Author: News Comunicação
Agronegócio responde por 21,4% do PIB brasileiro e cana-de-açúcar ocupa lugar de destaque no valor bruto da produção do Brasil
O agronegócio tem sido reconhecido como um vetor crucial do crescimento econômico brasileiro e, dentro deste contexto, a cana-de-açúcar ocupa lugar de destaque sendo o produto que ocupa a terceira posição no maior valor bruto da produção (VBP) agropecuária, respondendo com R$ 47,4 bilhões, junto com o milho e a pecuária de leite. Em 2019, o VBP da agropecuária alcançou R$ 651,5 bilhões, dos quais R$ 400,7 bilhões na produção agrícola e R$ 250,8 no segmento pecuário. Em 2019, a soma de bens e serviços gerados no agronegócio chegou a R$ 1,55 trilhão ou 21,4% do PIB brasileiro.
“A cana-de-açúcar tem história, gera emprego e renda e no Nordeste ocupa uma posição de ainda mais destaque”, afirma o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, lembrando que a cultura canavieira é a que mais se destaca na região, especialmente, nos estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba.
A soja continua sendo o carro-chefe da produção agropecuária brasileira, responsável por, aproximadamente, R$ 1,00 de cada R$ 4,00 da produção do setor no Brasil. O segundo lugar no ranking do VBP da agropecuária brasileira é ocupado pela pecuária de corte, com R$ 139,7 bilhões. O terceiro maior VBP é o do milho, com R$ 90,7 bilhões, seguido da pecuária de leite (R$ 50,9 bilhões) e da cana (R$47,4 bilhões). O frango (R$ 43,9 bilhões) aparece em sexto lugar, seguido do café R$ 28,5 bilhões e algodão com R$ 20,5 bilhões.
O setor do agronegócio também absorve praticamente 1 de cada 3 trabalhadores brasileiros. Em 2015, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), 32,3% (30,5 milhões) do total de 94,4 milhões de trabalhadores brasileiros eram do agronegócio. Desses, 30,5 milhões, 13 milhões (42,7%) desenvolviam atividades de agropecuária, 6,43 milhões (21,1%) no comércio agropecuário, 6,4 milhões (21%) nos agrosserviços e 4,64 milhões (15,2%) na agroindústria.
*Com informações da CNA, a partir de dados do IBGE
- O agronegócio impulsiona a economia e o desenvolvimento do país
- O agronegócio reúne diversos segmentos produtivos
Abastecer o carro com o biocombustível mais limpo do mundo tem mais benefícios do que você imagina afirma presidente da Asplan
O brasileiro, apesar de dispor da tecnologia de motores flex fuel, ainda não despertou para a importância, nem para as vantagens de abastecer o carro com o biocombustível mais limpo do mundo. Com uma frota de 38,2 milhões de automóveis, dos quais 78,6% possuem esse tipo de tecnologia, o país poderia dar exemplo de consumo inteligente ao utilizar mais o etanol que, comprovadamente, emite menos gases poluentes em comparação aos combustíveis fósseis como a gasolina. “O brasileiro ainda faz conta de centavos economizados e se acostumou com uma equivocada notícia de que se a gasolina está mais barata, se a diferença de preço entre os dois produtos for considerável, não é vantagem abastecer com álcool quando, na realidade há muito mais valor agregado quando se abastece com etanol que com gasolina”, afirma o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.
O dirigente canavieiro reitera que há várias vantagens no abastecimento com etanol, inclusive em relação a proteção ambiental. “O etanol é o um combustível que emite menos gases poluentes em comparação aos combustíveis fósseis como a gasolina. Ao optar por o etanol ao invés da gasolina as emissões de gases de efeito estufa (GEE) reduzem-se em cerca de 90%. Nos últimos 17 anos, o uso do etanol impediu que mais de 515 milhões de toneladas de CO2 fossem lançados na atmosfera”, afirma José Inácio. Ele lembra que um estudo da Universidade de São Paulo concluiu que o uso do etanol nas oito principais regiões metropolitanas do Brasil tem sido responsável pela redução de quase 1,4 mil mortes e a queda de cerca de nove mil internações anuais provocadas por problemas respiratórios e cardiovasculares associados ao uso de combustíveis fósseis. Trata-se de uma economia de R$ 430 milhões por ano para o sistema de saúde pública e privada. Isso porque o etanol evita a emissão de uma série de poluentes nocivos à saúde, incluindo o material particulado fino.
Em tempos de pandemia, reitera José Inácio, vale salientar que as usinas produtoras de álcool do país se engajaram na luta contra a pandemia do novo coronavírus com a doação de álcool 70%. Na Paraíba, por exemplo, a Tabu, foi pioneira na doação de álcool a entidades públicas, seguida depois por mais indústrias locais.
Regulamentada desde 2015 pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), a mistura de 27% de etanol na gasolina é também altamente benéfica porque o etanol funciona como um antidetonante da gasolina nessas proporções, ou seja, ele aumenta o seu índice de octanagem, resistindo a maiores compressões, porque o poder calorífico do etanol é menor.
Outra vantagem que tem o estímulo ao uso do etanol, segundo José Inácio, é o fato de beneficiar o setor da cana-de-açúcar e de milho também. O Brasil é o segundo maior produtor global de etanol logo atrás dos Estados Unidos. Na safra 2019/2020, o volume produzido atingiu o recorde de 35,58 bilhões de litros. Desse total, 1,62 bilhão de litros foram produzidos a partir do milho. Este ano, a cana-de-açúcar pode representar ganhos nas fazendas em cerca de R$ 63,2 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O valor bruto movimentado pela cadeia sucroenergética supera US$ 100 bilhões, com um PIB de aproximadamente US$ 40 bilhões (montante equivalente a cerca de 2% do PIB brasileiro).
“Temos 30 milhões de veículos com motores à combustão de qualquer combinação de gasolina e etanol. Nenhum outro país tem uma frota flex fuel como a brasileira e ainda não utilizamos plenamente esse enorme potencial a nosso favor. É preciso que haja campanhas educativas de estímulo ao uso do Etanol, mais políticas públicas de incentivo ao setor e, sobretudo, uma maior conscientização dos brasileiros sobre a diferença que um maior uso do Etanol pode acarretar em termos econômicos, sociais e ambientais para nosso país”, finaliza o dirigente da Asplan.
Fonte: Com informações do site AgroSaber

Hospital do Bem realizou mais de 2,5 mil atendimentos ambulatoriais no primeiro semestre
O Hospital do Bem – unidade de oncologia do Sertão – contabilizou a realização de 1108 sessões de quimioterapia e 2549 atendimentos ambulatoriais, em pacientes de várias cidades do interior do estado. A unidade, que integra o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, não parou seus atendimentos na pandemia, inclusive as cirurgias, apenas redobrou os cuidados para atender esse público considerado de risco, adotando outras medidas de prevenção. Entre janeiro e junho, de acordo com o relatório de gestão, a unidade realizou ainda 229 cirurgias oncológicas e vários outros procedimentos.
Além dos atendimentos no ambulatório, das sessões de quimioterapia e das cirurgias, o Hospital do Bem realizou, no primeiro semestre deste ano, 29 biopsias prostáticas, 25 punções de mama por agulha grossa, 20 biópsias de colo uterino, 19 exereses de nódulo de mama (uma cirurgia que faz a retirada de nódulos mamários benignos, geralmente os fibroadenomas) e três exéreses de colo uterino.
O Hospital do Bem, que completará dois anos de funcionamento em setembro próximo, tem atendimento ambulatorial, tratamento quimioterápico e cirúrgico para quatro tipos de câncer: pele, próstata, mama e colo de útero. A sala de quimioterapia tem capacidade para atender dez pacientes simultaneamente, inclusive, com os acompanhantes que, em função da pandemia, não estão mais permanecendo nas sessões da sala de quimioterapia como forma preventiva. A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, explica que essa medida foi tomada para proteger os pacientes cuja imunidade durante o tratamento fica mais suscetível e frágil.
O Hospital do Bem só atende pacientes regulados, ou seja, com consultas e procedimentos já agendados previamente, via Secretarias de Saúde dos municípios, através da Central de Regulação do Estado. Nestes primeiros seis meses do ano, os dois tipos de maior incidência de câncer atendidos na unidade foram os de mama e de próstata.
- A sala de quimioterapia do Hospital do Bem tem capacidade para atender 10 pacientes simulaneamente
- O Hospital do Bem fica em Patos
- O Hospital do Bem só atende pacientes com agendamentos
Hospital de Patos realiza mais de 21 mil atendimentos no primeiro semestre
O balanço de atividades do Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) relativo ao período de janeiro a junho deste ano, somente no que diz respeito a prestação de serviços do Hospital Regional, mostra que a unidade realizou um total de 21.275 atendimentos nos primeiros seis meses de 2020. Somente nos serviços de urgência e emergência foram 18.464 registros, 1.422 cirurgias, 2.811 internações, além de mais 4.707 atendimentos ambulatoriais. Esses dados já contabilizam os serviços prestados pelo Hospital do Bem que integra o Complexo com atendimentos na área de Oncologia.
Grande polo receptor de pacientes de mais de 80 municípios da região do sertão paraibano e referência para urgências e emergências em casos de pequena e média complexidade, além de estar habilitado para receber pacientes no setor Covid, o hospital, que integra a rede estadual de saúde, registrou como principais motivos de atendimento nos plantões de urgência
e emergência, neste período, quedas, seguido de casos de hipertensão, depois acidentes de trânsito (a maior parte envolvendo motos), dores abdominais, de cabeça e no peito, além de casos de insuficiência respiratória e contusões diversas.
Com um total de 1.422 cirurgias realizadas entre janeiro e junho, o Complexo fecha o primeiro semestre sem nenhuma fila para procedimentos cirúrgicos. A especialidade de Ortopedia continua concentrando a maior demanda com um total de 653 casos, seguido de Cirurgia Geral, com 281 procedimentos. Os procedimentos na área de Oncologia responderam pela terceira maior demanda da unidade com 229 cirurgias. Foram realizadas ainda 175 cirurgias vasculares, 67 Bucomaxilo, nove cirurgias urológicas, quatro de Otorrino e mais quatro cirurgias plástica reparadoras.
Nos demais setores os números também são significativos. O Serviço Social do Complexo, por exemplo, realizou 22.951 atendimentos, o de Fisioterapia 12.015, a Nutrição Enteral teve uma demanda de 10.716 atendimentos, enquanto o setor de Psicologia registrou 2.596 consultas. O Centro de Imagens e Exames da unidade teve grande demanda nos seis primeiros meses do ano, com a realização de 9.641 exames de Raio X, 6.545 Tomografias Computadorizadas, 1.843 Eletrocardiogramas, 1.663 Ultrassonografias e Ecocardiogramas, 103 Colposcopias, 85 Endoscopias, 15 Colonoscopia, 12 Ressonância Magnéticas, 11 Imunohistoquímica e nove Cintilografia Óssea. Foram realizados ainda 348 Diagnóstico por Anatomia Patológica e Citopatologia.
De acordo com a diretora geral da unidade, Liliane Sena, o relatório de gestão dos primeiros seis meses deste ano mostra que as causas de atendimento na urgência e emergência não se modificaram muito em relação a períodos anteriores. “Observamos, comparando os resultados com anos anteriores, que as maiores causas de procura pelos nossos serviços não se alteram, sendo as quedas, os acidentes e dores diversas as maiores demandas de nossa porta de entrada”, destaca a diretora, lembrando que por causa da pandemia do Covid-19, a unidade registrou aumento de pacientes com problemas respiratórios, principalmente, nos meses de maio e junho, com demandas de 610 e 404 atendimentos, respectivamente. Ela lembra que o isolamento social e a consequente redução do número de acidentes contribuiu com um saldo positivo na queda de atendimentos na urgência e emergência, principalmente, nos últimos três meses.
- O Complexo é referência para mais de 80 municípios do sertão paraibano
- O Complexo Hospitalar de Patos realizou mais de 21 mil atendimentos nos primeiros seis meses deste ano
- O Complexo realizou 1422 cirurgias entre janeiro e junho deste ano
Julgamento de ação da Matary abre precedente para os demais processos de reparação de preços da cana-de-açúcar com base na Lei 4870
O setor sucroenergético nacional está atento a uma ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) – (ARE 884325) – e que deve ter seu julgamento reiniciado no próximo dia 7 de agosto com final do julgamento fixado para o dia 17 do mesmo mês. A referida ação judicial, proposta com base na Lei 4870/65, que definia a forma de elaboração da política de preços da cana-de-açúcar, cujo valor deveria ser fixado com base no custo médio, pode reparar um prejuízo causado aos produtores de cana-de-açúcar e derivados em relação ao valor da remuneração da matéria-prima e garantir o ressarcimento de valores pagos a menor. A decisão que for dada nesta ação da Usina Matary será aplicada em todos os processos em andamento.
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) é uma das entidades do setor que ingressou com uma ação (sob nº. ARESP 20930), cujo objetivo é fazer com que vários produtores filiados à entidade sejam ressarcidos pelos danos patrimoniais sofridos, em razão da fixação de preços da cana-de-açúcar em dimensão inferior àquela resultante dos critérios legalmente estabelecidos, no período de setembro de 1995 a janeiro de 1999. Nessa época foram prejudicados cerca de mil fornecedores de cana-de-açúcar associados em função dos prejuízos causados pela diferença de preços definidos pelo Instituto do Açúcar e Álcool – IAA e, posteriormente, pela União, que fixavam os preços de venda abaixo dos custos calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O advogado André Paulo Pupo Alayon, que representa a Asplan nesta ação, lembra que na época não havia liberdade para os produtores fixar o preço de venda por tonelada. “Pelos termos da Lei 4870/65, caberia ao então IAA a definição do valor de venda (os preços eram controlados) e para calcular este custo, foi contratada a FGV, que durante todos estes anos fez os levantamentos de campo, calculado o custo médio. Entretanto, ano após ano, os preços fixados de venda foram abaixo dos custos calculados pela FGV, resultando em prejuízos que a ação tenda recuperar”, explica o advogado.
Segundo ele, a ação que foi proposta perante a Justiça Federal do Distrito Federal, foi julgada procedente, condenando a União ao pagamento da diferença entre o custo calculado pela FGV e o valor fixado pela União. Entretanto, explica o advogado, a apelação da União foi provida no Tribunal Regional Federal da 1ª Região- TRF-1, em confronto com a jurisprudência pacífica do STJ e do STF. “Foi interposto Recurso Especial pela Asplan que, em princípio, foi provido, restabelecendo a decisão inicial (determinando o pagamento da diferença fixada em primeira instância). Contudo, o Recurso Especial proposto pela usina Matary foi levado para julgamento pela modalidade “recurso repetitivo”, que significa que a decisão neste processo, seria aplicada aos demais processos em andamento”, destaca André Alayon.
Assim sendo, contra jurisprudência pacifica do STJ e do STF, e por maioria de votos, foi alterada a jurisprudência vigente, nos seguintes termos: o prejuízo deveria ser calculado de forma integral (analisando o custo de cada unidade, o que inviabiliza a indenização de um modo geral) e que a Lei 4870/65, estaria revogada desde 1991, pela edição de um dos vários planos econômicos. “Desta forma, a decisão que era favorável para a Asplan foi revertida para a improcedência e em razão desta decisão, recorremos para o STF”, explica o advogado, lembrando que a decisão que for dada nesta ação da Usina Matary, será aplicada em todos os processos em andamento, inclusive, no processo da Associação paraibana.
“Como é repercussão geral, a possibilidade de recurso é praticamente inexistente, logo, é imprescindível que seja dado provimento ao Recurso Extraordinário da MATARY”, afirma André Alayon, lembrando que a usina Matary propôs Recurso Extraordinário para o STF, alegando repercussão geral, que ao final foi dado provimento, para o julgamento do mérito deste recurso (o Recurso Extraordinário só é julgado após o reconhecimento da Repercussão Geral), portanto o julgamento é em duas etapas. Em razão da repercussão geral, o recurso da Asplan está sobrestado até o julgamento do Recurso Extraordinário cujos fundamentos consistem em que a União impôs deliberadamente prejuízos para o setor, sabendo que a fixação do valor de venda era inferior ao custo e que a violação de jurisprudência pacifica do Supremo Tribunal Federal, que sempre definiu sobre a validade do custo calculado pela FGV, bem como, a indenização deveria ser conferida até que houvesse a liberação dos preços. A liberação total ocorreu em janeiro de 1999.
De acordo com o advogado, o julgamento está sobrestado em razão do pedido de vista do Ministro Alexandre de Moraes. “Como ele devolveu os autos, o julgamento será reiniciado no dia 7 de agosto próximo com final do julgamento fixado para o dia 17/08”, destaca André Alayon, lembrando que os ministros Edson Fachin e Rosa Weber votaram contrários ao setor, enquanto os ministros Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Marco Aurélio foram favoráveis. Já os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Celso de Mello ainda não proferiram seus votos.
“Estamos na luta por essa recomposição de obrigação do órgão federal aos associados da Asplan, no valor correspondente à perda, em seu faturamento, decorrente da diferença entre os valores dos preços para eles fixados pelo Governo Federal e aqueles efetivamente apurados pela Fundação Getúlio Vargas”, explica o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, lembrando que a ação tramita desde agosto de 2000. Segundo o dirigente canavieiro a expectativa é que os fornecedores de cana prejudicados com o pagamento a menor do valor da cana tenham seus prejuízos ressarcidos pela União Federal.
Audiência da ALPB constata que a Paraíba ainda é muito carente de políticas públicas e recursos para a agricultura familiar
O olhar da Paraíba para a Agricultura Familiar ainda é muito incipiente dada as restrições de orçamento destinadas ao setor, a falta de políticas públicas efetivas para estimular a produção agroecológica e apesar de iniciativas isoladas, ainda há muito o que se fazer para que os pequenos produtores tenham o respaldo, o apoio e políticas públicas efetivas do governo para o desenvolvimento de projetos desta natureza. Essas foram constatações de uma audiência pública realizada na manhã desta quinta-feira (16), pela ALPB. A propositura conjunta dos deputados Jeová Campos, presidente da Frente Parlamentar da Água e da Agricultura familiar, Cida Ramos e Chió, contou com a participação do secretário de Estado da Agricultura Familiar e Desenvolvimento do Semiárido, Luiz Couto, do presidente da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer), Nivaldo Magalhães, do Cooperar, Flávio Luna, além de outros deputados, de lideranças e autoridades públicas, representantes de entidades e movimentos sociais e populares ligados à Agricultura Familiar.
Como encaminhamentos da audiência, destacam-se a solicitação de uma audiência com o governador João Azevêdo, que será feita pela ALPB em nome de todos os deputados da Casa, a deliberação de mudança no Projeto de Lei Orçamentária para destinar mais recursos para fomento de projetos da Agricultura Familiar, o encaminhamento de um ofício via ALPB ao Congresso Nacional solicitando o apoio e empenhos de deputados e senadores nos sentido de requerer dos bancos oficiais a oferta de mais linhas de crédito para os pequenos agricultores, bem como a possibilidade de renegociação de empréstimos devido as dificuldades da pandemia e mais empenho na elaboração de políticas de inclusão para os agricultores familiares, a fim de que eles possam ter o apoio necessário para viabilizar seus projetos.
Na opinião do deputado Jeová Campos, que presidiu os trabalhos da audiência pública, os debates, colocações, as reflexões e, sobretudo, os encaminhamentos da ação desta quinta-feira, com certeza, refletirão num futuro mais promissor para a agricultura familiar no estado. “Tivemos participações importantes, boas sugestões de enfrentamento deste momento, críticas construtivas no sentido de que precisamos ampliar o apoio aos agricultores familiares, encaminhamentos que apontam que estamos deixando o campo das ideias e caminhando para ações que, efetivamente, vão dar o aporte necessário para que a agricultura familiar na Paraíba ocupe um lugar de destaque”, disse o deputado que, na ocasião, cobrou do representante do Cooperar na audiência que fossem abertos os editais para apresentação de projetos e recebeu como resposta que, em breve, isso acontecerá. “Há uma sensação que estamos empancados em relação ao apoio à Agricultura Familiar na Paraíba e é preciso, de fato, que a gente mude essa realidade o quanto antes”, reiterou Jeová Campos.
“São muitas as dificuldades enfrentadas por nossos produtores, principalmente, agora diante do quadro restritivo imposto pelas medidas de isolamento social, neste período de pandemia do novo coronavírus, mas, o governo está atento e tem adotado ações e medidas emergenciais para dar um suporte aos produtores”, disse Luiz Couto, sugerindo a realização de um seminário pela ALPB para debater mais profundamente essa temática e lembrando que os deputados federais precisam destinar mais emendas de apoio ao segmento para que eles possam produzir mais e ter melhores condições de comercializar sua produção. O secretário admitiu que o orçamento da Pasta é insuficiente para a realização de ações mais efetivas e concordou com o representante da Empaer, Nivaldo Magalhães, em relação a deficiência da oferta de assistência Técnica. Neste aspecto, foi sugerido a criação de um Fundo de Assistência Técnica em Extensão Rural, o que será mais aprofundado, oportunamente.
Síntese dos encaminhamentos da audiência pública:
1. Solicitação conjunta de Audiência com o Governador;
2. Aprovar os Projetos de Lei que instituem a Política Estadual de Agroecologia e Agricultura Orgânica, Projeto de Lei que propõe acabar com o uso de agrotóxicos; Projeto de Lei que institui um Programa de Compras Governamentais da Agricultura Familiar;
3. Incluir emendas ao Orçamento Estadual 2021 que garanta recursos para estas Políticas e Programas;
4. Incluir emendas que garantam recursos para o Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional;
5. Readequação do PB Rural Sustentável que venha a fortalecer a agricultura familiar agroecologia com abertura de editais para que organizações da sociedade civil possam estar na gestão e execução de ações do Programa.
- Dep Cida Ramos
- Dep Polyana Dutra
- Deputado Chio
- Deputado Jeová Capos que presidiu a audiência
- Representante da Empaer, Nivaldo Magalhães
- Secretário Luiz Couto
Complexo de Patos atendeu 1.354 pessoas no setor Covid entre 19 de março e 08 de julho deste ano
Entre os dias 19 de março, quando começou a atender pacientes sintomáticos respiratórios no setor de isolamento Covid, e o último dia 08 de julho, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) já atendeu 1.354 pessoas suspeitas ou com diagnóstico comprovado de coronavírus. O pico de atendimento se deu no mês de maio, quando 610 pacientes deram entrada na unidade que é referência para casos de Covid-19 no sertão do estado. Neste período, infelizmente, o Complexo registrou 61 óbitos por complicações respiratórias decorrentes da pandemia.
De acordo com o relatório de gestão da unidade, em março, entre os dias 19 e 31, o Complexo realizou 74 atendimentos com pessoas sintomáticas respiratórios no setor Covid. Em abril, do dia 1º ao dia 30, foram atendidas 166 pacientes no isolamento. Em maio, entre os dias 1º e 31, ocorreu um pico de atendimentos com um total de 610 casos. Em junho, do dia 1º ao dia 30, foram mais 404 atendimentos e, agora em julho, do dia 1º ao dia 08, data do último levantamento, 100 pessoas foram atendidas com problemas respiratórios, com indicação ou comprovação da Covid-19.
A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, teme que com as medidas de relaxamento social recentemente anunciadas haja um aumento considerável no número de casos atendidos na unidade. “As medidas restritivas de circulação e de funcionamento do comércio, empresas e empreendimentos contribuiu para reduzir a circulação do vírus e, consequentemente, o número de infectados. Com essa retomada, mesmo que mantendo medidas preventivas, acreditamos que poderá haver aumento dos casos”, adverte ela, lembrando que o uso de máscaras, a higienização constante das mãos e a obediência ao distanciamento seguro entre as pessoas pode ajudar a reduzir o contágio. “A nossa preocupação é que não adoeça tanta gente, num mesmo tempo, porque a capacidade de atendimento das unidades de saúde é limitada”, reitera Liliane, lembrado que o Complexo tem 30 leitos de Enfermaria e mais 20 UTIs Covid.
- Cada alta de paciente é comemorada pela equipe
- Médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas do Complexo que atuam no isolamento Covid
- O Complexo já atendeu 1354 pessoas no isolamento Covid
Sete pacientes do Complexo de Patos têm alta do isolamento Covid no mesmo dia
Essa segunda-feira (13) foi um dia bem especial para quem atua no setor de isolamento Covid, do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC). Isto porque, num único dia, sete pacientes que se encontravam sob os cuidados da equipe da unidade para tratar do coronavírus venceram a batalha contra a doença, tiveram alta hospitalar e puderam retornar para seus lares. Dos sete pacientes, quatro são da cidade de Patos, um do município de São Bento, outro da cidade de Brejo dos Santos e outro de Teixeira. O momento da alta foi festejado por pacientes, familiares e por profissionais que integram as equipes do isolamento Covid da unidade.
O Sr. Raimundo da Silva, de 80 anos, da cidade de Patos, foi internado no Complexo no dia 10 e com melhora significativa teve alta com apenas três dias de tratamento. Francisco Danieres de Lima Gomes, de 38 anos, da cidade de Teixeira, deu entrada no dia 06 de julho e ontem também pôde voltar para casa. O Sr. Raimundo Rosa de Araújo, de 84 anos, morador de Patos, ficou cinco dias internado na unidade, entre o dia 08 e 13 de julho. Seu conterrâneo, Antônio Aureliano Silva, de 81 anos, precisou de mais dias para se recuperar, permanecendo interno do dia 01 ao dia 13. Agostinho José da Silva, de 76 anos, da cidade de Brejo dos Santos, deu entrada no dia 05 e nesta segunda-feira retornou para sua cidade. José Josimar Martins Alves, de 59 anos, de Patos, foi outro paciente que precisou de mais dias para se recuperar, permanecendo na unidade do dia 28 de junho até ontem (13). E Francisco Gomes da Silva, 56 anos, da cidade de São Bento, admitido no dia 1º de julho ontem também pôde retornar ao convívio de seus familiares.
A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, lembra que a admissão e alta de pacientes numa unidade de saúde é sempre um acontecimento cotidiano, mas, reitera que as altas do setor de Covid têm um sabor de superação mais que especial. “Essa pandemia que não é uma questão isolada, nem local, nem nacional, é mundial, mexe especialmente com todos os profissionais que, direta ou indiretamente, atuam numa unidade de saúde e como estamos lidando com uma doença nova, que pouco se conhece, que sequer tem uma vacina ou remédio específico, cujos protocolos praticamente foram sendo elaborados a medida em que a doença se manifestou, que se apresenta de variadas formas, que evoluiu de maneira diversificada, quando um paciente do isolamento Covid tem alta, isso simboliza que todos os esforços valeram a pena e que aquela cura não é somente do paciente que está voltando para seu lar, é de todos nós, por isso, as altas de Covid nos tocam de maneira ainda mais especial”, argumenta a diretora.
- Equipe do Complexo festeja mais uma alta
- Mais um paciente que teve alta nesta segunda
- Orgulho de exibir a placa ‘Eu venci a Covid’
- Paciente que teve alta no dia 13.07
- Paciete com alta do isolamento Covid do Complexo
- Um dos pacientes do isolamento que teve alta neta segunda-feira
Asplan e outras entidades discute medidas preventivas à Covid-19 no setor sucroalcooleiro com representantes do MPT e SRT-PB
Discutir medidas preventivas à Covid-19 no setor sucroalcooleiro da Paraíba. Foi com esse objetivo que representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Superintendência Regional do Trabalho na Paraíba (SRT-PB), do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), do Serviço Especializado em Saúde e Segurança no Trabalho Rural (SESTR) e das indústrias do açúcar e do álcool e fornecedores de cana-de-açúcar do estado participaram, na última quinta-feira (09), de uma reunião virtual. O Técnico de Segurança do Trabalho da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Natanael Leal foi um dos que participou da ação remota.
Para o presidente da Asplan, José Inácio esse momento foi importante, pois possibilitou que o segmento apresentasse quais iniciativas o setor está tomando em tempos de pandemia para proteger trabalhadores e todas as pessoas envolvidas no negócio e também escutasse recomendações dos órgãos de fiscalização para reforçarem esses cuidados. “Foram implantados uma série de procedimentos que reforçaram a atenção com os trabalhadores no campo que, mesmo com a pandemia, tiveram que continuar em atividade já que exercemos uma atividade que não pôde parar”, destaca o dirigente canavieiro.
Sobre os procedimentos a serem observados pelas empresas nas áreas de higiene e proteção individual e coletiva, a equipe de auditores fiscais do Trabalho apontou a necessidade das empresas serem efetivas na vigilância epidemiológica, identificando novos casos e acompanhando os casos informados por terceiros. Em relação ao transporte dos trabalhadores, a orientação é que se identifique o local em que cada pessoa senta durante a viagem nos ônibus fretados pela empresa, de forma a identificar com mais rapidez quem teve contato mais próximo, caso haja suspeita ou confirmação de algum trabalhador com COVID – 19.
“A proposta foi estabelecer um diálogo com o setor para que fossem apresentadas as medidas tomadas pelas usinas até então, tendo em vista que daqui a um curto espaço de tempo vai começar uma grande contratação de mão de obra para o período da safra e da colheita”, informou o procurador do Trabalho na Paraíba, Raulino Maracajá, acrescentando que o MPT quis atuar preventivamente para que todas as precauções sejam tomadas a fim de diminuir ao máximo a transmissibilidade do vírus e proteger a saúde do trabalhador quando a safra for começar, o que deve ocorre já em agosto.
A reunião virtual foi convocada pelo chefe de fiscalização do trabalho da SRT-PB, Abílio Correia Lima e coordenada pelo auditor fiscal do trabalho, José Ribamar Rodrigues, que também está à frente do Projeto de Fiscalização Rural. O MPT foi representado pelo procurador do Trabalho Raulino Maracajá.
Além da Asplan, o setor sucroalcooleiro foi representado pelo Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool na Paraíba (Sindalcool), além das Usinas Japungu, Agroval, Miriri, Monte Alegre, D’Pádua, Giasa e Tabu. Todas as empresas apresentaram suas iniciativas para proteção da saúde e segurança do trabalhador diante do contexto da pandemia da Covid-19 que incluem medidas preventivas de distanciamento, de uso de EPI’s, incluindo máscaras, de transporte seguro, etc. Também ficou acordado que os profissionais dos serviços especializados das empresas presentes deverão uniformizar as ações e procedimentos para inclusão nos Programas de Gestão de Segurança e Saúde das mesmas.
*Com informações da Ascom do MPT-PB
- José Inácio destaca com,promisso do setor com as medidas de proteção durante pandemia
Deputado Jeová Campos protocola Requerimento que pede a suspensão da ação de privatização da Fortaleza de Santa Catarina
“Ao invés de privatizar essa parte da memória do Brasil, os poderes públicos, a começar pela Prefeitura de Cabedelo, deveriam cumprir seu papel constitucional e se juntarem à população na defesa deste monumento nacional, em uma gestão compartilhada e harmoniosa com a participação de todos – Governo, Sociedade e Iniciativa Privada.”. Essa argumentação, retirada de parte de uma Petição Pública que pede a suspensão de uma iniciativa que pretende privatizar a Fortaleza de Santa Catarina, localizada em Cabedelo, consubstancia um Requerimento protocolado pelo deputado estadual Jeová Campos, que pede que se promovam ações, urgentes, em defesa da não privatização deste importante monumento público. “O Forte é de fundamental importância para a história e cultura do povo brasileiro e, de modo especial, para a sobrevivência dos paraibanos, profissionais do artesanato e do turismo, que trabalham diariamente naquele espaço”, afirma o parlamentar.
Em sua solicitação, o deputado pede que a ALPB encaminhe ao Governador do Estado da Paraíba, ao Excelentíssimo Senhor Ministro do Turismo, à Secretaria Especial da Cultura do Governo Federal, ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba – IPHAEP, aos Senadores e Deputados Federais Paraibanos, ao Prefeito e Vereadores da cidade de Cabedelo, a solicitação de realização de ações urgentes que impeçam essa privatização.
Desde 1991, a Fortaleza é administrada por grupos e instituições culturais da comunidade local, época que assumiram a manutenção da edificação que encontrava-se abandonada e desde então é mantida, unicamente, pela sociedade civil, sem contar com recursos financeiros de nenhuma esfera do Poder Público, sendo uma das maiores, mais bem conservadas e visitadas do Brasil. “A Fortaleza funciona como um Centro Cultural, como Ponto de Cultura, de uso intenso pela comunidade, com exposições, comercialização de artesanato, realização de eventos culturais, artísticos e turísticos diversos, cerimônias, além de abrigar as atividades de vários segmentos da cultura local gerando, consequentemente, renda, uso, ocupação e sua revitalização. Portanto, não há sentido em falar de privatização de um espaço já tão bem utilizado”, argumenta o parlamentar paraibano.
Ainda segundo Jeová, mesmo sendo bem utilizado, o Ministério do Turismo está desconsiderando essa situação e sem a audição das pessoas do lugar, recentemente, anunciou a intenção de conceder comercialmente a gestão do monumento à iniciativa privada para a instalação de empreendimentos hoteleiros seguindo o modelo do “Programa Revive”, há algum tempo em implementação em Portugal, onde prédios arruinados ou sem uso têm sido transferidos a empresários para a instalação de pousadas. “É importante destacar que, no caso da Fortaleza Santa Catarina, essa tentativa de privatizar parte de premissas equivocadas, que nem de longe justificam ou são aplicáveis, pois o espaço não é devoluto, nem está sem uso e, na verdade, é muito bem usado pela população”, argumenta Jeová.
Sobre a Fortaleza
O Forte de Santa Catarina, popularmente conhecido como Fortaleza de Santa Catarina, localiza-se no município de Cabedelo, no litoral Norte do Estado da Paraíba. Distante aproximadamente dezoito quilômetros de João Pessoa, a Fortaleza representa um testemunho vivo das lutas contra os invasores holandeses da Região Nordeste à época do Brasil Colônia. A sua primitiva estrutura remonta ao ano de 1586. Era guarnecido por 220 homens sob o comando do capitão João de Matos Cardoso, denominando o Forte do Cabedelo como Forte do Matos, dando-o como artilhado Dinastia Filipina com dezoito peças. O contexto de sua construção é o do domínio da Dinastia Filipina, em Portugal.
Em 1591 a primitiva estrutura foi arrasada durante o governo de André de Albuquerque por um ataque combinado de corsários francesas e indígenas, tendo sido reconstruído a partir do ano seguinte, em alvenaria de pedra e cal. Foi concluída em 1597 sob a invocação de Santa Catarina de Alexandria, padroeira da Capela do Forte, e em homenagem a Dona Catarina de Portugal, Duquesa de Bragança. Nesse mesmo ano, uma esquadra de treze navios franceses desembarcou uma força de 350 homens, que atacaram o forte por terra. Durante a resistência ao assalto registrou-se a morte do comandante do forte, reassumindo o comando o Capitão João de Matos Cardoso.
Ao longo de sua história, a Fortaleza de Santa Catarina sofreu várias intervenções em sua estrutura física. A partir de 1991, o imóvel passou a ser mantido pela Associação Artístico-Cultural de Cabedelo, sendo criada, a partir de 22 de dezembro de 1992 a Fundação Fortaleza de Santa Catarina, que atualmente o administra. Tombada pelo IPHAN- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938, a Fortaleza Santa Catarina é o mais significativo monumento histórico-militar do Estado da Paraíba.
- A Fortaleza não está ociosa nem abandonada
- Deputado Jeová Campos é contra privatozação da Fortaleza de Santa Catarina
- Fortaleza de Santa Catarina vista do alto




























