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Governador João Azevêdo entrega reforma e novos equipamentos do Bloco Cirúrgico do Hospital Regional de Patos nesta quinta-feira

O governador João Azevêdo entrega, nesta quinta-feira (9), às 15h, a reforma do Bloco Cirúrgico do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos. Na obra, foram investidos R$ 390,8 mil. O novo Bloco Cirúrgico conta com três salas de cirurgia – preparadas para fazer exames de imagem, caso seja necessário na hora do procedimento – três leitos de RPA (Recuperação Pós-Anestésica), estar profissional e área de escovação.

Além da reforma física do espaço, serão entregues também os novos equipamentos para o bloco cirúrgico: quatro suportes de soro; cinco carros de emergência; cinco aspiradores; quatro baldes a chute com pedal; duas mesas cirúrgicas; três respiradores; dez carros de curativo; quatro monitores multiparametro; um eletrocardiógrafo; dois cardioversores; três camas motorizadas; dois armários em aço; 10 bombas de infusão; e dois oxímetros.

A obra de reforma do bloco começou no final de julho e foi concluída no final de novembro. Neste período, todas as cirurgias da unidade foram feitas numa clínica terceirizada sem nenhum prejuízo aos pacientes, mesmo tendo essa dinâmica exigido uma logística muito complexa de fluxos de ambulâncias para levar e trazer pacientes, e os veículos operacionais de transporte de materiais sujos e limpos, além de insumos.

As três amplas e modernas salas cirúrgicas do novo bloco foram construídas conforme determinação da norma reguladora RDC 50. Além das novas salas e espaços, a reforma permitiu ampliar a quantidade de leitos pós-anestésico, de dois para três unidades. Todas as salas do bloco foram baritadas e preparadas para fazer exames de imagem caso seja necessário na hora do procedimento.

O novo bloco será denominado ‘Dr. Antonio Ivanes Lacerda’, que era ortopedista do Complexo e um dos maiores entusiastas da reforma do bloco cirúrgico. Dr. Ivanes, que atuou como médico do Complexo entre os anos 1984 e 2021, faleceu de complicações de Covid, em janeiro deste ano. “Estamos na maior expectativa para começar a realizar as cirurgias no novo espaço e muito felizes pela conclusão da reforma, que era um antigo sonho de toda a equipe multiprofissional que atua no setor e que agora virou realidade”, destacou o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.

ALPB debate uso e ocupação do solo do Conde e consequências de lei proposta pela atual gestão municipal que altera legislação vigente

O deputado estadual Jeová Campos presidiu, nesta terça-feira (07), uma audiência pública para debater e dar encaminhamentos que impeçam a concretização da proposta de autoria do Poder Executivo do Município de Conde, que altera a legislação que regulamenta a ocupação do solo na cidade. A proposta da atual gestão permite a construção de edificações com mais de dois andares em áreas próximas à praia e o desrespeito às Áreas de Preservação Ambiental (APA), indígenas, quilombolas e assentados da reforma rural no município. A reunião aconteceu no âmbito da Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa da Paraíba e contou com a participação de parlamentares, ex-secretários do Conde, representantes dos povos indígenas e quilombolas, bem como do Conselho Gestor, Sudema, Procuradoria da República e outras representações.

Com as deputadas Cida Ramos (autora da propositura de audiência) e Estela Bezerra, o deputado Jeová Campos, que é presidente da Comissão de Desenvolvimento da ALPB, abriu o evento explicando a situação. As principais mudanças, aos olhos do advogado, professor e parlamentar, mas, acima de tudo, um militante da cidadania, é que com a nova legislação, o Conselho Gestor – CONGES, um órgão de controle social e garantidor da participação popular no acompanhamento e deliberação das políticas públicas também de meio ambiente, passa a ser um órgão meramente opinativo, sem poder de decisão sobre as importantes temáticas relacionadas ao meio ambiente no Município de Conde.

“O conselho gestor está perdendo a sua força para secretaria de planejamento. Outro ponto é a redação dada nos casos omissão que serão decididos por decreto pela prefeitura. Achei extravagante. Quer dizer, tirar esse poder deliberativo do conselho?”, disse Jeová, logo de início. Para além da preocupação legal, a audiência seguiu com várias falas importantes, como a da ex-prefeita do Conde, Márcia Lucena, responsável por implantar pela primeira vez no município, em 2018, um código ambiental para regulamentar o uso e ocupação do solo no Conde. Marcia destacou que a lei de zoneamento só pode ser revista com 10 anos. “A ultima foi em 2018 e já estão fazendo isso, quando nem deveriam e ainda fazem sem o debate público. Quando a gente analisa as propostas de mudança a gente vê o interesse muito claro a abrir facilidades para as construções em qualquer lugar, qualquer parte”, ressaltou ela.

A ex-prefeita lembrou ainda que o Conde é feito de rios e APAs, e de assentamentos que inda estão em processo de estabilização legal e correm riscos pela nova administração pública. “Nossa franja litorânea tem características iguais à Ponta do Seixas, com seus desgastes. Se não tomarmos cuidado, se acaba. Muitas voçorocas abertas na cidade. Além disso, temos 16 assentamentos rurais fruto de muita luta. Todos indígenas tabajaras e quilombolas que correm o risco a partir das alterações propostas. Muitos assentamentos são frágeis ainda. Os donos possuem familiares nos poderes. Então, eles voltam a correr riscos”, alertou a ex-prefeita.

Para o Cacique Ednaldo, representante dos assentamentos indígenas, o que mais choca a ele são mudanças na legislação em que se aumenta o coeficiente de aproveitamento e ocupação do solo absurdamente. “Quando se fala em coeficiente de aproveitamento básico, tem zonas em que o aproveitamento foi aumentado em 300%. O interesse da coletividade deve permanecer”, disse o Cacique.

O representante do Conselho Gestor – CONGES, o arquiteto Germano Romero, contou sua experiência com a cidade 50 anos atrás e disse que viu o que a falta de manutenção do cuidado foi capaz de fazer ao Conde. “A legislação que temos foi muito bem vinda. Há 50 anos conhecei a conviver com Jacumã. Na época era ainda um paraíso, com coqueirais, e vi de perto o desmoronamento da natureza, de obras. Eu como arquiteto, ficava sem entender como uma cidade dessas não tinha uma gestão ambiental”, disse ele, falando de sua satisfação em 2018.

“Foi quando me surpreendi com a última gestão que fez um código de obras, enfim, tudo feito com debate. De repente o poder público começou a intervir, tarde sim, com muita ocupação já irregular, esgoto ao mar, lixo acumulado, mas fizeram”, concluiu o arquiteto, defendendo a manutenção do atual código que mudou o aspecto da cidade para muito melhor.

Não é heroísmo, é cidadania

O quilombola, Anselmo Rodrigues, representando os quilombolas do Conde, ressaltou que essa é uma luta pela cidadania, que ele precisa e deseja ser ouvido sem preconceito de cor ou de classe. “Conheço o preconceito. Sou negro, quilombola, professor, assentado. Mas nossa luta não é de herói, mas de cidadão. Lutamos por dignidade. Sou pai. Minha família mora aqui”, desabafou.

Para Marcos Pereira, que participou como assessor dos quilombolas e tabajaras, é preciso que os grupos tenham orientação jurídica para enfrentar a questão. “O projeto reúne interesses de grupos que tentam legitimar um golpe. Isso atinge a todos, alguns de forma grave. Existem várias irregularidades sendo investigadas”, comentou ele referindo-se á venda de terras para grandes grupos econômicos.

Recomendação do MPF

A construção legal para preservação ambiental do Conde foi feita. Agora os poderes públicos se unem para que ela seja mantida para a proteção ambiental da localidade. O Procurador da República, o Dr. José Godoy, afirmou que vem acompanhando a situação dentro do Ministério Público Federal e que está enviando essa semana uma recomendação para que a prefeitura cancele autorizações em áreas indígenas, por exemplo. “O Conde tem uma rica história e tem seus espaços de cultura, com uma comunidade de indígenas tabajaras que fundaram a Paraíba”, disse ele.

Godoy também frisou que órgãos federais estiveram até agora atrasando a questão da demarcação de territórios, mas que o MPF já vai encaminhar recomendação à Prefeitura. “Esses grupos estão em processo demarcatórios, a FUNAI e o INCRA retardaram o processo. Fizemos um TAC e não tivemos retorno da Prefeitura. E estamos encaminhando recomendação e vamos ajuizar uma ação para que a FUNAI lance em seus arquivos as terras para que não sejam feitas obras ou seja alvo em cartórios. Cancelem autorizações já feitas. É uma área com pressão imobiliária de fora até do Brasil. Parece até que retornamos ao período colonial. Tem causado despejos, ameaças, pessoas incluídas no programa de proteção”, declarou o Procurador.

Sudema no apoio

Daniel Lucena, Procurador da Sudema, declarou, com muita indignação, que em nada a Prefeitura procurou o debate e disse que quando participou de uma audiência a respeito um representante da Prefeitura quis tratar do zoneamento da APA da praia de Tambaba. “Não houve debate dessa proposta de reforma do código ambiental municipal. Quando participei de audiência um representante falou em zoneamento da APA da Tambaba de 2002, que obrigatoriamente deve ser respeitada. Pela história construída com 11 mil hectares sendo 30% do território do Conde. Todo esse trabalho foi feito em conjunto com a sociedade e poder público”, comentou estarrecido e colocando a autarquia para ajudar os interessados em encaminhamentos.

Para concluir, a deputada Estela Bezerra parabenizou a gestão de Márcia Lucena pelo olhar atento e responsável no trato da questão ambiental. “A gestão de Márcia Lucena está de parabéns por fazer o zoneamento da cidade com um cuidado e envolvimento democrático muito profundo. Um modelo para os demais municípios. A cidade do Conde é uma cidade estratégica para o desenvolvimento para a Paraíba e hoje a administração está discutindo uma mudança no zoneamento, o mesmo que foi aprovado em 2018 e que tem validade de 10 anos”, disse ela. Vários participantes teceram elogios à ex-prefeita. Daniel Lucena, da Sudema disse: “Corajosa” e “Sua luta não será esquecida”.

Ao final, Estela colocou os gabinetes parlamentares à disposição para qualquer orientação jurídica e lembrou o caso recente da comunidade Dubai, em Mangabeira, em que mais de 800 pessoas foram despejadas. “Todos esses casos estão interligados. É uma luta só”, comentou ela, parabenizando a todos que participaram para não deixar que essa questão do Conde passasse em branco.

Paciente tem alta do Complexo de Patos após 41 dias de tratamento para superar o Covid

Essa terça-feira (07) foi um dia de muita alegria para a equipe do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) que acompanhou a emocionante alta da paciente Maria do Socorro Rodrigues Soares, de 63 anos, depois de 41 dias de internação no setor Covid. Moradora da cidade de Mãe D´água, Maria do Socorro superou adversidades, reverteu situações críticas e venceu a doença e hoje pôde voltar ao convívio familiar. Admitida no dia 28 de outubro, a paciente foi intubada, depois traqueostomizada, alternou dias de internação entre UTI e enfermaria e, felizmente, conseguiu voltar para casa onde continuará o tratamento junto de seus familiares que vieram ao hospital acompanhar a alta e recebê-la com muito carinho e alegria.

“Nós estamos muito felizes em partilhar esse momento de vitória da saúde sobre a doença e de podermos celebrar juntos mais essa alta que não é só dela, é de todos nós, pois cada paciente que passa por aqui, deixa um pouquinho de si e leva também um pouco de nós”, disse o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, lembrando que toda alta é muito comemorada porque simboliza a vitoria da saúde sobre a doença e o sucesso do tratamento e atuação da equipe multidisciplinar da unidade. “Toda alta importa, mas, essas que demoram muitos dias são ainda mais especiais porque nos mostram que não devemos desistir, jamais”, reitera o diretor.

Durante todo o período de internação que compreendeu do dia 28/10 até esse dia 07/12, Dona Maria do Socorro teve a oportunidade de interagir com seus familiares através de vídeos chamadas feitas pela equipe do setor de Psicologia e Serviço Social do hospital. Durante todo o período de internação, a paciente também recebeu acompanhamento psicológico. Por causa do recente desmame da traqueostomia, Maria do Socorro não pôde dar entrevista para falar sobre esse período de internação, mas a filha da agricultora, Lucimar Rodrigues disse que a família está muito feliz em poder tê-la de volta. “Graças a Deus ela voltou para junto da gente”, disse a filha. Dona Maria do Socorro tem oito filhos e 13 netos.

Profissionais do Complexo acompanharam a alta da paciente

Alta da Sra. Maria do Socorro foi bastante comemorada por familiares e pela equipe do hospital

Parentes agradeceram a recuperação da Sra. Maria do Socorro

A paciente ainda com o curativo da traqueostomia

Os familiares da Sra. Maria do Socorro vieram acompanhar a alta dela

A paciente no meomento em que saia do hospital

Foi uma alta emocionante

Jeová apoia nota das centrais sindicais em repúdio a estudo do Governo para regulamentar informalidade no mercado de trabalho

Mais parece uma dicotomia, como se nada pudesse pertencer simultaneamente a ambas as partes para serem mutuamente exclusivos, quando não são: de um lado o trabalhador, que é dono da força de trabalho e, do outro, o empregador, que é detentor dos meios de produção. Mas, segundo o deputado Jeová Campos, a luta de opostos tem sido cada vez mais agravada e acirrada pelo governo Bolsonaro todos os dias. “Querem fazer uma reforma trabalhista para precarizar ainda mais o mercado com o trabalho informal. Regulamentar a fome e a miséria. A mentalidade de Paulo Guedes é totalmente contrária a ajustes sociais, aos trabalhadores, aos pobres”, disse o deputado, referindo-se a um estudo que o governo encomendou.

O estudo feito pelo Grupo de Altos Estudos do Trabalho (GAET) sugere cerca de 330 mudanças. O texto vai para avaliação do Ministério do Trabalho, que tem por objetivo apresentar uma nova reforma trabalhista do Congresso Nacional. Dentre as mudanças propostas estão à desoneração da folha de pagamento com a diminuição da Contribuição Patronal para a Previdência (CPP), cuja alíquota atual é de 20%, e das contribuições compulsórias às entidades privadas que compõem o Sistema S (incluindo o Sebrae), alíquota atual de 3,1%, e o salário-educação, de 2,5%.

A argumentação é de que isso reduziria a informalidade do trabalho, mas, para Jeová, isso não implica em mais contratações. Na realidade, na contramão da modernização das leis trabalhistas, o governo está prestes a “regulamentar” a falta de condições ideais ou direitos com flexibilizações que não podem ser aceitas, tais como, o trabalho aos domingos e o não reconhecimento do vínculo de emprego entre aplicativos e prestadores de serviço, como a Uber e Ifood, sem falar na falta da presença dos sindicatos para negociações entre as classes.

“O Governo acha que vamos engolir essa história de tentar criar condições de fortalecimento do empresariado com essa desoneração e que ele vai contratar, quando o governo não protege o trabalhador, pelo contrário, ele fortalece de um lado e enfraquece o outro criando modalidades de emprego sem carteira assinada e sem direitos”, protestou Jeová, apoiando as centrais sindicais que já se posicionaram contra o estudo e às mudanças. Em nota, as centrais sindicais que assinam o documento afirmam que: “A intenção do governo, ao que parece, é aumentar o desemprego, que no Brasil sempre foi grande, para daí normatizar a exploração e a precarização. É criar dificuldade para vender facilidade. Neste caso, criar miséria absoluta para vender pobreza”.

ALPB aprova PL que denomina de Josias do Cacaré Rodovia que liga o Distrito de Melancias ao Sítio Serra da Arara

Um Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Jeová Campos que denomina de José Francisco de Oliveira – Josias do Cacaré, a Rodovia Estadual que interliga o Distrito de Melancias, no Município de Santa Helena, ao Sítio Serra da Arara, no Município de Cajazeiras, com término na Rodovia PB-393, foi aprovado pelo Plenário da Assembleia Legislativa da Paraíba na manhã desta terça-feira (07). Segundo Jeová, o Josias do Cacaré era um batalhador pela grandeza do Município de Santa Helena, no cultivo da terra, na luta pela implantação da energia elétrica e defesa da comunidade. Além disso, ele era um exemplo a ser seguido pela simplicidade e autenticidade de caráter.

“Homenagear Josias é também louvar os agricultores, os trabalhadores, as pessoas de atuação marcante, uma história de vida alicerçada na esperança da roça, que foi de onde eu vim”, disse Jeová, lembrando que o legado de Josias se perpetua no filho, Júlio Neto, que é vereador da cidade de Santa Helena e segue o exemplo do pai com uma experiência exitosa de produção na área de agricultura em Várzea da Ema.

O homenageado foi vereador e vice-prefeito de Santa Helena, bem como presidiu por vários anos a Cooperativa de Eletrificação do Vale do Rio do Peixe – CERVARP, que era sediada em Cajazeiras. Josias do Cacaré faleceu em 05 de abril de 2009, aos 78 anos de idade, e viveu toda sua vida no Distrito de Várzea da Ema. Conforme Jeová Campos foi também lá, nos campos do Distrito de Várzea da Ema, Município de Santa Helena, onde Josias do Cacaré deixou sua marca gravada: a da agricultura e do cuidado com os animais.

“O nosso gabinete recebeu encaminhamento formulado pelo ilustre amigo Júlio Neto, filho do homenageado, solicitando nosso apoio parlamentar no sentido de deflagrar neste Parlamento Estadual o devido processo legislativo denominando o trecho da citada rodovia estadual de José Francisco de Oliveira – Josias do Cacaré. Entendemos que os argumentos apresentados são de extrema relevância, motivo pelo qual o acolhemos integralmente e promovemos a presente propositura”, explicou o deputado, agradecendo a sensibilidade dos parlamentares que aprovaram a homenagem.

“Conheci de perto o destemido Josias do Cacaré. A cada encontro ganhava novo folego, pois ele usava a máxima que garante: “tenha fé em seu corpo físico e esteja certo de que todos os seus órgãos funcionarão perfeitamente” e, realmente, foi um verdadeiro batalhador pela grandeza do município de Santa Helena. Sempre lutou fortemente pela implantação da energia elétrica e sinal de televisão. Foi um cidadão de bem, de conduta ilibada, viveu e dedicou o seu amor à sua terra natal e merece essa homenagem”, defendeu Jeová.

Para finalizar, o parlamentar afirmou que Josias do Cacaré “representa um exemplo a ser seguido pela sua simplicidade e autenticidade de caráter, um cidadão distinto e honrado, cumpridor fiel de seus deveres para com seus semelhantes e a comunidade, sendo, portanto, merecedor de uma justa homenagem com a denominação do nome desta rodovia à sua memória”.

Ortopedista do Complexo de Patos será homenageado in memoriam com nome no novo bloco cirúrgico

Um dos maiores sonhos do ortopedista Dr. Antonio Ivanes Lacerda era poder acompanhar as obras do bloco cirúrgico do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) e ter um espaço melhor para atender os pacientes e realizar as cirurgias. Mas, o Covid lhe roubou esse momento, e o médico veio a falecer em decorrência de complicações do coronavírus, no dia 25 de janeiro deste ano. Mas, em sua memória, pela dedicação e pelo trabalho que ele desenvolveu no hospital como ortopedista, entre os anos de 1984 e 2021, Dr. Ivanes dará nome ao novo bloco cirúrgico da unidade que será inaugurado pelo governador João Azevedo, na próxima quinta-feira (09), às 15h.

“Perpetuaremos o legado de nosso ex-colaborador prestando-lhes essa singela homenagem de denominar o novo bloco cirúrgico do hospital com o seu nome. Ele que tanto queria ver essa obra, que tanto desejou ver o espaço onde realizamos cirurgias melhor equipado e estruturado, mas, infelizmente, isso não foi possível. Contudo, o nome dele será sempre lembrado” disse o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.

O coordenador do setor de Ortopedia do Complexo, Dr. João Suassuna, que foi colega de Dr. Ivanes por muitos anos disse que é importante essa homenagem e destacou a atuação do colega como relevante para a unidade. “É com muita alegria que todos, especialmente, os colegas da Ortopedia do hospital recebemos essa notícia da homenagem ao Dr. Ivanes que tanto contribuiu com seu trabalho e competência para o crescimento e reconhecimento desta unidade, assim como com inúmeros pacientes que passaram pelas suas mãos. É muito importante esse reconhecimento do Governo em homenagear esse grande colega, profissional e amigo”, destacou Dr. João.

Dr. Ivanes foi admitido como médico ortopedista do Complexo no dia 01 de agosto de 1984 e foi desligado no dia 25 de janeiro de 2021, em função de sua morte.

Empresário e dono da ‘Cavalcanti Primo’ é indicado para receber a Medalha Padre Rolim

Uma proposta de concessão da Medalha Padre Inácio de Sousa Rolim – Padre Rolim – a José Cavalcanti da Silva, empresário cajazeirense de grande destaque na Paraíba e que cursou o Ginasial no Colégio Salesiano Padre Rolim, no ano de 1950, foi aprovada pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), nesta segunda-feira (06). O requerimento teve a autoria intelectual de Jeová Campos mas foi apresentado por Lindolfo Pires na época da licença de Jeová, e objetiva reconhecer, através da concessão da Medalha, a formação educacional do empresário que prestou relevantes serviços à Paraíba nas atividades de revendedor autorizado da Linha Ford – Brasil S.A. e agropecuarista.

Ao longo de seus 92 anos, José Cavalcanti Primo – proprietário da Concessionária Cavalcanti Primo – foi agraciado com quase 60 comendas, dentre elas, uma das mais importantes conferidas pela ALPB, que é a Medalha Epitácio Pessoa, em Maio de 2004. Agora, a ALPB volta a homenageá-lo, principalmente, pela sua luta incansável pelo progresso do sertão paraibano, mas também pela sua empreitada educacional no Colégio Salesiano Padre Rolim, de onde saíram grandes homens letrados e compromissados com sua gente e com sua terra.

“Por justiça e mérito, como fruto de reconhecimento pelo incansável trabalho e, especialmente, pelas ousadas e vitoriosas lutas em favor do progresso no alto sertão da Paraíba, não temos dúvidas de que o homenageado, Senhor José Cavalcanti da Silva, habilita-se ao recebimento da Medalha Padre Inácio de Sousa Rolim – Padre Rolim, outorgada pela Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba”, destaca o requerimento, assinado pelo deputado Lindolfo Pires, que estava à frente do mandato durante licença médica de Jeová Campos.

Agora é contar com o apoio dos demais parlamentares para a aprovação da matéria em plenário, o que deve acontecer nos próximos dias.

Zona da Mata registra baixo volume de chuvas este ano e leva safra 2021/22 de cana-de-açúcar da PB à uma estimativa de 20% de queda

A análise estatística da precipitação pluviométrica para uma determinada região possibilita um melhor planejamento da agricultura, minimizando os impactos (armazenamento d’água) que possam ser ocasionados por um eventual período de seca. Na Paraíba, é sabido que as chuvas não se distribuem homogeneamente ao longo do ano. No entanto, em 2021, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba – AESA, um desvio climatológico de -35,9% em relação à média da climatologia da mesorregião da Zona da Mata pegou todos de surpresa e a escassez de chuvas impactou diretamente a produção de cana-de-çúcar no estado. Relatos de produtores de cana na zona da mata destacam redução de 20% da safra 2021/22. Em outras regiões do litoral esse prejuízo chega a mais de 30% da safra.

Na Zona da Mata choveu, entre janeiro e dezembro de 2021, 1016,1 mmm, enquanto que a média histórica é de 1586,0 mm, ou seja, deixou de chover 569,9 mm, uma redução de 35,9% de sua precipitação. De acordo com a AESA, quando se observa as Microrregiões, existem localidades passando por frustrações piores como a microrregião Litoral Norte, composta por 13 postos de observação, e onde a redução é de 46% da precipitação média, ou seja, de janeiro a dezembro registrou-se uma média de 874,6 mm de chuvas, mas a média histórica é de 1621,8 mm para o Litoral Norte, registrando esse desvio de -46,1%. Na microrregião deixou de chover 747,2 mm.

A microrregião de Sapé composta pelos municípios de Mari, Sobrado, Riachão do Poço, Cruz do Espírito Santo, Pilar, Juripiranga, São José dos Ramos e São Miguel de Itaipu é composta por 9 postos de observação. Nessa região a redução é ainda mais acentuada: cerca -58%. Sendo a pior: média em 2021 de 589,9 mm, quando a média histórica é de 1.408,1 mm. Uma redução de 818,2 mm de chuva no ano. “Esses dados mais do que explicam todo esse cenário caótico vivido pelos produtores de cana, que em muitos casos não têm condições nem de salvar os seus canaviais com a irrigação, passando o prejuízo para os outros anos que ainda teriam de colheita da socarias”, disse o diretor técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Neto Siqueira.

O engenheiro agrônomo da Associação, Luís Augusto, que também é coordenador do Departamento Técnico – Detec, confirma a situação de dificuldade dos produtores com a falta de chuvas, e lembra que a Paraíba possui cerca de 80% da sua área inserida no semiárido nordestino e apresenta alta irregularidade pluviométrica. Para se ter uma ideia, uma pesquisa de acompanhamento de 27 anos de precipitações na capital paraibana, João Pessoa, publicada na revista eletrônica Brazilian Journal of Development, em julho de 2021, mostra que os valores obtidos durante o período não indicam nenhum tipo de regularidade ou padrão. Segundo o artigo, em João Pessoa o ano mais chuvoso foi 1994, com 2804,4 mm e o ano que apresentou o menor valor de precipitação foi 1999, com 972,9 mm. “Esses dados mais do que explicam todo esse cenário caótico vivido pelos produtores de cana. Que, em muitos casos, não têm condições nem de salvar os seus canaviais com a irrigação, passando o prejuízo para os outros anos que ainda teriam de colheita da socarias”, reitera Luís.

Em 2021, choveu em João Pessoa, de janeiro a dezembro, o equivalente a 1644,7 mm. A média histórica da cidade é de 1.728mm, o que demonstra um desvio pequeno de -4,8%,deixando de chover apenas 83mm no período. Foi um ano aproximado do esperado, portanto, o que não aconteceu para o restante do estado.

A falta de chuvas é o único e exclusivo motivo para queda

Os efeitos climáticos adversos durante o ciclo produtivo da cana-de-açúcar é a principal causa da redução do quantitativo da safra 2021/2022 em todo o país. Estima-se uma queda de pelo menos 9,5% em todo o Brasil, segundo relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado em agosto.

No entanto, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, alertou que o cenário pode ser ainda mais grave, tendo em vista que a Conab não inclui no levantamento de dados a safra de produtores independentes, fornecedores e associados. “Aqui tem produtores falando em queda de 30%. A Conab fez o levantamento dela com base em dados das indústrias e não na nossa realidade que é bem mais complicada haja vista que o pequeno e médio produtor não tem recursos para investir em irrigação e depende, exclusivamente, da chuva para ver sua lavoura prosperar”, ressaltou o dirigente.

Já em relação à qualidade da cana, vale ressaltar que a falta de chuvas tende a aumentar o teor de açúcares totais recuperáveis (ATR) o que, associado ao melhor manejo dos canaviais, também pode ajudar a reduzir as perdas esperadas para este ano. “A questão aí é compensatória. No entanto, é preciso mais investimento em variedades resistentes à seca, irrigação e manejo do solo já que somente isso não chega a compensar a quebra da safra por falta de água”, conclui José Inácio de Morais.

Hospital de Patos registra aumento de 17% no atendimento a vítimas de trânsito

O primeiro plantão de dezembro na Emergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) neste final de semana (03 a 05) registrou 158 atendimentos e ainda a realização de oito cirurgias. Comparando os dados deste final de semana com o anterior, a unidade teve uma queda de 5% em relação aos atendimentos de urgência e emergência, porém registrou um aumento de 17% em relação aos sinistros de trânsito, com o atendimento a 28 pessoas.

Das 28 pessoas atendidas por causa de sinistros de trânsito, a grande maioria delas se envolveu em acidentes com motos (26). Houve ainda um caso com bicicleta e outro com automóvel. Dos acidentados, dez pessoas são de Patos, e o restante das cidades de Brejo do Cruz, Coremas, Desterro, Ibiara, Igaracy, Imaculada, Malta, Manaíra, Monte Horebe, Nova Olinda, Santana dos Garrotes, São Bento, São José de Caiana, São José de Espinharas e São José do Bonfim e ainda um viajante da cidade de Pato Bragado (PR).

O plantão de maior movimento foi o do domingo, quando 74 pessoas deram entrada na unidade, seguido do plantão do sábado, quando foram atendidos outros 62 pacientes. Entre às18h do dia 03 até a meia noite foram atendidas mais 22 pessoas. O boletim de prestação de serviços do hospital aponta ainda que foram realizadas oito cirurgias, sendo quatro Ortopédicas, três Cirurgia Geral e uma Vascular.

Na Urgência e Emergência, além dos casos envolvendo os acidentados com motos, bicicleta e automóvel, os demais principais motivos dos atendimentos da unidade neste final de semana foram de pacientes com queda da própria altura, rebaixamento da consciência/desmaio, dor no peito, agressão física, náusea e vômito, dificuldade de respirar, queda de nível, acidente com objeto perfuro/cortante, entre outros motivos.

Hospital Regional de Queimadas realiza 280 cirurgias e 46 partos em novembro

280 cirurgias e 46 partos em novembro

Entre os dias 1º e 30 de novembro, o Hospital Regional de Queimadas realizou 280 cirurgias, 46 partos, 995 atendimentos de emergência, 695 atendimentos ambulatoriais e atendeu 207 mulheres em urgências ginecológicas. Esses são dados que fazem parte do balanço mensal de atividades da unidade, que integra a rede estadual de saúde e é referência para 14 municípios da região metropolitana de Campina Grande.

A unidade, que é referência também para obstetrícia, registrou 23 partos normais no mês de novembro e, coincidentemente, a mesma quantidade de partos cesáreos neste período. Das 280 cirurgias realizadas, 51 foram oriundas do Programa Opera Paraíba, outras 74 foram eletivas, 124 foram de pequenos procedimentos, oito de emergência e ainda 23 cesarianas.

Além desses serviços, durante o decorrer de novembro, o hospital realizou 2301 exames laboratoriais, 494 exames de Raio X, 13 internações pediátricas, 48 internações clínicas e 140 ultrassonografias. O Hospital de Queimadas é referência para clínica médica, obstetrícia e pediatria, além dos serviços de urgência e emergência para a 15ª região de saúde.

O diretor geral do Hospital de Queimadas, Dr. Flávio Daniel, lembra a importância do suporte da unidade para a população da região. “Aqui, os pacientes encontram uma unidade bem estruturada, equipada e com uma equipe de profissionais competente e disponível para atendimento 24h, todos os dias da semana”, finalizou o médico, destacando a satisfação de a unidade integrar o grupo de hospitais do Estado que fazem parte do Programa Opera Paraíba. “Somente em novembro fizemos 51 cirurgias do Opera Paraíba e, agora em dezembro, já fomos avisados pela SES que faremos mais procedimentos no Opera Paraíba”, disse Dr. Flávio Daniel.