Asplan

Presidente da Câmara Federal defende PL dos CBios e acende a esperança de que se faça justiça com produtores canavieiros

Nesta quarta-feira (29), a Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara dos Deputados pode colocar em votação o Projeto de Lei (PL 3.149/20) que inclui canavieiros e demais produtores de biomassa dos biocombustíveis no recebimento de Crédito de Descarbonização (CBios) referente ao RenovaBio. Na atual conjuntura, só as usinas são beneficiadas com o pagamento, uma vez que a classe produtiva ficou de fora do Renovabio. Mas, essa injustiça pode ser reparada, caso a Câmara aprove o PL que assegura esse direito também aos produtores. “Cerca de R$ 18 bilhões já foram pagos aos industriais e a gente que produz a matéria-prima não recebeu nada ainda”, reclama o presidente da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), Pedro Neto.

Ele e o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, o presidente da Feplana, Paulo Leal, e outros representantes de associações canavieiras do país, a exemplo da ORPLANA e AFCP, estão em Brasília desde a última segunda-feira conversando com parlamentares para buscar um consenso para agilizar a votação do PL que tramita desde 2020 na Câmara Federal.

Nesta quarta-feira (29), eles tiveram uma importante reunião com o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, que considerou o pleito justo e confirmou seu apoio ao PL. Segundo, Pedro Neto, o parlamentar concordou com a necessidade de votação do PL por considerá-lo um importante mecanismo de solucionar essa injustiça cometida contra os produtores que ficaram sem ter acesso ao recebimento do CBIOs por não terem sido incluídos na Lei do Renovabio. O encontro aconteceu na residência oficial do presidente da Câmara, em Brasília.

O presidente da Asplan considerou os contatos feitos em Brasília muito promissores. “Tivemos importantes reuniões e alguns encaminhamentos sobre essa questão e agora com esse posicionamento do deputado Arthur Lira, penso que as coisas estão mais perto de serem resolvidas e isso nos alegra muito porque já perdemos de ganhar pelo CBIOs durante cinco safras”, afirma José Inácio.

“Não estamos pleiteando nada de ninguém, nem muito menos queremos tirar os dividendos das indústrias. Queremos o que é nosso por justiça e merecimento. Não é no processo industrial que se reduz a emissão de CO2, é em todo o processo produtivo no campo”, reitera José Inácio, lembrando que as indústrias que produzirem com 100% de sua matéria-prima não vão precisar dividir o CBIOs com ninguém e as demais vão dividir proporcionalmente, descontando as despesas.

Pedro Neto, Unida, Senador Efraim Filho e presidente da Feplana, Paulo Leal
Reuniçao com o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira que deu seu apoio ao PL 3149
Pedro Neto, presidente da Unida, e José Inácio, presidente da Asplan, estão em Brasília defendendo pleitos do setor
Reunião com o senador Efraim Filho autor do PL 3149 quando era deputado federal
Audiência com o ministro dos Transportes, Renan Filho
Reunião com o deputado Benes Leocádio, relatos do PL do CBIOs

‘Não existe atualmente um quadro de super El Niño’ afirmou o doutor em meteorologia Alexandre Magno durante palestra na Asplan

Na contramão do que alardeou a Imprensa nacional em reportagens em vários veículos afirmando que o atual fenômeno El Niño poderia se transformar em um Super El Niño em 2023, o doutor em Meteorologia, Alexandre Magno, afirmou nesta terça-feira (14), durante palestra na Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), que o El Niño não tem energia com essa atual configuração para prejudicar a pré-estação de chuvas do litoral em março de 2024 e no período chuvoso entre abril a julho no Nordeste. “Ele vai durar mais uns quatro meses, mas, sem dúvida não se configura um Super El Niño como se divulgou”, reforçou o especialista para alivio dos produtores canavieiros que assistiram à palestra.

Ele lembrou que o El Niño é um aquecimento anômalo que se estabelece próximo à costa oeste do Peru, na época de Natal e que o mais devastador deles aconteceu em 1997/98 e reforçou que o atual fenômeno se configura como moderado. “Esse El Nino é fraco em relação ao evento de 1998. Desde fevereiro, ele foi aquecendo e em agosto e setembro, segundo institutos americanos, o El Niño alcançou o máximo de 2.7ºC e dados de novembro mostram que ele vem reduzindo sua intensidade, ao contrário do que se tem sido divulgado pela Imprensa”, explicou Alexandre.

O especialista, no entanto, lembrou que há possibilidade de acontecer um repique. “Isso é possível, mas, de forma isolada. Ele hoje está com temperatura média de 1,7ºC e vem perdendo força. A evolução do El Nino apresenta uma tendência de redução de temperatura que demonstra a dissipação do fenômeno que, nesta época do ano, deveria ser o contrário, ou seja, ele deveria estar aquecendo mais, mas, não está”, reiterou lembrando o fenômeno de 1998. “Naquele ano, nesta época do ano, ele estava na média de 2,5 a 3 graus enquanto que o fenômeno atual vem reduzindo, com tendência de decréscimo de calor e perda de energia”, destacou Alexandre.

O aquecimento da parte central do Pacifico e a instabilidade do El Niño, que oscila sua temperatura, segundo ele, é um sinal do estabelecimento do El Niño padrão Modoki que, normalmente, traz chuva de normal à acima da média no Nordeste.  O especialista lembrou ainda que o clima, principalmente, no Leste se baseia muito na área do Atlântico.  “O Atlântico basicamente domina nosso clima, tanto que em torno de 20 a 25% dos eventos de El Niño não têm impacto significativo nesta região”, disse ele, lembrando que a seca histórica da Amazônia é um efeito direto da configuração do El Niño Modoki e não do aquecimento global como vem sido dito erroneamente por ai.

Ele lembrou que o Nordeste passa por ciclos de estiagem e ciclos de tempos de boas chuvas. “De 2000 a 2010 a chuva foi muito regular, foi o período mais abundante do Nordeste. Mas, nós estamos no final destas oscilações favoráveis as chuvas no Nordeste e vamos entrar nestes próximos dez anos na oscilação decadal positiva, que ela é desfavorável às chuvas na região, com em torno de 63% dos ciclos poderão ser mais secos. Então nós vamos ter um período de 30 a 35 anos de mais anos com tendência a estiagem no Nordeste. Isso não é uma previsão, mas um ciclo que acontece normalmente na atmosfera. Se for pesquisar oscilação decadal do Pacífico, vocês verão que isso é cíclico. Quando se fala em litoral, não há tanto impacto, pois nessa região chove em torno de 2 mil mm e se tem uma redução para 1500 mm, o que não causa tanto impacto, mas para o semiárido que já chove pouco, isso terá um maior impacto”, disse ele.

Alexandre destacou ainda que a atmosfera é dinâmica e que existem coisas que atualmente não se explicam, como por exemplo, a velocidade de deslocamento os sistemas, os modelos estimam, mas, não há precisão absoluta. “Mas, há uma tendência, em virtude da fase favorável da oscilação decadal do Pacífico, que nestes próximos oito anos, haja um período mais favorável de chuvas no Nordeste, com boas perspectivas de manter um padrão de neutralidade e há perspectivas de formação de uma La Nina no final de 2024, lembrando que esse fenômeno não significa mais chuvas, mas, apenas um fator mais favorável ao Nordeste. Temos uma perspectiva do El Niño continuar dissipando e chegarmos a março e abril de 2024 com um padrão de neutralidade que poderá ser favorável as chuvas no Leste”, disse ele, reiterando que o Atlântico está aquecendo e isso favorece as chuvas. “Mantendo esse padrão, nós teremos um padrão favorável de chuvas com tendência de melhoria para o setor leste do Nordeste. Os modelos de previsão de clima mostram o período de novembro e dezembro deste ano e janeiro de 2024 com tendência de precipitações abaixo da média para o semiárido nordestino”, finalizou ele.

O presidente da Asplan, José Inácio abriu o evento
Meteorologista, Dr. Alexandre Magno afirma que atualmente existe um El Niño moderado
A palestra foi direcionada a produtores canavieiros da Paraíba
A palestra aconteceu na sede da Asplan, em João Pessoa
O meteorologista fez projeções para 2024

Muito justa e merecida à homenagem da Câmara Federal a Manoel Júnior afirma presidente da Asplan Foto: Câmara dos Deputados

“Todas as homenagens que fizerem ao ex-deputado federal e ex-prefeito de Pedras de Fogo, Manoel Júnior, pelo desempenho dele na função de cargos públicos que exerceu, será sempre justa e merecida. Como político, ele sempre pautou sua conduta com muita altivez e era um gestor público competente e íntegro, de forma que essa homenagem que a Câmara dos Deputados faz a ele é mais que merecida”, disse hoje (10), o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

O dirigente canavieiro se refere à outorga da Medalha Mérito Legislativo 2023 destinada in memorian para Manoel Júnior pela Câmara Federal. A solenidade de entrega está marcada para o próximo dia 6 de dezembro, às 10h, em sessão especial no Plenário Ulysses Guimarães, em Brasília. Manoel Júnior faleceu no dia 28 de fevereiro deste ano, por complicações de um câncer. Na época, ele era prefeito do município de Pedras de Fogo, município localizado no litoral sul da Paraíba.

José Inácio lembra que Manoel Júnior sempre foi um grande parceiro do setor produtivo, especialmente, do setor canavieiro com o qual mantinha estreitos laços até porque era integrante de uma família produtora de cana. “Manoel Júnior era um profundo conhecedor de nossa realidade e necessidades e sempre se colocou prestativo e solidário às causas canavieiras e na defesa de nosso setor. Ele faz muita falta, não apenas pelo olhar que tinha com o mundo canavieiro, mas, como amigo, conselheiro, pai de família, gestor público, e essa homenagem é muito justa. Fiquei feliz em saber que a Câmara terá esse reconhecimento”, afirmou José Inácio.

A Medalha Mérito Legislativo 2023 é destinada a autoridades, personalidades, instituições ou entidades – tanto nacionais quanto estrangeiras – que tenham contribuído de forma significativa para o fortalecimento do Poder Legislativo ou com o Brasil. Este ano serão homenageados também os ministros do STF, Alexandre de Moraes e André Mendonça, o governador de Minas Gerais Romeu Zema, o ex-prefeito de Recife Geraldo Júlio e os deputados constituintes Miro Teixeira e Gonzaga Patriota, entre outras personalidades.

Manoel Júnior será homenageado in memorim pela Câmara dos Deputados

Asplan promove palestra para orientar associados sobre importância do georreferenciamento de propriedades

Existe prazo para fazer o georreferenciamento de propriedades rurais no Brasil, mas, alguns donos de imóveis ainda não atentaram para a necessidade de se adequar a Lei Federal nº 10.267/2001. E foi justamente para orientar melhor os produtores canavieiros paraibanos sobre esse assunto e outros correlatos que a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) promoveu, nesta quarta-feira (8), uma palestra com o Tabelião do 2º Tabelionato de Notas de Santa Rita e Doutorando em Direito Constitucional, Yuri Amorim da Cunha. O advogado e assessor jurídico da Asplan, José Lindomar Júnior também participou do evento.

Em sua abordagem o palestrante lembrou que existe um princípio no registro de imóveis que é denominado ‘especialidade objetiva’ e que a partir dele, a matrícula e o título do imóvel deve estar descrito de forma que ele possa ser identificado, caracterizado e localizado. Contudo, explicou Yuri, infelizmente isso não ocorre como deveria em boa parte das propriedades. “Os sistemas de medição de antigamente não eram tão precisos como agora e a maior parte das matrículas foram elaboradas sem a devida técnica por isso o Governo Federal editou a Lei 10.267/2001”, explicou ele.

Segundo Yuri, tal iniciativa teve o objetivo de aprimorar o sistema jurídico e cadastral brasileiro e quem não se adequar a atual realidade e realizar o georreferenciamento de sua propriedade terá problemas que passam pela impossibilidade de transferir o imóvel, seja por venda ou doação, por exemplo. E há prazo para essa adequação. Para imóveis entre 25 e 100 HA, a data limite é o próximo dia 20 de novembro. Já para os abaixo de 25 HA, o prazo se estende até 20 de novembro de 2025.

O palestrante lembrou ainda que a realização do georreferenciamento é importante para descrever melhor o imóvel, fornecendo mais subsídios na matrícula imobiliária para que tanto proprietários como terceiros tenham mais certeza e confiança em eventuais negociações, seja em transferência do imóvel ou dando ele em garantia de alguma negociação. Ele também enfatizou o fato de que sem o georreferenciamento e a certificação pelo INCRA, o proprietário não poderá, após o prazo estabelecido por lei, alienar a propriedade. Durante a palestra, Yuri ainda falou sobre a documentação necessária, os erros mais comuns que são cometidos e discorreu sobre direito de propriedade, lembrando que a legislação brasileira exige que o imóvel deva ser usado com a finalidade de atender ao fim social.

A associada Ana Cláudia Tavares foi uma das que participou da palestra e elogiou a iniciativa do Departamento Técnico e Jurídico da Asplan em promover esses esclarecimentos. “Foi muito esclarecedora a palestra e todas as colocações, pois todos os pontos abordados são questões importantes para produtores rurais e as orientações dadas sobre regularização de imóveis rurais também foram muito oportunas, principalmente, para quem ainda precisa se adequar a legislação ou está tendo dificuldades em fazê-lo, como nós de Santa Rita em função de problemas que enfrentamos com o cartório local”, disse ela.

Yuri Amorim da Cunha foi o palestrante do evento
O assessor Jurídico da Asplan, José Lindomar também participou do evento
A asssociada Ana Claudia Tavares falou da importância dos temas debatidos na palestra
A palestra aconteceu no mini auditório da Asplan

Presidente da Unida faz palestra durante a V Jornada de Agronomia da Facene/Famene

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-açúcar (Unida) e vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Pedro Tavares Campos Neto foi o palestrante da noite desta quarta-feira (8), da V Jornada de Agronomia da Facene/Famene, de João Pessoa. A partir do tema ‘Eficiência energética e redução das emissões de gases de efeito estufa”, ele focou na importância da Política Nacional de Biocombustíveis – Renovabio e o futuro do mercado de CBIOs.

Antes de abordar o tema central de sua palestra, Pedro Neto fez uma breve explanação sobre a história da Asplan e os serviços que ela presta aos produtores de cana associados e, em seguida, falou sobre o RenovaBio, lembrando que a política foi criada a partir da Lei nº 13.576, de 26 de dezembro de 2017. “A Lei, nada mais é que a gente tentar substituir combustível fóssil ampliando a produção e o uso de biocombustíveis na matriz energética brasileira”, explicou Pedro Neto, destacando que ela é uma importante contribuição para o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris, em 2015, que estabeleceu a necessidade da redução de emissões de CO² em 37%.

Lembrando que o Renovabio é o maior Programa de descarbonização do mundo, Pedro Neto, reiterou que o Brasil com o Renovabio se propõe a promover uma adequada expansão dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, com ênfase na regularidade do abastecimento de combustíveis, trocando os fósseis, que são finitos e poluidores, por biocombustíveis. Em seguida, ele fez explanações sobre Renovacalc Nota de Eficiência, Geração de CBIOs, Mercado/Bolsa e valor do CBIO. Ele lembrou os vários fatores que impactam na nota final do CBIOs da usina e do produtor. “As distribuidoras é quem compram o CBIOs, mas, ele também está no mercado, na bolsa de valores, qualquer empresa que polui pode comprar o CBIOs, que nada mais é que um crédito de carbono”, explicou ele.

Sobre as metas do Programa, ele lembrou que a deste ano de compra de CBIOs pelas distribuidoras que atuam no Brasil é de 37 milhões e que a meta é baseada nas vendas de combustível fóssil de cada empresa, no ano anterior. “Quem mais vende gasolina e diesel, terá que compensar comprando mais CBIOS ou vendendo mais etanol”, disse Pedro Neto, reiterando que, atualmente, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabelece metas nacionais de descarbonização para um período de dez anos, segundo definições do Decreto nº 9.888, de 27 de junho de 2019.

Ele explicou ainda que para calcular o CBIOs tem que ser preenchida a Renovacalc, que é uma calculadora que analisa todas as suas compras e as origens dela. “Por exemplo, a gente tem que informar a quantidade de óleo diesel que se consumiu ao produzir a safra. A quantidade de energia elétrica consumida. A fonte do adubo e a média de produção de tonelada de cana por hectare são alguns dos itens levados em consideração. Portanto, para eu produzir mais CBIOs, eu tenho que produzir melhor, com mais eficiência, e usando uma quantidade menor possível de produtos de origem fóssil”, disse ele.

Segundo Pedro Neto, na parte industrial, um fator importante é o rendimento da indústria, “Se ela produzir abaixo da média, ela será penalizada, ou seja, vai gerar menos CBIOs, consequentemente, menos renda”, explicou ele, lembrando que apenas a cana-de-açúcar direcionada para produção de etanol gera CBIOs.

Nas suas considerações finais, Pedro Neto lembrou que há um projeto em tramitação no Congresso Nacional, de autoria do ex-deputado federal paraibano e atual senador, Efraim Filho, que inclui os produtores canavieiros no Renovabio. “La atrás, quando foi votada a Lei, esqueceram de incluir os produtores no Programa. E com isso, só quem está participando do Programa, atualmente, são as usinas e a gente quer participar e temos direito, porque o etanol é também feito com nossa cana”, explicou Pedro Neto. O PL, que está na 2ª comissão da Câmara dos Deputados e está próximo de ser votado em plenário, propõe uma participação de 80% para o fornecedor e 20% para a indústria, isso a partir dos CBIOs gerados a partir da cana do fornecedor, já descontando as despesas de registro, escrituração, imposto de renda, e outras despesas que venham a surgir para gerar os créditos, ou seja, 80% e 20% do líquido.

Pedro Neto lembrou ainda que se o Brasil quiser reduzir o nível de emissões, terá que aumentar a participação dos biocombustíveis na matriz energética, enfatizou que haverá competição entre os biocombustíveis e que terá mais espaço quem for mais eficiente e que é preciso que o produtor seja cada vez mais organizado da ‘porteira para dentro’ para reduzir custos e que o mercado de CBIOs é um futuro bem promissor.

Presidente da Unida, Pedro Neto fez palestra durante a V Jornada de Agronomia da FaceneFamene

Unida elege nova diretoria executiva que vai atuar no triênio 2023/2025 tendo Pedro Neto como presidente

O atual vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Pedro Tavares Campos Neto foi eleito, nesta segunda-feira (30), presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-açúcar (Unida). A nova Diretoria Executiva da entidade, que vai atuar no triênio 2023/2025, também tem outros integrantes da Asplan, a exemplo do diretor tesoureiro, Neto Siqueira, que é o atual diretor do DETEC da Asplan e José Inácio, atual presidente da Asplan, que passou a integrar o Conselho Fiscal como suplente. A nova diretoria tem representatividade dos estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe.

A eleição ocorreu na sede da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), em Recife, com a presença de representantes de entidades associadas de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe e Paraíba. O presidente da AFCP, Alexandre Lima, conduziu a reunião. Na ocasião, ele agradeceu a atuação de José Inácio que foi presidente da Unida por dois mandatos e disse que o setor agradece a atuação dele neste período e que continuará contando com sua colaboração na defesa das causas do setor.

José Inácio, por sua vez, lembrou que já deu sua contribuição para a Unida como presidente por dois mandatos consecutivos e confirmou que continuará dando suporte à entidade. “Essa nova geração representada por Pedro Neto, Neto Siqueira e tantos outros precisa começar a comandar nossas entidades, afinal, os veteranos não são eternos e é preciso renovar os quadros para que novos nomes surjam para defender nossas bandeiras e lutar pelo setor”, disse José Inácio que, recentemente, foi reconduzido para mais um mandato como presidente da Asplan.

O presidente eleito, Pedro Neto é de uma família que já planta cana há mais de cinco gerações e se orgulha de vivenciar esse cotidiano em meio aos canaviais e as riquezas que advém do cultivo da cana-de-açúcar. “Sou da quinta geração da família que planta cana. Nasci, cresci e vou continuar perto da cana enquanto Deus quiser. Há 20 anos frequento os órgãos de classe e há 10 participo de diretorias. Sou pernambucano de nascimento e paraibano de coração e planto cana nos dois estados e sou um apaixonado pela cultura e suas potencialidades”, destacou Pedro.

Como dirigente da Unida, ele disse que vai continuar defendendo a bandeira do setor canavieiro e do agronegócio, lembrando que essa bandeira não tem cor partidária. “Nossa bandeira é a cana-de-açúcar. Eu sempre defendi que as associações e entidades de classe não devam ter partidos políticos porque independente de quem está no poder, o que a gente tem que defender são os interesses do setor produtivo porque isso é o que é importante e vital para todos nós”, reiterou Pedro Neto, que também agradeceu a confiança em seu nome. “Saibam que a Unida terá um nordestino determinado defendendo os nossos interesses em Brasília ou em qualquer lugar que eu me fizer presente”, finalizou ele.

            A nova Diretoria Executiva da Unida ficou assim definida:

Diretor Superintendente – Pedro Tavares Campos Neto

Vice-Diretor Superintendente- Edgar Antunes

Diretor Tesoureiro- Neto Siqueira

Diretor Secretário- Paulo Giovani

Diretor Técnico – Gerson Carneiro Leão

Conselho fiscal – 3 efetivos – Gerson Carneiro Leão, Hermano Augusto de

Almeida Neto e Alexandre Araújo de Morais Andrade Lima.

1º Suplente – José Inácio de Morais Andrade

Presidente da Asplan, José Inácio continua na diretoria executiva da Unida, no Conselho Fiscal
Representantes da nova diretoria executiva da Unida
A eleição da nova diretoria executiva da Unida aconteceu em Recife, na sede da AFCP
O novo presidente da Unida, Pedro Tavares Campos Neto

Ação de recolhimento de embalagens plásticas usadas em Itapororoca consegue arrecadar 850 kg em apenas um dia

Nesta quinta-feira (26) aconteceu mais um dia de ação de recebimento de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Desta vez, a arrecadação aconteceu no posto de Itapororoca quando os produtores descartaram corretamente 850 kg, o equivalente a 0,85 tonelada de embalagens, de variados tamanhos e materiais. Na ação anterior, realizada em Pedras de Fogo, no último dia 18, a ação de descarte atingiu 1,8 tonelada o equivalente a 1.831.2 kg. Somando os dois descartes, chega-se a um montante de 2,681.2 kg.

            Em Itapororoca a arrecadação ficou assim distribuída: 1.044 unidades de embalagens plásticas rígidas de 1 litro, 436 unidades de 5 litros,  118 unidades de 10 litros, 198 unidades de  20 litros, além de 270 kg de embalagens de papelão e mais 110 kg de embalagens flexíveis.

            Já em Pedras de Fogo, foram recolhidas 2.503 unidades de embalagens plásticas rígidas, sendo 548 unidades de 1 litro, 872 unidades de 5 litros,  31,6 kg de embalagens de 10 litros, 1004 unidades de  20 litros, além de 215 kg de embalagens de papelão e mais 180 kg de embalagens flexíveis.

A logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas permite que recipientes utilizados tenham uma destinação correta após o uso, evitando a contaminação de solo, mananciais e rios. Ambas as arrecadações foram destinada a Associação dos Revendedores de Produtos Agropecuários do Nordeste (ARPAN).

Para o diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, ações deste tipo devem sempre acontecer para facilitar o descarte correto por parte dos produtores. “É muito bom quando a gente tem esse tipo de ação que facilita nossa logística de descarte”, disse ele, lembrando que a legislação exige que esse descarte seja feito de forma correta, o que evita a contaminação de solo, mananciais e rios. “A legislação proíbe que se queime, enterre ou se jogue em lixo comum essas embalagens e a gente sabe que o produtor só pode guardar recipientes vazios até um ano e que depois deste prazo, obrigatoriamente, tem que fazer a logística reversa, então, é muito bom quando há a disponibilidade destes postos de coleta”, finalizou ele.

A ação tanto do dia 18, quanto essa do dia 26, foi denominada Recolhimento Itinerante e além do apoio da Asplan, teve a participação da Associação dos Revendedores de Produtos Agropecuários do Nordeste (ARPAN), Federação Nacional das Associações de Centrais e Afins (FENACE) e do Governo do Estado, através a Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (SEDAP).

Em Pedras de Fogo foram arrecadadas 1,8 tonelada de embalagens num único dia de ação coletora
A arrecadação no posto de Itapororoca atingiu 850kg de descarte
Toda a arrecadação seguiu para a ARPAN
Essa foi a segunda ação de recolhimento de embalagens em outubro
Os responsáveis pela arrecadação em Itapororoca
Foram recolhidos 1044 embalagens de unidades plásticas rígidas, além de 270 kg de embalagens de papelão e 110 kg de outros

Associados da Asplan são homenageados durante evento promovido pela Yara Brasil em João Pessoa

O evento promovido pela Yara Brasil, na noite da quinta-feira (25), em um restaurante de João Pessoa, foi muito além de um encontro de ampliação de conhecimentos. Isto porque, além da palestra do Engenheiro Agrônomo, Hugo Amorim Rodrigues, sobre “Manejo do manganês nos tabuleiros da Paraíba e Rio Grande do Norte” e participações de representantes da empresa, o evento se desdobrou em homenagens a clientes e produtores, se transformando também num grande congraçamento. Entre os homenageados destacaram-se diretores e associados da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e o consultor Benon Barreto, que aos 87 anos continua na ativa, inclusive, trabalhando uma fórmula líquida própria de NPK que, segundo ele, será seu último legado para o setor produtivo canavieiro.

O evento foi aberto pelo representante da Yara, Damião Souza, que deu as boas-vindas aos convidados e falou sobre a programação. Em seguida, Hugo Amorim proferiu uma palestra sobre a importância do manejo correto do manganês, a partir de um estudo realizado na Usina Monte Alegre, na Paraíba, que comprovou que esse manejo correto impacta diretamente na melhoria da produtividade. O Engenheiro Agrônomo da Yara, Edwwin Assunção, falou sem seguida sobre as características e benefícios do Yara Mantrac e Ênio Meneses, Técnico Comercial da Yara, encerrou as apresentações dando detalhes comerciais dos produtos da empresa.

As homenagens aconteceram logo em seguida, sendo o consultor Benon Barreto  o primeiro a receber o troféu de reconhecimento profissional que seria, posteriormente, entregue a vários presentes, sendo boa parte deles representantes do setor canavieiro da Paraíba e Pernambuco. Em seu agradecimento, Benon destacou a longa trajetória no setor produtivo. “Essa homenagem tem muitos kilometros rodados, mais precisamente, 70 anos de cana e representa os meus 87 anos de idade. Já recebi muitas homenagens, mas a cada uma delas vamos reconhecendo o epílogo da vida. Hoje estou com baixa visão, mas muito alegre porque olho para trás e me orgulho da caminhada e ainda não parei, pois estou produzindo o que considero meu último legado para o setor que é uma fórmula de adubação líquida de NPK”, disse ele, que também discorreu sobre as dificuldades e desafios de se produzir cana em tabuleiros costeiros da Paraíba e Rio Grande do Norte.

O segundo vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato Siqueira, também foi um dos homenageados da noite e um dos poucos a discursar. “Estamos honrados e privilegiados em estar aqui, num evento e congraçamento promovido pela Yara, uma empresa que não se preocupa apenas em vender os seus produtos, mas, tem uma preocupação de alimentar o mundo e ao mesmo tempo preservar o planeta e isso coincide também com a nossa preocupação de produzir respeitando o meio ambiente e natureza. O agronegócio brasileiro está em sintonia com essa visão de mercado que tem a Yara”, disse Nonato que é cliente da empresa há mais de dez anos e usa os produtos Yara nas suas propriedades localizadas em Santa Rita, Alhandra e Conde.

O primeiro vice-diretor Administrativo/Financeiro da Asplan, Carlos Heim, também foi homenageado na noite. Cliente da Yara há quase dez anos, ele destaca a qualidade, eficiência, a entrega correta, entre outros diferenciais da empresa, como fatores preponderantes na decisão de compra de produtos Yara. “Eles são muito corretos, fazem a entrega no prazo acordado, a carga chega lacrada, nunca recebi produto com sacaria danificada,  e apesar de não ter ainda um estudo específico para mesurar resultados, já percebi melhoria na produtividade de meu canavial com uso do Mantrac nas propriedades de Santa Rita e Cruz do Espírito Santo”, disse Carlos que estima esse aumento em, pelo menos, 5%.

O Diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, e o Engenheiro Agrônomo da Asplan, Luis Augusto, também foram homenageados no evento, assim como a Vice-Diretora Secretária da Asplan, Ana Cláudia Santana de Andrade Tavares, o Conselheiro Fiscal da Asplan, Antônio Celso de Morais Andrade Neto, e os associados Domingos Sávio, Gutemberg Morais Andrade, Adriano de Barros Marques, Rodrigo Coutinho, Antônio Coutinho e Adriano Marques.

Raimundo Nonato, segundo vice-presidente da Asplan, foi um dos homenageados
Raimundo Nonato elogiou a iniciativa da Yara e destacou compromisso da empresa com o planeta
O troféu que foi entregue aos homenageados
O evento aconteceu em um restaurantee de João Pessoa
O engenheiro agrônomo, Hugo Guimarães foi o palestrante do evento
O engenheiro agrônomo da Asplan, Luis Augusto também ffoi homenageado
O diretor do Detec da Asplan, Neto Siqueira foi homenageado
O associado Domingos Sávio foi um dos homenageados
O associado Adriano de Barros também recebeu troféu
Neto Siqueira e Domingos Sávio da Asplan também foram homenageados
Benon Barreto também foi homenageado durante o evento da Yara
Antônio Celso Morais também foi homenageado
Ana Cláudia Tavares, associadad e diretora da Asplan, foi a única mulher homenageada
Ana Claudia Tavares a única mulher homenageada dedicou o troféu a todas as mulheres presentes
A associada e diretora da Asplan, Ana Cláudia Tavares prestigiou o evento

AESA promoverá curso sobre dimensionamento de irrigação e Asplan recomenda inscrição de seus associados

A Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba – AESA vai realizar um Curso de Capacitação, no dia 30 de outubro, sobre ‘DIMEN-SIONAMENTO DE PEQUENAS IRRIGAÇÕES’. O treinamento, que será em formato virtual através da plataforma do Google Meet e transmitido pelo YouTube da AESA, será ministrado pelo Gerente Executivo de Operações de Mananciais da Agência, João Pedro Chaves. O diretor do Departamento Técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Neto Siqueira, afirma que é importante a participação dos produtores canavieiros. O curso será das 9 às 12 horas, com carga horária de três horas, e expedirá certificado para os participantes que assinarem a lista de presença.

“Esse curso é muito importante para que o produtor possa melhor dimensionar e reestruturar, se for o caso, seu sistema de irrigação. A gente sabe que quanto menos perda, maior é a lucratividade do negócio. Um kilowat hora, por exemplo, é caro, um litro de diesel também, então esse curso vai nos ajudar a dimensionar melhor a nossa área irrigada e, consequentemente, nos orientar a minimizar falhas e ter mais racionalidade  no processo de irrigação”, destaca Neto, lembrando que como o curso será online, o produtor pode participar do treinamento de sua casa ou propriedade, desde que esteja conectado a internet.

O conteúdo programático inclui Conceitos básicos de irrigação; Importância da irrigação em pequenas propriedades. Tipos de Sistemas de Irrigação;Apresentação e análise de sistemas de irrigação utilizados em pequenas áreas; Vantagens e desvantagens de cada tipo de sistema. Princípios de Dimensionamento; Necessidades hídricas das culturas; Coeficientes de uniformidade e eficiência do sistema; Cálculo da lâmina de irrigação;Componentes do Sistema de Irrigação;Seleção e dimensionamento de bombas e tubulações e Escolha adequada de emissores de água; Considerações ambientais no dimensionamento e Estratégias sustentáveis para o uso eficiente da água. O curso será ministrado através de aulas teóricas, estudos de caso, exercícios práticos e discussões em grupo, promovendo uma abordagem participativa para melhor assimilação dos conceitos. O público-alvo são agricultores, estudantes de agronomia e profissionais da área e público interessado em adquirir informações sobre o dimensionamento de sistemas de irrigação em pequenas propriedades.

As inscrições podem ser feitas até o meio-dia, do próximo dia 27, através do link

https://forms.gle/y1YDYjZccT276B1j7. Qualquer dúvida, o interessado pode entrar em contato, via e-mail, pelo eventos@aesa.pb.gov.br.

 

Neto Siqueira, diretor técnico da Asplan, lembra a importância dos associados participarem do curso da AESA

 

Ação de recolhimento de embalagens plásticas usadas consegue arrecadar 1,8 tonelada em apenas um dia

 Em apenas um dia de ação de recebimento de embalagens vazias de defensivos agrícolas, os produtores descartaram corretamente 1,8 tonelada de embalagens, de variados tamanhos e materiais, o equivalente a 1.831.2 kg. Os vasilhames e embalagens foram recolhidos nesta quarta-feira (18), durante a ação de descarte realizada com produtores da região do litoral sul da Paraíba, em Pedras de Fogo. No próximo dia 26, a mesma ação acontecerá em Itapororoca, num local próximo a base da Polícia Militar, nas imediações da entrada para Araçagi, na PB-057.

            Em Pedras de Fogo os produtores entregaram 2.503 unidades de embalagens plásticas rígidas, sendo 548 unidades de 1 litro, 872 unidades de 5 litros,  31,6 kg de embalagens de 10 litros, 1004 unidades de  20 litros, além de 215 kg de embalagens de papelão e mais 180 kg de embalagens flexíveis. A logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas permite que recipientes utilizados tenham uma destinação correta após o uso, evitando a contaminação de solo, mananciais e rios. A arrecadação foi destinada a Associação dos Revendedores de Produtos Agropecuários do Nordeste (ARPAN).

O diretor do Departamento Técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), entidade parceira da ação, Neto Siqueira, lembra que o descarte incorreto de embalagens de defensivos agrícolas é ilegal e somente a logística reversa, respaldada na Lei federal nº 9.974 de junho de 2000, assegura a destinação correta dos recipientes após o uso. “Foi uma arrecadação muito boa, superamos o volume de embalagens arrecadadas em ações de anos anteriores”, destaca Neto.  Ele reitera que a legislação proíbe que se queime, enterre ou se jogue em lixo comum essas embalagens e que o produtor só pode guardar recipientes vazios até um ano e que depois deste prazo, obrigatoriamente, tem que fazer a logística reversa.

A ação deste dia 18, denominada Recolhimento Itinerante, além do apoio da Asplan, teve a participação da Associação dos Revendedores de Produtos Agropecuários do Nordeste (ARPAN), Federação Nacional das Associações de Centrais e Afins (FENACE) e do Governo do Estado, através a Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (SEDAP).

Diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira, lembra importância da destinação correta das embalagens
No proximo dia 26, a mesma ação de arrecadação de embalagens acontecerá em Itapororoca
Foram arrecadadas 1,8 tonelada de embalagens num único dia de ação coletora
O posto de coleta de Pedras de Fogo funcionou durante todo o dia 18
As embalagens arrecadadas serão destinadas a ARPAN