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Estação Experimental de Camaratuba segue em defesa do meio ambiente com alta de 11% na produção de controladores biológicos

O Brasil vem se destacando no avanço do controle biológico de pragas nos campos. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, o país é uma liderança mundial no uso do controle biológico nas lavouras e também exporta tecnologias da área para outros países. São mais de 23 milhões de hectares com aplicação desse tipo de manejo no Brasil. Na Paraíba, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), seguindo esse movimento em defesa do meio ambiente, também é uma grande produtora de insumos biológicos para o controle de pragas na cana-de-açúcar. Em 2021, por exemplo, a entidade viu sua produção de vespa Cotesia Flavipes, utilizada para o controle da broca-da-cana, crescer 11,4% em relação ao ano de 2020 e tratar mais de 40 mil hectares. Além da Paraíba, os insumos produzidos pela Estação mantida pela Asplan são usados em propriedades de Pernambuco e do Rio Grande do Norte

A broca é uma espécie de larva de mariposa que provoca grandes perdas de produtividade na cultura da cana-de-açúcar. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), atualmente, o Brasil hospeda o maior programa de controle biológico do mundo. Registram-se mais de três milhões de hectares de cana-de-açúcar empregando os parasitoides Cotesia flavipes e Trichogramma galloi para o controle da broca-da-cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis) e o inseticida microbiológico com isolados do fungo Metarhizium anisopliae para o controle da cigarrinha-da-raiz (Mahanarva fimbriolata).

A Estação Experimental de Camaratuba, mantida pela Asplan, produz tanto a Cotesia flavipes quanto o fungo Metarhizium anisopliae. Em 2021, a biofábrica de Cotesia flavipes atingiu a marca de 240.000.000. Isso significa um crescimento de 11,4% em relação a 2020, quando foram produzidas 210.000.000 e 13,3% de crescimento em relação à produção em 2019, quando foram produzidas 180.000.000 unidades de Cotesia flavipes. Segundo o supervisor dos laboratórios da Estação Experimental, o biólogo, Roberto Balbino, em 2021 essa produção foi responsável pelo tratamento de 40.061 hectares, distribuído nos estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. “Foi uma marca surpreendente”, comentou Roberto.

Das áreas com cana-de-açúcar tradadas na Paraíba com a Cotesia flavipes produzida pela Estação foram 21.669 hectares, entre propriedades de usinas e fornecedores de cana. Em Pernambuco, a Cotesia flavipes produzida na Paraíba tratou 13.392 hectares e no Rio Grande do Norte foram mais 4.950 hectares. “Como uma entidade de produtores defendemos o uso de defensivos no combate às pragas, sejam eles biológicos ou não, mas, logicamente se pudéssemos erradicar todas as pragas com insumos biológicos priorizaríamos, já que o controle natural é ambientalmente mais natural e estamos muito felizes com esse incremento de produção da Estação no ano passado”, destaca o presidente da Asplan, José Inácio de Morais.

O Coordenador da Estação, o agrônomo Luis Augusto, lembra que existe um projeto em andamento para a produção de outros micro-organismos como, por exemplo, o fungo Trichoderma, e as bactérias Bacillus subtillis e Azospirillum brasilienses. “A ideia é produzir esses insumos em meio líquido e por encomenda e não mais no arroz como ainda é o Metarhizium. Com isso, aumentaremos a nossa atuação, pois esses outros micro-organismos ajudarão os nossos canaviais também na questão da promoção do crescimento, perfilhamento e no enfrentamento aos estresses abióticos”, destaca Luis.

Produção de fungos

Para manter as duas biofábricas (de vespas e de fungos), a Estação Experimental de Camaratuba conta com um quadro de 19 colaboradores, dentre eles, profissionais pós-graduados, graduados e técnicos, divididos na produção do parasitoide Cotesia flavipes e do fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae. Em 2021, segundo o coordenador técnico da estação, Roberto Balbino, a Estação produziu 22.825 quilos do fungo. “O Metarhizium foi responsável pelo tratamento de mais de cinco mil hectares na Paraíba”, apontou ele. “O fungo, além de controlar as cigarrinhas das folhas e da raiz, tem resultados satisfatórios em outras aplicações. Há vários estudos que falam das potencialidades do fungo, para controle de diversas pragas e doenças”, afirmou Roberto.

O serviço e a Estação

Além dos controladores biológicos, a Estação Experimental de Camaratuba também oferece apoio técnico para assistência de campo, um serviço realizado através de treinamento e orientação de pessoal para o manejo de aplicação e liberação de vespas e fungos. Roberto explicou que é rotina dos profissionais as visitas nas biofábricas e as visitas em campo para verificar o problema do produtor de cana in loco. “Trabalhamos em parceria e sintonizados com o produtor. Ele nos traz informações e nós, técnicos, levamos orientações”, afirmou Roberto.

Outro serviço importante realizado pela Asplan é o tira duvidas através do Whatsapp ou na própria biofábrica, onde o produtor tem orientação prática como proceder no manejo das principais pragas da cana. Para mais informações, basta ligar para (83) 3241-6424.Vale lembrar que os dois laboratórios mantidos na Estação Experimental são referência no Nordeste na produção de controladores biológicos de duas pragas que atacam canaviais e pastagens: a broca-comum (Diatraea spp.) e a cigarrinha da Folha (Mahanarva posticata).

A Estação está localizada na BR 101, próximo à entrada do município de Mataraca. A engrenagem foi instalada em 1979, através de um convênio entre o já extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA)/Planalsucar e Asplan. No entanto, desde 1989, a Asplan assumiu a Estação para dar continuidade às pesquisas, à fabricação de controladores biológicos e ao cultivo de cana-semente de variedades promissoras.

Mesmo com a pandemia Asplan contabilizou mais de quatro mil atendimentos no setor de Assistência Social durante o ano de 2021

A saúde de seus associados e familiares é mais uma preocupação da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) que, além de suas ações de assistência técnica e jurídica, mantém serviços de assistência social, que incluem atendimentos médicos e odontológicos. Ao longo de 2021, por exemplo, mesmo com a pandemia, a Asplan contabilizou 4.334 atendimentos gratuitos. Destes, 3.133 foram atendimentos no setor médico, incluindo exames laboratoriais e de enfermagem, e 1.201 foram consultas e procedimentos odontológicos.

O balanço geral do Departamento de Assistência Social da entidade contabilizou que somente no setor médico foram realizados 2.335 atendimentos clínicos/Ocupacional, tendo sido o mês de agosto o mais procurado, principalmente, no campo, com 565 atendimentos. Mas, teve ainda a realização de 673 exames laboratoriais e 125 atividades de enfermagem sob a coordenação do médico do trabalho, Dr. Tarcisio Campos.

Na área de Odontologia, a dentista Wilma Dantas, contabilizou 1201 procedimentos ao longo de 2021, em um total de 412 pacientes, entre associados, cônjuges e filhos destes, além de funcionários da entidade. Restauração de Resina Foto aparece no topo da lista dos procedimentos odontológicos mais realizados, com um total de 377 atendimentos, seguido de Tartarectomia, com 139 serviços realizados, e Aplicação de Flúor, com 93 atendimentos.

Vale destacar que mesmo com a pandemia, os atendimentos referentes à medicina do trabalho continuaram a ser realizados na sede da propriedade rural do associado, mediante agendamento prévio ou na sede da entidade, em João Pessoa. Os serviços médicos, incluindo exames admissional, demissional, periódicos, assim como procedimentos de enfermagem (curativos, medição de pressão, entre outros) são oferecidos pela Asplan no período da manhã, de segunda a quinta-feira, das 8h às 12h. Já o setor Odontológico funciona de segunda a quinta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

O presidente da Asplan José Inácio de Morais, destaca que a realização de quase cinco mil atendimentos de assistência social, mesmo em meio a um ano atípico de pandemia e de muitas medidas restritivas, mostram o compromisso da entidade com seus associados. “Queremos continuar disponibilizando esse serviço de excelente qualidade aos associados. Esse é um compromisso que vai além de nossas assistências técnicas e que visa contribuir com a saúde e bem estar de todos que integram a Asplan”, disse José Inácio, agradecendo a dentista, Wilma Dantas, e ao médico, Tarcísio Campos, pela parceria, dedicação e compromisso.

Gerente Regional de Agronegócio do Bradesco no Nordeste visita a Asplan e se reúne com presidente e diretores da Associação

Um dos maiores bancos privados do país, repassador de recursos obrigatórios do crédito rural e o maior repassador de recurso do BNDES para aquisição de máquinas agrícolas do mercado nacional, o Bradesco tem um olhar diferenciado para o setor produtivo brasileiro. E foi, justamente, para reforçar esse foco que o Gerente Regional de Agronegócio no Nordeste da instituição financeira, Ulisses Reis se reuniu na manhã desta sexta-feira (21), com o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. Ainda participaram do encontro o vice-presidente da entidade, Raimundo Nonato, o diretor Domingos Sávio e o consultor financeiro da Asplan, Cristiano Aguiar.

A reunião de apresentação do representante do banco no Nordeste foi bem informal e segundo o presidente da Asplan também oportuna, já que os produtores se preparam para a safra 2022/2023. “Para investir no campo, é necessário recursos e é sempre bom ter à disposição, com taxas e prazos atrativos, uma instituição do aporte do Bradesco e outros bancos como parceiros”, disse José Inácio agradecendo a visita do representante do banco.

Na história do Brasil a atividade canavieira sempre foi vista sob a ótica da estratégia econômica e deve continuar assim

Não é de hoje que a cana-de-açúcar sobrevive bravamente às intempéries brasileiras. Como grande atividade econômica, de expressivos aspectos sociais, inclusive, ela sempre fez jus à atenção dos governos, desde a Colônia até a República. E não é para menos: como protagonista da ocupação efetiva da do Brasil Colônia, mais de 500 anos depois, é a cana-de-açúcar que continua sendo a grande aliada na geração de emprego e renda, principalmente, no Nordeste do Brasil. Na região, a matéria-prima do século XXI para a produção de uma matriz energética limpa e renovável está, mais uma vez, como bem disse o consultor do setor sucroenergético, Gregório Maranhão, em seu recente artigo: “está pronta, mais uma vez, para contribuir”.

Nas últimas décadas, a cadeia sucroenergética passou por importantes transformações e mudanças institucionais que impactaram diretamente em sua cadeia produtiva. Mesmo assim, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o setor sucroenergético ainda participa com 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, em estudo sobre “A Dinâmica Dos Empregos Formais Na Agroindústria Sucroenergética De 2000 A 2016”, o Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – CEPEA-Esalq/USP, destaca que a atividade também apresenta alto nível de formalização dentro do agronegócio: enquanto na atividade agrícola da cultura de cana-de-açúcar 80% das pessoas ocupadas são empregadas com carteira assinada, para a agricultura brasileira de modo geral essa taxa é de apenas 17%.

Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba, José Inácio de Morais, isso significa força e sobrevivência. O dirigente afirmou que é preciso também confiança no setor. “Resgatar a história para provar o valor da atividade canavieira às vezes se faz necessário. Precisamos da confiança do governo para fazer o que sabemos fazer, que é produzir”, comentou José Inácio. Ele destacou ainda o contexto mundial e a necessidade de investimento nos campos. “Agora, vários países estão se voltando novamente para a produção de etanol de cana por ser um combustível renovável. Está acontecendo uma verdadeira revolução tecnológica voltada para práticas sustentáveis. Isso deve ser o gatilho para uma nova forma de ver o mundo e os combustíveis e com a cana sempre se adaptando”, comentou o dirigente, destacando a importância da atividade canavieira no contexto brasileiro.

Desde o século XVI convivendo com desafios de todas as ordens, a atividade canavieira sempre esteve presente na história da construção do país. Em seu artigo, o consultor Gregório Maranhão, frisou que pelos seus aspectos econômicos e relação custo-benefício, a cana-de-açúcar sempre teve seu destaque estratégico e depois institucional em vários momentos da história do Brasil. “Logo no início, a exploração do pau Brasil, abrindo clareiras na exuberante mata atlântica litorânea, para permitir na sequência, dar lugar ao plantio da cana-de-açúcar, trazida da Ilha da Madeira onde já era cultivada há vários anos, e que foi aqui aclimatada com grande sucesso no massapé tropical nordestino”, lembra Maranhão, frisando também as dificuldades à época pela carência de mão de obra, contando apenas com os indígenas, resistentes à submissão aos conquistadores.

Com a vinda de escravos africanos, a atividade se expandiu surpreendentemente: nos primeiros tempos da ocupação já se “contava com cerca de 30 engenhos produtores de açúcar e aguardente, capazes de carregar cinquenta navios por ano, com o produto destinado à exportação”. Tudo isso, segundo Gregório Maranhão, despertou o interesse e cobiça de outras nações, e foi iniciado o período das invasões. A partir daí, a cana-de-açúcar, sua produção, comercialização, moldaram as circunstâncias políticas e a atividade passou a necessitar de arcabouço institucional de controle e proteção.

“Vale ressaltar que desde sempre, observou-se que a atividade canavieira, sob a ótica da relação custo-benefício, mereceu a particular atenção da gestão governamental (…) alcançando todo o séc. XX e até este início de séc. XXI, período marcado pela segunda guerra mundial em 1939/45, pela criação no Governo Vargas do Instituto do Açúcar e do Álcool IAA, em 1933”, escreveu Maranhão, destacando o papel primordial do IAA.

Gregório lembra que o IAA funcionou durante mais de sessenta anos como agência reguladora setorial, disciplinando a interação entre os agentes participantes da cadeia produtiva, Usinas, Fornecedores de Cana e trabalhadores do Campo e da Indústria. “O IAA foi o advento do Proálcool concebido em caráter emergencial pelo Governo Militar como reação a crise do petróleo de 1973, bem como das enormes dificuldades que atravessava o Setor na ocasião, com o risco de demissão de milhares de trabalhadores”, argumentou o consultor, reiterando que a cana pode ser a solução para a crise do desemprego na região mais carente do Brasil, que é o Nordeste.

Produtores rurais elogiam trabalho da Polícia Civil de Mamanguape que recupera trator furtado e prende pessoas que falsificavam bebidas

Quando as forças de segurança agem contra a criminalidade dando respostas a sociedade, a população agradece e reconhece o trabalho bem feito. É o caso recente da atuação da Polícia Civil de Mamanguape, que prendeu indivíduos que furtavam e falsificavam bebidas alcoólicas e também recuperou um trator furtado da Usina Monte Alegre. “Quero em nome dos produtores rurais da região parabenizar o Dr. Sylvio Rabello, Delegado Gestor de Mamanguape e sua equipe por essas e outras ações que culminaram na prisão destes elementos e na recuperação de bens furtados”, destaca o produtor rural e presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

O dirigente canavieiro lembra que há poucos meses, a entidade promoveu uma reunião com representantes das forças de segurança pública da Paraíba para debater exatamente formas de reduzir a criminalidade que, nos últimos tempos, tem aumentado na zona rural de várias localidades do Estado. “Os furtos e roubos no campo tem aumentado muito e somente o trabalho de inteligência pode conter essa onda criminosa e coibir os furtos e roubos que tem acontecido”, disse José Inácio.

O presidente da Asplan destaca que no caso da falsificação de bebidas além de prejudicar as empresas que seguem todas as normas e atuam legalmente e o Estado que deixa de recolher impostos, esse tipo de crime também prejudica a população que passa a consumir produtos sem o mínimo de controle de qualidade podendo até ter sua saúde comprometida em função de ingerir um produto falsificado.

Feplana e Unida participam de reunião da FPA com ministros em prol do agro em Brasília

A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) e a União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), representadas pelos presidentes, Alexandre Lima e José Inácio de Morais, respectivamente, participaram nesta terça-feira (14), de um evento promovido pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília, com diversos ministros e autoridades ligadas ao governo federal. Em pauta, o debate sobre leis e modernizações dos bioinsumos, licenciamento ambiental, pesticidas, regulamentação fundiária entre outros temas afins que têm projetos em tramitação no Congresso Nacional.

O presidente da Unida e também da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio, parabenizou a FPA pela iniciativa e enalteceu a importância da presença dos ministros da Agricultura (Tereza Cristina), da Cidadania (João Roma) e do Meio Ambiente (Joaquim Leite) no evento. “A participação destas autoridades, ligadas diretamente ao presidente Jair Bolsonaro, é uma demonstração inequívoca de que o atual governo federal tem um olhar atento para o nosso setor que tanto gera empregos, renda, impostos e responde por 50%, de forma direta e indireta, do PIB desse país”, disse o dirigente canavieiro, lembrando que uma das maiores vocações do Brasil é o agro e que a atuação da ministra Tereza Cristina tem sido muito qualificada e eficiente.

Na ocasião, o presidente do Incra, Geraldo Melo Filho, aproveitou para fazer o balanço de sua gestão até agora, destacando que o governo Bolsonaro já entregou mais títulos de posse que durante os 14 anos dos governos Lula e Dilma.

Produtores rurais em débito com o BB têm até o dia 17 para renegociação com até 95% de desconto à vista

Os produtores rurais que têm dívida com o Banco do Brasil podem procurar uma agência, até o próximo dia 17 de dezembro, para obter facilidades para renegociação de débitos. Essa notícia foi divulgada recentemente pela instituição que está realizando um mutirão de renegociação de dívidas com descontos de até 95% para liquidação à vista de dívidas vencidas e nas taxas de juros, além de prazo de até 100 meses para renegociação a prazo de operações vencidas. As condições estão disponíveis para clientes pessoa física, produtor rural e pessoa jurídica.

Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, tendo em vista o endividamento rural no Brasil e a necessidade de prosseguir produzindo em meio a uma crise econômica agravada com a pandemia, o banco está oferecendo uma oportunidade. “Vamos ver se isso será bom o suficiente para dar fôlego e começar 2022 pelo menos pagando o que se deve e realizando novos investimentos”, comentou o dirigente, incentivando os fornecedores de cana a conferir as propostas e ver se são possíveis de acordo.

O advogado Jefferson Rocha, que acompanha ações de produtores de cana na Asplan e gravou um vídeo falando sobre essa iniciativa, afirmou que essa não é uma normativa do governo federal, mas uma instrução da Presidência do Banco do Brasil. “Trago uma boa notícia para os produtores em dívida com o Banco do Brasil que é essa forma e modalidade de negociação. Essa é uma grande oportunidade. Existem grandes lideranças no Congresso, a exemplo do senador Fernando Collor, e outros, abraçando a causa do endividamento rural”, destacou o advogado.

O produtor interessado pode procurar uma agência do BB ou mesmo os canais digitais, como o site www.bb.com.br/renegocie, o aplicativo da instituição (basta digitar a palavra renegocie), o WhatsApp (61 4004-0001) e a Central de Atendimento (4004-0001 / 0800 729 0001). As propostas serão analisadas caso a caso pelo Banco do Brasil, dependendo do perfil da dívida, do cliente e da atividade que ele exerce.

Zona da Mata registra baixo volume de chuvas este ano e leva safra 2021/22 de cana-de-açúcar da PB à uma estimativa de 20% de queda

A análise estatística da precipitação pluviométrica para uma determinada região possibilita um melhor planejamento da agricultura, minimizando os impactos (armazenamento d’água) que possam ser ocasionados por um eventual período de seca. Na Paraíba, é sabido que as chuvas não se distribuem homogeneamente ao longo do ano. No entanto, em 2021, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba – AESA, um desvio climatológico de -35,9% em relação à média da climatologia da mesorregião da Zona da Mata pegou todos de surpresa e a escassez de chuvas impactou diretamente a produção de cana-de-çúcar no estado. Relatos de produtores de cana na zona da mata destacam redução de 20% da safra 2021/22. Em outras regiões do litoral esse prejuízo chega a mais de 30% da safra.

Na Zona da Mata choveu, entre janeiro e dezembro de 2021, 1016,1 mmm, enquanto que a média histórica é de 1586,0 mm, ou seja, deixou de chover 569,9 mm, uma redução de 35,9% de sua precipitação. De acordo com a AESA, quando se observa as Microrregiões, existem localidades passando por frustrações piores como a microrregião Litoral Norte, composta por 13 postos de observação, e onde a redução é de 46% da precipitação média, ou seja, de janeiro a dezembro registrou-se uma média de 874,6 mm de chuvas, mas a média histórica é de 1621,8 mm para o Litoral Norte, registrando esse desvio de -46,1%. Na microrregião deixou de chover 747,2 mm.

A microrregião de Sapé composta pelos municípios de Mari, Sobrado, Riachão do Poço, Cruz do Espírito Santo, Pilar, Juripiranga, São José dos Ramos e São Miguel de Itaipu é composta por 9 postos de observação. Nessa região a redução é ainda mais acentuada: cerca -58%. Sendo a pior: média em 2021 de 589,9 mm, quando a média histórica é de 1.408,1 mm. Uma redução de 818,2 mm de chuva no ano. “Esses dados mais do que explicam todo esse cenário caótico vivido pelos produtores de cana, que em muitos casos não têm condições nem de salvar os seus canaviais com a irrigação, passando o prejuízo para os outros anos que ainda teriam de colheita da socarias”, disse o diretor técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Neto Siqueira.

O engenheiro agrônomo da Associação, Luís Augusto, que também é coordenador do Departamento Técnico – Detec, confirma a situação de dificuldade dos produtores com a falta de chuvas, e lembra que a Paraíba possui cerca de 80% da sua área inserida no semiárido nordestino e apresenta alta irregularidade pluviométrica. Para se ter uma ideia, uma pesquisa de acompanhamento de 27 anos de precipitações na capital paraibana, João Pessoa, publicada na revista eletrônica Brazilian Journal of Development, em julho de 2021, mostra que os valores obtidos durante o período não indicam nenhum tipo de regularidade ou padrão. Segundo o artigo, em João Pessoa o ano mais chuvoso foi 1994, com 2804,4 mm e o ano que apresentou o menor valor de precipitação foi 1999, com 972,9 mm. “Esses dados mais do que explicam todo esse cenário caótico vivido pelos produtores de cana. Que, em muitos casos, não têm condições nem de salvar os seus canaviais com a irrigação, passando o prejuízo para os outros anos que ainda teriam de colheita da socarias”, reitera Luís.

Em 2021, choveu em João Pessoa, de janeiro a dezembro, o equivalente a 1644,7 mm. A média histórica da cidade é de 1.728mm, o que demonstra um desvio pequeno de -4,8%,deixando de chover apenas 83mm no período. Foi um ano aproximado do esperado, portanto, o que não aconteceu para o restante do estado.

A falta de chuvas é o único e exclusivo motivo para queda

Os efeitos climáticos adversos durante o ciclo produtivo da cana-de-açúcar é a principal causa da redução do quantitativo da safra 2021/2022 em todo o país. Estima-se uma queda de pelo menos 9,5% em todo o Brasil, segundo relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado em agosto.

No entanto, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, alertou que o cenário pode ser ainda mais grave, tendo em vista que a Conab não inclui no levantamento de dados a safra de produtores independentes, fornecedores e associados. “Aqui tem produtores falando em queda de 30%. A Conab fez o levantamento dela com base em dados das indústrias e não na nossa realidade que é bem mais complicada haja vista que o pequeno e médio produtor não tem recursos para investir em irrigação e depende, exclusivamente, da chuva para ver sua lavoura prosperar”, ressaltou o dirigente.

Já em relação à qualidade da cana, vale ressaltar que a falta de chuvas tende a aumentar o teor de açúcares totais recuperáveis (ATR) o que, associado ao melhor manejo dos canaviais, também pode ajudar a reduzir as perdas esperadas para este ano. “A questão aí é compensatória. No entanto, é preciso mais investimento em variedades resistentes à seca, irrigação e manejo do solo já que somente isso não chega a compensar a quebra da safra por falta de água”, conclui José Inácio de Morais.

Deputado apresenta parecer e PL que possibilita inclusão de produtores no recebimento de CBios deve ser apreciado em breve na Câmara

O deputado federal José Mário (DEM/GO) já apresentou o parecer sobre o PL 3.149/20, que altera o Renovabio e corrige uma injustiça contra os fornecedores independentes de cana e outras culturas concedendo-lhes o acesso aos créditos de descarbonização (CBios). Segundo do autor do PL, deputado paraibano Efraim Filho, a tramitação da matéria está no prazo de cinco sessões para emendas, na Comissão da Agricultura e, em breve, deverá ser apreciado pelo plenário da Câmara.

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Moraes, disse que a expectativa de aprovação do PL é muito boa e que espera que a bancada nordestina, especialmente, a paraibana vote favorável à matéria. “Esse PL tem o objetivo de corrigir uma injustiça contra os fornecedores de cana na lei do RenovaBio que inclui toda a cadeia produtiva, desde os assentados, passando pelos pequenos produtores até os grandes, ou seja, ele beneficia todos que têm direito a receber os créditos de carbono proporcionais a sua produção”, disse José Inácio, agradecendo a iniciativa do parlamentar paraibano em ter elaborado o PL e ao deputado relator pela sensibilidade de reconhecer a necessidade de corrigir essa distorção e de ter produzido o parecer após amplo debate.

Para José Inácio, não é possível que os deputados não votem favoráveis a uma matéria que corrige uma distorção absurda dessa. “Esse PL inclui o produtor pessoa física ou jurídica, que cultiva em terras próprias ou de terceiros, que explora a atividade agropecuária e destina a sua produção as usinas que fabricaram etanol exclusivamente ou não. Ele dá previsibilidade da participação do canavieiro no RenovaBio e no recebimento justo de CBIOs com base no que forneceu de cana à usina e com o total de etanol lá fabricado”, explica José Inácio.

O dirigente canavieiro explica que, na atual conjuntura, infelizmente, não existe outra maneira de inserir os produtores no recebimento do CBios que não criando essa legislação. “Nós queremos somente o que é nosso. O que não pode continuar acontecendo é essa negociação caso a caso, uma usina pagando a um fornecedor um valor e pagando ao pequeno produtor muito menos, porque ele não tem força para lutar pelos seus direitos. Isso está errado e só se resolve com uma Lei. O fato é que essa situação é muito ruim para o setor e da forma como está, atualmente, o produtor está perdendo e a aprovação desta matéria é a solução mais adequada para corrigir essa distorção”, afirma José Inácio.

O presidente da Feplana, Alexandre Lima, explica que além de assegurar o direito ao recebimento do CBIOs para o produtor, o PL ainda evita o conflito de interesse sobre a partilha do CBios com o produtor da matéria-prima. “Se a produção da usina é 50% açúcar e 50% etanol, por exemplo, ela receberá apenas os CBIOs relativos ao etanol e a partilha desse crédito de descarbonização deverá, proporcionalmente, levar em conta a matéria-prima do produtor independente sobre a produção do biocombustível”, esclarece Alexandre.

Presidente da Asplan elogia pró atividade do Governo Federal para garantir que não falte fertilizantes e insumos no Brasil em 2022

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou através de um vídeo nesta quarta-feira (17), diretamente de Moscou, capital da Rússia, de onde negocia parcerias com empresas russas para garantir fornecimento de fertilizantes, que os produtores rurais poderão contar com o fornecimento das importações do insumo em 2022. A notícia animou o setor, inclusive o segmento da cana-de-açúcar, que estava preocupado com a possível falta de potássio e fosfato para o ano que vem. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, parabenizou o Governo Federal pela iniciativa, através da ministra, em procurar soluções para o problema que causaria grandes transtornos na agricultura brasileira.

O dirigente da Asplan disse que é importante que o Brasil seja proativo nessa questão e se adiante para que o país não sofra com a falta de oferta dos produtos. “Muito bom ver que o Brasil está se articulando para evitar problemas de fornecimento, já que somos tão dependentes de vários países no que se refere à importação de fertilizantes”, disse José Inácio. Ele destaca que o Brasil poderia produzir seu próprio insumo. “Cerca de 85% dos insumos aqui são importados. A gente tem capacidade para produzir e ser autossuficiente também nessa questão. Essa situação nos mostra que não podemos ficar nas mãos dos outros”, explicou ele.

Vale lembrar que o Brasil, que é um grande importador de fertilizantes, já observa um aumento nos custos de sua produção agrícola em função dos preços mais altos de matérias-primas, do câmbio e ainda com a oferta do insumo. Tudo isso, ligado a um contexto econômico internacional de envolve a crise energética na China, que caba de reduzir a sua produção de insumos, bem como a crise na Bielorrússia (um dos maiores fornecedores do insumo para o Brasil), que pode sofrer sanção econômica da União Europeia no início de dezembro. “Isso tem deixado os produtores rurais brasileiros aflitos com a possibilidade de uma crise na produção agrícola no país, mas, ao escutar a fala da ministra Tereza Cristina ficamos mais aliviados e tranquilos”, finalizou José Inácio.