Asplan
Presidente da Asplan elogia iniciativa de vereador de Capim que propõe abastecimento de frota oficial do município apenas com Etanol
“Maior produtor de etanol do mundo, a partir da cana-de-açúcar, o Brasil tem um enorme potencial instalado de produção, mas, infelizmente, faltam políticas públicas de incentivo ao consumo deste produto nobre, renovável e ecologicamente correto e iniciativas como essa do parlamentar de Capim nos enche de esperança de que, num futuro bem próximo, essa consciência da importância do abastecimento com Etanol consiga ser amplificada para outros municípios, estados e para o país todo”, disse hoje (18), o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. O dirigente canavieiro se referia a iniciativa do vereador da cidade paraibana de Capim, Josenildo Ferreira da Silva, que através de um Projeto de Lei (001/2020), sugere que os veículos oficiais do município com motor flex sejam abastecidos, exclusivamente, com Etanol.
Na justificativa da propositura, o parlamentar lembra que o setor sucroenergético gera empregos, renda, além de progresso e desenvolvimento, destaca que a pandemia reduziu o consumo de Etanol colocando as indústrias locais em situação complicada. “Com essa iniciativa, estaríamos não só contribuindo com o meio ambiente, já que o Etanol não é poluente, mas, com essas indústrias nacionais e, consequentemente, com a manutenção dos empregos que elas geram”, argumenta o parlamentar. Somente na Paraíba, o setor gera cerca de 40 mil empregos diretos em épocas de safra.
O PL que foi apresentado no último dia 08 de junho sugere o abastecimento não apenas da frota própria do município, mas, também dos veículos flex locados pela Prefeitura e demais órgãos da administração pública local. Na justificativa, o vereador lembra ainda que as usinas, nesta época de pandemia, estão doando álcool 70% aos municípios e que o abastecimento com Etanol além de todas as vantagens que ele oferece, seria também uma forma das prefeituras retribuírem esse gesto das indústrias.
O presidente da Asplan lembra que a iniciativa não é inédita em nível nacional e que já há várias prefeituras no país que optam, prioritariamente ou exclusivamente, pelo abastecimento com Etanol. José Inácio destaca ainda que estudos mostram que a durabilidade do motor abastecido com Etanol é maior para quem usa só álcool e que um carro a álcool polui dez vezes menos que um abastecido com gasolina.
- José Inácio elogiou iniciativa do vereador de Capim
Chega primeira compra de insumos da Cooperativa de produtores rurais da Paraíba
A semana começou com boas notícias na Cooperativa dos Associados da Asplan (Coasplan). Trata-se da chegada dos produtos da primeira compra da Cooperativa. Os itens do primeiro pedido de Herbicidas, Inseticidas e Fungicidas, que tinha sido feito no dia 05 de junho, chegaram na última segunda-feira (15) e já estão no galpão da entidade, em Bayeux, prontos para serem comercializados. Nessa primeira compra a Cooperativa investiu R$ 132 mil. Os itens já estão disponíveis para aquisição dos cooperados e não cooperados.
O gerente da Coasplan e engenheiro agrônomo Luís Augusto, destaca que esse primeiro pedido de insumos não foi somente de produtos direcionados apenas a cana-de-açúcar, mas, também a outras culturas, a exemplo, de abacaxi, inhame, coco e mamão. “A ideia foi começar com um mix de produtos que atendesse outras culturas, além da cana-de-açúcar para começarmos a movimentar a Cooperativa”, afirma Luís, lembrando que o produtor pode ligar no número da Coasplan 2177-0441 e tirar suas dúvidas. Nesse mesmo número, o produtor também pode acionar a Central de Compras para adquirir peças de reposição, implementos, EPI’s e outros itens ligados ao negócio rural.
- A sede da Coasplan fica em Bayeux
- As primeiras compras são destinadas a várias culturas
- Os produtos da primeira compra da Coasplan já estão na sede da Cooperativa
- Os produtos já estão à disposição de cooperados e não cooperados
Asplan também apoia Campanha de estímulo ao uso do Etanol com adesivagem de carros de associados, funcionários e condôminos
“A campanha ‘Etanol é só beleza. Abasteça com etanol’ lançada pelo Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool na Paraíba (Sindalcool), com apoio de diversas entidades, entre elas a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) continua a ser fortalecida, agora com a etapa de adesivagem de carros e espaços de grande circulação de pessoas. Na sede da Asplan, a partir desta segunda-feira (15), todos os carros de associados, funcionários e condôminos que estacionarem no local passam a ser adesivados com material da campanha. “A adesão a essa campanha tem que ser um compromisso de cada um de nós e de cada vez mais brasileiros que precisam valorizar esse produto limpo, renovável e que contribui com o meio ambiente e ainda gera renda, progresso e desenvolvimento”, destaca o presidente da Asplan, José Inácio de Morais.
O dirigente canavieiro lembra que a campanha chega num momento muito oportuno, no qual o setor precisa de apoio, inclusive, com o estímulo da população por usar um combustível limpo e renovável. “A safra 2019/2020 de cana-de-açúcar na Paraíba foi encerrada em abril e justamente quando os estoques de álcool deveriam ser comercializados, a pandemia provocou uma queda nas vendas de 70% do etanol nos postos de combustíveis, causando prejuízos ao setor”, destaca José Inácio. Além dos adesivos, a campanha tem ainda um jingle, que está disponível no site oficial do Sindalcool, o www.sindalcool.com.br e conta com a divulgação do setor.
O diretor do Grupo Japungu, José Bolivar, um dos apoiadores da Campanha, gravou um vídeo recentemente onde destaca a importância, pluralidade e sustentabilidade do setor sucroenergético. “O setor é extremamente sustentável, gera sua própria energia e ainda devolve a natureza a grande maioria dos nutrientes consumidos pela cana-de-açúcar durante seu desenvolvimento. Esses nutrientes retornam ao campo em forma de palha e outros resíduos. Além do etanol a indústria também produz uma série de subprodutos, tais como, o bagaço, que é utilizado na geração de energia limpa, na indústria de rações, na produção de álcool de segunda geração, na levedura seca também usada na indústria de rações, o CO² utilizado na indústria de gases, o biometano, o bioplástico, que é o plástico verde, largamente utilizado e até mesmo na reconstrução da pele humana de pessoas que sofreram graves queimaduras. Abastecendo com etanol você valoriza a indústria nacional e contribuiu para o desenvolvimento econômico do país e também de sua região”, destacou Bolivar.
- Carlos Heim, diretor da Asplan, foi um dos que já adesivou seu carro
- Detalhe do adesivo da campanha de estímulo ao uso do etanol
- O diretor da Japungu, José Bolivar, reforça importancia do setor sucroenergético
Cooperativa de produtores rurais da Paraíba faz sua primeira compra de insumos
A compra de insumos e produtos agrícolas com valores mais acessíveis que os praticados no mercado, a partir da Cooperativa dos Associados da Asplan (Coasplan), já é uma realidade. O primeiro pedido de Herbicidas, Inseticidas e Fungicidas foi feito na última sexta-feira (05) e deve chegar a sede da entidade já na próxima semana. Os produtos ficarão no depósito da Coasplan, na avenida Francisco Marques da Fonseca, 294, no bairro Brasília, em Bayeux, e estarão disponíveis para aquisição dos cooperados e não cooperados. Nessa primeira compra a Cooperativa investiu R$ 132 mil.
Segundo o gerente da Coasplan e engenheiro agrônomo Luís Augusto, esse primeiro pedido de insumos não se restringe a produtos direcionados apenas a cana-de-açúcar, mas, também a outras culturas, a exemplo, de abacaxi, inhame, coco e mamão. “A cooperativa vai trabalhar, prioritariamente, com foco no produtor canavieiro, mas, vamos atuar para atender os demais produtores rurais da Paraíba, com preços competitivos e acessíveis e com excelentes produtos”, destaca ele, lembrando que com a chegada dos itens e finalização de outros detalhes, a ideia e iniciar as atividades da Coasplan no dia 23 de junho.
Além dos preços mais acessíveis, outra vantagem da Coasplan é a possibilidade do cliente comprar com prazo. “Mas, essa modalidade de aquisição de produtos e insumos só estará disponível para os produtores canavieiros, associados da Asplan, mediante o aval das usinas”, explica o presidente da Cooperativa, Fernando Rabelo Filho. Ele destaca que o grande objetivo da Cooperativa é baratear custos para os associados, cooperados e para o mercado em geral, permitindo que os investimentos necessários na produção sejam realizados com mais facilidade. “Como vamos comprar os produtos de forma cooperativada, teremos melhores condições de ter preços menores e mais atrativos”, reitera o presidente da Coasplan.
A Cooperativa terá ainda uma Central de Compras, que terá um funcionário à disposição dos clientes para fazer a cotação de peças e equipamentos, incluindo EPI’s. Para acionar a Central, basta que o interessado ligue pelo número (083) 2177-0441 e diga qual é sua necessidade de compra que a Cooperativa se encarregará de fazer as cotações e adquirir o produto sem custo adicional algum para o cliente. “Esse é outro grande diferencial da Cooperativa que vai dar um importante suporte ao produtor na hora de comprar peças de reposição e outros itens ligados ao seu negócio”, destaca Luís Augusto, lembrando que para ter acesso a compra via Coasplan, o produtor não precisa ser associado da Asplan, mas para se tornar um cooperado, é preciso ser associado da entidade.
“A Coasplan é, na realidade, um braço da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba que vai atuar em paralelo a entidade com a função de atender não apenas os nossos associados, mas, todo o segmento que atua no setor primário com alguns diferenciais de atuação. É um sonho antigo que agora virou realidade”, afirma o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, enfatizando que a Coasplan não tem fins lucrativos. “A ideia é ajudar e facilitar a vida do produtor”, finaliza José Inácio.
- As compras via Cooperativa terão preços mais acessíveis
A crise do setor é passageira e os produtores merecem ter acesso aos ganhos do CBIOs foram algumas das constatações da live do IFAG
A crise é passageira, tem uma luz no fim do túnel, o consumo de etanol está voltando, o produtor precisa renovar seu canavial, o governo federal tem que ajudar o setor a superar essa crise, é urgente melhorar a visibilidade e o entendimento da importância do setor na sociedade e isso se dá através de ações de comunicação, o produtor terá acesso aos créditos de descarbonização, o CBIOs dará ainda mais credibilidade ao setor sucroenergético e o setor industrial precisa ser ainda mais parceiro do produtor. Essas foram algumas das constatações de uma live, realizada na noite desta sexta-feira (05), que reuniu representantes de várias entidades ligadas ao setor sucroenergético nacional. A live debateu os cenários atual e futuro do setor e foi promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), SENAR, Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG) e Sindicato Rural de Goiás. A mediação do evento foi feita pelo Coordenador Técnico do IFAG, Alexandro Santos.
O presidente da CNA, Ênio Fernandes, da Orplana, Gustavo Rattes, da Feplana, Alexandre Andrade e da Unida e da Asplan, José Inácio de Morais foram os debatedores da live. Para José Inácio esse debate sobre a atual conjuntura do setor canavieiro foi oportuno e importante. “Vivemos um cenário adverso, sob o qual ninguém sabe ao certo quais serão as repercussões e precisamos, mais que nunca, estar unidos e coesos para juntos conseguirmos fortalecer o setor”, disse José Inácio, lembrando que essa pandemia não é a maior crise que o setor enfrenta no Nordeste. Segundo ele, os sete anos de seca na região, os 16 anos dos governos do PT e a crise de 1986 foi ainda mais cruel. “Naquela época enfrentamos uma inflação de 80% e uma cana com baixo preço. Hoje, já atingimos R$ 100, oscilamos em R$ 80 e já caminhamos para R$ 95”, destacou José Inácio, que elogiou a postura da ministra da Agricultura, Thereza Cristina, criticou a demora do Banco do Brasil em ajudar o setor e lembrou que o produtor não deve deixar de renovar seu canavial em 10%,12% ou nos ideais 16%.
O dirigente da Unida disse ainda que não entende a resistência de alguns representantes do setor industrial em destinar parte dos créditos de descarbonização do CBIOs para os fornecedores, inclusive porque o valor a ser direcionando aos produtores além de ser merecido, não vai comprometer o lucro da indústria. Por fim, José Inácio reiterou que o setor precisa andar coeso e destacou, neste sentido, a necessidade de que todas as entidades trabalhem para a aprovação do Projeto de Lei 3149, apresentado pelo deputado paraibano, Efraim Filho. “Esse PL tem o objetivo de corrigir uma injustiça contra os produtores independentes de cana na lei do RenovaBio, que deixou os fornecedores fora do recebimento dos créditos descarbonização (CBios), restringindo o acesso aos ganhos apenas aos industriais”, lembrou José Inácio, conclamando todas as entidades a lutarem pela aprovação do Projeto.
- A live aconteceu na noie desta sexta-feira
Presidente da Unida elogia iniciativa de deputado paraibano de propor inclusão de CBios para produtores de cana e outras culturas do país
O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), José Inácio de Morais elogiou a iniciativa do líder dos Democratas na Câmara Federal, deputado paraibano Efraim Filho, que apresentou o PL 3149. A Iniciativa tem o objetivo de corrigir uma injustiça contra os produtores independentes de cana na lei do RenovaBio, que deixou de fora do recebimento dos créditos descarbonização (CBios) os fornecedores de cana, restringindo o acesso aos ganhos apenas aos industriais.
A iniciativa do deputado Efraim Filho encontra respaldo na reivindicação da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) e da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), que se manifestaram desde o início dos debates sobre o Renovabio favoráveis a inclusão dos produtores canavieiros independentes nos ganhos com o CBIOs. “Os produtores são um elo importante na cadeia sucroenergética, no entanto, ficaram de fora dos ganhos dos créditos de descarbonização (CBios), de forma que somente um Projeto de Lei pode mudar essa realidade e reverter essa injustiça com essa categoria”, destaca José Inácio.
O dirigente canavieiro lembra que o setor produtivo é responsável por 30% da matéria-prima do etanol e açúcar produzidos nas usinas do país, mas, mesmo com essa representatividade, o Renovabio não incluiu os canavieiros nem produtores de milho e de soja no direito ao recebimento de créditos (CBios), a serem pagos pela produção do biocombustível. “O PL acaba com a exclusão, como esses setores também passam a dividir com as usinas os custos operacionais exigidos pelo mercado de CBios. O projeto também cria regulamentações para garantir aos agricultores a coparticipação e recebimento proporcional dos créditos correspondentes à produção de etanol da unidade onde a matéria-prima foi fornecida”, explica o deputado autor do PL, lembrando que o produtor rural desempenha importante papel na cadeia produtiva de biocombustíveis, e precisa participar ativamente do RenovaBio, principalmente, no que se refere aos créditos de descarbonização (CBios).
O dirigente da Feplana, Alexandre Lima, complementa. “O setor canavieiro tem respaldo para participar do mercado de CBios porque grande parte das metas de descarbonização ocorrerá no campo, por meio das ações realizadas pelo produtor rural. Isso quer dizer que o canavieiro é um dos grandes agentes econômicos do RenovaBio”, reitera Alexandre. Ele lembra que por causa dessa questão não ter sido incluída na lei dos biocombustíveis, de autoria do então ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, ainda no governo de Michel Temer, algumas usinas não querem agora compartilhar espontaneamente os CBios com os fornecedores independentes de cana, como foi acordado entre as entidades sucroenergéticas durante as negociações para a aprovação da lei do RenovaBio. “O PL do deputado Efraim busca corrigir está questão ao incluir o produtor independente de matéria-prima destinada à produção de biocombustíveis, dando a ele efetiva participação no RenovaBio e no justo recebimento de CBios”, finaliza o presidente da Feplana.

Lideranças canavieiras nacionais debatem o enfrentamento da atual conjuntura e a realidade do setor diante dos desafios que se apresentam
Na próxima sexta-feira (05), representantes de várias entidades ligadas ao setor sucroenergético nacional participam de uma live, às 18h30, para debater os cenários atual e futuro do setor. A transmissão, que será acessada pelos canais do @sistema FAEG, é uma promoção da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), SENAR, Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG) e Sindicato Rural de Goiás. A mediação do evento será feita pelo Coordenador Técnico do IFAG, Alexandro Santos.
O presidente da Comissão Nacional de Cana-de-açúcar da CNA, Ênio Fernandes, o presidente da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), Gustavo Rattes, o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Andrade e o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais serão os debatedores da live.
Para José Inácio esse debate sobre a atual conjuntura do setor canavieiro é oportuno e importante. “Vivemos um cenário adverso, sob o qual ninguém sabe ao certo quais serão as repercussões e precisamos, mais que nunca, estar unidos e coesos para juntos conseguirmos fortalecer o setor que é um dos pilares mais importante da economia nacional e fundamental para o desenvolvimento do país”, disse o dirigente da Unida e da Asplan.
Não podemos deixar de plantar e renovar os canaviais mesmo na atual conjuntura adverte o dirigente canavieiro e produtor José Inácio
A cultura canavieira no Nordeste que, nos últimos sete anos enfrentou momentos difíceis, principalmente, em relação a remuneração paga pela matéria-prima e que tinha boas perspectivas de soerguimento na atual safra, se deparou com as implicações da pandemia, o que ampliou a crise já vivenciada pelo setor nos últimos anos. Mas, mesmo em meio a esse cenário, o produtor canavieiro não pode abrir mão de plantar e renovar seu canavial. Essa ressalva foi reforçada na noite desta segunda-feira (01), pelo presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, em live promovida pela FMC Agrícola com representantes do segmento canavieiro de várias regiões do país.
No início de sua participação na live, José Inácio lembrou que a média de produtividade do produtor nordestino em relação ao do Sudeste sempre foi menor. “A média histórica, por hectare, aqui na região é de 50 toneladas por hectare, enquanto que no Sudeste essa média histórica fica entre 85 e 90 toneladas. Mas, temos conseguindo aumentar essa produtividade para 70 toneladas e temos experiências exitosas com irrigação na região, a exemplo da Japungu, que chega a 110 toneladas”, destacou José Inácio.
Ele também reiterou que o produtor nordestino não está tendo uma remuneração a altura de seu investimento e que estava com uma grande perspectiva de começar a reverter esse quadro negativo na atual safra, mas que a pandemia frustrou essa expectativa. Contudo, ele reforçou a necessidade do produtor não deixar de fazer a renovação de seu canavial. “O ideal é renovar 16.66% da área a cada ano e mesmo em meio a essa crise, não devemos deixar de fazer isso sob pena de no ano que vem o canavial está ainda mais comprometido e necessitar de um investimento ainda maior”, disse ele, lembrando que o produtor precisa diminuir custos, rever processos, eliminar as deficiências, mas não deixar, em nenhuma hipótese, de plantar.
Além de José Inácio, participaram da live promovida pela FMC, Haroldo Torres, da Pecege, Caio Carbonari, da FCA/Unesp e Evandro Piedade, da Associação de Piracicaba. “A dinâmica dos herbicidas no ambiente” foi tema de uma das palestras da live que teve como temática central “Cenário atual e oportunidades para os fornecedores de cana-de-açúcar”. Durante a transmissão, as apresentações reforçaram a importância do uso correto da tecnologia disponível e dos produtos usados na lavoura com vistas a melhoria da produtividade nos canaviais. A live foi encerrada com uma apresentação do programa Gennesis, da FMC, sobre manejo integrado da cana e com a apresentação da campanha institucional de comunicação da FMC que parte do conceito ‘Onde tem cana tem energia’, destacando a importância do universo canavieiro.
- O presidente da Asplan, José Inácio, participou da live da FMC
Produtores rurais da Paraíba passarão a contar com uma cooperativa para comprar insumos e produtos a preços mais acessíveis
- Logomarca da Cooperativa que começa a funcionar em junho
Comprar insumos e produtos agrícolas com valores mais acessíveis que os praticados no mercado e dispor de uma central de compras de peças e equipamentos e quem for cooperado ainda pode comprar com prazo. Essas são algumas das vantagens que os produtores rurais paraibanos, ligados ou não a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), passarão a ter com o início das atividades da Cooperativa dos Associados da Asplan (Coasplan), que vai começar a operar a partir da segunda quinzena de junho. A sede da Coasplan funcionará na avenida Francisco Marques da Fonseca, 294, no bairro Brasília, em Bayeux.
Entre os diferenciais ofertados pela Coasplan está a possibilidade do cliente comprar com prazo. “Mas, essa modalidade de aquisição de produtos e insumos só estará disponível para associados da Asplan, mediante o aval das usinas”, explica o presidente da Cooperativa, Fernando Rabelo Filho. Ele lembra, no entanto, que os preços mais competitivos e acessíveis da Coasplan é que será o grande diferencial da Cooperativa, que projeta responder pela movimentação de cerca de R$ 4 milhões/ano somente com a venda de herbicidas, estimulantes e cupinicidas. “Esse cálculo corresponde a 50% das vendas feitas a fornecedores, atualmente, levando-se em consideração uma área de 10 mil hectares”, explica Fernando, lembrando que somente os fornecedores de cana da Paraíba respondem por uma área de 20 mil hectares. Com outros produtos, a Coasplan projeta uma movimentação de mais R$ 1,5 milhão.
O presidente da Coasplan reitera que o grande objetivo da Cooperativa é baratear custos para os associados, cooperados e para o mercado em geral, permitindo que os investimentos necessários na produção sejam realizados com mais facilidade. “Como vamos comprar os produtos de forma cooperativada, teremos melhores condições de ter preços menores e mais atrativos”, ressalta o presidente da entidade que tem como vice-presidente, Pedro Tavares Neto.
A Central de Compras, que terá um funcionário à disposição dos clientes para fazer a cotação de peças e equipamentos, incluindo EPI’s, é outro diferencial da Coasplan. Basta para tanto, que o interessado diga qual é a necessidade de compra que a Cooperativa se encarregará de fazer as cotações e adquirir o produto sem custo adicional algum. “Esse é outro grande diferencial da Cooperativa que vai dar um importante suporte ao produtor na hora de comprar peças de reposição e outros itens ligados ao seu negócio”, destaca Fernando.
Para ter acesso a compra via Coasplan, o produtor não precisa ser associado da Asplan, mas para se tornar um cooperado, é preciso ser associado da entidade. “O interessado então precisa comprar uma cota parte, equivalente a R$ 100,00. A Cooperativa vai começar a atuar com 50 cotistas fundadores. Cada um deles comprou 10 cotas parte, o equivalente a R$ 1.000,00”, explica Fernando, reiterando que para ter acesso as compras via Cooperativa não é necessário ser cotista. “Agora, para ter direito a entrar na divisão de lucros da Coasplan, se houver dividendos, essa condição de cotista é imprescindível”, afirma ele.
“Esse é um sonho antigo da Asplan que, em breve, irá se concretizar. A Coasplan é, na realidade, um braço da Associação que vai atuar em paralelo a entidade com a função de atender não apenas os nossos associados, mas, todo o segmento que atua no setor primário da Paraíba com alguns diferenciais”, afirma o presidente da Asplan José Inácio de Morais, lembrando que a Coasplan não tem fins lucrativos e pode ser o projeto embrionário da formação de uma unidade industrial, caso haja algum acidente de percurso de fechamento de alguma indústria local, a exemplo do que correu em Pernambuco, com a COAF. “O foco é fortalecer o produtor, ajudá-lo a adquirir insumos e produtos de forma mais competitiva e para tanto precisamos do apoio da classe”, finaliza José Inácio.
Entidades voltam a cobrar da União resposta sobre pacote de socorro ao setor sucroenergético nacional
O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana – Unida e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan, José Inácio de Morais, voltou a cobrar hoje (22), um posicionamento oficial do governo federal sobre o pacote de medidas sugerido, mês passado, pelas entidades que fazem parte do setor para socorrer a produção de cana e as indústrias que fabricam etanol no país. “Mesmo com a importância do setor para a economia brasileira, o governo federal ainda não acenou efetivamente com ações que possam nos ajudar a sobreviver a essa crise sem precedentes” afirma o dirigente canavieiro.
Os 20 mil produtores de cana-de-açúcar da região Nordeste, congregados na Unida, segundo José Inácio, estão à mercê da própria sorte até agora. “Nós, empregadores de mais de 100 mil trabalhadores no campo, em especial, nos estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba, aguardamos ansiosos pelas respostas do governo em relação as nossas reivindicações. Até agora, temos apenas acenos que algo será feito, mas, de concreto, passados mais de 60 dias dessa pandemia, nenhuma ajuda foi efetivada e a cada dia a crise se agrava. É preciso que o governo nos dê respostas mais rápidas”, reitera José Inácio.
O dirigente canavieiro lembra que dentre as reivindicações do setor as mais urgentes são a disponibilidade de linhas de crédito, tanto para as indústrias que precisam de um aporte de financiamento dos estoques de etanol haja vista a queda no consumo do produto que não foi comercializado como se previa antes da pandemia, além de linhas de crédito para os produtores e rolagem de dívidas. “A maior parte dos bancos privados já passaram as parcelas vencidas para agosto e disponibilizaram algumas linhas de crédito, mas, tanto em relação a essa prorrogação de pagamento, quanto a liberação de créditos, quero aqui ressaltar que embora o Banco do Brasil seja o maior banco de fomento ao setor, as medidas de apoio da instituição estão muito devagar”, reforçou José Inácio.
Na pauta das reivindicações dos produtores, segundo José Inácio, destacam-se ainda a adoção de projetos de parceria público privada, câmbio diferenciado para a importação do fertilizante de custeio e renovação, a retomada da subvenção de equalização de preços, garantidora da competividade da atividade canavieira do Nordeste em relação ao Sudeste, que tem menor custo de produção, a redução temporária dos tributos incidentes sobre os produtos do setor, e melhor acesso aos créditos bancários, além de uma linha de crédito emergencial.
Para as indústrias, as propostas apresentadas minimizariam os impactos causados pela redução do consumo do biocombustível no país causado queda do preço do petróleo (em meio à crise entre a Arábia Saudita e a Rússia) e pela pandemia do novo coronavírus, passando pela redução do valor do PIS/Cofins incidente sobre a comercialização do etanol, a criação de uma linha de financiamento para a estocagem de etanol que não venha a ser comercializado, a autorização para venda direta do etanol aos postos de abastecimento, são algumas das demandas do setor industrial. “O governo precisa agir o quanto antes no sentido de nos dar respostas e, principalmente, ação”, finaliza José Inácio.
- O presidente da Asplan, José Inácio, reitera importância do apoio do governo neste momento













