Asplan

Sai portaria do MAPA com nomeação do novo presidente da Câmara do Açúcar e Álcool

O atual presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unida) e Primeiro Vice-Presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Pedro Tavares Campos Neto agora é, oficialmente, presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool, do Ministério da Agricultura. A Portaria Nº 77 foi assinada pelo ministro Carlos Henrique Baqueta Favaro nesta segunda-feira (17) e deve ser publicada ainda essa semana no Diário Oficial da União. O novo mandato compreende o período 2024/2026. Pedro Neto substitui Mário Ferreira Campos Filho.

Pedro Neto foi indicado e eleito, por unanimidade, para assumir a Presidência da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool, do Ministério da Agricultura, em duas ocasiões. Na primeira, em janeiro, teve o nome referendado por ampla maioria das entidades representativas do setor. Em abril último, em nova consulta às entidades representativas, Pedro Neto teve seu nome reiterado pelas entidades representativas e órgãos de classe, a exemplo da Unica, Feplana, OCB, CNA, Embrapa, SIAMIG, Bioenergia Brasil, entre outras.

Pedro Neto, que reside na capital paraibana, é neto e filho de produtores de cana-de-açúcar, ao tomar conhecimento da assinatura da Portaria reafirmou seu compromisso com o setor sucroenergético, lembrando que a bandeira que irá defender será sempre a da cana-de-açúcar. “Agradeço a confiança de todos que referendaram meu nome, em duas ocasiões, o que aumenta ainda mais minha responsabilidade, e digo que estou muito entusiasmado para encarar mais esse desafio, mas, para tanto, conto com a ajuda de todos os amigos que compõem a Câmara Setorial, para juntos defendermos os interesses do setor empunhando a nossa bandeira que é a da cana-de-açúcar”, disse ele.

 “O setor sucroenergético celebra a indicação de Pedro Neto para presidência da Câmara Setorial, pois ele tem maturidade, experiência e competência, além de um profundo conhecimento do setor. Acredito que não poderíamos estar em melhores mãos”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba, José Inácio de Morais. O senador Efraim Filho também se manifestou após a assinatura da Portaria. “A nomeação de Pedro Neto, que assumirá o cargo mais importante do setor sucroenergético, simboliza que a Paraíba e o Nordeste agora tem vez e voz para todo o Brasil no setor da cana-de-açúcar”, destacou o senador paraibano.

Pedro Neto, presidente da Unida, e agora também da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA

Unida se consolida, cada vez mais, como importante representatividade dos produtores de cana do Nordeste

Com o respaldo de representar mais de 18 mil produtores de cana do Nordeste, que juntos respondem por cerca de 50% da cana-de-açúcar produzida na região – o equivalente a cerca de 25 milhões de toneladas/safra – a União Nordestina dos Produtores de Cana-de-açúcar (Unida) vem, cada vez mais, se consolidando como importante instituição de representatividade dos produtores canavieiros. E isso ficou evidenciado numa reunião realizada nesta segunda-feira (10), na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa.

“A criação da Unida foi um marco para o Nordeste e para o fortalecimento da cultura canavieira da região, porque com a Unida a gente passou a ter voz ativa no cenário canavieiro”, afirmou o consultor e um dos fundadores da Unida, Gregório Maranhão, que estava presente à reunião que foi conduzida pelo presidente da Unida e vice-presidente da Asplan, Pedro Neto.

A extensa pauta da reunião, que contou com a participação de dirigentes das associações de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Rio Grande do Norte, incluiu além de questões administrativas, a problemática da escassez e falta de mão de obra no campo, os caminhos para a mecanização da colheita, o PL 715/24 que tramita na Comissão do Trabalho da Câmara e que propõe um incentivo para o cortador de cana, as perspectivas de  crescimento do cooperativismo e a questão do pagamento do Renovabio, com ênfase para o pagamento dos CBios para os produtores.

O presidente da Unida, na ocasião, reforçou que a bandeira do setor canavieiro e do agronegócio não deve ter cor partidária. “Estamos aqui, unidos, para defender a bandeira da cana-de-açúcar. As associações e entidades de classe não devam ter partidos políticos porque independente de quem está no poder, o que a gente tem que defender são os interesses do setor produtivo que, no nosso caso, é o setor canavieiro”, ponderou Pedro Neto. Em seguida, ele exibiu dois vídeos que abordam os cálculos do pagamento de CBios.

Ficou definido na reunião desta segunda-feira (10) que a Unida fará nas associações uma apresentação de como se dará esse cálculo referente ao CBIos para os fornecedores associados, a fim de melhor orientá-los em relação a esse assunto e que caberá a cada entidade associada à Unida disponibilizar um técnico para orientar os associados de como tornarem-se elegíveis para receber os créditos de carbono do Renovabio. As datas das reuniões que acontecerão em cada entidade associada ainda não foram marcadas, mas começarão já a partir de julho.

“O Cálculo do CBios é bem complexo e será importante a ajuda das associações para orientar seus associados e assegurar que eles recebam seus valores corretamente, mas primeiro é preciso que os fornecedores se tornem elegíveis para receber o pagamento, ai entra o papel fundamental das entidade associadas que junto com a coordenação da Unida acompanharão todo esse processo”, argumenta Pedro Neto.

Reunião da Unida foi conduzida por Pedro Neto
Reunião da Unida tratou de temas importantes para o universo canavieiro do Nordeste e do Brasil
Pedro Neto, presidente da Unida, consudiu a reunião
Reuniçao da Unida aconteceu na sede da Asplan, em João Pessoa
Dirigentes das associações que integram a Unida
Alexandre Lima, da AFCP, também participou da reunião
Reunião da Unida contou com a participação de várias associações do Nordeste

Asplan participou do 1° Encontro Regional de Comitês de Bacias Hidrográficas do Brasil – Nordeste realizado na Paraíba

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) teve expressiva participação no 1° Encontro Regional de Comitês de Bacias Hidrográficas do Brasil – Nordeste que foi realizado em João Pessoa, nos dias 27 e 29 de maio. O evento reuniu cerca de 700 inscritos, de várias partes do Brasil, dos quais mais de 350 eram membros de comitês de bacias hidrográficas, a exemplo da representação da Asplan. O segundo vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato e o diretor do Departamento Técnico, Neto Siqueira, participaram da abertura do evento.

Como a Asplan tem cadeira no Conselho Regional de Recursos Hídricos, sendo representada pelo Engenheiro de Segurança do Trabalho, Alfredo Nogueira Neto e pelo Diretor do Departamento Técnico, Neto Siqueira, e também tem representatividade no Comitê de Bacias Hidrográficas, participando dos comitês do litoral Sul e Norte, a Associação participou ativamente dos debates durante o Encontro.

Segundo Alfredo, durante o evento foi debatido uma questão que diferencia a Paraíba dos demais estados do Nordeste que é a questão da cobrança pela água bruta. “A outorga da Paraíba é paga para uso da água bruta e em vários estados do Nordeste não há essa cobrança, salvo Bahia e Ceará. Essa cobrança vem sendo feita desde 2014 e o recurso arrecadado vai para um fundo, só que ninguém consegue ter acesso aos recursos desse fundo e isso é uma cobrança recorrente da gente para destinar esses recursos para recuperar nascentes, revitalizar APP, entre outras ações”, afirma Alfredo, lembrando que a administração desta arrecadação fica a cargo da AESA.

Em relação ao evento, Alfredo destaca o alto nível das palestras, a importância da troca de experiências e conhecimento com os membros de outros comitês, com destaque para o estado do Ceará que tem 12 comitês em funcionamento, enquanto a Paraíba tem três. “Foi um evento de alto nível, com a participação de pessoas que realmente entendem sobre a questão de recursos hídricos e esse compartilhamento de experiências enriqueceu muito a minha condição de representante da Asplan no Conselho Regional de Recursos Hídricos e nos Comitês de Bacias Hidrográficas do Litoral Sul e Norte”, finaliza o Engenheiro de Segurança do Trabalho da Asplan.

Diversos assuntos ligados a questão dos recursos hídricos foram debatidos no evento
Alfredo Nogueira Neto (terceiro da direita para esquerda) representou a Asplan no evento
O encontro debateu questões importantes relacionadas a recursos hídricos
O segundo vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato e o diretor do Detec, Neto Siqueira participaram do evento

Setor produtivo comemora acordo formalizado entre indústria e produtores de cana-de-açúcar sobre a divisão da receita de CBios

A Lei nº 13.576, de 26 de dezembro de 2017, instituiu a Política Nacional de Bicombustíveis (RenovaBio) visando ampliar a produção e o uso de biocombustíveis na matriz energética brasileira. E, desde então, as indústrias sucroalcooleiras do Brasil vêm sendo remuneradas com Créditos de Carbono (CBIOs) mas, a classe produtiva ainda não participava desta distribuição financeira. Essa situação acaba de ter um desfecho que fortalece todo o setor sucroenergético nacional e repara uma injustiça com os produtores. Nesta terça-feira (14) foi fechado um acordo entre as indústrias produtoras de etanol e bioenergia e os fornecedores de cana-de-açúcar do Brasil com esse propósito.

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida),  Pedro Neto, comemorou a decisão. “Depois de muita luta e debates chegamos a um acordo que foi bom para ambos os lados, ou seja, o setor industrial e o produtivo saem mais fortalecidos. Isso é um avanço e simboliza o amadurecimento do setor convergindo para um interesse maior que é o fortalecimento do Renovabio”, disse ele.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) José Inácio de Morais, também comemorou a celebração do acordo. “Enfim, a gente vai poder ter acesso ao pagamento do CBios, a receber a parte que nos cabe dentro do Renovabio, algo que temos direito, que é justo, mas que precisava ser definido o que acontecerá agora a partir deste acordo”, disse o dirigente canavieiro.

Pelo acordo setorial, que será apresentado ao Congresso Nacional no âmbito do Projeto de Lei Nº 3149/2020, o produtor rural incluído na certificação da unidade produtora com dado padrão receberá, pelo menos 60% da receita líquida auferida pela indústria com a venda dos CBios gerados pela cana-de-açúcar do fornecedor. Já para os produtores que se certificarem com dados primários (perfil específico), o acordo define patamar mínimo de 85% da receita líquida adicional gerada na comparação com o perfil padrão.

“Os cálculos seguem uma fórmula complexa e inédita que foi acordada entre industriais e fornecedores e ela será explicada, oportunamente, a todos os interessados”, afirma o presidente da Unida. Pedro Neto. O presidente da Asplan, José Inácio, também adianta que a Associação paraibana estará, em breve, com seus técnicos aptos a explicar aos associados como se dará essa forma de pagamento. “Em breve, marcaremos uma atividade para esclarecer todos os detalhes deste acordo”, disse José Inácio, agradecendo ao senador paraibano Efraim Filho, que é o autor da Lei 3149/2020, e foi um dos principais interlocutores e mediadores para formalização deste acordo firmado hoje (14), junto com outros parlamentares.

José Inácio de Morais, presidente da Asplan também comemorou a celebração do acordo
Pedro Neto, presidente da Unida, comemorou a celebração do acordo

Representantes do BNB se reúnem com produtores canavieiros paraibanos para apresentação de linhas de crédito

Crédito mais barato ao longo do ano, com a taxa mais baixa do mercado e linhas de crédito para inovação e sustentabilidade. Esses são os diferenciais do Banco do Nordeste do Brasil S.A. que foram amplamente debatidos na manhã desta segunda-feira (13), durante evento na Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. Uma equipe de gerentes e técnicos da instituição financeira apresentou as linhas de crédito do BNB para os produtores canavieiros e falaram de perspectivas e linhas de investimento para o ano safra 2023/2024.

            A abertura do evento foi feita pelo Diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, que pontuou a importância dos produtores terem acesso aos recursos do BNB. “Todo mundo sabe que os recursos do BNB são mais interessantes, mas é preciso que haja um melhor acesso aos créditos porque não adianta ter ótimas taxas, se o produtor não tem acesso aos recursos”, destacou Neto.

            O Gerente Executivo do BNB, Keke Azevedo, reconheceu que a análise do banco é bem mais criteriosa que das demais instituições financeiras do mercado, porque ela interage com várias entidades reguladoras, mas, ponderou que vale a pena o produtor se adequar as exigências legais de âmbito federal, estadual e municipal, porque independente na necessidade de crédito, os produtores rurais do Brasil precisam estar atentos a agenda ASG. “De fato, o nosso tempo de análise e contratação de uma proposta é mais longo do que o de um banco privado, mas as condições do crédito compensam.”

Para ilustrar essa vantagem ele mostrou duas situações. Uma de um valor de financiamento de R$ 500 mil, com prazo de 12 meses, a uma taxa de 7,6% que no BNB, o valor do financiamento ficaria R$ 538 mil, enquanto que no Banco do Brasil, a mesma simulação, ficaria com o valor final de R$ 560 mil, já que a taxa é de 12%. A mesma operação o BNB com o prazo de 60 meses, o valor final do financiamento ficaria em R$ 721.159,55, enquanto que no Banco do Brasil, cuja taxa é 14%, esse valor aumentaria para R$ 962.707.29. “Nossa análise de acesso ao crédito é mais minuciosa, mas as taxas são melhores. Nós buscamos facilitar o processo, mas nunca negligenciar a importância do atendimento as legislações vigentes”, reiterou Keke Azevedo.

            Entre as linhas de financiamento apresentadas os produtores paraibanos pelos representantes do BNB para o Plano Safra 2023/2024 destacam-se a FNE Agro Inovação, com prazo de até 15 anos, com até 5 anos de carência, que financia bens e serviços, com juos de 6,78%/ano. O FNE Agro Conectado com prazo de até 15 anos, com até 5 anos de carência, que financia tecnologia de telecomunicação, com juos de 6,78%/ano. Já o FNE Sol que tem prazo de 12 anos e carência de até seis medes, financia projetos de energia solar, com taxa de juros de 7,6%/ano.

            O presidente da Asplan, José Inácio, reforçou a necessidade do BNB rever processos para que o produtor possa ter acesso ao crédito na instituição. “A gente sabe que as vezes tem o recurso e é o melhor dinheiro, mas infelizmente o produtor deixa de financiar no BNB por causa dessa burocracia complexa e que não depende do produtor”, disse ele, lembrando a questão da Sudema na Paraíba. “A gente sabe que a Sudema não é fácil, o problema é sério aqui na Paraíba onde há um fluxo que deixa a desejar em termos de agilidade”, disse ele citando exemplos desta burocracia que impede o produtor de ter acesso ao crédito do BNB. “Há de haver uma maneira mais descomplicada que a atual, porque não é fácil tirar dinheiro no BNB com todas essas exigências. É preciso rever a normativa do FNE que é antiga, engessada e difícil”, reiterou o dirigente da Asplan.

            José Inácio lembrou ainda que os produtores precisam do banco e não podem perder a esperança de ter acesso ao crédito. “Vamos trabalhar. Vamos ver quais são os gargalos e saídas. A equipe técnica da Asplan está montada para atuar. Vamos ver como ter acesso ao crédito. O que precisar pode contar com a gente”, finalizou o presidente da Asplan.

            A Assistente Técnica da Asplan, Fernanda Vasconcelos, que faz a ponte entre produtores associados e as instituições financeiras, junto com o consultor financeiro de entidade, Cristiano Aguiar, destacou a importância deste serviço de consultoria prestado pela Associação. “A gente está vendo aqui que não é fácil obter recursos do BNB, mas, já tivemos esse ano vários casos de aprovação de crédito na instituição”, relembrou ela que também é a responsável pelo serviço de orientação e apoio aos produtores ligados à Asplan.

Os gerentes do BNB com atuação na Paraíba estiveram presentes no evento
O público do evento com o BNB
O evento do BNB aconteceu no auditório da Asplan
O diretor do DETEC da Asplan, Neto Siqueira fez a abertura do evento
Keke Rosemberg, gerente excutivo do BNB e Jospe Inácio, presidente da Asplan
A Assistente Técnica da Asplan, Fernanda Vascon celos falou sobre o serviço de co9nsultoria para associados
Diretores da Asplan e representantes do BNB
Houve momentos de perguntas durante o evento

Produtor canavieiro e empresário Raimundo Nonato Siqueira é homenageado pela Alltech

Na noite da última quarta-feira (24) o produtor canavieiro e empresário, diretor presidente da Crop, empresa distribuidora de produtos agrícolas, foi homenageado pela Alltech, empresa do ramo de nutrição animal e vegetal, pela trajetória de sucesso de mais de 40 anos no segmento do agronegócio, 22 dos quais através da empresa Crop,  que tem matriz na cidade de Mossoró (RN) e filiais em Baraúnas e Parnamirim e que, em julho próximo, abrirá a terceira filial no Ceará, na cidade de Russas. O evento e homenagem aconteceram em um restaurante de João Pessoa.

“Eu fui pego de surpresa com essa homenagem. Fui convidado para o evento de apresentação de um produto, o Honey, e acabei sendo homenageado o que muito me alegrou e emocionou também porque essa lembrança faz referência a minha vida no segmento do agronegócio, o que me orgulha muito. São anos de dedicação e trabalho e como eles mesmos colocaram, deixo um legado, mas, adianto que ainda estou na ativa e ficarei assim enquanto Deus me permitir”, disse Nonato que, na ocasião, agradeceu a lembrança e homenagem. Ele estava acompanhado da esposa, Dona Glória e dos filhos Ângelo e Neto Siqueira.

O diretor do Departamento Técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Neto Siqueira, filho do homenageado, destacou a importância e exemplo do pai não apenas para a família, mas, também para os 94 funcionários da Crop e para o próprio segmento produtivo. “Meu pai é um exemplo de sucesso, de alguém que começou pequeno e foi crescendo com o suor do próprio trabalho e uma grande habilidade nos negócios, de um profissional agrônomo exemplar e de alguém que nos orgulha e também ao mercado de nosso segmento e essa homenagem é um reconhecimento a tudo isso”, afirmou Neto.

Raimundo Nonato foi homenageado pela Alltech
Nonato agradeceu a homenagem
Neto Siqueira, filho do homenageado, falou da felicidade de acompanhar o momento
Integrantes da Alltech e da Crop durante a homenagem
Momento da entrega da placa em homenagem a trajetória do Sr. Raimundo Nonato
Evento aconteceu em um restaurante de João Pessoa
Um dos momentos do evento

Asplan comemora tramitação do PL que pune invasores de terras e diz é preciso aprovação para aumentar segurança no campo

A notícia da aprovação pelo Plenário da Câmara dos Deputados na última terça-feira (17), por 293 votos a favor e 111 contra, do requerimento de urgência para a apreciação do Projeto de Lei 895/2023, que dispõe sobre sanções administrativas e restrições aplicadas aos ocupantes e invasores de propriedades rurais e urbanas em todo o território nacional, foi recebida com muita alegria pelos produtores de cana-de-açúcar da Paraíba. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana (Asplan), José Inácio de Morais, elogiou a iniciativa da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e diz que é preciso aprovar a matéria o quanto antes para aumentar a segurança no campo. Com a urgência aprovada, o texto pulará a etapa de análise em comissões da Casa e poderá ser votado diretamente no plenário.

“Não podemos aceitar a volta desta baderna no nosso país e invasão de terra, de propriedade privada e de instituições públicas e privadas. é baderna. Uma coisa é reivindicar algo outra é invadir, destruir depredar, desrespeitar o direito à propriedade e esse PL chega em boa hora, num momento em que esse movimento de invasores começam a agir e a ameaçar prejudicar quem produz”, afirma o dirigente canavieiro.

De autoria do deputado federal Zucco (PL-RS), a proposta faz parte do pacote anti-invasão apresentado pela Frente Parlamentar, e prevê sanções administrativas e restrições a invasores de propriedades rurais e urbanas em todo o território nacional, tais como, que vão desde tirar os invasores dos programas sociais do governo a tipificar o crime como terrorismo.

“Essa é uma pauta prioritária. Estamos vivendo hoje o que chamam de Vermelho Abril. Só neste mês já foram 24 invasões. Queremos dar uma resposta”, declarou a líder da Minoria na Câmara, Bia Kicis (PL-DF), que comemorou a aprovação da urgência com postagem em suas redes sociais.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, elogiou decisão da Câmara de aprovar a urgência do Projeto que pune invasores de terras

Ação que corre à revelia de municípios pode prejudicar mais de 1200 propriedades e empreendimentos no Conde, Alhandra e Pitimbu

Uma ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Federal, em 2022, e que tramita na Justiça Federal da Paraíba e obriga a FUNAI a realizar, na Paraíba a demarcação de terras indígenas nos municípios de Conde, Alhandra e Pitimbu, caso seja julgada procedente, vai impactar e prejudicar diretamente 1283 propriedades rurais, empreendimentos e comércios nestas localidades do Litoral Sul da Paraíba. O alerta é dado pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan)  e pela Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa). Na semana passada, durante reunião na sede da Asplan, esse assunto foi debatido com representantes dos municípios envolvidos na ação.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, abriu a reunião  reiterando que a Associação não é contra a demarcação de terras daquilo que é legítimo dos povos indígenas. “Porém, neste processo específico, há muitas falhas e do jeito que ele está sendo proposto, comércios, propriedades produtivas e empreendimentos serão bastante prejudicados, ou seja, se ele avançar da forma como estão propondo, o Conde, Alhandra e Pitimbu perderão muito com isso”, afirmou o dirigente canavieiro.

A advogada da Faepa, Martha Melquíades, explica que, atualmente, o processo está desmembrado em duas partes, sendo uma que obriga a demarcação de terras em áreas que hoje são ocupadas por vários empreendimentos, a exemplo de fábricas, hotéis, comércios, e mais de 14 km de área do litoral de Jacumã. “Isso afetará vários empreendimentos, vários produtores, inclusive, assentamentos que existem há mais de 40 anos, promovendo um verdadeiro retrocesso econômico e social nestas localidades”, afirma ela.

Ainda segundo a advogada, o processo afeta inúmeros produtores, de várias culturas nestas três localidades. “Em Pitimbu, por exemplo, são 427 propriedades atingidas, de alguma forma, por essa ação. No Conde, são mais 373 e em Alhandra, outras 483 propriedades serão afetadas diretamente com esses processos”, destaca a advogada. Além disso, segundo Martha, corre outro processo derivado deste original que quer obrigar a Sudema de não mais emitir licença ambiental nestes três municípios enquanto não cessar essa discussão sobre essa demarcação.

Ela chama atenção para outro agravante que é o fato desse processo está tramitando sem a participação dos municípios em questão, dos proprietários, dos posseiros, dos produtores rurais, de toda a sociedade local, afetando o direito de propriedade de muitas pessoas.

O Município de Alhandra, por exemplo, que se fez representar na reunião da Asplan através do Procurador, Márcio Cabral, tomou conhecimento das duas ações através de informações da Asplan e não da Justiça. “A Procuradoria de Alhandra acessou os autos virtuais destas duas ações e constatou que o Município não é réu em nenhuma das demandas e que nunca foi citado ou intimado para contestar ou participar  de nenhuma audiência de conciliação ou mediação”, afirma o Procurador.

Ainda segundo Márcio Cabral, diante de tamanha falta de publicidade, o Município está protocolando junto à FUNAI uma petição baseada na Lei de Acesso à Informação para ter acesso aos autos do processo administrativo na íntegra. “Se houver real interesse atinente ao município de Alhandra, este irá se habilitar para exercer o contraditório e ampla defesa, como manda o art. 5º LV da Constituição. Os demais passos dependerão do teor do processo administrativo cujo conteúdo ainda é desconhecido para nós”, afirmou o Procurador de Alhandra.

            “Nós queremos que o processo seja justo e legítimo, que seja respeitado o direito dos povos originários, mas, que também se respeite o direito de propriedade de todos aqueles que adquiriram suas terras legalmente, ergueram nelas benfeitorias, seguiram o rito legal de aquisição dos locais onde trabalham e produzem, que geram empregos e vivem nestas localidades produzindo, e ao mesmo tempo respeitando o Marco Legal. O que não pode acontecer é as autoridades atropelar tudo isso, ignorar o retrocesso que pode acontecer nestas localidades e simplesmente decidir desapropriar as terras sem levar em consideração questões de suma importância”, ponderou José Inácio.

            A Asplan e a Faepa formaram um grupo de trabalho para acompanhar as ações e os advogados destas entidades estão à disposição dos seus associados para tirarem dúvidas sobre essa questão. “Nosso corpo jurídico está atento a esse processo, estamos mobilizado os agentes públicos que possam  nos ajudar e vamos pleitear uma audiência com o governador João Azevêdo, pois como chefe do executivo ele deve ter conhecimento da gravidade desta situação que afetará com grandes proporções  a economia e desenvolvimento do litoral Sul da Paraíba”, finalizou José Inácio.

Presidente da Asplan, José Inácio quer chamar atenção das autoridades para a gravidade do problema que a ação causará a Paraíba
Reunião na Asplan que se debateu essa questão da ação civil pública sobre demarcação de terras

Asplan lembra importância do Abril Verde e destaca cultura de prevenção de acidentes que a entidade adotou em seu dia a dia

Entre 2012 e 2022, foram comunicados 6,7 milhões acidentes de trabalho, com 25,5 mil mortes no Brasil. Os dados são do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, desenvolvido no âmbito da Iniciativa SmartLab de Trabalho Decente, coordenada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o Brasil. E esses números contabilizam apenas casos em empregos formais, ou seja, ainda há uma subnotificação em relação aos acidentes. E, nos mês que se celebra a cultura da prevenção com o Abril Verde, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) é um bom exemplo de como essa questão é encarada com seriedade, cuidado, profissionalismo e de forma preventiva.

Para o Médico do Trabalho da Asplan, Dr. Tarcísio Campos, os dados demonstram a relevância do tema e da campanha Abril Verde que reforça a necessidade de um esforço conjunto de empregadores e empregados para que haja um ambiente cada vez mais seguro. “É fundamental que possamos viver em uma sociedade em que predomine a cultura da prevenção e o movimento Abril Verde é vital porque ele busca, justamente, criar e fortalecer essa cultura de prevenção nos ambientes de trabalho”, destaca o médico que atua tanto na sede da Associação, em João Pessoa, como nas fazendas dos associados da entidade canavieira.

O Engenheiro de Segurança do Trabalho da Asplan, Alfredo Nogueira Neto, reforça que essa campanha do Ministério do Trabalho é muito importante, pois ela visa a prevenção e não a correção depois que o acidente acontece. “Vale salientar que tanto empregador, quanto empregado têm que ter a consciência da prevenção. O empregador, por exemplo, quando compra um EPI e faz um treinamento, quando faz um exame complementar, uma avaliação de ruído ou vibração, ele está investindo na empresa e não gastando. E nós, da Segurança do Trabalho, somos os interlocutores de todo esse processo onde atuamos nesta interlocução da empresa e seus funcionários para que as ações sejam realizadas em conformidade com as normativas de Segurança do Trabalho”, reitera Alfredo. Ele lembra que a Asplan vem fazendo isso já há muito tempo com seus associados, mantendo uma equipe completa com Médico do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho e Técnico de Segurança do Trabalho à disposição de todos os associados e colaboradores da associação.

Já o Técnico de Segurança do Trabalho da Asplan, Natanael Leal, destaca que o Abril Verde, este ano, está completando dez anos e que a divulgação de ações voltadas a Saúde e Segurança do Trabalho, no âmbito de todas as atividades laborais, é de suma importância. “Nestes dez anos de existência do Abril Verde, a Asplan através do seu Serviço Especializado em Saúde e Segurança no Trabalho Rural – SESTER – esteve presente com suas ações voltadas para a Segurança e Higiene nas frentes de trabalho, levando a conscientização e a prevenção de acidentes na área canavieira, junto aos seus fornecedores associados, fazendo visitas técnicas, elaborando programas de Segurança e Saúde, levando palestras às frentes de trabalho sobre a conscientização da importância do uso dos EPI’s – Equipamentos de Proteção Individual e todas essas ações são fatores que reforçam a preocupação da entidade com a Saúde, Segurança e Higiene dos colaboradores do setor da cana-de-açúcar paraibano”, reforça Natanael.

O Médico do Trabalho explica ainda que dentro deste processo de valorizar a cultura de segurança e saúde no ambiente laboral alguns itens são fundamentais. “A proteção dos trabalhadores, do respeito ao período de descanso que é importante física e mentalmente, seguir o que todas as normas reguladoras determinam, especialmente, no caso do segmento canavieiro, as Normas Reguladoras NRs 7, 4, 31 são exemplos de ações que minimizam riscos, atuam preventivamente e reduzem acidentes”, diz Dr. Tarcísio.

Para o médico, o papel dos empregadores na promoção da saúde e segurança dos trabalhadores é fundamental para garantir a segurança do trabalhador, com investimento em EPIs, promovendo o bem estar e estimulando o autocuidado. “Mas, os trabalhadores também têm que cumprir as normas de segurança, usar os EPIs, estar atentos aos riscos, participar de treinamentos, obedecer as normas de segurança do trabalho adotando práticas seguras durante sua jornada de trabalho, além de fazer os exames anuais e ter um acompanhamento sobre sua saúde”, reitera Dr. Tarcísio, lembrando que isso é um caminho de mão dupla, onde empregados e empregadores se dão as mãos para um mesmo propósito. “Investir em segurança não é um custo a mais para a empresa, é um investimento que preserva a empresa e seus colaboradores e na Asplan esses cuidados fazem parte da cultura da Associação há muito tempo”, finalizou o médico.

O médico do Trabalho da Asplan, Dr. Tarc´´isio Campos em atendimento nas propriedades de associados
O médico do Trabalho da Asplan, Dr. Tarcísio Campos, em atendimento na sede da Associação, em João Pessoa
Antes do atendimento no campo, há uma triagem prévia
Ação no campo da Asplan de atualização de exames de trabalhadores canavieiros
O Engenheiro de Segurança do Trabalho da Asplan, Alfredo Nogueira Neto
O Técnico de Segurança da Asplan, Natanael Leal e o Engenheiro de Segurança, Alfredo Nogueira Neto

I Bioconferênciacana reúne interessados na sustentabilidade do setor sucroenergético e produção de insumos biológicos

Uma verdadeira imersão no mundo dos produtos biológicos na cultura da cana-de-açúcar. Isso é o que prometem os responsáveis pela realização da I Bioconferênciacana, que acontece no próximo dia 11 de abril, no auditório do SESC Guadalupe, em Sirinhaém (PE), das 8h as 17h30. A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) é um das co-patrocinadoras do evento que reunirá estudantes, profissionais, produtores rurais canavieiros e interessados no debate de questões importantes sobre a sustentabilidade do setor sucroenergético com ênfase na contribuição dos produtos biológicos.

“A produção de cana-de-açúcar, assim como a de outras culturas agrícolas, enfrenta grandes desafios impostos pelo mundo moderno. É consenso entre os diversos atores da sociedade que a produção desta importante cultura seja sustentável e, para isto, deve ter como base pilares importantes, tais como: a viabilidade econômica, a promoção social e a sustentabilidade ambiental. E os produtos biológicos sem sombra de dúvidas, estão contribuindo e contribuirão cada dia mais para a sustentabilidade do setor sucroenergético”, afirma o coordenador técnico da Bioconferência, Willams Oliveira, lembrando que o evento foi idealizado e preparado para ser uma verdadeira imersão no fantástico mundo dos biológicos na cultura da cana-de-açúcar.

O presidente da Asplan, José Inácio, destaca a importância do evento, lembrando que a Associação paraibana já desenvolve um trabalho de produção de insumos biológicos há mais de duas décadas. “A sustentabilidade do setor sucroenergético passa também pela produção e consumo de produtos biológicos e a Asplan já tem bastante conhecimento e prática neste aspecto porque produzimos insumos biológicos na Estação de Camaratuba há mais de 20 anos”, afirma o dirigente canavieiro. José Inácio lembra ainda que esse debate além de salutar é necessário. “O debate da sustentabilidade é mundial e nosso setor tem muito a agregar neste sentido”, reitera ele.

Como co-patrocinadora do evento, a Asplan terá direito a 20 participações gratuitas para associados na I Bioconferênciacana. E as inscrições já podem ser feitas através do telefone 3241-6424, com Andréa.  Os primeiros 20 inscritos na Asplan não precisarão pagar pela participação que custa R$ 240,00 para profissionais e público em geral e R$ 120,00 que corresponde a meia entrada social e também para inscrição de estudantes. As inscrições podem ser feitas através do link https://www.even3.com.br/bioconferenciacana/.

“Nos últimos anos, os estudos desenhados por diversas consultorias e orgãos públicos mostram que a utilização de produtos biológicos no Brasil aumentou e continuará aumentando. Este cenário não é diferente para a cultura da cana-de-açúcar, onde tradicionalmente já são utilizadas ferramentas do manejo biológico há muito tempo. Porém, diante de tantas tecnologias ofertadas, é importante cada dia mais, que todos os envolvidos nesta cadeia produtiva possam aprofundar os seus conhecimentos e essa Biocoferência será, sem dúvida, um espaço muito rico neste sentido”, destaca o diretor de Departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira.

Diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira, destaca importância da bioconferência
A Asplan produz insumos biológicos na Estação de Camaratuba há mais de duas décadas