Author: News Comunicação

Palestras sobre hábitos no trânsito marcam o primeiro dia de atividades da SIPAT da Unitrans

Os números de mortes são alarmantes, somente na Paraíba, entre os anos de 2014 e 2016, foram registrados 3 mil óbitos por acidente de trânsito. E as estatísticas mostram que a imprudência é a principal causa de acidentes desta natureza, mas, as pessoas ainda dirigem sem cinto, após ingerirem bebidas alcoólicas, depois de noites mal dormidas, ultrapassam sem segurança, usam o celular ao volante e correm acima dos limites de velocidade. Essas e outras imprudências foram alvo de palestras e apresentação de vídeos no primeiro dia de realização da Semana Integrada de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT), da empresa de ônibus Unitrans. As palestras aconteceram pela manhã e a tarde, no auditório da empresa, em João Pessoa.

O Técnico de Segurança do Trabalho e coordenador do Sesmt da Unitrans, Paulo Roberto fez a abertura do evento enaltecendo a importância das atividades e da participação de todos os colaboradores. Em seguida, a partir do tema “Como estou dirigindo” representantes do Detran, Semob, DER, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar mostraram que um trânsito mais seguro depende, principalmente, da iniciativa e das escolhas de cada motorista. “Faixas de pedestre, sinalização, leis, limite de velocidade, pista dupla são fatores que influenciam na segurança, mas, o que realmente importa são as atitudes, são as escolhas que fazemos ao volante, como motoristas, e nas ruas, enquanto pedestres, por isso a educação no trânsito é fundamental”, argumenta a chefe do Departamento de Educação no Trânsito do Detran, Abimadabe Vieira, uma das palestrantes do primeiro dia da Sipat.

O diretor da Unitrans, empresário Alberto Pereira, prestigiou a abertura dos trabalhos e enalteceu a importância dos debates e atividades da Semana. “Nós que trabalhamos com o transporte de pessoas temos uma preocupação e cuidado redobrados em relação ao trânsito, a forma como nossos motoristas se comportam ao volante, pois uma direção segura é, sobretudo, uma direção responsável e atenta. Esses debates, como os de hoje, ampliam os nossos conhecimentos e nos estimula a fazer as coisas ainda mais certas”, disse Alberto, agradecendo a presença dos representantes de órgãos de trânsito e segurança da Paraíba.

O agente da Polícia Rodoviária Federal, Eitiel, um dos integrantes da corporação que participou da abertura da Sipat, mostrou estatísticas de mortes no trânsito no Brasil e exibiu o vídeo “Minha escolha faz a diferença”, que mostrava cenas de imprudência que resultaram em diversos tipos de acidentes. “O motorista pode escolher entre saúde, segurança e vida, quando respeita as leis e os limites de velocidade, quando usa o cinto de segurança, ou o contrário, quando usa celular enquanto dirige ou comete outras infrações”, disse ele. Dados apresentados por Eitiel mostraram que, em 2015, 62 mil pessoas perderam a vida em acidentes no trânsito no país. Em 2016, outras 56 mil morreram da mesma causa. “Hoje, no Brasil, morrem todos os dias cerca de 150 pessoas vítimas de acidentes no trânsito. Esse é um número absurdo”, reiterou ele.

A participação do gerente de transporte do Departamento de Estradas e Rodagens da Paraíba (DER), Fleming Cabral, reforçou a responsabilidade do condutor para um trânsito mais seguro. O cabo Saulo de Sá, que representou a Polícia Militar no evento, junto com outros PMs e o major Sidnei, ilustrou as imprudências dos motoristas, a partir da exposição de reclamações recebidas pela corporação. “Se cada um fizer a sua parte, nós atingiremos índices de países de primeiro mundo cujas estatísticas de acidentes de trânsito por negligência quase inexistem”, disse ele. Durante o evento, Abimadabe Vieira, presenteou o empresário Alberto Pereira com uma camisa da Semana Nacional de Trânsito, que acontece entre os dias 18 e 25 deste mês. O consultor Mário Tourinho, ex-diretor do Sintur, também enalteceu a responsabilidade dos motoristas com um trânsito seguro e das empresas diante dos desafios de redução de passageiros e aumento de despesas. “É uma equação difícil, que exige dos sistemas de transporte muita responsabilidade e compromisso com o cidadão”, destacou ele.

Coube a diretora da Unitrans, Lorena Dantas, fazer o encerramento das atividades do primeiro dia da Sipat. “Nós trabalhamos para ficar fora destas estatísticas, tanto que temos uma rotina de treinamentos para que nossos motoristas estejam bem treinados e conscientes de seu papel e dentro deste contexto, a Sipat é um momento importante não apenas de reciclar conhecimentos, mas de nos conscientizarmos, ainda mais, da importância de cada um fazer a sua parte, da melhor forma possível, para tornar nosso trabalho mais seguro”, destacou Lorena, agradecendo a presença dos colaboradores e dos representantes das instituições de trânsito. No final, houve distribuição de algumas camisas alusivas a Sipat 2017, que continua nesta quarta e quinta-feira, com outras palestras e a feira de serviços.

Sipat 2017

Nesta quarta-feira (20), está programada uma feira de serviços, que acontecerá das 8h às 17h, e ainda treinamentos de simulação de combate à incêndios, que acontecerão nos turnos da manhã e tarde. Na quinta-feira (21), último dia de atividades, haverá palestras sobre o tema “Atitudes que fazem a diferença no trabalho e na vida”, marcada para as 17h30. A feira de Negócios também acontece entre as 8h e 17h.  As atividades da SIPAT estão inseridas na programação do projeto ‘Operador em Ação’, desenvolvido pela Unitrans, neste mês de setembro.

Deputado Jeová Campos reitera compromisso de lutar pela perenização do Rio Piancó

“O desejo e compromisso de lutar pela perenização do Rio Piancó não é à toa, pois tenho consciência da importância dessa ação, uma vez que esse Rio abastece o maior reservatório de água da Paraíba, pois de Santa Luzia a Sousa, ou seja, cerca de 40 municípios deste trecho, é Coremas Mãe D’água que garante o abastecimento de água, além de cidades do Rio Grande do Norte. Lamentavelmente, esses municípios estão vivendo um momento de muita dificuldade”, disse hoje (19), o deputado estadual Jeová Campos, durante discurso na ALPB. O parlamentar aproveitou para convocar a população, especialmente, das cidades onde a Caravana das Águas vai passar essa semana, nos dias 21 e 22, para se mobilizarem a fim de defender a inclusão das obras do Ramal do Vale do Piancó no orçamento do Ministério da Integração Regional, no próximo ano.

“Queremos que o tratamento que foi dado a Campina Grande e região, e que está na iminência de se realizar em relação ao sertão da Paraíba, também seja dado a mesma oportunidade aos irmãos do Vale do Piancó”, reiterou o parlamentar. Jeová lembrou o prazer de constatar que as obras da transposição do Eixo Norte estão em estágio acelerado. “Foi muito prazeroso ver as obras do Eixo Norte, em estágio bastante adiantado o que nos faz crer que, em breve, teremos a chegada das águas em São José de Piranhas e daí, com certeza, todo o Rio Piranhas será banhado com as águas do Rio São Francisco”, destacou ele.

Jeová fez um apelo público às lideranças de Conceição, Itaporanga, Piancó e Coremas para que se integrem dentro de uma perspectiva de se realizar ações mobilizatórias. “Precisamos que o Ministério da Integração inclua, na sua proposta de orçamento, como prioridade, o início das obras que ligará Mauriti, no Ceará, ao Rio Piancó, através do açude de Condado, na cidade de Conceição e isso só será concretizado a partir da mobilização das pessoas e da pressão política, via bancada federal”, argumentou Jeová.

O parlamentar, que é um dos que mais cobram presença dos deputados no plenário, justificou sua ausência dos trabalhos legislativos na Casa nesta quarta-feira (20), em função da organização da Caravana e nos dias 21 e 22 por causa da mesma. “Estarei ausente da ALPB, amanhã porque vou percorrer todo o Vale do Piancó, como organizador da Caravana, para definir as ações que serão realizadas. E na quinta e sexta feira em função das atividades dela”, avisou Jeová, lembrando que as diárias, alimentação e transporte correrão por conta de cada deputado. “Nós nunca pedimos nenhum centavo neste trabalho parlamentar em campo para qualquer deputado para deslocamento, nem diárias, nem alimentação”, disse ele.

Programação

De acordo com a programação, a Caravana das Águas começa no dia 21, a partir das 8h, em Mauriti (CE), de onde segue para Conceição (PB), passando pelos municípios de Ibiara e Boa Ventura até Itaporanga, onde haverá um ato político, à noite. Na sexta-feira, a partir das 9h, haverá um evento político em Piancó e, à tarde, a partir das 15h, a Caravana será encerrada na cidade de Coremas.

Segundo o deputado, o ato que será realizado em Coremas, além da questão da água, vai chamar atenção também para o fechamento da comarca, prevista pelo Tribunal de Justiça. O parlamentar lamentou a falta de mobilização das lideranças de Conceição e fez um apelo aos deputados que são votados na localidade, especialmente, João Gonçalves, para que ele ajude na mobilização das pessoas.

Superintendente do BNB anuncia instalação de uma agência itinerante para atender produtores na sede da Asplan

O acesso aos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), via Banco do Nordeste (BNB), ou de outras possibilidades de linhas de crédito e financiamento da instituição estarão mais acessíveis aos produtores canavieiros da Paraíba. Isto porque, o BNB vai instalar uma agência itinerante na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). A proposta, que tem o objetivo de agilizar o atendimento aos produtores e simboliza a retomada do relacionamento com a classe canavieira, foi anunciada hoje (19), pelo superintendente do BNB na Paraíba, Jorge Ivan Costa, durante reunião com produtores na sede da Associação, em João Pessoa.

Segundo Jorge Costa, a iniciativa é uma espécie de resgate das relações entre a instituição, que é um órgão do governo federal, ligado ao Ministério da Fazenda, e os produtores canavieiros paraibanos. “De fato, nós estávamos um pouco distantes da classe canavieira, embora tenhamos 230 unidades na Paraíba, e a instalação desta agência itinerante é um passo importante no resgate deste relacionamento”, disse o superintendente do BNB na Paraíba.

De acordo com o gerente executivo do BNB, Silvio Marcos, para instalação da agência, que funcionará no horário bancário, nos mesmos moldes das demais unidades do banco, basta apenas que a Asplan disponibilize uma sala, o que já foi autorizado pelo presidente da Associação, Murilo Paraíso. “A agência vai funcionar no prédio anexo da Asplan”, autorizou Murilo à gerente administrativa da Associação, Kiony Vieira que também participou da reunião. “A partir de amanhã já daremos início aos procedimentos para cessão do espaço ao BNB”, reiterou Kiony. A expectativa é que ainda este mês a agência comece a funcionar.

Além do anúncio da instalação da agência, durante a reunião que contou com a presença do secretário de Agricultura da Paraíba, Rômulo Montenegro, do deputado federal, André Amaral, além de vários produtores canavieiros, foi debatida a questão da informalidade do setor agropecuário e suas implicações no acesso ao crédito bancário, a diferença de tratamento das instituições financeiras em relação ao setor produtivo, a necessidade de ter um tratamento diferenciado entre pequenos, médios e grandes produtores no que diz respeito às exigências de licenças ambientais. A Lei 13.340, que permite o pagamento ou refinanciamento de operações contraídas até dezembro de 2011, com descontos de até 88%, além da Resolução Nº 45.91, que contempla a facilidade de pagamentos de operações realizadas entre 2011 e 2016, também foram assuntos abordados durante a reunião.

Sobre a Resolução, foi solicitado ao deputado federal, André Amaral, que intermedie junto ao governo federal uma solicitação de maior maleabilidade da Resolução, uma vez que ela restringe os benefícios de descontos e condições especiais de negociação aos municípios e localidades onde foi decretado estado de calamidade pública ou emergência. “Como a maior parte da área de produção de cana-de-açúcar não teve o registro desta situação de calamidade ou emergência, a Resolução não contempla a grande maioria dos produtores paraibanos, embora neste período todos nós tenhamos enfrentado a pior seca dos últimos 40 anos, por isso estamos pleiteando que o deputado André Amaral interceda junto ao governo federal para que ele reveja essa questão”, explicou Murilo Paraíso. O parlamentar se comprometeu, já nesta terça-feira (19), acionar sua equipe, em Brasília, para dar encaminhamento ao pleito.

Na reunião também foi explicada as formas de utilização dos recursos do FNE, cuja taxa anual é de 5,65%.  O produtor Fernando Rabelo deu um testemunho de sua satisfação em utilizar recursos do BNB, tanto para adquirir equipamentos, quanto para custeio. “Sou cliente do BNB desde 2004 e estou satisfeito com essa parceria de negócios porque no nosso ramo, especialmente, ninguém consegue trabalhar sem um banco parceiro”, disse o produtor.

Para o secretário de Agricultura, Rômulo Montenegro, a informalidade do setor agropecuário, aliado a prioridade de direcionamento que as instituições financeiras fazem para o grande produtor, em detrimento do pequeno, dificulta o acesso ao crédito para ampla maioria dos produtores. “O direcionamento de recursos ainda é muito favorável ao grande, enquanto o pequeno produtor fica de fora e isso precisa mudar. Infelizmente, ainda falta uma melhor conscientização das instituições bancárias com o setor produtivo. Se tem crédito para o setor rural, que se libere para toda a cadeia produtiva, dos grandes aos pequenos, mas, nós não vemos isso na prática”, disse o secretário, lembrando que o grande desafio é manter esse pequeno produtor em atividade, de forma equilibrada.

Senado promulga suspensão da cobrança de débitos de produtores com o Funrural

O presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB/CE), promulgou nesta terça-feira (12), o Projeto de Resolução 13/2017, que acaba com a cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural – Funrural. Na prática, o PR suspende os trechos das leis anteriores que estabelecia a alíquota e a base de cálculo do tributo. O prazo para apresentação de recurso contra a matéria que foi aprovada, pela CCJ do Senado, terminou na última terça-feira (05), sem registro de contestação. A classe produtiva comemorou a promulgação da matéria.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, comemorou a promulgação do PR. “Essa decisão corrige uma situação de enorme injustiça para com os produtores rurais pessoas físicas, os quais vinham sendo tributados duplamente. A classe produtiva, em especial o produtor pessoa física, recebeu com muita satisfação essa notícia que ajuda a reduzir custos, já que nós pagávamos a contribuição sobre a folha de salários e também sobre o faturamento da produção”, afirmou Murilo.

A proposta, reitera o advogado Jeferson Rocha, beneficia os produtores rurais com dívidas junto ao Funrural e acaba com a cobrança do imposto “O PR reestabelece a segurança jurídica aos produtores rurais e suspende a aplicação de dispositivos da Lei da Seguridade Social relativas à contribuição para a Previdência do trabalhador rural, trechos considerados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2010 e 2011”, explica ele.

Para a senadora Katia Abreu (PMDB-TO), autora do PR, a promulgação faz justiça a mais de 5 milhões de produtores rurais, que teriam um passivo de R$ 17 bilhões se o texto não existisse. Ela lembrou que 86% dos produtores são pequenos e médios e a grande maioria não tem renda líquida. Muitos deles, explicou a senadora, vendem seus produtos, mas acabam com prejuízo. “Nós não estamos correndo de contribuir com a Previdência Social, mas, se todos os outros setores contribuem sobre folha, contribuem sobre o lucro presumido, por que os produtores rurais deveriam contribuir sobre o faturamento bruto?”, questionou a senadora.

Há políticos que se escodem do povo com medo de vaias e represálias, outros transitam livremente em locais públicos sem receio algum

“Eu não tenho medo de caminhar nas ruas, frequentar locais públicos, descer em aeroportos ou frequentar espaços de qualquer natureza, o fato da classe política está desgastada frente a tantos desmandos me entristece, mas não me amedronta, ao contrário me dá ânimo para continuar a ser diferente, a tocar o meu mandato com ações e projetos propositivos, a defender os trabalhadores e cidadãos de meu Estado, a travar lutas e defender bandeiras em favor de meu país. Estar deputado me anima, pois sei que como representante do povo posso contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas e é esse o meu propósito desde o meu primeiro mandato”, disse hoje (13), o deputado estadual, Jeová campos (PSB), ao ser indagado sobre com avalia o desgaste da classe política no país.

Para ele, a revolta do povo é um misto de reflexo da atual conjuntura política nacional somada a um desgaste que a classe política vem sofrendo ao longo dos últimos anos. “O povo não aceita mais que enquanto a classe trabalhadora tem seus direitos prejudicados, a classe política mantenha tantas regalias. O cidadão ao se deparar com tantos desvios, propinas e malas de dinheiro fica desencantado, se sentindo roubado no que lhe é mais caro que é sua confiança e tende a generalizar e tirar todos por alguns, mas, o parlamentar que tem a exata noção de sua responsabilidade e procura usar o seu mandato em prol do bem comum não tem do que temer, pois tem serviços prestados e por isso deve ser julgado nas eleições do próximo ano”, disse o deputado que vai concorrer à reeleição em 2018.

Deputado propõe que a ALPB entre com uma ADIN caso o Tribunal de Justiça não recue com seu projeto de extinguir Comarcas na PB

“Eu não vou propor aqui nenhuma CPI ou medida coercitiva, eu vou pedir ao presidente da ALPB, deputado Gervásio Maia, que dê cumprimento ao Artigo 103, Inciso IV, da Constituição Federal que diz que ‘a Mesa Diretora pode propor uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) caso o Tribunal de Justiça não recue neste projeto de desinstalar Comarcas”, disse hoje (13) o deputado estadual, Jeová Campos (PSB), durante a sessão especial realizada na ALPB, para debater a questão da extinção de comarcas em curso em todo o país.

Se dirigindo ao presidente da Casa, Gervásio Maia Filho, que conduziu a sessão, o parlamentar lembrou que o presidente da ALPB tem o dever de defender as prerrogativas do Poder Legislativo. “Não estou colocado o problema nos seus braços, mas reforçando que há momentos na vida em que é preciso que quem representa o Poder o representa à altura na dimensão das prerrogativas que o cargo requer. Só e somente só poderá ser criada uma comarca através de Lei e quem tem competência para propor e votar o Projeto de Lei, é exatamente o Plenário desta Casa de Epitácio Pessoa”, destacou Jeová se dirigindo a Gervasinho.

“Eu proponho ao presidente da ALPB que, se o tribunal mantiver essa decisão de extinguir comarcas, a Casa entre com uma ADIN e quero fazer outra proposta porque entendo que só há uma forma de barrar esse movimento que é a união da OAB, prefeitos, ALPB, enfim os representantes do povo. Nós temos que enfrentar essa política neoliberal na Justiça, porque nós não podemos aceitar uma Justiça mínima”, disse o parlamentar.

Jeová lembrou ainda que ao se posicionar contra o fechamento de Comarcas, ele está pensando nas pessoas que precisão sair de suas comunidades atrás de soltar o parente que está preso, para requerer um benefício, uma pensão de alimentos. “Isso é inaceitável, isso é cruel e desumano, então vamos derrotar Gilmar Mendes neste projeto, porque esse projeto da Justiça mínima não interessa ao povo brasileiro, nem tão pouco ao povo da paraíba”, afirmou o parlamentar.

Jeová reforçou que só quem pode extinguir Comarcas é o plenário da ALPB. “Não adianta vir com um discurso silogístico para deslegitimar esse Poder, sob o argumento que estão desinstalando. E como fica o agricultor de Coremas que vai precisar deixar a roça em seu município para ir para Pombal requerer sua aposentadoria?. E os conterrâneos de Bonito de Santa Fé, cuja comarca tem mais de 50 anos. Qual a razão de extinguir. E as demais comarcas que estão para serem desinstaladas?”, questionou Jeová.

Ele também criticou a política que o Tribunal de Justiça está adotando “Nós temos sido muito respeitosos com o Tribunal e vamos continuar assim, mas o TJ vem adotando uma postura de desinstalar Comarcas e  fazendo isso sem planejamento, sem levar em consideração que temos hoje, na Paraíba, 47 juízes sem pasta que estão aqui entre Campina Grande e João Pessoa, na condição de juízes auxiliares”, disse o deputado, sugerindo que ao invés de desinstalar as Comarcas, o TJ  devolva os juízes para onde efetivamente eles possam  atender os cidadãos que batem às portas da Justiça.

Jeová participa de cerimônia na Barragem de Tucutu e de obras em Cabrobó e festeja andamento das ações do Eixo Norte

“Esse é um momento muito simbólico para o meu mandato, pois estou vendo que a retomada das obras do Eixo Norte, que tanto pedimos e esperamos, está acontecendo na prática”, disse hoje (11), o deputado estadual Jeová Campos (PSB), logo após participar da cerimônia de abertura das comportas da Barragem de Tucutu e da visita às obras do Eixo Norte no município de Pentecoste (CE). O parlamentar participou também do acionamento das duas bombas da primeira estação de bombeamento “EBI-1” do Eixo Norte do Projeto Integração do São Francisco, em Cabrobró (PE).

O parlamentar, que estava acompanhado do secretário estadual João Azevedo, lembra que a abertura das comportas de Tucutu liberou água para a barragem de Terra Nova. “A partir daí, as águas seguirão o curso normal da obra que, em breve, possibilitará a inauguração da estação de bombeamento número dois e três, que são estações imprescindíveis para que a água chegue a Engenheiro Ávidos e, finalmente, no meu sertão paraibano”, comemorou Jeová.

A expectativa, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Integração Regional, é de que, quando concluído, o Eixo Norte da Transposição beneficie 7,1 milhões de pessoas, de 223 cidades nordestinas. A previsão é de que a água do Rio São Francisco chegue ao sertão paraibano ainda no primeiro trimestre de 2018. Ainda de acordo com o Ministério, as etapas 2N e 3N estão com 99,5% e 98,40% de execução, respectivamente. A etapa 1N, que havia sido interrompida em decorrência da paralisação do serviço prestado pela empresa responsável pela obra, já foi licitada, retomada e está em pleno andamento com 92,47% de execução física.

Deputado André Amaral se reúne com produtores da Paraíba e se compromete a defender pleitos da classe produtiva em Brasília

        

O deputado federal André Amaral (PMDB) se reuniu, nesta segunda-feira (04), com produtores de cana-de-açúcar paraibanos. A reunião aconteceu na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa, e contou com a participação do presidente da entidade, Murilo Paraíso, além de diretores da Associação e produtores associados.

Do encontro, que se transformou numa grande mesa redonda sobre questões de interesse da categoria, o parlamentar levantou dados e subsídios para defender pleitos do setor, a exemplo da questão do pagamento da subvenção que, mesmo aprovada pelo governo federal, ainda pela ex-presidente Dilma, e que deveria ser paga em julho de 2015, até agora não foi concretizada.

A questão da revisão da política de desarmamento, no que diz respeito ao porte legal de arma, especialmente, para aumentar a defesa do produtor rural, haja vista a elevada incidência de roubos e crimes no campo nos últimos anos e ainda as perspectivas para as eleições do próximo ano foram também assuntos abordados durante a reunião.

O deputado se mostrou solicito aos pleitos apresentados, se dispôs a dar os encaminhamentos necessários, através de seu gabinete, e já agendou para a próxima semana uma reunião de trabalho, em Brasília, com o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima. “Os pleitos são justos e pertinentes e o meu mandato está à disposição para ajudar no que for preciso”, reiterou o parlamentar, lembrando da importância da cultura canavieira para o desenvolvimento da Paraíba. “A cana-de-açúcar é um dos principais componentes da economia paraibana, é a cultura que mais se destaca na região e a que mais gera emprego”, salientou André Amaral.

O presidente da Asplan, Murilo Paraíso, agradeceu a atenção e disponibilidade do deputado e lembrou da importância dos parlamentares da Paraíba e do Nordeste defenderem a classe produtiva. “Nós temos um papel fundamental na economia e desenvolvimento do Nordeste, mas, mesmo assim, ainda temos que lutar para ter os apoios políticos necessários para defesa de nossos pleitos, de forma que agradecemos muito o interesse do nobre parlamentar em nos ajudar em causas tão importantes para todos nós”, disse Murilo.

As águas do Rio São Francisco não podem ser disponibilizadas como objeto de negócio afirma deputado

        

Boa parte dos debates e discursos realizados, nesta quarta-feira (06), na Assembleia Legislativa, focaram a proposta do Ministério de Minas e Energia de privatização de parte da Eletrobrás. Até aliados do atual governo criticaram a medida enfatizando a fragilidade que isso causaria na soberania nacional. O deputado estadual Jeová Campos (PSB), um dos que se pronunciou a respeito do tema, foi ainda  mais enfático: “As águas do Rio São Francisco não podem ser disponibilizadas como objeto de negócio”, disse ele.

Para o parlamentar, esse debate não pode ser reduzido a uma questão de privatizar ou não privatizar. “Nós não temos condições políticas de privatizar um rio, mais ainda quando nós dependemos deste rio. Hoje, 40 cidades da Paraíba, sem falar no Vale do Piancó, dependem do Rio São Francisco e outras tantas no Nordeste. Nós precisamos que Coremas seja alimentado pelo Rio São Francisco. Então,  como vai se falar de venda da Chesf se o rio está envolvido”, indagou ele.

Segundo Jeová, o movimento contrário a essa privatização merece não apenas seu apoio e solidariedade, mas de todos que defendem a soberania nacional. “Essa questão tem tudo a ver com a minha linha de atuação, mas, independente disso, esse debate não cabe nenhuma luta política partidária, porque trata-se de uma questão de soberania nacional, porque água não pode ser objeto de negócio e de venda. Água é indispensável”, disse o parlamentar, que elogiou a iniciativa do presidente da ALPB, deputado Gervásio Maia Filho, de ter chamado a Casa para fazer esse enfrentamento político.

Jeová fez ainda duras críticas a Michel Temer e enalteceu que ao propor a privatização da Eletrobrás o atual governo não está pensando nos interesses nacionais. “De fato, propor algo nessa linha, quando se é presidente da república, significa que não se está pensando no conceito de nação, de independência, não falo nem de autonomia, é de soberania nacional mesmo. A água que corre no rio é indisponível, ela não pode ser disponibilizada em hipótese nenhuma para negócio. Eu posso dizer com convicção que não terá nenhum sentido continuar na luta pela transposição se nós abrirmos  mão deste patrimônio que é do povo brasileiro. Nós não podemos, de jeito nenhum, permitir isso”, reiterou o parlamentar.

O deputado Renato Gadelha, presidente da Frente Parlamentar da Água da ALPB, cujo partido é aliado do governo Temer, reiterou que nessa questão, há divergências de pensamento. “Mesmo aliado, temos questões que nós não podemos concordar e essa é uma delas porque trata-se de um assunto de segurança nacional e nós não podemos deixar as hidrelétricas, os grandes mananciais e reservatórios do país na mão de terceiros, independente de serem brasileiros ou estrangeiros. Sou contra esse pensamento maléfico de tentar privatizar essas instituições que são necessárias ao desenvolvimento do Brasil. A geração de energia e outras entidades que fazem parte do patrimônio nacional e que servem à população jamais deveriam ser privatizadas”, disse Renato Gadelha.

Jeová Campos argumenta que a extinção de comarcas

é, na realidade, a penalização dos mais pobres

 

“É necessário e urgente dialogarmos sobre a extinção de comarcas e é bem razoável que a gente faça esse debate na próxima semana. O fechamento de comarcas vai dificultar a vida dos mais humildes, vai comprometer o acesso das pessoas à Justiça, Precisamos encontrar uma agenda nesta Casa para debater esse processo que está em curso em todo o país e que vai penalizar os mais pobres”, afirmou o deputado estadual, Jeová Campos (PSB), em discurso na manhã desta quarta-feira (06), durante o pequeno expediente da Assembleia Legislativa. O parlamentar cobrou da ALPB a realização de uma audiência pública para debater o tema.

De acordo com Jeová, a proposta de debater o fechamento de comarcas tem o objetivo de ajudar o Tribunal de Justiça da Paraíba a encontrar uma solução para esse assunto. “Nós não podemos agir como se não tivéssemos nada a ver com isso. Com o fechamento destas comarcas, as pessoas terão que se deslocar para localidades mais distantes para resolver questões judiciais e isso, muitas vezes, vai impossibilitar o acesso à Justiça para o cidadão comum”, reitera o parlamentar que também é advogado.

Jeová lembra, por exemplo, que um cidadão de Paulista e Coremas vai ter que ir para Pombal, outro de Bonito de Santa Fé vai ter que ir para São José de Piranhas, que a comarca de Coremas, que é centenária e concentra muitos processos, simplesmente vai fechar. “Isso é muito sério. Desde que me entendo de gente que nunca vi falar em extinção de comarcas. Crises econômicas, aconteceram ao longo de décadas e décadas, mas nunca ninguém agiu como está fazendo vossa excelência, o ministro Gilmar Mendes, na condução do presidente do TSE de fazer uma falsa desinstalação, quando na realidade é uma extinção”, reiterou o deputado.

Segundo Jeová, o argumento de que a medida se justifica pela economia não tem fundamento. “O que seria economia é se os juízes que estão sem varas, sem titularidade voltassem a trabalhar nas comarcas. Isso é que seria razoável e oportuno”, disse o deputado. “Essa medida de reduzir o tamanho da Justiça precisa ser revertida, pois não tem sentido essa redução de custos como está sendo proposta. Isso só prejudicará o cidadão. Qual é a lógica dessa justiça mínima que só causa prejuízos ao cidadão que terá custos maiores para resolver problemas judiciais?”, questionou o parlamentar.