Hospital Regional de Patos
Hospital do Bem mantém atendimentos e realiza 520 sessões de quimioterapia em três meses
OHospital do Bem – unidade de oncologia do Sertão – não parou suas atividades neste período de pandemia e vem mantendo a assistência aos pacientes, adotando um rígido controle de prevenção para proteger os pacientes oncológicos que fazem parte do grupo de risco em relação ao Covid-19. Nos últimos 90 dias, a unidade contabilizou 1028 atendimentos ambulatoriais e a realização de 520 sessões de quimioterapia.
Em março, o Hospital do Bem realizou 377 atendimentos e 173 sessões de quimioterapia. Já em abril, foram 350 atendimentos ambulatoriais e mais 185 sessões. Em maio, foram contabilizadas 301atendimentos e mais 162 sessões de quimioterapia. Os atendimentos ambulatoriais se dividem nas especialidades Oncologia Clínica e Cirúrgica, Mastologia, Cirurgia Plástica e Urologia.
Por ordem de demanda, a Oncologia Clínica foi a que teve um maior número de atendimentos, com 672 registros. Em segundo lugar foi Mastologia, com 149 atendimentos, seguido de Oncologia Cirúrgica, com 119 casos. A Cirurgia Plástica teve 65 atendimentos, enquanto a Urologia teve outros 23 casos.
A diretora geral do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, no qual o Hospital do Bem está inserido, Liliane Sena, reitera que o hospital continua em pleno funcionamento, mantendo controles de desinfecção e limpeza ainda mais rígidos. “Adotamos uma série de medidas para garantir a segurança de nossos pacientes na atual conjuntura, a exemplo de distanciar os leitos e cadeiras da recepção e sala de quimioterapia, disponibilizamos máscaras para pacientes e acompanhantes que não possuem o acessório, álcool em gel em todas as dependências, reduzimos a quantidade de pacientes atendidos diariamente para evitar aglomerações e ainda orientamos nossos pacientes sobre medidas preventivas”, destaca Liliane.
O Hospital do Bem atua com atendimento ambulatorial, tratamento quimioterápico e cirúrgico para quatro tipos de câncer: pele, próstata, mama e colo de útero. A sala de quimioterapia tem capacidade para atender dez pacientes simultaneamente, mantendo uma distância segura entre todos eles. O Hospital do Bem só atende pacientes regulados, ou seja, com consultas e procedimentos já agendados previamente, via Secretarias de Saúde dos municípios, apor meio da Central de Regulação do Estado.
- As sessões de quimioterapia do Hospital do Bem continuam acontecendo mesmo no período da pandemia
- O Hospital do Bem realizou 520 sessões nos últimos três meses
Mais um funcionário do Complexo de Patos supera o Covid e volta às suas atividades
“É preciso que cada um faça a sua parte. Lave constantemente as mãos, fiquem em casa e só saiam para o que for urgente e bem protegido, com máscara e luvas, porque o vírus está em todo canto e a gente nunca sabe como pode se contaminar”. Essa afirmação é da Auxiliar de Serviços Gerais do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, Edinete Nunes Santana, de 38 anos. Ela é uma das funcionárias da unidade que superou o Covid-19 e regressou a sua rotina nesta quinta-feira (04), quando teve calorosa recepção dos colegas de trabalho, a ponto de se emocionar com as palavras de carinho e os cartazes com corações. Na semana passada, o Complexo contabilizava 43 profissionais afastados, sendo 31 deles com testagem positiva para Covid-19 e outros 12 com suspeita da doença. Alguns destes, a exemplo de Edinete, já voltaram às suas atividades após o período de isolamento.
Com sintomatologia leve, apresentando apenas dores de cabeça, entupimento do nariz e falta de paladar, Edinete conta que achou que esses sintomas fossem algo ligado a sinusite, tanto que ficou surpresa após fazer a tomografia e o médico lhe informar que 25% do pulmão apresentava comprometimento. O teste rápido que positivou para Covid, realizado no dia 21 de maio, fechou o diagnóstico e imediatamente após o exame, ela entrou de licença, foi para casa, no Distrito de Santa Gertrudes, onde permaneceu em isolamento domiciliar por 14 dias, sendo oito dos quais, completamente sozinha em seu quarto.
O restante do tempo em casa, também foi em isolamento domiciliar, mas com saídas do quarto, com luvas, máscara e gorro, por causa do filhinho de três anos dela, o José Mathias, que cobrava atenção da mãe que estava em casa, mas, que ele não via. “É difícil uma criança de três anos entender que a mãe está em casa e ele não pode vê-la. Então, sob orientação da minha agente de saúde, eu saia do quarto, com toda a proteção, mas, mantendo a distância segura de meus quatro filhos e de meu esposo”, disse ela, que teve neste período também o apoio da mãe, a Sra. Maria de Fátima.
Edinete, que atua na Urgência e Emergência do Hospital, admite que sentiu medo ao receber o diagnóstico e que ficou receosa de precisar de uma UTI e de ser intubada, mas, que recebeu tantas palavras de conforto e carinho, que decidiu enfrentar a doença sem maiores receios. “Eu só tive sintomas leves, mas, como essa é uma doença nova, pouco estudada, ninguém tem certeza de nada, mas, graças a Deus eu não tive nada sério e estou aqui contando a minha história de superação”, destaca ela, acrescentando que tudo isso também reforçou a sua fé.
- A recepção dos colegas no retorno de Edinete
- Edinete voltou ao trabalho no dia 04 de junho
Complexo Regional de Patos recebe doação de aerocâmaras e máscaras cirúrgicas
O Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) vai passar a disponibilizar na terapêutica dos pacientes com Covid-19 um dispositivo de ventilação não invasivo que pode evitar a intubação. Trata-se de aerocâmaras, um equipamento que já vem sendo usado em vários hospitais referência para o tratamento de casos de coronavirus e que agora, com a doação de 20 equipamentos pelo Manaíra Shopping, de João Pessoa, estarão disponíveis também para os pacientes de Patos. A unidade também recebeu a doação de 3.600 máscaras cirúrgicas que foram compradas com verbas da 2ª Vara Mista de Patos. A entrega das máscaras destinadas ao Complexo se deu na sede da OAB, seccional Patos, na manhã desta sexta-feira (05), com a presença da diretora geral da unidade, Liliane Sena.
“Além do atendimento humanizado, de equipamentos que facilitam a terapêutica, o hospital agora terá essas aerocâmaras e mais máscaras”, atesta a diretora geral do Complexo, Liliane Sena. Ela explica que dos 20 equipamentos, 10 ficarão na unidade e os outros dez serão encaminhados para os hospitais de Pombal, Piancó e Cajazeiras que também integram a rede estadual referenciada de atendimentos para casos de Covid-19. Liliane lembra que o hospital já tinha recebido a doação de um equipamento similar, feito pelo empresário Anderson Gaudino.
Ela explica que a cápsula respiradora é usada como primeira opção para pacientes com dificuldades de respirar antes de decidir pela intubação. “O que tem se observado onde esse equipamento já está em uso é que o resultado do uso da aerocâmara é muito bom, com os pacientes evoluindo muito bem sem a necessidade de intubação e UTI”, destaca a diretora do Complexo, lembrando que muitos já apelidaram o equipamento de ‘cápsula da vida’. Liliane destaca ainda que uma outra vantagem da aerocâmara é a diminuição dos riscos de contaminação dos profissionais de saúde, que atuam na linha de frente.
Sobre as máscaras doadas, ela lembra que a decisão da destinação de recursos para aquisição de EPI’s foi proferida pelo juiz Diego Garcia Oliveira, em atendimento a uma solicitação da Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção/Patos, e que essa doação fará muita diferença na atual conjuntura. “Vivemos um momento de pandemia, com muitas necessidades de materiais, principalmente de EPI’s, que são imprescindíveis na luta contra o contágio e a disseminação da doença, diante de um mercado saturado devido a muita procura por materiais e uma doação desse porte é uma ajuda oportuna, necessário e fundamental, de forma que agradecemos a OAB por ter solicitado essa ajuda e a Justiça por ter entendido a importância do pleito”, reforçou Liliane. Segundo divulgação da Justiça, os recursos são oriundos de pena de prestação pecuniária, transação penal e suspensão condicional do processo nas ações criminais e serão destinados para o Complexo de Saúde Municipal de Patos, Hospital Regional, Maternidade e Hospital Infantil.
- A diretora do Complexo, Liliane Sena recebendo a doação das máscaras na sede da OAB Patos
- As aerocâmaras já foram entregues no Complexo e já começam a ser utilizadas
- Detalhe da aerocâmara
- Modelo de câmara doada ao hospital
Complexo Regional de Patos tem ambulância de suporte avançado para pacientes com Covid-19
O Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), e os hospitais de referência da região para casos de pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19. ganhou um reforço importante de apoio ao atendimento destes pacientes. Trata-se de uma ambulância de suporte avançado, que não é ligada ao núcleo de regulação dos hospitais que tratam dos casos de Covid, mas, à Central Estadual de Regulação. A base funcionará 24h, com médico, enfermeiro e condutor e servirá para atender os hospitais da região em casos de necessidade de transferências Inter hospitalar.
Segundo a diretora geral do Complexo, Liliane Sena, o serviço da ambulância terá um suporte logístico da unidade, uma vez que todos os suprimentos, além da alimentação dos profissionais que integram as equipes de trabalho ficarão sob a responsabilidade do Complexo de Patos. “Ela não é uma ambulância nossa é uma base conectada a Central de Regulação que poderá ser acionada por nós e pelas outras unidades quando houver necessidade”, reitera a diretora.
- A ambulância de suporte avançado dará suporte aos pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19
Complexo Regional de Patos registra queda nos atendimentos de vítimas de acidentes em maio
O balanço de atividades do Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) relativo ao período do dia 01 a 31 de maio, no que diz respeito aos serviços de Urgência e Emergência de vítimas de acidentes de trânsito registrou queda nos atendimentos de maio em relação a abril. Mesmo com um dia a mais, o mês de maio teve 35 acidentes a menos que abril, registrando 174 ocorrências, enquanto o mês anterior teve 209. Essa diminuição dos casos é reflexo das medidas de isolamento social que diminuiu a circulação de pessoas nas ruas e estradas e, consequentemente, o número de acidentes.
Referência para 86 municípios do sertão do estado, o Complexo continua mesmo com a redução dos casos recebendo um grande número de acidentados por motocicletas, liderando nesta modalidade de acidente os atendimentos na urgência e emergência da unidade. Dos 174 registros de acidentes em maio, 149 foram de vítimas que se envolveram em acidentes com motos. Os acidentes com automóvel e bicicleta registraram 11 ocorrências cada um e ainda houveram dois atendimentos por atropelamento e um com veículo de tração animal.
Os dados referentes a atendimentos com vítimas de violência em maio totalizaram 36 casos, sendo 19 de agressões físicas diversas, 14 por ferimentos causados por arma branca e mais três ocorrências com vítimas de arma de fogo. Neste caso, comparando os dados de abril com maio, também houve redução com menos três ocorrências.
A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, destaca que a redução nos atendimentos de vítimas de acidentes de trânsito, de fato, coincidem com as medidas de isolamento social adotadas na Paraíba e que a tendência é que em junho os números também se mostrem reduzidos em função das medidas de combate a pandemia que ainda estão em vigor. “A diminuição da circulação de pessoas nas ruas e também nas estradas, de fato, teve destacada interferência nestes dados de maio”, reitera Liliane. A diretora do Complexo, que também é referência para casos de Covid-19, aproveita e faz um lembrete a população. “É preciso manter o isolamento social para diminuirmos os casos de contágio da Covid-19 e com isso, de quebra, ainda reduzimos os casos de acidentes”, finaliza ela.
Profissionais do Complexo Hospitalar de Patos afastados por causa do Covid voltam à ativa e falam da experiência que vivenciaram
Referência para o atendimento de casos de coronavírus no sertão paraibano, o Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) tem uma equipe de mais de 150 profissionais envolvidos diretamente no atendimento de pacientes com suspeita ou comprovação da doença no isolamento Covid. Como em todas as unidades de saúde que atendem pacientes com coronavírus, os profissionais principalmente os da linha de frente da assistência, por mais cuidados preventivos que tenham, incluindo o uso de EPI’s, estão mais vulneráveis a contrair a doença. No caso do Complexo, atualmente, 43 profissionais, sendo 31 deles já com testagem positiva para Covid-19 e outros 12 com suspeita da doença, foram afastados de suas atividades e estão em isolamento domiciliar. Alguns destes profissionais ainda se recuperam em casa e outros já superaram a doença, cumpriram o isolamento social e voltaram à ativa para ajudar outras pessoas a se recuperarem. No total, o Complexo tem 713 funcionários.
É o caso do Técnico de Enfermagem Edigleuson Medeiros, 27 anos, que trabalha no Complexo há três anos e seis meses. Antes, lotado na área Vermelha, ele não hesitou em aceitar o convite da direção para atuar na UTI Covid. “Eles precisavam de profissionais com experiência em urgência e eu tinha essa experiência e, além disso, minha missão é salvar vidas, por isso, não hesitei em aceitar a proposta de mudar de local de atuação”, conta o profissional, que fez três testes rápidos para poder detectar a doença que começou a se manifestar através de tosses e sintomas de uma gripe comum.
“No começo pensei que era sintoma de uma rinite alérgica apenas”, diz Edigleuson, que teve apenas sintomas leves, mas, mesmo assim permaneceu em isolamento social em casa e afastado de suas funções durante 14 dias. “Permaneci no quarto, isolado, na casa de meus pais onde moro e durante todo esse período recebi toda a assistência da direção e colegas do Hospital, que ligavam com frequência para saber como eu estava”, destaca ele, que voltou ao trabalho no último dia 25. Segundo Edigleuson, o medo de contrair a doença já passou, haja vista que ele, em tese, está imunizado, mas, ele lamenta um certo olhar atravessado das pessoas. “Há sim um certo preconceito com quem teve a doença. Lógico que as pessoas têm medo de contrair o vírus, mas, tendo os cuidados necessários, esse risco é reduzido”, diz ele, lembrando que após os 14 dias não há mais risco do contágio.
A experiência da Assistente Social e Reguladora do Complexo, Keyla de Medeiros Montenegro e de seu esposo, o Chefe da Comissão de Licitação da unidade, Vinícius Santos da Cruz, ambos contaminados pelo vírus, foi um pouco mais traumática, mas, também teve um final feliz. Keyla desenvolveu a forma leve da doença, e seu esposo a forma mais grave, tanto que ele precisou ser internado, passou sete dias no isolamento Covid, não chegou a ser intubado, mas, precisava constantemente de oxigênio. Keyla e Vinícius receberam o diagnóstico positivo no dia 07/05, mas como estavam com sintomas já tinham se afastado de suas atividades no dia 04. Ficaram em casa, em isolamento, mas, no dia 11 Vinícius teve agravamento de seu quadro clínico e precisou ser internado, tendo alta no último dia 17. Ambos voltaram as suas atividades no último dia 24.
“Depois desta experiência, aprendemos que temos que viver um dia de cada vez, sendo gratos por cada detalhe. A vida é curta e não sabemos o que seremos daqui um minuto no futuro, então que tenhamos mais amor ao próximo, tenhamos mais empatia também, e acima de tudo fé que Deus sempre está ao nosso lado e nunca nos desampara”, destaca Keyla, lembrando que ambos voltaram ainda mais fortalecidos depois dessa situação vivenciada pelo casal. “Voltamos mais fortes para continuarmos o nosso serviço no Complexo, que é a nossa segunda casa”, diz ela, agradecendo e parabenizando todos os funcionários envolvidos nessa grande batalha pela vida na unidade, seja no atendimento dos pacientes com Covid ou para todas os demais atendimentos.
Segundo relatório do setor de Recursos Humanos do Complexo, há profissionais afastados de várias categorias, tais como, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, recepcionistas, auxiliares administrativos e de serviços gerais e ainda uma copeira. A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, explica que a rotina do hospital e os serviços presados não sofreram alteração com esses afastamentos porque as escalas são refeitas e reprogramadas. “Como já prevíamos algo nessa linha de contágio por causa das experiências vividas em outras unidades de saúde não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, onde se sabe da vulnerabilidade dos profissionais da linha de frente, nos antecipamos em elaborar um plano de trabalho no qual a ausência de alguns profissionais não interferisse, nem comprometesse a rotina da unidade”, explica Liliane.
Nestes casos, os profissionais afastados ficam em isolamento domiciliar por, no mínimo, 14 dias, como preconiza as normas do Ministério da Saúde e só voltam as atividades após os sintomas da doença desaparecerem. “Já temos vários profissionais que voltaram a suas atividades normais após o período de tratamento e isolamento”, destaca a diretora.
- O Técnico de Enfermagem Edigleuson Medeiros já voltou a trabalhar
- Keyla e Vinícius já se recuperara e já estão de volta aos seus postos de trabalho
Médicos que atuam no atendimento aos casos de Covid do Complexo Hospitalar de Patos participam de treinamento do CRM
O procedimento de intubação endotraqueal ou orotraqueal (IOT) é um procedimento de suporte avançado de vida que qualquer médico que atua numa Unidade de Terapia Intensiva está acostumado a fazer. No entanto, com a pandemia do Covid outros cuidados tiveram que ser agregados a esse procedimento muito usual em pacientes graves acometidos pela doença. Nesta terça (19) e quarta-feira (20), os médicos clínicos que atuam na linha de frente de combate a pandemia e na UTI do Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) estão participando de um treinamento. Promovido pelo Conselho Regional de Medicina, com estações teórico-práticas, o curso acontece na sede da Unifip.
Entre os temas a serem abordados destacam-se ‘Manejo das vias aéreas’, “ventilação mecânica protetora’, ‘Intubação sequência rápida’ e ainda ‘Conceitos sobre gasometria’. O curso foi dividido em oito turmas, com quatro profissionais cada uma, para que todos os profissionais clínicos do Complexo pudessem participar sem causar aglomeração de pessoas. A utilização de máscaras é uma exigência para todos os participantes.
Responsável pela Coordenação da Clínica Médica do Complexo, Dr. Diego Varela, foi um dos profissionais que participou do treinamento nesta terça-feira (19). Na opinião dele, a iniciativa do CRM foi muito oportuna e importante. “Estamos vivendo uma situação de pandemia, em meio a uma doença nova e diante de tudo isso, uma capacitação continuada como essa, para os médicos que estão na linha de frente do combate a essa doença, se torna algo de extrema importância para um desfecho, ainda mais favorável, no trato com os pacientes. Essa atitude do CRM só traz evolução e mais conhecimento aos profissionais. Foi muito bom ter participado”, disse ele.
A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, reitera o compromisso do Complexo em atender os pacientes com Covid da melhor forma possível. “Estamos ampliando espaços e equipes, já realizamos várias capacitações com as equipes, disponibilizamos EPI’s para todos os nossos profissionais, seguimos todos os protocolos do Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde e agora estamos participando desta capacitação. Não estamos medindo esforços nessa prestação de serviço para dar todo o suporte necessário aos nossos pacientes de Covid, mas, reiteramos que com os avanços de casos em Patos, se faz necessário redobrar a atenção com as regras de isolamento social que é hoje a única forma eficaz que se tem conhecimento de reduzir a propagação do vírus e, consequentemente, de novos doentes”, destaca a diretora. Ela agradeceu ainda a disponibilidade do CRM em montar e realizar o curso que, segundo Liliane, é muito importante na atual conjuntura.
- O instrutor do curso, Diego dos Anjos
- Materiais usados na capacitação
- Depois das explicações foram feitas simulações dos procedimentos
Complexo Hospitalar de Patos registra mais uma alta de paciente com Covid-19
Nem mesmo os cuidados redobrados, tais como, uso de máscaras, higienização mais rigorosa das mãos, foram suficientes para proteger o comerciante patoense José Mamede Primo, de 48 anos, de ser contaminado pelo coronavírus. Isso mostra que qualquer pessoa está vulnerável diante dessa pandemia, mas, a história deste ex-paciente do Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) mostra que com o auxílio da Medicina, dos cuidados e assistência que precisam ter os pacientes acometidos pela doença e, sobretudo, com muita fé em Deus, tudo pode ser superado. José, que recebeu alta na última quarta-feira (13) e ainda cumprirá nas próximas duas semanas um período de quarentena em casa, faz parte de uma alegre estatística de pessoas que superaram a doença e saíram deste episódio sem nenhuma sequela e ainda com a fé em Deus mais fortalecida.
“Eu nunca perdi a fé em Deus, a quem eu sou muito temente, que eu ia sair dessa e superar a doença. Ainda não estou nos meus 100%, mas, sei que isso é uma questão de tempo”, afirma o comerciante que deu entrada no Complexo no dia 06, após o teste do Covid-19 dar positivo. Um dia antes ele havia ido ao hospital, mas, como não tinha sido atestado a doença e com sintomas leves, foi aconselhado a permanecer em casa, em isolamento, como preconiza as recomendações do Ministério da Saúde. No outro dia, com o agravamento do quadro, ele voltou a unidade, fez o teste e já foi encaminhado para o isolamento onde permaneceu com suporte de oxigênio externo (não precisou ser intubado) e fazendo uso das medicações que é prescrita nestes casos de Covid.
Para José a experiência, embora um pouco traumática, serviu para reforçar ainda mais sua fé em Deus. “Nos momentos mais angustiantes, era Ele que me confortava e era para Ele que eu direcionava meus pensamentos”, destaca José, agradecendo também o tratamento que recebeu do hospital e da equipe que cuidou dele durante os sete dias que permaneceu internado. Ainda receoso, porque afinal de contas quem passa por uma experiência dessa enxerga a fragilidade da vida humana, José está feliz de estar de volta a sua casa, onde se recupera sob os cuidados e atenção da esposa. “Nós somos pequenos diante da grandeza de Deus e se Deus me deu a oportunidade de me curar e continuar vivendo vou ser grato a Ele o resto de minha vida”, reitera o comerciante.
Conduta com os pacientes de Covid
O médico intensivista Pedro Augusto, que é um dos profissionais que acompanha o dia a dia no isolamento Covid do Complexo de Patos, explica a conduta com os pacientes respiratórios testados positivo para o Covid. “Pensando na doença, que foi dividida em fases, no contexto geral, na primeira fase ainda ambulatorial, o paciente deve receber algumas medicações que diminuem a replicação viral, ou seja, a produção do vírus na célula. Numa segunda fase, onde já há um desconforto respiratório e na fase três, quando o paciente já tem lesão pulmonar grave, a conduta é antibióticos, para combater as infecções oportunistas, a administração de corticoides, para diminuir a inflamação do pulmão, oxigenoterapia, com máscaras a 100% ou ventilação mecânica, a depender do caso, medicamentos sintomáticos e fisioterapia constante, além de broncodilatadores e associado a isso, anticoagulantes, já que se viu que essa doença causa uma infecção generalizada, causando também uma coagulação intravascular, causando uma deficiência no fluxo de sangue”, explica o médico, lembrando que essa conduta é adotada em nível de Brasil e não apenas no hospital de Patos. Ainda segundo Dr. Pedro, há muitos pacientes chegando ao hospital em quadros já bastante graves, com comprometimento pulmonar crítico, o que reduz as chances de sobrevivência, aumentando a taxa de mortalidade pelo Covid-9. “É muito importante que o paciente na fase um da doença seja acompanhado e medicado corretamente, para que se minimizem as chances dele evoluir para um quadro grave da doença”, reforça o médico.
- José Mamede Primo teve alta do Complexo no último dia 13
- Dr. Pedro Augusto, intesivista do Complexo
Hospital de Patos inicia obra para instalação de novos leitos para casos de Covid-19
Referência no sertão para casos de Covid-19, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) está construindo novos espaços para instalação de mais leitos para atendimento de pacientes com coronavírus. Atualmente, a unidade, que integra a rede estadual de saúde, tem 16 leitos de enfermaria e cinco de UTI. O plano de expansão prevê um total de 24 enfermarias e 20 leitos de UTI, sendo esses de terapia intensiva dotados de monitores, bombas de infusão e respiradores.
Por causa da pandemia, a antiga área amarela da unidade foi transformada em UTI Covid, onde já funcionam seis leitos com ventiladores e, em breve, mais quatro leitos serão implantados, totalizado a primeira UTI Covid com 10 leitos. Nesse novo espaço que está sendo construído, que faz parte do plano de expansão para atendimentos de doentes com Covid, serão instalados os outros 10 novos leitos de UTI anunciados pelo governador João Azevêdo em abril e mais oito leitos de enfermaria. O Hospital ainda conta com mais seis leitos de UTI clínica que não são utilizados por pacientes de Covid.
O Hospital também foi credenciado junto ao Ministério da Saúde com mais 10 leitos de UTI, mas, como explica a diretora geral do Complexo, Liliane Sena, o credenciamento não significa a abertura de novos leitos de imediato e sim a normatização junto ao MS do funcionamento destes espaços. “O credenciamento é a normatização de novos leitos na unidade, pois ele possibilita que o hospital receba do SUS a diária de um leito de UTI, que é quase o dobro do valor de um leito convencional, além de poder inserir os dados de produção hospitalar destes leitos nos sistemas de informação oficiais do governo”, explica ela, lembrando que a unidade vai se esforçar para que esses novos leitos também possam ser implantados o mais breve possível.
- O Complexo Hospitalar de Patos é referência para casos de Covid no sertão
- O hospital já começou as obras para ampliação de leitos para pacientes com Covid
Isolamento social faz Complexo Regional de Patos registrar queda acumulada de 57% nos atendimentos em abril em relação a março
O balanço de atividades do Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) relativo ao período do dia 1º a 30 de abril, no que diz respeito aos serviços Ambulatoriais e de Urgência e Emergência, traz um dado relevante. Nesse período, a unidade teve uma queda acumulada de um mês para o outro no total de atendimentos de 57%. Quando comparamos os dados em separado, a Urgência e Emergência foi quem registrou maior redução com 41% a menos de atendimentos, enquanto o serviço ambulatorial teve um decréscimo de 25%. Não por acaso, os dados são um reflexo das medidas de isolamento social que diminui a circulação de pessoas e, consequentemente, o número de acidentes. Em abril, o Complexo contabilizou 2.418 atendimentos, sendo 1.819 na Urgência e Emergência e 599 nos serviços ambulatoriais. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o Complexo contabiliza 15.796 atendimentos, sendo 12.303 na Urgência e Emergência e 3.493 nos serviços ambulatoriais.
A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, confirma que o decréscimo nos atendimentos, de fato, coincidem com as medidas de isolamento social adotadas na Paraíba. “Nós atribuímos essa queda de mais de 50% no número de atendimentos gerais a diminuição da circulação de pessoas nas ruas e também nas estradas, já que somos referência para mais de 80 municípios da região”, destaca ela. Ainda segundo Liliane, já os casos de atendimentos de pacientes com algum desconforto respiratório teve uma acréscimo, em função da pandemia de Covid-19, passando do terceiro lugar em ocorrências no mês de março, para o primeiro lugar, em abril.
Em relação aos dados de internamento, dos 2.418 casos de atendimento, seja no ambulatório ou na urgência e emergência, registrados em abril, 2001 pacientes não necessitaram de internação hospitalar e outros 417 permaneceram em internação. Grande polo receptor de pacientes de mais de 86 municípios da região do sertão paraibano e referência para urgências e emergências em casos de pequena e média complexidade, além de casos de Covid-19, o hospital, que integra a rede estadual de saúde, registrou como principais motivos de atendimento nos plantões de urgência e emergência, lesões oriundas de quedas, casos de hipertensão, acidentes de trânsito (a maior parte envolvendo motos), dores abdominais, de cabeça e no peito, além de casos de contusões diversas. Os pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19 são atendidos em ambiente separado dos demais casos e vêm encaminhados através dos serviços de saúde municipais
- O número de atendimentos no Complexo Regional de Patos teve um redução de mais de 50% em abril comparado a março



















