Author: News Comunicação
Atendimento de pessoas sintomáticos para Covid-19 em Patos preconiza atendimento inicial em UBS e no Hospital apenas os casos moderados e graves
O fluxo de atendimento às pessoas sintomáticas respiratórios para o Covid-19, em Patos, foi definido pelas autoridades de saúde local da seguinte forma: Àquelas pessoas que apresentam sintomas leves, devem se dirigir as UBS âncoras que são: UBS Solon Medeiros no Salgadinho, UBS Horácio Nóbrega, no Sâo Sebastião, UBS Domiciano Vieria, na Maternidade e UBS Metódio, no Monte Castelo. A noite e nos finais de semana fica o PA Maria Marques responsável pelo atendimento aos sintomáticos respiratórios. Caso haja necessidade, o paciente será encaminhado para a UPA e esta, por sua vez, se avaliar ser necessário regula o paciente, através do NIR, para o Hospital de referência (Infantil, Maternidade ou Regional). O SAMU deverá dar suporte nos casos solicitados para as necessidades de transferência destes pacientes.
A diretora geral do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, Liliane Sena, explica que a obediência a essa definição de fluxo de recebimento de pacientes é necessária para evitar uma super lotação no Complexo. “Imagina se todas as pessoas que estiverem com sintomas de um resfriado forem procurar o hospital para ser atendido. Fatalmente, isso iria provocar uma super lotação desnecessária que prejudicaria quem, de fato, precisa de cuidados mais intensivos”, explicou Liliane. Ela lembra que o atendimento na unidade deve ser preservado para casos de moderados e graves. “Precisamos nos antever a situações limite, até porque sabemos que os casos de Covid-19 tendem a surgir e crescer em ritmo exponencial e se respeitarmos esse fluxo estabelecido estaremos preservando e priorizando o atendimento de quem de fato precisa estar no hospital”, destaca a diretora, fazendo um apelo à população neste sentido. Ela ainda reforçou a necessidade de todos manterem o isolamento social contribuindo, assim, com a diminuição da disseminação do vírus.
- A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, reforça que é preciso manter o isolamento social e que o hospital deve ser procurado em casos moderados e graves do Covid-19
Presidente da Asplan avalia como precipitado pronunciamento de Bolsonaro e espera que governo encontre um ‘meio termo’ para a situação do Covid-19
O pronunciamento em cadeia nacional do presidente Jair Bolsonaro, na noite desta terça-feira (24), dividiu opiniões mas em todas elas, houve a percepção que fazer o chamamento da população à normalidade na atual conjuntura foi, no mínimo, precipitado. Essa também é a opinião do presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. “É fato, que o presidente deve estar preocupado com o grande desastre econômico que vem por aí com tantas empresas paradas, mas, também é preciso ter cautela, neste momento, e ouvir não somente os economistas, mas, também as autoridades de saúde. É preciso encontrar um meio termo para que o país não sofra tanto as consequências que estão por vir como desemprego e falência de milhares de empresas, mas, sobretudo, proteger a população”, afirma José Inácio.
Para o dirigente da Asplan, mesmo bem intencionado, o presidente precisa ter muita cautela. “Concordo com algumas coisas que ele disse, a exemplo da necessidade de manter o país funcionando, mas, ele também foi infeliz quando chamou o Covid-19 de ‘gripezinha’. Nisso, ele não tem razão e me lembrou Lula quando ele disse que a crise era só uma ‘marolinha’ e todo mundo sabe que não foi. Foi um desastre econômico grande. A gente sabe que essa pandemia vem matando muita gente e isso não é brincadeira. O momento é de isolamento social e não de interação social”, afirmou José Inácio, frisando, no entanto, que o país também não pode continuar parado. “Também não pode parar o país. Se não as pessoas vão morrer de fome. Temos que continuar os serviços essenciais e avaliar, oportunamente, a volta das outras atividades”, defendeu o dirigente canavieiro.
José Inácio lembra também que não é toda a comunidade médica e científica que concorda com o isolamento total. “Tem gente que recomenda quarentena para o grupo de risco e o restante da população circulando, vivendo, trabalhando, com determinados cuidados, mas na ativa. O pessoal idoso, com risco, e qualquer pessoa que esteja no grupo de risco, também deve ficar em casa. Não foi totalmente ruim o discurso de nosso presidente. Acho que mostrou que o país não pode parar e que tem que encontrar um meio termo”, afirmou o dirigente da Asplan, lembrando que o isolamento social na atual conjuntura tem o objetivo de diminuir a disseminação do vírus para mais pessoas e que essa atitude é provisória, impõe restrições, mas, é extremamente necessária.
- O presidente da Asplan, José Inácio, disse que discurso do presidente foi precipitado, mas importante
Jeová elogia iniciativa do PT que propõe Seguro Quarentena de R$ 1045 aos brasileiros
O deputado estadual Jeová Campos (PSB), que é um incansável defensor do trabalhador brasileiro e vem cobrando políticas públicas do governo federal para proteger o trabalhador informal e de baixa renda durante a pandemia do Covid-19, elogiou, nesta terça-feira (24), a iniciativa do Partido dos Trabalhadores (PT) que propôs um “seguro quarentena”. A ideia do PT é garantir um salário mínimo à metade da população brasileira. A proposta é que o Governo Federal estabeleça R$ 1.045 de renda a 100 milhões de brasileiros que precisam permanecer dentro de casa e parar suas atividades.
Para Jeová, esse é o momento de o Governo Federal se manifestar a respeito de que politica pública adotará para garantir o sustento das famílias enquanto essa emergência continuar. “Esse é uma situação que atinge a todos, só que de forma diferente. Quem tem seu trabalho informal ou é de baixa renda será atingido de maneira mais cruel. Frente a essa pandemia que ninguém sabe como ficarão as empresas. O governo precisa se manifestar em defesa das classes menos favorecidas e garantir a sobrevivência dessa gente. Isso é o que já se está fazendo em outros países”, defendeu Jeová.
Segundo a proposta do PT, o Seguro Quarentena atenderá aos beneficiários do Bolsa Família, as pessoas inscritas no Cadastro Único e a todos os trabalhadores informais e de baixa renda. Nos Estados Unidos, o governo vai garantir uma quantia a cada adulto e a cada criança. A Argentina também estuda um valor para os trabalhadores na informalidade e os autônomos. “Estamos vivendo tempos difíceis. É preciso que o governo perceba isso e conceda ajuda necessária à sobrevivência dos brasileiros menos favorecidos senão ao invés de morrer da doença do Covid-19, as pessoas morrerão de fome”, comentou Jeová Campos.
Sobre Seguro Quarentena
Ajuda financeira do governo federal para que a população enfrente a emergência sanitária do coronavírus. O documento aponta que:
1. Todas as famílias em risco social descritas abaixo passam a ter o direito de receber o valor de um salário mínimo – R$ 1.045 – por mês. Quem tem direito ao benefício: Famílias do Bolsa Família – beneficiários receberão complemento ao benefício para que nenhuma família receba menos que R$ 1.045; Pessoas inscritas no Cadastro Único; Famílias com trabalhadores informais não inscritos no Cadastro Único, mas que devido à crise tenham perfil de renda compatível.
2. Recursos deverão ser repassados imediatamente ao público do Bolsa Família.
3. Para viabilizar o repasse aos demais públicos, o governo implantará aplicativo ou usará cartão para viabilizar o acesso aos recursos: Famílias no Cadastro Único poderão informar conta bancária do chefe de família; Famílias não inscritas poderão fazer o cadastramento remoto para futura conferência; Governo implantará procedimento simplificado via aplicativo para que as famílias se cadastrem ou atualizem seus cadastros de forma a viabilizar os pagamentos imediatamente.
4. Os recursos serão repassados mensalmente pelo período que durar a emergência sanitária.
- Deputado Jeová Campos elogiou proposta do PT em dar ajuda aos trabalhadores em tempos de pandemia (2)
O que é coronavírus? (COVID-19)
O que é o coronavírus?
O coronavírus é uma família de vírus que se manifestou pela primeira vez em 1937. Em 31 de dezembro de 2019, foi identificado um novo tipo de coronavírus, que teve origem no mercado de frutos do mar e de animais vivos da cidade de Wuhan, na China.
Por causar graves infecções respiratórias, o vírus ficou conhecido pela sigla SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome ou Síndrome Respiratória Aguda Grave, em tradução livre).
Os tipos de coronavírus
O coronavírus foi se modificando ao longo do tempo, por isso, os profissionais de saúde viram a necessidade de nomear cada um dos tipos do vírus de maneira diferente.
No caso do último vírus descoberto, seu nome inicial era novo coronavírus ou SARS-CoV-2, porém, a Organização Mundial da Saúde (OMS), no dia 30 de Janeiro de 2020, anunciou a mudança da nomenclatura do vírus para COVID-19.
O nome foi alterado para se adaptar às diretrizes da OMS, que aconselham os estudiosos a não darem nomes que referenciem animais, objetos, indivíduos ou grupo de pessoas para os vírus descobertos.
Conheça abaixo os tipos conhecidos:
- Beta coronavírus OC43 e HKU1;
- Alpha coronavírus 229E e NL63;
- MERS-CoV (causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio ou MERS);
- SARS-CoV (causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave ou SARS);
- COVID-19 (o tipo mais recente descoberto).
Quais são os sintomas do coronavírus?
- Febre;
- Espirros;
- Tosse;
- Coriza;
- Falta de ar.
Como ocorre a transmissão do coronavírus?
Inicialmente, se pensava que a transmissão da doença acontecia de animais para pessoas, mas com os últimos acontecimentos na China, sabemos que a transmissão também pode ocorrer de pessoa para pessoa.
O coronavírus é de fácil transmissão e pode se disseminar das seguintes formas:
- Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos;
- Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
- Tosse;
- Espirro;
- Contato com secreções respiratórias.
Qualquer pessoa que se aproxime um metro de uma pessoa infectada corre o risco de ser contaminada com a infecção.
5 formas de se prevenir do coronavírus
A médica infectologista da Unimed Fortaleza Dra. Lícia Borges Pontes, separou 5 cuidados que você e sua família devem ter para se prevenir do coronavírus.
A sigla, em inglês, W-U-H-A-N indica ações que você deve ter no dia a dia para se manter protegido. Confira a tradução abaixo e comece a praticá-las para manter o vírus longe da sua casa:
- Lave as mãos;
- Use máscaras de proteção adequadamente;
- Verifique sua temperatura regularmente;
- Evite grandes multidões;
- Nunca toque seu rosto com as mãos sujas.
Pessoas gripadas ou resfriadas
No caso de pessoas com sintomas característicos de gripes ou resfriados, a prevenção também deve ser feita, porém, com algumas particularidades quanto ao que deve ser feito
Listamos abaixo algumas dicas para que você e sua família saibam como proceder se já estiverem doentes:
1- Use máscaras de proteção em lugares públicos ou quando for conversar com alguém;
2- Ao tossir ou espirrar, use lenços de papel e, em seguida, jogue-os no lixo ou cubra a boca e o nariz utilizando o braço;
3- Evite cumprimentos com abraços, apertos de mão e beijos;
4- Evite visitas a entes queridos caso esteja gripado.
O coronavírus tem cura?
Mesmo sem haver tratamentos específicos para o vírus, a grande maioria das pessoas contaminadas evolui para a cura. Mas, apesar dessa informação, não se pode diminuir a gravidade das complicações que esse vírus pode trazer, já que os sintomas são muito agressivos para o corpo.
O tratamento para as doenças causadas pelo vírus, por enquanto, ainda é o de suporte, ou seja, o foco é o tratamento dos sintomas da infecção, como a febre e a tosse.
Fique atento!
Agora que você já sabe como se prevenir do coronavírus, aplique as ações de prevenção na sua rotina e da sua família.
Apesar de ainda não existirem casos da doença confirmadas no Ceará, é importante estar atento aos sintomas.
Destilaria Tabu doa álcool 70% a prefeituras e entidades na Paraíba e Pernambuco para o combate à disseminação do Covid-19
Pensando na escassez de álcool gel nas prateleiras e no agravamento da pandemia do Covid-19, a Destilaria Tabu, localizada na cidade de Caaporã, na Paraíba, está doando para prefeituras e entidades, álcool 70% na forma líquida, desde a última sexta-feira (20). A iniciativa vai beneficiar órgãos como a Sudema, empresas e entidades como a Laffarge, a Brenan, e prefeituras como a de Caaporã e Alhandra, além de outras instituições paraibanas e pernambucanas que já estão com suas entregas agendadas a exemplo da Prefeitura de Pitimbu, a Polícia Militar da Paraíba e alguns órgãos do Governo do Estado da Paraíba.
A empresa não estipulou qual o volume a ser doado, mas o Diretor Operacional da Tabu, Luiz Sales, afirma que as doações vão acontecer conforme sua fabricação, estoques e disponibilidade. “A ideia é enfrentar a crise fazendo tudo o que está ao alcance da empresa, contribuindo de forma gratuita, acrescentando esforços ao governo e á sociedade num momento de grave crise. Estamos dando a nossa contribuição como uma empresa socialmente responsável”, destaca Luiz Sales.
Desde a última sexta-feira foram entregues garrafões de álcool 70% para a Sudema, para a Laffarge e para a empresa Rota do Atlântico. Nesta segunda-feira (23) estão programadas a entrega para prefeituras e outros órgãos do estado da Paraíba. Também está agendada a entrega para o Hospital Maurício Ribeiro de Albuquerque e Igrejas na região de Pitimbu e Caaporã.
“Estamos unindo nossos esforços com os da população, das autoridades de saúde e das empresas em geral para proporcionar a todos os devidos cuidados ao combate desse vírus. O Álcool em gel a gente sabe que já está faltando em vários lugares e estamos aqui doando um produto importante e necessário para combater a disseminação deste vírus, ajudando a coletividade a superar essa grave crise”, comentou o diretor operacional, Luiz Sales, lembrando que na indústria, internamente, várias ações estão sendo realizadas, a exemplo da distribuição de álcool em gel para funcionários, restrição de viagens, a distribuição de material informativo, o revezamento de escalas de trabalho e a realização de atividades em regime de home office.
Em comunicado endereçado aos colaboradores, o vice-presidente da Tabu, Alexandre Meeus, reitera o compromisso da empresa com seus colaboradores e com a sociedade de modo geral e pede a colaboração de todos para que esse momento seja superado. “É tempo de exercer nosso papel de cidadãos enfrentando esta situação, que perdurará por alguns meses, com serenidade e pragmatismo. Precisamos nos adaptar à nova realidade e aprender junto novas formas de trabalho e convívio social”, destaca o texto.
- A empresa também está conscintizando funcionários sobre os cuidados com o Cvid-19
- Doação para a Lafarge
- Doação para a Prefeitura de Alhandra
- Doação para a Prefeitura de Caaporã (1)
- Doação para a Prefeitura de Pitimbu
Jeová participa de primeira sessão remota da história da ALPB e afirma que foi uma saída para trabalhar sem riscos à saúde de ninguém
O deputado estadual Jeová Campos (PSB) participou, nesta segunda-feira (23) de um momento marcante do parlamento paraibano, tendo em vista que a Assembleia Legislativa da Paraíba – ALPB realizou sua primeira sessão remota. A transmissão foi 100% online e foi necessária por conta da pandemia do Coronavírus, declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no último dia 11 de março e que determina o isolamento social. A sessão foi transmitida pelo YouTube e Facebook da ALPB e foi necessária para que os deputados votassem com urgência o Decreto de Calamidade publicado no Diário Oficial deste último sábado (21). Embora prefira as sessões presenciais, Jeová aprovou a realização da sessão online. “É uma forma dos parlamentares continuarem suas atividades na ALPB sem ter que se expor nem colocar ninguém em risco de pegar o vírus”, disse Jeová.
Durante a transmissão, Jeová, que votou a favor do Decreto que reconhece a situação de calamidade pública na Paraíba e parabenizou o presidente Adriano Galdino pela agilidade de convocação da sessão online, aproveitou para pedir uma posição da Casa a respeito da medida provisória do governo federal que dá permissão aos empregadores de suspender os contratos de trabalho por até quatro meses. O deputado lembrou que sem trabalho, não há salário, e sem salário, não há consumidor, comércio, mercado, arrecadação de impostos ou Estado.
“Esse é um momento muito representativo na história dos parlamentos, não só do Brasil, mas de todo o mundo em função da necessidade de isolamento social. Mas, finalmente, quero, falar de um requerimento. Gostaria que a Casa se posicionasse para que enviasse ao Congresso Nacional algo a respeito da suspensão dos contratos de trabalho por até quatro meses.”, disse Jeová durante sua fala. “Essa suspensão vai permitir que não se pague os salários e aí eu pergunto: sem salario como é que o trabalhador vai viver? Essa é uma questão que deve incomodar a todos nós. Peço que o governo abra linhas de credito com juros negativos para micro e pequenas empresas para que consigam pagar o salario de seus empregados”, continuou o parlamentar, dando uma solução que não seja a suspensão dos contratos. Horas depois, o presidente Jair Bolsonaro retirou da MP o artigo que fazia referência a suspensão dos salários.
O decreto legislativo do Poder Executivo foi aprovado por unanimidade pela ALPB reconhecendo estado de calamidade pública na Paraíba em razão da grave crise de saúde pública decorrente da pandemia do coronavírus e suas repercussões nas finanças públicas no estado. A aprovação do texto permite que o governo tenha flexibilidade de gastos públicos para implantar politicas públicas de combate ao Covid-19.
A suspensão das atividades na ALPB até o próximo dia 2 de abril foi em atendimento à recomendação da OMS e do Ministério da Saúde. Ainda assim, a ALPB pode ser convocada a qualquer momento para deliberar sobre projetos de interesse público.
- Deputado Jeová Campos participou da sessão remta e elogiou iniciativa da Casa em votar em regime de urgência
Jeová Campos repudia MP da suspensão de salários e afirma que essa iniciativa é outra ‘idiotice’ e mal que o governo faz contra os trabalhadores
O governo federal publicou, em uma edição extra do Diário Oficial da União na noite deste domingo (22), uma Medida Provisória que permite ao empregador suspender os contratos de trabalho de seus empregados, por até quatro meses, durante o período de calamidade pública provocado pelo Covid-19. Para o deputado estadual Jeová Campos (PSB) essa medida é um “tiro no pé” e um golpe mortal nos trabalhadores que dependem, unicamente, de seus salários para sobreviver. O parlamentar afirmou que considera essa a iniciativa mais a mais ‘idiota’ deste governo, tendo em vista que o trabalhador é o consumidor, é a ponta, o destino final de toda a engrenagem econômica que agora ficará estagnada, além de ser uma medida maldosa. Jeová defende que os bancos ofereçam linhas de crédito especiais nesse momento, assim como fizeram outros países. “A suspenção dos salários dos trabalhadores nem deveria ser cogitada agora e nem em tempo algum”, defende o parlamentar.
A MP 927, de 22 de março de 2020, não depende de convenção coletiva de trabalhadores. Além disso, o texto ainda diz que acordos individuais entre patrões e empregados estarão acima das leis trabalhistas ao longo do período de validade da MP, desde que não sejam descumpridas a Constituição Federal. Jeová Campos questionou a solução do governo para ‘salvaguardar’ os empresários. “Significa dizer que o trabalhador vai ficar sem salário por quatro meses. Ora, como vai girar a economia se o mercado não vai ter consumidor? Como a indústria vai vender se o mercado não compra? Como o mercado vai comprar se não tem o consumidor para repassar? O consumidor é s trabalhador”, explicou Jeová.
“Com salário se alimenta o mercado. O mercado alimenta a indústria, a indústria os impostos, que permitem os Estados funcionarem fazendo os serviços de saúde educação, segurança, infraestrutura, pagamento de salário. Sem imposto o Estado não funciona. A suspensão dos salários é uma burrice, uma verdadeira idiotice desse governo”, continuou Jeová Campos, preocupado com o rumo que a crise provocada pelo coronavírus está tomando. “Há que se tomar medidas que tanto protejam os trabalhadores, como também os empresários que estão, de fato, impossibilitados de escoar suas mercadorias, de vender seus produtos, mas, penalizar a parte mais frágil, não é a saída mais prudente e sensata”, reitera Jeová.
Linhas de crédito especiais
Para o deputado, é preciso que o governo, ao invés de permitir que a corda arrebente para o lado mais fraco, edite medidas que obrigue os bancos, por exemplo, a oferecerem linhas de crédito especiais para o setor empregador. Isso sim, na opinião do parlamentar, pode resguardar a economia e evitar um grande colapso. “Abrir linhas de credito especial para micro, pequenos e médios empresários, e até para o grande, com juros negativos, com prazos de vencimento em 10 anos para fazer a economia continuar girando”, sugeriu o deputado.
“O caminho a ser percorrido não é lançar o trabalhador à própria sorte. O governo precisa mobilizar crédito dos bancos públicos para segurar a crise e evitar que o empresário quebre. Muitos países fizeram isso. A China foi um dos que fizeram. Por que no Brasil se faz diferente? Por que no Brasil se faz errado?”, lamentou o deputado.
Jeová também destacou que o governo não tem plano algum para os trabalhadores informais, aqueles que deixaram de ir às ruas vender seus produtos e serviços para cumprir a determinação de isolamento social. “Eles não tem renda e vivem do suor de seu rosto e não tem nenhuma proteção da previdência e nem da CLT e fica sem poder trabalhar com a reclusão imposta. Como é que essas pessoas vão viver se os trabalhadores da economia informal não vão ter receita alguma? Temos que protestar contra essa medida. Não podem, mais uma vez, colocar no colo dos trabalhadores a conta que o trabalhador não fez. Fizeram a reforma trabalhista. Diziam que ia gerar emprego e não gerou. Vem agora o corona e os trabalhadores vão deixar de receber salário? Além de quebrar o país, com isso as pessoas vão morrer de fome? É preciso que o Congresso se levante contra isso. É inaceitável”, protestou o socialista.
A medida é parte do conjunto de ações do governo federal de combate aos efeitos econômicos da pandemia do coronavírus e frisa que a suspensão deve ser feita para a participação do trabalhador em curso ou programa de qualificação profissional não presencial oferecido pelo empregador. Como se trata de uma medida provisória, o texto passa a valer imediatamente, mas ainda precisa ser avalizado pelo Congresso no prazo de até 120 dias para não perder a validade.
- Deputado Jeová Campos criticou MP que suspende salários e disse que essa decisão é uma idiotice
Asplan se une a campanha de apoio ao Hospital Alfredo da Nóbrega doa R$ 30 mil e convoca associados a colaborarem com a ação
Em apoio a iniciativa de dois associados, Rodrigo Monteiro e Carlos Teixeira, e por entender que o momento é das pessoas se darem as mãos, mesmo fisicamente separadas, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) autorizou a doação de R$ 30 mil para equipar leitos do Hospital Alfredo da Nóbrega, de Cabedelo e está convocando seus associados a aderirem à iniciativa. A campanha, iniciada nesta segunda-feira (23), somente nas primeiras horas e até às 11h30 da manhã, já tinha conseguido arrecadar R$ 120.040,00. Quem quiser doar, pode fazer o depósito de qualquer valor, nas seguintes contas: Banco do Brasil, Agência 0011-6, C/C-3204-2 ou no Bradesco, Agência 435-9, C/C-146.767-0. O CNPJ-08.664.989/0001-40 para o depósito é o da Associação.
Numa gravação em vídeo repassada através de redes sociais, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, parabeniza a iniciativa dos associados que iniciaram a campanha e reforça que o momento é de todos se unirem. “Neste momento difícil que estamos passando, precisamos ter muita fé em Deus e também senso de coletividade. Vamos nos juntar a essa causa, tanto através da entidade, com a doação do valor de metade de um leito e eu sugiro que cada associado possa também fazer sua contribuição espontânea para que antes da próxima quarta-feira a gente possa fazer essa doação”, disse José Inácio.
Desde a semana passada que a Asplan encerrou suas atividades presenciais no prédio sede, inclusive, com a suspenção dos aluguéis de auditórios. A entidade mantém seus funcionários em regime de home office desde então para que as demandas, na medida do possível e devido as circunstâncias sejam atendidas remotamente. “Esse é um momento nunca antes vividos pelos brasileiros, mas, Deus é tão bom para a gente que deixou essa pandemia aportar em solo nacional depois que ela já fez estragos em outros países, nos dado a oportunidade de não repetir os erros que foram cometidos por outras nações até por falta de conhecimento prévio”, reforça José Inácio, lembrando da importância de todos manterem um rígido e sistemático isolamento social. “Vamos ficar e casa e aguardam que, em breve, a vida voltará ao normal”, finalizou ele, agradecendo a adesão dos associados a campanha solidária em prol do Hospital de Cabedelo.
- José Inácio, presidete da Asplan, fez um video convocando asociados a participarem da campanha
Unitrans reforça limpeza e higienização dos veículos e orienta funcionários sobre medidas preventivas de combate ao coronavírus
Sintonizados com o atual momento de pandemia vivido em função da disseminação do coronavírus, a empresa de ônibus Unitrans, de João Pessoa, adotou uma série de medidas para orientar seus colaboradores a se proteger e minimizar os riscos do contágio. Neste sentido, a empresa está reforçando as orientações de como minimizar os riscos de contrair a doença, cancelou os treinamentos em grupo até o final do mês, distribuiu informes sobre medidas preventivas e disponibilizou dispositivos de álcool gel em todos os ambientes da empresa. Em relação a proteção dos passageiros, a empresa determinou a equipe de limpeza e higienização dos veículos que redobrasse os cuidados, com especial atenção na limpeza de corrimões, portas e janelas dos ônibus.
“Precisamos entender que cada um deve fazer a sua parte e que as atitudes individuais vão refletir em toda a coletividade, por isso além de orientar nossos funcionários, suspender os treinamentos temporariamente, estamos também reforçando a limpeza e higienização dos ônibus, não apenas nas garagens, mas, também nos terminais, nos intervalos das viagens, para aumentar a proteção de nossos passageiros e operadores”, destaca a diretora da Unitrans, Lorena Dantas.
A empresa suspendeu a realização do próximo módulo do treinamento do projeto ‘Operador em Ação’, que aconteceria na próxima semana. “Como a capacitação acontecia no auditório, com várias pessoas simultaneamente, decidimos seguir as orientações das autoridades de saúde de que se evite aglomeração. Assim que a situação voltar à normalidade, marcaremos nova data do treinamento”, explica a psicóloga da empresa, Socorro Aragão. Ela disse ainda que a empresa iniciou o aumento de férias dos profissionais da operação, dando prioridade aos funcionários do grupo de risco.
No sistema
O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros no Município de João Pessoa – SINTUR JP informou que, a partir desta quarta-feira (18), os ônibus de todas as empresas que operam na capital paraibana serão higienizados duas vezes ao dia, nas garagens, e ainda nos principais terminais de integração de passageiros, durante os intervalos das viagens.
- A limpeza dos ônibs foi intensificada tanto nas garagens como nos terminais
- Os assentos também recebem um cuidado especial
- Os corrimões dos ônibus têm sido limpos com especial atenção
Jeová requer do governo a construção de um canal para levar água do projeto das bacias do SF ao Açude Lagoa do Arroz, em Cajazeiras
Um canal ou adutora que leve água do reservatório Tambor, situado em um dos pontos de entrega do Trecho IV – Ramal do Apodi (parte do projeto de integração das bacias do Rio São Francisco) até o Açude Lagoa do Arroz, no município de Cajazeiras, foi tema de um requerimento do deputado estadual Jeová Campos (PSB). O parlamentar pede que sejam enviados os documentos ao governador João Azevedo, ao presidente da Agência Estadual de Águas – AESA, e ao Secretário de Infraestrutura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente, para viabilizar o pleito que tem o objetivo de melhor utilizar as águas da transposição que chegarão.
A solicitação surgiu de uma demanda da Associação Comunitária de Angicos/Abreu durante audiência pública da ALPB na cidade de Sousa. A entidade pedia que fosse construído um canal para levar água da barragem Caiçara até o Açude Lagoa do Arroz. A obra beneficiaria as populações das cidades de Cajazeiras, Triunfo, Santa Helena, Sousa e São João do Rio do Peixe. Com o encaminhamento do pleito ao Ministro do Desenvolvimento Regional, o gabinete de Jeová Campos recebeu a informação de que o referido Ministério e a operadora federal da obra só têm responsabilidade sob as águas até os pontos de entrega, sendo o estado responsável pelos volumes necessários e destino da água a partir daí.
A sugestão de levar água do reservatório de Tambor, localizado no município de Cachoeira dos Índios, até a Lagoa do Arroz, em Cajazeiras, foi feita pelo próprio Ministério, em documento enviado ao gabinete do parlamentar. “Em resposta ao nosso requerimento, o Ministério nos enviou ofício dizendo que o trecho solicitado já se encontra em sua fase final e que não havia ´previsão de derivação para levar água até o Açude Lagoa do Arroz. Mas, também foi dito que a possibilidade pode ter sucesso no Trecho IV – Ramal do Apodi, sendo essa uma demanda que cabe ao planejamento do estado receptor das águas”, disse Jeová, explicando porque está encaminhando o requerimento agora ao Governo Estadual.
- Deputado Jeová Campos solicitou obra ao governo estadual, já que o federal já disse que não irá fazer















