Author: News Comunicação

Ex-paciente do Complexo Hospitalar de Patos faz homenagem e agradecimentos à equipe da unidade após alta do isolamento Covid

Os dados oficiais sobre a pandemia mostram que bem mais gente supera o Covid-19 que sucumbi a letalidade do vírus. Os números mais recentes atestam que mais de 15 milhões de pessoas no mundo foram infectados, mais de 8 milhões se recuperaram da doença, contudo, cerca de 600 mil vidas foram perdidas nesta batalha. No Brasil, mais de 2 milhões de pessoas já foram infectados, 1,5 milhão se recuperou e quase 83 mil pessoas morreram por complicações causados pelo coronavírus. Em Patos, interior da Paraíba, das 2263 pessoas infectadas, 63 foram a óbito. A funcionária pública estadual Geralda Bezerra da Silva, que foi paciente do isolamento Covid-19, do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC) faz parte desta estatística. Geralda se recuperou, depois de 10 dias interna no isolamento Covid e na manhã desta quinta-feira (23), ela retornou a unidade para fazer uma homenagem aos profissionais do Complexo. Na ocasião, ela reconheceu publicamente o empenho, dedicação e acolhimento humanizado da equipe, especialmente, com os pacientes do setor Covid.

E a homenagem da Sra. Geralda além do sentido da gratidão, teve também um pedido de desculpas. Isto porque, antes de ser internada, ela invadiu o setor Covid e até agrediu verbalmente funcionários. “Nada justifica as minhas atitudes”, afirma Geralda, que fez questão de ler um texto, no hall de entrada na unidade, nesta quinta-feira, na presença de funcionários e colaboradores do Complexo. “Eu quis fazer essa retratação pública porque eu precisava me desculpar por tudo o que fiz e mais que isso reconhecer o tratamento, acolhimento, carinho e cuidados que recebi enquanto estava doente e sob os cuidados das pessoas que eu tanto critiquei e machuquei. Hoje, tenho outra visão do hospital”, atesta ela que acha que, provavelmente, contraiu o Covid ao adentrar as dependências do isolamento, sem autorização.

Na carta de três páginas, ela ainda faz agradecimentos dirigidos a vários funcionários, de diversos setores e de diferentes funções que, entre os dias 23 de junho quando foi admitida como paciente do isolamento Covid, até o dia 02 de julho, quando teve alta, foram fundamentais no seu processo de recuperação. Mãe de quatro filhos, já avó e com uma família numerosa de 13 irmãos, Geralda diz que estava bastante fragilizada pelas mortes de familiares que teve em maio e em junho e quando se viu interna e isolada perdeu o estímulo pela vida. “Não queria falar com ninguém. Essa doença é terrível, Acaba com a nossa autoestima e alegria de viver e nos deixa numa situação muito vulnerável”, afirma ela.

Uma pessoa de fé e temente a Deus, ela afirma que em determinados momentos de seu tratamento até sua devoção foi testada. “Quando a gente se vê numa situação de tanta fragilidade, começa a se questionar. Você chega a se sentir um lixo. Algumas pessoas reagem, outra não. Mas, Deus me deu a oportunidade de enxergar o que eu não via antes. Vi pessoas morrerem do meu lado, outras se recuperarem, e sempre testemunhei médicos e profissionais darem o seu melhor para salvá-las. Ali, naquele isolamento, encontrei pessoas que lutavam diuturnamente, com todos os esforços possíveis, para salvar vidas e só ai entendi que foi preciso passar por essa experiência dolorosa para compreender o valor que tem esses profissionais que estão se doando, colocando em risco até suas próprias vidas, para salvar seu próximo”, afirma Geralda.

Antes de testar positivo para Covid, através do teste de Swab, Geralda tinha feito três outros testes rápidos e todos atestaram negativo. “Isso serve de alerta para muita gente que testa um falso negativo e pode estar por ai transmitindo o vírus”, adverte ela que durante os 10 dias que permaneceu internada no hospital de Patos não chegou a usar ventilação invasiva, mas teve uma baixa saturação e dificuldades de respirar. Muitos momentos foram marcantes, segundo ela, no período em que ficou internada no isolamento, mas, um em especial ela se recorda. Foi quando tomou seu primeiro banho fora da cama, dado por funcionários do hospital, que ela sentiu seu reencontro com Deus e começou, a partir dali, a reunir forças para dar a volta por cima e ressurgir. “Lembrei de uma passagem bíblica que diz assim ‘Não temas que sou contigo e não te assombres que sou teu Deus’. Naquele momento senti a força divina me invadir”, destaca ela.

Na carta que Geralda leu em voz alta, no hall do hospital, na manhã desta quinta-feira, ela agradece a toda equipe, mas, faz menção nominal a alguns médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos, ao pessoal da nutrição, enfim, a todos que direta ou indiretamente contribuíram com o seu tratamento e para a sua recuperação. “Foram cada um de vocês que me fizeram voltar a ver que eu podia viver, vocês foram usados por Deus para me fazer enxergar o valor de cada momento. Agora posso dizer: vencemos o Covid-19 e agradeço a todos vocês de coração”, finaliza ela no texto que retrata um pouco do cotidiano de doação, amor, humanização, profissionalização e acolhimento dos pacientes pelos profissionais do Complexo, especialmente, os que estão diretamente envolvidos na árdua, porém, nobre missão de tratar dos doentes com coronavírus.

“Como a gente diz sempre aqui, cada alta é o coroamento de uma vitória coletiva, pois, especialmente, nesta doença, onde o paciente não pode ter ninguém da família perto, cada profissional, além de desempenhar sua função, também se doa como ser humano até como forma de suprir essa ausência de um ente familiar, então, quando um paciente do setor Covid tem alta deixa conosco um pouco de si e leva também um pouco de nós, daí a alegria ser redobrada”, finaliza a diretora geral do Complexo, Liliane Sena.

Produtor canavieiro da Paraíba precisa requerer solicitação individual de queima de cana controlada à Sudema

A legislação que rege as queimadas controladas nas lavouras de cana-de-açúcar no Nordeste não sofreu alteração com o Decreto editado pelo Governo Federal, que proíbe as queimadas em todo o país por 120 dias, contados a partir da última quinta-feira (16). O decreto foi publicado no “Diário Oficial da União” (DOU) da última quinta-feira (16) e suspende a permissão do emprego do fogo prevista em um decreto de 1998, sobre práticas agropastoris e florestais, com exceção de casos específicos, onde estão inseridas as lavouras canavieiras. No entanto, para a realização da queima de sua lavoura, o produtor paraibano precisa ter a Licença de Queima Controlada de Cana, cujo documento é expedido pela SUDEMA, após o pagamento de uma taxa que varia de acordo com uma tabela por hectare.

Além das queimadas de cana, o Decreto publicado pelo Governo não inclui na suspensão as práticas de prevenção e combate a incêndios feitas ou supervisionadas por instituições públicas, as práticas agrícolas de subsistência executadas pelas populações tradicionais e indígenas, as atividades de pesquisa científica autorizadas pelo órgão ambiental competente, o controle fitossanitário, desde que autorizado por órgão ambiental, além de queimas controladas em áreas fora da Amazônia Legal e do Pantanal, quando imprescindíveis à realização de práticas agrícolas, como é o caso da cana-de-açúcar no Nordeste.

Segundo o diretor do Departamento Técnico (DETEC), da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (ASPLAN), Neto Siqueira, a entidade está discutindo práticas que possam melhor orientar a conduta de seus associados, inclusive, com a possível contratação de um profissional específico para melhor orientar os produtores. “O produtor tem que seguir procedimentos e protocolos e precisamos estar alinhados com o órgão competente para tal ação, que no nosso caso é a Sudema, para melhor orientar o produtor canavieiro para que ele atue dentro dos procedimentos, evitando assim multas no período de corte ou mesmo interdição nos imóveis rurais. Para tanto, recentemente, contratamos um profissional que irá atuar especificamente nessa questão”, explica Neto, reiterando que todas as queimadas realizadas por produtores canavieiros, sem exceção, são controladas e previamente programadas.

Em Pernambuco, a diretoria da Associação dos Fornecedores de Cana junto com o sindicato do setor e as indústrias fizeram um acordo e a retirada da Licença de Queima Controlada de Cana é feita de forma colegiada, junto ao órgão estadual que trata dessa questão que no caso de lá é a CPRH. Como a licença deles vence no dia 31 de agosto próximo, a AFCP está convocando os produtores para se dirigirem ao órgão de classe ou a unidade industrial a fim de atualizar os dados para requerer nova documentação. “Infelizmente, aqui na Paraíba ainda não conseguimos esse entendimento e os produtores precisam requerer a licença de queima de forma individual na SUDEMA e ainda pagar uma taxa, que varia de acordo com uma tabela por hectare, para poder realizar a queima controlada”, explica Neto Siqueira, lembrado que a ASPLAN vai pleitear junto a SUDEMA a isenção do pagamento da tributação para pequenos produtores, cuja área seja de até 200 hectares. Para tanto, a entidade já requereu uma reunião com a diretoria do órgão estadual. “É preciso que haja uma sensibilização dos órgãos públicos neste sentido, pois a taxa pesa muito no orçamento do pequeno produtor canavieiro”, reitera o diretor do DETEC.

Agentes culturais se mobilizam para pressionar ALPB a derrubar o veto do governo à proposta que cria o auxílio emergencial para o setor

Depois de muito debate na ALPB, o Projeto de Lei (1756/2020), de autoria do deputado Jeová Campos, que institui a criação de um Auxílio Emergencial para os trabalhadores do setor cultural e para os espaços culturais no Estado da Paraíba, durante o período de calamidade pública decorrente do Covid-19, foi aprovado por unanimidade, no dia 18 de junho, em sessão remota. Contudo, o governador João Azevêdo vetou o projeto. A decisão está publicada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) do último dia 14. Desde então, agentes culturais realizam protestos e mobilizações para sensibilizar os deputados a derrubarem o veto. A expectativa é que a análise da matéria deva entrar na pauta de votações da Casa na retomada dos trabalhos parlamentares, já que todas as atividades foram suspensas essa semana em função da morte do deputado Genival Matias.

A proposta previa o pagamento mensal de R$ 600,00 aos profissionais da cultura e R$ 1 mil para os estabelecimentos enquanto perdurasse o período da pandemia. O projeto de lei foi constituído nos moldes da lei federal Aldir Blanc. No veto, o governador apontou estar “ausente (na proposta) o demonstrativo do respectivo impacto orçamentário e financeiro, violando assim, as regras do art. 113 do Ato de Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal”.

De acordo com o projeto, os recursos necessários para as despesas previstas na proposta correriam por conta de dotações orçamentárias do Fundo Estadual de Cultura e da Secretaria de Estado da Cultura acrescidos, se necessário, de créditos extraordinários. Para o ator e integrante da Frente Popular de Cultura, Buda Lira, a Lei Aldir Blanc já deixa estados e municípios em situação confortável em relação aos recursos necessários para socorrer o setor cultural em tempos de pandemia. “Não vejo problema nenhum na utilização desses recursos e, se houver necessidade, o Governo Estadual complementaria. Acredito que pelo volume de recursos que serão repassados, é bem possível que não haja necessidade dessa complementação”, destaca ele.

Ainda segundo o ator, no caso da Paraíba, a sanção da Lei intitulada ‘Zabé da Loca’ seria um gesto simbólico de diálogo com a Assembleia e, principalmente, com os setores de cultura. “A lei que instituiu a distribuição de alimentos para as famílias de estudantes da rede pública do estado foi uma iniciativa da Assembleia. Também gerou despesas para o executivo e foi sancionada. Por que o veto a Lei Zabé da Loca?”, indaga ele, destacando que a proposta de Jeová, no seu artigo 7o, deixa claro as fontes de recursos. E uma delas é o Fundo Estadual de Cultura.

“A Lei Aldir Blanc diz textualmente que ‘os recursos serão repassados preferencialmente para os fundos de cultura (estados e municípios)’. Esperamos que o Governo, por meio de decreto, explicite a forma de implementação da Lei Federal de Auxílio a Cultura. Defina como será o diálogo com a sociedade via Conselho de Cultura e a articulação com os municípios”, diz Buda Lira lembrando que, nesse último aspecto, a SecultPB já divulgou um calendário de reuniões com os dirigentes de cultura dos municípios, inclusive com os agentes de cultura.

Para o deputado autor da proposta, a aprovação da matéria não cria, necessariamente, um problema para o governo. “Nós reconhecemos as dificuldades que o momento impõe ao governo, que pode regulamentar a matéria dentro do que o orçamento permitir. O importante é que se viabilize o apoio ao setor cultural e que essa ajuda seja inserida numa política de Estado, utilizando todos os recursos disponíveis, sejam eles da Lei Aldir Blanc e/ou da Zabé da Loca. O importante, fundamental e urgente é não deixar a classe artística a mercê da própria sorte”, finaliza Jeová.

Agentes culturais se mobilizam para pressionar ALPB a derrubar o veto do governo à proposta que cria o auxílio emergencial para o setor

            Depois de muito debate na ALPB, o Projeto de Lei (1756/2020), de autoria do deputado Jeová Campos, que institui a criação de um Auxílio Emergencial para os trabalhadores do setor cultural e para os espaços culturais no Estado da Paraíba, durante o período de calamidade pública decorrente do Covid-19, foi aprovado por unanimidade, no dia 18 de junho, em sessão remota. Contudo, o governador João Azevêdo vetou o projeto. A decisão está publicada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) do último dia 14. Desde então, agentes culturais realizam protestos e mobilizações para sensibilizar os deputados a derrubarem o veto. A expectativa é que a análise da matéria deva entrar na pauta de votações da Casa na retomada dos trabalhos parlamentares, já que todas as atividades foram suspensas essa semana em função da morte do deputado Genival Matias.

            A proposta previa o pagamento mensal de R$ 600,00 aos profissionais da cultura e R$ 1 mil para os estabelecimentos enquanto perdurasse o período da pandemia. O projeto de lei foi constituído nos moldes da lei federal Aldir Blanc. No veto, o governador apontou estar “ausente (na proposta) o demonstrativo do respectivo impacto orçamentário e financeiro, violando assim, as regras do art. 113 do Ato de Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal”.

            De acordo com o projeto, os recursos necessários para as despesas previstas na proposta correriam por conta de dotações orçamentárias do Fundo Estadual de Cultura e da Secretaria de Estado da Cultura acrescidos, se necessário, de créditos extraordinários. Para o ator e integrante da Frente Popular de Cultura, Buda Lira, a Lei Aldir Blanc já deixa estados e municípios em situação confortável em relação aos recursos necessários para socorrer o setor cultural em tempos de pandemia. “Não vejo problema nenhum na utilização desses recursos e, se houver necessidade, o Governo Estadual complementaria. Acredito que pelo volume de recursos que serão repassados, é bem possível que não haja necessidade dessa complementação”, destaca ele.

            Ainda segundo o ator, no caso da Paraíba, a sanção da Lei intitulada ‘Zabé da Loca’ seria um gesto simbólico de diálogo com a Assembleia e, principalmente, com os setores de cultura. “A lei que instituiu a distribuição de alimentos para as famílias de estudantes da rede pública do estado foi uma iniciativa da Assembleia. Também gerou despesas para o executivo e foi sancionada. Por que o veto a Lei Zabé da Loca?”, indaga ele, destacando que a proposta de Jeová, no seu artigo 7o, deixa claro as fontes de recursos. E uma delas é o Fundo Estadual de Cultura.

             “A Lei Aldir Blanc diz textualmente que ‘os recursos serão repassados preferencialmente para os fundos de cultura (estados e municípios)’. Esperamos que o Governo, por meio de decreto, explicite a forma de implementação da Lei Federal de Auxílio a Cultura. Defina como será o diálogo com a sociedade via Conselho de Cultura e a articulação com os municípios”, diz Buda Lira lembrando que, nesse último aspecto, a SecultPB já divulgou um calendário de reuniões com os dirigentes de cultura dos municípios, inclusive com os agentes de cultura.

            Para o deputado autor da proposta, a aprovação da matéria não cria, necessariamente, um problema para o governo. “Nós reconhecemos as dificuldades que o momento impõe ao governo, que pode regulamentar a matéria dentro do que o orçamento permitir. O importante é que se viabilize o apoio ao setor cultural e que essa ajuda seja inserida numa política de Estado, utilizando todos os recursos disponíveis, sejam eles da Lei Aldir Blanc e/ou da Zabé da Loca. O importante, fundamental e urgente é não deixar a classe artística a mercê da própria sorte”, finaliza Jeová.

Deputado Jeová Campos é o autor da proposta de auxílio ao setor cultural Ator Buda Lira acha a proposta importante

Profissionais que atuam na urgência do Complexo de Patos participam de treinamento sobre controle hídrico dos pacientes

O Balanço hídrico é fundamental ao controle do tratamento do paciente, pois é o processo que envolve a mensuração e registro do total de líquidos infundidos, ingeridos e eliminados pelo paciente em um período de 24 horas, com o objetivo de verificar perdas e/ou ganhos de líquidos e eletrólitos. Esse controle permite melhor orientar a equipe multiprofissional na definição das condutas clínicas mais apropriadas para cada caso. E foi com o objetivo de implantar esse controle na Sala Vermelha da Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) que foi realizada, nesta terça-feira (21), uma atividade de educação permanente com os profissionais que atuam no setor. Esse controle que já existia em outros setores do hospital passa agora a ser feito também na Urgência.

A coordenadora de Enfermagem da Urgência, Ingrid Rodrigues e a coordenadora de Enfermagem da UTI, Lorena Maria foram as facilitadoras do treinamento que revisou conhecimentos sobre os fatores que influenciam as perdas líquidas, o volume eliminado, assim como a distribuição dos líquidos no organismo e sua fisiologia. “Um controle hídrico eficiente é feito através da subtração entre o volume total de líquidos administrados e volume total dos eliminados. O balanço hídrico será positivo quando o volume dos administrados for maior que o dos eliminados e será negativo quando o volume dos eliminados for maior que o dos administrados”, explica Ingrid.

Ainda segundo a coordenadora, os valores de líquidos infundidos, bem como os líquidos que são expelidos pelo paciente passarão a ser registrados e traduzidos em números o que vai melhor auxiliar os médicos no momento da melhor conduta a ser tomada para cada caso. “A partir de hoje, as equipes de enfermagem passam a monitorar também esse controle hídrico tornando esse procedimento uma rotina diária para todos os pacientes que passarem pela Sala Vermelha da Urgência aperfeiçoando, ainda mais, a nossa assistência”, finaliza Ingrid Rodrigues.

Jeová Campos se destaca na produção parlamentar como um dos deputados que mais aprovou leis relacionadas à Covid-19

Com três proposituras aprovadas no Plenário da ALPB, que depois de sancionadas pelo governador João Azevedo se transformaram em leis, o deputado estadual Jeová Campos (PSB), que já tem uma produção e atuação parlamentar destacada na Casa de Epitácio Pessoa, onde exerce seu terceiro mandato popular, mostra a força de sua atuação política também na atual conjuntura de pandemia. Isto porque, o parlamentar paraibano está entre os nove deputados que mais aprovaram medidas que facilitaram a vida da população e impactaram positivamente a sociedade no que diz respeito as ações de combate ao Covid-19.

É de autoria de Jeová a iniciativa que, agora transformada em Lei (11.716/2020), proíbe as operadoras de Planos de Saúde recusarem a prestação de serviço a pessoas suspeitas ou contaminadas pelo Covid-19 em razão de prazo de carência contratual. “Os planos não podem negar atendimento aos seus usuários, mesmo em período de carência”, reitera o parlamentar,

É também do parlamentar, a iniciativa que possibilita na hipótese de inexistência de vagas em hospitais públicos na Paraíba, que o paciente infectado pelo Covid-19 tenha assegurado a internação em hospitais da rede privada, desde que um médico credenciado ao SUS faça essa requisição. “Vale salientar que a Lei 11.722/2020 não cria um ônus para os hospitais privados, uma vez que as despesas de internação serão cobertas pelo Estado, com base na tabela do SUS”, explica Jeová.

Também preocupado com os prestadores de serviços que realizam um trabalho essencial em tempos de pandemia, o deputado propôs a obrigatoriedade do fornecimento de equipamentos de proteção individual para o Covid-19, para todos os funcionários das empresas concessionárias de serviços públicos que atuam em ambiente externo. “Nós sabemos que a prevenção ocupa um lugar de destaque na redução da disseminação do vírus e o fornecimento de EPI’s apropriados é de fundamental importância nesse contexto”, argumenta o deputado. A Lei 11.730/2020 está publicada no Diário Oficial do dia 14 de julho.

Outros deputados também se destacam na produção parlamentar que foram convertidas em Leis em tempos de pandemia. No total, 23 deputados, incluindo Jeová, tiveram iniciativas em tempos de pandemia que foram convertidas em Leis que beneficiam a população de diferentes formas. “É preciso estar atento a atual conjuntura. É também papel do parlamentar facilitar a vida da população. A política precisa resgatar o seu verdadeiro legado e função que é contribuir para que as pessoas tenham uma melhor qualidade de vida e oportunidades”, finaliza Jeová.

Agronegócio responde por 21,4% do PIB brasileiro e cana-de-açúcar ocupa lugar de destaque no valor bruto da produção do Brasil

O agronegócio tem sido reconhecido como um vetor crucial do crescimento econômico brasileiro e, dentro deste contexto, a cana-de-açúcar ocupa lugar de destaque sendo o produto que ocupa a terceira posição no maior valor bruto da produção (VBP) agropecuária, respondendo com R$ 47,4 bilhões, junto com o milho e a pecuária de leite. Em 2019, o VBP da agropecuária alcançou R$ 651,5 bilhões, dos quais R$ 400,7 bilhões na produção agrícola e R$ 250,8 no segmento pecuário. Em 2019, a soma de bens e serviços gerados no agronegócio chegou a R$ 1,55 trilhão ou 21,4% do PIB brasileiro.

“A cana-de-açúcar tem história, gera emprego e renda e no Nordeste ocupa uma posição de ainda mais destaque”, afirma o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, lembrando que a cultura canavieira é a que mais se destaca na região, especialmente, nos estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba.

A soja continua sendo o carro-chefe da produção agropecuária brasileira, responsável por, aproximadamente, R$ 1,00 de cada R$ 4,00 da produção do setor no Brasil. O segundo lugar no ranking do VBP da agropecuária brasileira é ocupado pela pecuária de corte, com R$ 139,7 bilhões. O terceiro maior VBP é o do milho, com R$ 90,7 bilhões, seguido da pecuária de leite (R$ 50,9 bilhões) e da cana (R$47,4 bilhões). O frango (R$ 43,9 bilhões) aparece em sexto lugar, seguido do café R$ 28,5 bilhões e algodão com R$ 20,5 bilhões.

O setor do agronegócio também absorve praticamente 1 de cada 3 trabalhadores brasileiros. Em 2015, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), 32,3% (30,5 milhões) do total de 94,4 milhões de trabalhadores brasileiros eram do agronegócio. Desses, 30,5 milhões, 13 milhões (42,7%) desenvolviam atividades de agropecuária, 6,43 milhões (21,1%) no comércio agropecuário, 6,4 milhões (21%) nos agrosserviços e 4,64 milhões (15,2%) na agroindústria.

*Com informações da CNA, a partir de dados do IBGE

Abastecer o carro com o biocombustível mais limpo do mundo tem mais benefícios do que você imagina afirma presidente da Asplan

O brasileiro, apesar de dispor da tecnologia de motores flex fuel, ainda não despertou para a importância, nem para as vantagens de abastecer o carro com o biocombustível mais limpo do mundo. Com uma frota de 38,2 milhões de automóveis, dos quais 78,6% possuem esse tipo de tecnologia, o país poderia dar exemplo de consumo inteligente ao utilizar mais o etanol que, comprovadamente, emite menos gases poluentes em comparação aos combustíveis fósseis como a gasolina. “O brasileiro ainda faz conta de centavos economizados e se acostumou com uma equivocada notícia de que se a gasolina está mais barata, se a diferença de preço entre os dois produtos for considerável, não é vantagem abastecer com álcool quando, na realidade há muito mais valor agregado quando se abastece com etanol que com gasolina”, afirma o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

O dirigente canavieiro reitera que há várias vantagens no abastecimento com etanol, inclusive em relação a proteção ambiental. “O etanol é o um combustível que emite menos gases poluentes em comparação aos combustíveis fósseis como a gasolina. Ao optar por o etanol ao invés da gasolina as emissões de gases de efeito estufa (GEE) reduzem-se em cerca de 90%. Nos últimos 17 anos, o uso do etanol impediu que mais de 515 milhões de toneladas de CO2 fossem lançados na atmosfera”, afirma José Inácio. Ele lembra que um estudo da Universidade de São Paulo concluiu que o uso do etanol nas oito principais regiões metropolitanas do Brasil tem sido responsável pela redução de quase 1,4 mil mortes e a queda de cerca de nove mil internações anuais provocadas por problemas respiratórios e cardiovasculares associados ao uso de combustíveis fósseis. Trata-se de uma economia de R$ 430 milhões por ano para o sistema de saúde pública e privada. Isso porque o etanol evita a emissão de uma série de poluentes nocivos à saúde, incluindo o material particulado fino.

Em tempos de pandemia, reitera José Inácio, vale salientar que as usinas produtoras de álcool do país se engajaram na luta contra a pandemia do novo coronavírus com a doação de álcool 70%. Na Paraíba, por exemplo, a Tabu, foi pioneira na doação de álcool a entidades públicas, seguida depois por mais indústrias locais.

Regulamentada desde 2015 pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), a mistura de 27% de etanol na gasolina é também altamente benéfica porque o etanol funciona como um antidetonante da gasolina nessas proporções, ou seja, ele aumenta o seu índice de octanagem, resistindo a maiores compressões, porque o poder calorífico do etanol é menor.
Outra vantagem que tem o estímulo ao uso do etanol, segundo José Inácio, é o fato de beneficiar o setor da cana-de-açúcar e de milho também. O Brasil é o segundo maior produtor global de etanol logo atrás dos Estados Unidos. Na safra 2019/2020, o volume produzido atingiu o recorde de 35,58 bilhões de litros. Desse total, 1,62 bilhão de litros foram produzidos a partir do milho. Este ano, a cana-de-açúcar pode representar ganhos nas fazendas em cerca de R$ 63,2 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O valor bruto movimentado pela cadeia sucroenergética supera US$ 100 bilhões, com um PIB de aproximadamente US$ 40 bilhões (montante equivalente a cerca de 2% do PIB brasileiro).

“Temos 30 milhões de veículos com motores à combustão de qualquer combinação de gasolina e etanol. Nenhum outro país tem uma frota flex fuel como a brasileira e ainda não utilizamos plenamente esse enorme potencial a nosso favor. É preciso que haja campanhas educativas de estímulo ao uso do Etanol, mais políticas públicas de incentivo ao setor e, sobretudo, uma maior conscientização dos brasileiros sobre a diferença que um maior uso do Etanol pode acarretar em termos econômicos, sociais e ambientais para nosso país”, finaliza o dirigente da Asplan.

Fonte: Com informações do site AgroSaber

Etanol é menos poluente e é um produto ambientalmente correto e nacional
Etanol é menos poluente e é um produto ambientalmente correto e nacional

Hospital do Bem realizou mais de 2,5 mil atendimentos ambulatoriais no primeiro semestre

O Hospital do Bem – unidade de oncologia do Sertão – contabilizou a realização de 1108 sessões de quimioterapia e 2549 atendimentos ambulatoriais, em pacientes de várias cidades do interior do estado. A unidade, que integra o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, não parou seus atendimentos na pandemia, inclusive as cirurgias, apenas redobrou os cuidados para atender esse público considerado de risco, adotando outras medidas de prevenção. Entre janeiro e junho, de acordo com o relatório de gestão, a unidade realizou ainda 229 cirurgias oncológicas e vários outros procedimentos.

Além dos atendimentos no ambulatório, das sessões de quimioterapia e das cirurgias, o Hospital do Bem realizou, no primeiro semestre deste ano, 29 biopsias prostáticas, 25 punções de mama por agulha grossa, 20 biópsias de colo uterino, 19 exereses de nódulo de mama (uma cirurgia que faz a retirada de nódulos mamários benignos, geralmente os fibroadenomas) e três exéreses de colo uterino.

O Hospital do Bem, que completará dois anos de funcionamento em setembro próximo, tem atendimento ambulatorial, tratamento quimioterápico e cirúrgico para quatro tipos de câncer: pele, próstata, mama e colo de útero. A sala de quimioterapia tem capacidade para atender dez pacientes simultaneamente, inclusive, com os acompanhantes que, em função da pandemia, não estão mais permanecendo nas sessões da sala de quimioterapia como forma preventiva. A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, explica que essa medida foi tomada para proteger os pacientes cuja imunidade durante o tratamento fica mais suscetível e frágil.

O Hospital do Bem só atende pacientes regulados, ou seja, com consultas e procedimentos já agendados previamente, via Secretarias de Saúde dos municípios, através da Central de Regulação do Estado. Nestes primeiros seis meses do ano, os dois tipos de maior incidência de câncer atendidos na unidade foram os de mama e de próstata.

Hospital de Patos realiza mais de 21 mil atendimentos no primeiro semestre

O balanço de atividades do Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) relativo ao período de janeiro a junho deste ano, somente no que diz respeito a prestação de serviços do Hospital Regional, mostra que a unidade realizou um total de 21.275 atendimentos nos primeiros seis meses de 2020. Somente nos serviços de urgência e emergência foram 18.464 registros, 1.422 cirurgias, 2.811 internações, além de mais 4.707 atendimentos ambulatoriais. Esses dados já contabilizam os serviços prestados pelo Hospital do Bem que integra o Complexo com atendimentos na área de Oncologia.

Grande polo receptor de pacientes de mais de 80 municípios da região do sertão paraibano e referência para urgências e emergências em casos de pequena e média complexidade, além de estar habilitado para receber pacientes no setor Covid, o hospital, que integra a rede estadual de saúde, registrou como principais motivos de atendimento nos plantões de urgência

e emergência, neste período, quedas, seguido de casos de hipertensão, depois acidentes de trânsito (a maior parte envolvendo motos), dores abdominais, de cabeça e no peito, além de casos de insuficiência respiratória e contusões diversas.

Com um total de 1.422 cirurgias realizadas entre janeiro e junho, o Complexo fecha o primeiro semestre sem nenhuma fila para procedimentos cirúrgicos. A especialidade de Ortopedia continua concentrando a maior demanda com um total de 653 casos, seguido de Cirurgia Geral, com 281 procedimentos. Os procedimentos na área de Oncologia responderam pela terceira maior demanda da unidade com 229 cirurgias. Foram realizadas ainda 175 cirurgias vasculares, 67 Bucomaxilo, nove cirurgias urológicas, quatro de Otorrino e mais quatro cirurgias plástica reparadoras.

Nos demais setores os números também são significativos. O Serviço Social do Complexo, por exemplo, realizou 22.951 atendimentos, o de Fisioterapia 12.015, a Nutrição Enteral teve uma demanda de 10.716 atendimentos, enquanto o setor de Psicologia registrou 2.596 consultas. O Centro de Imagens e Exames da unidade teve grande demanda nos seis primeiros meses do ano, com a realização de 9.641 exames de Raio X, 6.545 Tomografias Computadorizadas, 1.843 Eletrocardiogramas, 1.663 Ultrassonografias e Ecocardiogramas, 103 Colposcopias, 85 Endoscopias, 15 Colonoscopia, 12 Ressonância Magnéticas, 11 Imunohistoquímica e nove Cintilografia Óssea. Foram realizados ainda 348 Diagnóstico por Anatomia Patológica e Citopatologia.

De acordo com a diretora geral da unidade, Liliane Sena, o relatório de gestão dos primeiros seis meses deste ano mostra que as causas de atendimento na urgência e emergência não se modificaram muito em relação a períodos anteriores. “Observamos, comparando os resultados com anos anteriores, que as maiores causas de procura pelos nossos serviços não se alteram, sendo as quedas, os acidentes e dores diversas as maiores demandas de nossa porta de entrada”, destaca a diretora, lembrando que por causa da pandemia do Covid-19, a unidade registrou aumento de pacientes com problemas respiratórios, principalmente, nos meses de maio e junho, com demandas de 610 e 404 atendimentos, respectivamente. Ela lembra que o isolamento social e a consequente redução do número de acidentes contribuiu com um saldo positivo na queda de atendimentos na urgência e emergência, principalmente, nos últimos três meses.