Jeová Campos

Eu votarei contra o projeto não por oposição ao Governo da Paraíba mas pela metodologia como ele foi encaminhado a ALPB disse Jeová

“O que está sendo votado aqui de afogadilho é um projeto essencial para o futuro da gestão da água e saneamento na Paraíba. A ALPB está cometendo um erro de votar essa matéria sem discussão, sem aprofundamento, sem condições de avaliar com mais propriedade quais serão os impactos dessa mudança na vida da população. A ALPB tem que encarar esse tema, mas não pode cometer esse ato falho. O que estamos decidindo aqui é o marco regulatório do saneamento básico que envolve água, esgoto e coleta de resíduos sólidos, um assunto muito sério e que não pode ser votado de forma irresponsável”, disse hoje (17) o deputado estadual Jeová Campos, durante sessão remota da Assembleia Legislativa. O parlamentar se referia à apreciação do Projeto de Lei Complementar enviado à ALPB pelo Governo do Estado que propõe a adequação do estado a Lei nº 14.026/2020, que trata do novo marco regulatório do saneamento básico no país.

O parlamentar, que é da base do governo, mas se posicionou contrário na votação, arguiu o líder do governo e relator da matéria, deputado Wilson Filho, sobre detalhes do projeto em apreciação, mas não obteve respostas. “Eu gostaria de saber quais os elementos técnicos que garantirão, por exemplo, o equilíbrio financeiro da regional do Alto Piranhas, da regional da Espinharas, mas, vossa excelência não tem condições de responder as perguntas, pelo simples fato de não ter elementos técnicos para tal”, disse Jeová.

O deputado lembrou que o Governo tem maioria na casa de Epitácio Pessoa, mas que não teria sua anuência na votação desta matéria, pela forma, como ela foi encaminhada à Casa. “Vamos ser sinceros, o governo tem maioria para votar essa matéria e se ela for a votação deve ser aprovada, mas eu vou votar contra, não é porque sou contra o Estado da Paraíba apresentar um Projeto de Lei sobre essa temática. O governo está sendo obrigado a isso para se adequar as normas vigentes, mas pela forma apressada como esse processo foi conduzido. Não é possível, um tema que merecia uns seis meses de debate, ser votado desta forma. O Projeto chegou ontem a noite, tem 214 páginas e seria impossível, até mesmo para mim que domino essa temática das águas, votar de forma consciente”, reiterou Jeová.

E o parlamentar foi mais adiante. “Eu desafio aqui qual foi o deputado que teve tempo de ler e compreender o estudo técnico deste Projeto. Qual de meus colegas aqui tem condições de apresentar uma emenda a esse projeto? Pelo amor de Deus, a Câmara Federal discutiu esse tema por quase um ano. Teve mais de 30 emendas apresentadas. No Senado foram 86 emendas e a ALPB não pode sequer debater o assunto, nem apresentar uma única emenda. Isso é inconcebível”, afirmou Jeová, lembrando que os técnicos do Governo da Paraíba e sua equipe não se dispuseram a debater, essa semana, essa proposta no âmbito da Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente da ALPB, embora tenham sido convidados em tempo hábil para tanto.

O deputado lembrou ainda que esse Projeto que está sendo proposto para a Paraíba vem de fora, da cidade de Ribeirão Preto (SP), num modelo adotado em série. “Será que essa divisão em quatro microrregiões atende as necessidades da Paraíba? Será que o melhor para nossa população?”, questionou o parlamentar, sugerindo ao presidente da ALPB, deputado Adriano Galdino, que adiasse a votação. “Se eu estivesse no seu lugar, eu faria uma audiência pública amanhã, chamando todas as instituições para o debate e detalhamento deste projeto e marcaria a votação para depois deste debate ou mesmo para outro dia. Votarmos esse projeto desta forma é uma irresponsabilidade. Nem o líder do governo e relator da matéria, Wilson Filho, tem domínio sobre o que se propõe esse Projeto. Eu desafio qualquer deputado desta Casa, todos os 36, para que algum deles tenha condições de apresentar uma emenda a esse Projeto. Se alguém tiver condições de fazê-lo, eu mudo o meu voto”, finalizou Jeová.

Espero que a ALPB debata com a profundidade devida o novo marco regulatório sobre a gestão das águas e do saneamento diz Jeová

“Espero que a Assembleia Legislativa debata com profundidade essa questão do marco regulatório do saneamento básico que envolve água, esgoto e coleta de resíduos sólidos, porque esse é um assunto de extrema importância e que vai impactar diretamente na vida de todos os paraibanos e não pode ser decidido a toque de caixa, nem numa canetada”, disse hoje (16), o deputado estadual Jeová Campos, durante sessão remota da ALPB. Em sua fala, o parlamentar também lamentou a ausência dos representantes da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos, da AESA e da Cagepa no debate, que abordou o novo marco e suas implicações na vida dos paraibanos, promovido ontem pela Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente da ALPB. “Todos foram convidados em tempo hábil para participar dos debates sobre o novo marco regulatório do saneamento básico, introduzido por meio da Lei nº 14.026/2020, e ninguém compareceu”, disse Jeová, lamentando as ausências num evento tão importante para a Paraíba.

E o parlamentar foi adiante, questionando a razão pela qual os representantes de órgãos que lidam diretamente com essa questão terem faltado a tão importante debate. “Nenhum dos órgãos que citei acima mandarem, nem um representante para fazer o debate, mas fizemos uma reunião de trabalho de alto nível, com discussões aprofundadas e embasadas, que nos deram um norte ainda mais claro do que pode acontecer caso a Paraíba não tenha um olhar especial voltado para essa questão e adote modelos pré-projetados de São Paulo sem respeitar as particularidades de nosso estado”, disse Jeová.

O parlamentar reiterou que o modelo que está sendo proposto pela Paraíba pode não ser o melhor e mais condizente com a realidade paraibana. “Essa divisão que está sendo proposta pela Paraíba em quatro microrregionais: Litoral, Borborema, Espinharas e Alto Piranhas vai atingir a universalização dos serviços de água e coleta de esgoto? Como ficará o equilíbrio financeiro das microrregiões, especialmente daquelas do entorno de Patos e do Alto Piranhas? Como fica a política de saneamento básico? Como ficarão as tarifas das microrregiões e como se dará seu funcionamento? Como fica a Cagepa, já que sua estrutura será dividida em quatro e qual será o papel da Cagepa neste novo modelo de gestão?”, questionou Jeová, lembrando que qualquer projeto que tente transformar a água em mercadoria não terá sua anuência e voto. “Água é um bem universal e não pode ser encarado como mercadoria, pois sem água, não há vida”, disse Jeová.

Governador diz que não vai privatizar a Cagepa

Em material distribuído com a Imprensa, nesta terça-feira (16), o governador João Azevêdo desmentiu, notícias disseminadas nas redes sociais em relação à gestão da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) e assegurou que a empresa não será, sob-hipótese alguma, privatizada em seu governo. O chefe do Executivo estadual aproveitou para anunciar que enviou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei Complementar que cria Microrregiões de Água e Esgotos, garantindo a manutenção da Cagepa como empresa pública. “O que nós estamos fazendo, neste caso específico, é justamente o contrário do que estão tentando propagar. A medida, que envio hoje ao Legislativo, estabelece a criação de quatro Microrregiões de Água e Esgotos e abre a possibilidade da continuidade de atuação da nossa empresa estadual, sem descuidar, é claro, do compromisso de atuação da Cagepa no atingimento de metas e indicadores de desempenho, bem como mecanismos que comprovem os seus resultados e a melhoria da prestação de serviços”, explicou o governador.

ALPB debate nova Lei do marco legal que privatiza serviços essenciais para a população como água e esgotamento sanitário

O novo marco regulatório do saneamento básico, introduzido por meio da Lei nº 14.026/2020, que traz mudanças que vão impactar diretamente à vida de todos os brasileiros, foi o tema central de um debate promovido pela Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente da ALPB, na tarde desta terça-feira (15). “Essas mudanças que estão sendo propostas recaem sobre a gestão das águas e esgotamento sanitário e vai impactar de maneira muito direta a vida das pessoas e é preciso que a gente aprofunde essa proposta, sob pena de nos arrependermos amargamente num futuro bem próximo. Eu já adianto aqui que não contem comigo para transformar água em mercadoria, pois água mexe com todo mundo e dela depende a sobrevivência de todos os seres”, disse o deputado estadual Jeová Campos, externalizando sua expectativa de que um assunto tão importante não seja apreciado de forma superficial e apressada pelos deputados. Na próxima sexta-feira (18), a ALPB deverá realizar uma Audiência Pública para aprofundar ainda mais esse debate.

A professora universitária Maria Luiza Pereira Feitosa, que junto com os professores José Irivaldo Alves de Oliveira e Aendria de Souza do Carmo, é autora de um estudo acadêmico que mostra as armadilhas inconstitucionais sobre o novo marco regulatório e as implicações e impactos deste novo modelo proposto pelo Governo Federal em serviços tão essenciais como água e esgotamento sanitário, fez um resumo do conteúdo do documento e abriu as falas do debate. “Fomos estudar os meandros desta questão e produzimos um documento de 40 páginas que fosse convincente do ponto de vista científico. Nele, mostramos os problemas que essa questão traz e algumas maneiras de como enfrentá-los”, disse ela.

Segundo a professora, o problema é que essa Lei, publicada em julho de 2020, no contexto da pandemia, não revogou a Lei 11.445/2007, no entanto, revogou parte dela estabelecendo um novo marco legal para a gestão de saneamento básico no Brasil, que abrange quatro vertentes: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, drenagem urbana e gestão de resíduos sólidos. “Não estamos falando somente de água e esgoto. A grande mudança, de acordo com o estudo, é que o novo marco abre caminho para a privatização do negócio do saneamento igualando-o, em termos de rentabilidade, ao setor de telefonia, energia e outros”, explicou ela, lembrando que a Lei altera profundamente as competências da Agência Nacional de Água, que agora passa a ser Agência Nacional de Água e Saneamento universalizando os serviços e impondo aos estados um formato de regionalização, seja por iniciativa própria ou por imposição da União.

A professora levantou a questão da necessidade da Paraíba aprofundar esse debate e não votar a matéria a toque de caixa, sem conhecer as repercussões desta mudança proposta. “Os senhores deputados conhecem as diversas modalidades da prestação regionalizada de serviços? Quais as diferenças entre elas? Sabem quais são os consórcios públicos ou os convênios de cooperação dos quais a Paraíba faz parte hoje?”, questionou a professora. Ela também lembrou que a Lei elimina o subsídio cruzado que incorpora o princípio da solidariedade entre aqueles municípios que são superavitários e aqueles que são deficitários. “Isso, fatalmente, resultará num aumento de tarifa para as comunidades mais carentes e gera uma incerteza sobre a tarifa social que não vai mais ser disponibilizada”, afirmou ela, lembrando que esse modelo imposto pela União aos Estados é prejudicial e também inconstitucional porque quebra o pacto federativo.

O modelo que deve ser proposto pela Paraíba, através de Lei Complementar, segundo o estudo feito pelos professores da UFPB e UFCG, adota um modelo de divisão em quatro blocos, sendo um no litoral com polo em João Pessoa, outro na Borborema, com polo em Campina Grande, e outros dois polos que englobam o restante do Estado. “A pergunta que fazemos é por que a Paraíba adota um modelo padrão que não foi elaborado por aqui, não foi debatido com a comunidade local, não foi discutido com o Poder Legislativo, com os municípios, mas elaborado por uma empresa de São Paulo que adota o mesmo projeto para quase todos os estados da Federação? Por que a Paraíba quer adotar esse modelo pré-pronto?”, questionou a professora Maria Luiza.

O professor do Curso de Gestão Pública da UFCG, José Irivaldo Alves de Oliveira, lembrou que a regionalização, por si só não é ruim, mas que é preciso observar detalhes deste processo porque a regulação como está sendo proposta é frágil. João Vicente Machado Sobrinho, engenheiro e representante do Sindiágua, que trabalha há mais de 40 anos no setor, lembrou das deficiências dos municípios e dos processos licitatórios que podem prejudicar as localidades se não interessar do ponto de vista lucrativo. “Essa discussão não se restringe aos muros da Cagepa, vai muito mais além”, disse ele.

O presidente do Sindiágua, José Reno de Sousa, elogiou a iniciativa da ALPB de discutir um assunto tão importante e externou sua preocupação não apenas com o provável aumento da tarifa da água, mas com a disponibilidade do bem que poderá faltar em localidades que não serão prioritárias para as concessionárias. O vice-presidente do Sindiágua, Geraldo Quirino, lembrou que esse debate da privatização dos recursos hídricos começou logo após a posse de Michel Temer e que é preciso mudar esse modelo que está sendo proposto porque ele não será bom para a Paraíba. Wilton Maia, do Sindicato dos Urbanitários, seguiu o mesmo raciocínio dos dirigentes do Sindiágua, acrescentando que se permanecer o modelo de divisão da Paraíba em quatro regiões, apenas uma delas será superavitária. “E como ficarão as outras três regiões que serão deficitárias”, disse ele, lembrando que além da questão técnica, essa decisão da privatização da água também é política.

Guilherme Mateus, representante do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba- STIUPB, parabenizou a iniciativa do deputado Jeová Campos e lembrou do perigo de se entregar um serviço tão essencial nas mãos da iniciativa privada. A Cagepa não mandou representante para o debate e alegou que os técnicos da empresa estavam participando de debate semelhante, com interlocutores nacionais no momento do evento da ALPB.

Posição dos parlamentares que participaram do debate

A deputada Cida Ramos lembrou que esse projeto não se trata de uma mera privatização da Cagepa, como já aconteceu em vários setores no país, mas de um bem comum que é essencial à vida e que, por isso, é preciso aprofundar muito esse debate até que a matéria seja aprovada. “O Governo do Estado ainda não nos apresentou nenhum dado sobre essa temática para que a gente realize uma discussão qualificada. A Paraíba tem 500 mil pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade. E como ficam essas pessoas quando a água for privatizada? A água é um direito humano e nós não permitiremos que o povo da Paraíba fique à margem deste debate”, reiterou a parlamentar.

O deputado Anísio Maia reiterou que essa proposta de privatização, que agora chega aos recursos hídricos e saneamento básico, é uma traição a soberania nacional e ao povo brasileiro, como já aconteceu em outros setores. “Só nos resta às ruas, o levante popular para lutar e resistir a essa política de privatização de serviços essenciais que torna o que já é ruim, muito pior e mais caro. Isso é uma traição ao povo brasileiro e nós precisamos resistir a tudo isso, divulgando essa ‘tramoia’ o mais que a gente possa”, disse ele.

A deputada Estela Bezerra reiterou a necessidade deste tema ser mais aprofundado e reafirmou que, além do aprofundamento dos debates, é preciso que a Paraíba encontre um projeto que não inviabilize o acesso a segurança hídrica dos paraibanos. “Não podemos nos associar ao projeto que propõe um completo desmonte da Cagepa proposto pelo governo federal. Devemos fazer um esforço para fazer emendas ao projeto que chegará a ALPB para que a Paraíba não aprove uma matéria nociva aos paraibanos”, disse ela.

Já o deputado Jutay Meneses lembrou de sua preocupação com o encaminhamento desta questão tão importante, levantando também a questão de como ficará a qualidade da água e a administração deste recurso neste novo modelo de gestão. O deputado Moacir Rodrigues, por sua vez, chamou atenção para a gravidade da ALPB aprovar uma matéria desta importância, sem o devido debate, e disse que se isso não for levado muito a sério a “Paraíba vai caminhar para uma sinuca de bico”. O deputado Janduhy Carneiro externou sua preocupação com essa temática e disse que há necessidade de realização de um debate mais amplo, através de uma audiência pública, para debater com mais profundidade essa questão antes que o Projeto de Lei, que aborda essa temática, chegue à ALPB para ser apreciado e votado.

O vereador pessoense, Marcos Henriques (PT), lembrou que essa luta é de todos os cidadãos e que o processo de privatização de serviços essenciais precisa da resistência da população. “Precisamos nos unir contra tudo isso. Essa política hídrica não contempla a sociedade, pois é uma política de estado mínimo do atual governo federal, que estratifica a população e entrega ao capital especulativo e a iniciativa privada serviços essenciais. A Paraíba não pode aceitar esse marco regulatório de maneira açodada. É preciso aprofundar esse debate e lutar contra essa política excludente”, disse ele.

ALPB aprova por unanimidade PR que homenageia equipe da SES com a concessão da Medalha Epitácio Pessoa pelo enfrentamento do Covid

Em reconhecimento ao empenho, competência, compromisso e responsabilidade da equipe da Secretaria Estadual de Saúde, especialmente, no combate a pandemia do Covid, o deputado estadual, Jeová Campos propôs, através do Projeto de Resolução Nº 301/21, que os representantes da SES, em nome de todos os profissionais da Secretaria, fossem agraciados com a mais alta comenda da ALPB, a Medalha Epitácio Pessoa. Na sessão remota da ALPB desta terça-feira (15), os deputados aprovaram, por unanimidade, a concessão da Medalha. O PR foi subscrito por vários deputados que não apenas aprovaram a matéria, mas, manifestaram o desejo de também serem coautores da proposta.

Em sua fala na defesa do PR antes da votação, o deputado Jeová explicou o que o levou a propor tal homenagem. “Um ponto fundamental que me levou a propor essa distinção foi o fato desta equipe nunca ter negado a gravidade da pandemia, fazendo sempre uma comunicação transparente, inclusive, mostrando as dificuldades da nossa estrutura de saúde, orientando corretamente o governo a adotar as medidas necessárias na atual conjuntura, em favor das máscaras, em defesa da vacina. Por si só, se considerarmos que essa é uma política que está no caminho certo que contraria o negacionismo, e que teve a capacidade de dizer que aglomeração mata. Esta equipe, só pela forma como se comunicou, já era merecedora desta distinção, mas, a Medalha não é apenas para os três representantes da SES, mas, a todos os profissionais de saúde, que tiveram a vocação cristã de cuidar dos paraibanos de forma tão competente”, disse Jeová.

O parlamentar lembrou ainda que mesmo quando muitos estados do país colapsaram, com filas e falta de leitos para internamento para pacientes com coronavírus, a Paraíba seguiu no enfrentamento da pandemia em equilíbrio. “Abrimos novos leitos, contratamos equipes para ampliar a assistência, priorizou-se estratégias de fortalecimento dos hospitais permanentes, um hospital de campanha foi aberto em Santa Rita, implantou-se o inquérito sorológico em todas as regiões do estado, adotou-se medidas restritivas de circulação quando entendeu que era necessário e, sobretudo, essa equipe trabalhou e continua trabalhando diuturnamente no combate não apenas a proliferação da doença, mas, sobretudo no acolhimento e assistência aos doentes. Por tudo isso e por todo o serviço prestado aos paraibanos, essa homenagem é mais que justa e merecida”, reiterou Jeová.

De acordo com o PR, em seu Artigo 1º, fica concedida a Medalha Epitácio Pessoa aos Doutores Geraldo Antônio de Medeiros, Secretário de Estado da Saúde da Paraíba, a Doutora Renata Valéria Nóbrega, Secretária Executiva de Estado da Saúde da Paraíba, e o Doutor Daniel Gomes Monteiro Beltrammi, Secretário Executivo de Gestão de Unidades de Saúde da Paraíba, representando todos os profissionais de saúde da Paraíba, pelas suas ações reconhecidamente meritórias no enfrentamento ao COVID-19, no Estado da Paraíba.

O secretário Geraldo Medeiros, embora seja um profissional discreto e pouco afeito a homenagens, recebeu o comunicado da aprovação com muita alegria. “Nos sentimos honrados de receber essa homenagem da Assembleia que além de nos alegrar pelo reconhecimento do trabalho realizado também amplia a homenagem a toda uma equipe que se dedica, diuturnamente, para garantir saúde de qualidade para toda população paraibana”, disse Dr. Geraldo.

“Além de todas as ações da SES no enfretamento da pandemia em relação aos pacientes, o que nos permitiu assegurar uma assistência adequada e em tempo, já que não tivemos problemas com superlotação nas unidades referenciadas, ainda há que se destacar a diligência e competência da equipe da SES na questão da logística e distribuição das vacinas contra o Covid, trabalhando diuturnamente e não raro de madrugada, o que nos garantiu ocupar lugar de destaque na aplicação das doses, permanecendo sempre entre os 10 primeiros estados a vacinar mais no ranking nacional, segundo os dados do consórcio de veículos de imprensa”, destacou Jeová, dizendo-se extremamente feliz em ter podido homenagear a equipe da SES, representada por seus secretários. A comenda, segundo o parlamentar, será entregue em Sessão Solene da Assembleia Legislativa, em dia e horário a serem definidos, de acordo com a disponibilidade dos homenageados e das condições da pandemia.

Vários deputados se pronunciaram elogiando a atuação e diligência da equipe da SES, entre os quais, o presidente da ALPB, Adriano Galdino, que foi um dos parlamentares que pediu para subscrever o PR. “Além de tudo o que foi dito, ainda acrescento que a Paraíba é um dos estados que mais imunizou a população com a segunda dose da vacina contra Covid e isso reflete a responsabilidade e compromisso desta equipe com a saúde pública de nosso estado”, disse ele. Os deputados Chio, Poliana Dutra, Wilson Filho, João Gonçalves, Dra. Paula e Raniery Paulino também subscreveram o PR com a anuência do autor da propositura.

Deputado Jeová Campos lamenta número de mortos por Covid no Brasil

“É angustiante saber que daqui até domingo ou segunda-feira, o nosso país poderá atingir uma marca extremamente trágica e até anticristã, que quebra todo sentimento de família, quando leva tantos entes queridos, de 500 mil brasileiros mortos pelas complicações do Covid”, lamentou o deputado estadual, Jeová Campos. O parlamentar abordou esse tema durante sessão remota da ALPB, na manhã desta terça-feira (15).

Segundo Jeová, enquanto países como Inglaterra, EUA e Portugal e tantos outros começam a retomar a rotina com o registro de poucas ou nenhuma morte por Covid, o Brasil continua com essa marca absurda com mais de duas mil pessoas falecidas por dia. “É lamentável, sobretudo, ter um governo que fez tudo para não comprar a vacina em tempo de evitar tantas mortes, que ignora a importância do distanciamento social, que despreza o uso da máscara, cujo presidente provoca aglomerações, sem o menor constrangimento e pior, sem nenhum sentimento de comoção e empatia com tantas famílias enlutadas”, lamentou o deputado.

Jeová chama atenção para a gravidade das mudanças propostas pelo novo marco regulatório das águas e pede que a PB debata mais o tema

“Esse novo marco regulatório das águas proposto pelo Governo Federal é uma covardia com os brasileiros, especialmente, os mais humildes, ele é também uma sacanagem com estados e municípios. É preciso rever, de fato, esse novo marco regulatório, pois ele é nocivo à sociedade e beneficia apenas o mercado financeiro. Água é um direito fundamental a pessoa humana e esse tema tem que merecer da Paraíba um grande debate”, disse hoje (08), durante sessão remota da ALPB, o deputado Jeová Campos. Na ocasião, o parlamentar sugeriu que se faça uma audiência pública com todos os agentes envolvidos com essa temática para aprofundar essa discussão, cuja decisão vai impactar diretamente na vida das pessoas.

Essa política do ministro da Economia, Paulo Guedes, que não tem compromisso com o povo e só pensa no mercado financeiro, segundo Jeová, quer transformar a água em mercadoria. “É preciso derrotar essa política que quer transformar um direito mínimo e fundamental da pessoa humana, que é ter acesso a água, transformando esse bem universal em mercadoria. É necessário e urgente derrotar esses financistas que só pensam no lucro em detrimento da população brasileira”, reforça Jeová.

Ele lembra que o PL que cria as chamadas Regionais de Águas e Esgoto da Paraíba quebra os princípios dos contratos de programa sociais, onde o estado atua como indutor de desenvolvimento. “A Lei Federal que definiu novo marco regulatório sobre esse tema quebra questões fundamentais dos princípios constitucionais e a Assembleia da Paraíba precisa se dedicar mais profundamente a esse tema”, reiterou o parlamentar, lembrando que pesquisadores paraibanos fizeram um estudo sobre essa temática que merece uma leitura aprofundada.

“Um dos fatos mais graves deste novo marco regulatório e não mais tratar a água como direito humano garantido e apenas como serviço regulado, a exemplo de outros serviços, como a energia, que é outro desastre que permite que as empresas concessionárias façam o que bem entenderem em detrimento dos interesses da população”, reforçou Jeová, destacando que “é preciso rever, de fato, esse marco regulatório, pois ele é nocivo à sociedade e beneficia apenas o mercado financeiro”.

Jeová chama atenção para a gravidade das mudanças propostas pelo novo marco regulatório das águas e pede que a PB debata mais o tema

“Esse novo marco regulatório das águas proposto pelo Governo Federal é uma covardia com os brasileiros, especialmente, os mais humildes, ele é também uma sacanagem com estados e municípios. É preciso rever, de fato, esse novo marco regulatório, pois ele é nocivo à sociedade e beneficia apenas o mercado financeiro. Água é um direito fundamental a pessoa humana e esse tema tem que merecer da Paraíba um grande debate”, disse hoje (08), durante sessão remota da ALPB, o deputado Jeová Campos. Na ocasião, o parlamentar sugeriu que se faça uma audiência pública com todos os agentes envolvidos com essa temática para aprofundar essa discussão, cuja decisão vai impactar diretamente na vida das pessoas.

Essa política do ministro da Economia, Paulo Guedes, que não tem compromisso com o povo e só pensa no mercado financeiro, segundo Jeová, quer transformar a água em mercadoria. “É preciso derrotar essa política que quer transformar um direito mínimo e fundamental da pessoa humana, que é ter acesso a água, transformando esse bem universal em mercadoria. É necessário e urgente derrotar esses financistas que só pensam no lucro em detrimento da população brasileira”, reforça Jeová.

Ele lembra que o PL que cria as chamadas Regionais de Águas e Esgoto da Paraíba quebra os princípios dos contratos de programa sociais, onde o estado atua como indutor de desenvolvimento. “A Lei Federal que definiu novo marco regulatório sobre esse tema quebra questões fundamentais dos princípios constitucionais e a Assembleia da Paraíba precisa se dedicar mais profundamente a esse tema”, reiterou o parlamentar, lembrando que pesquisadores paraibanos fizeram um estudo sobre essa temática que merece uma leitura aprofundada.

“Um dos fatos mais graves deste novo marco regulatório e não mais tratar a água como direito humano garantido e apenas como serviço regulado, a exemplo de outros serviços, como a energia, que é outro desastre que permite que as empresas concessionárias façam o que bem entenderem em detrimento dos interesses da população”, reforçou Jeová, destacando que “é preciso rever, de fato, esse marco regulatório, pois ele é nocivo à sociedade e beneficia apenas o mercado financeiro”.

Jeová vai participar da comissão que debaterá o que está ocorrendo com a assessoria técnica do Governo sobre vetos à PLs de iniciativa dos deputados

“Há 15 dias, projeto de nossa autoria, que propunha um debate interdisciplinar sobre a legislação do trânsito nas escolas paraibanas foi vetado e a ALPB manteve o veto. Hoje, estamos apreciando veto a outro projeto de Educação, que também não cria despesas, e que sugere uma atividade pedagógica sobre um tema que hoje domina o mundo, que é a questão do mercado financeiro. E isso tem se tornado recorrente aqui. É fato que o parlamento paraibano está tendo um problema com a assessoria técnica do Governo em relação aos Projetos de Lei de iniciativa dos deputados”, disse hoje (08), o deputado Jeová Campos. Para ele é preciso debater esse assunto junto ao governo para se encontrar uma nova sistematização e tratamento para os PLs de autoria dos deputados. O presidente da ALPB, Adriano Galdino, sugeriu então a formação de uma comissão para debater o assunto e Jeová já adiantou que fará parte dela.

O parlamentar avalia que está havendo uma má vontade na avaliação das propostas dos deputados e até uma intromissão do Governo na atuação do legislativo. “Ai eu fico me perguntando. Nós estamos sendo deputados para quê? Se for apenas para chancelar matérias do governo a gente aprova e pronto, mas não vamos mais chamar essa Casa de parlamento que tem por iniciativa e prerrogativa, exclusiva, a criação de leis. A criação da lei não é do executivo, o executivo executa, o parlamento é quem cria e vota as leis. A iniciativa primordial do parlamentar não está sendo respeitada na Paraíba”, reiterou Jeová.

Sobre o PL cujo veto estava sendo apreciado na sessão de hoje, de autoria do deputado Chió, Jeová destacou que era um tema importante e relevante. “Você não permitir que não se possa dialogar sobre essa temática do mercado financeiro nas escolas paraibanas, preparando melhor os jovens para o futuro, é uma decisão, no mínimo, inconsequente. Que escolas são essas que se negam a ofertar noções de finanças no âmbito escolar e educação no trânsito para seus alunos? Eu não estou compreendendo”, disse ele.

O presidente da ALPB, Adriano Galdino, já autorizou a formação da Comissão, abrindo espaço para os parlamentares que desejassem participar da mesma pudesse fazer suas inscrições e adiantou que esse debate é antigo e que há, inclusive, uma matéria tramitando no Congresso, para mudar a Constituição, que possibilita aumentar as prerrogativas dos deputados estaduais, mas, segundo ele, a proposta está ‘adormecida’.

Ramal do Piancó deve ser construído pelo Ministério do Desenvolvimento Regional e não pelo DNOCs afirma deputado Jeová

“Estamos sofrendo muito com a situação do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCs em relação à recuperação da barragem de Engenheiro Ávidos que não saiu do canto até agora, porque há um desencontro muito grande no DNOCs. Imagina como se dará as obras do Ramal do Vale do Piancó. É estratégico que ela seja executada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional e não pelo DNOCs”, disse o deputado estadual Jeová Campos, durante sessão remota da ALPB, na manhã desta terça-feira (01). O parlamentar pautou esse tema na sessão quando fez uma retrospectiva da visita técnica às obras da Transposição no sertão paraibano, ocorrida na última sexta-feira com técnicos do Ministério e da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica.

Na ocasião, disse Jeová, foi reivindicado aos técnicos do Ministério que as obras do Ramal do Vale do Piancó sejam executadas pelo Ministério e não pelo DNOCs. “Se essa obra continuar na mão do DNOCs ela não sai. A barragem de Engenheiro Ávidos era para ter sido recuperada há mais de seis anos, o dinheiro para fazer está dentro da estrutura do DNOCs, mas a obra nem teve início ainda. Imagina a construção do Ramal”, reforçou o parlamentar que, agradeceu a logística da ALPB para que o evento fosse positivo e a presença de várias autoridades. O deputado reiterou que durante a visita todas as medidas sanitárias em relação à pandemia foram rigorosamente cumpridas.

“A lamentar só o fato de mais pessoas não terem participado da visita em função da atual conjuntura. Constatar a alegria das pessoas, a integração do grupo que esteve lá e a sinergia de pensamento, em torno desta longa caminhada que é a conclusão das obras do Eixo Norte da Transposição, muito nos alegrou e encheu de esperança que, em breve, a realidade será muito melhor”, disse Jeová.
Deputado Jeová defende que obra saia do DNOCs e seja feita pelo Ministério

Deputado Jeová vota favorável a derrubada do veto ao PL que apoia paraibanos a fazer uso terapêutico da cannabis medicinal

Com 30 votos favoráveis, dois contrários e três abstenções, os deputados estaduais paraibanos derrubaram, na sessão remota desta terça-feira (01), o veto do governo ao Projeto de Lei 1920/20, que trata da formação, pesquisa e apoio para que paraibanos com doenças crônicas e graves possam fazer uso do potencial terapêutico da cannabis medicinal. O deputado Jeová Campos foi um dos que se pronunciou durante a sessão como favorável ao uso terapêutico da cannabis e votou pela derrubada do veto, mesmo integrando a base do governo na ALPB. O PL é de autoria da deputada Estela Bezerra.

No início de sua fala, Jeová reiterou que não podia tratar essa questão com qualquer sentimento de preconceito e que mesmo sendo da base do governo votaria pela derrubada do veto, por entender que o argumento de inconstitucionalidade não se aplica a essa questão e também por defender pessoalmente o uso terapêutico da cannabis. “Eu tenho uma pessoa minha, de nome Francisco Lins, com um problema gravíssimo decorrente de Alzheimer, que não ficava em casa, só vivia perambulando pelas ruas e era preciso até contratar uma pessoa para ter que acompanhá-lo. E a partir do momento que ele começou a fazer o tratamento, ele ganhou qualidade de vida e hoje tem uma vida tranquila em casa e uma convivência de harmonia com sua família”, argumentou o parlamentar.

Jeová continuou seu relato destacando que, infelizmente, Francisco Lins não reconhece mais ninguém, mas que a partir do momento em que começou a fazer tratamento com THS, ele ganhou qualidade de vida. “Ele é uma pessoa que amo muito e ele me ama também, mas, infelizmente, ele não sabe mais quem eu sou. Mas, efetivamente, o tratamento com TSH possibilitou que ele viva em paz consigo mesmo. Ele hoje vive bem, se alimenta bem e vive numa paz espiritual surpreendente. E é ilustrando com esse exemplo e tantos outros que a gente conhece, que eu peço aos colegas que votem pela derrubada do veto como eu farei”, disse Jeová, lembrando que o debate que realmente importava era assegurar e facilitar as pessoas o acesso ao tratamento com a cannabis.