Jeová Campos

Audiência Pública debateu retrocessos que trabalhadores terão se a PEC 287 for aprovada como está sendo proposta pelo governo Temer

 

 

A forma e efeitos que as mudanças propostas na reforma da previdência, pelo governo de Michel Temer, através da PEC 287, vão desencadear na vida dos trabalhadores brasileiros foi tema de uma Audiência Pública, realizada nesta quinta-feira (09), na Câmara Municipal de Cajazeiras. Antes da audiência, proposta pelo vereador Rivelino Martins, e que contou com a participação do deputado estadual Jeová Campos, representantes de sindicatos e entidades diversas promoveram um ato de protesto, que saiu da sede do Sindicato Rural de Cajazeiras e percorreu várias ruas da cidade, para chamar atenção da população sobre a gravidade do tema que está em pauta no Congresso e que vai impactar a vida da maior parte dos brasileiros, principalmente os mais pobres e os assalariados.

“Estou esperançoso de que vamos conseguir encontrar caminhos que façam com que o clamor das ruas e a indignação das pessoas façam ecoar no Congresso e chegue aos nossos representantes federais que essa PEC 287 não pode ser aprovada da forma como está sendo proposta. Sinto que cresce o movimento contra essa proposta absurda que tira direitos dos trabalhadores e penaliza severamente os agricultores e fico feliz com as mobilizações que estão acontecendo na Paraíba”, destacou Jeová Campos, que junto com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Paraíba – FETAG-PB, promove, no próximo dia 17, às 10h, um debate sobre esse tema.

Em relação às mobilizações e debates contra a PEC 287, no próximo sábado (11), haverá outra audiência pública na Câmara Municipal de Bernardino Batista, às 19h. Na segunda-feira (13), às 9h, a mobilização acontece na Câmara de Uiraúna, às 9h. Já na terça-feira (14), pela manhã, a partir das 9h, o debate acontece na Câmara da cidade de Poço José de Moura e à noite, a partir das 19h, na Câmara de São José de Piranhas. Segundo o presidente da FETAG, Liberalino Ferreira, essas mobilizações acontecerão em outras cidades e sindicatos da Paraíba. “Precisamos estar unidos para barrar essa PEC e essa união vai ser ampliada na medida em que as pessoas tomem conhecimento da gravidade da proposta em relação à supressão de direitos e prejuízos para os trabalhadores, principalmente os trabalhadores rurais que são os mais prejudicados com essa proposta”, destacou Liberalino.

Para Jeová, a PEC 287 é ‘descabidas, absurda e excludente’. “Essa reforma é um pacote do mal, que deveria ser denominada ‘PEC dos horrores’, pois ela retira direitos, suprime garantias, penaliza os mais pobres, prejudica os trabalhadores rurais de maneira muito cruel, ao aumentar a idade, cortar a isenção, etc, e, infelizmente, muita gente ainda não sabe o ônus que pagará se ela for aprovada, daí a necessidade de esclarecer a população sobre o que realmente está por vir para que, a partir daí, possamos pressionar a nossa bancada federal a votar contra esse absurdo”, afirma Jeová.

Além do deputado e do presidente da FETAG, falaram ainda na audiência de Cajazeiras o prefeito, José Aldemir, o vice-prefeito, Marcos Antonio Gomes, a assessora jurídica da FETAG, Jeane da Costa, o Prof. Eugenio Cavalcante, representante do SINFUMC, Socorro Gouveia, da CPT e Rildo Soares, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cajazeiras. No final da audiência foi formatado um documento que será encaminhado aos deputados federais e senadores que integram a bancada federal paraibana e também para os deputados estaduais da Paraíba, solicitando que eles se mobilizem contra a PEC 287 e, no caso, dos congressistas, com um apelo para que não aprovem a proposta como ela foi apresentada originalmente pelo Governo Temer.

Jeová Campos justifica renuncia da Mesa Diretora da ALPB para poder advogar e divulga seu desejo de continuar presidindo Comissão

O pedido de desligamento do deputado Jeová Campos da 4ª Secretaria da nova Mesa Diretora da ALPB teve motivação estritamente pessoal, já que o Regimento Interno da Casa não permite que membros do colegiado possam advogar. “Sou advogado por formação, gosto e necessito exercer a advocacia e na condição de membro da mesa eu ficaria impedido de advogar, por isso, pedi meu desligamento”, esclarece Jeová que, em pronunciamento na manhã desta quarta-feira (08), na ALPB, manifestou o desejo de continuar presidindo a Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente da Casa.

“Eu gostaria e comunico agora publicamente que desejo realizar, ainda neste ano, um trabalho destacado no que diz respeito ao desenvolvimento, buscando um debate de como descentralizar o desenvolvimento da Paraíba e, neste sentido, reivindico a minha manutenção no comando da presidência desta Comissão, que não é uma Comissão dita ‘Top’ da ALPB, mas, para mim ‘Top’ é o trabalho que se faz, pois entendo que o trabalho é quem dita a importância ou não da Comissão”, disse Jeová. Segundo ele, já há projetos, ações e pautas a defender, que com a chancela da presidência da Comissão terão encaminhamentos mais rápidos e eficazes.

Sobre seu pedido de desligamento da 4ª Secretaria, o parlamentar justifica que o fato de ter dois filhos recentemente formados em Direito e que precisam de orientação e participação direta dele em processos também influenciou sua decisão. “Foi tudo uma questão pessoal, de interesse próprio e que não vai comprometer minha relação com o atual presidente da Casa, Gervásio Maia, nem minha contribuição como parlamentar para que os trabalhos fluam no ritmo que a nova mesa requer”, reitera Jeová.

Jeová havia tomado posse como 4º secretário da Nova Mesa diretora no último dia 1º, na solenidade que empossou o atual presidente da Casa, mas seu desligamento já havia sido comunicado a Gervasinho. “Eu já havia tomado essa decisão, e comunicado previamente ao presidente. Fui apenas cumprir o protocolo que a cerimônia requeria e agora cabe ao presidente escolher quem me substituirá”, destaca Jeová.

Esse governo tem uma cara de pau tão grande que não há produção de óleo de peroba que dê vencimento para tanto descaramento

Declaração é do deputado estadual Jeová Campos e se refere a

indicação de Alexandre de Moraes pelo presidente Temer

“Com qual isenção um advogado filiado ao PSDB, tucano de carteirinha, membro do governo Temer, aliado dos maiores envolvidos nos escândalos da Lava-Jato vai analisar os processos da Operação quando os principais implicados são seus amigos? Essa é uma indicação tão cara de pau, tão descarada, tão vergonhosa, que se juntar toda a produção de óleo de peroba do país ainda não dará vencimento para tanta necessidade”, afirma o deputado estadual Jeová Campos (PSB), sobre a indicação do ministro da Justiça licenciado, Alexandre de Moraes, pelo presidente Michel Temer, para ocupar a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), que era de Teori Zavascki.

O parlamentar lembrou que o descaramento é tão grande, que o próprio indicado se finge de esquecido sobre sua defesa na tese de doutorado em relação a esse tipo de indicação. “Em seu doutorado, Alexandre de Moraes defendeu que alguém que ocupa cargo de confiança não poderia ser alçado a ministro da Corte. E agora, quando lhe convém e aos seus pares, ele acha isso tudo muito natural e muda de opinião em defesa própria. Na realidade, a indicação de Moraes servirá apenas para proteger a cúpula do atual (des)governo que está em quase sua totalidade toda mergulhada na lama da corrupção. Essa indicação, na verdade, tem o propósito de impedir o avanço da Lava-Jato e reduzir os danos que a Operação causará a cúpula tucana e aos atuais integrantes do Palácio do Planalto”, reitera Jeová Campos.

O deputado lembra que vários parlamentares já se mobilizam e estudam formas jurídicas para impedir a nomeação de Alexandre de Moraes para o STF. Mas, enquanto isso não se concretiza, a indicação segue seu rito protocolar tendo que passar pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça do Senado e depois pelo plenário. “Essa nomeação é um desespero do Governo que demonstra descaradamente o desrespeito dos atuais mandatários do país com o povo brasileiro. Fica aqui o meu protesto como advogado, a minha indignação como ser humano e o registro para a história que isso é uma vergonha”, finaliza Jeová.

ALPB vai debater PEC 287 durante audiência pública proposta por Jeová Campos

No próximo dia 17, às 10h, a Assembleia Legislativa da Paraíba vai promover um debate sobre a Proposta de Emenda Constitucional nº 287/2016, que trata da Reforma da Previdência Social, que tramita no Congresso Nacional. A iniciativa de abordar o tema foi do deputado Jeová Campos, presidente da Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente da Casa. O requerimento para realização da audiência foi protocolado nesta sexta-feira (03) e vai para aprovação em plenário na próxima semana, em caráter de urgência, dada a proximidade da data de realização do evento.

Na opinião do deputado, muita gente, principalmente, os trabalhadores ai nda não têm a exata noção de como essa proposta vai impactar na qualidade de vida das gerações atuais e futuras, daí a necessidade de abordar o tema com brevidade e profundidade, já que pela tramitação do projeto no Congresso, ele deve ser votado ainda esse semestre. “Essa PEC, que deveria ser denominada ‘PEC dos horrores’ retira direitos, suprime garantias, penaliza os mais pobres, prejudica os trabalhadores rurais de maneira muito cruel e muita gente ainda não sabe o ônus que pagará se ela for aprovada, daí a necessidade de esclarecer a população sobre o que realmente está por vir”, justifica Jeová.

Entre as principais mudanças constantes do texto da PEC 287/2016, estão à idade mínima de 65 anos para se aposentar, independente do sexo, e transição entre o novo regime e o antigo –os homens com mais de 50 anos e as mulheres com mais de 45 entrarão no grupo de transição; fim gradativo das aposentadorias especiais; aumento do tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos; pelo menos 50 anos de contribuição para obter o benefício integral com as novas regras propostas; proibição da acumulação de pensão por morte e aposentadoria; aumento da alíquota de contribuição previdenciária dos servidores estaduais para 14%, bem como a contribuição previdenciária a ser paga pelos agricultores. A pensão por morte, por sua vez, também traz novidades na forma de cálculo: o valor da pensão passaria a ser de 50% do que o segurado recebia, se aposentado, ou tinha direito a receber se aposentado por invalidez, acrescido de 10% por dependente. Outro aspecto tratado na PEC trata da desvinculação do salário mínimo, de maneira que o benefício garantido pelo INSS não observará o reajuste de valorização do salário mínimo.

“Esta Proposta de Reforma da Previdência apresenta diversos pontos críticos e que devem ser discutidos pela sociedade. Entendemos que o problema não é a reforma da Previdência Social em si, pois é sabido, por exemplo, que é real o aumento da expectativa de vida da população brasileira e mundial, e que os brasileiros se aposentam cedo em comparação a povos de outros países. O problema maior é a restrição a direitos sociais em um país com tantas diferenças, o que certamente prejudicará a camada mais pobre da população, que começa a trabalhar mais cedo e em piores condições”, argumenta Jeová que é advogado, com especialização em Direito Previdenciário. Para ele, a participação efetiva da Assembleia Legislativa da Paraíba é importante neste processo, daí a iniciativa de promover o debate na Casa.

O país vive uma situação lamentável com instituições que deveriam zelar pela moralidade sendo conduzidas por pessoas envolvidas com a corrupção

         “É lamentável, é triste, para não dizer surreal o país ver o Senado da República, agora ser presidido por um dos políticos mais denunciados da Lava Jato, especialmente, com essa delação da Odebrecht e ainda assistir atônico a reeleição de Rodrigo Maia para novo mandato à frente da Câmara Federal. Diante de tudo isso, é imprescindível que o STF abra a ‘caixa preta’ e escandalosa da delação dos diretores da Odebrecht, porque não é mais possível esse país ficar brincando com esse jogo sujo da política”, desabafou hoje (03), o deputado estadual paraibano Jeová Campos (PSB).

            Na opinião do parlamentar, os políticos que participaram do golpe que culminou com a cassação do mandato da presidente Dilma, violentando a Democracia, são os verdadeiros corruptos. “Os articuladores do golpe, a começar pelo presidente Michel Temer, usaram o argumento de acabar com a corrupção, mas, eles próprios são os verdadeiros corruptos, que se transvestiram de homens de bem, éticos e morais, quando, na verdade, eles são os mais comprometidos com a podridão da política nacional, são mais vinculados à corrupção e, na realidade, o que eles querem é acabar com a Lava Jato”, afirmou Jeová.

            “Ai eu pergunto: se as instituições não funcionam como é que vamos combater a corrupção neste país, tendo presidentes da Câmara e do Senado com esse comprometimento, uma pessoa que tem a história e o perfil de Eunício Oliveira? Sinceramente, a atual situação do país é de dar dó, tristeza e porque não dizer, revolta”, enfatiza Jeová, lembrando-se da troca imoral de favores do atual governo que nomeou o ministro Antônio Ynbassay, para Secretaria de Governo, em troca da eleição de Rodrigo Maia e também da recente nomeação de Moreira Franco, braço direito de Temer, citado nas delações da Lava Jato, que passou a ter foro privilegiado por causa do status de ministro. “Isso tudo é uma vergonha”, finaliza Jeová.

‘Ainda bem que a ansiedade do povo não se transformou em pesadelo’ diz Jeová campos sobre escolha do novo relator da Lava Jato

           A escolha do ministro Luiz Edson Fachin, por sorteio eletrônico, para ser o novo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), na opinião do deputado estadual Jeová Campos, foi muito boa para continuidade dos trabalhos da Operação. “O ministro Fachin foi uma boa escolha, pois é um magistrado que tem grande saber jurídico, posições neutras em relação aos investigados e ainda tem fama de ter ‘uma caneta pesada’, isto é, age em conformidade a Lei e aos autos”, destacou o parlamentar.

            A definição do novo relator foi anunciada nesta quinta-feira e, segundo Jeová, trouxe um alívio à imensa maioria do povo brasileiro, que quer ver na cadeia todos os envolvidos com os escândalos que envergonham a nação. “Imagina se essa relatoria recaísse sobre um ministro que tivesse amizade com os investigados e não tivesse isenção para julgá-los. Seria o fim da Lava Jato”, destacou Jeová.

            O novo relator da Lava Jato substitui Teori Zavascki, que morreu em um acidente aéreo no dia 19 de janeiro. O sorteio foi realizado entre os ministros da Segunda Turma, colegiado encarregado do julgamento dos inquéritos e recursos ligados ao esquema de corrupção que atuava na Petrobras

 

‘Morre uma mulher digna que nunca se rendeu aos holofotes, nem as artimanhas do poder’

O deputado estadual Jeová Campos (PSB), que por mais de 30 anos integrou os quadros do PT e conviveu, em diversas ocasiões com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  e com Dona Marisa Letícia, lamentou a morte da ex-primeira-dama e mulher do ex-presidente do Brasil. “Dona Marisa era discreta, digna, sabia comportar-se e nunca se encantou com o poder. Morreu hoje uma mulher digna, que nunca se rendeu

aos holofotes, nem as artimanhas do poder”, destacou o parlamentar.

Dona Marisa teve morte cerebral nesta quinta-feira (02), decorrente de complicações causadas por um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico. Ela era tão digna, destaca o parlamentar paraibano que, em vida, manifestou a intenção de ajudar o próximo depois de sua morte, tanto que a família já autorizou a doação de seus órgãos. “Esse gesto, por si só, já demonstra um senso humanitário diferenciado”, lembra Jeová.

A morte cerebral foi confirmada pela equipe do hospital Sírio Libanês, em dois exames: o primeiro, no início da manhã, e o segundo, por volta das 13h, como estabelece o protocolo para oficialização desse tipo de óbito. O velório será realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (ABC Paulista), cidade em que reside a família Lula.

Para o deputado Jeová, quem melhor descreveu Dona Marisa, foi Hildegard Angel, no texto ‘Marisa Letícia Lula da Silva, as palavras que precisavam ser ditas’, publicado em seu site, em 04.01.2011,  cujo um dos trechos é reproduzido a seguir: …‘Marisa Letícia dedicou-se ao que ela sempre melhor soube fazer: ser esteio do marido, ser seu regaço, seu sossego. Escutá-lo e, se necessário, opinar. Transmitir-lhe confiança e firmeza. E isso, segundo declarações dadas por ele, ela sempre fez. Foi quem saiu às ruas em passeata, mobilizando centenas de mulheres, quando os maridos delas, sindicalistas, estavam na prisão. Foi quem costurou a primeira bandeira do PT. E, corajosa, arriscou a pele, franqueando sua casa às reuniões dos metalúrgicos, quando a ditadura proibiu os sindicatos. Foi companheira, foi amiga e leal ao marido o tempo todo. Foi amável e cordial com todos os que dela se aproximaram. Não há um único relato de episódio de arrogância ou desfeita feita por ela a alguém, como primeira-dama do país”…

Deputado Jeová Campos critica reforma da previdência e reitera seu apoio à luta dos trabalhadores rurais contra a PEC 287

Representantes de 214 sindicatos de trabalhadores rurais da Paraíba participaram, nesta quinta-feira (02), pela manhã, de uma plenária na sede da  Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Paraíba – FETAG-PB, em João Pessoa, para deliberar sobre as próximas ações que serão realizadas contra a Proposta de Emenda Constitucional nº 287/2016, que trata da Reforma da Previdência Social. A proposta que tramita no Congresso Nacional retira direitos de trabalhadores e penaliza severamente os trabalhadores rurais. O deputado estadual Jeová Campos participou do início dos debates e criticou as mudanças propostas taxando-as de ‘descabidas, absurdas, desnecessárias e excludentes’.

“As mudanças propostas na reforma da previdência, pelo governo de Michel Temer, vai penalizar os brasileiros mais pobres, sacrificar as mulheres e prejudicar de uma maneira ainda mais cruel os trabalhadores rurais, antes isentos de contribuição, com a reforma vão ter que contribuir, além disso, com a ampliação do tempo de trabalho, que eleva a idade mínima para se aposentar para 65 anos, quem lida na roça, de sol a sol, levando chuva, acordando muito cedo e que, em média, começa a trabalhar aos 12 anos, vai ter que se aposentar ainda mais velho. Essa proposta ainda reduz o valor do amparo assistencial ao idoso que passa a ser desvinculado do salário mínimo para ser atrelado à inflação do período”, explicou o parlamentar, que é advogado por formação com especialidade em Direito Previdenciário.

Em sua fala, Jeová, lembrou de sua ligação com o campo, já que desde pequeno conviveu com as agruras da lida na terra e reiterou a necessidade dos trabalhadores fazerem pressão para barrar a aprovação da PEC no Congresso. “Eu conheço a realidade do campo, sei avaliar as consequências negativas que essa proposta impõe a classe trabalhadora, especialmente aos trabalhadores rurais que, com as mudanças que estão em tramitação hoje, terão que esperar mais tempo para pleitear a aposentadoria, perderão a isenção do pagamento previdenciário e ainda terão que contribuir, no mínimo, por 25 anos para requerer a aposentadoria”, destacou Jeová, lembrando que somente a pressão social poderá barrar ou alterar a proposta.

O presidente da FETAG, Liberalino Ferreira, que esteve reunido na semana passada, em Brasília, com representantes de 27 federações, reforçou durante a plenária a necessidade de união da categoria para barrar essa PEC. “Pior do que cinco anos de seca é essa proposta da reforma da previdência que vai prejudicar cruelmente os trabalhadores rurais, eu diria até que vai ‘assassinar’ os trabalhadores e precisamos nos unir, ainda mais, e lutar para barrar esse absurdo. Vamos mobilizar as câmaras municipais, a Assembleia Legislativa, nossos representantes no Congresso, as entidade de classe para derrubar essa proposta”, disse ele. Neste aspecto, a ALPB sairá na frente com a realização de uma audiência pública, no próximo dia 17, proposta pela Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente, que é presidida pelo deputado Jeová Campos.

“Essa reforma perversa, que penaliza quem mais precisa da aposentadoria, vai prejudicar justamente, os mais pobres e necessitados.  Na prática, o governo pretende destinar mais dinheiro para pagar a dívida e menos recursos para a área social e só há uma forma desta proposta ser modificada que é a pressão popular. É preciso que os sindicatos e entidades ligadas à Agricultura se unam, se mobilizem e façam pressão junto aos deputados federais e senadores para que não aprovem o texto. Não vejo outra saída para barrar essa crueldade que estão armando contra o trabalhador brasileiro”, disse Jeová.

Jeová Campos afirma que a ALPB sob o comando de Gervásio Maia tem tudo para se tornar palco de debates de grandes temas da Paraíba

“Minha expectativa e intuição mostram que a Assembleia Legislativa, sob a presidência de Gervásio Maia, tem tudo para se transformar no palco de grandes debates sobre temas que interessam a Paraíba e que são imprescindíveis para o desenvolvimento de nosso Estado”. Essa é a opinião do deputado estadual Jeová Campos (PSB) sobre a postura que a Casa de Epitácio Pessoa deve adotar a partir de hoje (1º), com a nova Mesa Diretora e sob o comando de Gervásio Maia, seu colega de partido. Jeová assumiu, nesta quarta-feira (1°), a 4ª secretaria da nova mesa diretora, durante solenidade bastante prestigiada no Espaço Cultural, em João Pessoa.

Como exemplo de grandes temas que deverão ser pauta de debates no plenário da ALPB, Jeová cita a questão da duplicação da BR 230, a descentralização do desenvolvimento, a partir do estimulo as vocações naturais dos municípios,  a questão do aproveitamento da energia renovável, dos recursos hídricos, etc.

E a julgar pelo tom do discurso do novo presidente da Casa, a expectativa de Jeová deve se confirmar. “Cresci num ambiente político e aprendi que política não é um meio de vida, mas, um instrumento para conquista de mudanças e transformações que melhoram a vida das pessoas. Hoje, conheço razoavelmente a Casa de Epitácio Pessoa, desde as suas necessidades até as causas que devemos abraçar para defender à Paraíba, e vamos fazer isso, estimular o debate de ideias, abrindo a Casa para o povo”, destacou Gervásio Maia.

Deputados entregam ao ministro documento com sugestões de ações emergenciais e perguntas sobre as obras da Transposição

Documento foi assinado por 26 deputados estaduais e entregue ao ministro da Integração pelos deputados Jeová Campos, Gervásio Maia e Renato Gadelha

 

Um dos pontos altos do encontro realizado no final da tarde desta segunda-feira (30), em Campina Grande,  com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho e políticos paraibanos, foi a entrega de um documento assinado por 26 deputados estaduais que propunha ações emergenciais de combate a seca e indagava ao ministro questões sobre a paralisação das obras do Eixo Norte e sobre outras ações complementares do projeto de Transposição. O documento foi entregue ao ministro pelos deputados Jeová Campos, Gervásio Maia e Renato Gadelha, este último presidente da Frente Parlamentar da Água da ALPB.

O documento continha questionamentos sobre a retomada das obras dos trechos 3, 4 e 8, dos lotes responsáveis pela captação de água do Rio São Francisco, em Cabrobó (PE), até o início do reservatório Jati, em Jati (CE), paralisadas desde junho do ano passado, o prazo para concluí-la, sobre o projeto de construção do canal que interligará a barragem de Caiçara ao açude de Engenheiro Avidos, em Cajazeiras, o prazo para conclusão das obras do Eixo Leste e ainda sobre o projeto de inclusão das obras do Eixo Piancó/Coremas/Piranhas, que atenderá a região do Vale do Piancó.

Logo em seguida a entrega do documento, o ministro respondeu os questionamentos, enalteceu a importância da presença dos deputados estaduais na solenidade e a efetiva atuação da bancada federal paraibana na cobrança da conclusão das obras da transposição e firmou um compromisso de entregar as obras nas datas já divulgadas pelo governo. “Depois deste encontro, aumenta a minha responsabilidade e da minha equipe e do atual governo de não frustrar as expectativas do povo paraibano com a chegada das águas da transposição. Hoje, estamos trabalhando em dois turnos de 12 horas, ou seja, 24h sem parar para poder cumprir o cronograma”, destacou Helder Barbalho.

Ainda segundo o ministro, o prazo dado para que a empresa conclua as obras do Eixo Leste, que garantirão a chegada das águas da transposição no reservatório de Poções,  em Monteiro (PB), será dia 06 de março. O ministro não divulgou uma data para chegada das águas no açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão, em Campina Grande, (CG), mas, assegurou que até abril isso acontecerá. Ele afirmou que quarta-feira (01) vai definir a empresa que assumirá as obras do Eixo Norte e que assinará a ordem de serviço no início de março. Neste contexto, Helder Barbalho esclareceu que dos três lotes do Eixo Norte, dois estão com 98% de suas obras concluídas e disse que a expectativa é concluir a obra ainda em 2017. O  ministro divulgou ainda que em agosto, Jati, no Ceará, e em dezembro, Piranhas, na Paraíba estarão com as águas da transposição. Quanto ao projeto do Vale do Piancó, o ministro referiu-se a necessidade de uma emenda de bancada para ser viabilizado. Na ocasião, o ministro assegurou recursos para diversas obras hídricas, tanto para a prefeitura de Campina Grande, quanto para o Governo do Estado.

Antes de se pronunciar, o ministro ouviu discursos do presidente da FIEP, Buega Gadelha, do prefeito Romero Rodrigues, dos senadores Cássio Cunha Lima e José Maranhão, do presidente da ALPB, Adriano Galdino, de Bertram Asfora, do MPPB e do governador Ricardo Coutinho. Todas as falas enalteceram a importância da obra, que é um sonho antigo dos nordestinos, que se constitui na redenção da região semiárida, que enfrenta há muito tempo o problema da escassez hídrica.

“Fazer chegar as águas do São Francisco é um desafio diário do atual governo e saio daqui com esse desafio e minha responsabilidade ampliadas pelas expectativas e necessidade que essa obra impõe”, disse Helder Barbalho ao se despedir por volta das 20h. Por causa do prolongamento tempo do encontro, o ministro teve que cancelar compromissos em Brasília que estavam agendados para a noite de ontem (30).

O deputado Jeová Campos, ex-presidente da Frente Parlamentar das Águas da ALPB, avaliou a reunião com o ministro como muito positiva. “Ele não ficou só no discurso. Assegurou recursos para obras complementares, reiterou o empenho de sua equipe com a conclusão das obras, assumiu compromissos com datas para chegada das águas da transposição e retomada das obras do Eixo Norte, enfim, mostrou que está empenhado  e principalmente que tem a exata noção da importância desta obra para o Nordeste, além de mostrar muita segurança      em suas colocações e não deixar perguntas sem respostas”, destaca Jeová. O parlamentar lembra que a única resposta que ficou em aberto do documento foi sobre o projeto de construção do canal que interligará a barragem de Caiçara ao alude de Engenheiro Avidos, em Cajazeiras. “Assim, mesmo, ele ficou de verificar e nos dá um retorno”, finaliza Jeová.