Author: News Comunicação

CCJ da ALPB aprova por unanimidade Projeto de Lei que cria auxílio emergencial para classe artística paraibana

Depois de dois pedidos de vista, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da ALPB, que se reuniu nesta segunda-feira (08), aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei (1756/2020), de autoria do deputado Jeová Campos, que institui a criação de um Auxílio Emergencial para os trabalhadores do setor cultural e para os espaços culturais no Estado da Paraíba, durante o período de calamidade pública decorrente do Covid-19. O PL segue agora para apreciação em plenário.

A apreciação da matéria já havia sido adiada por duas vezes. A primeira por causa de um pedido de vista do deputado Ricardo Barbosa e depois, pelo mesmo motivo, por solicitação do deputado Dr. Taciano Diniz. O deputado Jeová Campos comemorou a aprovação da matéria na CCJ, lembrando que essa é uma questão urgente, importante e necessária. “Quem vive da Arte e Cultura não só na Paraíba vem enfrentando de forma muito cruel essa pandemia e o pior, sem nenhuma expectativa de voltar as suas atividades, já que é um setor que não tem chance de voltar à normalidade antes do fim desta pandemia”, disse Jeová.

O PL beneficia o trabalhador do setor cultural com um recebimento do Auxílio Emergencial no valor equivalente a um salário mínimo nacional, ou seja, R$ 1.045,00 ou da complementação até este valor, caso o beneficiário receba auxílio de renda básica no âmbito do Governo Federal. Já os estabelecimentos receberiam um subsídio mensal no valor de R$ 3.500 para a manutenção desses Espaços Culturais.

Outros projetos de Jeová

Na mesma sessão da CCJ, outros dois projetos do parlamentar também foram apreciados. O PL 1657/2020, que trata sobre a obrigatoriedade de disponibilidade de fornecimento de equipamentos de proteção individual para os funcionários das empresas concessionárias de energia elétrica, que atuam no ambiente externo foi aprovado, por unanimidade pelos integrantes da Comissão. Já o PL 1656/2020, que destinava recursos arrecadados e não utilizados provenientes de depósitos referentes a penas alternativas na Justiça e fianças de ocorrências sob a administração do poder judicial estadual, para compra de EPIs para profissionais da área de saúde pública na vigência do estado de calamidade pública, foi rejeitado pela CCJ, que o entendeu inconstitucional.

Hospital do Bem mantém atendimentos e realiza 520 sessões de quimioterapia em três meses

OHospital do Bem – unidade de oncologia do Sertão – não parou suas atividades neste período de pandemia e vem mantendo a assistência aos pacientes, adotando um rígido controle de prevenção para proteger os pacientes oncológicos que fazem parte do grupo de risco em relação ao Covid-19. Nos últimos 90 dias, a unidade contabilizou 1028 atendimentos ambulatoriais e a realização de 520 sessões de quimioterapia.

Em março, o Hospital do Bem realizou 377 atendimentos e 173 sessões de quimioterapia. Já em abril, foram 350 atendimentos ambulatoriais e mais 185 sessões. Em maio, foram contabilizadas 301atendimentos e mais 162 sessões de quimioterapia. Os atendimentos ambulatoriais se dividem nas especialidades Oncologia Clínica e Cirúrgica, Mastologia, Cirurgia Plástica e Urologia.

Por ordem de demanda, a Oncologia Clínica foi a que teve um maior número de atendimentos, com 672 registros. Em segundo lugar foi Mastologia, com 149 atendimentos, seguido de Oncologia Cirúrgica, com 119 casos. A Cirurgia Plástica teve 65 atendimentos, enquanto a Urologia teve outros 23 casos.

A diretora geral do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, no qual o Hospital do Bem está inserido, Liliane Sena, reitera que o hospital continua em pleno funcionamento, mantendo controles de desinfecção e limpeza ainda mais rígidos. “Adotamos uma série de medidas para garantir a segurança de nossos pacientes na atual conjuntura, a exemplo de distanciar os leitos e cadeiras da recepção e sala de quimioterapia, disponibilizamos máscaras para pacientes e acompanhantes que não possuem o acessório, álcool em gel em todas as dependências, reduzimos a quantidade de pacientes atendidos diariamente para evitar aglomerações e ainda orientamos nossos pacientes sobre medidas preventivas”, destaca Liliane.

O Hospital do Bem atua com atendimento ambulatorial, tratamento quimioterápico e cirúrgico para quatro tipos de câncer: pele, próstata, mama e colo de útero. A sala de quimioterapia tem capacidade para atender dez pacientes simultaneamente, mantendo uma distância segura entre todos eles. O Hospital do Bem só atende pacientes regulados, ou seja, com consultas e procedimentos já agendados previamente, via Secretarias de Saúde dos municípios, apor meio da Central de Regulação do Estado.

A crise do setor é passageira e os produtores merecem ter acesso aos ganhos do CBIOs foram algumas das constatações da live do IFAG

A crise é passageira, tem uma luz no fim do túnel, o consumo de etanol está voltando, o produtor precisa renovar seu canavial, o governo federal tem que ajudar o setor a superar essa crise, é urgente melhorar a visibilidade e o entendimento da importância do setor na sociedade e isso se dá através de ações de comunicação, o produtor terá acesso aos créditos de descarbonização, o CBIOs dará ainda mais credibilidade ao setor sucroenergético e o setor industrial precisa ser ainda mais parceiro do produtor. Essas foram algumas das constatações de uma live, realizada na noite desta sexta-feira (05), que reuniu representantes de várias entidades ligadas ao setor sucroenergético nacional. A live debateu os cenários atual e futuro do setor e foi promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), SENAR, Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG) e Sindicato Rural de Goiás. A mediação do evento foi feita pelo Coordenador Técnico do IFAG, Alexandro Santos.

O presidente da CNA, Ênio Fernandes, da Orplana, Gustavo Rattes, da Feplana, Alexandre Andrade e da Unida e da Asplan, José Inácio de Morais foram os debatedores da live. Para José Inácio esse debate sobre a atual conjuntura do setor canavieiro foi oportuno e importante. “Vivemos um cenário adverso, sob o qual ninguém sabe ao certo quais serão as repercussões e precisamos, mais que nunca, estar unidos e coesos para juntos conseguirmos fortalecer o setor”, disse José Inácio, lembrando que essa pandemia não é a maior crise que o setor enfrenta no Nordeste. Segundo ele, os sete anos de seca na região, os 16 anos dos governos do PT e a crise de 1986 foi ainda mais cruel. “Naquela época enfrentamos uma inflação de 80% e uma cana com baixo preço. Hoje, já atingimos R$ 100, oscilamos em R$ 80 e já caminhamos para R$ 95”, destacou José Inácio, que elogiou a postura da ministra da Agricultura, Thereza Cristina, criticou a demora do Banco do Brasil em ajudar o setor e lembrou que o produtor não deve deixar de renovar seu canavial em 10%,12% ou nos ideais 16%.

O dirigente da Unida disse ainda que não entende a resistência de alguns representantes do setor industrial em destinar parte dos créditos de descarbonização do CBIOs para os fornecedores, inclusive porque o valor a ser direcionando aos produtores além de ser merecido, não vai comprometer o lucro da indústria. Por fim, José Inácio reiterou que o setor precisa andar coeso e destacou, neste sentido, a necessidade de que todas as entidades trabalhem para a aprovação do Projeto de Lei 3149, apresentado pelo deputado paraibano, Efraim Filho. “Esse PL tem o objetivo de corrigir uma injustiça contra os produtores independentes de cana na lei do RenovaBio, que deixou os fornecedores fora do recebimento dos créditos descarbonização (CBios), restringindo o acesso aos ganhos apenas aos industriais”, lembrou José Inácio, conclamando todas as entidades a lutarem pela aprovação do Projeto.

Presidente da Unida elogia iniciativa de deputado paraibano de propor inclusão de CBios para produtores de cana e outras culturas do país

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), José Inácio de Morais elogiou a iniciativa do líder dos Democratas na Câmara Federal, deputado paraibano Efraim Filho, que apresentou o PL 3149. A Iniciativa tem o objetivo de corrigir uma injustiça contra os produtores independentes de cana na lei do RenovaBio, que deixou de fora do recebimento dos créditos descarbonização (CBios) os fornecedores de cana, restringindo o acesso aos ganhos apenas aos industriais.

A iniciativa do deputado Efraim Filho encontra respaldo na reivindicação da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) e da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), que se manifestaram desde o início dos debates sobre o Renovabio favoráveis a inclusão dos produtores canavieiros independentes nos ganhos com o CBIOs. “Os produtores são um elo importante na cadeia sucroenergética, no entanto, ficaram de fora dos ganhos dos créditos de descarbonização (CBios), de forma que somente um Projeto de Lei pode mudar essa realidade e reverter essa injustiça com essa categoria”, destaca José Inácio.

O dirigente canavieiro lembra que o setor produtivo é responsável por 30% da matéria-prima do etanol e açúcar produzidos nas usinas do país, mas, mesmo com essa representatividade, o Renovabio não incluiu os canavieiros nem produtores de milho e de soja no direito ao recebimento de créditos (CBios), a serem pagos pela produção do biocombustível. “O PL acaba com a exclusão, como esses setores também passam a dividir com as usinas os custos operacionais exigidos pelo mercado de CBios. O projeto também cria regulamentações para garantir aos agricultores a coparticipação e recebimento proporcional dos créditos correspondentes à produção de etanol da unidade onde a matéria-prima foi fornecida”, explica o deputado autor do PL, lembrando que o produtor rural desempenha importante papel na cadeia produtiva de biocombustíveis, e precisa participar ativamente do RenovaBio, principalmente, no que se refere aos créditos de descarbonização (CBios).

O dirigente da Feplana, Alexandre Lima, complementa. “O setor canavieiro tem respaldo para participar do mercado de CBios porque grande parte das metas de descarbonização ocorrerá no campo, por meio das ações realizadas pelo produtor rural. Isso quer dizer que o canavieiro é um dos grandes agentes econômicos do RenovaBio”, reitera Alexandre. Ele lembra que por causa dessa questão não ter sido incluída na lei dos biocombustíveis, de autoria do então ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, ainda no governo de Michel Temer, algumas usinas não querem agora compartilhar espontaneamente os CBios com os fornecedores independentes de cana, como foi acordado entre as entidades sucroenergéticas durante as negociações para a aprovação da lei do RenovaBio. “O PL do deputado Efraim busca corrigir está questão ao incluir o produtor independente de matéria-prima destinada à produção de biocombustíveis, dando a ele efetiva participação no RenovaBio e no justo recebimento de CBios”, finaliza o presidente da Feplana.

 

Deputado Efraim Filho é o autor do Projeto que inclui os produtores no CBIOs
Deputado Efraim Filho é o autor do Projeto que inclui os produtores no CBIOs

Mais um funcionário do Complexo de Patos supera o Covid e volta às suas atividades

“É preciso que cada um faça a sua parte. Lave constantemente as mãos, fiquem em casa e só saiam para o que for urgente e bem protegido, com máscara e luvas, porque o vírus está em todo canto e a gente nunca sabe como pode se contaminar”. Essa afirmação é da Auxiliar de Serviços Gerais do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, Edinete Nunes Santana, de 38 anos. Ela é uma das funcionárias da unidade que superou o Covid-19 e regressou a sua rotina nesta quinta-feira (04), quando teve calorosa recepção dos colegas de trabalho, a ponto de se emocionar com as palavras de carinho e os cartazes com corações. Na semana passada, o Complexo contabilizava 43 profissionais afastados, sendo 31 deles com testagem positiva para Covid-19 e outros 12 com suspeita da doença. Alguns destes, a exemplo de Edinete, já voltaram às suas atividades após o período de isolamento.

Com sintomatologia leve, apresentando apenas dores de cabeça, entupimento do nariz e falta de paladar, Edinete conta que achou que esses sintomas fossem algo ligado a sinusite, tanto que ficou surpresa após fazer a tomografia e o médico lhe informar que 25% do pulmão apresentava comprometimento. O teste rápido que positivou para Covid, realizado no dia 21 de maio, fechou o diagnóstico e imediatamente após o exame, ela entrou de licença, foi para casa, no Distrito de Santa Gertrudes, onde permaneceu em isolamento domiciliar por 14 dias, sendo oito dos quais, completamente sozinha em seu quarto.

O restante do tempo em casa, também foi em isolamento domiciliar, mas com saídas do quarto, com luvas, máscara e gorro, por causa do filhinho de três anos dela, o José Mathias, que cobrava atenção da mãe que estava em casa, mas, que ele não via. “É difícil uma criança de três anos entender que a mãe está em casa e ele não pode vê-la. Então, sob orientação da minha agente de saúde, eu saia do quarto, com toda a proteção, mas, mantendo a distância segura de meus quatro filhos e de meu esposo”, disse ela, que teve neste período também o apoio da mãe, a Sra. Maria de Fátima.

Edinete, que atua na Urgência e Emergência do Hospital, admite que sentiu medo ao receber o diagnóstico e que ficou receosa de precisar de uma UTI e de ser intubada, mas, que recebeu tantas palavras de conforto e carinho, que decidiu enfrentar a doença sem maiores receios. “Eu só tive sintomas leves, mas, como essa é uma doença nova, pouco estudada, ninguém tem certeza de nada, mas, graças a Deus eu não tive nada sério e estou aqui contando a minha história de superação”, destaca ela, acrescentando que tudo isso também reforçou a sua fé.

Complexo Regional de Patos recebe doação de aerocâmaras e máscaras cirúrgicas

O Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) vai passar a disponibilizar na terapêutica dos pacientes com Covid-19 um dispositivo de ventilação não invasivo que pode evitar a intubação. Trata-se de aerocâmaras, um equipamento que já vem sendo usado em vários hospitais referência para o tratamento de casos de coronavirus e que agora, com a doação de 20 equipamentos pelo Manaíra Shopping, de João Pessoa, estarão disponíveis também para os pacientes de Patos. A unidade também recebeu a doação de 3.600 máscaras cirúrgicas que foram compradas com verbas da 2ª Vara Mista de Patos. A entrega das máscaras destinadas ao Complexo se deu na sede da OAB, seccional Patos, na manhã desta sexta-feira (05), com a presença da diretora geral da unidade, Liliane Sena.

“Além do atendimento humanizado, de equipamentos que facilitam a terapêutica, o hospital agora terá essas aerocâmaras e mais máscaras”, atesta a diretora geral do Complexo, Liliane Sena. Ela explica que dos 20 equipamentos, 10 ficarão na unidade e os outros dez serão encaminhados para os hospitais de Pombal, Piancó e Cajazeiras que também integram a rede estadual referenciada de atendimentos para casos de Covid-19. Liliane lembra que o hospital já tinha recebido a doação de um equipamento similar, feito pelo empresário Anderson Gaudino.

Ela explica que a cápsula respiradora é usada como primeira opção para pacientes com dificuldades de respirar antes de decidir pela intubação. “O que tem se observado onde esse equipamento já está em uso é que o resultado do uso da aerocâmara é muito bom, com os pacientes evoluindo muito bem sem a necessidade de intubação e UTI”, destaca a diretora do Complexo, lembrando que muitos já apelidaram o equipamento de ‘cápsula da vida’. Liliane destaca ainda que uma outra vantagem da aerocâmara é a diminuição dos riscos de contaminação dos profissionais de saúde, que atuam na linha de frente.

Sobre as máscaras doadas, ela lembra que a decisão da destinação de recursos para aquisição de EPI’s foi proferida pelo juiz Diego Garcia Oliveira, em atendimento a uma solicitação da Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção/Patos, e que essa doação fará muita diferença na atual conjuntura. “Vivemos um momento de pandemia, com muitas necessidades de materiais, principalmente de EPI’s, que são imprescindíveis na luta contra o contágio e a disseminação da doença, diante de um mercado saturado devido a muita procura por materiais e uma doação desse porte é uma ajuda oportuna, necessário e fundamental, de forma que agradecemos a OAB por ter solicitado essa ajuda e a Justiça por ter entendido a importância do pleito”, reforçou Liliane. Segundo divulgação da Justiça, os recursos são oriundos de pena de prestação pecuniária, transação penal e suspensão condicional do processo nas ações criminais e serão destinados para o Complexo de Saúde Municipal de Patos, Hospital Regional, Maternidade e Hospital Infantil.

Complexo Regional de Patos tem ambulância de suporte avançado para pacientes com Covid-19

O Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), e os hospitais de referência da região para casos de pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19. ganhou um reforço importante de apoio ao atendimento destes pacientes. Trata-se de uma ambulância de suporte avançado, que não é ligada ao núcleo de regulação dos hospitais que tratam dos casos de Covid, mas, à Central Estadual de Regulação. A base funcionará 24h, com médico, enfermeiro e condutor e servirá para atender os hospitais da região em casos de necessidade de transferências Inter hospitalar.

Segundo a diretora geral do Complexo, Liliane Sena, o serviço da ambulância terá um suporte logístico da unidade, uma vez que todos os suprimentos, além da alimentação dos profissionais que integram as equipes de trabalho ficarão sob a responsabilidade do Complexo de Patos. “Ela não é uma ambulância nossa é uma base conectada a Central de Regulação que poderá ser acionada por nós e pelas outras unidades quando houver necessidade”, reitera a diretora.

Lideranças canavieiras nacionais debatem o enfrentamento da atual conjuntura e a realidade do setor diante dos desafios que se apresentam

Na próxima sexta-feira (05), representantes de várias entidades ligadas ao setor sucroenergético nacional participam de uma live, às 18h30, para debater os cenários atual e futuro do setor. A transmissão, que será acessada pelos canais do @sistema FAEG, é uma promoção da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), SENAR, Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG) e Sindicato Rural de Goiás. A mediação do evento será feita pelo Coordenador Técnico do IFAG, Alexandro Santos.

O presidente da Comissão Nacional de Cana-de-açúcar da CNA, Ênio Fernandes, o presidente da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), Gustavo Rattes, o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Andrade e o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais serão os debatedores da live.

Para José Inácio esse debate sobre a atual conjuntura do setor canavieiro é oportuno e importante. “Vivemos um cenário adverso, sob o qual ninguém sabe ao certo quais serão as repercussões e precisamos, mais que nunca, estar unidos e coesos para juntos conseguirmos fortalecer o setor que é um dos pilares mais importante da economia nacional e fundamental para o desenvolvimento do país”, disse o dirigente da Unida e da Asplan.

PL que obriga operadoras de saúde a autorizar atendimento aos usuários que estejam com suspeita ou diagnóstico de Covid no tempo de carência é aprovado

Em sessão de votação remota realizada na manhã desta quarta-feira (03), os deputados paraibanos aprovaram, por unanimidade, o Projeto de Lei 1.658/2020, de autoria do deputado estadual Jeová Campos, que obriga as operadoras de saúde a atender os segurados de planos de saúde, que estejam com suspeita ou com diagnóstico positivo de contaminação por COVID-19, mesmo que eles não tenham cumprido o período de carência dos contratos. Na prática, o PL proíbe a recusa de atendimento ou prestação de serviços, por parte das operadoras de planos de saúde, durante a vigência de carência contratual, aos usuários. A matéria agora segue para apreciação do governador João Azevêdo.

Embora seja matéria de competência legislativa concorrente da União e dos Estados, segundo o autor da propositura, diante da excepcionalíssima situação de pandemia, essa competência não prevalece. “Cabe aqui salientar que o Supremo Tribunal Federal (STF) já entendeu pela constitucionalidade de lei estadual que determinava obrigações às operadoras de saúde, afastando assim a ideia de que seja uma relação contratual que deva ser regulada, exclusivamente, pela União”, explica Jeová, que é também advogado.

O parlamentar lembra que a proposta diz respeito apenas aos serviços relacionados com o quadro de saúde apresentado em razão da contaminação pelo coronavírus. “Neste momento de calamidade pública, a rapidez no atendimento será fundamental para salvarmos vidas e considerando que estamos em uma situação extraordinária, é razoável que as cláusulas contratuais dos planos de saúde sejam também flexibilizadas com o objetivo de garantir o atendimento para esses pacientes. É necessário que tais empresas, dada a situação que estamos enfrentando, não deixem de atender pessoas contaminadas pelo vírus e aquelas que possuem condições clínicas, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, que as tornam consideradas como casos suspeitos ou prováveis de contágio pelo COVID”, reforça Jeová. O Projeto ainda impõe multa de 100 (cem) UFR-PB, em caso de descumprimento da lei, valor que será destinado ao Fundo Estadual de Saúde.

Governo admite prorrogar pagamento do auxílio emergencial mas deputado Jeová Campos reitera importância de manter valor

O ministro da Economia Paulo Guedes já admitiu publicamente a possibilidade de estender a concessão do auxílio emergencial de R$ 600,00, voltado principalmente a trabalhadores informais, por mais um ou dois meses. Ontem (02), o presidente Bolsonaro também se manifestou favorável a ampliação do benefício que, incialmente, foi concedido para os meses de abril, maio e junho. Em sessão remota da ALPB na manhã desta quarta-feira (03), o presidente da Assembleia, Adriano Galdino comentou a notícia e lembrou que a sugestão de ampliação do auxílio partiu de uma iniciativa do deputado Jeová Campos, posteriormente, abraçada pela mesa da ALPB e que, a partir daí e de forma pioneira em nível nacional, ecoou para o restante do país, chegando ao Congresso Nacional e ao Palácio do Planalto.

Contudo, ao tomar conhecimento das declarações de Bolsonaro sobre a possibilidade de prorrogar o pagamento, o deputado Jeová Campos manifestou preocupação com duas questões: a primeira é sobre a manutenção do valor pago e a outra pelo prazo de vigência do pagamento. “Ao que me consta, o ministro Paulo Guedes quer reduzir o valor para R$ 200,00, aliás, esse montante era defendido por ele desde o princípio, e só foi aumentado por pressão do Congresso e da sociedade civil. Minha outra preocupação é sobre o prazo, pois, entendemos que mais dois meses não serão suficientes para reequilibrar a situação dos trabalhadores informais”, reforçou o parlamentar, lembrando que a proposta levada pela ALPB é de que o auxílio seja mantido até 31 de dezembro deste ano.

O deputado Adriano Galdino disse em seu pronunciamento que vai emitir uma nota em nome dos deputados paraibanos parabenizando o ministro Paulo Guedes e o Presidente da República, Jair Bolsonaro. No entanto, mesmo entendendo que o gesto de acatar a solicitação de ampliação do pagamento, o deputado Jeová Campos pediu para retirar seu nome da nota, justificando que não vai parabenizar um governo que massacra trabalhadores, suprime direitos, que incita a violência, que discrimina pessoas, que promove a discórdia e o preconceito, etc. “Presidente, retire meu nome desta nota. Não vou assiná-la”, reforçou Jeová, finalizando que essa prorrogação não é nenhum favor do governo Bolsonaro, nem muito menos do ministro Guedes. “Essa atitude é inevitável diante das atuais circunstâncias, os valores não devem ser alterados e esse pagamento, sem redução, deve perdurar até 31 de dezembro e não apena mais dois meses”, finaliza Jeová.

O auxílio emergencial é direcionado a trabalhadores informais e outros segmentos durante a pandemia para compensar a perda de renda causada pelas medidas de contenção do coronavírus.