Author: News Comunicação

Sistema de transporte de João Pessoa chega ao limiar da crise e tem que parcelar pagamento de salários de seus colaboradores

Há muito tempo que as empresas que operam o sistema de transporte coletivo de João Pessoa trabalham com receita desproporcional as despesas. Com o agravamento da pandemia, as medidas restritivas de circulação, esse desequilíbrio aumentou ainda mais. Diante deste cenário, o Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de João Pessoa (Sintur-JP) anunciou, nesta quarta-feira (07), que precisará parcelar o pagamento dos salários de seus colaboradores.

De acordo com a nota do Sintur-JP, as empresas terão que parcelar a folha de pagamento sendo 50% dos salários pagos no dia 08 de abril, e os outros 50% para no dia 15. “A única fonte de receita do setor é a tarifa paga pelos passageiros. “Chegamos ao limite. Há anos, o transporte coletivo vive uma considerável crise e os efeitos da pandemia da Covid-19 acentuou-a de forma insustentável, ao ponto de termos de parcelar até mesmo a folha de pagamento de funcionários, o que jamais havia ocorrido antes”, explica o diretor institucional do Sintur-JP, Isaac Júnior Moreira.

Isaac Moreira pediu ainda medidas urgentes para o restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro das empresas. “É preciso um enfrentamento urgente, adoção de medidas excepcionais para um momento excepcional como o que estamos vivendo atualmente. Há exemplos em várias cidades do país onde os governos municipais estão se responsabilizando pelo pagamento de gratuidades e descontos, medida que alivia o bolso do passageiro pagante. Há outros municípios que já isentaram a tarifa de ônibus do pagamento dos 5% do ISS e estados que também fizeram isenções, mesmo que apenas pelo período de calamidade pública provocada pela pandemia. Há ainda municípios que estão concedendo subsídios diretamente no valor da tarifa para que o valor efetivamente pago pelo passageiro seja reduzido”, disse o representante do Sintur.

Deputado Jeová Campos tem audiência em Brasília e traz boas notícias sobre conclusão de projetos da Transposição e outras ações na PB

Nesta terça-feira (06), o deputado estadual e presidente da Frente Parlamentar da Água e Agricultura Familiar da ALPB, Jeová Campos, se reuniu com o Núcleo de Projetos Estratégicos do Ministério do Desenvolvimento Regional e se atualizou sobre importantes ações ligadas a Pasta e que dizem respeito às obras de conclusão do projeto de Transposição do Rio São Francisco na Paraíba e outras ações. “A conclusão do canal Caiçara-Engenheiro Ávidos está prevista para até o final de julho, a recuperação da barragem de Engenheiro Ávidos está sendo licitada e deve iniciar as ações em breve e a chegada das águas, na barragem de Boa Vista, em São José de Piranhas, se não houver nenhum problema, deve acontecer em novembro deste ano. Essas são notícias maravilhosas que nos dão uma esperança muito grande em relação à resolutividade de boa parte dos problemas hídricos no sertão paraibano”, destacou o parlamentar que estava acompanhado do prefeito de São José de Piranhas, Chico Mendes.

Segundo Jeová, após a reunião ele seria recebido pelo ministro Rogério Marinho, do Ministério do Desenvolvimento Regional, mas, o ministro teve uma agenda de última hora com o presidente Bolsonaro e por isso o encontro, intermediado pelo deputado federal Wilson Santiago, não aconteceu. “Esse canal Caiçara-Engenheiro Ávidos foi uma luta política do nosso mandato e da ALPB, que sempre contou com o apoio da então senadora e atual governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, e é uma grande conquista para a Paraíba e que agora virará realidade”, destaca o parlamentar, lembrando que o canal não estava incluído no projeto original da Transposição, embora ele seja fundamental para a chegada das águas na região de Cajazeiras. “Fomos nós, da Frente Parlamentar da Água da ALPB, que identificamos essa lacuna no projeto original durante uma das visitas técnicas da Frente às obras da Transposição, mas, felizmente, a falha foi reparada”, lembra Jeová que, na época, era presidente da Frente.

Quanto à recuperação da barragem de Engenheiro Ávidos, os técnicos do Ministério asseguraram que está sendo concluída a licitação e que os processos de recuperação devem começar em breve e serão realizadas pelo consórcio Heca Novatec Engenharia, Construções e Empreendimentos, o vencedor do certame. “Essa obra é muito importante para Sousa e Cajazeiras que há anos lutam muito por essa ação, com o apoio de nosso mandato”, disse Jeová.

Em relação à chegada das águas da Transposição, segundo o deputado, se não houver nenhuma intercorrência, como aquela que surgiu em Atalho e Jati, por exemplo, a previsão é que a água chegue à barragem de Boa Vista, em São José de Piranhas, em novembro deste ano. “Essa é uma previsão que eu considero otimista, diante do que ainda tem que ser feito, mas, de todo jeito a informação da conclusão do canal em julho e a chegada das águas em novembro já dão outra perspectiva a quem sofre com a falta de água na região”, disse Jeová.

Sobre as obras do terceiro eixo, do ramal de Piancó, segundo informações repassadas ao deputado, já existe o projeto e já estão, inclusive, adquirindo a tubulação para a construção do terceiro ramal que vai perenizar o rio Piancó, que abastece não apenas o açude Coremas-Mãe D’água, que é a principal fonte de recursos hídricos da região de Assunção até Sousa. “Tratamos ainda sobre o ramal do Apodi, que vai perenizar o rio São José, que abastece o açude de Lagoa do Arroz, importante barragem que abastece parte de Cajazeiras, São João do Rio do Peixe e Santa Helena e, em breve, Uiraúna. Retomei essa pauta hídrica e volto muito alegre para a Paraíba porque as notícias eu tive foram muito boas”, finalizou Jeová.

Complexo de Patos registra aumento de 53% nos atendimentos de Urgência e Emergência no final de semana

Entre as 18h da última sexta-feira (02) e a meia noite do domingo (04), o plantão da Emergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) registrou o atendimento de 170 pessoas e a realização de 14 cirurgias. O plantão de maior movimento foi o de sábado, quando 77 pessoas foram atendidas. No domingo foram mais 66 pacientes e na noite da sexta-feira, outras 27 pessoas deram entrada na unidade. Fazendo o comparativo com os dois últimos finais de semana houve um aumento significativo de casos. No final de semana de 19 a 21/03 e no de 26 a 28/03, a Urgência e Emergência da unidade registrou, respectivamente, 136 e 111 atendimentos.
Entre às 18h do dia 02 até a meia noite deste domingo, o boletim de atendimentos do hospital, que integra a rede estadual de saúde, apontou ainda que foram realizadas 14 cirurgias, sendo a maior parte delas Cirurgia Geral, com seis ocorrências, seguida de cirurgias Oncológicas, com cinco casos, e mais três procedimentos de Ortopedia.
O boletim de atendimento de pacientes vítimas de acidentes de trânsito mostram que dos 28 acidentados, a quase totalidade foi de pessoas que estavam em motocicletas, com 27 registros. Houve ainda uma pessoa que se acidentou com bicicleta. Dos 28 acidentados, cinco deles permaneceram internados para cuidados posteriores. Os demais foram liberados após os primeiros socorros. Dos acidentados, a maior parte deles foi da cidade de Patos, com nove pessoas no total, mas vieram pacientes das cidades de São Bento, Passagem, Olho D’água, Malta, Quixaba, Catingueira, Diamante, Coremas, Desterro, Teixeira, Itaporanga, Água Branca e da cidade de Juru.
Na emergência, além dos casos envolvendo os acidentados com motos e bicicleta, os demais principais motivos dos atendimentos da unidade neste último final de semana foram de pacientes com dor abdominal, síndrome gripal, dor no peito, queda da própria altura, queda de nível, acidente com animal peçonhento ou raivoso, contusões diversas, crise nervosa, dor na coluna, convulsão ou mal epiléptico, entre outros sintomas.

Complexo de Patos teve 1505 internações por Covid e mais de 1000 altas

Entre março de 2020, quando começou a atender pacientes sintomáticos respiratórios no setor de isolamento Covid, e o último dia 31 de março, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) já internou 1505 pessoas suspeitas ou com diagnóstico comprovado de coronavírus e deu alta a 1018 pacientes. O pico de internações se deu no mês passado, quando 198 pessoas foram internadas na unidade, que é referência para casos de Covid-19 no sertão do estado. Neste mesmo mês, o Complexo registrou o maior número de altas (115) e também de óbitos com 83 mortes por complicações respiratórias decorrentes do coronavírus. “O pico máximo de internações altas e óbitos foi em março último, não apenas no Complexo, mas, em todo o país, quando se observou um grande aumento no número de casos de internação, inclusive, com recorde de óbitos, infelizmente”, destaca o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.

De acordo com o relatório de gestão da unidade, que contabilizou os dados referentes as internações nos últimos doze meses, o número de altas em relação aos 1505 atendimentos, neste período, ficou em 68% e o percentual de óbitos em 32%. “Não podemos comemorar esses dados porque não devemos esquecer que 488 vidas se foram, mas os dados nos mostram que, efetivamente, mais que dobramos as altas em relação aos óbitos. O ideal seria que não tivéssemos nenhum óbito, mas a Medicina, apesar de todos os avanços, também tem seu limite. O fato é que embora numa pandemia e com os óbitos que ocorreram não haja motivos para festejar, saber que acolhemos e conseguimos tratar 1018 pacientes, dos 1505 que estiveram conosco, já é um alento muito grande”, destaca Francisco.

O médico Pedro Augusto, que desde o ano passado atua na linha de frente do setor de isolamento Covid do Complexo, e que estava de plantão no dia e assinou a alta de número 1000 do setor, lembra que chegar a essa marca foi um marco para todos os envolvidos no atendimento com os pacientes de Covid. “Não deixa de ser uma vitória chegarmos a esses dados, embora não haja comemoração quando se trata de uma doença que está matando muita gente, mas chegar as 1000 altas e constatar que o percentual de altas é muito superior e mais que o dobro de óbitos, nos dá a certeza e a consciência de que estamos lutando contra essa doença e vencendo na maior parte dos casos, mas também nos traz muita reflexão, medo e preocupação porque a gente constata a dimensão desta doença aqui em nossa região”, disse Dr. Pedro. Para o médico, a experiência de vivenciar todo esse processo traz muitas lições. “A gente vê pessoas que entram e não se despedem de suas famílias, outros que conseguem superar a doença, felizmente, em maior número, pacientes idosos e com comorbidades que superam, outros adultos jovens que não resistem e isso tudo assusta”, afirma ele.

Dr. Pedro lembra ainda a importância das pessoas redobrarem o cuidado, mantendo-se vigilantes, usando máscaras, fazendo uso do álcool gel, evitando aglomerações. “A gente percebe que a doença é cíclica e que quando as pessoas se descuidam mais, poucos dias depois a gente começa a observar o aumento exponencial dos casos no setor. Mesmo com o aumento dos leitos do hospital, da UPA de Patos, se a população não tiver consciência, esses leitos serão rapidamente ocupados como já estão agora, quando atingimos 100% de nossa ocupação de UTI Covid”, alerta Dr. Pedro.

Balanço Covid Complexo

Em março de 2020, o Complexo realizou 82 internações com pessoas sintomáticas respiratórios no setor Covid, deu 55 atlas e registrou 27 óbitos. Em abril, do dia 1º ao dia 30, foram atendidas 130 pacientes no isolamento, com 104 altas e 26 óbitos. Em maio, entre os dias 1º e 31, ocorreu um pico de atendimentos com um total de 146 internações, 99 altas e 47 óbitos. Em junho, do dia 1º ao dia 30, foram mais 122 internações, com 74 altas e 49 óbitos. Em julho, do dia 1º ao dia 31, 124 pessoas foram internadas no setor Covid com problemas respiratórios, com indicação ou comprovação da Covid-1, 84 tiveram alta e 40 morreram. Em agosto, do dia 1º ao dia 31, 115 pacientes foram internados, 74 com seguiram se curar e 41 faleceram.

Os dados de 1º a 30 de setembro de 2020 apontam que 76 pessoas foram internadas, 52 tiveram alta e outras 24 morreram por complicações da doença. Do dia 1º de outubro ao dia 31, ocorreram 36 internações no isolamento Covid, 33 tiveram alta e outras três faleceram, sendo esse o mês de menor número de atendimentos entre os doze meses de serviços do setor Covid da unidade. Do dia 1º ao dia 30 de novembro, ocorreram 88 internações, 63 altas e 25 registros de óbito. Entre os dia 1º e 31 de dezembro, foram 133 internações, 89 altas e 44 óbitos.

Entre os dias 01 e 31 de janeiro, foram 124 internações, 85 altas e 39 óbitos. Em fevereiro, entre os dias 1º e 28, foram registrados 131 internações, 91 altas e 40 óbitos. Em março último, o mês de maior registro em todos os três parâmetros, o setor de isolamento Covid do Complexo teve 198 internações, 115 altas e 83 mortes.

“As medidas restritivas de circulação e de funcionamento do comércio, empresas e empreendimentos nos últimos 15 dias, por causa dos decretos do Estado e municípios, devem ter contribuído para reduzir a circulação do vírus e, consequentemente, isso deverá se refletir nos próximos dias na redução do número de infectados. Essa é, pelo menos, a expectativa das autoridades sanitárias e a nossa, mas é preciso que a população não relaxe mantendo os cuidados e medidas preventivas, como o uso de máscaras, a higienização constante das mãos e a obediência ao distanciamento seguro entre as pessoas pode ajudar a reduzir o contágio. A nossa preocupação é que não adoeça tanta gente, num mesmo tempo, porque a capacidade de atendimento das unidades de saúde é limitada”, reitera Francisco Guedes, lembrado que o Complexo tem 32 leitos de UTI e outros 32 leitos de enfermaria Covid e que o Hospital Noaldo Leite que funciona, atualmente, como um anexo do Complexo no suporte ao atendimento de pacientes com coronavírus, tem mais cinco leitos de UTI e outros 12 de enfermaria clínica Covid.

Semana começa no Complexo de Patos com ocupação de 100% dos leitos de UTI e 70% de Enfermarias Covid

A primeira semana de Abril já começa com notícias preocupantes sobre a ocupação de leitos do setor de isolamento Covid do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC). Desde a noite de domingo que a unidade está com 100% de ocupação dos leitos de UTI e com uma taxa de ocupação de 70% nos leitos de Enfermaria Clínica Covid. “Esse é um momento que nos pede uma reflexão sobre o que devemos fazer na atual conjuntura e que não devemos relaxar. Mesmo com o novo decreto que flexibiliza algumas atividades, o momento pede cautela. Não devemos entender essa flexibilização como um momento de plena liberdade e sim como uma situação que ainda precisa de medidas para controlarmos a proliferação da doença”, afirma o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.

O censo do meio-dia desta segunda-feira (05) mudou um pouco o cenário de ocupação referente aos leitos de UTI e Enfermarias no setor de isolamento Covid. Dos 32 leitos de UTI Covid do CHRDJC, 31 estão ocupados, enquanto que dos cinco leitos de UTI do Hospital Noaldo Leite que funciona, atualmente, como um anexo do Complexo no suporte ao atendimento de pacientes com coronavírus, três deles estão ocupados. Dos 32 leitos de enfermaria Covid do Complexo, o censo aponta que 20 deles estão ocupados no momento, enquanto que no Noaldo, dos 12 leitos de enfermaria Covid, apenas dois leitos estão com pacientes.

“Na nossa região, que corresponde a terceira macro, nós ainda estamos num cenário razoável, sem filas de espera por internação, mas, mesmo assim com um índice muito alto de internação, isso aponta para uma condição de preocupação que não nos permite relaxar, em hipótese alguma. Todos devem continuar evitando aglomerações, usando máscaras e higienizando bem as mãos, porque essas são as únicas ferramentas que temos neste momento para combater esse inimigo invisível que continua matando. A vacina é a providência maior, mas, por enquanto, embora a Paraíba esteja no quarto lugar nacional no ranking de pessoas mais vacinadas, o contingente de pessoas imunizadas frente à população ainda não é expressivo”, reiterou Francisco.

2 anexos

Direção do Complexo de Patos se reúne com vereadores de Patos

A direção Geral, Administrativa e Técnica do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) recebeu, nesta terça-feira (30), vereadores de Patos e integrantes da Comissão de Saúde da Câmara, entre os quais a presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereadora Nadir Rodrigues e o Relator da Comissão, vereador Josmá Oliveira. O encontro, que havia sido agendado anteriormente, se configurou como uma reunião institucional entre os representantes do Poder Legislativo Municipal e a gestão da unidade que responde pelos atendimentos de Urgência, Emergência e Clinica Médica, além de casos de Covid-19 para a cidade de Patos e mais 60 municípios do sertão paraibano.

Segundo o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, a pauta principal da reunião foi debater ações que podem ser realizadas com apoio da Câmara Municipal no sentido de melhorar, ainda mais, os serviços da unidade. “Na ocasião também tiramos dúvidas dos vereadores sobre rotinas e ações do Complexo. No final do encontro firmamos um compromisso de nos ajudarmos mutuamente, dentro das competências de cada um, no aprimoramento da prestação de serviços de saúde pública à população de Patos e região”, destacou Francisco.

A vereadora Nadir Rodrigues disse que o momento foi muito importante. “Esclarecemos fatos, debatemos sobre as prerrogativas dos parlamentares e também tomamos conhecimento das reais situações do Hospital Regional e viemos, sobretudo, no intuito de unir forças e nos colocarmos à disposição no que a Câmara puder ser útil e, principalmente, para identificarmos quais as necessidades da unidade de saúde, neste momento”, destacou a vereadora.

O vereador Josmá Oliveira agradeceu o diretor Francisco Guedes, pela gentileza e tratamento dispensado. “Agradecemos ao diretor por nos receber tão bem, esclarecendo pontos que não tinham ficado muito claros na semana passada e nos colocamos à disposição para contribuir no que for possível com a melhoria do atendimento e da saúde pública de Patos”, afirmou Josmá.

Ainda participaram da reunião representando a Casa Juvenal Lúcio de Sousa, os vereadores Sgt. Patrian, Ítalo Gomes, Willa da Farmácia e Nega Fofa. Além do diretor Geral do Complexo, participaram do momento a diretora Técnica, Dra. Jaqueline Andrade e o diretor Administrativo, Levi Firmino de Assis.

Texto do ministro Braga Netto tem meu total repúdio por celebrar cerceamento de liberdades, torturas e mortes diz deputado Jeová

“No dia 31 de março de 1964, um golpe militar interrompeu o processo democrático iniciado pela Constituição de 1946 e instalou um longo e brutal período no Brasil que durou exatos 21 anos. Hoje, 57 anos depois me causa perplexidade ao ler o texto do novo o ministro da Defesa do Governo Bolsonaro que afirma que o Golpe de 1964 “deve ser compreendido e celebrado”. Não devemos compreender um tempo em que a Imprensa não era livre, que cidadãos que se opunham ao regime imposto pelos militares eram torturados e mortos e nem muito menos devemos celebrar a maior tragédia da história política brasileira. Esse texto, que consta na Ordem do Dia deste 30/03/21, tem meu total e irrestrito repúdio”, disse hoje (31), o deputado estadual paraibano, Jeová Campos.

O parlamentar lembra que a ditadura militar prendeu centenas de milhares de pessoas e dezenas de milhares foram torturadas, muitos até hoje estão desaparecidos. “Mais de 400 brasileiros foram mortos pelos órgãos de repressão – e muitos deles figuram como desaparecidos até hoje. Os direitos de expressão, manifestação e organização foram suprimidos. Foi um tempo negro na história de nosso país e não um período que deva ser lembrado em forma de celebração, mas sim de protestos e indignação para que nunca mais voltemos a esses tempos sombrios”, reiterou Jeová, destacando que “a democracia pertence ao povo e não pode ser tutelada por ninguém”.

Ainda segundo o deputado, não cabe em nenhuma conjuntura, principalmente, no cenário em que vivemos hoje enaltecer um feito tão negro de nossa história. “A população brasileira, em meio a enormes dificuldades, soube encontrar brechas e abrir caminhos para resistir e reconquistar a democracia. Saiu desse período terrível mais forte, mais madura e mais experiente. A duras penas, reconquistamos a liberdade de expressão, a condição de escolher nossos representantes, embora as escolhas nem sempre recaiam sobre os melhores, e o país se reencontrou. Ditadura, nunca mais!”, finalizou Jeová Campos.

Presidente da Asplan é vacinado e diz que brasileiro precisa deixar de politizar tragédia e torcer para que mais vacinas cheguem logo

Vacinado no último domingo, em função de estar incluído na faixa etária do cronograma de vacinação contra a Covid-19, o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, disse que é preciso que o brasileiro deixe de politizar a tragédia da pandemia e torça para que mais vacinas cheguem o quanto antes. “Vivemos uma tragédia mundial, com milhares de mortos, e não devemos neste momento de tanta tragédia politizar a pandemia. Devemos nos unir e torcer para que tudo dê certo, que chegue mais vacinas e num curto espaço de tempo, pois o vírus não vê posição ideológica, status social, nem poder econômico”, disse o dirigente canavieiro que foi vacinado no posto localizado na Escola Municipal Seráphico da Nóbrega, no bairro de Tambaú, em João Pessoa.

O presidente da Asplan, que apóia o governo Bolsonaro, reconhece que o Governo Federal não agiu com a agilidade que a pandemia pedia, mas, argumenta que o momento não cabe ‘chorar pelo leite derramado’, mas correr atrás do prejuízo. “De fato o governo federal não conduziu bem o processo no início, quando deveria ter se precavido e comprado antecipadamente as vacinas, mas, agora precisamos nos unir, torcer para que se resolva o mais rápido possível e jamais fazer política em cima de tanta tragédia”, reforçou José Inácio que está com três primos hospitalizados, em estado crítico por causa do Covid, em hospitais de João Pessoa e de Recife.

O presidente da Asplan tomou a primeira dose da vacina AstraZeneca, da Universidade de Oxford contra COVID-19. A segunda dose, segundo ele, será tomada daqui a 90 dias. “Não senti nenhuma reação até agora, apenas uma dorzinha no local da injeção, normal como qualquer vacina que se toma”, afirmou ele.

Após superar a marca de 1000 altas do setor Covid semana começa no Complexo de Patos com ocupação de mais de 90% dos leitos de UTI

No último sábado (27), o setor de isolamento Covid do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) atingiu o feito de 1000 altas, contabilizadas desde que a unidade passou a ser referência para casos da doença desde março de 2020. Contudo, o boletim de ontem (29), referente à ocupação dos leitos de UTI e Enfermarias no setor de isolamento Covid não traz notícias alentadoras e mostra o limiar de ocupação do setor. Isto porque a ocupação de leitos da UTI Covid passou a marca de 90% e das Enfermarias Clínica Covid está em mais de 70%. “A taxa de ocupação vem crescente e já chegamos a lotar a UTI e as Enfermarias. Nossa expectativa com esse decreto de restrição de circulação de pessoas e que, nos próximos dias, a gente consiga reduzir essa curva de contágio e, consequentemente, diminuir o número de casos e também e internações”, afirma o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, lembrando que as 1000 altas são reconfortantes não apenas para as famílias dos pacientes, mas para as equipes da unidade que estão na linha de frente. “É um numero significativo. São 1000 vidas que foram salvas”, destaca ele.

O médico Pedro Augusto, que desde o ano passado atua na linha de frente do setor de isolamento Covid do Complexo, e que estava de plantão no último sábado foi quem assinou a alta de número 1000 do setor. “Não deixa de ser uma vitória chegarmos a esses dados e esse número é muito importante para a gente e nos traz alegria e a consciência de que estamos lutando contra essa doença e vencendo na maior parte dos casos, mas também nos traz muita reflexão, medo e preocupação porque a gente constata a dimensão desta doença aqui em nossa região”, disse Dr. Pedro. Para ele, a experiência de vivenciar todo esse processo traz muitas lições. “A gente vê pessoas que entram e não se despedem de suas famílias, outros que conseguem superar a doença, felizmente, em maior número, e isso tudo assusta até porque a primeira coisa que essa doença provoca é o isolamento”, afirma ele.

Para Dr. Pedro, ainda mais cruel nesse processo todo de isolamento é quando chega pacientes com algum déficit neurológico ou deficiência e que além de doentes também ficam privadas do olhar e dos afetos de suas famílias. “Tivemos um caso, por exemplo, de um paciente com Síndrome de Down que nunca tinha se separado de seus pais e que por causa do Covid ficou privado deste convívio e carinho por dias. Acompanhei esse caso, vendo o sofrimento e angustia dos pais em não poder chegar perto do filho e do paciente que sentia muita falta dos pais. Felizmente, o rapaz se recuperou e pôde voltar para casa”, lembra o médico, reiterando a importância das pessoas redobrarem o cuidado e mantenham-se vigilantes, usando máscaras, fazendo uso do álcool gel, evitando aglomerações. “A gente percebe que a doença é cíclica e que quando as pessoas se descuidam mais, poucos dias depois a gente começa a observar o aumento exponencial dos casos. Mesmo com o aumento dos leitos do hospital, da UPA de Patos, se a população não tiver consciência, esses leitos serão rapidamente ocupados”, alerta Dr. Pedro.

Sobre ocupação de leitos Covid neste dia 29

O censo do meio dia desta segunda-feira (29) do setor de isolamento Covid do Complexo mostrava que dos 32 leitos de UTI, 30 estavam ocupados com pacientes que necessitam de cuidados intensivos. Dos 32 leitos de enfermaria Covid do Complexo, 22 estão ocupados. No espaço de apoio criado no Hospital Infantil Noaldo Leite, dos cinco leitos de UTI, três estão com pacientes graves e dos 12 leitos de enfermarias destinadas a pacientes com coronavírus, quatro estão ocupados.

Complexo de Patos registra queda de 18% nos atendimentos no final de semana

Entre as 18h da última sexta-feira (26) e a meia noite desse domingo (28), o plantão da Emergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), de Patos, registrou o atendimento de 111 pessoas e a realização de 20 cirurgias. O plantão de maior movimento foi o de sábado, quando 50 pessoas foram atendidas. No dia 28, foram mais 43 pacientes e no dia 26, outras 18 pessoas. Fazendo o comparativo com o final de semana anterior se constatou uma queda de 18% nos atendimentos e de 22% nos acidentados com motos, enquanto houve um aumento de 54% nas cirurgias de emergência, com um total de 20 procedimentos.

O diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, entende que a redução da procura pelos serviços da unidade e do número de acidentados se deve, principalmente, em função da diminuição de circulação de pessoas por causa dos decretos municipal e estadual. “As medidas restritivas do Governo Estadual e dos municípios por causa da pandemia, sem dúvida, contribuiram diretamente na redução dos atendimentos, já que as pessoas estão mais em casa, assim como pela maior conscientização da sociedade que cada um deve fazer a sua parte na atual conjuntura”, disse ele.

O relatório de gestão da unidade mostra ainda que, entre as 18h do dia 26 até a meia noite desse domingo, 21 pessoas deram entrada na unidade por causa de acidentes de trânsito, sendo a maioria delas – 18 pessoas – em decorrência de acidentes com motos, dois com bicicleta, e uma pessoa com acidente de automóvel. Dos 21 acidentados, a maior parte deles foi da cidade de Patos, com nove pessoas no total. Cinco pacientes vítimas de acidentes, sendo quatro de motos e um de bicicleta, precisaram ficar internados para cuidados posteriores.

Na emergência, além dos casos envolvendo os acidentados com motos, os demais motivos dos atendimentos da unidade neste último final de semana foram de pacientes com sintomas de síndrome gripal, dor abdominal, queda da própria altura, hipertensão, dor no peito, na coluna e na perna, dificuldade de respirar, administração de medicação, dor pélvica e na mão e troca de SNE/SVD, entre outros sintomas.

Das 20 cirurgias realizadas, o maior número de procedimentos foi na área de Oncologia, com oito cirurgias, seguido de Vascular, com seis atendimentos e mais três procedimentos de Cirurgia Geral e outros três de Ortopedia.