Asplan
Presidente da Asplan é reconduzido por aclamação para um novo mandato
O atual presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, foi reconduzido ao cargo, nesta segunda-feira (2), numa eleição por aclamação. O dirigente canavieiro, reconhecido pelo setor como o maior líder do segmento produtivo paraibano, assume novo mandato para o triênio 2023/26. A diretoria e conselho fiscal teve uma alteração de 1/3, como prevê o estatuto da Associação, mas, manteve a maior parte dos atuais diretores numa demonstração de que a categoria permanece unida e que o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Asplan tem o reconhecimento de seus associados, tanto que não houve registro de chapa concorrente para o pleito.
A solenidade de eleição e posse aconteceu na manhã desta segunda-feira, na sede da entidade, no Centro da capital paraibana, e contou com expressiva participação de associados e diretores. Na ocasião, também se celebrou os 66 anos de atividades ininterruptas da entidade, com direito a bolo temático e um coffe break no hall da associação.
O advogado da Asplan, Ricardo Afonso, abriu a solenidade lendo a Ata da Eleição com os nomes e cargos que integram a chapa inscrita para ocupação dos cargos da Presidência, Diretoria e membros do ConselhoFiscal da nova gestão, além dos integrantes dos Conselhos junto às indústrias. Depois pediu aos presentes que se manifestassem favoráveis ou não a aclamação da chapa, o que foi feito, sendo aprovada, por unanimidade dos presentes. Em seguida, ele facultou a palavra aos participantes da reunião.
Pela sequência, do primeiro ao último orador, falou o atual segundo vice-presidente, Raimundo Nonato, em seguida, o primeiro vice-presidente, Pedro Neto, depois a gerente administrativa, Kiony Vieira, a associada, Ana Cláudia Tavares, o advogado e associado, Rêmulo Gonzaga, o diretor de Departamento Técnico, Neto Siqueira, o associado Antônio Pereira do Nascimento Filho. O presidente reeleito José Inácio foi o ultimo a falar.
Todos os discursos enalteceram a liderança e representatividade de José Inácio nos cenários local, regional e nacional, a confiança na condução, junto com a diretoria, dos destinos da Asplan e na defesa dos interesses da categoria e, sobretudo, a importância da classe continuar unida para que a entidade se desenvolva e se fortaleça cada vez mais.
“Agradeço ao nosso líder maior aceitar, mais uma vez, conduzir os destinos desta Casa. Temos que enfrentar muitos desafios e com você, ao lado de outros líderes, nós ficamos mais tranquilos no destino de nossa entidade. Conte conosco para ficar ao seu lado para o que der e vier, para lhe ajudar a conduzir com equilíbrio, a conduzir as demandas de nosso setor. Todos nós estamos de parabéns com sua recondução”, afirmou Raimundo Nonato.
“Quero externar minha satisfação de compor a diretoria novamente e de estar junto com José Inácio para defender os interesses da categoria. A permanência dele foi um pleito nosso. Ele não queria outro mandato, mas, cedeu aos nossos apelos em função de enxergar a importância desta decisão e continuar sendo nosso líder maior. E a Asplan segue muito bem representada”, destacou Pedro Neto.
“Primeiro quero agradecer a Deus por nos permitir estarmos aqui e depois a José Inácio, pelo sim que ele nos deu e que nos dá mais paz no coração e tranquilidade para conduzirmos os nossos negócios. Quero lembrar que o trabalho da cana, da produção não se limita ao campo e que temos que ter união e fortalecer a nossa classe e também a nossa entidade. Precisamos estar juntos e unidos mais que nunca e o caminho é o associativismo, em associações e cooperativas. Ninguém faz nada sozinho. Sozinho a gente fica falando e não tem ação. Pode contar conosco e quero dizer que para mim é um privilégio como mulher estar na diretoria”, afirmou Ana Cláudia Tavares.
O associado Rêmulo Gonzaga lembrou a importância da Asplan. “Eu costumo dizer que a Asplan é um pai e uma mãe para o associado. O pai através de sua diretoria, que defende a classe, e uma mãe, representada por Kiony, que acolhe a todos e tenta ajudar a todos. Eu também acho que, atualmente, sem desmerecer ninguém, não tem ninguém melhor que José Inácio para representar a classe, ele já se consolidou como esse grande líder”, disse ele.
A gerente administrativa, Kiony Vieira, lembrou da importância da continuidade do trabalho que vem sendo feito. “O trabalho desta diretoria nos motiva, a cada dia, a evoluirmos mais, a buscar avançar mais, a assistir cada vez melhor as necessidades de nossos associados, ajudando desde o pequeno até o grande. Nós temos a exata noção do tamanho da doação que José Inácio está tendo ao aceitar esse novo desafio e estamos à disposição e com o compromisso de ajudar nesta missão, continuando cada dia mais firmes e unidos aprimorando os serviços e atendendo nossos associados da melhor forma possível”, disse ela.
O diretor do Detec, Neto Siqueira, lembrou a importância da continuidade dos serviços. “Com a recondução, nós iremos avançar, muito mais, e a Asplan será ainda mais pujante com essa recondução. Tenho certeza que a Asplan continuará crescendo e se desenvolvendo”, afirmou Neto.
O associado Antônio Pereira do Nascimento Filho desejou aos membros da nova diretoria muita saúde para continuar defendendo o setor. “O maior patrimônio desta vida é a saúde. Então, desejo muita saúde para todos vocês para ter disposição para continuar nos ajudando. Eu quero dizer que sempre quando chego aqui nesta Casa, sempre sou muito bem recebido e vejo a competência e eficiência da equipe. O que tenho que fazer é dar os parabéns e desejar que Deus ilumine todos vocês”, reiterou o Sr. Antônio.
O presidente reeleito foi o último a falar. José Inácio fez um discurso longo, onde destacou a importância da união da classe, da disposição e exemplo do diretor da Asplan, Oscar Gouveia, da honra de ser produtor de cana, sobre a produtividade do setor, da evolução do mercado, dos desafios superados, da evolução com a introdução de novas tecnologias, da importância do associativismo, sobre a qualidade das cachaças produzidas no brejo paraibano, sobre a história da Asplan em seus 66 anos e prestação de serviço da entidade, a evolução do preço de cana e sobre a necessidade de união da classe. “Não tenho vaidade nenhuma em permanecer no cargo. E acho que precisamos preparar a sucessão, mas, assumi mais esse compromisso porque muito me honra ser produtor rural, representar a Asplan e defender um segmento que sustenta esse país porque a agricultura é todo boa, seja ela pequena, média ou grande”, destacou o dirigente.
José Inácio lembrou ainda que é preciso respeitar o setor produtivo. “Nós produzimos e geramos emprego, cumprindo com nossas finalidades sociais, inclusive, produzindo energia que é do presente e do futuro. Nós temos muito futuro pela frente. Somos ambientalmente corretos e fico muito triste quando vejo as pessoas falando em preservação do meio ambiente sem nem tratar o lixo que produzem. É preciso reconhecer o que o agronegócio faz pela terra, pela preservação do meio ambiente, pelas pessoas. Quem fala mal do setor, é porque não conhece nossa realidade e valor” reiterou José Inácio, lembrando que é preciso que todos trabalhem juntos, unidos, plantando cana, gerado empregos, criando os filhos e dando exemplo. “Que Deus nos ilumine e que essa turma jovem continue o nosso trabalho”, finalizou José Inácio que assumiu a presidência da Asplan, pela primeira vez, no mandato de 1999/2002, pela segunda vez, de 2002 a 2005, pela terceira vez, de 2017 a 2020, depois de 2020 a 2023 e agora de 2023 a 2026.
Nova gestão 2023/2023
Diretoria Executiva
Presidente – José Inácio de Morais Andrade
1º Vice-Presidente – Pedro Tavares de Campos Neto
2º Vice-Presidente – Raimundo Nonato Siqueira
Diretor Secretário – Frederico Bezerra Madruga
Vice Diretor Secretário- Ana Cláudia Santana de Andrade Tavares
2º. Vice Diretor Secretário – Fernando Eduardo Rabelo Dias Filho
Diretor Administrativo Financeiro – Oscar de Gouvêa Cunha Barreto Neto
1º. Vice Diretor Administrativo Financeiro – Carlos Augusto Heim Macedo
2º. Vice Diretor Administrativo Financeiro – Francisco Cleanto de Castro
Diretor Técnico – Francisco Siqueira de Lima Neto
Vice Diretor Técnico – Geraldo Uchôa de Almeida
Conselho Fiscal Titulares
José Jorge da Costa, Ricardo de Morais, Severino Jorge Defensor da Cunha.
Conselho Fiscal Suplentes
Celso de Morais Andrade Neto, Paulo Roberto Campos Filho, Hugo Malta de Resende Junior.
CONSELHO DE REPRESENTANTES
GIASA
Titular – Cláudio Cunha Borges Suplente Gabriel Maia Santiago de Souza Rangel
Indústria – Agro Industrial TABU Ltda.
Titular – Adriano de Barros Marques Suplente – Eric Victor Lundgren de Queiroga Cavalcanti
Cia Usina SÃO JÃO Ltda.
Titular – Flaviano Ribeiro Coutinho Neto Suplente – Fernando Antonio Baracuhy
JAPUNGU FILIAL
Titular- José Waldomiro Ribeiro Coutinho Filho Suplente – Flaviano Falcone Ribeiro Coutinho
JAPUNGU
Titular – Jucelino Marques Tavares Suplente- Paulo Roberto Jacque Coutinho
Indústria MIRIRI Alimentos e Bioenergia Ltda.























O setor produtivo paraibano está muito bem representado com Tovar na ALPB e Efraim Filho no Senado afirma presidente da Asplan
A inclusão dos produtores no Renovabio, que pode ser conquistada com a aprovação do Projeto de Lei 3149/2020, que tramita na Câmara dos Deputados, e a aprovação no Senado do projeto que regulamenta os direitos originários indígenas sobre suas terras – o PL 2.903/2023 -, o chamado Marco Temporal, são duas pautas que têm impactos diretos no setor produtivo e ter representantes nas casas legislativas que tenham um olhar atento sobre essas questões é um grande alívio para quem trabalha no segmento. “Contar com o deputado estadual Tovar Correia Lima e o senador Efraim Filho é um privilégio, pois ambos conhecem a importância do setor produtivo e o quanto é crucial fazer a defesa de pautas que impactam no setor. Na Paraíba, estamos muito bem representados”, afirma o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.
O dirigente canavieiro se refere, especialmente, a iniciativa do deputado Tovar que apresentou um requerimento na sessão plenária desta quarta-feira (27), solicitando ao coordenador da bancada federal paraibana, Damião Feliciano, e ao deputado Rodrigo de Castro, presidente da Comissão de Minas e Energia na Câmara, que ajudem na celeridade da apreciação do Projeto de Lei 3149/2020. A matéria, em tramitação há três anos na Câmara Federal, inclui os produtores no Renovabio, possibilitando que eles recebam CBIOs.
A aprovação do projeto contemplaria os produtores paraibanos a receber, somente na atual safra, cerca de R$ 12 milhões. Atualmente, apenas as indústrias são contempladas com o pagamento dos Créditos de Carbono. O PL é, inclusive, de autoria do paraibano Efraim Filho, então deputado federal e hoje senador. O requerimento de Tovar foi aprovado pelos deputados estaduais paraibanos. “A aprovação desse projeto de forma célere é uma questão de justiça e, por isso, vamos continuar atuando junto com a Asplan e os produtores para que o setor não seja mais penalizado”, disse Tovar na ocasião.
Ainda sobre a atuação do deputado Tovar, José Inácio lembra que, recentemente, a participação e articulação dele na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da ALPB, foram fundamentais para que a ALPB não apreciasse um PL que proibia a pulverização aérea na Paraíba, o que seria um retrocesso. “Se isso passasse e fosse aprovado, por exemplo, nem a pulverização aérea de insumos biológicos poderia ser feita. Além disso, muito mais importante que discutir a proibição é entender as necessidades e vantagens de algumas práticas agrícolas sem as quais os alimentos não chegariam à mesa das pessoas”, disse José Inácio.
Sobre o senador Efraim Filho, o presidente da Asplan, reitera que desde que ele era deputado federal sempre defendeu os pleitos do setor e ajudou na aprovação de diversas matérias de interesse do segmento produtivo, além de ter uma atuação destacada em ações importantes para o setor. “Na questão do Marco Temporal, o senador repete sua conduta em defesa do segmento produtivo, já que ele foi um dos 43 senadores que votou favorável a aprovação do PL 2.903/2023, que devolve a segurança jurídica do campo no Brasil, já que hoje há um sentimento de insegurança e desconforto no meio rural, por conta da indefinição do limite para demarcação”, afirmou José Inácio. O PL aprovado em sessão plenária do Senado nesta quarta-feira (27) segue agora para a sanção da Presidência da República. “Contar com parlamentares que conhecem a realidade do campo, do setor produtivo e que têm responsabilidade com o crescimento e desenvolvimento do Brasil é um grande diferencial”, finalizou José Inácio.



Aprovação do PL do Marco Temporal no Senado devolve a segurança jurídica para quem produz no Brasil afirma presidente da Asplan
“Com a aprovação do projeto que regulamenta os direitos originários indígenas sobre suas terras – o PL 2.903/2023 – todo o segmento produtivo nacional volta a ficar aliviado”, afirmou nesta quinta-feira (28), o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. Segundo ele, a aprovação da matéria devolve a segurança jurídica do campo no Brasil. “Ela leva segurança e paz ao campo, preservando ao mesmo tempo os direitos povos originários e de quem investe no campo e produz no país”, reitera o dirigente canavieiro.
José Inácio agradeceu o empenho e voto favorável do senador paraibano, Efraim Filho. “Mais uma vez, em nome do setor canavieiro, venho agradecer o empenho em defesa de nossos interesses, que também são interesses do país. Toda nação democrata precisa de regras claras para sua segurança e crescimento, que é o caso do marco temporal. Obrigado mais uma vez, que o bom senso e a justiça prevaleçam sempre e conte sempre com o apoio do nosso setor”, disse ele.
O PL que segue agora para sanção da Presidência da República foi aprovado em sessão plenária do Senado nesta quarta-feira (27), por 43 votos a favor e 21 contrários. A matéria foi aprovada na manhã do mesmo dia pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e enviada ao Plenário, onde foi aprovado um requerimento para o texto tramitar em regime de urgência, o que aconteceu e culminou com a aprovação.
Entre os principais pontos, o texto só permite demarcar novos territórios indígenas nos espaços que estavam ocupados por povos originários em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal. Essa tese jurídica ficou conhecida como marco temporal para demarcação de terras indígenas. O projeto também prevê a exploração econômica das terras indígenas, inclusive em cooperação ou com contratação de não indígenas. A celebração de contratos nesses casos dependerá da aprovação da comunidade, da manutenção da posse da terra e da garantia de que as atividades realizadas gerem benefício para toda essa comunidade.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse que não houve, por parte da Presidência da Casa, nenhum “açodamento” para apressar a votação. O presidente ainda defendeu que o Congresso Nacional se posicione sobre questões importantes para o país. Pacheco reafirmou seu respeito a todos os setores, negou que a aprovação do projeto seja um enfrentamento ao STF e pediu foco na conciliação e no respeito entre os Poderes. “Não há sentimento revanchista com a Suprema Corte. Sempre defendi a autonomia do Judiciário e o valor do STF. Mas não podemos nos omitir do nosso dever: legislar”, declarou Pacheco.

Asplan lembra que encerra nesta sexta-feira prazo para envio da DITR/2023
A próxima sexta-feira, dia 29 de Setembro, é o prazo final para envio a Receita Federal da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural 2023. O alerta é da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e vale para todos os donos de imóveis rurais, sejam eles pessoa física ou jurídica proprietária, titular do domínio útil ou possuidora de qualquer título, inclusive a usufrutuária, de imóvel rural.
O valor mínimo do imposto é R$ 10. Valores inferiores a R$ 100,00 devem ser pagos em quota única até o dia 29 de setembro de 2023. Valor superior a R$ 100,00 pode ser pago em até quatro quotas, mas cada quota deve ter valor igual ou superior a R$ 50. A primeira parcela deverá ser paga até 29 de setembro.
A DITR deve ser enviada por meio do Programa Gerador da Declaração do ITR (Programa ITR 2023), que está disponível no site da Receita Federal. Além disso, continua sendo possível a utilização do Receitanet para a transmissão da declaração. . Quem não enviar a DITR até o dia 29/09, pagará multa de 1% ao mês ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido. O contribuinte cujo imóvel rural já esteja inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR) deve informar na DITR 2023 o respectivo número do recibo de inscrição.
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, lembra que o Departamento Técnico (DETEC) da entidade está à disposição dos associados que tenham alguma dúvida ou dificuldade em preencher a Declaração nesta reta final de prazo. “A entrega da declaração é obrigatória, portanto todos os nossos associados que sejam donos de imóveis rurais precisam declarar e caso ainda haja dúvidas, o nosso DETEC está à disposição para ajudar”, reitera o dirigente canavieiro. O DETEC fica no primeiro andar do prédio sede da entidade, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, no Centro, em João Pessoa.


Asplan prestigia posse de nova diretoria da Aspeca e incentiva entidade a expandir a venda de cachaça produzida na Paraíba
A Paraíba é produtora de grandes marcas de cachaça, reconhecida nacional e internacionalmente, e ainda tem um mercado grandioso para ser conquistado e é, justamente, focando nesta expansão que a nova diretoria da Associação Paraibana dos Engenhos de Cachaça de Alambique – Aspeca assumiu a gestão da entidade. Em solenidade bastante concorrida, realizada nesta quinta-feira (21), em João Pessoa, o ex-deputado federal, André Amaral Filho tomou posse como presidente. O evento contou com a presença do senador Efraim Filho, do Presidente da Cooperativa dos Associados da Asplan e diretor secretário da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba, Fernando Rabelo Filho, além de empresários do setor e convidados.
“A Paraíba é um dos maiores produtores de cachaça de alambique do país, com excelentes produtos, e o setor canavieiro é um dos que mais emprega no estado. Então temos grandes marcas de cachaça e matéria-prima em abundância, o que nos coloca em situação privilegiada. Com essa nova diretoria, a expectativa é que busquemos ampliar esse mercado, expandindo os negócios em nível nacional e internacional e a Asplan, enquanto entidade maior do setor em nível local, apoia essa expansão”, destaca Fernando Rabelo Filho. Para ele, União e Unidade deverão ser palavras-chave desta nova gestão e mola propulsora de expansão de um vasto mercado ainda a explorar e conquistar.
O novo presidente da Aspeca é o ex-deputado federal e empresário André Amaral Filho, proprietário do Engenho Don Amaral, em Alagoa Grande, onde é produzida a cachaça Monarca. Em sua posse, ele reiterou que vai buscar o fortalecimento da marca ‘Cachaças da Paraíba’, além de buscar junto às instituições financeiras novas linhas de crédito para que os empresários do setor possam investir na modernização dos engenhos. A exemplo do que disse o representante da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), André Amaral Filho também destacou a importância da união entre os produtores. “É preciso estar unidos para avançarmos mais”, disse ele.
Durante a solenidade de posse, o senador Efraim Morais Filho proferiu uma palestra sobre a Reforma Tributária, que propõe várias mudanças na arrecadação de tributos no país e que, atualmente, encontra-se no Senado para ser avaliada. Na condição de coordenador do grupo de trabalho sobre Reforma Tributária da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, ele falou com propriedade sobre o assunto. Na ocasião, o senador ainda lembrou que o setor produtivo canavieiro sempre se destacou com relevante contribuição para o desenvolvimento da Paraíba. “O setor canavieiro paraibano tem um papel importante não apenas no aspecto econômico, mas, social e trabalhista, pois é o que mais emprega no campo e representa a cultura agrícola mais forte do estado, a que resistiu a crises, períodos difíceis de seca e sempre se manteve de pé”, afirmou Efraim.



Produtores paraibanos vão deixar de receber na safra atual R$ 12 milhões de CBIOs porque ainda continuam de fora do Renovabio
A Lei nº 13.576, de 26 de dezembro de 2017, instituiu a Política Nacional de Bicombustíveis (RenovaBio) visando ampliar a produção e o uso de biocombustíveis na matriz energética brasileira. E, desde então, as indústrias sucroalcooleiras do Brasil vêm sendo remuneradas com Créditos de Carbono (CBIOs), mas, a classe produtiva, responsável pela maior parte do resgate do carbono no campo ainda não participa desta distribuição financeira. Estima-se que o setor industrial já tenha recebido cerca de R$ 6 bilhões neste período e que, somente na atual safra, os produtores paraibanos deixem de receber R$ 12 milhões equivalentes ao CBIOs que lhes pertenceria.
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais já foi inúmeras vezes à Brasília, já participou de diversas reuniões com ministros e deputados federais junto com represententes da classe produtiva para solicitar celeridade na apreciação do Projeto de Lei 3149/2020, que prevê a inclusão dos produtores no programa de remuneração do CBIOs, mas, até agora o PL que tramita na Câmara dos Deputados há três anos, ainda está em apreciação na primeira, de cinco comissões da Casa. Atualmente, ele está sendo analisado na Comissão de Minas e Energia para, posteriormente, seguir para as comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça.
“Até quando a gente vai esperar que essa injustiça seja reparada? E as perdas que a gente já teve pelo não recebimento do CBIOs nas últimas quatro safras? O que falta para que essa política que estimula a produção de biocombustíveis no país contemple o elo da cadeia produtiva que mais resgata carbono no campo? Esses são questionamentos que a gente faz e que até agora não receberam a devida atenção e resposta”, afirma José Inácio.
Ele lembra que o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, já se mostrou favorável à inclusão dos produtores na política nacional do Renovabio. O aceno do ministro à pauta da classe produtiva foi dado em maio, durante reunião com representantes da Organização das Associações de Produtores de Cana do Brasil (ORPLANA), em Brasília.
Em agosto, o deputado federal Benes Leocádio, relator da matéria que será apreciada na Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara Federal, se reuniu com representantes de associações de plantadores de cana-de-açúcar do Nordeste, em Natal (RN), e garantiu que seu relatório será favorável às reivindicações da categoria.
Segundo José Inácio, os próprios industriais, em sua grande maioria, não se opõem a repassar o percentual de CBIOs aos produtores, e algumas indústrias já pagam percentuais aos seus fornecedores de forma espontânea. “Mas, é preciso essa regulamentação em Lei porque o que a gente pleiteia não é favor, é algo que é de direito, justo e razoável e que precisa ser definido para todos, de forma igualitária. Nós não queremos nada de ninguém, apenas receber a parte que nos cabe dentro do Renovabio. O que não se pode admitir é continuarmos de fora deste rateio de CBIOs”, reitera o dirigente canavieiro.
José Inácio lembra que o cálculo do prejuízo dos produtores na atual safra leva em conta o volume estimado de cana produzido por eles ( algo em torno de 3 milhões de toneladas) multiplicado pelo valor de R$ 4,00 de CBIOs por tonelada de cana ( que seria a parte do produtor), o que daria um montante equivale a R$ 12 milhões. Ainda segundo José Inácio, na Paraíba, estão sendo prejudicados cerca de 1.600 produtores de porte grande, médio e pequeno, além de micros produtores, entre os quais se encontram assentados e indígenas. “Precisamos aprovar esse PL urgentemente, aliás, já passou da hora de aprovar essa matéria na Câmara”, finaliza José Inácio. O PL 3.149 é de autoria do atual senador Efraim Filho (União Brasil-PB), que na época de criação do projeto era Deputado Federal.


Dirigentes da Asplan se reúnem com os deputados Hugo Motta e Danielle do Vale para debater ações do setor produtivo da Paraíba
Tentar agilizar na Câmara Federal a votação do Projeto de Lei 3.149 que assegura o pagamento de CBios para produtores da matéria-prima de biocombustíveis, agendar uma reunião com o governador João Azevedo para rever a diferença de alíquota na compra de produtos agrícolas fora do estado e sobre o melhor aproveitamento das águas do canal Acauã-Araçagi. Esses foram alguns dos pontos de pauta de uma reunião realizada nesta segunda-feira (4), na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. O presidente da entidade, José Inácio de Morais e diretores da entidade se reuniram com o deputado federal, Hugo Motta e com a deputada estadual, Danielle do Vale.
“Foi um encontro produtivo, onde expomos para os parlamentares questões importantes para o desenvolvimento do setor agrícola paraibano, especialmente, o canavieiro e debatemos formas de melhorar a atividade produtiva”, afirma o presidente da Asplan que estava acompanhado do vice-presidente da Associação, Pedro Neto, e do diretor da entidade, Fernandinho Rabelo. O presidente do Sindicato dos Agricultores de Mamanguape, Zé João, também participou do encontro, além do esposo da deputada Danielle do Vale, Thiago Paiva.
“Vamos contribuir lutando na Câmara Federal e com Governo do Estado em busca de melhorias para os produtores que vivem do setor agrícola na Paraíba. Essa questão do CBios, por exemplo, é muito importante e o setor canavieiro pode contar com meu apoio na Câmara Federal para que ele seja votado o mais breve possível”, disse Hugo Mota.
“Debatemos sobre benefícios fiscais, regularização de barragens e o reaproveitamento das águas do canal Acauã-Araçagi, entre outras pautas importantes para o setor produtivo. Estamos comprometidos em impulsionar o desenvolvimento da nossa região e fortalecer o setor agrícola. Foi defendendo também essa bandeira que cheguei a ALPB”, reiterou a deputada.
Para o vice-presidente da Asplan, contar com o apoio de políticos que conhecem a realidade do setor e que têm compromisso com o produtor paraibano é muito importante. “A gente sabe da importância destes apoios para que as ações aconteçam e se transformem em ações concretas de melhoria na atividade agrícola, seja em nível local, regional ou nacional”, finalizou Pedro Neto.




Relator do PL dos CBios confirma que apresentará parecer favorável a reivindicações de produtores rurais corrigindo distorção de Lei
Há quase cinco anos, as indústrias sucroalcooleiras do Brasil recebem créditos de carbono (CBios) graças ao Renovabio e, neste período, estima-se que já foram pagos cerca de R$ 6 bilhões ao setor industrial. Mas, o programa deixou de fora os produtores de matéria-prima que são justamente o elo da cadeia produtiva que mais resgata carbono no campo, gerando uma distorção que o Projeto de Lei 3.149 pretende reparar. Na última segunda-feira (28), o deputado federal Benes Leocádio, relator da matéria que será apreciada na Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara Federal, se reuniu com representantes de associações de plantadores de cana-de-açúcar do Nordeste, em Natal (RN), e garantiu que seu relatório será favorável às reivindicações da categoria.
O presidente da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida) e da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, esteve na reunião e reiterou a necessidade deste PL ser votado o quanto antes. “Já perdemos uns cinco anos de receber o que é legitimamente nosso desde que o Renovabio começou. Desde 2020 esse PL, que repara essa injustiça com os produtores, está tramitando na Câmara Federal e até agora ainda vai passar pela segunda Comissão temática da Casa. É preciso que haja maior celeridade nesta apreciação, pois, estamos falando de algo que já é reconhecidamente legítimo da gente receber, mas, que precisa ser regulamentado formalmente com esse PL”, afirma o dirigente canavieiro. Ele estima que o setor já deixou de receber cerca de R$ 2 bilhões.
José Inácio reitera que o PL corrige a injustiça contra o produtor rural em não receber o CBios pelo etanol que é oriundo da cana produzida em sua terra. “Essa injustiça é ainda maior quando a gente sabe que o maior resgate de carbono se dá no campo. Então, um Programa que leva em consideração a relação entre a eficiência energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa, não poderia, jamais, deixar de fora os produtores de matéria-prima que produz os biocombustíveis”, ressalta o dirigente da Asplan.
Para o dirigente canavieiro não tem mais sentido esperar mais tempo para esse PL ser apreciado em plenário pelos deputados. “Neste sentido, vamos conversar também com o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira para sensibilizá-lo da necessidade de votação deste PL em plenário o mais rápido possível”, afirma José Inácio, lembrando que no setor canavieiro paraibano estão perdendo de receber recursos do CBios todos os produtores, inclusive, muitos assentados e indígenas que integram a categoria na Paraíba.
O presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Paulo Leal também participou do encontro que aconteceu no RN e que contou ainda com a presença de representantes das associações de Pernambuco e da Confederação Nacional de Agricultura (CNA). O PL 3.149 é de autoria do atual senador Efraim Filho (União Brasil-PB), que na época de criação do projeto era Deputado Federal.



II Simpósio Paraibano Sobre Cana-de-Açúcar reúne especialistas para debater a cultura e seus desafios Fotos: Valmar Pessoa
Foram dois dias de debates, com palestras de especialistas sobre perspectiva de mercado, novas tecnologias, censo e manejo varietal, os desafios do setor, eficiência energética, nutrição, colheita mecanizada, uso de drones na agricultura e utilização de bioinsumos. E, em todos os debates, a cultura canavieira que resistiu a secas, a extinção do IAA, ao fechamento de usinas, ao declínio do Proalcool, foi avaliada como a mais expressiva da região Nordeste. “A cana-de-açúcar é importante há 500 anos e continuará sendo e representa o grosso do PIB agrícola da Paraíba”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, na abertura do II Simpósio Paraibano Sobre Cana-de-Açúcar. O evento foi realizado nos dias 26 e 27, no Campus II, da UFPB, em Areia e foi promovido pelo Grupo de Estudos Sucroenergético (Gesucro) em parceria com a Asplan, e teve como tema central nesta edição “Tecnologia e Produção no Nordeste.
O Diretor do Centro de Ciências Agrárias, Manoel Bandeira, abriu o evento que contou na mesa de abertura dos trabalhos com as participações do Coordenador do Curso de Agronomia, Rosivaldo Sobrinho, do Presidente do Gesucro, Lucas Araruna, a Diretora de Marketing do Gesucro, Radija Souza, o professor Fábio Mielezrski e o ex-presidente do Gesucro, Lucilo Morais, além do presidente da Asplan, José Inácio de Morais que, na ocasião, foi homenageado pelos mais de 40 anos dedicados ao setor canavieiro.
Coube, inclusive, ao homenageado fazer a primeira palestra do evento sobre “Panorama atual, perspectivas e novos desafios do setor’. “Com os investimentos feitos na região Nordeste, foi reduzida a diferença de produtividade entre as regiões produtoras do país. No Centro/Sul, eles estão na média de 78/80 toneladas de cana/média, e nós estamos aqui, na Paraíba, com 80 toneladas na usina Monte Alegre”, destacou. Ele lembrou que no Nordeste há ainda a vantagem de uma boa logística, com as usinas a 40/50 km do porto, enquanto que no Mato Grosso, essa distância equivale a 700 km.
Sobre novos desafios, José Inácio apontou o surgimento da concorrência do etanol de milho, mas disse que o setor vai concorrer, se adequar, investindo em novas tecnologias, bioinsumos, para melhorar a produtividade e competitividade. “O que a gente precisa fazer é agregar valor com qualidade de produto. Eu continuo otimista, o mais difícil já passou, há desafios, a concorrência é enorme, mas, a cultura canavieira não veio a passeio, ela veio para ficar”, afirmou ele, lembrando que no ano passado, a Paraíba bateu seu recorde de produção e de produtividade.
A segunda palestra do Simpósio foi feita Engenheiro Agrônomo e Vice-Presidente da Asplan, Pedro Neto, sobre ‘Eficiência energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa’. Ele lembrou que o Brasil é pioneiro na criação da Política Nacional de Bicombustíveis (RenovaBio), com o Renovabio, e que mundo olha para o Brasil por causa disso. “A Lei, nada mais é que a gente tentar substituir combustível fóssil ampliando a produção e o uso de biocombustíveis na matriz energética brasileira”, explicou Pedro Neto, lembrando que o combustível fóssil além de ser finito é poluidor. Em sua explanação, ele detalhou o fluxograma do Renovabio, destacando como funciona desde o credenciamento do produtor ou indústria no Programa ate o recebimento dos CBIOs. Ele lembrou que para o produtor ou usina participar do CBIOs é preciso ter o CAR, além da documentação da terra e apresentar notas fiscais de tudo o que envolver a produção do etanol, desde o plantio até o processo industrial.
Sobre as metas do Programa, ele explicou que a meta deste ano de compra de CBIOs pelas distribuidoras que atuam no Brasil é de 37 milhões e que ela é baseada nas vendas de combustível fóssil de cada empresa, no ano anterior. “Quem mais vende gasolina e diesel, terá que compensar comprando mais CBIOS ou vendendo mais etanol”, disse Pedro Neto, reiterando que, atualmente, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabelece metas nacionais de descarbonização para um período de dez anos, segundo definições do Decreto nº 9.888, de 27 de junho de 2019.
Após o intervalo do almoço, a programação seguiu com a abordagem do tema “Nutrição da cana-de-açúcar”, feita por Silas Alves, do Grupo Olho D’água que discorreu sobre a conduta da empresa em nutrição da cultura na busca por melhores resultados. Hugo Amorim, da Usina Monte Alegre, falou sobre “Evolução da colheita mecanizada e novos desafios”, destacando que há dois anos a empresa faz a colheita mecanizada. Em sua abordagem ele mostrou os resultados e a forma como a Monte Alegre preparou seus campos para minimizar o impacto do pisoteio da máquina, falou do desafio de colher cana bruta deitada e disse que os produtores precisam se preparar para a mecanização da colheita.
A última apresentação do dia foi sobre “Uso de drones na aplicação de insumos agrícolas na cana-de-açúcar” que foi feita pelo diretor da Itec Brasil,João Borba que lembrou que drones não são brinquedos e que a tecnologia chegou para agregar valor ao campo, propiciando redução de custos e maior segurança na aplicação de produtos.”O mercado de drone agrícolas cresce 1000% a cada ano, com modelos cada vez mais versáteis e eficientes inclusive para pulverização mapeada”, disse ele, mostrando vídeos de como esse serviço funciona.
A programação do segundo dia do simpósio começou com palestra de Djalma Euzébio Neto, da Ridesa, sobre “Censo varietal e resultados de variedades e clones promissores”, tendo a mediação do Engenheiro Agrônomo da Asplan, Luis Augusto. Ele lembrou que o Brasil é privilegiado em relação a seleção de novas espécies, explicou como surgem novas variedades, mostrando em vídeo detalhes de como tudo acontece, os diferentes tipos de testagens de clones promissores. “As novas variedades têm melhores resultados”, reiterou ele, lembrando que a RB 041443 tem diferenciais já testados na Usina Petribu (AL), com 218 toneladas por hectare e a RB 061675 também teve resultados bons em experimentos na Giasa, Japungu e Miriri, todas na Paraíba.
Em seguida, Vamberto Geraldo Silva, da Usina Estivas, de Arez (RN), falou sobre “Manejo varietal – case de sucesso da usina Estivas”. Ele contou que o grande desafio de produzir cana em um campo montado em cima de dunas, com 93% do solo arenoso, foi superado e a expectativa deste ano é que haja uma safra recorde. “Fizemos um plantio como composto no sulco, aplicamos vinhaça localizada e bioinsumos próprio, trabalhamos com manejo varietal e melhoramento genético e esta,os superando as condições adversas com bons resultados”, disse ele.
A última palestra do Simpósio foi feita por Willams Oliveira, da Ridesa, sobre “Evolução da utilização de bioinsumos na agricultura brasileira”. Ele lembrou que desde 1967 se usa produtos biológicos na cultura canavieira, mas, que essa produção, até 2005, era praticamente caseira e que, desde então, o controle biológico no Brasil cresce a cada ano. “55% dos produtores brasileiros usam controladores biológicos, mas, todos já conhecem o produto e estamos acima da média mundial. A tecnologia funciona e o preço é acessível e o mercado de biocontrole no país só cresce”, disse ele, lembrando que 100% da soja nacional hoje usa inoculantes e que é importante usar o produto de forma associada, ou seja, o produto biológico junto com o tradicional.
“O Simpósio foi uma excelente oportunidade que tivemos de atualizar informações importantes do setor e conhecer as experiências de sucesso de várias empresas que estão tendo resultados positivos com o cultivo da cana-de-açúcar. Foi um evento enriquecedor para todos que participaram, com destaque para as palestras que tiveram excelente nível de informações”, destacou o Diretor Técnico da Asplan, Neto Siqueira, que atuou também como mediador das palestras no primeiro dia do evento.
A parte da tarde do segundo dia foi reservada para apresentação de trabalhos que se destacaram no GESUCRO, com os temas: “Efeito residual da calagem sobre o diâmetro de colmo de duas variedades de cana-de-açúcar”, “Produtividade de genótipos de cana-de-açúcar em ressoca oriundos de micropropagação no brejo paraibano” e “Desenvolvimento vegetativo, trocas gasosas e produtividade de cana-de-açúcar adubada com torta de filtro enriquecida”, este último apresentado por Fábio Mielezrski.


























‘Vamos acabar com essa história de agricultura boa, agricultura ruim’ diz presidente da Asplan durante Simpósio de Cana-de-açúcar na PB
“Vamos acabar com essa história de agricultura boa e agricultura ruim. Toda cultura que gera emprego, renda e desenvolvimento, é boa. Quem segura o Brasil é o agro junto com a agricultura familiar e nós somos bons, independente de governos”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, durante palestra de abertura do II Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar, que aconteceu nos dias 26 e 27 de julho, na cidade de Areia (PB). O dirigente canavieiro falou sobre “Panorama atual, perspectivas e novos desafios do setor’.
Para uma plateia formada em sua grande maioria por estudantes dos cursos do Campus II, da UFPB, José Inácio lembrou que a cana representa o grosso do PIB agrícola da Paraíba e é a única cultura que se mantém há mais de 500 anos. “O sisal e o algodão colorido não resistiram. As demais culturas são importantes também, mas, nenhuma delas tem a abrangência e importância que a cana”, afirmou ele. “Cheguei aqui na Paraíba em 1978, quando a usina Santa Maria estava sendo reformada e a usina Tanques moendo. Enfrentamos a maior seca, em 1993, quando tivemos 90% de redução de safra e sobrevivemos e, neste período, a cana passou pelo seu momento mais difícil. Agora estamos com novos desafios, tais como, o surgimento do álcool de milho”, disse ele.
Em sua participação, José Inácio fez uma retrospectiva histórica da cultura canavieira no Nordeste. “A cana-de-açúcar começou bem, com o Proálcool, de 1975 a 1990. Foi o auge da cultura no país. O ano de 1990 foi um divisor, mas, em 1986, já estava ruim, com uma inflação muito alta, de 82% ao mês, que culminou, para piorar, com o fechamento do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), no governo Collor de Melo”, lembrou ele.
“Eu vi produtores de cana chorarem porque não sabiam como iam continuar produzindo, sem a tutela do IAA. Porque, naquela época, a produtividade de cana do Nordeste em relação ao Sul era gritante. Eles já estavam nos três dígitos, e o NE ainda patinava com 50 toneladas de cana. Naquele tempo, havia um subsídio, tutelado pelo governo, existia cotas preferenciais americanas e europeias. E depois, abriu o mercado nacional e nós tivemos que concorrer com a produtividade do Sul. Essa é a história da cana real. Acabou o IAA, mercado aberto, veio a seca de 93, a maior seca que o Nordeste já viu, e a consequência foi uma redução de 90% na safra, naquele ano. Quem moía 10 mil toneladas, moeu 1000”, recordou José Inácio.
Mas, segundo ele, quando chega o desafio, também surgem as oportunidades. “O desafio era produzir cana na Paraíba neste cenário, numa região seca. Ai, a Paraíba partiu na frente de Alagoas e Pernambuco e também no Rio Grande do Norte, na busca por tecnologia, com irrigação e manejo”, afirmou José Inácio, lembrando que agora quase que está equiparada a produtividade do Nordeste com o Centro/Sul. “Com os investimentos feitos na região, foi reduzida a diferença entre as regiões produtoras do país. Lá, eles estão na média de 78/80 toneladas de cana/média, e nós estamos aqui com 80 toneladas na usina Monte Alegre”, destacou. Ele lembrou que no Nordeste há ainda a vantagem de uma boa logística, com as usinas a 40/50 km do porto, enquanto que no Mato Grosso, essa distância equivale a 700 km.
Sobre novos desafios, ele aponta o surgimento da concorrência do etanol de milho. “Para se ter uma ideia, a cana tem 500 anos e em pouco mais de quatro anos o etanol de milho já se equipara a toda cana do Nordeste, com tendência a aumentar muito. E o que a gente vai fazer com isso. Concorrer, se adequar. Investir em novas tecnologias, bioinsumos, para melhorar a produtividade e competitividade”, enfatiza ele, lembrando que há outras alternativas para uso do etanol, pois, já se fala em biocombustível marítimo, de aviação. Outro desafio enfrentado pelo setor, segundo ele, é a questão do governo segurar o preço da gasolina de forma artificial. “Esperamos que se encontre um equilíbrio onde o produtor não seja penalizado e o consumidor também não seja prejudicado. Mas, ninguém vai produzir álcool de graça para ninguém, pois sem ganhar dinheiro, nenhuma atividade sobrevive”, afirmou.
“A exportação de açúcar está segurando o preço da cana. Um ano o etanol ajuda, no outro o açúcar ajuda, e a gente continua produzindo. E a Paraíba teve uma particularidade. Na década de 90, fecharam as três usinas do Brejo. E quem comemorou isso, criticando a monocultura da cana, se arrependeu depois porque aumentou o desemprego, diminuiu a arrecadação e anos depois o IDH do Brejo estava menor que o do Cariri paraibano, considerada a região mais pobre do estado. Mas, tivemos aqui no Brejo os que migraram para produção de cachaça e hoje são grandes produtores das melhores cachaças nacionais”, lembrou José Inácio.
Sobre o futuro, ele disse: “O que a gente precisa fazer é agregar valor com qualidade de produto. Eu continuo otimista, o mais difícil já passou, há desafios, a concorrência é enorme, mas, é preciso pesquisar, chegar junto”, afirmou. Sobre uma das questões que mais preocupam os produtores de cana do Nordeste hoje, que é o corte de cana, ele foi enfático: “É uma situação complicada. Vai chegar um momento que não teremos mais cortador de cana, pois a média de idade hoje dos cortadores, que há alguns anos era 30/32 anos, já passou de 40. Os jovens não querem mais cortar cana. É um serviço que remunera bem, mas é pesado e não é todo mundo que aguenta. Então vamos ter que arrumar alternativas para colher cana. Infelizmente, ainda não chegou uma máquina boa para colher em topografias acidentadas e em encostas”.
Sobre o futuro dos jovens estudantes do setor agrícola, ele lembrou que o Brasil tem vaga no campo e precisa de mão de obra qualificada. “Se não tiver espaço na Paraíba, tem em Mato Grosso, no Maranhão, em várias localidades. Espaço tem e o Brasil precisa de mão de obra qualificada. Não tenham medo de ousar, façam estágio, aprimorem conhecimento porque essa profissão tem futuro”, disse ele.
Sobre não desistir da atividade, ele reitera que o pior já passou. “No ano passado, batemos recorde de produção com a maior safra da Paraíba, além da produtividade. E esses resultados refletem um esforço conjunto de produtores, pesquisadores, especialistas que fazem experimentos e investem para melhorar a produtividade. O açúcar cresce e a Paraíba continua firme e forte. O Brasil é agro, quem segura esse país é o agro junto com o agricultor familiar. Eu tenho orgulho de ser agricultor, engenheiro agrônomo e de plantar cana também”, finalizou ele.
O II Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar foi promovido pelo Grupo de Estudos Sucroenergético (Gesucro) em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), e teve como tema central nesta edição “Tecnologia e Produção no Nordeste”.









