Author: News Comunicação

Especialista em climatologia prevê boas chuvas para a Paraíba nos meses de Julho, Agosto e Setembro

“As previsões climáticas para os próximos três meses na Paraíba são otimistas e apontam que as chuvas estarão acima da média e superiores as precipitações de maio e junho”. Essa afirmação foi feita nesta segunda-feira (21), pelo Doutor em Meteorologia, Dr. Alexandre Magno, durante evento remoto promovido pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Associação dos Fornecedores de Cana da Pernambuco (AFCP) e Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool no Estado da Paraíba (Sindalcool).

O especialista disse que de acordo com o sistema Australiano não há previsão de ter El Nino, nem La Nina intenso na região e que para o mês de agosto, quando começa a safra 20/21 na Paraíba, tem boa previsão de chuvas. “Há uma boa perspecativa de chuva que deve ficar dentro da normalidade esperada para essa época do ano, com apenas alguns pontos abaixo da média na região do Rio Grande do Norte. Na Paraíba teremos chuvas mais regulares e frequentes”, disse ele.

“A região litorânea deverá manter a média de pluviosidade, em relação aos anos anteriores, por conta do maior aquecimento da bacia do Atlântico”, disse o metereologista que utilizou um modelo climático que considera a temperatura da superfície do mar para realização dos cálculos. “Isto porque, sendo a superfície do planeta, em sua maior parte, coberta por oceanos, suas oscilações de temperatura tornam-se determinantes para as variações dos climas e, consequentemete, para previsão de chuvas”, explicou Alexandre Magno.

Para o presidente da Asplan, José Inácio, as previsões trouxeram bastante ânimo para os produtores. “É um alívio saber que temos previsão de boas chuvas e já a partir do final deste mês, com melhores perspectivas para Julho, Agosto e Setembro”, disse o dirigente canavieiro, reiterando que as explanações deixaram o setor agrícola mais tranquilo e animado. “Uma boa previsão de chuva, nos dá uma perpespectiva otimista em relação a tudo, pois isso faz toda a diferença em nossa atividade. Que o São João chegue logo e traga muitas chuvas”, finalizou José Inácio, elogiando as explanações do metereologista da AESA.

Complexo de Patos agora integra o Projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos

O Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) foi aprovado para participar do projeto ‘Reestruturação de Hospitais Públicos (RHP)’, desenvolvido, desde 2009, pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz, por meio do PROADI-SUS. O objetivo da ação é contribuir com a gestão de hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo uma melhor sistematização de processos assistenciais, administrativos e gerenciais, que reduzem os riscos aos pacientes, familiares e colaboradores e promovem melhorias à assistência, seguindo os princípios do Programa Nacional de Segurança do Paciente, do Ministério da Saúde. E o primeiro ciclo do projeto já começa com uma reunião no dia 14 de julho, na sede da Secretaria Estadual de Saúde, em João Pessoa.

“Em tempos de pandemia da COVID-19, qualquer suporte que nos permita prestar uma melhor assistência, com foco em gestão e segurança aos pacientes suspeitos ou confirmados da COVID-19, é muito bem-vindo”, destaca o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, que comemorou a aprovação do ingresso da un9dade ao projeto, lembrando que ele agregará para a unidade um conjunto de ações que fortalecerão o processo contínuo de melhoria que já está em andamento na unidade desde o ano passado. Entre as ações que serão realizadas incluem-se videoconferências semanais para as equipes de saúde específicas em área multiprofissional, com foco no coronavírus.

Sobre o Projeto

O Projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos (RHP) é uma ação de intervenção e de instrumentalização em gestão em saúde que desenvolve ações para fortalecer e fomentar melhorias nos processos assistenciais, administrativos e gerenciais dos hospitais do SUS, com enfoque na avaliação e no monitoramento contínuo de processos, na redução de custos e no gerenciamento consciente de recursos humanos e materiais, consequentemente contribui para a padronização de rotina e a redução de riscos aos pacientes, aos familiares e trabalhadores da saúde. O projeto já contempla outros 56 hospitais públicos no país, localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, áreas onde o número de casos de Covid cresceu muito nos últimos meses.

Emergência e Urgência do Hospital de Patos atendeu 136 pessoas neste final de semana

O plantão da Emergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), de Patos, neste final de semana (18 a 20), registrou o atendimento de 136 pessoas. Entre as 18h da sexta-feira (18) até a meia noite deste domingo (20), a unidade realizou ainda 14 procedimentos cirúrgicos, sendo quatro oncológicos, quatro de cirurgia geral, três de ortopedia e mais três de vascular.

Conforme os dados do relatório, o plantão de maior movimento foi o de domingo, quando 59 pessoas deram entrada, seguido do sábado, com 58 pacientes e das 18h a meia noite da sexta-feira, mais 19 pessoas foram atendidas. Comparando esses dados com os do final de semana anterior, a unidade registrou uma queda de 7% nos atendimentos gerais e um aumento de 25% em relação ao final de semana passado.

O relatório de gestão do Complexo apontou ainda que 25 pessoas deram entrada na unidade por causa de acidentes de trânsito, sendo 21 do sexo masculino e quatro do sexo feminino. Destes, 23 foram acidentados por motocicletas e duas pessoas com bicicleta. Dos acidentados, sete são da cidade de Patos. Mas houve registro de acidentados vindo das cidades de Santa Luzia, São Mamede, Cacimba de Areia, São José de Espinharas, Catolé do Rocha, Várzea, Condado, Piancó, Coremas, São Bento, Desterro, São José do Bonfim, Imaculada, Teixeira, Jericó, Aguiar e Matureia. Dos 25 acidentados, sete precisaram ficar internados para cuidados posteriores.

Na emergência, além dos casos envolvendo os acidentados com motos, os demais motivos dos atendimentos da unidade neste final de semana foram de pacientes com sintomas de síndrome gripal, queda da própria altura, dor abdominal, acidente com animal peçonhento, dificuldade de respirar, queda de nível, dor no peito, rebaixamento da consciência/desmaio, Hipertensão, convulsão ou mal epiléptico, dor de cabeça, entre outros motivos.

Presidentes da Feplana e da Unida se reúnem com Efraim Filho para debater tramitação de PL de pagamento de CBIOs aos produtores

A Política Nacional de Biocombustíveis, o Renovabio, que instituiu o ativo de crédito de descarbonização (CBios) deixou de fora o mais importante elo do processo produtivo que são os produtores, uma vez que é no campo que acontece a maior parte de captura de carbono. Para reparar essa injustiça e alterar a Lei do RenovaBio, garantindo aos canavieiros do Brasil o acesso aos créditos de descarbonização, o deputado federal paraibano, Efraim Filho, criou o Projeto de Lei (PL 3149), que tramita na Câmara. Na tarde desta sexta-fera (18), o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima e o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, se reuniram com o parlamentar, em João Pessoa, para atualizar as informações sobre a tramitação do PL na Câmara.

O presidente da Feplana, Alexandre Lima, lembra que da forma como o Renovabio foi concebido só contemplou as indústrias deixando de fora quem, de fato, participa ativamente da redução da emissão de CO2, que é quem planta. “Não estamos pleiteando nada de ninguém, nem muito menos queremos tirar os dividendos das indústrias. Pleiteamos o que é nosso por justiça e merecimento. Não é no processo industrial que se reduz a emissão de CO2, é em todo o processo produtivo no campo”, destaca Alexandre. Ele reitera que as indústrias que produzirem com 100% de sua matéria-prima não vão precisar dividir o CBios com ninguém.

“Queremos receber o proporcional ao fornecimento da matéria-prima que é nosso de direito e não aceitaremos essa proposta das indústrias de pagar 60% e ainda mais descontando os custos, porque ela representará, na realidade, um ganho de apenas 30%”, afirma o dirigente da Unida, lembrando que mesmo os 100% pleiteado pelos produtores, quando descontado os custos, representará um ganho de apenas 75%. “Nós não podemos ficar de fora deste projeto que estimula a baixa emissão de CO2 no campo, pois somos justamente o elo da cadeia produtiva onde isso acontece em maior escala, portanto, não é justo que não tenhamos 100% de participação”, disse José Inácio.

O dirigente canavieiro reitera que os produtores não querem tirar nada das indústrias, apenas receber o que lhes é de direito. “Os ganhos financeiros com o CBios precisam ser divididos para toda a cadeira sucroenergética e não apenas com as indústrias como está acontecendo agora. Já perdemos a parte que nos cabe desse mercado de crédito de carbono na safra passada, estamos perdendo nesta safra também e não é justo que isso continue acontecendo. O que pleiteamos é uma justa revisão no Programa do Renovabio para que os produtores também sejam incluídos nos ganhos e contemplados com a parte que lhes é correspondente”, reforça José Inácio.

O presidente da Unida e da Asplan lembra que a esperança da classe recai sobre o Projeto de Lei do deputado paraibano, Efraim Filho. “Viemos conversar hoje com o parlamentar, para que ele fale com os demais deputados para dar celeridade à conclusão dos trabalhos e apreciação do texto o mais rápido possível”, disse José Inácio. Segundo ele, o parlamentar prometeu se empenhar nessa missão, inclusive, vendo a possibilidade de apreciação do texto em plenário antes do início do recesso parlamentar, em julho. O diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira também participou da reunião, que aconteceu na capital paraibana, no escritório do deputado.

Complexo de Patos faz a integração de 86 novos profissionais contratados para atuação no setor de isolamento Covid

 Os novos 86 profissionais que foram contratados em regime de excepcionalidade e assinaram contrato temporário de 90 dias para atuar no setor de isolamento Covid do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) já estão atuado na unidade. Os contratados participaram de processo seletivo prévio e foram convocados após aprovação de testes e currículo e antes de começarem suas atividades, todos eles participaram de um processo de integração interno, onde conheceram as normas e rotinas do hospital. A integração é coordenada pela equipe de Recursos Humanos, com apoio da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar – CCIH e Segurança do Trabalho da unidade.

            A contratação incluiu profissionais de diversas categorias, a exemplo de  Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem, Fisioterapeutas e médicos Clínico Geral todos para atuarem no setor de isolamento Covid. “Já estamos nos preparando para ter equipe suficiente para a abertura dos novos 10 leitos de Unidade de Decisão Clínica (UDC), que funcionarão como uma semi UTI”, afirma o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, lembrando que o contrato é de 90 dias, mas pode ser prorrogado por igual período ou mais a depender da situação da pandemia.

A contratação destes profissionais faz parte da convocação dos inscritos no Processo Seletivo Simplificado (PSS), dos editais Nº 008 e 014/2021/SEAD/SES/ESPEP, do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Ao todo, houve o chamamento de 1.022 profissionais, que irão reforçar a linha de frente contra a Covid-19, em 18 unidades referência para o tratamento da doença, divididas em 10 municípios paraibanos, incluindo Patos.

index Os 86 profissionais já estão atuando na unidade Os novos profissionais foram contratados em regime excepcional por causa da pandemia

Deputados se retiram da sessão em protesto a forma como Projeto do Governo foi votado na ALPB

O deputado estadual Jeová Campos se retirou da sessão após votação do Projeto Complementar 31/2021 do Governo do Estado, em protesto como a matéria foi encaminhada e conduzida para votação na ALPB, durante sessão remota desta quinta-feira (17). “Estou me retirando da sessão em protesto como foi conduzida a votação anterior, sem o debate com esta Casa e em função da ausência completa de um aprofundamento desta temática tão importante com a Cagepa, Aesa e Secretaria de Recursos Hídricos. Eu não posso mais continuar nesta sessão porque tenho responsabilidade com meu mandato e com minha história política”, disse o parlamentar, que foi seguido pelas deputadas Estela Bezerra e Cida Ramos.

Antes da votação, Jeová tinha enaltecido a importância de um debate mais aprofundado sobre a matéria, sugerindo a presidência da Casa que adiasse a votação e marcasse uma audiência pública para essa sexta-feira, mas o presidente Adriano Galdino não considerou a sugestão, que também partiu de outros deputados, e deu prosseguimento a apreciação da matéria que foi aprovada com 18 votos favoráveis e cinco contra, entre eles o voto contrário de Jeová.

O deputado, no entanto, antes de se ausentar, apresentou uma emenda ao Artigo Segundo do Projeto, que continha um erro que nem mesmo o Governo tinha identificado. “Só tenho a lamentar que os deputados tenham votado num Projeto que nem sequer conhecem e o pior, não têm a menor noção dos impactos que ele causará na vida de todos os paraibanos. Essa chancela cega eu não me disponho a dar porque tenho responsabilidade política e compromisso com o povo da Paraíba. Em minha biografia política não cabe uma postura dessa, mas, mesmo discordando da forma, corrigi um erro no Projeto”, afirmou o parlamentar, que ainda se dirigiu aos líderes do governo Wilson Filho e Ricardo Barbosa, enaltecendo que “é muito bom ser líder, para ter mais espaço no governo, mas, é preciso, sobretudo, ter responsabilidade política”, disse ele.

Eu votarei contra o projeto não por oposição ao Governo da Paraíba mas pela metodologia como ele foi encaminhado a ALPB disse Jeová

“O que está sendo votado aqui de afogadilho é um projeto essencial para o futuro da gestão da água e saneamento na Paraíba. A ALPB está cometendo um erro de votar essa matéria sem discussão, sem aprofundamento, sem condições de avaliar com mais propriedade quais serão os impactos dessa mudança na vida da população. A ALPB tem que encarar esse tema, mas não pode cometer esse ato falho. O que estamos decidindo aqui é o marco regulatório do saneamento básico que envolve água, esgoto e coleta de resíduos sólidos, um assunto muito sério e que não pode ser votado de forma irresponsável”, disse hoje (17) o deputado estadual Jeová Campos, durante sessão remota da Assembleia Legislativa. O parlamentar se referia à apreciação do Projeto de Lei Complementar enviado à ALPB pelo Governo do Estado que propõe a adequação do estado a Lei nº 14.026/2020, que trata do novo marco regulatório do saneamento básico no país.

O parlamentar, que é da base do governo, mas se posicionou contrário na votação, arguiu o líder do governo e relator da matéria, deputado Wilson Filho, sobre detalhes do projeto em apreciação, mas não obteve respostas. “Eu gostaria de saber quais os elementos técnicos que garantirão, por exemplo, o equilíbrio financeiro da regional do Alto Piranhas, da regional da Espinharas, mas, vossa excelência não tem condições de responder as perguntas, pelo simples fato de não ter elementos técnicos para tal”, disse Jeová.

O deputado lembrou que o Governo tem maioria na casa de Epitácio Pessoa, mas que não teria sua anuência na votação desta matéria, pela forma, como ela foi encaminhada à Casa. “Vamos ser sinceros, o governo tem maioria para votar essa matéria e se ela for a votação deve ser aprovada, mas eu vou votar contra, não é porque sou contra o Estado da Paraíba apresentar um Projeto de Lei sobre essa temática. O governo está sendo obrigado a isso para se adequar as normas vigentes, mas pela forma apressada como esse processo foi conduzido. Não é possível, um tema que merecia uns seis meses de debate, ser votado desta forma. O Projeto chegou ontem a noite, tem 214 páginas e seria impossível, até mesmo para mim que domino essa temática das águas, votar de forma consciente”, reiterou Jeová.

E o parlamentar foi mais adiante. “Eu desafio aqui qual foi o deputado que teve tempo de ler e compreender o estudo técnico deste Projeto. Qual de meus colegas aqui tem condições de apresentar uma emenda a esse projeto? Pelo amor de Deus, a Câmara Federal discutiu esse tema por quase um ano. Teve mais de 30 emendas apresentadas. No Senado foram 86 emendas e a ALPB não pode sequer debater o assunto, nem apresentar uma única emenda. Isso é inconcebível”, afirmou Jeová, lembrando que os técnicos do Governo da Paraíba e sua equipe não se dispuseram a debater, essa semana, essa proposta no âmbito da Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente da ALPB, embora tenham sido convidados em tempo hábil para tanto.

O deputado lembrou ainda que esse Projeto que está sendo proposto para a Paraíba vem de fora, da cidade de Ribeirão Preto (SP), num modelo adotado em série. “Será que essa divisão em quatro microrregiões atende as necessidades da Paraíba? Será que o melhor para nossa população?”, questionou o parlamentar, sugerindo ao presidente da ALPB, deputado Adriano Galdino, que adiasse a votação. “Se eu estivesse no seu lugar, eu faria uma audiência pública amanhã, chamando todas as instituições para o debate e detalhamento deste projeto e marcaria a votação para depois deste debate ou mesmo para outro dia. Votarmos esse projeto desta forma é uma irresponsabilidade. Nem o líder do governo e relator da matéria, Wilson Filho, tem domínio sobre o que se propõe esse Projeto. Eu desafio qualquer deputado desta Casa, todos os 36, para que algum deles tenha condições de apresentar uma emenda a esse Projeto. Se alguém tiver condições de fazê-lo, eu mudo o meu voto”, finalizou Jeová.

Espero que a ALPB debata com a profundidade devida o novo marco regulatório sobre a gestão das águas e do saneamento diz Jeová

“Espero que a Assembleia Legislativa debata com profundidade essa questão do marco regulatório do saneamento básico que envolve água, esgoto e coleta de resíduos sólidos, porque esse é um assunto de extrema importância e que vai impactar diretamente na vida de todos os paraibanos e não pode ser decidido a toque de caixa, nem numa canetada”, disse hoje (16), o deputado estadual Jeová Campos, durante sessão remota da ALPB. Em sua fala, o parlamentar também lamentou a ausência dos representantes da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos, da AESA e da Cagepa no debate, que abordou o novo marco e suas implicações na vida dos paraibanos, promovido ontem pela Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente da ALPB. “Todos foram convidados em tempo hábil para participar dos debates sobre o novo marco regulatório do saneamento básico, introduzido por meio da Lei nº 14.026/2020, e ninguém compareceu”, disse Jeová, lamentando as ausências num evento tão importante para a Paraíba.

E o parlamentar foi adiante, questionando a razão pela qual os representantes de órgãos que lidam diretamente com essa questão terem faltado a tão importante debate. “Nenhum dos órgãos que citei acima mandarem, nem um representante para fazer o debate, mas fizemos uma reunião de trabalho de alto nível, com discussões aprofundadas e embasadas, que nos deram um norte ainda mais claro do que pode acontecer caso a Paraíba não tenha um olhar especial voltado para essa questão e adote modelos pré-projetados de São Paulo sem respeitar as particularidades de nosso estado”, disse Jeová.

O parlamentar reiterou que o modelo que está sendo proposto pela Paraíba pode não ser o melhor e mais condizente com a realidade paraibana. “Essa divisão que está sendo proposta pela Paraíba em quatro microrregionais: Litoral, Borborema, Espinharas e Alto Piranhas vai atingir a universalização dos serviços de água e coleta de esgoto? Como ficará o equilíbrio financeiro das microrregiões, especialmente daquelas do entorno de Patos e do Alto Piranhas? Como fica a política de saneamento básico? Como ficarão as tarifas das microrregiões e como se dará seu funcionamento? Como fica a Cagepa, já que sua estrutura será dividida em quatro e qual será o papel da Cagepa neste novo modelo de gestão?”, questionou Jeová, lembrando que qualquer projeto que tente transformar a água em mercadoria não terá sua anuência e voto. “Água é um bem universal e não pode ser encarado como mercadoria, pois sem água, não há vida”, disse Jeová.

Governador diz que não vai privatizar a Cagepa

Em material distribuído com a Imprensa, nesta terça-feira (16), o governador João Azevêdo desmentiu, notícias disseminadas nas redes sociais em relação à gestão da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) e assegurou que a empresa não será, sob-hipótese alguma, privatizada em seu governo. O chefe do Executivo estadual aproveitou para anunciar que enviou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei Complementar que cria Microrregiões de Água e Esgotos, garantindo a manutenção da Cagepa como empresa pública. “O que nós estamos fazendo, neste caso específico, é justamente o contrário do que estão tentando propagar. A medida, que envio hoje ao Legislativo, estabelece a criação de quatro Microrregiões de Água e Esgotos e abre a possibilidade da continuidade de atuação da nossa empresa estadual, sem descuidar, é claro, do compromisso de atuação da Cagepa no atingimento de metas e indicadores de desempenho, bem como mecanismos que comprovem os seus resultados e a melhoria da prestação de serviços”, explicou o governador.

ALPB debate nova Lei do marco legal que privatiza serviços essenciais para a população como água e esgotamento sanitário

O novo marco regulatório do saneamento básico, introduzido por meio da Lei nº 14.026/2020, que traz mudanças que vão impactar diretamente à vida de todos os brasileiros, foi o tema central de um debate promovido pela Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente da ALPB, na tarde desta terça-feira (15). “Essas mudanças que estão sendo propostas recaem sobre a gestão das águas e esgotamento sanitário e vai impactar de maneira muito direta a vida das pessoas e é preciso que a gente aprofunde essa proposta, sob pena de nos arrependermos amargamente num futuro bem próximo. Eu já adianto aqui que não contem comigo para transformar água em mercadoria, pois água mexe com todo mundo e dela depende a sobrevivência de todos os seres”, disse o deputado estadual Jeová Campos, externalizando sua expectativa de que um assunto tão importante não seja apreciado de forma superficial e apressada pelos deputados. Na próxima sexta-feira (18), a ALPB deverá realizar uma Audiência Pública para aprofundar ainda mais esse debate.

A professora universitária Maria Luiza Pereira Feitosa, que junto com os professores José Irivaldo Alves de Oliveira e Aendria de Souza do Carmo, é autora de um estudo acadêmico que mostra as armadilhas inconstitucionais sobre o novo marco regulatório e as implicações e impactos deste novo modelo proposto pelo Governo Federal em serviços tão essenciais como água e esgotamento sanitário, fez um resumo do conteúdo do documento e abriu as falas do debate. “Fomos estudar os meandros desta questão e produzimos um documento de 40 páginas que fosse convincente do ponto de vista científico. Nele, mostramos os problemas que essa questão traz e algumas maneiras de como enfrentá-los”, disse ela.

Segundo a professora, o problema é que essa Lei, publicada em julho de 2020, no contexto da pandemia, não revogou a Lei 11.445/2007, no entanto, revogou parte dela estabelecendo um novo marco legal para a gestão de saneamento básico no Brasil, que abrange quatro vertentes: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, drenagem urbana e gestão de resíduos sólidos. “Não estamos falando somente de água e esgoto. A grande mudança, de acordo com o estudo, é que o novo marco abre caminho para a privatização do negócio do saneamento igualando-o, em termos de rentabilidade, ao setor de telefonia, energia e outros”, explicou ela, lembrando que a Lei altera profundamente as competências da Agência Nacional de Água, que agora passa a ser Agência Nacional de Água e Saneamento universalizando os serviços e impondo aos estados um formato de regionalização, seja por iniciativa própria ou por imposição da União.

A professora levantou a questão da necessidade da Paraíba aprofundar esse debate e não votar a matéria a toque de caixa, sem conhecer as repercussões desta mudança proposta. “Os senhores deputados conhecem as diversas modalidades da prestação regionalizada de serviços? Quais as diferenças entre elas? Sabem quais são os consórcios públicos ou os convênios de cooperação dos quais a Paraíba faz parte hoje?”, questionou a professora. Ela também lembrou que a Lei elimina o subsídio cruzado que incorpora o princípio da solidariedade entre aqueles municípios que são superavitários e aqueles que são deficitários. “Isso, fatalmente, resultará num aumento de tarifa para as comunidades mais carentes e gera uma incerteza sobre a tarifa social que não vai mais ser disponibilizada”, afirmou ela, lembrando que esse modelo imposto pela União aos Estados é prejudicial e também inconstitucional porque quebra o pacto federativo.

O modelo que deve ser proposto pela Paraíba, através de Lei Complementar, segundo o estudo feito pelos professores da UFPB e UFCG, adota um modelo de divisão em quatro blocos, sendo um no litoral com polo em João Pessoa, outro na Borborema, com polo em Campina Grande, e outros dois polos que englobam o restante do Estado. “A pergunta que fazemos é por que a Paraíba adota um modelo padrão que não foi elaborado por aqui, não foi debatido com a comunidade local, não foi discutido com o Poder Legislativo, com os municípios, mas elaborado por uma empresa de São Paulo que adota o mesmo projeto para quase todos os estados da Federação? Por que a Paraíba quer adotar esse modelo pré-pronto?”, questionou a professora Maria Luiza.

O professor do Curso de Gestão Pública da UFCG, José Irivaldo Alves de Oliveira, lembrou que a regionalização, por si só não é ruim, mas que é preciso observar detalhes deste processo porque a regulação como está sendo proposta é frágil. João Vicente Machado Sobrinho, engenheiro e representante do Sindiágua, que trabalha há mais de 40 anos no setor, lembrou das deficiências dos municípios e dos processos licitatórios que podem prejudicar as localidades se não interessar do ponto de vista lucrativo. “Essa discussão não se restringe aos muros da Cagepa, vai muito mais além”, disse ele.

O presidente do Sindiágua, José Reno de Sousa, elogiou a iniciativa da ALPB de discutir um assunto tão importante e externou sua preocupação não apenas com o provável aumento da tarifa da água, mas com a disponibilidade do bem que poderá faltar em localidades que não serão prioritárias para as concessionárias. O vice-presidente do Sindiágua, Geraldo Quirino, lembrou que esse debate da privatização dos recursos hídricos começou logo após a posse de Michel Temer e que é preciso mudar esse modelo que está sendo proposto porque ele não será bom para a Paraíba. Wilton Maia, do Sindicato dos Urbanitários, seguiu o mesmo raciocínio dos dirigentes do Sindiágua, acrescentando que se permanecer o modelo de divisão da Paraíba em quatro regiões, apenas uma delas será superavitária. “E como ficarão as outras três regiões que serão deficitárias”, disse ele, lembrando que além da questão técnica, essa decisão da privatização da água também é política.

Guilherme Mateus, representante do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba- STIUPB, parabenizou a iniciativa do deputado Jeová Campos e lembrou do perigo de se entregar um serviço tão essencial nas mãos da iniciativa privada. A Cagepa não mandou representante para o debate e alegou que os técnicos da empresa estavam participando de debate semelhante, com interlocutores nacionais no momento do evento da ALPB.

Posição dos parlamentares que participaram do debate

A deputada Cida Ramos lembrou que esse projeto não se trata de uma mera privatização da Cagepa, como já aconteceu em vários setores no país, mas de um bem comum que é essencial à vida e que, por isso, é preciso aprofundar muito esse debate até que a matéria seja aprovada. “O Governo do Estado ainda não nos apresentou nenhum dado sobre essa temática para que a gente realize uma discussão qualificada. A Paraíba tem 500 mil pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade. E como ficam essas pessoas quando a água for privatizada? A água é um direito humano e nós não permitiremos que o povo da Paraíba fique à margem deste debate”, reiterou a parlamentar.

O deputado Anísio Maia reiterou que essa proposta de privatização, que agora chega aos recursos hídricos e saneamento básico, é uma traição a soberania nacional e ao povo brasileiro, como já aconteceu em outros setores. “Só nos resta às ruas, o levante popular para lutar e resistir a essa política de privatização de serviços essenciais que torna o que já é ruim, muito pior e mais caro. Isso é uma traição ao povo brasileiro e nós precisamos resistir a tudo isso, divulgando essa ‘tramoia’ o mais que a gente possa”, disse ele.

A deputada Estela Bezerra reiterou a necessidade deste tema ser mais aprofundado e reafirmou que, além do aprofundamento dos debates, é preciso que a Paraíba encontre um projeto que não inviabilize o acesso a segurança hídrica dos paraibanos. “Não podemos nos associar ao projeto que propõe um completo desmonte da Cagepa proposto pelo governo federal. Devemos fazer um esforço para fazer emendas ao projeto que chegará a ALPB para que a Paraíba não aprove uma matéria nociva aos paraibanos”, disse ela.

Já o deputado Jutay Meneses lembrou de sua preocupação com o encaminhamento desta questão tão importante, levantando também a questão de como ficará a qualidade da água e a administração deste recurso neste novo modelo de gestão. O deputado Moacir Rodrigues, por sua vez, chamou atenção para a gravidade da ALPB aprovar uma matéria desta importância, sem o devido debate, e disse que se isso não for levado muito a sério a “Paraíba vai caminhar para uma sinuca de bico”. O deputado Janduhy Carneiro externou sua preocupação com essa temática e disse que há necessidade de realização de um debate mais amplo, através de uma audiência pública, para debater com mais profundidade essa questão antes que o Projeto de Lei, que aborda essa temática, chegue à ALPB para ser apreciado e votado.

O vereador pessoense, Marcos Henriques (PT), lembrou que essa luta é de todos os cidadãos e que o processo de privatização de serviços essenciais precisa da resistência da população. “Precisamos nos unir contra tudo isso. Essa política hídrica não contempla a sociedade, pois é uma política de estado mínimo do atual governo federal, que estratifica a população e entrega ao capital especulativo e a iniciativa privada serviços essenciais. A Paraíba não pode aceitar esse marco regulatório de maneira açodada. É preciso aprofundar esse debate e lutar contra essa política excludente”, disse ele.

ALPB aprova por unanimidade PR que homenageia equipe da SES com a concessão da Medalha Epitácio Pessoa pelo enfrentamento do Covid

Em reconhecimento ao empenho, competência, compromisso e responsabilidade da equipe da Secretaria Estadual de Saúde, especialmente, no combate a pandemia do Covid, o deputado estadual, Jeová Campos propôs, através do Projeto de Resolução Nº 301/21, que os representantes da SES, em nome de todos os profissionais da Secretaria, fossem agraciados com a mais alta comenda da ALPB, a Medalha Epitácio Pessoa. Na sessão remota da ALPB desta terça-feira (15), os deputados aprovaram, por unanimidade, a concessão da Medalha. O PR foi subscrito por vários deputados que não apenas aprovaram a matéria, mas, manifestaram o desejo de também serem coautores da proposta.

Em sua fala na defesa do PR antes da votação, o deputado Jeová explicou o que o levou a propor tal homenagem. “Um ponto fundamental que me levou a propor essa distinção foi o fato desta equipe nunca ter negado a gravidade da pandemia, fazendo sempre uma comunicação transparente, inclusive, mostrando as dificuldades da nossa estrutura de saúde, orientando corretamente o governo a adotar as medidas necessárias na atual conjuntura, em favor das máscaras, em defesa da vacina. Por si só, se considerarmos que essa é uma política que está no caminho certo que contraria o negacionismo, e que teve a capacidade de dizer que aglomeração mata. Esta equipe, só pela forma como se comunicou, já era merecedora desta distinção, mas, a Medalha não é apenas para os três representantes da SES, mas, a todos os profissionais de saúde, que tiveram a vocação cristã de cuidar dos paraibanos de forma tão competente”, disse Jeová.

O parlamentar lembrou ainda que mesmo quando muitos estados do país colapsaram, com filas e falta de leitos para internamento para pacientes com coronavírus, a Paraíba seguiu no enfrentamento da pandemia em equilíbrio. “Abrimos novos leitos, contratamos equipes para ampliar a assistência, priorizou-se estratégias de fortalecimento dos hospitais permanentes, um hospital de campanha foi aberto em Santa Rita, implantou-se o inquérito sorológico em todas as regiões do estado, adotou-se medidas restritivas de circulação quando entendeu que era necessário e, sobretudo, essa equipe trabalhou e continua trabalhando diuturnamente no combate não apenas a proliferação da doença, mas, sobretudo no acolhimento e assistência aos doentes. Por tudo isso e por todo o serviço prestado aos paraibanos, essa homenagem é mais que justa e merecida”, reiterou Jeová.

De acordo com o PR, em seu Artigo 1º, fica concedida a Medalha Epitácio Pessoa aos Doutores Geraldo Antônio de Medeiros, Secretário de Estado da Saúde da Paraíba, a Doutora Renata Valéria Nóbrega, Secretária Executiva de Estado da Saúde da Paraíba, e o Doutor Daniel Gomes Monteiro Beltrammi, Secretário Executivo de Gestão de Unidades de Saúde da Paraíba, representando todos os profissionais de saúde da Paraíba, pelas suas ações reconhecidamente meritórias no enfrentamento ao COVID-19, no Estado da Paraíba.

O secretário Geraldo Medeiros, embora seja um profissional discreto e pouco afeito a homenagens, recebeu o comunicado da aprovação com muita alegria. “Nos sentimos honrados de receber essa homenagem da Assembleia que além de nos alegrar pelo reconhecimento do trabalho realizado também amplia a homenagem a toda uma equipe que se dedica, diuturnamente, para garantir saúde de qualidade para toda população paraibana”, disse Dr. Geraldo.

“Além de todas as ações da SES no enfretamento da pandemia em relação aos pacientes, o que nos permitiu assegurar uma assistência adequada e em tempo, já que não tivemos problemas com superlotação nas unidades referenciadas, ainda há que se destacar a diligência e competência da equipe da SES na questão da logística e distribuição das vacinas contra o Covid, trabalhando diuturnamente e não raro de madrugada, o que nos garantiu ocupar lugar de destaque na aplicação das doses, permanecendo sempre entre os 10 primeiros estados a vacinar mais no ranking nacional, segundo os dados do consórcio de veículos de imprensa”, destacou Jeová, dizendo-se extremamente feliz em ter podido homenagear a equipe da SES, representada por seus secretários. A comenda, segundo o parlamentar, será entregue em Sessão Solene da Assembleia Legislativa, em dia e horário a serem definidos, de acordo com a disponibilidade dos homenageados e das condições da pandemia.

Vários deputados se pronunciaram elogiando a atuação e diligência da equipe da SES, entre os quais, o presidente da ALPB, Adriano Galdino, que foi um dos parlamentares que pediu para subscrever o PR. “Além de tudo o que foi dito, ainda acrescento que a Paraíba é um dos estados que mais imunizou a população com a segunda dose da vacina contra Covid e isso reflete a responsabilidade e compromisso desta equipe com a saúde pública de nosso estado”, disse ele. Os deputados Chio, Poliana Dutra, Wilson Filho, João Gonçalves, Dra. Paula e Raniery Paulino também subscreveram o PR com a anuência do autor da propositura.