Author: News Comunicação

Hospital de Patos registra aumento de 15% nos atendimentos e realiza 30 cirurgias no final de semana

O plantão do final de semana (17 a 19) na Urgência e Emergência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), de Patos, registrou o atendimento a 198 pessoas, o que representa um aumento de demanda de 15% na comparação com o final de semana passado. Entre as 18h da sexta-feira até a meia-noite deste domingo foram realizadas 30 cirurgias, sendo 16 eletivas e 14 de urgência.

Em relação aos sinistros de trânsito, houve uma queda de 5% no número de casos, com o registro de 37 acontecimentos, sendo a maioria deles, ou seja, 34 casos envolvendo motocicletas. Houve ainda dois sinistros com automóvel e um com bicicleta.

Sábado foi o plantão de maior movimento, com o atendimento de 89 pacientes, seguido do domingo, com mais 80 atendimentos e, na sexta-feira, das 18h até a meia-noite, outras 29 pessoas deram entrada na unidade. Dos 37 pacientes vítimas de acidentes no trânsito, oito precisaram permanecer internadas para cuidados posteriores. A maior parte das vítimas de acidentes foi da cidade de Patos, com 14 casos no total, mas o hospital atendeu pacientes das cidades de Olho D’água, Teixeira, Juru, Aguiar, Catingueira, Santa Luzia, Pombal, São Bento, Santa Teresinha, Ibiara, Piancó, Cajazeirinhas e Brejo do Cruz.

Além dos casos envolvendo os acidentados, a Urgência e Emergência do hospital atendeu pessoas que se queixavam de dor abdominal, queda da própria altura, dificuldade de respirar, queda de nível, dor no peito, dor pélvica, contusão diversa/pancada, entorse ou torção, convulsão, acidente com objetivo perfuro/cortante, náusea, vômito, dor na coluna e agressão animal, entre outros motivos.

Dos 30 procedimentos cirúrgicos realizados durante o plantão do final de semana, a maior parte foi de cirurgia oncológica, com 16 casos, seguido de vascular, com sete procedimentos e ainda mais seis cirurgias geral e uma de urologia.

Opera Paraíba realiza 278 cirurgias de catarata no Hospital do Bem, em Patos

Maria Aparecida da Nóbrega, professora aposentada, 68 anos, da cidade de Várzea, foi uma das pacientes contempladas com o Projeto Opera Paraíba que realizou 278 cirurgias, nos dias 16,17 e 18, no Hospital do Bem, em Patos. Há quase dois anos que a professora aguardava a chamada para realizar o procedimento, feito no último sábado (18). “A médica tinha requisitado essa cirurgia ano passado e eu ia fazer em novembro, mas por causa da pandemia, tudo ficou suspenso. Eu já estava me organizando para pagar particular, quando recebi o chamado da Secretaria de Saúde e estou muito feliz de ter conseguido e estou grata por tudo isso, primeiro a Deus e depois aos gestores”, disse a Sra. Maria, que integrou um grupo de 10 pacientes de sua cidade. A professora é uma das 278 pessoas, de 24 municípios do sertão, contempladas com essa primeira etapa de cirurgias coletivas realizadas graças ao ‘Opera Paraíba’.

O agricultor Joaquim dos Santos, 71 anos, morador do Sítio Pé de Serra, da cidade de São José do Bonfim, esperava pela cirurgia desde 2019 e no último sábado fez o procedimento. Acompanhado da sua esposa, a Sra. Francisca Marta, ele disse que estava ansioso e agradeceu o atendimento recebido na unidade. “Como esse hospital é bonito e as pessoas muito educadas. Já gostei de tudo”, disse ele.

A aposentada Maria de Fátima Costa do Nascimento, de 67 anos, da cidade de Emas, esperou quase 12 anos para poder realizar a cirurgia de Catarata e, foi uma das primeiras a realizar o procedimento no primeiro dia do mutirão. “Estou muito alegre em fazer essa cirurgia. Há muito tempo que eu esperava esse momento e finalmente ele chegou e estou gostando muito do atendimento, do prédio que é muito bonito e da forma como tudo está acontecendo”, disse Maria de Fátima, que foi atendida pelo oftalmologista Daniel Medeiros Stropp, que junto com os colegas Manoel Costa Frazão de França e Sidneyy Toscano de França foram os responsáveis pelos procedimentos.

A agricultora Maria Vanuzia Simão, de 43 anos, da cidade de Junco do Seridó, saiu de sua cidade, às 6h para realizar o procedimento também na quinta-feira, e estava bastante feliz pela oportunidade. “A minha mãe esperou muitos anos para realizar essa mesma operação, mas, graças a Deus e a iniciativa do pessoal da saúde, eu não precisei esperar muito tempo. Eu só tenho a agradecer primeiro a Deus e depois a todos daqui que estão atendendo todo mundo muito bem”, disse ela.

O diretor geral do Complexo Hospitalar de Patos, Francisco Guedes, ao qual o Hospital do Bem está integrado, explica que os pacientes que fizeram o procedimento já vieram regulados via Secretarias Municipais de Saúde junto com a Secretaria Estadual de Saúde. “Não fomos nós que agendamos as cirurgias, mas, a gerência de saúde que recebeu da SES o quantitativo para cada município da 6ª Região de Saúde e as cotas respectivas foram distribuídas aos municípios que identificaram os pacientes elegíveis para participar do mutirão e essa lista foi consolidada na SES após a confirmação dos dados e o Hospital do Bem cedeu o espaço para a realização dos procedimentos”, afirma o gestor, lembrando que a rotina do Hospital do Bem não foi alterada nos três dias de realização do Opera Paraíba. “Com exceção do volume de pessoas na recepção, tudo o mais funcionou sem nenhuma alteração”, reitera ele.

A responsável pela 6ª Gerência Regional de Saúde, Liliane Sena, comemorou o sucesso das atividades do ‘Opera Paraíba’ em Patos. “Ocorreu tudo dentro do programado e estamos muito felizes de termos realizado a quase totalidade dos procedimentos agendados. Das 300 cirurgias ofertadas, a gente realizou 278. Só tivemos 22 faltas e mesmo assim não por questões nossas, mas, das pessoas que agendaram e não compareceram”, destacou Liliane, lembrando que outras ações do Opera Paraíba ainda serão realizadas em Patos. No primeiro dia do mutirão foram realizadas 92 cirurgias, no segundo dia, foram mais 96 e no sábado outras 90 cirurgias.

Asplan e Energisa unem forças para combater incêndios criminosos em canaviais da Paraíba

Um grupo de trabalho com o intuito de rastrear e denunciar às autoridades policiais as autorias de incêndios criminosos e ilegais em canaviais paraibanos foi formalizado na última sexta-feira (17), durante reunião de representantes da Companhia Energética da Paraíba – Energisa e diretoria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). Só este ano, segundo dados da Energisa, já foram registradas mais de 140 ocorrências no estado e o tempo seco (que ainda seguirá até dezembro), associado às altas temperaturas e atitudes dolosas, já fizeram com que 400 mil unidades consumidoras de energia na Paraíba ficassem sem o fornecimento do serviço. Os produtores de cana, que repudiam essa prática ilegal e criminosa, também temem por mais perdas na safra visto que também são prejudicados com essas ocorrências de queimadas criminosas.

Durante a reunião, da qual participaram a Gerente de Distribuição e Manutenção da Energisa Paraíba, Danielly Formiga, o coordenador de operações, Júlio César Calisto e Eduardo Assunção, coordenador de manutenção, criou-se um grupo de whatsapp onde todos os envolvidos terão acesso a localização e informações sobre focos de incêndios. A ideia é tornar mais rápido o acesso ao local e a descoberta da autoria. Vale lembrar que a maior parte dos focos de incêndio nas plantações de cana tem origem nas áreas limítrofes com rodovias e geralmente ficam próximo à comunidades. Bitucas de cigarro, fósforos, limpeza de terrenos com fogo, são algumas dos exemplos dessas condutas. “São perdas irreparáveis. O tempo todo sou vítima desses incêndios, já perdi quase cinco mil toneladas de cana e ainda respondi na Justiça por um ato que não cometi”, disse o diretor tesoureiro da Asplan, Oscar Gouveia,

O constrangimento de ser apontado como responsável pelos focos de incêndios tem sido uma preocupação para a classe produtiva. A produtora de cana, Ana Cláudia Santana, comentou a respeito afirmando que é uma questão cultural. “Fazemos tudo controlado. Isso já é uma questão cultural de achar que o produtor, pequeno ou grande é sempre o responsável por tudo de mau que acontece”, comentou.

O vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato Siqueira, lembrou aos presentes que produtor não faz queimadas durante o dia e que todas as queimadas realizadas pelos produtores associados à Asplan são controladas e programadas, inclusive, com aporte de carros-pipa, caso haja alguma intercorrência. “É mais seguro realizar a queimada pela noite, quando as temperaturas são mais baixas e quando a vegetação está mais úmida, restringindo o alastramento do fogo e os ventos mais fracos. Observem os horários dos incêndios. Nós não queimamos cana assim e nem durante o dia e também fazemos com o auxílio de carro-pipa e levando em consideração as condições ambientais favoráveis como força e a direção do vento, que direciona o fogo, fazendo com que ele queime com maior ou menor rapidez”, disse o dirigente, lembrando que queimadas durante o dia é fogo criminoso.

O produtor José de Souza, que fez questão de participar da reunião, deu seu depoimento à equipe da Energisa sobre os incêndios criminosos. “Tenho cana há 18 anos e nunca coloquei fogo de forma desordenada e nem na cana do vizinho. Inclusive já adiei diversas vezes por não ter as condições favoráveis ou o carro-pipa não estar comigo na ocasião. No entanto, já foi culpado por incêndio criminoso sem ter nada a ver com o acontecido”, desabafou o produtor.

O coordenador de operações da Energisa, Júlio César Calisto, destacou que essa foi uma manhã de aprendizado e que a ideia é justamente esta: a cooperação entre entidades para que se saiba como agir. “Aprendi muito hoje. Vi que o produtor não põe fogo na cana durante o dia, por exemplo, porque não tem como controlar pela temperatura e ventos. Então temos muito a ganhar com essa comunicação mais direta”, comentou ele, que junto à sua gerente Danielly Formiga, já saiu do encontro na Asplan com a sugestão de se montar um mapa cronológico de toda a safra, bem como os trajetos de escoamento da safra para o acompanhamento direto da Energia.

Sicredi apresenta proposta de crédito rural para fornecedores de cana

Taxas acessíveis e sem burocracia. Esse é o desejo de todo e qualquer produtor que quer investir no campo. Para isso, fornecedores de cana ligados à Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) reuniram-se na manhã desta sexta-feira (17), no auditório da entidade, para conhecer as propostas da Sicredi Evolução. Entre as modalidades que variam entre crédito comercial, consórcio, cartões, seguros de crédito, destacou-se a de CPR- Cédula de Produto Rural, que é um título que pode ser emitido por produtores rurais e por cooperativas de produção.

O crédito rural do Sicredi, segundo os gerentes Tomás Pontin e Claudemir Ferreira, tem opções para custeio e aquisição de insumos para fornecedores e cooperativas. “Essa é uma excelente oportunidade de crédito para o fornecedor da Paraíba. É muito atrativa. Inclusive já foram liberadas propostas para duas unidades industriais aqui”, destacou Claudemir Ferreira, acrescentando que a carta-fiança é uma das opções sem burocracia da instituição e que duas usinas que possuem propostas liberadas e através dela os fornecedores também poderão avançar.

Na ocasião, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, frisou que as melhores taxas para o agronegócio os produtores tem encontrado no Banco do Nordeste, porém, a instituição tem elevada burocracia, o que limita muito o acesso aos recursos. “É a grande menina dos olhos do produtor, só que é uma instituição engessada em sua burocracia e isso só vai mudar quando existir uma política pública em Brasília destinada a alavancar a produção no país. Então, precisamos de parceiros de verdade para que possamos ser sócios, já que temos cooperativas já de sucesso em nossa região”, comentou o dirigente.

Asplan e o Sicredi já possuem parceria de mais de cinco anos. Agora é tentar firmar parcerias no âmbito da cooperativa da Asplan, a Coasplan, ou seja, de cooperativa para cooperativa. “O sentido é sermos sócios da cooperativa”, arrematou o presidente da Asplan, apostando que venha pela frente mais modelos interessantes de solução em crédito para o fornecedor através da Coasplan e do Sicredi.

Dia Mundial de Segurança do Paciente é comemorado no Complexo de Patos

Instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Mundial de Segurança do Paciente é comemorado em 17 de setembro. E essa data tão importante não passou desapercebida no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) e foi lembrada com uma programação educativa que incluiu rodas de conversa, sorteio de brindes e dinâmicas. As atividades tiveram a participação de profissionais de vários setores, incluindo gerentes de enfermagem, coordenadores, equipe assistencial e acompanhantes de pacientes e ainda dos diretores da unidade.

“A segurança e bem estar do paciente é uma necessidade básica que deve ser respeitada, seguida e estendida a todos os pacientes que buscam atendimento em nossa unidade e deve ser uma preocupação e prioridade de todos os profissionais que atuam numa unidade de saúde”, destacou a Coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente do Complexo, Maria Josineide Ramalho. Ainda segundo ela, as práticas de segurança auxiliam na diminuição de riscos e danos aos pacientes e, consequentemente, no aumento da qualidade dos serviços prestados pelo hospital.

A Coordenadora de Enfermagem do Complexo, Séfora Vasconcelos, reitera que durante todo o mês de Setembro essa questão da importância da implementação das práticas de segurança dentro dos serviços de saúde é evidenciada. “Isso tem o objetivo de assegurar a segurança do paciente e reforçar os cuidados para riscos evitáveis, como por exemplo, a prevenção da infecção através da simples lavagem das mãos, a prevenção de uma possível queda de uma maca, de lesões por pressões durante o internamento, da realização da cirurgia mais segura possível, incluindo ai, check list de material, da situação do paciente, de membro ou região a ser operada, demarcando a área, ou seja, esse mês é de suma importância para reforçarmos tudo isso”, destaca a enfermeira, lembrando que a partir de segunda-feira, as atividades terão continuidade com a realização de blitzen em todos os setores da unidade, onde tiver pacientes.

Produtores canavieiros da PB podem receber cerca de R$ 10 milhões em ação coletiva contra cobrança inexigível do Salário Educação

A ação coletiva movida por produtores canavieiros paraibanos contra a União, que questiona a cobrança indevida referente ao Salário Educação de produtores rurais sobre pessoa física, está em fase de liquidação de sentença e até 2021 os autores da ação saberão o valor dos cálculos de quanto receberão. Essa boa notícia foi dada nesta sexta-feira (17), durante reunião na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), pelo advogado, Jeferson da Rocha, da Felisberto Córdova Advogados, que é o escritório que acompanha a ação em vários locais, inclusive na Paraíba. “Nós estamos trabalhando desde 2009 nesta ação do Salário Educação, que foi a primeira ação coletiva ajuizada no Nordeste e que, apesar de todos os percalços de lentidão na Justiça, hoje está em fase de liquidação de sentença e deve devolver aos produtores paraibanos entre R$ 10 e 8 milhões”, reiterou o advogado.

Segundo Jeferson da Rocha, a Fazenda Nacional deve seguir na Paraíba, o exemplo de Alagoas, Pernambuco e Sergipe, onde já foi firmada uma conciliação. “É a Fazenda quem apresenta os cálculos e ai não há discussão sobre os valores, porque são montantes que a própria Receita já apresenta”, esclareceu o advogado, adiantando que em Alagoas já foram devolvidos mais de R$ 15 milhões em precatórios. Em Pernambuco, a estimativa segundo o advogado é que seja em torno de R$ 10 a 15 milhões também. “Aqui na Paraíba, a ação é muito boa, pois pegamos um período de indébito muito bom, e estimamos que entre R$ 10 e 8 milhões serão devolvidos aos produtores a título de cobrança indevida do salário educação que vai retornar para quem de direito”, afirmou ele.

O advogado reforçou que o produtor pessoa física não é devedor deste tributo que é cobrado ilegalmente, há muito tempo e destacou que a ação que foi iniciada em 2009, buscou o indébito dos cinco anos anteriores e até hoje. “Essa é uma tese tributária que, felizmente, não é constitucional, por isso não foi para o STF e foi julgada no STJ, já com precedentes e, em 2010, já consolidada, portanto, não há mais discussão em cima deste tema”, destacou Dr. Jeferson.

De acordo com ele, o problema é apenas o tempo do andamento do Poder Judiciário. “Infelizmente, há locais onde a Justiça é mais rápida e noutros mais lentas e aqui, na Paraíba, nós tivemos uma dificuldade maior com a lentidão da Vara Federal de João Pessoa. Mas, estamos aqui na fase final de conciliação e apresentação de cálculos, e, em 2021, não passará deste ano, a apresentação dos cálculos para que vocês saibam quanto terão a receber”, disse o advogado, lembrando que isso quer dizer, na prática, dinheiro na mão. “Isto porque, hoje o crédito de precatórios pode ser comercializado e muitos produtores tem vendido seus créditos para antecipar o valor, com deságio de até 20%. Há ainda a possibilidade de compensação de tributos federais que também é interessante”, explicou ele.

O presidente da Asplan, José Inácio Morais, lembrou que a Asplan está formando outro grupo para ingressar na Justiça contra essa cobrança indevida do Salário Educação. “De 2009 para cá, outros associados se integraram à nossa entidade e queremos que esse grupo tenha o mesmo direito dos que já estão pleiteando a reparação da cobrança indevida”, afirmou José Inácio, lembrando a importância do órgão de classe na defesa dos direitos de seus associados. “Nada se consegue sem a representação de uma entidade forte e sem unidade não teremos forças”, finalizou o dirigente canavieiro que tem tido seu nome lembrando para disputar um cargo eletivo nas eleições de 2022. A ação coletiva na Paraíba foi movida por 1.554 associados da Asplan e a nova ação a ser proposta deve reunir 688 associados que, à época da primeira ação ainda não faziam parte da Associação. Segundo Dr. Jeferson esse novo grupo pode aproveitar a interrupção do prazo prescricional numa ação coletiva ajuizada pelo Sindicato de Pernambuco. “Esse é um fato novo para que nós possamos buscar um indébito igual ao da primeira ação. Dos últimos cinco anos é certo que dá, mas queremos retroagir, nesta nova ação, até 2004/2005”, finalizou Dr. Jeferson.

O advogado da Asplan, Lindomar Soares, que acompanha a ação em nível local, adianta que o entendimento para julgar indevida a cobrança está respaldado no fato de que a atividade do empregador rural não se enquadra no conceito de empresa para fins de incidência da contribuição ao salário educação na Constituição Federal. “A cobrança de pessoa física é, portanto, inexigível”, esclareceu Lindomar. A tributação do Salário Educação está prevista na Lei 9.424/96.

Mutirão de cirurgias de Catarata no Hospital do Bem contempla 300 pacientes de 24 municípios do sertão paraibano

A aposentada Maria de Fátima Costa do Nascimento, de 67 anos, da cidade de Emas, esperou quase 12 anos para poder realizar a cirurgia de Catarata e, nesta quinta-feira (16), ela finalmente pôde realizar o procedimento. A paciente é uma das 300 pessoas, de 24 municípios do sertão, contempladas com essa primeira etapa de cirurgias coletivas realizadas dentro do projeto ‘Opera Paraíba’, na sede do Hospital do Bem, de Patos. A ação que começou hoje e termina somente no sábado, vai assegurar a realização do procedimento de cem pessoas por dia. Para tanto, quatro oftalmologistas contratados pelo Estado se revezarão para assegurar a cirurgia de 50 pacientes, a cada turno de trabalho.

“Estou muito alegre em fazer essa cirurgia e espero que dê tudo certo. Há muito tempo que eu esperava esse momento e finalmente ele chegou e estou gostando muito do atendimento, do prédio que é muito bonito e da forma como tudo está acontecendo”, disse Maria de Fátima pouco antes de entrar na sala e ser atendida pelo médico Daniel Medeiros Stropp que já participou de outros mutirões similares a esse. “É muito bom estar aqui e poder trazer esse benefício para a população. A gente se sente muito bem em poder contribuir com a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, disse o oftalmologista que operou a Sra. Maria de Fátima.

A agricultora Maria Vanuzia Simão, de 43 anos, da cidade de Junco do Seridó, saiu de sua cidade, às 6h para realizar o procedimento nesta quinta-feira, e estava bastante feliz pela oportunidade. “A minha mãe esperou muitos anos para realizar essa mesma operação, mas, graças a Deus e a iniciativa do pessoal da saúde, eu não precisei esperar muito tempo. Eu só tenho a agradecer primeiro a Deus e depois a todos daqui que estão atendendo todo mundo muito bem”, disse ela.

O diretor geral do Complexo Hospitalar de Patos, Francisco Guedes, ao qual o Hospital do Bem está integrado, explica que os pacientes que estão agendados para o procedimento já vieram regulados via Secretarias Municipais de Saúde junto com a Secretaria Estadual de Saúde. “O fluxo para esse mutirão ocorreu da seguinte forma. A gerência de saúde recebeu da SES o quantitativo para cada município da 6ª Região de Saúde e as cotas respectivas foram distribuídas aos municípios que identificaram os pacientes elegíveis para participar do mutirão e essa lista foi consolidada na SES após a confirmação dos dados e o Hospital do Bem cedeu o espaço para a realização dos procedimentos”, afirma o gestor.

Francisco Guedes lembra que a rotina do Hospital do Bem não será alterada em função desta ação, já que os locais destinados para a realização das cirurgias não estão atrelados às salas do atendimento ambulatorial, nem ao espaço das sessões de quimioterapia. “Tivemos o cuidado de preservar sem alteração a rotina do Hospital do Bem e os serviços prestados aos pacientes oncológicos”, reforça o diretor, adiantando que apenas o ambiente da recepção será comum tanto aos pacientes do mutirão, quanto dos serviços de tratamento do câncer.

A responsável pela 6ª Gerência Regional de Saúde, Liliane Sena, lembra que essa ação no Hospital do Bem está inserida nas atividades do ‘Opera Paraíba’ e que ele simboliza a ampliação do projeto na cidade de Patos. “A maternidade já iniciou a sua etapa e realizou, na semana passada, algumas cirurgias. Nestes dias 16, 17 e 18 acontecem às cirurgias de Catarata no Hospital do Bem e nós estamos, junto com os gestores das unidades de saúde do Estado em Patos, sugerindo algumas ações a SES para ampliar as ações do ‘Opera Paraíba’”, destaca Liliane, lembrando que uma dessas sugestões é destinar para o Hospital Infantil os mutirões de cirurgias de otorrino e outros procedimentos que envolvem a parte pediátrica, para a Maternidade Dr. Peregrino Filho os de ordem ginecológica e de obstétrica e para o Complexo Regional as cirurgias eletivas, a exemplo, das de hérnia, vesícula, etc.

A nova geração de alunos precisa de um novo conceito de escola  daí porque o AZ atende todas as expectativas dos estudantes         

   Um novo desafio se descortina à frente da Educação em todo o mundo: como educar e atrair a atenção de crianças, adolescentes e jovens cada vez mais conectados e com acesso a um grande acervo de informações? Como tornar a escola e a sala de aula interessante quando tudo o que tínhamos antes tem se tornado antiquado e obsoleto? A escola AZ, que chegou agora em João Pessoa, apresentou respostas a essas perguntas para mais de 200 pais de alunos que participaram na noite desta quarta-feira (15), de uma reunião híbrida, com presenças na escola e também de forma remota. O evento, a primeira reunião de pais depois da transição da marca GEO para AZ, foi aberto e intermediado pela diretora geral do AZ João Pessoa, Veronica Monteiro, contou também com a participação do diretor e idealizador do projeto AZ, Felipe Sundin e ainda do CEO da Conexia Educação, Sandro Bonás.           Em razão da constante transformação digital vivenciada no mundo inteiro, a mais nova geração de alunos que chega às escolas tem comportamentos muito diferentes das crianças e adolescentes do passado: são extremamente mais autônomos, ativos, posicionam-se em seus grupos, são mais comunicativos e estão em contato com pessoas em todos os continentes.  Tendo em vista essa nova personalidade, o CEO da Conexia Educação, Sandro Bonás, explicou aos pais que a escola está desenvolvendo a educação do futuro, já que sociedade hoje exige protagonismo, afinal, ela será o ambiente de provocações para essa nova geração.          “A nova escola deve preparar aquele que vai encarar esses desafios. Por isso, vamos para uma sala barulhenta, de provocações, sem passividade. Estamos formando adultos para enfrentarem o mundo lá fora e não faremos isso formando alunos para a memorização de conteúdos, um método antigo e tradicional da educação”, explicou Sandro, acrescentando que o papel dos professores também já não é mais o mesmo de outros tempos e, a partir disso, o ensino para nova geração exige muito mais da administração e pedagogia escolar.            E essa foi a “deixa” para o diretor do AZ, Felipe Sundin, entrar em cena e contar a história sobre uma ideia que virou realidade em 2006, quando quatro amigos, já professores com experiência em pré-vestibular, uniram-se para uma perspectiva mais individualizada de atendimento. “Ensino para a alta performance. Esse é o objetivo do AZ. No entanto, essa performance não é apenas na evolução acadêmica, mas também no desenvolvimento social, dos esportes, aquela apresentação da feira de ciências, etc”, comentou  Felipe, detalhando a metodologia do AZ para alcançar excelentes resultados. “Sob o aspecto cognitivo, essa é uma geração que precisamos provocar. Não é assistir aula e fazer prova. A aprendizagem se dá através do erro e posterior identificação dele e correção de rumos”, defendeu o fundador do AZ.          Ao final, ver sorriso e satisfação estampados no rosto de cada pai, cada mãe presente à reunião, levou a diretora geral do AZ João Pessoa, Verônica Monteiro, a agradecer a presença de todos e parabenizar os pais pelo acompanhamento ativo das propostas pedagógicas e da mudança  que o Grupo SEB, gestor do GEO e agora do AZ, pretende fazer. “Gostamos muito do tradicional, mas nossos filhos estão em contato com o mundo todo. Não existem barreiras físicas para eles, que estão sempre conectados. Por isso precisamos de uma mudança conceitual de escola e estamos aqui para isso e o AZ atende perfeitamente essa nova proposta de ensino/aprendizado”, reiterou Verônica.          Dayanna Peixoto, é mãe de Cecília, matriculada em outra escola de João Pessoa, mas, ontem ela compareceu à reunião do AZ com grande contentamento. “Eu acabo de chegar do Rio de  Janeiro e já conhecia a escola e toda sua proposta, estou muito feliz com a chegada deles aqui em João Pessoa e minha filha já vem para cá ano que vem”, adiantou Dayanna.          Outras mães também elogiaram o método e a proposta do AZ. Joelma Moura, que tem sua única filha, Aluska Valentina, do 3º ano, já matriculada no AZ João Pessoa, aposta na metodologia porque já vê os resultados. “Aluska é medalhista já em programas de aprendizagem do GEO, que já utiliza as soluções AZ. Estou ainda mais confiante”, comentou a mãe. Marcela Gondin, jornalista e mãe de dois alunos, um no 5º e outro no 7º ano, também destacou a vivencia já dos alunos com a plataforma AZ. “Eles já estão afinados com a plataforma. Agora a escola AZ veio para acrescentar ainda mais”, comentou.             O Comerciante Lauro Firmino, pais de três alunos GEO, sendo que o mais velho já está na universidade, onde ingressou este ano, e do Arthur, do 6º ano e de Lauro, do 2º Ano do Ensino Médio, destaca a confiança na escola. “O meu filho mais velho concluiu os estudos aqui, o meu do meio, está aqui desde a alfabetização e o mais novo também é aluno Geo, hoje AZ. Confio na escola, já decidi que eles cont9nuarão aqui em 2022 e acho que essa mudança é positiva porque reflete a preocupação da escola em continuar evoluindo!”, disse Lauro que estava presencialmente na reunião.          A escola AZ tem o foco personalizado de estudos e uma metodologia que estimula a autonomia, o protagonismo e o gosto pelo estudo através da provocação, do desafio e do uso de ferramentas tecnológicas já que, desde pequenos, essa geração já está familiarizada com os dispositivos. Estamos em uma época em que é preciso mudar as ações, mudar de conceito, aperfeiçoar os processo e atrair mais interesse do aluno e o AZ entrega tudo isso”, finalizou Veronica, lembrando que a escola não passa apenas pela mudança de uma marca, mas, também de todos os processos internos.

Presidente da Asplan é homenageado em evento online pelo Grupo de Estudos Sucroenergético da UFPB do Campus de Areia

Como grande admirador e profundo conhecedor do universo canavieiro, o produtor, agrônomo, ex-secretário executivo de Estado da Agricultura e presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), José Inácio de Morais, sempre foi uma fonte de inspiração seja para quem cultiva, seja para quem simplesmente estuda esse setor, em seus diversos aspectos. Não apenas por esses motivos, mas também por ser um acervo vivo sobre o agronegócio paraibano e um grande incentivador e entusiasta da cultura canavieira. Nesta quarta-feira (15), por tudo o que representa para o segmento produtivo, José Inácio foi homenageado pela comunidade científica, mais especificamente pelo Centro de Ciências Agrárias – CCA da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, Campus de Areia, e pelo Grupo de Estudos Sucroenergético (GESUCRO), durante a realização remota do III Dia de Campo sobre Cana-de-Açúcar.

Convidado a participar do evento online, José Inácio, que também foi aluno egresso do CCA da UFPB, foi recebido pelo coordenador do curso de Ciências Agrárias da UFPB, Fabio Mielezrski, e pela presidente da GESUCRO, Mayara Alves. Na ocasião, o dirigente da Asplan enalteceu a parceria com a UFPB, defendeu a cana-de-açúcar como pilar da economia paraibana, onde gera cerca de 30 mil empregos diretos durante a entressafra e 40 mil em épocas de safra, e como principal matéria para o uso do combustível limpo. Ele também falou dos ganhos que a permissão de venda direta do etanol aos postos de combustíveis (Medida Provisória publicada nesta segunda-feira, 13) vai trazer para o mercado, falou de cooperativismo e do sucesso de iniciativas em Pernambuco e ainda da potencialidade para a agricultura da Paraíba que além de cana, sua principal cultura, é rica em outros cultivares.

Sobre a MP, que é um dos assuntos mais atuais, José Inácio explicou que ela foi um pleito antigo da Feplana – Federação dos Plantadores de Cana do Brasil, apoiado pela Asplan, e que tem o objetivo de não apenas baratear o preço do combustível nas bombas, como favorecer a cadeia produtiva do etanol no país e contribuir para o meio ambiente. “Se observarmos, ao longo do ano tem vários meses que o etanol ganha na bomba de combustível para o consumidor. A ideia do carro flex foi essa: sempre dar opções. Então o governo precisa editar medidas que favoreçam essa ideia”, comentou o presidente da Asplan, frisando que a MP vem para beneficiar inclusive o consumidor. “Você vende o etanol, coloca na carreta, às vezes ela vai para Suape, para a revenda dos postos Ipiranga, por exemplo, e volta para a comercialização no município de origem criando onerações desnecessárias”, explicou ele, destacando que daqui a 30 anos ninguém mais falará em combustíveis fósseis.

José Inácio, com seu distinto conhecimento do agronegócio, também enalteceu a parceria da Asplan com a UFPB, citou o nome de diversos professores e pesquisadores da cana-de-açúcar que tem dado um apoio muito importante aos produtores locais e ao estudo da cultura canavieira. Ele citou a transposição das águas do São Francisco e a necessidade da UFPB “chegar junto” para pesquisa de potenciais culturas. “Se os estados se unirem para gerenciar a chegada dessa água, teremos cerca de 16 mil hectares de terra irrigáveis. Dessas, quatro mil é de cana, mas é preciso ver a aptidão da região para outras culturas”, disse ele, complementando que a UFPB será uma grande aliada nisso, como tem sido para o setor sucroalcooleiro. José Inácio lembrou ainda que defende o cultivo concomitante de outras culturas junto à cana-de-açúcar. “Nos não defendemos a monocultura. Quem pensa assim se engana com o setor”, frisou o presidente da Asplan.

Sobre a Homenagem do CCA

Ao final de sua participação na live, José Inácio, que participou do evento da sede da Asplan, recebeu uma comenda enviada à Associação pelos organizadores do III Dia de Campo sobre Cana-de-Açúcar. A presidente do GESUCRO, Mayara Alves, explicou que o gesto simbolizava todo o agradecimento do setor acadêmico ao apoio e dedicação de José Inácio à UFPB. “Pelo apoio e contribuição também para o setor da Paraíba e no Nordeste”, comentou a dirigente, sendo seguida pelo coordenador do curso de Ciências Agrárias da UFPB, Fabio Mielezrski. José Inácio agradeceu a homenagem e disse estar de portas abertas sempre para boas parcerias. “Tenho muito orgulho de ter feito meu curso de Agronomia na UFPB, em Areia, e fico extremamente feliz com esse gesto. Muito obrigada e estou sempre à disposição de alunos, professores e quem quiser acrescentar conhecimento no setor canavieiro. Sou um apaixonado pelo campo, meu filho Inacinho seguiu meus passos e meu neto, também deverá seguir, já que mesmo pequeno ele gosta de terra, de trator e de cana”, finalizou José Inácio.

Modelos de crédito da Sicredi serão apresentados aos produtores de cana-de-açúcar da Paraíba durante evento na Asplan

 Quem não gostaria de ter um parceiro para o seu negócio com atendimento personalizado e de uma instituição que conhece a realidade do campo, suas dificuldades e vantagens? Pois essa é a proposta do Sicredi que será apresentada ao produtor canavieiro paraibano, nesta sexta-feira (17), às 11h, durante evento na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. Na oportunidade, os produtores conhecerão os novos gerentes agrícolas da instituição financeira cooperativa de João Pessoa e as novidades que a cooperativa dispõe de modelos de crédito “desenhados”, exclusivamente, para atender às necessidades do agronegócio local.

         De acordo com diretor comercial da Cooperativa dos Associados da Asplan – Coasplan, Thiago Queiroz, embora o Sicredi já atue apresentando as vantagens do Cooperativismo de Crédito ofertadas para o agronegócio, nas modalidades de Custeio, Investimentos, Comercialização e Industrialização, os novos gerentes Tomás Pontin, Claudemir Ferreira e Wellington Ferreira, trazem consigo a expertise que faltava ao agronegócio na Paraíba. “Eles já desenvolveram estudos e trabalhos com cooperativas em outros estados e tem muito a nos mostrar”, comentou Thiago.

         Segundo Thiago, os representantes do Sicredi apresentarão as linhas de crédito disponíveis para o produtor, principalmente, no que se refere à compra de insumos. “A instituição tem financiamento de crédito em conta com 14 meses para pagar na compra de insumos, crédito com carta-finança e outras opções de crédito que chagam a 300 modelos de financiamento”, lembra Thiago, destacando que a parceria da Coasplan e o Sicredi vem desde a fundação da cooperativa, há um ano, mas os produtores de cana pessoa física já conhecem e confiam na instituição há muito tempo.

“O Sicredi é sólido e está no mercado há mais de 100 anos. Além disso, são milhões de associados no país, muitos na Paraíba, e queremos com esse evento de sexta-feira estreitar, ainda mais, as relações de nossos associados com o Sicredi porque nosso interesse é buscar parcerias que favoreçam os produtores sejam eles com o Sicredi, com o Banco do Brasil, com o Bradesco ou com qualquer outra instituição que possa fomentar o desenvolvimento e crescimento do setor”, reiterou o presidente da Asplan,  José Inácio de Morais, convidando os associados a participarem deste evento nesta sexta-feira (17).

Thiago Queiroz, diretor comercial da Coasplan fala da importância do apoio do Sicredi