Jeová Campos
Em debate histórico ALPB promove sessão especial para lembrar os 50 anos do curso de Direito do CCJS da UFCG
Um oásis jurídico no sertão paraibano que formou grandes nomes e descortinou talentos nas mais variadas áreas de atuação do Direito. Essa frase resume a importância dos 50 anos do curso de Direito do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais – CCJS, do Campus de Sousa, da UFCG, cuja história e trajetória foi lembrada nesta quarta-feira (12), durante sessão especial promovida pela Assembleia Legislativa da Paraíba. A propositura foi do deputado Jeová Campos, ex-aluno e professor licenciado do CCJS, que presidiu a sessão após abertura solene feita pelo presidente da ALPB, Adriano Galdino, e que foi subscrita pelo deputado Júnior Araújo, que secretariou os trabalhos.
Fundado em 1º de Maio de 1971, o curso de Direito do CCJS, do Campus de Sousa, da UFCG, foi pioneiro em Direito na Paraíba e forma a cada semestre cerca de 50 alunos. Atualmente, segundo o diretor do Centro, Jardel de Freitas, o curso tem 1000 alunos, conta com rico acervo bibliográfico e desenvolve projetos de pesquisa em várias extensões, sendo considerado uma referência no estudo do Direito.
Coube ao Monsenhor Gervásio Queiroga, ex-aluno e professor fundador, resgatar a história do curso. Em sua fala, ele se lembrou de pessoas que foram muito importantes na fundação e consolidação do curso, a exemplo dos professores Joaquim Alencar, Sabino Ramalho e Doca Benevides Gadelha, destacou funcionários e alunos, nominando alguns, a exemplo do deputado Jeová Campos que, segundo ele, era um aluno exemplar, não apenas pela atenção com os professores e nas aulas, mas, sobretudo, pelas questões jurídicas e filosóficas que ele levantava. O professor aposentado lembrou de fatos pitorescos, como o de uma aluna que proibida de ‘filar’ na prova puxou um revólver para intimidá-lo e de outras situações que lhe deram alegria ao longo dos 21 anos em que ele passou pelo Centro, espaço pelo qual tem enorme gratidão e admiração.
O vice-presidente da OAB-PB, João de Deus Quirino Filho, que é ex-aluno e professor do Campus, falou de sua satisfação em ter se formado em Sousa e destacou a excelência da formação profissional que o Campus de Sousa sempre ofertou aos seus alunos, sempre se destacando no ensino do Direito, em suas variadas áreas. A desembargadora pelo estado do Maranhão e ex-aluna do curso, Francisca Galiza, inclusive a primeira profissional oriunda do Campus de Sousa a ingressar na magistratura neste cargo, falou de sua alegria em participar da sessão e das gratas lembranças que ela tem da época em que estudou em Sousa, destacando como fundamental para ela a formação acadêmica recebida naquela instituição.
Radames Estrela, presidente da Câmara Municipal de Sousa, enalteceu os diferenciais do curso de Direito do CCJS e sugeriu, inclusive, que todos lutassem pela implantação de um curso similar na cidade de Cajazeiras. O juiz, Edvan Rodrigues enalteceu a importância da sessão e falou de sua felicidade em poder participar da sessão e de rever ex-alunos e professores que contribuíram para o engrandecimento do curso e de sua própria formação. Ele lembrou ainda que o curso é de bacharelado, mas estimulou muitos alunos a seguirem a docência e destacou a necessidade da expansão de novos cursos para o Campus de Sousa.
O advogado Johnson Abrantes fez uma referência especial ao decano Pe. Gervásio, lembrou nomes de vários professores e lembrou que foi o terceiro diretor da Faculdade de Direito, permanecendo no cargo por dois anos, quando o curso ainda era coordenado pela Fundação Padre Ibiapina, lembrando que a primeira biblioteca da Faculdade foi em sua gestão, assim como a compra de um terreno para construção do prédio futuro onde funcionaria o curso, mas destacou que a busca do reconhecimento do curso pelo MEC foi a sua principal bandeira de luta enquanto diretor, o que aconteceu em 1977.
O professor Idemario Tavares também falou na sessão e enalteceu a importância do curso e parabenizou a ALPB pela iniciativa de comemorar esse meio século de atividades do curso. O professor Joaquim Alencar, ex-aluno fundador do curso, lembrou da idealização dos cursos para o sertão paraibano, especialmente, para as cidades de Cajazeiras, Patos e destacando o de Direito, em Sousa, enaltecendo os professores Gervásio Queiroga e Jonas Gadelha como grandes nomes da docência, com os quais teve um aprendizado memorável e a direção de Inaldo Leitão, quando segundo ele, houve grandes avanços. O professor dividiu os cinquenta anos do curso em quatro fases, sendo a penúltima delas quando a Faculdade foi incorporada a UFCG e, por fim, a última e atual que é a solicitação da implantação de novos cursos no Campus.
A ex-aluna e cientista social, Maria Luiza Alencar falou da emoção de ter estudado em Sousa, lembrou que está escrevendo um livro sobre o seu despertar para as ciências jurídicas iniciada no curso de Direito, nos anos 80, e que se emocionou muito ao recordar e homenagear a Faculdade onde se formou, enaltecendo a qualificação do corpo docente do curso, com a destacada reforma curricular que incluiu disciplinas de ciências sociais e humanas. Por fim, ela sugeriu a criação de um programa de mestrado para o Campus. O deputado Lindolfo Pires também se pronunciou parabenizando os 50 anos do curso de Direito, lembrando que agora é hora de pensar nos desafios dos próximos 50 anos.
A ex-aluna e Defensora Pública, Madalena Abrantes falou de sua emoção ao rever a história da Faculdade e da importância da disponibilidade de um curso tão bom no interior da Paraíba, desejando que os próximos 50 anos sejam ainda mais profícuos. O reitor Thompson Mariz foi o penúltimo a falar durante a sessão, parabenizou a ALPB por reverenciar essa grande história do curso de Direito do Campus de Sousa. Lembrou do Pe. Martins Salgado, recentemente falecido, e falou de sua visão como reitor, destacando a competência do diretor Joaquim Alencar. O reitor da UFCG, Antônio Fernandes foi o último participante a falar e destacou que o curso de Direito, desde o seu início, é sinônimo de excelência e que haverá novos horizontes para o curso que sempre teve uma postura visionária desde a sua fundação, lembrando que o brilhantismo do curso se deve a união de todos os profissionais que se envolveram e se envolvem para que os obstáculos sejam superados e novos horizontes sejam alcançados.
“Eu estou muito feliz e emocionado com a realização desta sessão pela profundidade, conteúdo e importância dos depoimentos e serei eternamente grato por todas as experiências vivenciadas durante minha formação de Direito no Campus de Sousa e, posteriormente, como professor da disciplina de ‘Introdução ao estudo do Direito’ não apenas pelos ensinamentos profissionais, mas, sobretudo pela formação de cidadania e espírito público pelo compartilhamento do saber”, disse o deputado estadual Jeová Campos agradecendo a participação de todos que participaram da sessão, lembrando que o Pe. Gervásio receberá a medalha Pe. Rolim, ainda este ano, em solenidade a ser marcada oportunamente.
Jeová sugeriu ainda que cada um dos que participou da sessão especial fizesse um relato pessoal de sua relação e experiências com o Curso para que esse material seja copilado numa publicação para resgatar a memória da instituição e servir de registro para as novas e futuras gerações. O deputado Júnior Araújo sugeriu que quando passar a pandemia seja feita uma sessão presencial com todos que tenham ligação com o curso.
- 36Deputado Jeová Campos durante a sessão especial
- A propositura da realização da sessão foi do deputado Jeová Campos
- A sessão especial que debateu os 50 anos do curso de Direito de Sousa foi remota
Esse esquema montado pelo governo Bolsonaro em troca de apoio da base aliada no Congresso é uma vergonha afirma Jeová Campos
“Esse orçamento paralelo montado pelo governo de Bolsonaro em troca de apoio da base aliada no Congresso é uma vergonha. Quando, num passado recente, a presidente Dilma mandou patrol, carro-pipa, caçambas, retroescavadeiras e tratores, o fez para todos os municípios que pleitearam os equipamentos. Ela não mandou para um município que um deputado pediu”, disse o deputado estadual Jeová Campos. A fala do deputado ocorreu durante sessão remota da ALPB, na manhã desta terça-feira (11) e se referia a denúncias de que existe um orçamento paralelo no governo que prevê um total de R$ 3 bilhões para serviços de obras e compras de tratores e máquinas agrícolas indicados por um grupo escolhido a dedo de deputados e senadores que apoiam Bolsonaro. Do total de repasses previstos, R$ 271,8 milhões foram destinados à aquisição de máquinas pesadas por preços até 259% acima dos valores da tabela de referência do governo válida para 2021. Por isso o esquema foi chamado também de “tratoraço”.
Para Jeová, o que está acontecendo é nada mais que um artifício de Bolsonaro para comprar os integrantes do Centrão. “Isso é a utilização política eleitoral de um Programa que é importante para a Agricultura, que precisa destes tratores, mas esses veículos não podem ser enviados apenas para os municípios dos deputados da base do governo, como moeda de troca. Se fosse emenda parlamentar de um deputado, não teria problema, pois ele estaria fazendo um gesto político com sua emenda, mas, alocar R$ 3 bilhões do Ministério do Desenvolvimento Regional para fazer uma moeda política em troca de apoio ao governo é utilizar dinheiro público com interesse particular e isso é inadmissível”, destacou o parlamentar paraibano, lembrando que esses R$ 3 bilhões do ‘Bolsolão’, como está sendo também apelidado o esquema, bem que poderia ter sido destinado para a compra de 40 milhões de doses de vacina contra a Covid.
“O Governo não comprou vacinas e hoje está correndo atrás de um prejuízo que custou a vida de mais de 400 mil brasileiros, disse que não vai realizar o censo demográfico por falta de recursos, mas destina R$ 3 bilhões para ‘comprar’ os parlamentares federais. Isso é um escândalo de grandes proporções. O uso do dinheiro público para montar uma base de apoio no Congresso Nacional é uma vergonha e uma afronta para as famílias que perderam seus entes queridos nesta pandemia quando muitos poderiam ter sido salvos se as vacinas tivessem chegado antes”, lamentou Jeová.
Deputado se retira da sessão em protesto a manutenção de veto a PL que propunha ação de educação no trânsito em escolas da PB
O deputado estadual Jeová Campos se retirou da sessão remota da ALPB, na manhã desta terça-feira (11), em protesto a manutenção do veto de um Projeto de Lei, de sua autoria que propunha a implantação de ações interdisciplinares de noções de trânsito nas escolas particulares e públicas de ensino infantil, fundamental e médio da Paraíba. “Nós não estamos aqui trazendo uma invenção extraterrestre. O que propus já existe em vários estados da Federação. A Paraíba está e vai continuar atrasada neste aspecto, infelizmente. Se isso não fosse tão importante, a gente não tinha tantas mortes no trânsito. E o que estou propondo não cria despesas, ao contrário, diminuiria gastos com as vítimas de acidentes no futuro, já que ajudaríamos a formar cidadãos mais conscientes em relação ao trânsito que mata hoje milhões de pessoas e no Brasil 70 mil pessoas/ano”, desabafou o parlamentar que taxou de “ridícula’ e ‘vergonhosa’ a postura dos deputados que votaram a favor da manutenção do veto.
O PL em questão, o 1336/2019, dispõe sobre a adoção de atividades pedagógicas pelas escolas particulares e públicas sediadas no Estado da Paraíba, destinadas a divulgarem o Código de Trânsito Brasileiro através de atividades pedagógicas interdisciplinares. “Esse PL não cria despesas e, sinceramente, a justificativa e fundamento da Secretaria de Educação para julgar inconstitucional essa iniciativa, de que a Secretara junto com o DETRAN já desenvolvem ações desta natureza e que estas já são suficientes, não se sustenta”, disse o deputado Jeová, reiterando que sua iniciativa tem como objetivo maior preparar a criança e o adolescente paraibano, futuro motorista, a como bem conduzir o veículo, incutindo neles desde cedo à responsabilidade cidadã. “Se as ações da Secretaria junto com o DETRAN fossem suficientes, a Paraíba não teria tantas mortes no trânsito”, reforçou Jeová, lamentando a subserviência dos parlamentares ao Governo em votar pela manutenção do veto.
O placar da votação foi de 15 votos SIM, oito NÃO e três abstenções. Os deputados que votaram pela derrubada do veto foram: Anderson Monteiro, Anísio Maia, Bosco Carneiro, Buba Germano, Camila Toscano, Chió, Cida Ramos, Cláudio Régis, Wallber Virgulino, Dra. Paula, Estela Bezerra, Jandhuy Carneiro, Moacir Rodrigues e Tovar, além do autor da matéria. A favor do veto votaram: Cabo Gilberto, Doda de Tião, Hervázio Bezerra, João Gonçalves, Júnior Araújo, Ricardo Barbosa, Tião Gomes e Wilson Filho. Se absteram os deputados: Branco Mendes, Dr. Taciano Diniz e Inácio Falcão. Apesar da maioria de votos em plenário, para derrubar o veto era necessário 19 votos SIM.
“Só tenho a lamentar essa visão míope, injustificada e ridícula da Secretaria de Educação e dos colegas desta Casa que não entenderam o alcance desta proposta que não cria despesas alguma às escolas, mas que teria um alcance social imensurável, uma vez que estaríamos fortalecendo e ampliando a formação dos estudantes paraibanos, formando cidadãos mais conscientes de seu papel enquanto motoristas e pedestres”, disse o parlamentar, ressaltando que isso deixa a Paraíba atrás de outros Estados e carente de ações importantes neste contexto da Educação para o trânsito que, também é uma formação para a vida em sociedade.
- Deputado Jeová Campos se retirou da sessão em protesto a manutenção do veto
- Placar da votação de manutenção do veto ao PL
Jeová propõe implantação do curso de Engenharia da Energia no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba
Como todos os países do mundo, o Brasil atravessa uma séria crise energética, com reservas naturais cada vez mais escassas. Em contrapartida, o aumento da população requer cada vez mais energia e a noção de escassez de insumos energéticos nunca foi tão presente. Diferentes opções tecnológicas vêm sendo estudadas e aplicadas em nossa sociedade em detrimento da energia advinda do petróleo, revelando que opções que antes eram consideradas remotas são hoje soluções maduras e rentáveis. Soma-se a isso a nova consciência de responsabilidade ambiental que alerta sobre os riscos do emprego de tecnologias ditas convencionais para geração de energia, e que poderão ser inviabilizadas em um futuro próximo. O protocolo de Kyoto limita o uso de alguns tipos de combustíveis, além de incentivar o uso de energias renováveis e limpas. Por estes e outros motivos é preciso que existam profissionais capacitados para projetarem novas maneiras de geração e uso de energia. E foi pensando nisso, que o deputado estadual paraibano, Jeová Campos propôs que a ALPB encaminhasse requerimento ao Ministro da Educação, Milton Ribeiro, solicitando a implantação do Curso Superior de Engenharia da Energia no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba-IFPB.
A Engenharia de Energia, segundo o parlamentar, surge como uma nova área que visa à capacitação profissional para atuar num setor de suma importância para o Brasil e para a humanidade, que é a geração de energia preservando o meio ambiente. “O curso de Engenharia de Energia pode oferecer ao estudante uma formação sólida na área de engenharia e em harmonia com questões de alta relevância para o mundo moderno. O objetivo do curso é a formação de profissionais capacitados a compreender, projetar e gerenciar processos de produção, distribuição e utilização das várias formas de energia disponíveis na matriz energética, sejam elas renováveis ou não renováveis”, explica Jeová.
O Engenheiro de Energia será capacitado a atuar nos setores elétrico, petrolífero e industrial, atuando diretamente com sistemas de produção, geração, transporte, distribuição, gerenciamento e aplicação de energia. No ano de 2016, o IF-RN, através da RESOLUÇÃO N* 38/2015- CONSUP, autorizou a criação e o funcionamento do Curso Superior de Engenharia de Energia, cujo curso teve inicio em 06 de abril daquele mesmo ano. “Como sabemos, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba – IFPB já oferece dezenas de cursos de níveis técnico e superior e a implantação deste curso de Engenharia de Energia no IFPB será de grande importância para o desenvolvimento de nosso Estado assim como já o fez o RN”, justificou o deputado que teve seu requerimento aprovado durante sessão remota da ALPB, da última terça-feira (04).
- O curso vai formar engenheiros para atuar nas áreas de energia renovável ou não
Os 50 anos do curso de Direito do CCJS da UFCG serão lembrados com uma Sessão Especial da ALPB proposta pelo deputado Jeová
“Quando propus essa Sessão Especial em homenagem aos 50 anos de fundação do Curso de Direito do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais – CCJS, do Campus de Sousa, da UFCG, meu primeiro sentimento foi o de gratidão por tudo que ele significa em minha vida não só profissionalmente, mas, sobretudo, de formação de cidadania e espírito público pelo compartilhamento do saber. Foi lá que moldei e forjei a estrutura do ofício que escolhi e no qual sempre atuei com devotado empenho e recompensador prazer”, disse hoje (07), o deputado estadual Jeová Campos. O parlamentar, que é advogado e professor licenciado do Centro, propôs a realização de uma Sessão Especial para comemorar da data, que acontecerá no dia 12 de M aio, às 15h.
A Sessão será transmitida por videoconferência, através da TV Asembleia, Canal 8.2, ou pelo www.al.pb.leg.br/tv-assembleia e ainda pelo YouTube no Legislativo PB. Segundo o parlamentar, a data tem especial significado para ele e uma importância ímpar no estudo do Direito no sertão paraibano. “A vida me presenteou duplamente com o Curso de Direito do CCJS, pois, além da felicidade de ser seu aluno, quis os desígnios divinos que também me tornasse um de seus professores, ao lado de tantos outros aos quais devo muitos de meus conhecimentos nas Ciências Jurídicas e Sociais”, disse Jeová, lembrando que a ocasião também será uma oportunidade de renovar não só sua gratidão a essa prestigiosa instituição, como também poder reencontrar pessoas de tão elevado valor e de sua mais alta estima. “Será um momento emocionante”, finalizou ele, dizendo que o deputado Júnior Araújo, subscreveu sua propositura.
- Deputado Jeová Campos prôpos a realização da sessão especial
Jeová Campos defende que enquanto não tiver vacina para todos os deputados e funcionários da ALPB as sessões continuem sendo remotas
“Essa discussão é imprudente, sem razoabilidade alguma e não tem cabimento na atual conjuntura. Enquanto não tiver vacina para todos e no caso da ALPB não é apenas para os deputados, mas para todos os servidores e funcionários, isso é inconcebível”, disse hoje (04) o deputado estadual Jeová Campos referindo-se a fala do colega Cabo Gilberto que, mais uma vez, solicitou ao presidente da Casa a volta das sessões presencias da Assembleia Legislativa. Adriano Galdino discordou da sugestão, alegando que o plenário da ALPB é um ambiente fechado e, portanto, não seguro para realização de sessões em tempos de pandemia. O deputado Anísio Maia também se manifestou na sessão contra a solicitação do Cabo Gilberto. Para o parlamentar petista esse tipo de postura condiz com a política genocida que encontra no presidente Bolsonaro sua maior referência.
O deputado Jeová propôs a Mesa Diretora que na próxima sessão os parlamentares votem para decidir sobre o assunto em definitivo. “Eu observo que o deputado Cabo Gilberto toda semana traz esse debate para as sessões, mas enquanto não tiver todo mundo vacinado não tem como voltar às sessões presenciais. Eu sugiro que a gente acaba com essa cantilena esgotando esse assunto para acabar com essa discussão que não passa de um posicionamento imprudente”, disse o parlamentar, questionando a postura do colega que não defende o isolamento social, nem o uso da máscara. Jeová lembrou que os trabalhos legislativos não estão prejudicados e estão sendo realizados a contento de forma remota.
Jeová ainda sugeriu ao Cabo Gilberto que use do prestígio que tem junto com o Presidente da República a orientá-lo a mudar de postura. “Porque você não pede a Bolsonaro para deixar de brigar com a China, para deixar de falar besteiras, como fez em sala reservada como fez Paulo Guedes, e criar um ambiente diplomático em que possibilite o Butantã a produzir mais vacinas?”, disse Jeová complementando que “enquanto não tiver vacina, não se pode aglomerar nem na ALPB, nem em lugar nenhum”, destacou Jeová que já tomou a primeira dose por se enquadrar em grupo prioritário, em função de ter tido um câncer e ter problemas cardíacos.
- Deputado Jeová Campos defende que sessões da ALPB continuem de forma remota até que todos estejam vacinados
PL aprovado pela ALPB assegura atendimento prioritário às pessoas com visão monocular nos estabelecimentos públicos e privados da PB
Se dependesse apenas dos deputados estaduais da Paraíba, as pessoas com visão monocular já teriam a partir de hoje, assegurado à prioridade de atendimento nos estabelecimentos públicos e privados no Estado da Paraíba. É que na sessão remota desta terça-feira (04), os parlamentares aprovaram o Projeto de Lei nº 1.936/20, de autoria de Jeová Campos, que propõe esse atendimento especial.
De acordo com a proposta, que segue agora para aprovação ou não do governador, “fica assegurado o atendimento prioritário às pessoas com visão monocular pelos estabelecimentos públicos e privados sediados no Estado da Paraíba, cujo símbolo da pessoa com visão monocular deverá ser utilizado nas placas indicativas de atendimento prioritário para as pessoas portadoras de necessidades especiais”.
A proposta determina ainda que para se beneficiar da Lei é preciso se enquadrar no perfil de pessoa com visão monocular que é aquela que apresenta cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica, assim como as pessoas de baixa visão, com acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica, os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60º ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores.
O deputado explica que para fazer jus ao atendimento prioritário à pessoa com visão monocular deverá apresentar qualquer documento firmado por profissional médico que ateste esta deficiência. A propositura ainda determina que o descumprimento da lei sujeitará ao infrator a imposição de multa no valor equivalente a 50 (cinquenta) UFR-PB vigente na data da aplicação da penalidade, e no caso de reincidência o valor da penalidade será aplicado em dobro, além de outras sanções previstas na legislação vigente.
- PL é de autoria do deputado Jeová Campos
A Carta aberta a Paulo Guedes da Nathalí Macedo é um soco na cara, na hipocrisia e maldade de Paulo Guedes afirma Jeová Campos
“Como ampliar o horizonte e mudar o destino do filho do pobre senão pela Educação? De tantos milhares de brasileiros que não nasceram em berço esplêndido, que são filhos de trabalhadores que sobrevivem com baixa renda e não podem pagar escolas, nem universidades particulares para que seus filhos tenham a oportunidade de mudar de vida? Ao ler a carta de Nathalí me identifiquei em cada expressão de indignação e o soco na cara e na hipocrisia e maldade de Paulo Guedes que ela deu muito me representa”, disse hoje (03), o deputado estadual Jeová Campos.
O parlamentar, que é filho de agricultores, fala com conhecimento de causa, pois, a exemplo de Nathalí também mudou seu destino pela Educação. “Eu nasci num sítio, trabalhei na roça, morei boa parte da vida no sertão paraibano, na cidade de Cajazeiras, venho de uma família humilde, durante anos fui vendedor de alho em feira livre, sempre estudei em escola pública, passei no vestibular para a UFCG, me formei em Direito, depois passei num concurso da UFCG para professor do Campus de Sousa e estou em meu terceiro mandado como deputado estadual. Se não fossem meus estudos, minha formação, onde e como eu estaria hoje?”, questiona Jeová.
Para o deputado, a carta de Nathalí é um grito de revolta e indignação que precisa ecoar nos quatro cantos do país. “É impossível não ler essa carta e não se sensibilizar pelo relato e não se indignar com a postura de Paulo Guedes e dos representantes deste governo que ele serve, porque essa realidade de necessitar do FIES e de outros programas de bolsa para ter acesso ao estudo superior é de milhares de brasileiros, que sem esses programas jamais poderiam nem sonhar com um diploma de nível superior”, destaca Jeová, lembrando como bem colocou na sua carta que o FIES não é uma doação, mas um empréstimo que será pago após a formatura. “Por fim, quero parabenizar a Nathalí e em seu nome os brasileiros que conseguiram superar a pobreza e ampliar os horizontes graças à Educação, especialmente, àqueles que não apoiam esse governo genocida, preconceituoso, discriminatório e desumano”, finalizou Jeová.
Eis a íntegra do texto:
Carta aberta a Paulo Guedes (da filha do porteiro)
Publicado por Nathalí Macedo – 30 de abril de 2021
Costumo me arrepender sempre que clico em manchetes com seu nome. Já tive que ler que funcionários públicos são parasitas, que “todo mundo agora quer viver até 100 anos”, que “as pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer” (alô, agronegócio, já almoçou?) – a única certeza do brasileiro, neste momento, é que o senhor e o seu presidente jamais perderão a oportunidade de ficarem calados.
Aliás, de todos os absurdos que o senhor – surpreendentemente ou não, um dos nomes mais importantes do desgoverno Bolsonaro – já bostejou, o mais recente é também o que mais fala sobre o Brasil, o que melhor desenha o ódio de classes que deu base ao bolsonarismo com o qual o senhor contribui e do qual se beneficia. “FIES bancou universidade até pro filho do porteiro que zerou o vestibular”.
Uma primeira consideração a ser feita neste ponto é que o FIES não “banca” universidade pra ninguém. É um sistema de financiamento. Com juros e parcelas a perder de vista. Após a formatura, o estudante leva um diploma e uma dívida imensa com o Estado.
Em um país decente, com educação pública de qualidade e políticas públicas sérias para a juventude, o FIES seria obsoleto, senhor Ministro.
Já no Brasil das desigualdades, é, pra muita gente, o único caminho para a universidade. No Brasil da educação básica defasada e do ensino médio boicotado – em que o filho do porteiro tem que se esforçar dez vezes mais do que o filho do ministro pra entrar na universidade pública – é necessário que estudantes se endividem se quiserem um diploma (que de forma alguma, como o senhor deve saber, garante um emprego ou uma sobrevivência digna no Brasil de Bolsonaro).
Eu era a filha do porteiro. Do moto-taxista (no nordeste não tem motoboy, tem moto-taxista), para ser mais específica. Lá em 2011, quando passei no vestibular com bolsa 50% pelo ProUni, eu trabalhava pra pagar a metade do meu cursinho pré-vestibular. A outra metade o meu pai pagava, com o dinheiro que ganhava nas corridas – de dois em dois reais.
Quando fui aprovada, não tínhamos dinheiro pra pagar a outra metade da mensalidade, que não era coberta pela bolsa. Se não existisse o FIES, senhor Ministro, eu não estaria no doutorado aos 26 anos.
Na época, fizemos o financiamento para o primeiro semestre, e eu estudei ainda mais pra conseguir uma bolsa integral pelo ProUni no semestre seguinte. Graças a ele, a partir do segundo período eu já não precisava me endividar pra estudar. Tive meu curso completamente patrocinado pelo governo responsável por colocar os filhos do porteiro na universidade, um governo que investe em seus jovens. Depois disso, pude enfim ter condições de entrar em uma universidade pública para o mestrado.
É isso que te preocupa – não só a você, mas a toda a classe média que odeia pobre: nós, os pobres, estamos na universidade, muitas vezes fazendo pesquisas contra seu governo. O problema de vocês com o PT nunca foi a corrupção. A gente sabe: sempre foi ódio de classes.
Nós já sabíamos quando vocês comiam picanha em frente à FIESP. Quando lançou o premiado “Que Horas Ela Volta?”, Ana Muylaert também sabia. E adivinha? Não foi Jéssica que zerou o vestibular. Foi Fabinho, o filho dos ricaços. Poderia facilmente ser filho do ministro: esses meninos brancos que tiveram tudo e nunca precisaram desenvolver as próprias habilidades – e, em razão disso, ficaram burros. Acontece.
Também não me surpreende, do mesmo modo, que o senhor não conheça o cinema nacional, ou que ele nada lhe diga, e é por isso que o senhor não vai pegar a referência, mas eu lanço mesmo assim: problema dos Fabinhos, a gente sempre soube, são as Jéssicas – que entram na universidade apesar dos pesares, sem estrutura pra estudar, enfrentando a pobreza todo dia, e depois pegam o mesmo avião que eles para a Disney (na verdade, os que estudam bastante escolhem destinos menos fúteis, mas ainda cruzam com os ricos no aeroporto).
Essa realidade, aliás, parece parte de um passado distante – bons tempos em que tínhamos um presidente. Hoje, graças ao senhor e seu amo, ninguém mais vai à Disney. Ou a lugar nenhum: nenhum país abre fronteiras pra brasileiro sob o desgoverno Bolsonaro.Parabéns aos envolvidos.
O senhor não se contentou em escrever seu nome na história como inimigo do Brasil e um dos mentores do período mais nefasto do século: faz questão de se consagrar também como aquele que compete com o presidente e seus filhos pelo Oscar na categoria “falar bosta”.
Fique à vontade para compor seu mural de absurdos, mas, na próxima vez que o senhor pensar em dizer que o filho do pobre zera o vestibular, veja o filme de Ana Muylaert ou simplesmente consulte o currículo lattes dos seus companheiros de governo, com informações falsas, plágios e pesquisas irrelevantes.
Por ora, não podemos fazer muita coisa contra o governo genocida que o senhor integra. Mas ainda podemos dizer – ou escrever – em alto e bom som: burrice não é coisa de pobre. É a especialidade principal do bolsonarismo.
Revoltosamente,
Nathalí.
- Deputado Jeová Campos elogia carta endereçada a Paulo Guedes
Esse 1º de Maio não pode ser de comemoração tem que ser de resistência afirma deputado Jeová Campos
Em meio a um cenário que registra a morte de 400 mil brasileiros na pandemia, com um índice de desemprego alarmante, com muitas empresas fechadas e falidas, comércio de mal a pior e uma economia que não favorece os trabalhadores não há muito o que comemorar neste 1º de Maio, disse hoje (30), o deputado estadual, Jeová Campos. “Os trabalhadores não têm nada a comemorar neste 1º de Maio, as lágrimas fez um rio de sofrimento com tantas mortes por covid, os trabalhadores da periferia perderam seus empregos e a esperança, os do pequeno comércio viram as empresas fecharem e também perderam sua fonte de renda durante essa pandemia, portanto, o momento não é de comemoração, mas de resistência a tudo isso que esse (des) governo federal promoveu”, desabafou o parlamentar.
Na opinião de Jeová, o genocídio provocado pelo governo Bolsonaro só pode ser comparado à mortandade dos povos indígenas, em 1500. “Bolsonaro tem que ser colocado para fora porque o Brasil não aguenta mais tantas mortes, desemprego, fome, falta de vacina e um presidente que só fala e manda o povo andar armado. Fora Bolsonaro tem que ser o grito de guerra neste 1º de Maio”, afirmou o parlamentar paraibano, que denominou o atual governo federal de ‘irresponsável, desastrado e desumano’.
- O trabalhador não tem o que comemorar neste 1º de Maio, afirma Jeová Campos
Deputado Jeová Campos conhece futura reserva ecológica de natureza permanente em Olho d’água
Coincidentemente, na data em que se comemora o Dia Nacional em Defesa da Caatinga, o deputado estadual e presidente da Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente da ALPB, Jeová Campos foi conhecer a futura reserva ecológica de natureza permanente de Olho D’água das Onças, no município de Picuí. O convite para conhecer a futura reserva partiu do também deputado Buba Germano, que está à frente da coordenação dos trabalhos para oficializar esse espaço ecológico. “Essa reserva retrata bem as espécies nativas, da fauna e da flora do bioma Caatinga e vai ser um espaço importante de preservação do meio ambiente”, destacou Jeová.
O deputado que fez breve fala durante a sessão legislativa remota desta quarta-feira pela manhã aproveitou a oportunidade para convidar os demais parlamentares e o público em geral para acompanharem, logo mais, a partir das 16h, uma sessão especial da Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente, transmitida direto de Picuí, que vai abordar a importância desta iniciativa de criação desta reserva ecológica.
“A defesa do meio ambiente, das espécies da fauna e flora, deve ser uma pauta permanente de todas as pessoas que se preocupam com o futuro do planeta, com o clima, com a natureza, com a vida. É preciso que cada um faça sua parte, pois essa questão ambiental diz respeito a todos, sem distinção”, argumentou Jeová, lembrando que a Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta.
- Deputado Buba Germano é um dos coordenadores do projeto de criação da reserva
- Deputado estadual Jeová Campos falou sobre a impotância da preservação da caatinga
- Deputado Jeová Campos foi ver in loco a futura reserva ecológica
- Deputados Jeová Campos e Buba Germano na visita a futura reserva















