Author: News Comunicação

Hospital do Bem abre programação da Roda de Conversa falando sobre o apoio psicológico aos pacientes oncológicos

O Hospital do Bem, que integra o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), completa três anos de atuação como unidade oncológica no sertão e comemora a data com um evento híbrido chamado Roda de Conversa. A programação teve início na tarde desta quarta-feira (22) com um momento de troca de conhecimento a respeito da Avaliação Psicológica do Paciente, com a coordenadora do serviço de psicologia da unidade, Pryscilla Guedes. Nesse primeiro momento a psicóloga trouxe informações importantes sobre a psique do paciente oncológico e destacou como o profissional da área é imprescindível já que o diagnóstico traz um misto de sentimentos, inclusive o estresse, a raiva e o medo.

O papel de um psicólogo em uma unidade oncológica é oferecer todo o suporte emocional nas fases pré e pós-diagnóstico. “Quando há a suspeita de câncer já temos um momento pesado, cheio de incertezas e isso está ligado ao grande estigma social que a doença tem, afinal, o câncer está ligado à dor, à finitude humana, às mudanças corporais”, disse a psicóloga, acrescentando que devido a tudo isso, é natural a fuga, a negativa do diagnóstico, da investigação. “Muitas vezes, há o medo de descobrir se há algo errado, mesmo com toda a sintomatologia”, afirmou.

Quando já tem o diagnostico, segundo a coordenadora do serviço no Hospital do Bem, a Psicologia é importante para que o paciente possa se expressar, compreender as dificuldades do momento vivido, perceber as situações que ele pode enfrentar e trabalhar tudo isso. Pryscilla lembrou uma ação importante no Hospital que fez a diferença. “Criamos panfletos. O conhecimento do paciente sobre seu adoecimento faz muita diferença. Existem muitas mudanças corporais como queda de cabelo, mudança de cor de unha, de dentes, da cor da pele e quando eles não tem esse conhecimento, muitos se desesperam”, comentou a psicóloga.

Ela explicou que cada paciente, ao logo do tratamento, vive muitos sentimentos, especialmente o medo de não conseguir vencer a doença, bem como os efeitos colaterais do tratamento que, geralmente, é longo. De acordo com a psicóloga, a “adesão” do paciente é imprescindível ao tratamento uma vez que a aceitação da doença o coloca em estado de alerta e tentativa de recuperação de seu corpo. “Quando há o diagnóstico trabalhamos o nível de conhecimento do paciente sobre sua doença através de entrevistas. Alguns não querem falar e respeitamos o momento. Depois voltam e são bem recebidos”, disse Pryscilla, que já levou pacientes a conhecer o ambiente de tratamento e eles se sentiram mais calmos e acolhidos.

A meta do setor é instrumentalizar cada paciente para lidar da melhor maneira possível com as alterações físicas e emocionais de um tratamento oncológico. “Aqui formamos uma família ao longo desses três anos e temos também muitos casos de cura, graças a Deus”, comentou. Ao concluir a palestra, Pryscila Guedes apresentou a sala de tratamento do Hospital do Bem, equipada com poltronas confortáveis, ambiente acolhedor e boa infra-estrutura.

E a Roda de Conversa continua …

Nesta quinta-feira (23) outro momento de troca de conhecimento multiprofissional ligado a assuntos do universo oncológico acontecerá às 16h. Serão cinco Rodas de Conversa ao todo. As próximas acontecerão nos dias 23, 27, 28 e 29 de setembro de forma híbrida (presencial e online). Na forma presencial serão oferecidas 15 vagas para respeitar as normas de segurança exigidas na pandemia e acontecerá na sala administrativa do Hospital do Bem, situada à Rua Horácio Nóbrega, S/N, Bairro Bela Vista. O acesso à forma remota será através de plataforma de reuniões virtuais e todos os inscritos receberão o link por e-mail e pelo seu contato de whatsapp. Para garantir a vaga, basta acessar o https://doity.com.br/hospitaldobem3anos. Será distribuído material didático para todos os participantes e certificados.

Programação

Nesta quinta-feira (23), o enfermeiro oncológico, Fernando Régis vai abordar ‘Enfermagem oncológica e manuseio de cateter totalmente implantável’. A Roda de Conversa segue no dia 27, com o Nutricionista, Thiago Viana, que vai falar sobre ‘Terapia nutricional no paciente oncológico’. No dia 28, o tema será ‘Aspectos gerais sobre atuação do farmacêutico hospitalar na oncologia’, com o farmacêutico oncológico, Kaltz Victor e encerrando o ciclo de conversas, a oncologista e responsável pelo ambulatório do Hospital do Bem, Nayarah Xavier vai falar sobre ‘Abordagem da Medicina em cuidados paliativos na oncologia’.

Hospital do Bem aumentou em 50% as sessões de quimioterapia e 39% o número de consultas entre 2020 e 2021

Mesmo vivenciando os reflexos da pandemia do Covid, o Hospital do Bem – unidade de Oncologia do Sertão, que integra o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), conseguiu ampliar o atendimento aos pacientes oncológicos do sertão aumentando em 50% a realização de sessões de quimioterapia e em 39% a quantidade de consultas. No período de setembro de 2019 a agosto de 2020, a unidade realizou 5589 consultas e entre setembro de 2020 e agosto deste ano, foram 7749. De setembro a agosto de 2020, foram 2190 sessões de quimioterapia e entre setembro do ano passado e agosto deste ano, esse quantitativo subiu para 3275. Este mês, marca três anos de funcionamento da unidade e para marcar a data haverá Rodas de Conversa sobre Medicina, Enfermagem, Farmácia, Psicologia e Nutrição, todas com foco no atendimento e necessidades do paciente oncológico.

Mas, a comemoração maior desta unidade é poder propiciar um atendimento e tratamento de qualidade aos pacientes com câncer no sertão. E os dados comprovam tudo isso. Em três anos, o Hospital do Bem realizou 16.788 consultas, 6.208 sessões de quimioterapia, 1.465 cirurgias e ainda 1.074 internações. De setembro de 2018 a agosto deste ano, além das sessões de quimioterapia, das consultas ambulatoriais, dos internamentos e das cirurgias, a unidade também realizou 254 punções de mama, 156 biópsias de mama, 202 biópsias prostática, 106 biópsias de pele, 14 biópsias de ovário e 216 biopsias de colo uterino. O Hospital foi inaugurado no dia 03 de setembro de 2018 e durante toda a pandemia, não suspendeu os atendimentos e manteve os serviços sem alteração, obedecendo a todas as orientações sanitárias e ainda redobrando os cuidados por causa da baixa imunidade dos pacientes que se tratam de câncer.

O diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, lembra a importância do Hospital do Bem e do quanto a disponibilidade de serviços oncológicos no sertão mudou a rotina, para muito melhor, dos pacientes do interior. “O Governo do Estado foi muito assertivo em trazer um hospital deste porte e com esse foco para o interior do estado, com um serviço tão complexo e com uma qualidade desta, pois nossos protocolos são os mesmos dos melhores hospitais referência para pacientes com câncer do país, nossa equipe multiprofissional é bastante competente e comprometida e nossa estrutura também é muito boa”, destacou o diretor. Além disso, outro grande diferencial da unidade é o atendimento humanizado. “A dedicação e carinho dispensados aos pacientes pela equipe da unidade é outro diferencial que contribui com o sucesso do tratamento e os nossos pacientes são o melhor testemunho disso”, reforçou Francisco.

O diretor lembrou ainda que antes do Hospital do Bem, os pacientes oncológicos do interior viviam uma dura rotina de ter que se deslocar cerca de 350 km até a Capital ou Campina Grande, para realizarem seus tratamentos. “Isso não mais acontece desde setembro de 2018, pois com a disponibilidade dos serviços oncológicos de média e alta complexidade em Patos, esse tratamento é feito mais próximo da residência dos pacientes, o que impactou positivamente na melhoria da qualidade de vida dessas pessoas”, reforçou Francisco.

A oncologista do Hospital do Bem, Dra. Nayarah Xavier, que acompanha a rotina da unidade desde o começo, destaca a satisfação e alegria de acompanhar tantos casos de cura ao longo destes três anos e da felicidade de ver que o Hospital do Bem cumpre o seu papel. “Comemorar os três anos de existência do Hospital do Bem é celebrar a vitória do povo paraibano e, sobretudo, do sertão, em relação a conquista do tratamento oncológico na região, o que significa melhor adesão, melhor evolução do quadro e acolhimento emocional em todos as nuances de nossos pacientes. Sinto-me honrada em fazer parte desse time que é modificador de histórias e de uma iniciativa vencedora, tendo em vista todas as histórias de sucesso que temos nesses três anos de prestação de serviços”, disse a médica.

Sobre o Hospital do Bem

O Hospital tem atendimento ambulatorial, tratamento quimioterápico e cirúrgico, para quatro tipos de câncer: pele, próstata, mama e colo de útero. A unidade tem 25 leitos e uma sala de quimioterapia com capacidade para atender dez pacientes simultaneamente. Prioritariamente, os serviços do Hospital do Bem são direcionados para a população dos municípios que compõem a 3ª macrorregião de saúde do Estado e os pacientes ainda dispõem de um Centro de Diagnóstico, que funciona todos os dias e está instalado dentro do Complexo Hospitalar de Patos, com a disponibilidade de exames de ultrassonografia com Doppler, tomografia, colposcopia, colonoscopia, endoscopia, eletrocardiograma e Raios-X. Há ainda um laboratório de análises clínicas próprio que funciona 24h.

Atleta paraibano Daniel Azevedo participa em São Luís do Torneio Norte Nordeste de Natação como um dos favoritos

O atleta paraibano Daniel Azevedo se prepara para disputar mais uma competição de natação. Desta vez, ele participará do Torneio Norte Nordeste de Clubes Inverno – Troféu Walter Figueiredo Silva, que será realizado na cidade de São Luís (MA), no período de 23 a 25 de setembro. Nesta quinta-feira (23), Daniel participa de sua primeira prova competindo pelo melhor tempo dos 50 metros Borboleta. Nadando na categoria Juvenil 2, o atleta que é campeão brasileiro e sul americano, disputará mais oito modalidades até o dia 25. Ele declarou que vai para o torneio com o desejo de reduzir suas marcas, principalmente, no nado Costas, sua competição de melhor performance.

Daniel desponta no cenário brasileiro de natação como um dos grandes nomes da atualidade. Uma marca registrada já de suas competições é sempre estar no pódio. No seu perfil mantido pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos – CBDA, o resumo traz 10 participações internacionais com 6 medalhas de ouro; 56 participações em campeonatos nacionais, com 12 medalhas de ouro, 10 de prata e 6 de bronze; além de 158 medalhas de ouro em campeonatos estaduais e nada menos que 20 recordes nacionais e dois internacionais quebrados por ele. Uma de suas melhores marcas foi nos Jogos Sul Americanos Escolares, em Assunção – Paraguai, quando concluiu a prova dos 50 metros costas com 27.92 segundos, ficando com a medalha de ouro na categoria.

No Torneio Norte Nordeste, Daniel disputa pela categoria Juvenil 2 e vai nadar os 50 Borboleta, 50 Costas, 50 peito, 50 livre, 100 Borboleta, 100 Costas, 100 Peito, 200 Medley, 200 Peito, fora os revezamentos. “Estou bastante ansioso para essa competição. Treinei bastante porque quero baixar todos meus tempos, principalmente costas e medley e sair, se possível, com medalha em todas as provas”, comentou o nadador. A competição acontecerá em piscina de 25 metros.

Nos 50 metros nado costas, Daniel tem a marca dos 27´´39 ( 1º N/NE); nos 100 Costas 58´´83 (1º N/ NE); nos 100 Borboleta 58´´73 (1º N/NE); nos 50 Peito 31´´48 ( 1º N/NE); nos 200 Peito 2´30´´51 (1º N/NE); e nos 100 Peito 1´07´´12 (1º N/NE). O atleta integra a equipe do Clube Acqua R1, é orientado pelo treinador Stephano Vieira, que o acompanha nos treinos que acontecem na piscina do Esporte Clube Cabo Branco, em João Pessoa e concilia muito bem suas atividades de atleta de ponta, com a rotina de estudante da 2ª Série do Ensino Médio, do Colégio GEO, em João Pessoa. Ele treina antes e depois das aulas, a depender do dia, sendo os treinos pela manhã junto com os primeiros raios de sol na cidade mais oriental das Américas, onde o sol nasce primeiro.

Rodas de Conversas marcarão comemoração dos três anos de atividades do Hospital do Bem de Patos

O Hospital do Bem, que integra o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), e funciona como unidade oncológica completa, neste mês de setembro, três anos de serviços prestados à população sertaneja paraibana. E para marcar a data, algumas ações estão sendo realizadas ao longo deste mês, entre as quais destaca-se a RODA DE CONVERSA, um momento de troca de conhecimento multiprofissional de assuntos ligados ao universo oncológico. Todos os profissionais que conduzirão as conversas integram a equipe do Hospital do Bem. Os cinco momentos vão focar temas sobre Medicina, Enfermagem, Farmácia, Psicologia e Nutrição, todos com foco no atendimento e necessidades do paciente oncológico.

As cinco Rodas de Conversa acontecerão nos dias 22, 23, 27, 28 e 29 de setembro, sempre às 16h, de forma híbrida (presencial e online). Na forma presencial serão oferecidas 15 vagas para respeitar as normas de segurança exigidas na pandemia e acontecerá na sala administrativa do Hospital do Bem, situada à Rua Horácio Nóbrega, S/N, Bairro Bela Vista. O acesso à forma remota será através de plataforma de reuniões virtuais e todos os inscritos receberão o link por e-mail e pelo seu contato de whatsapp. Para garantir a vaga, basta acessar o https://doity.com.br/hospitaldobem3anos. Será distribuído material didático para todos os participantes e certificados.

Programação

No dia 22, a Roda de Conversa será sobre ‘Avaliação psicológica ao paciente oncológico’, com a Psicóloga, Priscilla Guedes. No dia 23, o enfermeiro oncológico, Fernando Régis vai abordar ‘Enfermagem oncológica e manuseio de cateter totalmente implantável’. A Roda de Conversa segue no dia 27, com o Nutricionista, Thiago Viana, que vai falar sobre ‘Terapia nutricional no paciente oncológico’. No dia 28, o tema será ‘Aspectos gerais sobre atuação do farmacêutico hospitalar na oncologia’, com o farmacêutico oncológico, Kaltz Victor e encerrando o ciclo de conversas, a oncologista e responsável pelo ambulatório do Hospital do Bem, Nayarah Xavier vai falar sobre ‘Abordagem da Medicina em cuidados paliativos na oncologia’.

Hospital de Patos registra aumento de 15% nos atendimentos e realiza 30 cirurgias no final de semana

O plantão do final de semana (17 a 19) na Urgência e Emergência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), de Patos, registrou o atendimento a 198 pessoas, o que representa um aumento de demanda de 15% na comparação com o final de semana passado. Entre as 18h da sexta-feira até a meia-noite deste domingo foram realizadas 30 cirurgias, sendo 16 eletivas e 14 de urgência.

Em relação aos sinistros de trânsito, houve uma queda de 5% no número de casos, com o registro de 37 acontecimentos, sendo a maioria deles, ou seja, 34 casos envolvendo motocicletas. Houve ainda dois sinistros com automóvel e um com bicicleta.

Sábado foi o plantão de maior movimento, com o atendimento de 89 pacientes, seguido do domingo, com mais 80 atendimentos e, na sexta-feira, das 18h até a meia-noite, outras 29 pessoas deram entrada na unidade. Dos 37 pacientes vítimas de acidentes no trânsito, oito precisaram permanecer internadas para cuidados posteriores. A maior parte das vítimas de acidentes foi da cidade de Patos, com 14 casos no total, mas o hospital atendeu pacientes das cidades de Olho D’água, Teixeira, Juru, Aguiar, Catingueira, Santa Luzia, Pombal, São Bento, Santa Teresinha, Ibiara, Piancó, Cajazeirinhas e Brejo do Cruz.

Além dos casos envolvendo os acidentados, a Urgência e Emergência do hospital atendeu pessoas que se queixavam de dor abdominal, queda da própria altura, dificuldade de respirar, queda de nível, dor no peito, dor pélvica, contusão diversa/pancada, entorse ou torção, convulsão, acidente com objetivo perfuro/cortante, náusea, vômito, dor na coluna e agressão animal, entre outros motivos.

Dos 30 procedimentos cirúrgicos realizados durante o plantão do final de semana, a maior parte foi de cirurgia oncológica, com 16 casos, seguido de vascular, com sete procedimentos e ainda mais seis cirurgias geral e uma de urologia.

Opera Paraíba realiza 278 cirurgias de catarata no Hospital do Bem, em Patos

Maria Aparecida da Nóbrega, professora aposentada, 68 anos, da cidade de Várzea, foi uma das pacientes contempladas com o Projeto Opera Paraíba que realizou 278 cirurgias, nos dias 16,17 e 18, no Hospital do Bem, em Patos. Há quase dois anos que a professora aguardava a chamada para realizar o procedimento, feito no último sábado (18). “A médica tinha requisitado essa cirurgia ano passado e eu ia fazer em novembro, mas por causa da pandemia, tudo ficou suspenso. Eu já estava me organizando para pagar particular, quando recebi o chamado da Secretaria de Saúde e estou muito feliz de ter conseguido e estou grata por tudo isso, primeiro a Deus e depois aos gestores”, disse a Sra. Maria, que integrou um grupo de 10 pacientes de sua cidade. A professora é uma das 278 pessoas, de 24 municípios do sertão, contempladas com essa primeira etapa de cirurgias coletivas realizadas graças ao ‘Opera Paraíba’.

O agricultor Joaquim dos Santos, 71 anos, morador do Sítio Pé de Serra, da cidade de São José do Bonfim, esperava pela cirurgia desde 2019 e no último sábado fez o procedimento. Acompanhado da sua esposa, a Sra. Francisca Marta, ele disse que estava ansioso e agradeceu o atendimento recebido na unidade. “Como esse hospital é bonito e as pessoas muito educadas. Já gostei de tudo”, disse ele.

A aposentada Maria de Fátima Costa do Nascimento, de 67 anos, da cidade de Emas, esperou quase 12 anos para poder realizar a cirurgia de Catarata e, foi uma das primeiras a realizar o procedimento no primeiro dia do mutirão. “Estou muito alegre em fazer essa cirurgia. Há muito tempo que eu esperava esse momento e finalmente ele chegou e estou gostando muito do atendimento, do prédio que é muito bonito e da forma como tudo está acontecendo”, disse Maria de Fátima, que foi atendida pelo oftalmologista Daniel Medeiros Stropp, que junto com os colegas Manoel Costa Frazão de França e Sidneyy Toscano de França foram os responsáveis pelos procedimentos.

A agricultora Maria Vanuzia Simão, de 43 anos, da cidade de Junco do Seridó, saiu de sua cidade, às 6h para realizar o procedimento também na quinta-feira, e estava bastante feliz pela oportunidade. “A minha mãe esperou muitos anos para realizar essa mesma operação, mas, graças a Deus e a iniciativa do pessoal da saúde, eu não precisei esperar muito tempo. Eu só tenho a agradecer primeiro a Deus e depois a todos daqui que estão atendendo todo mundo muito bem”, disse ela.

O diretor geral do Complexo Hospitalar de Patos, Francisco Guedes, ao qual o Hospital do Bem está integrado, explica que os pacientes que fizeram o procedimento já vieram regulados via Secretarias Municipais de Saúde junto com a Secretaria Estadual de Saúde. “Não fomos nós que agendamos as cirurgias, mas, a gerência de saúde que recebeu da SES o quantitativo para cada município da 6ª Região de Saúde e as cotas respectivas foram distribuídas aos municípios que identificaram os pacientes elegíveis para participar do mutirão e essa lista foi consolidada na SES após a confirmação dos dados e o Hospital do Bem cedeu o espaço para a realização dos procedimentos”, afirma o gestor, lembrando que a rotina do Hospital do Bem não foi alterada nos três dias de realização do Opera Paraíba. “Com exceção do volume de pessoas na recepção, tudo o mais funcionou sem nenhuma alteração”, reitera ele.

A responsável pela 6ª Gerência Regional de Saúde, Liliane Sena, comemorou o sucesso das atividades do ‘Opera Paraíba’ em Patos. “Ocorreu tudo dentro do programado e estamos muito felizes de termos realizado a quase totalidade dos procedimentos agendados. Das 300 cirurgias ofertadas, a gente realizou 278. Só tivemos 22 faltas e mesmo assim não por questões nossas, mas, das pessoas que agendaram e não compareceram”, destacou Liliane, lembrando que outras ações do Opera Paraíba ainda serão realizadas em Patos. No primeiro dia do mutirão foram realizadas 92 cirurgias, no segundo dia, foram mais 96 e no sábado outras 90 cirurgias.

Asplan e Energisa unem forças para combater incêndios criminosos em canaviais da Paraíba

Um grupo de trabalho com o intuito de rastrear e denunciar às autoridades policiais as autorias de incêndios criminosos e ilegais em canaviais paraibanos foi formalizado na última sexta-feira (17), durante reunião de representantes da Companhia Energética da Paraíba – Energisa e diretoria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). Só este ano, segundo dados da Energisa, já foram registradas mais de 140 ocorrências no estado e o tempo seco (que ainda seguirá até dezembro), associado às altas temperaturas e atitudes dolosas, já fizeram com que 400 mil unidades consumidoras de energia na Paraíba ficassem sem o fornecimento do serviço. Os produtores de cana, que repudiam essa prática ilegal e criminosa, também temem por mais perdas na safra visto que também são prejudicados com essas ocorrências de queimadas criminosas.

Durante a reunião, da qual participaram a Gerente de Distribuição e Manutenção da Energisa Paraíba, Danielly Formiga, o coordenador de operações, Júlio César Calisto e Eduardo Assunção, coordenador de manutenção, criou-se um grupo de whatsapp onde todos os envolvidos terão acesso a localização e informações sobre focos de incêndios. A ideia é tornar mais rápido o acesso ao local e a descoberta da autoria. Vale lembrar que a maior parte dos focos de incêndio nas plantações de cana tem origem nas áreas limítrofes com rodovias e geralmente ficam próximo à comunidades. Bitucas de cigarro, fósforos, limpeza de terrenos com fogo, são algumas dos exemplos dessas condutas. “São perdas irreparáveis. O tempo todo sou vítima desses incêndios, já perdi quase cinco mil toneladas de cana e ainda respondi na Justiça por um ato que não cometi”, disse o diretor tesoureiro da Asplan, Oscar Gouveia,

O constrangimento de ser apontado como responsável pelos focos de incêndios tem sido uma preocupação para a classe produtiva. A produtora de cana, Ana Cláudia Santana, comentou a respeito afirmando que é uma questão cultural. “Fazemos tudo controlado. Isso já é uma questão cultural de achar que o produtor, pequeno ou grande é sempre o responsável por tudo de mau que acontece”, comentou.

O vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato Siqueira, lembrou aos presentes que produtor não faz queimadas durante o dia e que todas as queimadas realizadas pelos produtores associados à Asplan são controladas e programadas, inclusive, com aporte de carros-pipa, caso haja alguma intercorrência. “É mais seguro realizar a queimada pela noite, quando as temperaturas são mais baixas e quando a vegetação está mais úmida, restringindo o alastramento do fogo e os ventos mais fracos. Observem os horários dos incêndios. Nós não queimamos cana assim e nem durante o dia e também fazemos com o auxílio de carro-pipa e levando em consideração as condições ambientais favoráveis como força e a direção do vento, que direciona o fogo, fazendo com que ele queime com maior ou menor rapidez”, disse o dirigente, lembrando que queimadas durante o dia é fogo criminoso.

O produtor José de Souza, que fez questão de participar da reunião, deu seu depoimento à equipe da Energisa sobre os incêndios criminosos. “Tenho cana há 18 anos e nunca coloquei fogo de forma desordenada e nem na cana do vizinho. Inclusive já adiei diversas vezes por não ter as condições favoráveis ou o carro-pipa não estar comigo na ocasião. No entanto, já foi culpado por incêndio criminoso sem ter nada a ver com o acontecido”, desabafou o produtor.

O coordenador de operações da Energisa, Júlio César Calisto, destacou que essa foi uma manhã de aprendizado e que a ideia é justamente esta: a cooperação entre entidades para que se saiba como agir. “Aprendi muito hoje. Vi que o produtor não põe fogo na cana durante o dia, por exemplo, porque não tem como controlar pela temperatura e ventos. Então temos muito a ganhar com essa comunicação mais direta”, comentou ele, que junto à sua gerente Danielly Formiga, já saiu do encontro na Asplan com a sugestão de se montar um mapa cronológico de toda a safra, bem como os trajetos de escoamento da safra para o acompanhamento direto da Energia.

Sicredi apresenta proposta de crédito rural para fornecedores de cana

Taxas acessíveis e sem burocracia. Esse é o desejo de todo e qualquer produtor que quer investir no campo. Para isso, fornecedores de cana ligados à Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) reuniram-se na manhã desta sexta-feira (17), no auditório da entidade, para conhecer as propostas da Sicredi Evolução. Entre as modalidades que variam entre crédito comercial, consórcio, cartões, seguros de crédito, destacou-se a de CPR- Cédula de Produto Rural, que é um título que pode ser emitido por produtores rurais e por cooperativas de produção.

O crédito rural do Sicredi, segundo os gerentes Tomás Pontin e Claudemir Ferreira, tem opções para custeio e aquisição de insumos para fornecedores e cooperativas. “Essa é uma excelente oportunidade de crédito para o fornecedor da Paraíba. É muito atrativa. Inclusive já foram liberadas propostas para duas unidades industriais aqui”, destacou Claudemir Ferreira, acrescentando que a carta-fiança é uma das opções sem burocracia da instituição e que duas usinas que possuem propostas liberadas e através dela os fornecedores também poderão avançar.

Na ocasião, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, frisou que as melhores taxas para o agronegócio os produtores tem encontrado no Banco do Nordeste, porém, a instituição tem elevada burocracia, o que limita muito o acesso aos recursos. “É a grande menina dos olhos do produtor, só que é uma instituição engessada em sua burocracia e isso só vai mudar quando existir uma política pública em Brasília destinada a alavancar a produção no país. Então, precisamos de parceiros de verdade para que possamos ser sócios, já que temos cooperativas já de sucesso em nossa região”, comentou o dirigente.

Asplan e o Sicredi já possuem parceria de mais de cinco anos. Agora é tentar firmar parcerias no âmbito da cooperativa da Asplan, a Coasplan, ou seja, de cooperativa para cooperativa. “O sentido é sermos sócios da cooperativa”, arrematou o presidente da Asplan, apostando que venha pela frente mais modelos interessantes de solução em crédito para o fornecedor através da Coasplan e do Sicredi.

Dia Mundial de Segurança do Paciente é comemorado no Complexo de Patos

Instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Mundial de Segurança do Paciente é comemorado em 17 de setembro. E essa data tão importante não passou desapercebida no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) e foi lembrada com uma programação educativa que incluiu rodas de conversa, sorteio de brindes e dinâmicas. As atividades tiveram a participação de profissionais de vários setores, incluindo gerentes de enfermagem, coordenadores, equipe assistencial e acompanhantes de pacientes e ainda dos diretores da unidade.

“A segurança e bem estar do paciente é uma necessidade básica que deve ser respeitada, seguida e estendida a todos os pacientes que buscam atendimento em nossa unidade e deve ser uma preocupação e prioridade de todos os profissionais que atuam numa unidade de saúde”, destacou a Coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente do Complexo, Maria Josineide Ramalho. Ainda segundo ela, as práticas de segurança auxiliam na diminuição de riscos e danos aos pacientes e, consequentemente, no aumento da qualidade dos serviços prestados pelo hospital.

A Coordenadora de Enfermagem do Complexo, Séfora Vasconcelos, reitera que durante todo o mês de Setembro essa questão da importância da implementação das práticas de segurança dentro dos serviços de saúde é evidenciada. “Isso tem o objetivo de assegurar a segurança do paciente e reforçar os cuidados para riscos evitáveis, como por exemplo, a prevenção da infecção através da simples lavagem das mãos, a prevenção de uma possível queda de uma maca, de lesões por pressões durante o internamento, da realização da cirurgia mais segura possível, incluindo ai, check list de material, da situação do paciente, de membro ou região a ser operada, demarcando a área, ou seja, esse mês é de suma importância para reforçarmos tudo isso”, destaca a enfermeira, lembrando que a partir de segunda-feira, as atividades terão continuidade com a realização de blitzen em todos os setores da unidade, onde tiver pacientes.

Produtores canavieiros da PB podem receber cerca de R$ 10 milhões em ação coletiva contra cobrança inexigível do Salário Educação

A ação coletiva movida por produtores canavieiros paraibanos contra a União, que questiona a cobrança indevida referente ao Salário Educação de produtores rurais sobre pessoa física, está em fase de liquidação de sentença e até 2021 os autores da ação saberão o valor dos cálculos de quanto receberão. Essa boa notícia foi dada nesta sexta-feira (17), durante reunião na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), pelo advogado, Jeferson da Rocha, da Felisberto Córdova Advogados, que é o escritório que acompanha a ação em vários locais, inclusive na Paraíba. “Nós estamos trabalhando desde 2009 nesta ação do Salário Educação, que foi a primeira ação coletiva ajuizada no Nordeste e que, apesar de todos os percalços de lentidão na Justiça, hoje está em fase de liquidação de sentença e deve devolver aos produtores paraibanos entre R$ 10 e 8 milhões”, reiterou o advogado.

Segundo Jeferson da Rocha, a Fazenda Nacional deve seguir na Paraíba, o exemplo de Alagoas, Pernambuco e Sergipe, onde já foi firmada uma conciliação. “É a Fazenda quem apresenta os cálculos e ai não há discussão sobre os valores, porque são montantes que a própria Receita já apresenta”, esclareceu o advogado, adiantando que em Alagoas já foram devolvidos mais de R$ 15 milhões em precatórios. Em Pernambuco, a estimativa segundo o advogado é que seja em torno de R$ 10 a 15 milhões também. “Aqui na Paraíba, a ação é muito boa, pois pegamos um período de indébito muito bom, e estimamos que entre R$ 10 e 8 milhões serão devolvidos aos produtores a título de cobrança indevida do salário educação que vai retornar para quem de direito”, afirmou ele.

O advogado reforçou que o produtor pessoa física não é devedor deste tributo que é cobrado ilegalmente, há muito tempo e destacou que a ação que foi iniciada em 2009, buscou o indébito dos cinco anos anteriores e até hoje. “Essa é uma tese tributária que, felizmente, não é constitucional, por isso não foi para o STF e foi julgada no STJ, já com precedentes e, em 2010, já consolidada, portanto, não há mais discussão em cima deste tema”, destacou Dr. Jeferson.

De acordo com ele, o problema é apenas o tempo do andamento do Poder Judiciário. “Infelizmente, há locais onde a Justiça é mais rápida e noutros mais lentas e aqui, na Paraíba, nós tivemos uma dificuldade maior com a lentidão da Vara Federal de João Pessoa. Mas, estamos aqui na fase final de conciliação e apresentação de cálculos, e, em 2021, não passará deste ano, a apresentação dos cálculos para que vocês saibam quanto terão a receber”, disse o advogado, lembrando que isso quer dizer, na prática, dinheiro na mão. “Isto porque, hoje o crédito de precatórios pode ser comercializado e muitos produtores tem vendido seus créditos para antecipar o valor, com deságio de até 20%. Há ainda a possibilidade de compensação de tributos federais que também é interessante”, explicou ele.

O presidente da Asplan, José Inácio Morais, lembrou que a Asplan está formando outro grupo para ingressar na Justiça contra essa cobrança indevida do Salário Educação. “De 2009 para cá, outros associados se integraram à nossa entidade e queremos que esse grupo tenha o mesmo direito dos que já estão pleiteando a reparação da cobrança indevida”, afirmou José Inácio, lembrando a importância do órgão de classe na defesa dos direitos de seus associados. “Nada se consegue sem a representação de uma entidade forte e sem unidade não teremos forças”, finalizou o dirigente canavieiro que tem tido seu nome lembrando para disputar um cargo eletivo nas eleições de 2022. A ação coletiva na Paraíba foi movida por 1.554 associados da Asplan e a nova ação a ser proposta deve reunir 688 associados que, à época da primeira ação ainda não faziam parte da Associação. Segundo Dr. Jeferson esse novo grupo pode aproveitar a interrupção do prazo prescricional numa ação coletiva ajuizada pelo Sindicato de Pernambuco. “Esse é um fato novo para que nós possamos buscar um indébito igual ao da primeira ação. Dos últimos cinco anos é certo que dá, mas queremos retroagir, nesta nova ação, até 2004/2005”, finalizou Dr. Jeferson.

O advogado da Asplan, Lindomar Soares, que acompanha a ação em nível local, adianta que o entendimento para julgar indevida a cobrança está respaldado no fato de que a atividade do empregador rural não se enquadra no conceito de empresa para fins de incidência da contribuição ao salário educação na Constituição Federal. “A cobrança de pessoa física é, portanto, inexigível”, esclareceu Lindomar. A tributação do Salário Educação está prevista na Lei 9.424/96.