Author: News Comunicação
ALPB realiza audiência pública para debater a implantação de políticas públicas de segurança alimentar para a agricultura familiar
Numa propositura conjunta dos deputados Jeová Campos, presidente da Frente Parlamentar da Água e da Agricultura familiar, Cida Ramos e Chió, a Assembleia Legislativa realizará, na próxima quinta-feira (16), a partir das 10h, uma Audiência Pública virtual. O objetivo da iniciativa é debater a implantação, urgente, de políticas públicas de segurança alimentar eficientes para a agricultura familiar paraibana. A audiência, que ocorrerá de forma não presencial, poderá ser acompanhada através da TV Assembleia, em sinal aberto digital, por meio do canal 40.2, ou ainda pelos canais pela NET TV (canal 11), VIVO TV (340.2), bem como pelo canal da ALPB no YouTube.
“Essa é uma pauta importante para os produtores rurais paraibanos e que precisamos retomar o mais urgentemente possível, pois são muitas as dificuldades enfrentadas por esses produtores diante do quadro restritivo imposto pelas medidas de isolamento social, neste período de pandemia do novo coronavírus”, destaca o deputado Jeová Campos, reforçando que a iniciativa é uma ação conjunta de seu mandato com os colegas parlamentares Cida Ramos e Chió.
O secretário de Estado da Agricultura Familiar e Desenvolvimento do Semiárido, Luiz Couto, além de lideranças e autoridades públicas, representantes de entidades e movimentos sociais e populares ligados à Agricultura Familiar já confirmaram que vão participar da audiência pública para ampliar o debate e contribuir com sugestões.
- Audiência é uma propositura conjunta dos deputados Jeová Campos, Chió e Cida Ramos
Complexo Hospitalar de Patos realizou 1422 cirurgias no primeiro semestre
Referência para urgência e emergência de 86 municípios do sertão paraibano e ainda para tratamento oncológico por meio do Hospital do Bem, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, também realiza diversos tipos de cirurgias. Relatório da unidade aponta que de janeiro a junho deste ano foram realizados 1422 procedimentos, sendo a maioria deles de cirurgias ortopédicas, com 653 procedimentos, seguidos de cirurgia geral, com 281 registros.
A terceira maior demanda de cirurgia do Complexo no primeiro semestre de 2020, de acordo com o relatório de gestão, foi de cirurgias oncológicas, entre as quais destacam-se as de mama e útero. As cirurgias vasculares ocuparam a quarta posição na unidade com uma demanda, neste período, de 175 procedimentos, enquanto as de bucomaxilo ficaram na quinta posição com 67 casos.
Houve ainda registros de nove cirurgias urológicas, quatro procedimentos de otorrino e ainda mais quatro cirurgias plásticas reparadora. Em média, o Complexo realiza 142 cirurgias/mês. “A especialidade de ortopedia é a que responde por maior demanda de cirurgias da unidade, com um percentual de 44% do total de procedimentos, devido aos casos de acidentados que são encaminhados para cá, e boa parte dos quais necessita de algum procedimento cirúrgico em decorrência da gravidade das lesões”, explica a diretora geral do Complexo, Liliane Sena.
Ainda segundo a direção do Complexo, com a ampliação do número de leitos de UTIs e também, em breve, do bloco cirúrgico, a capacidade de atendimento da unidade será ampliada. “Há um projeto de ampliação já anunciado pela Secretaria Estadual de Saúde que já iniciamos com a implantação de 20 novas UTIs Covid que, quando acabar a pandemia, poderão ser incorporadas aos serviços do hospital, que inclui ainda ampliação do nosso centro cirúrgico e outras intervenções já anunciadas pelo secretário, Geraldo Medeiros”, finaliza Liliane, lembrando que o Hospital do Bem passa, atualmente, por uma ampliação que vai permitir a incorporação de mais leitos, além dos 25 já existentes no local.
- As cirurgias oncológicas também acontecem no Complexo
- As cirurgias ortopedicas respondem por 44% da demanda do Complexo
- De janeiro a junho deste ano foram realizadas 1422 cirugias no Complexo de Patos
- De janeiro a junho deste ano foram realizadas 1422 cirugias no Complexo de Patos
Complexo Hospitalar de Patos é referência para o sertão em cirurgia bucomaxilofacial
Com uma equipe de oito profissionais efetivos concursados que trabalham em regime de escala diária, tendo sempre à disposição dois profissionais a cada plantão para atendimentos das cirurgias bucomaxilofacial de urgência e emergência, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, é referência no sertão paraibano nesta especialidade, que é a terceira mais solicitada da unidade, ficando atrás apenas das cirurgias ortopédicas e gerais, respectivamente. Além de Patos, esse tipo de procedimento cirúrgico só é realizado em Campina Grande e João Pessoa. Relatório da unidade aponta que de janeiro a junho deste ano foram realizadas 67 procedimentos nesta especialidade, com uma média de 11 cirurgias/mês. Nesta quinta-feira (09), a unidade zerou as cirurgias bucomaxilofaciais.
O coordenador do setor de bucomaxilo do Complexo, o cirurgião-dentista Luciano Pires de Figueiredo, que atua na unidade desde 2010, explica que os casos mais constantes em Patos são os traumas, advindos de acidentes com motos, automóveis, agressão física e quedas, sendo os casos mais complexos os traumas da região frontal com afundamento e as fraturas cominutivas do terço-médio da face. Única referência no sertão da Paraíba, o Complexo tem capacidade para realizar cirurgias BMF de qualquer porte, porém, precisa de mais salas de cirurgia totalmente equipadas e caixas cirúrgicas para que a equipe possa realizar ainda mais procedimentos diários. “Há um projeto de ampliação de salas de bloco cirúrgicos e de UTI em curso que, em breve, vai ampliar nossa capacidade de atendimento”, reforça a diretora geral do Complexo, Liliane Sena.
Segundo Dr. Luciano, as cirurgias realizadas no Complexo duram, em média, cerca de duas horas, mas, há procedimentos que chegam a duplicar esse tempo devido à gravidade das lesões e a complexidade dos procedimentos para restauração da parte afetada pelo trauma. “No Complexo, há admissão quase diária de pacientes, chegando a fazer mais de uma internação por plantão e os casos são os mais diversos possíveis”, afirma o coordenador do setor de BMF.
Ainda segundo Dr. Luciano, em casos de lesões que afetem a face, o aconselhável é manipular o mínimo possível a ferida, devendo apenas colocar uma compressa em casos de hemorragia e se dirigir o mais rápido possível para um serviço de saúde. “Alguns casos podem evoluir para óbito, caso não sejam atendidos imediatamente”, afirma ele.
Sobre cirurgia buco-maxilo-facial
A cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial é uma especialidade da odontologia que trata as doenças da cavidade oral e seus anexos, tais como: traumatismos e deformidades faciais (congênitos ou adquiridos), traumas e deformidades dos maxilares. Dentre as doenças, existem os tumores, os cistos nos maxilares, as manifestações associadas a doenças sistêmicas como AIDS, tuberculose e sífilis, entre outras. As deformidades faciais são compreendidas desde as sequelas de doenças, como o câncer (os traumas severos), até distúrbios de desenvolvimento (como as síndromes) ou alterações do desenvolvimento, como o prognatismo (aumento dos maxilares) e micrognatismo (diminuição dos maxilares), ou a combinação delas. A cirurgia buco-maxilo-facial é de âmbito ambulatorial ou hospitalar. Nos ambulatórios ou consultórios são exercidas cirurgias menores, na sua grande maioria sob anestesia local, onde são, por exemplo, removidos dentes inclusos, pequenos tumores benignos, cistos, lesões periapicais, implantes dentários e cirurgias para adaptações protéticas, entre outras. As cirurgias de grande porte são realizadas sob anestesia geral em ambiente hospitalar como as que acontecem no Complexo de Patos.









Idosa, diabética, hipertensa e cardiopata ex-paciente do Complexo de Patos vence a Covid e é inspiração para outras pessoas superarem a doença
73% dos pacientes que vieram a óbito no Brasil vítimas de complicações da Covid-19 têm mais de 60 anos, de acordo com os dados mais recentes do ministério da Saúde. E se o idoso tiver comorbidade, esse percentual é ainda maior. Mas, essa estatística não se aplicou a aposentada Francisca Maria de Assis, de 88 anos, moradora do bairro Belo Horizonte, de Patos, que venceu o coronavírus mesmo sendo uma paciente considerada de risco, já que além da idade, ela é diabética, hipertensa e cardiopata. A Sra. Francisca ficou sob os cuidados do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, durante uma semana. A alta dela, no dia 29 de junho, foi bastante festejada pela família que agora torce pela recuperação de seu esposo, o Sr. José Maria Sutero, de 95 anos, que desde o dia 02 de julho último está na UTI, sob os cuidados da equipe Covid do hospital de Patos.
A Sra. Francisca deu entrada no Complexo no dia 22 de junho, num quadro considerado grave, com febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço, perda de olfato e paladar. Ela chegou numa ambulância do SAMU, inconsciente e após a realização de testes foi confirmado o diagnóstico de Covid. Ela tem poucas lembranças de sua permanência na unidade, onde ficou na UTI e depois na enfermaria, mas, sem a necessidade de suporte ventilatório invasivo. Ela não precisou ficar intubada e foi tratada com uma combinação de antibióticos, antiviral e anticoagulantes. E aos poucos foi reagindo ao tratamento e revertendo o quadro agudo até sua alta que foi bastante comemorada pela equipe da unidade.
“Não tenho muitas lembranças da minha internação, mas, do que me lembro sei que fui muito bem tratada, o atendimento foi muito bom, lembro de usar oxigênio para respirar melhor e de ser carinhosamente acolhida pela equipe, inclusive, por uma funcionária cujo nome não lembro, mas que disse que vinha aqui tomar café comigo quando eu me recuperasse totalmente”, disse dona Francisca, cobrando a promessa da colaboradora do Complexo.
A filha da Sra. Francisca, Maria da Guia, fala com satisfação da recuperação da mãe e espera que seu pai tenha a mesma evolução. “Minha mãe é idosa, toma remédios para pressão, para o coração, mas Deus agiu e ela venceu a Covid-19 e já voltou para casa. Todo muito está feliz com a volta dela e agora esperamos o mesmo com nosso pai”, disse Guia, fruto da união de 67 anos do casal, que no dia 09 de novembro próximo completará 68 anos de casados. Dessa união, nasceram 14 filhos, dos quais nove estão vivos e todos moram em Patos. Eles têm ainda 33 netos, 28 bisnetos e um tataraneto.
Dona Francisca está em casa e segue aguardando seu esposo retornar para casa para reforçar o juramento que fizeram há 67 anos: estarem juntos na saúde e na doença. A família não sabe ao certo como o casal contraiu a Covid, mas, a suspeita recai sobre o comércio de melancia que eles mantêm em casa o que, inevitavelmente, os coloca em contato com várias pessoas. Agora é torcer para a recuperação do Sr. José que encontra-se na UTI Covid do Complexo com quadro estável, mas, ainda com a necessidade de respirador. Na tarde desta quarta-feira (08), ele foi retirado da ventilação mecânica invasiva, mas, como voltou a apresentar desconforto respiratório teve que ser reintubado.
- A Sra. Francisca, com a filha, Maria da Guia, já em casa após a alta do hospital
- Idosa e com várias comorbidades, a Sra. Francisca venceu o Covid-19
- O momento da alta da Sra. Francisca do Complexo de Patos
Complexo Hospitalar de Patos realiza reunião multiprofissional com as equipes que prestam assistência nas UTIS COVID da unidade
Numa UTI o objetivo comum é a recuperação do paciente em tempo hábil, num ambiente físico e psicológico adequados, onde a atitude particular de cada membro da equipe que ali trabalha está orientada para o aproveitamento das facilidades técnicas existentes, aliadas a um bom relacionamento humano. E para um bom trabalho em equipe, deve existir além do espírito de equipe, o respeito mútuo entre os membros da mesma, para que cada um desempenhe harmonicamente o seu papel em área de sua responsabilidade, através da união de conhecimentos, experiências e habilidades. E é justamente para reforçar a importância dessa convergência de atitudes que médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas que atuam na UTI COVID do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, estão participando de uma ação cotidiana que atualiza fluxos internos para melhor direcionamento da assistência multiprofissional executada na Unidade de Terapia Intensiva do isolamento COVID da unidade.
A capacitação permanente tem acontecido com todas as equipes plantonistas do setor, de forma diária, explica a Gerente de Enfermagem do CHRDJC, Séfora Cândida Vasconcelos, que junto com o médico responsável técnico pelas UTIS, Dr. Victor Couto e a coordenadora de Enfermagem do setor, Edinelza de Queiroga, conduzem a ação. “É importante ressaltar que está capacitação será realizada com todas as equipes plantonistas do setor, todos os dias, efetivando assim o compromisso da gestão estadual e da gestão local do CHRDJC em garantir aos profissionais que estão na linha de frente, momentos de educação permanente, visando sempre uma assistência integral e equânime ao paciente do isolamento COVID”, destaca Séfora, lembrando que esse trabalho começou a ser desenvolvido nesta terça-feira à noite e acontecerá, permanentemente, daqui em diante.
O Complexo de Patos é uma das unidades de saúde do estado referência no sertão para atendimento de casos de COVID-19. O Hospital dispõe de 20 leitos de UTI COVID mais 30 leitos de Enfermaria. Além de Patos, Pombal, Cajazeiras e Piancó são municípios referência para casos de coronavírus. A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, lembra a importância desse atendimento no sertão paraibano. “Ter unidades de referência para casos de Covid no sertão e que usam os protocolos e dispõem de equipamentos que são utilizados em nível nacional para casos desta natureza é uma segurança e tranquilidade para a população que sabe que em caso de necessidade terão acesso ao tratamento adequado, perto de casa”, destaca Liliane.
- A equipe multiprofissional da UTI desta quarta-feira também participou da ação
- Médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas durante a reunião multiprofissional do Complexo
Mesa Diretora da ALPB assume autoria de requerimento que pede cancelamento da desinstalação da comarca de Uiraúna ao TJPB
O Requerimento nº 9.721/2020, inicialmente de autoria do deputado estadual Jeová Campos, passou a ser um pleito da ALPB, após o autor da matéria sugerir ao presidente da Casa, Adriano Galdino que, em nome de todos os deputados paraibanos, encaminhasse ao Desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, uma manifestação contrária a desinstalação da comarca de Uiraúna. Como vários deputados pediram para serem coautores da iniciativa e outros pedira para subscrever o pedido, o parlamentar cajazeirense abriu mão da autoria para que a Casa encabeçasse a solicitação.
“Agora não é apenas um deputado, mas todos os parlamentares paraibanos que irão solicitar ao TJPB que promova o imediato sobrestamento do processo administrativo Nº 2020073926, que dispõe sobre o projeto de resolução -desinstalação da comarca de Uiraúna e agregação à comarca de Sousa -, tendo em vista a pandemia provocada pelo novo coronavírus (covid-19)”, destaca Jeová Campos. O requerimento também propõe a realização de um debate, através de uma Audiência Pública, a fim de possibilitar um amplo debate presencial sobre o tema com todos os interessados no assunto, de modo especial com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil, Defensoria Pública, demais membros da sociedade civil organizada e seus representantes.
Jeová lembra ainda que o Tribunal de Justiça alega relevante motivo de ordem pública para a desinstalação de comarcas, mas, que essa questão precisa ser revista porque prejudica o acesso da Justiça às pessoas mais necessitadas. “Quando se deveria fazer exatamente o contrário, ou seja, facilitar o acesso do povo a Justiça, o Tribunal faz exatamente o contrário porque desinstalar uma comarca, na realidade, significa extinguir esse espaço tão importante de acesso a própria Justiça”, reitera o parlamentar.
O deputado Raniery Paulino (MDB) levantou uma questão importante sobre essa problemática da extinção de comarcas, lembrando que para instalação destes espaços o TJPB precisa pedir o aval da ALPB e deveria também solicitar tal permissão no momento em que decide desinstalar. “Se para instalar é necessário a autorização da ALPB, o mesmo deveria ocorrer no momento em que o Tribunal decide extinguir. Isso porque todo mundo sabe que o termo desinstalação nada mais é que extinguir”, argumentou o parlamentar. Durante a votação, outros deputados lembraram que não foi somente a comarca de Uiraúna que passa por esse processo, mas, o presidente da ALPB disse que a discussão do requerimento se restringia apenas a comarca de Uiraúna e não abriu espaço para mais debates.
Sessão remota da ALPB tem várias iniciativas importantes do deputado Jeová Campos aprovadas
A sessão remota da ALPB, realizada na manhã desta quarta-feira (08), foi uma das mais produtivas dos últimos tempos. Mesmo com uma pauta extensa e uma Ordem do Dia com várias matérias, os parlamentares paraibanos, sob a condução do presidente da Casa, Adriano Galdino, aprovaram diversas matérias. Um dos deputados que teve todas as suas iniciativas aprovadas foi Jeová Campos. “Tivemos uma sessão produtiva e bastante interativa e aprovamos diversas matérias que são importantes para os paraibanos”, destacou Jeová.
Uma das iniciativas que inclusive extrapolam os limites geográficos da Paraíba, diz respeito ao requerimento 9.654/2020 que trata do encaminhamento de um ofício ao Presidente da República, Presidente da Câmara Federal, Presidente do Senado, Deputados Federais e Senadores Paraibanos, reiterando o pleito que solicita a prorrogação do pagamento do benefício assistencial, no mesmo valor atualmente pago (R$ 600,00), aos trabalhadores autônomos, desempregados e sem renda, até o final da vigência dos efeitos do decreto de calamidade pública que é 31.12.2020. “Isso é de suma importância porque minimiza os efeitos financeiros provocados pela crise da pandemia do novo Coronavírus, especialmente da população mais pobre e vulnerável do Brasil”, argumenta Jeová, lembrando que foi dele a iniciativa pioneira, em nível nacional, de começar esse debate.
Outra matéria aprovada na sessão desta quarta-feira, foi o Requerimento 10.089/2020 que solicita a realização de uma Audiência Pública, provavelmente a ser realizada, de forma remota, no próximo dia 16, às 10h, no âmbito da Frente Parlamentar da Água e da Agricultura Familiar. O objetivo dessa iniciativa, segundo o deputado, é debater sobre a implantação, urgente, de políticas públicas de segurança alimentar eficientes para a agricultura familiar paraibana. “Essa é uma pauta importante para os produtores rurais paraibanos e que precisamos retomar o mais urgente possível”, disse Jeová.
Uma outra iniciativa do deputado cajazeirense, o Requerimento nº 9.722/2020 pede que seja encaminhado expediente, ao Governador do Estado da Paraíba, João Azevêdo, no sentido de avaliar a possibilidade de conceder anistia de débitos de Impostos sobre Propriedade de Veículos Automotores –IPVA, aos proprietários de motocicletas que se encontrem em atraso até o exercício de 2019. Essa solicitação se destina, exclusivamente, aos proprietários de veículos que são utilizados por agricultores familiares, moto-taxistas, moto-frentistas, autônomo ou cooperativado. A matéria propõe ainda que o licenciamento em atraso seja parcelado em 10 (dez) pagamentos mensais.
Também é de autoria de Jeová o requerimento Nº 9.818/2020, que solicita ao governador e ao Secretário de Estado da Infraestrutura e Recursos Hídricos da Paraíba, a adoção de medidas administrativas no sentido de promoverem intervenções na parede do Açude Epitácio Pessoa, situado na cidade de Cajazeiras. Conhecido como Açude Grande de Cajazeiras, o local presenta infiltrações na estrutura da parede, provocando alagamento em parte de algumas ruas próximas ao mesmo. “Essa situação tem causando transtornos e também medo aos moradores da cidade, uma vez que o manancial está com quase toda sua capacidade de recarga de água. É preciso que o Governo tome providências urgentes para resolver esse problema”, diz Jeová.
O deputado propôs ainda, através do requerimento Nº 9.973/2020, que fosse consignada na ata dos trabalhos da ALPB, uma Moção de Pesar pelo falecimento do jornalista paraibano, Adelson Barbosa dos Santos Filho, ocorrido no último dia 27 de junho de 2020, em João Pessoa. Ícone de uma geração de jornalistas que tinham faro, ética e compromisso com a verdade dos fatos, Adelson Barbosa faleceu vítima de um câncer, aos 58 anos.
Foi também do deputado, a autoria de uma Moção de Aplauso pelo aniversário de fundação da Rádio Alto Piranhas, sediada na cidade de Cajazeiras, que completou 54 anos de sua fundação no dia 01 de julho, assim como a solicitação da construção de um ginásio poliesportivo na escola estadual de ensino fundamental, situada no distrito de Gravatá, no município de São João do Rio do Peixe. O parlamentar sugere que na construção do ginásio seja utilizado os recursos orçamentários da Emenda de Apropriação nº 130, no valor de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), aprovada pela ALPB, referente ao orçamento de 2020.
Foi aprovado também na sessão desta quarta-feira, o requerimento de Nº 10.107/2020 de Jeová que solicita a perfuração de poços tubulares nas comunidades rurais e territórios que praticam a agricultura familiar no Estado da Paraíba. Para tanto, ele sugere a utilização de recursos orçamentários da Emenda de Apropriação nº 131, no valor de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), aprovada pela ALPB, referente ao orçamento de 2020. “Termino a participação na sessão de hoje muito alegre, pois além de vários pleitos meus, foram aprovadas outras matérias de interesse do povo paraibano. Isso mostra que o trabalho que vem sendo feito pelos deputados paraibanos, mesmo de forma remota, não ficou prejudicado com a pandemia”, finaliza Jeová.
MP que cria Programa Emergencial de Acesso a Crédito deve ser apreciada pela Câmara dos Deputados em sessão desta quarta-feira
A Medida Provisória nº 975, de 1º de junho de 2020, que institui o Programa Emergencial de Acesso a Crédito e altera a Lei nº 12.087, de 11 de novembro de 2009, e a Lei nº 13.999, de 18 de maio de 2020, que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados, deve ser apreciada nesta quarta-feira (08), pelos parlamentares. O relator da MP, o deputado paraibano, Efraim Filho (DEM), entregou seu parecer nessa terça-feira (07), com algumas mudanças feitas no texto original e a expectativa, segundo o parlamentar, é que a matéria seja apreciada em plenário ainda hoje devido a importância da iniciativa na atual conjuntura.
A MP institui o Programa com o objetivo de facilitar o acesso a crédito por meio da disponibilização de garantias e de preservar empresas de pequeno e de médio porte diante dos impactos econômicos decorrentes da pandemia de coronavírus (Covid-19). “O principal foco desta iniciativa é a proteção de empregos e da renda. Esse é um programa bastante ousado, que tem o desafio de fazer ‘linha de crédito’ virar dinheiro de verdade aplicado na vida real das empresas. Não haverá retomada econômica sem preservarmos empregos e empresas, por isso quebramos todas as travas para que o dinheiro realmente chegue na ponta, para valorizar quem produz no Brasil”, disse Efraim em entrevista para o jornal Estadão.
Ainda segundo o parlamentar paraibano, a expectativa é que o programa emergencial de acesso a crédito para empresas consiga destinar R$ 80 bilhões para micro, pequenas e médias empresas. Com uma garantia dada a essas operações de crédito de R$ 20 bilhões, a expectativa é que os bancos emprestem até quatro vezes esse valor.
O Programa é destinado a empresas que tenham sede ou estabelecimento no País e tenham auferido no ano-calendário de 2019 receita bruta superior a R$ 360 mil e inferior ou igual a R$ 300 milhões – estando, assim, destinado às pequenas e médias empresas. Em sua relatoria, o deputado Efraim Filho atestou que a MP atende os requisitos de constitucionalidade previstos no art. 62 da Constituição Federal, que os requisitos da urgência e da relevância constitucionalmente exigidos para a adoção da Medida Provisória estão devidamente cumpridos, que a matéria é passível de regulamentação por medida provisória, pois não incide em nenhuma das restrições contidas no art. 62, §§ 1º e 10, e no art.246 da Constituição Federal e que a Medida Provisória não afronta dispositivos de natureza material da Carta Magna.
“Não há, portanto, qualquer óbice constitucional à sua admissão. Observamos, ainda, a juridicidade da matéria tratada na Medida Provisória, pois se harmoniza com o ordenamento jurídico e não viola qualquer princípio geral do Direito e em relação à técnica legislativa, também não verificamos vícios na Medida Provisória. O texto está de acordo com os preceitos da Lei Complementar nº 95, de 26 de fevereiro de 1998. Portanto, somos pelo atendimento aos pressupostos constitucionais de relevância e urgência, constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa da Medida Provisória nº 975, de 2020”, relatou Efraim em sua análise.
Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, a MP é um alento que chega em muito boa hora. “É preciso lembrar que essa MP contempla vários setores da economia formal, inclusive, o produtor rural, o pequeno empreendedor, o comerciante, o lojista, donos de bares e restaurantes, enfim, vários segmentos da economia que geram empregos e renda e que estão enfrentando uma grave crise nesta pandemia e que só conseguirão se soerguer e manter os negócios se tiverem um aporte de recursos que minimizem esses prejuízos. Na realidade comparo essa iniciativa do Governo Federal a um respirador para um doente crônico de Covid. Se ele não tiver acesso ao equipamento, morrerá. Assim acontece com os negócios na atual conjuntura”, destaca o dirigente canavieiro, parabenizando o deputado Efraim pela relatoria e o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe pela iniciativa da Medida Provisória.
Colaborador do Complexo de Patos vence o Covid-19 e diz que sua fé em Deus e o amor dos familiares e amigos o fez superar a doença
Foram oito dias de batalha, sete dos quais passados na UTI, para recuperar sua capacidade respiratória e melhorar dos sintomas do Covid-19. Mas, nem mesmo quando fez a penúltima Tomografia, que atestou um comprometimento pulmonar de 50% a 70%, Jullierme Sousa de Araújo, 44 anos, que atua no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, como técnico de imobilização ortopédica, desde março de 1994, perdeu as esperanças de voltar para casa e reencontrar a esposa e seus dois filhos, um garoto de sete anos e uma jovem de 22 anos. E a tão esperada alta aconteceu nesta segunda-feira (07), um dia após ele deixar a UTI e ir para a Enfermaria, onde permaneceu 24h em observação. Colegas de Jullierme se emocionaram junto com ele nesta despedida que foi só alegria e gratidão.
Natural de Patos, mas, atualmente, morando em São José de Espinharas, Jullierme trabalha na linha de frente do Complexo, atendendo um grande fluxo de pessoas, de várias cidades, que procuram o serviço do Centro de Imagens da unidade, onde funciona o setor que ele atua. Ele acha que foi contaminado em um destes atendimentos, mesmo fazendo uso dos EPI’s. “Atendemos muita gente e ai fica difícil saber quem contaminou quem”, afirma ele, que mesmo tendo realizado o teste rápido, entre os dias 22 e 25 de junho, teve um resultado negativo para o Covid. Mas, oito dias depois da negativação dos exames, ele deu entrada no Complexo com quadro de desconforto respiratório intenso e após realização de novos testes testou positivo para o coronavírus.
Dos oito dias que permaneceu internado, vivenciando o cotidiano de um paciente de isolamento, sete dos quais na UTI, felizmente, sem necessitar de ventilação mecânica, mas, sob cuidados intensivos, Jullierme pôde refletir sobre a importância da família e dos amigos. “Descobri nesse processo que diante de tudo e desta situação difícil existem amigos verdadeiros e que a família é nosso bem maior e mais precioso e além disso, tudo isso me fez refletir o quanto sou amado”, afirma ele.
Os primeiros sintomas sentidos por ele foram dores na garganta. Depois surgiram muitas dores pelo corpo, febre altíssima por quatro dias e logo em seguida veio a perda do olfato, sintoma característico da Covid. Após isso, veio um cansaço que o obrigou a ser internado para um tratamento mais profundo e sério devido ao desconforto respiratório. Continuando o tratamento em casa, agora fora de perigo, Jullierme afirma que teve momentos angustiante, pelo agravamento do quadro, mas não perdeu as esperanças em nenhum momento.
“Devido a evolução do meu problema, fiquei com o meu psicológico a mil, porém, sempre fui e sou uma pessoa temente a Deus e sempre pedia forças para Ele não me desamparar e assim Ele o fez. Isso só reforçou ainda mais a minha fé”, diz ele, que além de Deus, agradece aos profissionais que cuidaram dele na unidade, especialmente, os médicos Everton, Diego Varela e Ruan, que segundo ele, foram essenciais para sua recuperação. Muito grato pelos cuidados que recebeu enquanto era paciente da unidade, ele reforça a importância das pessoas se cuidarem e da direção do Complexo estar sempre atenta ao processo de desinfecção dos setores de trabalho. “Os profissionais que atuam no gesso como eu, também estão na linha de frente, porque atendem pessoas de várias cidades e muitas delas são assintomáticas, daí a importância desse trabalho preventivo. As pessoas também não devem relaxar no uso de máscaras, na higienização das mãos e também nas medidas restritivas”, reitera ele, que só vai voltar ao trabalho quando estiver totalmente reestabelecido, o que deve ocorrer na segunda quinzena de julho.
- A alta de Jullierme foi comemorada por seus colegas de trabalho
- Jullierme agradeceu o acolhimento do Complexo e ainda está se recuperando em casa
- Jullierme e profissionais do Complexo, seus colegas
- Jullierme teve alta na última segunda-feira (06)
- Jullierme venceu o Covid após oito dias de internação, sete na UTI
O mais antigo produtor canavieiro em atividade na PB acorda às 5h da manhã e passa o dia no campo mesmo com 95 anos de idade
Ele nasceu em 1925, no sítio Pau d’arco, no município de Mamanguape, completou 95 anos no dia 05 de maio último, mas a rotina e vitalidade do Sr. Antônio Delfino da Silva, são incompatíveis com alguém de sua idade. Produtor rural canavieiro desde o início da década de 70, o Sr. Antônio é o mais antigo agricultor em atividade da Paraíba, talvez do Nordeste e quem sabe até do Brasil. A rotina dele começa às 5h da manhã, inclui trabalho duro no campo e até a condução de um trator adquirido há pouco tempo por ele, que ele próprio dirige em sua propriedade de 90 hectares, denominada ‘Zumbi’, localizada em Mamanguape. O trabalho tem uma pequena pausa na hora do almoço e só termina por volta das 17h, quando ele retorna para casa para descansar de sua labuta diária.
“Eu gosto do que faço e é da cana-de-açúcar que tiro o meu sustento e das pessoas que moram comigo”, afirma o Sr. Antônio, se referindo a sua filha adotiva, Maria de Lourdes, a uma neta e duas bisnetas que moram com ele. Viúvo há 20 anos, ele diz que nunca pensou em casar novamente. Seu filho único, fruto da união com sua esposa, não seguiu os passos do pai. “Ele é urbano, não gosta da lida no campo, mas não o recrimino. Cada um tem que fazer o que gosta mesmo”, diz ele, sem lamentações.
Orgulho mesmo, atualmente, ele tem do trator recentemente adquirido. Era um sonho antigo que ele concretizou há três anos. Para tanto, teve que dividir o valor da compra em seis parcelas de R$ 40 mil cada uma, que ele paga religiosamente, todo dia 15 do mês de abril. “É uma parcela razoável”, brinca ele, muito satisfeito com a aquisição que lhe facilitou a lida na lavoura e que fica cuidadosamente guardado na garagem quando não está sendo usado. “Antes, a gente fazia tudo na mão. Com o trator melhorou muito”, afirma o Sr. Antônio, que já forneceu cana para a Agican, Monte Alegre e agora destina sua produção, de cerca de 3.700 toneladas/safra, para a Miriri.
Inicialmente, trabalhando em terrenos dos outros, foi apenas em 1972 que ele começou a plantar em terras próprias, compradas do Sr. Gerôncio Nóbrega. De lá para cá, ele tomou ainda mais gosto pela atividade que o faz despertar com disposição às 5h da manhã todos os dias. Ele come de tudo. Diz que nunca fez restrição de comida. Só não inclui no seu cardápio Carneiro e Bode, porque não gosta. Há poucos anos descobriu uma obstrução nas coronárias. Se tratou e não sente nada. Toma alguns comprimidos para manter a desobstrução das veias do coração, mas, disse que o médico que o acompanha, Dr. Bernardino, já identificou outros entupimentos, mas, ele não se preocupa com isso. “Já vivi muito. Não quero morrer, mas, não me preocupo com isso”, diz ele, sorrindo, lucido, com voz grave e segura, além de uma memória impecável.
De tirar seu ânimo, só mesmo uma dor na perna que aparece de vez em quando, mas, que mesmo assim só o deixa em repouso por pouco tempo. “Tenho mais saúde no campo que em casa”, admite ele. A lida no campo, segundo o Sr. Antônio, é um prazer, mais que uma atividade. “Me sinto feliz fazendo os tratos culturais, plantando, vendo a cana crescer. O trabalho me dá felicidade”, diz ele, que conta com cerca de quatro funcionários na lida do campo. E talvez essa felicidade e satisfação seja mesmo o grande segredo da vitalidade do Sr. Antônio.
Um dos mais antigos integrantes da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em breve, o Sr. Antônio será homenageado pela entidade. O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, fala da satisfação e orgulho de ver o Sr. Antônio ainda em atividade. “A cultura canavieira tem destes diferenciais. Um produtor com essa idade, com essa lucidez, com essa energia e vitalidade não se encontra assim tão fácil. O Sr. Antônio é também é uma fonte de inspiração para todos nós. Ele fala da atividade canavieira com tanta paixão e orgulho, que nos enche de alegria e entusiasmo e reforça em nós a fé e a esperança de dias melhores. Ele é a prova viva que a cana-de-açúcar vale a pena, em qualquer circunstância, em qualquer tempo”, destaca José Inácio, lembrando que a homenagem ao Sr. Antônio acontecerá tão logo as atividades voltem a normalidade na entidade.
- O Sr. Antônio no seu novo trator
- O Sr. Antônio manobrando outro trator de sua propriedade
- O produtor canavieiro Domingos e o Sr. Antônio. As propriedades de ambos são vizinhas
- O novo trator é um orgulho para o produtor Antônio Delfino
- Aos 95 anos, o produtor Antônio Delfino vai ao campo todos os dias


























