção de açúcar foi dividida em 98.603 toneladas de Cristal, 19.702 de VHP e 2.551 toneladas de açúcar Demerara. Do volume total de álcool, 223.294 metros cúbicos foram de Anidro e 130.930 de Álcool Hidratado. O setor canavieiro paraibano é o que mais emprega no campo atingindo um volume de cerca de 40 mil trabalhadores em épocas de safra.

Em época de safra, o setor canavieiro paraibano emprega cerca de 40 mil trabalhadores
Em época de safra, o setor canavieiro paraibano emprega cerca de 40 mil trabalhadores
A safra 21.22 na PB atingiu o volume de 5,6 milhões de toneladas
A safra 21.22 na PB atingiu o volume de 5,6 milhões de toneladas
A safra de cana da Paraíba começa a ser moída na próxima segunda
A safra de cana da Paraíba começa a ser moída na próxima segunda
Edvan Silva, da Asplan, diz que o trabalho de fiscalização da Associação só começa em agosto
Edvan Silva, da Asplan, diz que o trabalho de fiscalização da Associação só começa em agosto
Os agentes tecnológicos da Asplan atuam durante toda a safra, 24h, todos os dias
Os agentes tecnológicos da Asplan atuam durante toda a safra, 24h, todos os dias

Livro sobre a história da produção canavieira de Pernambuco será lançado no próximo dia 18 na sede da AFCP

 No Brasil, o plantio da cana-de-açúcar se iniciou em São Vicente, no ano de 1532, trazida da Ilha da Madeira, por Martim Afonso de Souza. Foi em Pernambuco, porém, que ela floresceu, encontrando condições ideais para seu desenvolvimento nas terras úmidas em massapê. Pernambuco era a capitania mais rica, tinha as maiores fazendas e era a mais poderosa. Desse estado saiu a maior produção de açúcar do mundo. De 1500 até hoje, muitas questões aconteceram em torno do cultivo da cana-de-açúcar e Pernambuco sempre esteve presente e se destacou nesse universo canavieiro. E quem quiser saber um pouquinho mais sobre essa questão tem uma excelente oportunidade no próximo dia 18, quando será lançado o livro “Cana-de-Açúcar em Pernambuco – o que você já sabe e que vai saber agora”.

A obra, escrita pelos engenheiros agrônomos Marcos Aurélio Cavalcante dos Santos e Benon José de Barros Barreto, será lançada na sede da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, no bairro da Imbiribeira, em Recife, a partir das 17h. Editado pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), o livro é dividido em 17 capítulos que abordam desde a origem da matéria-prima até sua chegada ao solo pernambucano, com dados sobre produção rural, processamento, caráter econômico, topografia, questões climáticas, melhoramento genético, preços, variedades, além de histórias e curiosidades sobre o setor.

“Com mais de 60 anos de prática e vivencias neste universo canavieiro, sou um entusiasta da cana-de-açúcar, essa cultura que atravessou séculos e se mantém altiva e pujante não apenas no Nordeste, onde tem uma expressiva participação econômica e social, mas em várias partes do país e em Pernambuco encontrou local propício para se desenvolver e é sobre isso que o livro trata”, afirma Benon Barreto, que aos 86 anos ainda se mantém ativo, vivendo e produzindo em meio ao universo que ajudou a perpetuar com sua obra. “Longe de ser uma tese, mas, sim, uma pesquisa repleta de sutilezas, feita por quem vive o setor na prática, esse é um trabalho que mapeia pontos esclarecedores”, complementa Marcos Aurélio.

Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, o lançamento do livro é um evento muito importante, tanto pelo conteúdo da obra, quanto pelos autores do livro. “Dr. Benon e Marco Aurélio têm história e bagagem no universo canavieiro, de forma que a expectativa é de ter um bom material bibliográfico e de boa referência sobre nosso setor”, afirmou o dirigente canavieiro que vai prestigiar o lançamento do livro junto com vários produtores da Paraíba. “Estaremos lá prestigiando esse momento único”, finalizou José Inácio.

O livro será lançado no próximo dia 18 na sede da AFCP em Recife
O livro será lançado no próximo dia 18 na sede da AFCP em Recife

Associados da Asplan encaminharam 45 projetos agrícolas de custeio e investimentos que juntos totalizaram mais de R$ 20 milhões

   A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), por meio do seu Departamento Técnico (DETEC), elaborou 45 projetos técnico/financeiro para aquisição de recursos direcionados a custeio e investimentos da safra de cana-de-açúcar 2021/22. Cada um deles foi remetido, pelos próprios associados, para o Banco do Brasil (BB), Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Sicredi e Bradesco e totalizam um volume de recursos de R$ 20,9 milhões.

O banco com maior direcionamento de projetos foi o BB com 15 projetos de custeio e 11 de investimento. O BNB teve cinco projetos de investimento e um de custeio. Ao Bradesco foi endereçado cinco projetos de custeio. O Sicredi totalizou oito projetos, sendo seis de custeio e dois de investimento. Dos R$ 20,9 milhões pleiteados, quase R$ 10 milhões foram direcionados a carteira do Banco do Brasil, tradicional banco de fomento do setor primário rural.

            O serviço de elaboração dos projetos é realizado gratuitamente para os associados, pelo DETEC da Asplan. O diretor do DETEC, Neto Siqueira destaca que para desenvolver um projeto similar, as empresas do mercado cobram a partir de 2% do valor financiado, mas, esse serviço não é pago pelo associado. “Nossa proposta sempre foi dar suporte técnico-administrativo ao produtor para que ele possa, cada vez mais, investir em agricultura e melhorar sua produtividade”, destaca Neto. Produtores não associados também podem utilizar os serviços da Asplan, mas, neste caso, é cobrado o valor de mercado.

            O diretor destaca, no entanto, que antes de se dirigirem a entidade com essa finalidade, os interessados na elaboração de projetos precisam ir às instituições bancárias para atualizar os dados. “Este tipo de cadastro prévio se faz necessário porque é um pré-requisito para dar entrada na documentação”, explica Neto. O Departamento Técnico da Asplan que também faz o serviço de georreferenciamento de imóveis rurais mediu 62 propriedades, totalizando uma área de 3.620,33 há. O DETEC funciona de 2ª a 6ª feira, das 8h às 13h, no prédio sede da entidade, na Rua Rodrigues de Aquino, no Centro da capital paraibana. Maiores informações pelo telefone (83) 3241-6424.

O Detec da Asplan funciona no prédio sede, de segunda a sexta-feira
O Detec da Asplan funciona no prédio sede, de segunda a sexta-feira
Volume de recursos solicitados
Volume de recursos solicitados
Elaboração de projetos agrícolas
Elaboração de projetos agrícolas
O Diretor do Detec, Neto Siqueira, lembra importância do trabalho do setor
O Diretor do Detec, Neto Siqueira, lembra importância do trabalho do setor

Paraíba tem discreta redução de produção de cana-de-açúcar e fecha safra 2021/22 com um volume de 5.687,959 toneladas de cana moída

A produção de cana-de-açúcar na Paraíba na safra 2021/2022 atingiu um volume de 5.687.959 toneladas de cana moída, que se transformaram em 120.856 toneladas de açúcar e 354.232 metros cúbicos de álcool. Em relação à safra passada, a produção canavieira teve um decréscimo de apenas 5%. Do volume total de cana produzido, 39% são de matéria-prima própria de indústrias e 61% de cana fornecida por produtores. Esses dados são referentes ao somatório de cana de fornecedores ligados a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) ao volume dos acionistas de indústrias sucroalcooleiras locais. Na safra passada (2020/2021) a produção paraibana ficou em 6.080.490 toneladas de cana, enquanto a de 2019/2020 fechou em 6.059.540 toneladas.

Das 5.687.959 milhões de toneladas de cana processada na atual safra, nas sete indústrias da Paraíba, os fornecedores ligados a Asplan responderam pelo volume de 3.483.738 toneladas, sendo a outra parte da produção – 2.204.221 –  correspondente à cana própria de usinas. Todas as sete unidades industriais moeram cana de fornecedores paraibanos nesta safra. Outras duas unidades fora da Paraíba também absorveram a produção local que foram a Olho D’água, em Camutanga (PE) e Baia Formosa, em Baia Formosa (RN). A produção de açúcar foi dividida em 98.603 toneladas de Cristal, 19.702 de VHP e 2.551 toneladas de açúcar Demerara.  Do volume total de álcool,  223.294 metros cúbicos foram de Anidro e 130.930 de Álcool Hidratado.

 “Essa safra foi marcada pelo aumento do preço da tonelada de cana, que começou com R$ 165,75 e se manteve, numa média de R$ 172,68, finalizando com R$ 181,98, mas, esse aumento foi anulado com aumento dos custos com insumos agrícolas, alguns deles chegando até a dobrar de preço, outros aumentaram 30% ou 40%, anulando essa lucratividade, mas, mesmo assim a Paraíba vem conseguindo manter a média de produção de cana-de-açúcar nas últimas safras”, argumenta o presidente da Asplan, José Inácio de Morais. José Inácio lembra que a destinação de cana produzida na Paraíba para usinas de PE e RN não estão contabilizadas como safra na Paraíba, o que evidencia que a produção no Estado pode ter sido um pouco maior que 5,6 milhões de toneladas.

Mas, apesar de a safra 2021/2022 ter tido uma remuneração melhor, com uma média de R$ 172,68 por tonelada de cana, na Paraíba houve uma perda de produtividade por parte dos fornecedores, de cerca de 15%, em média, o que comprometeu a lucratividade. “O volume de chuvas não foi o esperado e isso afetou diretamente a produtividade. Em regiões como Sapé, Itapororoca, Sobrado, Cuité de Mamanguape e Capim, por exemplo, a redução de chuvas foi de 30%. Além disso, a quantidade de ATR também caiu, pois na safra anterior, o ATR médio, foi 133 e nesta safra  ficou em 130, caindo três quilos por tonelada de cana, além da alta dos insumos e dos combustíveis impactou negativamente na lucratividade dos produtores”, reitera José Inácio.

O diretor do Departamento Técnico da Asplan (DETEC), Neto Siqueira, explica que embora a safra tenha tido uma discreta redução de volume de produção em relação a anterior, na questão produtividade, os fornecedores tiveram um grande impacto negativo. “Essa redução média de 15% na produtividade, representa um decréscimo de cerca de oito toneladas de cana por hectare, o que significa muito no computo geral da safra. O fornecedor não tem tanta irrigação quanto necessitaria ter e não dispõe de outros mecanismos que possibilitam um aumento de produtividade, diferente das indústrias que usam vários outros recursos para conseguir aumentar sua produtividade”, reitera Neto, reforçando que o aumento do preço da tonelada de cana nessa safra, teve o contraponto do aumento dos custos de produção, uma coisa anulando a outra e que essa safra também ficou marcada pela ampliação da utilização de ativos biológicos tanto por fornecedores, quanto pelas usinas.

Classificação do produtor

Para efeito de classificação do produtor canavieiro paraibano, denomina-se como micro produtor quem produz até 1000 toneladas/safra. Os classificados como pequenos produzem entre 1000 e 5 mil toneladas. Os médios se classificam entre quem produz de 5 a 10 mil toneladas, enquanto que é considerado grande produtor quem fornece acima de 10 mil toneladas. Na Paraíba, 66,44% dos fornecedores de cana associados da Asplan são considerados micro produtores. Os pequenos representam 22,40% do universo de produtores canavieiros, enquanto que os médios correspondem a 5,43% e os grandes a 5,72% do universo total de fornecedores ligados à Asplan. A safra 2021/2022 começou em julho do ano passado e foi encerrada em abril último, mas os dados consolidados só foram divulgados recentemente.

Fotos: News Comunicação / Walmar Pessoa

José Inácio de Morais, presidente da Asplan
José Inácio de Morais, presidente da Asplan
O aumento do preço da tonelada de cana na safra foi anulado pelo aumento dos preços dos insumos e dos combustíveis
O aumento do preço da tonelada de cana na safra foi anulado pelo aumento dos preços dos insumos e dos combustíveis
Os fornecedores ligados a Asplan responderam por 61% de toda a produção canavieira da PB
Os fornecedores ligados a Asplan responderam por 61% de toda a produção canavieira da PB
A produção canaviera da PB resultou na fabricação de 354.232 metros cúbicos de etanol e 120.856 toneladas de açúcar
A produção canaviera da PB resultou na fabricação de 354.232 metros cúbicos de etanol e 120.856 toneladas de açúcar
A safra 21.22 na PB atingiu o volume de 5,6 milhões de toneladas
A safra 21.22 na PB atingiu o volume de 5,6 milhões de toneladas
A Paraíba tem sete indústrias sucroenergéticas
A Paraíba tem sete indústrias sucroenergéticas
A safra de cana-de-açúcar na PB teve 5% de redução em relação a anterior
A safra de cana-de-açúcar na PB teve 5% de redução em relação a anterior
A Tabu, localizada em Caaporã, é uma das das industrias que produzem álcool na PB
A Tabu, localizada em Caaporã, é uma das das industrias que produzem álcool na PB

Palestras reforçam importância da análise do solo e da aplicação correta de insumos para melhorar produtividade de culturas

A análise do solo é uma técnica de suma importância na agricultura, sendo a mais confiável para o conhecimento do estado nutricional e o grau de fertilidade em que se encontra determinada área e é imprescindível para determinar quais produtos mais se adequam a necessidade da área a ser cultivada, impactando diretamente no manejo e produtividade das culturas. Essa questão, que já era bem conhecida de todos que participaram das palestras dos ‘Doutores da Cana’, já que o público alvo foi produtores canavieiros e  industriais do setor sucronenergético, ficou ainda mais evidente após as explanações do Professor Doutor, Emídio Cantídio, do agrônomo Dr. Luiz Cláudio e  do agrônomo, consultor e especialista Dr. Benon Barreto. Eles foram os palestrantes de um evento que aconteceu em João Pessoa, nesta quarta-feira (29), promovido pela Adama e Agromape, com apoio da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan).

O Professor Doutor, Emídio Cantídio, que abordou o tema ‘Manejo de estresse abiótico em cana-de-açúcar’, iniciou o ciclo de palestras, enfatizando que o fator climático afeta diretamente a produtividade, com ênfase nas questões hídrica e da radiação solar. “A radiação solar interfere na produtividade, assim como a questão hídrica, mas existem soluções para minimizar esses problemas. Hoje, existem no mercado muitas tecnologias à disposição do produtor e a grande questão é saber o que usar e como aplicar”, destacou ele. Dr. Emídio lembrou do déficit hídrico do Nordeste e reiterou a importância da escolha de uma variedade de cana que seja adaptada à região e suas peculiaridades. Em sua participação, o professor sugeriu especial atenção com algumas práticas que, segundo ele, são estratégias eficazes que minimizam o estresse hídrico e quando utilizadas corretamente impactam diretamente na produtividade, a exemplo da fosfatagem, da gessagem, da silicagem e do uso de bioestimulantes e fisioativados. Ele ainda abordou as vantagens do uso do ExpertGrow, da ADAMA, no aumento da taxa fotossintética, maior desenvolvimento de folhas e colmos e ainda com impactos diretos na produtividade. Neste aspecto, ele mostrou o resultado de  alguns experimentos com o uso desta biossolução.

Em seguida foi a vez da participação do Diretor Técnico da Agromape e engenheiro agrônomo, Dr. Luiz Cláudio, que falou sobre ‘Fatores que afetam a produtividade dos canaviais do Nordeste’. Ele abordou o tema focando nas restrições fisiológicas, ambientais e agronômicas, passando pela importância e diferenciação de macro e micro nutrientes, sugeriu ações para melhorar a nutrição da planta, chamou atenção para a importância da observação de fatores que influenciam na eficácia da aplicação de produtos, tipo vento e chuva, e reiterou a importância da análise de solo para aplicação de produtos mais eficazes. “Não existe receita de bolo pronta na Agricultura. Existem tecnologias à disposição que precisam de análises prévias de onde e como será aplicada para surtir o efeito desejado”, disse ele, destacando diversos produtos de utilizações específicas, com ênfase no combate a nematóides, a broca-da-cana, broca-gigante, além de outras pragas, doenças e deficiências.

Ùltimo a falar, Dr. Benon também prendeu a atenção da platéia pelas analogias que fez. Utilizando a  metáfora de uma gaveta, onde segundo ele meias e lenços seriam hidrogênio e alumínio, coisas que precisam ser retiradas da gaveta sobrando pouco ou quase nada, e cuecas, camisas e calças seriam, respectivamente, potássio, magnésio e cálcio, fundamentais para o cultivo, Dr. Benon abordou a importância do que é fundamental para uma boa produtividade, destacando o cálcio como um dos principais elementos. “Toda honra e toda glória para o cálcio, pois um solo só tem vida se tiver cálcio”, disse ele, complementando que: “devemos ter mais respeito com o solo e é imprescindível identificar o solo para poder agir corretamente. Se você não sabe o que tem, não vai acertar no uso de produtos”. Neste aspecto, ele sugeriu ao Departamento Técnico da Asplan que intensifique as ações e treinamentos para que os produtores associados sejam estimulados a realizarem a análise de seus solos e ainda brincou: “a análise do solo é tão importante para o produtor ter boa assertividade no uso de produtos e aumentar sua produtividade, como um exame de sangue é para o  médico avaliar a saúde de seu paciente”.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, lembrou a importância de eventos como esse, reiterou o compromisso da direção da Associação em investir o que for preciso para melhor orientar o produtor na conduta de seus tratos culturais e destacou a necessidade de irrigação, do bom preparo do solo e do uso de tecnologias para aumento da produtividade dos canaviais. “Temos que continuar acreditando e investindo em tecnologia para melhorar nossa produtividade e esse debate de hoje nos mostrou que temos soluções para todos os nossos problemas, a questão é como melhor utilizá-las” afirmou ele, que foi homenageado, junto com Dr. Nenon, com o troféu comemorativo da ADAMA, o #BomdeCana. Quem fez a entrega foi o representante da ADAMA, Manoel Arcanjo, que em um momento anterior falou sobre algumas soluções e tecnologias da Marca, a exemplo do Protege, do Legado e do ExpertGrow, e apresentou um vídeo institucional da ADAMA.

O Diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira e o agrônomo da Associação, Luis Augusto, também tiveram rápida participação, destacando o trabalho que a entidade faz junto aos fornecedores de estímulo e orientação para realização das análises de solo. “Já realizamos cerca de 500 amostras de solo, graças a uma parceria que temos com um laboratório de Alagoas, cujos resultados saem, em média, com 15 dias, além disso, temos um protocolo de orientação que ensina o produtor a fazer a coleta adequada para análise”, afirmou Neto, lembrando que a Asplan também tem um convênio com o Senar para capacitação do produtor.

O segundo vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, encerrou o evento, parabenizando todos os palestrantes, especialmente, Dr. Benon que aos 86 anos ainda se mantém na ativa. “Muito nos alegra ainda poder contar com sua colaboração na disseminação de tanto conhecimento técnico”, disse ele, confirmando presença no lançamento do livro “Cana-de-Açúcar em Pernambuco”, escrito pelo Dr. Benon em parceria com o agrônomo, Marcos Aurélio Cavalcante, que será lançado no dia 18 de julho, às 17h, na sede da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, em Recife. “Iremos em comitiva para prestigiar esse lançamento”, complementou José Inácio, também confirmando presença no evento.

Dr. Benon Barreto com o presidente da Asplan, José Inácio
Dr. Benon Barreto com o presidente da Asplan, José Inácio
As palestras aconteceram no auditório da Asplan, em João Pessoa
As palestras aconteceram no auditório da Asplan, em João Pessoa
Após o evento, foi servido um almoço para todos os presentes
Após o evento, foi servido um almoço para todos os presentes
Dr. Emídio Cantídio falou sobre manejo de estresse abiótico
Dr. Emídio Cantídio falou sobre manejo de estresse abiótico
Luiz Cláudio Santos, da Agromape. foi um dos palestrantes
Luiz Cláudio Santos, da Agromape. foi um dos palestrantes
O agrônomo da Asplan, Luis Augusto, também falou das atividades do DETEC
O agrônomo da Asplan, Luis Augusto, também falou das atividades do DETEC
Manoel Arcanjo, da ADAMA, Dr. Benon, José Inácio e Luis, da Agromape
Manoel Arcanjo, da ADAMA, Dr. Benon, José Inácio e Luis, da Agromape
Equipe Agromape e ADAMA promotores do evento
Equipe Agromape e ADAMA promotores do evento
Manoel Arcanjo, da ADAMA
Manoel Arcanjo, da ADAMA

Adama e Agromape promovem palestras sobre manejo e produtividade na Asplan

O manejo do solo influencia na quantidade e qualidade da matéria orgânica do solo a qual tem estreita relação com os atributos químicos, físicos e biológicos do solo, refletindo diretamente na produtividade das culturas e na manutenção da qualidade do solo. E é justamente sobre essa temática que na próxima quarta-feira (29), produtores canavieiros da Paraíba terão a oportunidade de se aprofundar durante o evento ‘Doutores da Cana’. Promovido pela Adama e Agromape, com apoio da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), o evento acontecerá a partir das 8h30, no auditório da sede da Associação, em João Pessoa, e é aberto ao público interessado.

O ‘Doutores da Cana’ vai contar com a participação do Professor Doutor, Emídio Cantídio que vai abordar o tema ‘Manejo de estresse abiótico em cana-de-açúcar’, com o Dr. Luiz Cláudio que vai falar sobre ‘Fatores que afetam a produtividade dos canaviais do Nordeste’ e ainda com o consultor técnico e agronômo, Dr. Benon Barreto que vai falar sobre ‘Fundamentos para condicionar o solo afim de se obter maiores produtividades’.

O diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, destaca a importância do evento. “Todos os palestrantes têm grandes conhecimentos de causa, são especialistas nestes assuntos e vão abordar questões que são muito importantes para os produtores melhorarem suas lavouras”, destaca Neto, convidando os associados a prestigiarem o momento.

Diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira destaca importância dos temas a serem abordados
Diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira destaca importância dos temas a serem abordados
Palestras com os 'Doutores da Cana' acontecem no próximo dia 29 na Asplan
Palestras com os ‘Doutores da Cana’ acontecem no próximo dia 29 na Asplan

Dia de Campo da Giasa reúne fornecedores e fica marcado por excelentes palestras técnicas

Foi para marcar o início da safra 2022/2023 que a Usina Giasa, localizada em Pedras de Fogo, reuniu nesta quarta-feira (22), seus fornecedores para um Dia de Campo. O evento, realizado no Hotel Fazenda Paraíso dos Colibris, ficou marcado por duas excelentes palestras técnicas proferidas pelo Professor Doutor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Emídio Cantídio, e pelo professor José de Souza Santos. As empresas Agromape e FMC foram parceiras do evento que contou com a participação do presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

            A palestra de Dr. Emídio teve como tema “Importância da utilização de corretivos em cana planta e soca e seus efeitos da produtividade e longevidade do canavial”, enquanto que a palestra do professor Santos foi sobre “Manejo e controle de pragas da cana-de-açúcar com ênfase e broca comum, broca gigante e cigarrinhas”.

            Para o diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, que também participou do evento, o Dia de Campo foi muito proveitoso e importante. “O Dia de Campo foi muito prestigiado pelos fornecedores de cana e a Asplan teve significativa participação nele, interagindo com a indústria e nos deu a oportunidade de atualização de conhecimentos no sentido de manejo nutricional de pragas e doenças”, afirma Neto, destacando que houve ainda a distribuição de material institucional da Asplan para todos os presentes. Quem também esteve presente foi o segundo vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato Siqueira que também avaliou o momento como muito positivo.

O presidente da Asplan, Jospe Inácio ( camisa branca) prestigiou o evento da Giasa
O presidente da Asplan, Jospe Inácio ( camisa branca) prestigiou o evento da Giasa
Representantes da Usina Giasa
Representantes da Usina Giasa
Produtores associados da Asplan que também estuiveram no evento da Giasa
Produtores associados da Asplan que também estuiveram no evento da Giasa
O público alvo do evento eram os forncedeores de cana da empresa
O público alvo do evento eram os forncedeores de cana da empresa
O Dia de Campo da Giasa aconteceu no audtório de um hotel
O Dia de Campo da Giasa aconteceu no audtório de um hotel
A estação de Camaratuba tb se fez presente no evento
A estação de Camaratuba tb se fez presente no evento
Neto Siqueira e Raimundo Nonato preatigiaram o evento da Giasa
Neto Siqueira e Raimundo Nonato preatigiaram o evento da Giasa
A Asplan distribuiu material institucional com todos os presentes
A Asplan distribuiu material institucional com todos os presentes

Comitiva da República dos Camarões visita à Paraíba para estreitar relações comerciais e conhecer cadeia produtiva da cana-e-açúcar

Uma comitiva formada por um funcionário da embaixada e outros do Comitê da Agricultura  da República dos Camarões (África) esteve reunida, na tarde desta terça-feira (14), com diretores da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e com o representante das indústrias sucroenergéticas paraibanas. O grupo veio ao Brasil, exclusivamente, para conhecer a cadeia produtiva paraibana, fomentar negócios, estreitar as relações bilaterais com o Brasil e a Paraíba e conhecer a parte tecnológica da produção de cana-de-açúcar e da produção de etanol. A ideia é levar para o país africano informações sobre esses processos já que há por parte deles a intenção de investir na produção deste combustível renovável, limpo e sustentável. Coube ao segundo vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, e ao Diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, recepcionar o grupo em sua visita a entidade canavieira, que incluiu ainda a participação do secretário do Desenvolvimento, da Agropecuária e da Pesca da Paraíba, Rafael Lopes de Oliveira.

“Devido a características muito similaridades, inclusive porque Camarões está na mesma linha do Equador que a Paraíba, e já tendo uma produção expressiva de cana-de-açúcar, eles avaliaram que seria importante conhecer in loco como funciona a cadeia produtiva da Paraíba para levar para o país de origem essas informações a fim de iniciarem essa produção de etanol. E nós repassamos a eles todas as informações solicitadas relativas a parte da produção da matéria-prima que corresponde a nosso campo de atuação na cadeia produtiva canavieira”, disse Raimundo Nonato.

Ainda segundo o dirigente da Asplan, a iniciativa de produção de cana e de etanol deve ser estimulada não apenas em Camarões, mas em qualquer lugar do mundo onde a cultura possa ser plantada e indústrias possam ser implementadas. “Neste aspecto, não há que termos reservas e ciúmes com quer que seja, pois o mundo precisa cada vez mais de um combustível limpo, que seja social, econômica e ambientalmente correto, e o etanol é tudo isso, por isso, iniciativas como essa de Camarões deve ter todo o nosso apoio e estímulo”, reiterou Nonato quebrando o protocolo e provocando risos ao brincar com a delegação dizendo que a única reserva em relação ao país africano, acontecerá em novembro, quando a seleção de futebol de Camarões enfrentará a do Brasil nas eliminatórias da Copa do Mundo, em Dubai.

Durante a reunião, foi apresentados os dados de produção de cana da Paraíba, de produção da indústria, de funcionamento das entidades que integram a cadeia produtiva, do papel, função e importância das entidades representativas – Asplan e Sindálcool-  do Governo do Estado e detalhes importantes do universo canavieiro. O elemento surpresa da reunião foi saber que a República dos Camarões, segundo seus representantes, produz cana-de-açúcar em 400 mil hectares, quase o dobro da área plantada na Paraíba, terceiro maior produtor canavieiro do Nordeste, que fica em torno de 250 mil hectares. “Me espantei com esse dado porque, de fato, é uma área muito grande que tem um potencial enorme para produção de derivados da cana, inclusive, etanol”, destacou Nonato.

O secretário de Agricultura da Paraíba, Rafael Lopes de Oliveira, deu detalhes da participação do setor produtivo na economia paraibana, com ênfase na cadeia da cana-de-açúcar, e antes da reunião com a comitiva, debateu com a direção da Asplan questões importantes para o setor como a revitalização das estradas vicinais por onde escoa a produção agrícola, especialmente, a da cana e ainda a insegurança na zona rural, com o aumento do número de assaltos e furtos de geradores e outros equipamentos, que tem deixado intranquilos os produtores e moradores do campo. “Colocamos para o secretário essas questões prioritárias e ele disse que ainda essa semana despacharia com o governador João Azevedo reforçando nossos pleitos”, finalizou Raimundo Nonato.

O diretor do Detec, Neto Siqueira, lembra que surgiu ainda a ideia de ser firmada uma parceria com a Asplan, através de um convênio. “Vamos nos reunir novamente para definir de que forma a gente pode difundir a parte tecnológica da produção de cana-de-açúcar com os representantes do Comitê da Agricultura  da República dos Camarões”, destacou Neto.

Além de Raimundo Nonato Siqueira e Neto Siqueira, da Asplan, e do Secretário de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca,  Rafael Lopes de Oliveira participaram da reunião, o  Engenheiro Agrônomo da Asplan, Luis Augusto, a  2ª Vice-Diretora Secretária, Ana Cláudia Santana Tavares, o economista, Marcelo Martins, do Sindalcool e os fornecedores, Rêmulo Barbosa, Domingos Sávio Andrade.

Sobre o país

A República dos Camarões  é um país da região ocidental da África Central que em comparação com outros países africanos, têm  mais estabilidade política e social o que permitiu o desenvolvimento da agricultura, estradas, ferrovias e grandes indústrias de petróleo e madeira. Na agricultura, o país está entre os cinco maiores produtores do mundo de banana-da-terra, noz de cola e taro, é grande produtor mundial de cacau, assim como de óleo de palma e inhame, além de ter grandes produções de mandioca, milho, sorgo, banana, cana-de-açúcar, tomate, amendoim, entre outros produtos. Os Camarões são uma república presidencialista, dividida administrativamente em 10 províncias. O chefe de estado e de governo é o presidente Paul Biya (RDPC) que governa desde 1982, sendo reeleito sucessivas vezes. Tanto inglês quanto francês são línguas oficiais, apesar de o francês ser muito mais compreendido (mais de 80%), tanto que na visita que a comitiva fez a Asplan, todos falaram em francês, tanto que houve a necessidade de um interprete que mediou todas as falas.

Rimundo Nonato representou a presidência da Asplan na reunião
Rimundo Nonato representou a presidência da Asplan na reunião
O grupo de Camarões quer estreitar relações comerciais com a Paraíba
O grupo de Camarões quer estreitar relações comerciais com a Paraíba
A reunião aconteceu na sede da Asplan, em João Pessoa
A reunião aconteceu na sede da Asplan, em João Pessoa
Além do secretário de Agricultura, participaram da reunião diretores e associados da Asplan e  representante do consulado de Camarões
Além do secretário de Agricultura, participaram da reunião diretores e associados da Asplan e representante do consulado de Camarões

Parecer que moderniza Lei do RenovaBio e repara injustiça com produtores é aprovado em Comissão na Câmara

A Comissão da Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara Federal aprovou, em votação nesta terça-feira (14), o parecer do deputado José Schreiner (DEM-GO) favorável ao PL 3149/20, de autoria do deputado Efraim Filho (DEM/PB). A matéria tem singular importância para os produtores porque repara uma injustiça com eles que ficaram de fora da Lei do RenovaBio,  inserido-os no recebimento dos créditos de descarbonização (CBios), que, atualmente, é destinado somente aos industriais. “Essa é uma reivindicação justa e esse foi um grande passo para nos inserir como parte da cadeia produtiva no recebimento de CBios, uma vez que a cana captura carbono durante seu cultivo, mas isso não foi levado em consideração na atual legislação, nos deixado de fora deste ganho”, afirma o presidente da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais que está em Brasília e acompanhou a votação. A matéria segue agora para outras comissões, sendo a próxima a Comissão de Minas e Energia.

José Inácio reforça que embora a cana capture carbono durante seu cultivo, isso não foi levando em consideração para contemplar os produtores com o recebimento do  o Cbios. “Tem vários estudos a respeito disso atentando a importância do produtor nessa cadeia porque é a cana e a sua produção, que melhora a nota de eficiência e aumenta o volume que a unidade industrial vai comercializar. Não dá para aceitar que isso não seja revisto e a aprovação do parecer é um ponto fundamental nessa revisão”, reitera José Inácio, que está na capital federal com o primeiro vice-presidente da Asplan, Pedro Neto.

O dirigente canavieiro lembra que o PL do deputado Efraim busca modernizar a Lei do RenovaBio (13.576/2017) de modo a valorizar a biomassa destinada para fabricação dos biocombustíveis e o produtor rural desta matéria-prima, inserindo-o, também, no recebimento dos CBios. “O relatório aprovado hoje é um avanço e é  resultado de uma ampla discussão entre produtores de cana e unidades industriais que repara essa injustiça com a gente que há duas safras já poderíamos estar recebendo o que é nosso por méritos e justiça”, afirma José Inácio.

O relatório sugere um repasse de 80% da receita de CBios aos canavieiros que sejam certificados com dados padrão e 50% àqueles sem a referida certificação. O percentual diz respeito ao correspondente da matéria-prima do produtor rural fornecida às unidades industriais para fabricação dos biocombustíveis, como o etanol. A classificação da biomassa, segundo o RenovaBio, pode ser padrão (mais eficiente referente às questões ambientais) ou primária.

“Além da justa inclusão do produtor da biomassa no RenovaBio através do recebimento do CBios, o relatório busca, com isso, incentivá-lo a disponibilizar dados precisos sobre a matéria-prima por ele produzida, bem como aumentar a eficiência na economia de carbono, a ser emitido em menor quantidade consequentemente”, explica o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil cana captura carbono durante seu cultivo, mas que o Cbios não contempla esse aspecto (Feplana), Paulo Leal, lembrando que grande parte das metas de descarbonização ocorre no campo, por meio de ações realizadas pelo produtor rural, levando em consideração desde a forma de cultivo da matéria prima, até o cumprimento da manutenção de sua Reserva Legal e das Áreas de Preservação Permanente (APPs) em sua propriedade.

O deputado José Schreiner, autor do relatório, ladeado pelo presidente José Inácio e o primeiro vice-presidente, Pedro Neto
O deputado José Schreiner, autor do relatório, ladeado pelo presidente José Inácio e o primeiro vice-presidente, Pedro Neto

Os 65 anos da Asplan e a atuação do presidente da Associação Canavieira são reconhecidos pela ALPB durante Sessão Especial

Há 65 anos, a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) acompanha o dia a dia dos produtores canavieiros paraibanos, dando-lhes o apoio necessário para que a cultura mais significativa do Estado continue gerando empregos, divisas, desenvolvimento e progresso. E nesta quarta-feira (08), a importância desta entidade, que congrega cerca de 1.800 associados, foi reconhecida pela Assembleia Legislativa com a realização de uma Sessão Especial. E a solenidade também marcou o reconhecimento do trabalho, da trajetória, da liderança e da contribuição do atual presidente da Asplan, José Inácio de Morais, para o desenvolvimento da Paraíba, outorgando-lhe a mais alta comenda da ALPB, a Medalha de Epitácio Pessoa. A propositura de homenagem à Asplan foi do deputado Tovar Correia Lima, que presidiu os trabalhos, enquanto que o deputado João Gonçalves, que secretariou a sessão, foi o autor da outorga da Medalha. A solenidade, bastante prestigiada, aconteceu no auditório da Asplan, em João Pessoa.

Antes de a sessão legislativa ser iniciada, o cerimonialista e jornalista, Aldo Schueller, apresentou a Asplan e falou sobre o homenageado, que é filho, neto e bisneto de produtores canavieiros e está em seu terceiro mandato à frente da Associação paraibana. Na sequência, o deputado Tovar Correia Lima chamou as autoridades que compuseram a mesa, pediu um minuto de silêncio em memória das vítimas do Covid, como manda o Regimento da Casa em todo início de sessão e, em seguida, chamou o músico Mô Lima para executar o Hino Nacional com sua sanfona, o que emocionou a todos e já deu o tom do que seria essa dupla homenagem.

O primeiro parlamentar a falar foi o deputado Trocolli Júnior que enalteceu as qualidades do líder setorial e do cidadão, José Inácio. “Essa é uma homenagem justíssima e eu estou muito feliz de ver a ALPB reconhecer um homem de palavra e honesto, trabalhador e que muito contribui com a economia paraibana”, disse Trocolli. Coube ao deputado Tovar, em seguida, falar sobre a importância da Asplan e justificar a propositura de sua autoria em homenagem a entidade. “É uma honra participar deste momento e ter sido o autor desta sessão, pois a Asplan é uma entidade séria, muito importante não apenas para o segmento produtivo, mas, para toda a Paraíba. Nosso estado tem uma dívida de gratidão com todos vocês que integram essa associação, pois vocês tiram riqueza da terra e nos devolvem com a geração de empregos, divisas, com progresso e desenvolvimento”, enfatizou Tovar, destacando números e dados que enaltecem o setor sucroenergético paraibano, a exemplo da geração de cerca de 44 mil empregos em épocas de safra.

Coube ao diretor financeiro da Asplan, Oscar Gouveia, fazer uma apresentação do homenageado. “José Inácio é um amigo irmão, sempre atento e solidário ao próximo, revelando-se um ser humano carismático e possuidor de um grande coração. Outra qualidade é sua fé, sempre presente nas suas ações. É nosso privilégio ter à frente de nossa associação um líder nato, de competência inigualável, incansável na busca de soluções, sendo um negociador habilidoso e com uma visão ampla e geral sobre os aspectos ligados ao universo canavieiro. É um profundo conhecer dessa cultura, como também do agronegócio. Apesar de não ter raízes ancestrais na Paraíba, foi aqui que criou vínculos e fincou raízes, sendo querido, admirado e respeitado por todos com quem ele convive. Ampliou horizontes e fronteiras de suas propriedades tendo a cana como principal cultura de suas atividades”, afirmou o Sr. Oscar.

Ainda sobre o homenageado, ele destacou: “Macaparana se orgulha deste filho e nós também e nos honramos com sua presença e atuação tão significativa em nosso estado, no nosso setor, na nossa associação e hoje estamos reafirmando todo o nosso prazer em participar desta solenidade que muito nos honra e envaidece. Sua retidão, competência e serviços prestados a nossa classe deixarão sua marca e exemplo a todas as gerações futuras seguidoras da prática canavieira”, finalizou ele que também falou sobre a importância da cultura canavieira em seus diversos segmentos e o compromisso da Asplan de atender e preservar os interesses de seus associados.

O deputado João Gonçalves falou em seguida enaltecendo as qualidades e diferencias do presidente da Asplan, José Inácio. “Não é porque José Inácio é meu amigo há mais de 40 anos que propus essa homenagem, isso por si só, não o faria merecedor desta grande honraria”, brincou o parlamentar. “José Inácio é merecedor desta Medalha porque ele é um líder respeitado, um cidadão de referência, um ser humano correto, um acervo vivo do agronegócio paraibano, um empresário de sucesso que emprega muita gente, já deixou sua marca na Secretaria de Agricultura como secretário-executivo e tem relevantes serviços prestados à Paraíba em mais de 40 anos que mora aqui”, destacou o parlamentar que entregou a Medalha junto com a esposa do homenageado Ana Izabel de Oliveira Araújo.

O Deputado Estadual do Rio Grande do Norte, Hermano Morais, primo do homenageado também se pronunciou. “Estou trazendo aqui meu abraço fraterno ao meu primo que está recebendo a maior comenda da Assembleia da Paraíba e, em nome de nossa família, quero agradecer essa homenagem que também se estende a Asplan pelos seus 65 anos de existência e bons serviços prestados ao desenvolvimento da Paraíba. Estamos muito orgulhosos deste reconhecimento”, disse o parlamentar, que também agradeceu o apoio que a Asplan deu para a revitalização da Associação de Plantadores de Cana do Rio Grande do Norte.

O deputado Wallber Virgulino que prestigiou a sessão também se pronunciou destacando a importância da Asplan. “Essa é uma entidade que gera empregos e comemorar os 65 anos de atividades desta associação muito me alegra porque sempre estive do lado de quem produz”, enfatizou o parlamentar que pediu para subscrever a propositura do deputado Tovar.

O secretário de Agricultura do Estado, Rafael Lopes de Oliveira, que representou o governador João Azevêdo na solenidade, também falou e destacou a representatividade da Asplan no cenário econômico da Paraíba. “É um entidade que tem um peso significativo no desenvolvimento da Paraíba e na balança comercial do estado”, disse ele que, na ocasião, assinou o Certificado de Registro da Cooperativa dos Associados da Asplan – Coasplan.

A deputada Pollyana Dutra, o superintendente do INCRA, Kleber de Oliveira, o dirigente da Faepa, Mário Borba, o diretor da Giasa, Bruno Tavares de Mello, que representou as indústrias sucroenergéticas e Jorge Coelho da Famup, além do ex-senador Efraim Morais, completaram a composição da mesa de autoridades da Sessão Especial, mas, não fizeram discursos. A solenidade, que contou ainda com a presença do consultor da Unida, Gregório Maranhão, de diretores, associados e funcionários da entidade foi encerrada com uma bela apresentação do artista, músico e repentista Oliveira de Panelas, que cantou em versos, rimas e prosas os diferenciais da Asplan e do homenageado.

Discurso do presidente da Asplan

 

José Inácio de Morais falou durante 25 minutos, se emocionou ao falar dos pais, se empolgou ao falar de política, relembrou a trajetória e feitos da entidade que preside pela terceira vez, citando nominalmente seus antecessores, falou de sua origem na cidade de Macaparana (PE) e de sua história na Paraíba, fez uma declaração de amor em público para a esposa Ana, seus filhos e netos, e disse que a Medalha que recebia era partilhada com todos que integram a Asplan e o setor produtivo.

“Nasci em Macaparana, terra que me orgulha, de grandes políticos, vários governadores, e tive a sorte de nascer em uma família tendo meu pai agricultor e minha mãe professora e vim para a Paraíba e a Paraíba mudou o meu destino mesmo. Eu poderia ter ficado por lá, provavelmente, seria político, mas, o destino quis que eu viesse estudar em Areia e fazer o que eu mais gosto que é plantar cana e viver da agricultura. E aqui eu tive a felicidade de fincar minhas raízes, mas, tive também a sabedoria de voltar para Macaparana e trazer a moça mais bonita de lá, minha esposa Ana. Constitui minha família, que me honra demais, meus filhos e netos e virei presidente desta Associação”, disse ele.

O homenageado lembrou fatos destes 65 anos da Asplan. “São mais de seis décadas e isso não é fácil de conquistar. Aqui, nós temos muitos desafios. Mas, faço questão de voltar no tempo, lembrando que a associação foi criada pelo IAA, numa época de transição e se não fosse a Associação a classe média da agricultura quase toda tinha perdido as suas terras, com uma reforma agrária ao contrário. Com as regras do IAA fez com que o pequeno produtor pudesse continuar plantando sua cana e vendendo às usinas. O tempo passou e passamos por vários governos e em 1975 tivemos o Proálcool. Do início de nossa história até os dias atuais, enfrentamos várias crises, mas, sobrevivemos a todas elas. Chegamos a década de 90 e o presidente Fernando Henrique quase privatiza nosso banco de fomento, o Banco do Brasil, hoje temos outros bancos nos financiando e junto do agro, porque somos nós que carregamos esse país nas costas, embora sejamos tão criticados, mas, somos nós que produzimos riquezas”, reiterou ele.

Fez duras críticas ao que denominou ‘pseudoambientalistas’. “Eles não produzem nada e ainda fazem denúncias infundadas como a que denunciou que a água de João Pessoa estava contaminada. Tivemos que entrar numa cota e contratar um estudo, junto com outras empresas, para averiguar essa questão num custo de R$ 600 mil e depois de uma exaustiva pesquisa constaram que os produtores rurais não tinham relação com a poluição. Nós produtores produzimos com responsabilidade e não devemos nada a ninguém. Estamos fazendo o dever de casa e temos que nos orgulhar disso”, disse José Inácio que também se queixou da violência no campo.

“Como produtores nos preocupamos na questão da segurança, do meio ambiente, com a questão financeira, com os trabalhadores e a Asplan nos ajuda nisso tudo. Essa Associação sempre teve a sorte de contar com o trabalho de grandes homens, desde o primeiro presidente até os dias atuais. Eu quero agradecer a todos aqui, dizer da honra de ser presidente desta Casa, aos prefeitos que estão aqui que sabem da importância da cana para seus municípios A cana-de-açúcar gera emprego e renda no campo e onde não há cultivo há desemprego. Essa medalha muito me honra e divido ela com todos vocês aqui, especialmente, para todos que integram a Asplan”, afirmou ele, encerrando seu discurso com uma frase sempre pronunciada pelo presidente Jair Bolsonaro: “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos!”.

FOTOS: Walmar Pessoa, Washington Luis e Eliane Sobral

Presidente José Inácio e a gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira
Presidente José Inácio e a gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira
No final da solenidade houve o corte do bolo dos 65 anos
No final da solenidade houve o corte do bolo dos 65 anos
O diretor da Asplan, Oscar Gouveia, fez a saudação a José Inácio
O diretor da Asplan, Oscar Gouveia, fez a saudação a José Inácio
Na ocasião, foi assinado o Certificado de Registro da Coasplan
Na ocasião, foi assinado o Certificado de Registro da Coasplan
Muitas autoridades prestigiaram o evento
Muitas autoridades prestigiaram o evento
Mesa de autoridades da Sessão Especial da ALPB
Mesa de autoridades da Sessão Especial da ALPB
José Inácio, dputados Tovar Correia Lima e João Gonçalves e Hermano Morais (RN e o ex-senador Efraim Morais
José Inácio, dputados Tovar Correia Lima e João Gonçalves e Hermano Morais (RN e o ex-senador Efraim Morais
José Inácio e seus familiares
José Inácio e seus familiares
José Inácio, a esposa Ana Izabel, e os netos
José Inácio, a esposa Ana Izabel, e os netos
José Inácio com o filho e filhas
José Inácio com o filho e filhas
José Inácio e o deputado João Gonçalves, autor da propositura da homenagem
José Inácio e o deputado João Gonçalves, autor da propositura da homenagem
José Inácio com Raimundo Nonato, Oscar Gouveia e o deputado potiguar, Hermano Morais
José Inácio com Raimundo Nonato, Oscar Gouveia e o deputado potiguar, Hermano Morais
José Inácioo e esposa e Sr. Oscar e esposa
José Inácioo e esposa e Sr. Oscar e esposa
José Inácio agradeceu a homenagm e falou do orgulho de ser produtor
José Inácio agradeceu a homenagm e falou do orgulho de ser produtor
Gregório Maranhão, consultor da Unida, prestigiou a solenidade.
Gregório Maranhão, consultor da Unida, prestigiou a solenidade.
Grupo de funcionários da Asplan com Oliveira de Panelas
Grupo de funcionários da Asplan com Oliveira de Panelas
Deputado Trocolli Junior também prestigiou a solenidade
Deputado Trocolli Junior também prestigiou a solenidade
Deputado Tovar Correia Lima presidiu a sessão especial  e foi secretariado por João Gonçalves
Deputado Tovar Correia Lima presidiu a sessão especial e foi secretariado por João Gonçalves
Deputado Wallber Virgulino
Deputado Wallber Virgulino
Deputado João Gonçalves entrega a Medalha José Inácio
Deputado João Gonçalves entrega a Medalha José Inácio
Deputado Tovar Correia Lima enalteceu a importância do setor produtivo
Deputado Tovar Correia Lima enalteceu a importância do setor produtivo
Após a solenidade aconteceu um coquetel de confraternização
Após a solenidade aconteceu um coquetel de confraternização
Deputado João Gonçalves falous sobre os diferenciais e qualidades do homenageado
Deputado João Gonçalves falous sobre os diferenciais e qualidades do homenageado
Deputado Tovar Correia Lima fazendo a justificativa de sua propositura de celebração aos 65 anos da Asplan
Deputado Tovar Correia Lima fazendo a justificativa de sua propositura de celebração aos 65 anos da Asplan
Deputado Tovar Correia Lima presidiu os trabalhos da sessão
Deputado Tovar Correia Lima presidiu os trabalhos da sessão
José Inácio foi conduzido pelos deputados Trocolli Júnior e Wallber Virgulino
José Inácio foi conduzido pelos deputados Trocolli Júnior e Wallber Virgulino
Oliveira de Panelas encerrou o evento
Oliveira de Panelas encerrou o evento
Oscar Gouveia cumprimenta o homnageado José Inácio
Oscar Gouveia cumprimenta o homnageado José Inácio
Raimundo Nonato e  Neto Siqueira, vice-presidente e diretor da Asplan
Raimundo Nonato e Neto Siqueira, vice-presidente e diretor da Asplan
O presidente da Asplan, José Inácio com a mais alta comenda da ALPB
O presidente da Asplan, José Inácio com a mais alta comenda da ALPB
O secretário de Agricultura, Rafael Lopes
O secretário de Agricultura, Rafael Lopes
O deputado estadual do RN, Hermano Morais, presitigiou o evento
O deputado estadual do RN, Hermano Morais, presitigiou o evento
O músico Mô Lima tocou o Hino Nacional na sanfona
O músico Mô Lima tocou o Hino Nacional na sanfona
O diretor da Asplan, Oscar Gouveia
O diretor da Asplan, Oscar Gouveia
O dirtor da Giasa, Bruno Tavares de Melo
O dirtor da Giasa, Bruno Tavares de Melo
O ex-senador, Efraim Morais prestigiou a solenidade
O ex-senador, Efraim Morais prestigiou a solenidade
O auditório da Asplan ficou lotado com associados, autoridades e convidados
O auditório da Asplan ficou lotado com associados, autoridades e convidados
José Inácio no momento de seu discurso
José Inácio no momento de seu discurso
Mário Borba, da Faepa
Mário Borba, da Faepa
José Inácio ladeado pelos deputados estaduais Hermano Morais (RN) e João Gonçalves (PB)
José Inácio ladeado pelos deputados estaduais Hermano Morais (RN) e João Gonçalves (PB)
José Inácio ladeado plo deputado estadual, Tovar Correia Lima e o diretor da Asplan, Pedro Neto
José Inácio ladeado plo deputado estadual, Tovar Correia Lima e o diretor da Asplan, Pedro Neto
Deputado Trocolli Júnior enalteceu as qualidades do presidente da Asplan
Deputado Trocolli Júnior enalteceu as qualidades do presidente da Asplan
A sessão especial aconteceu no auditório da Asplan
A sessão especial aconteceu no auditório da Asplan
A esposa de José Inácio, Ana, foi quem colocou a medalha nele
A esposa de José Inácio, Ana, foi quem colocou a medalha nele
A solenidade foi bastante prestigiada
A solenidade foi bastante prestigiada