Presidente da Unida, Pedro Campos Neto destaca oportunidades para o agronegócio nordestino após missão empresarial na China
O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unida), Pedro Campos Neto, encerrou a missão empresarial realizada na China, de 12 a 24 de outubro, com avaliação positiva. A convite da FC Trading, o dirigente integrou uma programação de visitas técnicas a indústrias, encontros com fabricantes e prospecção de oportunidades de negócios, com atenção especial às soluções tecnológicas que possam contribuir para o desenvolvimento do agronegócio nordestino.
Para Pedro Campos Neto, a experiência representou uma oportunidade de conhecer novas tecnologias, ampliar o relacionamento com fornecedores internacionais e identificar alternativas que poderão ser avaliadas pelo setor produtivo brasileiro. “Faço um balanço muito positivo da missão. Tivemos a oportunidade de conhecer de perto a capacidade industrial chinesa, observar tecnologias e equipamentos e estabelecer contatos importantes. Foi uma experiência de muito aprendizado, que nos permite ampliar a visão sobre as possibilidades existentes no mercado internacional e buscar soluções que atendam às necessidades dos produtores nordestinos”, afirmou.
A agenda percorreu importantes centros comerciais e industriais chineses, incluindo Hong Kong, Guangzhou, Beihai, Danyang, a região de Shandong, Weifang e Pequim. Entre as atividades, destacaram-se a participação na Canton Fair, feira internacional de comércio, e as visitas a fabricantes de máquinas agrícolas, tratores, pneus e defensivos agrícolas. Entre os temas de maior interesse para a Unida esteve a busca por alternativas que favoreçam a mecanização da cultura da cana-de-açúcar no Nordeste. Durante a passagem por Beihai, a comitiva conheceu equipamentos da empresa Huili e discutiu possibilidades relacionadas ao uso de tratores compactos e máquinas que possam ser adaptadas às condições de cultivo da região.
O tema tem relevância para o setor canavieiro nordestino, que enfrenta desafios específicos em determinadas áreas de produção, especialmente em terrenos acidentados, onde a utilização de máquinas convencionais pode ser limitada. Nesse cenário, equipamentos de menor porte e soluções desenvolvidas para condições particulares de terreno poderão representar alternativas a serem estudadas. A programação incluiu ainda visita ao complexo industrial da FM WORLD, em Danyang, e a fábricas de tratores na região de Shandong. Os encontros permitiram observar processos de fabricação, linhas de montagem e diferentes modelos de equipamentos agrícolas.
A missão também contemplou visitas à indústria de pneus Chengshan, em Rongcheng, e à fabricante de defensivos agrícolas Rainbow, em Weifang. A programação possibilitou conhecer estruturas industriais, processos de produção e perspectivas de relacionamento comercial com empresas chinesas. Além de ampliar o conhecimento sobre a indústria asiática, os contatos realizados poderão subsidiar estudos sobre alternativas de fornecimento, importação de equipamentos e estabelecimento de futuras parcerias. “Nosso interesse é conhecer o que existe de novo, avaliar o que pode ser útil para o produtor e buscar alternativas que contribuam para melhorar a produtividade e a competitividade do setor. A missão abriu portas e criou oportunidades de diálogo que poderão ter desdobramentos importantes, desde que os estudos confirmem a viabilidade de cada iniciativa”, ressaltou o presidente da Unida.













