A audiência pública realizada nesta quarta-feira (25), na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), aprofundou o debate e expôs posições divergentes sobre o processo de demarcação de terras indígenas no Litoral Sul do estado. A iniciativa foi proposta pelo deputado Branco Mendes e teve como secretária a deputada Cida Ramos, reunindo parlamentares, representantes de órgãos federais, especialistas, produtores, assentados e lideranças sindicais que acompanham de perto o avanço do processo conduzido pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).
E a ALPB decidiu adotar encaminhamentos concretos após a audiência pública e entre as deliberações está o pedido do deputado George Morais para que o setor jurídico da Casa seja incluído formalmente no processo, com o objetivo de acompanhar sua tramitação e garantir maior transparência. Além disso, a deputada Cida Ramos já anunciou que vai solicitar uma reunião com a direção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), em Brasília, para levar o tema ao debate na esfera federal.
Depois do deputado Branco Mendes, que justificou a importância do debate, lembrando que o que está em discussão é a história de vida de muitas famílias e a sobrevivência de negócios, um dos primeiros a falar foi o representante do Ministério Público Federal, José Godoy, que destacou a necessidade de assegurar o cumprimento da legislação que protege os povos originários, mas defendeu a busca por soluções que considerem também a existência dos assentados da região. Ele destacou que o órgão atua com base na Constituição Federal, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos povos originários, mas ressaltou, no entanto, que o desafio está em conciliar esses direitos com a realidade consolidada na região. “É preciso respeitar a legislação e garantir os direitos dos povos indígenas, mas também buscar uma solução que considere quem vive e produz nessas áreas há várias gerações”, afirmou.
A representante do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Fernanda Lucia, reforçou que o órgão reconhece como legítimo o instrumento da desapropriação de terras para fins de demarcação indígena, desde que respeitados os critérios legais. “A desapropriação é um mecanismo previsto em lei para garantir direitos dos povos indígenas, e o INCRA reconhece essa prerrogativa dentro dos parâmetros legais”, explicou.
O vice-prefeito do município de Conde, Rogaciano Cabral, que também é assentado na região, fez críticas à condução do processo pela FUNAI, apontando falta de transparência e ausência de diálogo com os principais afetados. Segundo ele, o processo pode impactar diretamente quase mil famílias, além de comprometer atividades econômicas consolidadas, incluindo empreendimentos rurais, turísticos e industriais. “A FUNAI não ouviu os principais envolvidos e impactados neste processo. Estamos falando de centenas de famílias, de pessoas que vivem e trabalham aqui há décadas. Como a gente fica diante de tudo isso?”, questionou.
A insegurança em torno do relatório final da FUNAI, previsto para ser apresentado até junho, também foi amplamente debatida. De acordo com os participantes, não há no processo nenhuma divulgação de informações oficiais, inexiste a transparência e ninguém dos envolvidos diretamente na questão foram comunicados de nenhuma maneira, o que aumenta o clima de apreensão na região. A vereadora Rosélia Maria elencou o volume de produção agrícola do Conde e região, lembrando do impacto negativo que essa demarcação pode trazer e, termo de produção de alimentos. “Se a gente parar de plantar e colher uma semana na região, a cidade não come”, disse ela, fazendo referência as seis comunidades que estão, supostamente, inseridas nesse processo do INCRA.
O antropólogo Edward Luz fez críticas contundentes à base técnica dos estudos antropológicos que fundamentam o processo de demarcação. Ele questionou a metodologia utilizada e a identificação dos beneficiários previstos no artigo 231 e 232 da Constituição Federal, reiterando que há neste processo um problema sério de identificação dos beneficiários e afirmou que a ação em curso é questionável, autoritária e unilateral. “Não há, na região, um grupo étnico diferenciado como exige a Constituição. A população é majoritariamente mestiça, e isso foi desconsiderado. O estudo conduzido pelo antropólogo Fábio Mura não retrata a realidade e apresenta inconsistências graves. Neste caso específico, os órgãos públicos precisam reconhecer o erro grotesco que estão cometendo aqui na Paraíba”, afirmou.
Na mesma linha, a advogada da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA), Marta Melquiades, apontou possíveis irregularidades no processo administrativo conduzido pela FUNAI. Entre os pontos destacados, ela citou a falta de transparência, a ausência de notificação formal das partes interessadas e o que classificou como desrespeito ao devido processo legal. “Estamos diante de um processo que apresenta falhas graves, desde a condução até a comunicação com os envolvidos. Não houve transparência, nem garantia do contraditório e da ampla defesa”, criticou.
O produtor canavieiro Ervel Lundgren também usou a tribuna da ALPB para reforçar as críticas à condução do processo feita pela FUNAI e lembra que o impacto dessa demarcação também vai impactar além da agricultura da região, o setor turístico. “Estamos aqui hoje e na semana passada no Conde para debater essa questão que impacta todos nós. Em relação ao turismo, eu só queria saber como ficará Tambaba e Coqueirinho que segundo se fala fica dentro da área indígena. Se for colocar todo mundo para fora, como ficará aquela região, os restaurantes, pousadas e empreendimentos?”, questionou ele, reiterando que pelo processo em curso, não haverá nem indenizações.
O assentado Josiel da Silva, da comunidade de Barra de Gramame, destacou que os moradores não se opõem a direitos indígenas, mas pedem respeito e reconhecimento.
“A gente não está brigando por terra e nem quer tirar o direito de ninguém. O que queremos é respeito para continuar nosso trabalho, plantar e colher com dignidade”, afirmou. Já Genil Domingos, do assentamento Mata da Chica, relatou a angústia vivida pelas famílias diante da incerteza. “As famílias dormem e acordam sem saber o dia de amanhã, sem saber se vão continuar em suas terras. O INCRA sempre soube que a gente vive aqui há anos e nem levou em consideração isso”, lamentou. O mesmo sentimento foi reforçado por Erivanete Targino, da comunidade de Tabatinga, que destacou o impacto econômico da possível retirada das famílias. “Desde o início desse processo absurdo, a gente vive com medo e apreensão. Além disso, há o risco de perda de mais de 500 empregos diretos só na nossa região”, alertou.
Ao final da audiência, ficou evidente que o tema exige aprofundamento técnico, jurídico e social, além da ampliação do diálogo entre todas as partes envolvidas. Parlamentares destacaram a importância de acompanhar de perto o desdobramento do processo e garantir que qualquer decisão seja tomada com base em critérios claros, legais e transparentes. O deputado Valber Virgulino que chegou no final dos debates reforçou essa questão. “Da forma como está sendo conduzido esse processo ele prejudica mais gente do que favorece. É preciso que todas as partes tenham bom senso e que haja mais transparência e critérios técnicos para que a justiça prevaleça”, disse, concordando com o que já havia sido dito pelo Procurador do Conde, Marcos Ramalho, sobre o respeito ao devido processo legal.
A expectativa agora gira em torno da divulgação do relatório final da FUNAI, previsto para ser apresentado em junho, que deverá trazer definições mais concretas sobre a área em análise e os possíveis impactos para as comunidades indígenas e não indígenas da região. “Enquanto isso, o cenário permanece marcado por incertezas e a busca por equilíbrio entre direitos constitucionais e a realidade socioeconômica consolidada no Litoral Sul da Paraíba. O fato é que os debates desta audiência foram esclarecedores e importantes. A lamentar a ausência do representante da FUNAI que não compareceu ao debate. Esperamos agora que os deputados criem comissões e nos ajudem a acompanhar esse processo”, afirmou o diretor técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Neto Siqueira, que considerou a audiência muito positiva.
Vice-prefeito do Conde, Rogaciano cabralVereadora Rosélia Maria, do CondeRepresentatividade da Asplan na audiência públicaProdutor canavieiro, Ervel Lundgren, criticou falta de transparência no processo pelo INCRAProcurador do Conde, Marcos RamalhoNeto Siqueira, diretor técnico da Asplan, e Ricardo Afonso, da assessoria jurídicaMesa dos trabalhos da audiência públicaManoel Augusto, do assentamento Frei AnastácioJosé Godoy, do MPF
Jaqueline, da associação da região do litoiral sulGenil Domingos, assentado da Mata da ChicaGalerias lotadas durante a audiênciaGalerias ficaram lotadas durante a audiênciaFernanda, do INCRAErivanete Targino, associação de TabatingaDeputado Walber VirgolinoDeputado George MoraisDeputado Branco Mendes, autor da propositura, ladeado pelos deputados George Morais e Cida Ramos
Deputado Branco Mendes autor da propositura de realização da audiênciaDeputada Cida Ramos prometeu levar o debate para BrasíliaAssentados e produtores do Conde acompanharam o debate das galeriasAntropologo Edward Luz apontou falhas no processo, principalmente sobre identificação dos beneficiáriosAdvogada Marta Melquiades, da FAEPA, apontou erros no processo
O que começou com uma conexão nas redes sociais ganhou as ruas — literalmente — e virou uma celebração única no último sábado (21), na Chácara Laguna, em Barra de Gramame (PB). Unidos pelo amor e por uma paixão em comum, o Auxiliar de Estatística Thalison Santos e a pedagoga Aline Lima protagonizaram um casamento que teve o ônibus como um dos protagonistas. Dias antes do casamento, o ensaio fotográfico dos noivos também teve o ‘Geladinho’, ônibus com ar condicionado, como cenário.
Funcionário do Grupo A.Cândido há nove anos, Thalison é um verdadeiro entusiasta da chamada ‘busologia’, o estudo e apreciação do universo dos ônibus. Já Aline, usuária frequente do transporte coletivo, compartilha do mesmo carinho pelo meio de locomoção que faz parte do cotidiano de milhares de pessoas. Apesar de muitos imaginarem que o romance teria começado em uma viagem, o casal se conheceu pelas redes sociais — mas foi a afinidade com o tema que também fortaleceu a relação.
E foi justamente essa paixão que ganhou destaque no grande dia. Aline surpreendeu ao chegar à cerimônia em um ônibus do tipo “Geladinho”, conduzido pelo tio, Aluízio, motorista da empresa Transnacional, que integra o Grupo A.Cândido. A entrada inusitada arrancou aplausos e emocionou os convidados. E a temática transporte seguiu também na recepção. As mesas da festa foram numeradas com identificação de linhas de ônibus da capital paraibana, como 1500, 106, 301 e 523, reforçando a originalidade e o carinho do casal pelos detalhes ligados ao universo da ‘busologia’.
A iniciativa contou com o apoio da diretoria do Grupo A.Cândido, que abraçou a ideia desde o início. Para a diretora da empresa, Lorena Dantas, participar desse momento foi motivo de alegria. “Ficamos muito felizes em contribuir com a realização de um sonho tão especial. Ver um colaborador levando para a vida pessoal algo que também faz parte da nossa história é gratificante. Foi uma homenagem bonita ao transporte coletivo e às pessoas que fazem esse setor tão importante que faz parte da vida de tanta gente, todos os dias”, destacou.
Grato pelo apoio, Thalison fez questão de reconhecer o gesto da empresa. “Sou muito agradecido à direção por ter acreditado na nossa ideia e por ter disponibilizado o ônibus para esse momento tão importante. Foi um momento mágico e a realização de um sonho nosso e tornou tudo ainda mais especial”, afirmou. Entre buzinas simbólicas, memórias afetivas e muita criatividade, o casamento de Thalisson e Aline mostrou que o amor pode, sim, seguir novos trajetos — e, nesse caso, inclusive, sobre quatro rodas. Ah, outro detalhe, padrinhos e familiares também pegaram carona no Geladinho.
A noiva Aline Lima no momento da chegada à cerimônia de casamentoApós o casamento os noivos também se deslocaram no GeladinhoO amor de Thalison e Aline eternizado neste flagrante que incluiu a paixão em comum dos doisO ensaio fotográfico dos noivos também teve como cenário o GeladinhoO ensaio fotográfico pré-núpcial também foi feito no interior do ônibusO Õnibus Geladinho que levou a noiva e os padrinhosOs noivos Thalison e Aline são apaixonados por ônibus
O Centro de Valorização da Vida (CVV) em João Pessoa está com inscrições abertas para uma nova turma de formação de voluntários. A iniciativa busca fortalecer o atendimento de apoio emocional, ampliando a equipe que atua, em nível nacional, na escuta ativa e na prevenção do suicídio e outras demandas emocionais. O treinamento é gratuito, começa no próximo dia 31 de março e será realizado de forma virtual. Os interessados podem se inscrever por meio do link https://cvv.org.br/voluntarios/joao-pessoa.
Para participar, é necessário ter mais de 18 anos, mas não há exigência de formação acadêmica. As aulas acontecerão de forma virtual sempre às terças-feiras, das 19h às 22h, em encontros semanais que preparam os voluntários para atuar com escuta qualificada, empatia e respeito.
Com mais de seis décadas de atuação no Brasil, o CVV é referência nacional no acolhimento emocional gratuito e totalmente sigiloso. O serviço funciona 24 horas por dia e pode ser acessado pelo telefone 188, além de chat e e-mail, atendendo pessoas que enfrentam momentos de sofrimento, solidão ou crise emocional. Ao longo dos anos, a instituição tem desempenhado um papel fundamental na valorização da vida e na promoção da saúde mental.
Apesar da relevância do trabalho, o número de voluntários ainda é um desafio. Em João Pessoa, por exemplo, atualmente, o posto local conta com apenas 29 integrantes, o que limita a capacidade de atendimento diante da crescente demanda. No país são pouco mais de 3 mil voluntários que dão um plantão semanal, de três horas.
De acordo com a coordenadora do posto João Pessoa, Vera Motta, a chegada de novos voluntários é essencial para garantir a continuidade e a ampliação do serviço. “O CVV oferece um espaço seguro de escuta, onde cada pessoa pode falar sobre suas dores sem medo de julgamentos. Precisamos fortalecer nossa equipe para atender cada vez mais pessoas que buscam esse apoio. Ser voluntário é um gesto de solidariedade que pode salvar vidas”, destacou.
A formação oferecida pelo CVV inclui conteúdos teóricos e práticos sobre escuta ativa, acolhimento emocional e condução de atendimentos, além de acompanhamento contínuo dos novos voluntários. Após a capacitação, uma vez admitidos, os participantes primeiro fazem quatro plantões com monitoria e depois dessa etapa passam a integrar a rede nacional da instituição, contribuindo diretamente para o suporte emocional de quem mais precisa.
A abertura de uma nova turma representa não apenas uma oportunidade de voluntariado, mas também um chamado à sociedade para a importância de cuidar com uma escuta acolhedora e de estar disponível para o outro. Em um cenário em que o sofrimento psíquico tem se tornado cada vez mais presente, iniciativas como a do CVV reforçam o valor da escuta, do acolhimento e da empatia como ferramentas essenciais para salvar vidas e ajudar as pessoas a superarem traumas, perdas, a solidão e momentos difíceis.
Vera Motta, coordenadora do Posto CVV João Pessoa destaca importância da formação de novos voluntários
Produtores rurais, representantes de entidades e autoridades públicas participam, nesta quarta-feira (25), de uma audiência pública que irá debater o processo de demarcação de terras indígenas no Litoral Sul da Paraíba. O encontro acontece a partir das 9h, no plenário Deputado José Mariz, na Assembleia Legislativa da Paraíba, em João Pessoa. A propositura foi do deputado Branco Mendes. O mesmo tema já foi debatido em audiência na semana passada na Câmara de Vereadores do Conde.
A iniciativa tem como objetivo ampliar o diálogo sobre o tema e discutir os impactos diretos da possível demarcação para os produtores rurais e empresários que possuem propriedades e empresas nas áreas em análise. A expectativa é reunir lideranças do setor produtivo, parlamentares e demais interessados para esclarecer dúvidas e buscar encaminhamentos que garantam equilíbrio entre os interesses envolvidos.
A Asplan reforça a importância da mobilização dos associados e destaca que a participação ativa dos produtores é essencial neste momento. O presidente da entidade, José Inácio, enfatizou a relevância do debate para o futuro do setor. “Essa audiência é extremamente importante para garantir a segurança jurídica dos nossos associados, principalmente daqueles que possuem propriedades nas áreas em questão. Estamos tratando de um tema sensível, que exige atenção, união e acompanhamento de perto por parte de todos”, afirmou.
A expectativa, segundo o dirigente canavieiro, é de que o encontro contribua para dar maior clareza ao tema e fortaleça a atuação conjunta do setor produtivo diante de um assunto que impacta diretamente a atividade agrícola e a economia regional. A audiência também será transmitida ao vivo pela TV Assembleia (canal 8.2) e pelo YouTube do Legislativo Paraibano, permitindo que um público mais amplo acompanhe as discussões em tempo real.
O presidente da Asplan, José Inácio destaca importância dos produtores na audiência desta quarta-feira (25)
O Hospital Regional Deputado Jandhuy Carneiro, em Patos, registrou um total de 298 atendimentos entre a sexta-feira (20) e o domingo (22), mantendo o ritmo intenso de assistência à população sertaneja. No período, também foram realizadas 12 cirurgias, todas de urgência — sendo seis gerais, cinco vasculares e uma ortopédica.
De acordo com o balanço da unidade, foram 104 atendimentos na sexta-feira, 99 no sábado e 95 no domingo. Entre os pacientes assistidos, 56 precisaram ser internados para continuidade do tratamento, com quadros clínicos relacionados a Acidente Vascular Cerebral (AVC), Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), crise nervosa, desmaio, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e hipoglicemia.
As principais causas de procura pelo serviço foram dor, com 51 registros, seguida de quedas (33) e mordeduras de animais (21). O hospital também atendeu 13 vítimas de sinistros de trânsito, sendo 10 envolvendo motocicletas, duas bicicletas e um automóvel.
Além da assistência de urgência e emergência, a unidade também participou, no fim de semana, do Mutirão de Saúde das Mulheres — uma ação do Ministério da Saúde, com apoio da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Durante a mobilização, foram ofertadas mamografias para o rastreio precoce do câncer de mama, totalizando 126 exames realizados.
Uma das 12 cirurgias de urgência realixzadas no Hospital de Patios neste fim de semanaUm dos setores da urgência do Hospital de Patos neste fim de semanaTodas as 12 cirurgias realizadas no fim de semana foram de urgênciaO Mutirão das Mulheres em Patos ofertou mamografiasRecepção do Mutirão das Mulheres em PatosMutirão das Mulheres em Patos realizou 126 mamografias – CopiaHospital de Patos realizou 12 cirurgias de urgênciaHospítal de Patos atendeu 298 pessoas na urgência neste fim de semanaHospital de Patos atendeu 298 pessoas no plantão do fim de semanaHospital de Patos realizou 126 mamografias no Mutirão das MulheresAtendimentos do Mutirão das Mulheres aconteceu no sábado e no domingo56 pacientes precisaram ser internados no Hospital de Patos neste fim de semana
OHospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, unidade da rede estadual de saúde em Catolé do Rocha, registrou 635 atendimentos durante o plantão do último fim de semana, entre os dias 20 e 22 de março, reforçando seu papel na assistência à população do Sertão paraibano. Os atendimentos ocorreram na urgência e nos ambulatórios médicos da unidade, que integra a rede estadual hospitalar, incluindo a assistência às pacientes que participaram do Mutirão de Saúde da Mulher nos dias 21 e 22.
De acordo com o balanço, a maior demanda foi registrada na sexta-feira (20), com 234 atendimentos. No sábado (21), foram atendidos 215 pacientes, enquanto no domingo (22) o número chegou a 186. Durante o período, 44 pacientes precisaram ser internados para continuidade do tratamento.
Entre os principais diagnósticos estão Acidente Vascular Cerebral (AVC), broncopneumonia, colecistite, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), diabetes, hemorragia subaracnóidea (HSA) bilateral, insuficiência cardíaca congestiva (ICC), síndrome coronariana aguda (SCA), pneumonia adquirida na comunidade (PAC) e síndrome de Fournier.
As principais queixas que levaram os pacientes à unidade foram dor (66 casos), diarreia (63), administração de medicação própria (52), cefaleia (32), infecções (28), náuseas (26), gastroenterocolite aguda (25) e lombalgia (21). O hospital também atendeu 12 vítimas de sinistros de trânsito com motocicletas, 18 pacientes com vômito, 12 com sintomas de síndrome gripal, seis vítimas de quedas, cinco pessoas com crise de ansiedade e quatro com desconforto respiratório.
Além dos atendimentos clínicos, a unidade realizou 15 cirurgias eletivas e sete partos durante o fim de semana. Entre os procedimentos cirúrgicos estão colecistectomia, laqueadura, passagem de fio, colpoperineoplastia (cirurgia que corrige a musculatura vaginal e perineal), drenagem de abscesso e redução incruenta.
No período, também foram realizados 649 exames laboratoriais, 92 radiografias, 50 tomografias, 30 ultrassonografias, 20 endoscopias e duas colonoscopias. No ambulatório, foram feitas ainda 27 avaliações ortopédicas, 22 cardiológicas, 13 análises de exames, cinco avaliações cirúrgicas e duas obstétricas.
O diretor-geral da unidade, o médico Fábio Cardoso, destacou o esforço das equipes para manter a assistência mesmo diante da demanda ampliada. “Todos esses atendimentos foram realizados de forma simultânea ao Mutirão de Atendimentos às Mulheres, uma ação promovida pelo Ministério da Saúde, com apoio da Secretaria de Estado da Saúde, que aconteceu nos dias 21 e 22 em várias unidades da rede, incluindo o Hospital de Catolé do Rocha. Isso demonstra o compromisso e a capacidade da nossa equipe em garantir um atendimento eficiente e humanizado à população”, ressaltou.
Sobre o mutirão – A ação integrou uma mobilização nacional voltada à ampliação do acesso a serviços de saúde para o público feminino, contribuindo para o aumento da demanda durante o fim de semana. No Hospital de Catolé do Rocha, foram realizadas 10 ultrassonografias, 13 consultas em endocrinologia, 15 consultas cardiológicas, 34 pequenas cirurgias, duas colonoscopias e 20 endoscopias.
Atendimento médico no Hospital de Catolpe neste fim de semanaConsulta cardiológica realizada no Hospital de Catolé neste fim de semanaConsulta médica com endocrinologista no Hospital de CatoléConsulta médica no Hospital de Catolé neste fim de semana (20 a 22)Endoscopia sendo realizada no Hospital de CatoléForam realizadas 10 ultrassom no Mutirão das Mulheres em CatoléHJospital de Catolé realizou 34 pequenas cirurgias no Mutirão das MulheresHos´pital de Catolé realizou 15 cirurgias eletivas nesdte fim de semanaHospital de Catolé atendeu 635 pessoas durante o fim de semanaMutirão de Saúde da Mulher ofertou vários serviços no Hospital de CatoléUma das cirurgias realizadas neste fim de semana no Hospital de CatoléUma das consultas no ambulatgório do Hospital de Catolé neste fim de semana
O Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, unidade da rede estadual, em Catolé do Rocha, deu início, nessa quinta-feira (19), a um novo ciclo de cirurgias urológicas, marcando um importante avanço na oferta de serviços especializados no interior do estado. Os primeiros pacientes operados foram atendidos previamente no ambulatório da unidade na semana passada, dentro de um fluxo que visa garantir mais agilidade e resolutividade no atendimento. Ao todo, neste primeiro dia, foram realizadas sete prostatectomias (remoção total ou parcial da próstata), em pacientes oriundos dos municípios de Catolé do Rocha, Sousa e Brejo dos Santos.
Responsável pelos procedimentos, o médico urologista Adolfo Lucena destacou a importância da implantação do serviço na região. “Estamos iniciando um ciclo de cirurgias urológicas aqui em Catolé do Rocha, o que representa uma grande novidade para o interior da Paraíba. Antes, esses pacientes precisavam se deslocar para outras cidades, como João Pessoa ou Campina Grande, e hoje podem realizar seus procedimentos aqui mesmo, com qualidade e segurança”, afirmou.
Segundo o especialista, além dos procedimentos voltados ao tratamento do aumento da próstata, como prostatectomias supra púbicas e ressecções transuretrais (RTU), o hospital também passa a ofertar cirurgias oncológicas urológicas, atendendo pacientes com tumores renais, de próstata e outras patologias da especialidade. “A iniciativa tem impacto direto na vida da população do Sertão, que agora conta com atendimento mais próximo e humanizado”, reiterou.
O agricultor Antônio Silvino, de Brejo dos Santos, foi um dos beneficiados e demonstrou gratidão pela oportunidade “Só tenho a agradecer. Estou confiante que agora vou resolver meu problema. Foi uma chance muito importante para mim ter essa cirurgia aqui em Catolé”, disse. Já o paciente Raimundo José Ferreira, de Sousa, elogiou a qualidade do atendimento recebido. “Assistência nota mil. Toda a equipe é muito atenciosa. O serviço está sendo muito bom. Eu confesso que não esperava ser tão bem tratado desse jeito”, destacou.
Com a implantação das cirurgias urológicas, o hospital consolida um novo momento na saúde pública da região, ampliando o acesso a procedimentos de média e alta complexidade e reduzindo a necessidade de deslocamentos para grandes centros. Um avanço significativo que fortalece o Sistema Único de Saúde e melhora a qualidade de vida da população sertaneja.
Antônio Silvino, de Brejo dos Santos foi um dos pacientes que fez cirurgiaHospital de Catolé passou a ofertar também cirurgias urológicasO urologista e cirurgião Adolfo Lucena foi o responsável pelos procedimentosPaciente sendo acolhido no pré-cirúrgicoRaimundo José Ferreira, de Sousa, elogiou o atendimentoTodas as cirurgias foram de prostatectomias (remoção total ou parcial da próstata)Um dos pacientes da cirurgia urológica saindo do bloco após procedimentoUma das cirurgias urológicas realizada nesta quinta-feira (19)Uma das cirurgias urológicas realizadas neste dia 19, no Hospital de Catolé
Hospital Estevam Marinho, unidade da rede estadual de saúde localizada no município de Coremas, contabilizou 303 atendimentos durante o plantão do último fim de semana, entre os dias 20 e 22 de março. Os serviços foram realizados tanto na urgência quanto nos ambulatórios médicos da unidade.
De acordo com o balanço, na sexta-feira (20) foram atendidos 90 pacientes. No sábado (21), o número subiu para 109 atendimentos, enquanto no domingo (22) foram registrados outros 104 casos.
Durante o período, 10 pacientes precisaram ser internados para continuidade do tratamento. Entre as principais causas das internações estão quadros de gastroenterite, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), disúria (dor, queimação, ardência ou desconforto ao urinar), asma, retocolite (doença inflamatória intestinal crônica que afeta a parede interna do reto e do cólon), colecistite e erisipela, além de um caso envolvendo vítima de sinistro de trânsito com motocicleta.
Ainda conforme os dados da unidade, as queixas mais frequentes entre os pacientes atendidos foram dores em geral, com 57 registros. Em seguida aparecem os casos de diarreia (47), cefaleia (16), febre (14) e vômito (14). O hospital, que integra a rede estadual de saúde, também prestou assistência a oito pacientes com dificuldade para urinar, seis pessoas com crise hipertensiva, três vítimas de ferimentos causados por objetos perfurocortantes e duas ocorrências relacionadas a acidentes de trânsito envolvendo motocicletas.
A diretora-geral da unidade, Josielma Oliveira, destaca que o fluxo de atendimentos reflete a importância do hospital para a assistência à população da região. “O hospital de Coremas garante atendimento contínuo e resolutivo para casos de baixa complexidade durante os plantões, especialmente nos fins de semana, quando a demanda por serviços de urgência costuma aumentar, sendo uma importante referência para Coremas e cidades circunvizinhas”, afirma.
Um dos exames de Raios-X realizados durante o fim de semana em CoremasAmbulatório médico do Hospital de CoremasHospital de Coremas atendeu 303 pessoas no plantao do fim de semana
O Hospital Regional Deputado Jandhuy Carneiro, em Patos, foi uma das unidades contempladas pelo Mutirão de Atendimentos às Mulheres, ação promovida pelo Ministério da Saúde com apoio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizada neste fim de semana, nos dias 21 e 22. A iniciativa integrou uma mobilização nacional voltada à ampliação do acesso aos serviços de saúde para o público feminino.
Durante o fim de semana, a unidade concentrou esforços no rastreio precoce do câncer de mama, ofertando exclusivamente exames de mamografia. Ao todo, foram realizados 126 procedimentos, sendo 54 no sábado e 72 no domingo, reforçando o volume de atendimentos e a capacidade assistencial do hospital.
De acordo com o diretor técnico da unidade, o médico Pedro Augusto, a ação teve papel fundamental na prevenção e no diagnóstico precoce da doença, o que aumenta significativamente as chances de cura. “Esse tipo de iniciativa é essencial para ampliar o acesso das mulheres aos exames preventivos. Muitas vezes, por dificuldades de acesso ou falta de tempo, essas pacientes deixam de realizar a mamografia. O mutirão vem justamente para reduzir essa demanda reprimida e salvar vidas por meio do diagnóstico precoce”, destacou.
O médico também ressaltou a importância da conscientização das mulheres sobre a realização periódica do exame. “A mamografia é uma ferramenta indispensável na detecção precoce do câncer de mama. Quanto mais cedo identificarmos qualquer alteração, maiores são as possibilidades de tratamento eficaz e cura”, completou.
Entre as pacientes atendidas, Maria de Lourdes Barbosa, moradora da cidade de Poço José de Moura, destacou a importância da iniciativa para garantir acesso ao exame. “Esse mutirão é muito importante, principalmente para quem mora em cidade menor, mais longe dos grandes centros, onde nem sempre é fácil conseguir esse tipo de atendimento. Aproveitei a oportunidade para fazer minha mamografia e cuidar da minha saúde e fui muito bem atendida”, afirmou.
A ação beneficiou mulheres de Patos e de municípios vizinhos, como São Mamede, Santa Luzia, Poço José de Moura, São José de Espinharas, São José do Bonfim, Cacimba de Areia, Quixaba, Santa Terezinha e Malta e reafirmou o compromisso da rede pública de saúde com a promoção da saúde feminina e o fortalecimento das estratégias de prevenção.
O Mutirão das Mulheres em Patos ofertou mamografiasAtendimentos do Mutirão das Mulheres aconteceu no sábado e no domingoEquipe e pacientes que participaram do Mutirão das Mulheres em PatosHospital de Patos realizou 126 mamografias no Mutirão das MulheresMutirão das Mulheres em Patos realizou 126 mamografiasPacientes do Mutirão das Mulheres em PatosRecepção do Mutirão das Mulheres em Patos
O Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, em Catolé do Rocha, participou nos dias 21 e 22 do Mutirão de Atendimentos às Mulheres, uma ação promovida pelo Ministério da Saúde, com apoio da Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES). A iniciativa integrou uma mobilização nacional voltada à ampliação do acesso aos serviços de saúde para o público feminino.
Durante os dois dias de ação, a unidade realizou uma série de procedimentos e atendimentos especializados. Ao todo, foram feitas 10 ultrassonografias, 13 consultas em endocrinologia, 15 atendimentos cardiológicos, 34 pequenas cirurgias, além de duas colonoscopias e 20 endoscopias.
O mutirão contribuiu para ampliar a oferta de serviços e reduzir a demanda reprimida, ao mesmo tempo em que reforçou o volume de atendimentos no hospital durante o fim de semana. O diretor-geral da unidade, o médico Fábio Cardoso, destacou a importância da iniciativa para fortalecer a assistência à saúde da mulher na região. “Essa ação é fundamental porque amplia o acesso das mulheres a exames e consultas especializadas, muitas vezes difíceis de conseguir no dia a dia. Mesmo com o aumento da demanda, nossas equipes estiveram mobilizadas para garantir um atendimento de qualidade, com agilidade e humanização”, afirmou.
Segundo ele, a participação do hospital no mutirão demonstra o compromisso da rede estadual em descentralizar e qualificar os serviços de saúde. “Estamos trabalhando para aproximar cada vez mais esses serviços da população, garantindo que as mulheres tenham acesso a um cuidado integral, preventivo e resolutivo”, completou. A ação foi realizada simultaneamente em diversas unidades da rede estadual, fortalecendo a assistência e promovendo mais acesso à saúde em todas as macrorregiões da Paraíba.
Atendimento no Hospital de CatoléConsulta cardiológica realizada no Hospital de Catolé neste fim de semanaConsulta médica com endocrinologista no Hospital de CatoléEndoscopia sendo realizada no Hospital de CatoléForam realizadas 10 ultrassom no Mutirão das Mulheres em CatoléHJospital de Catolé realizou 34 pequenas cirurgias no Mutirão das MulheresMédicos do hospital que participaram do MutirãoMutirão de Saúde da Mulher ofertou vários serviços no Hospital de Catolé