Hospital Regional de Patos

Complexo Regional de Patos registra queda nos atendimentos de vítimas de acidentes em maio

O balanço de atividades do Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) relativo ao período do dia 01 a 31 de maio, no que diz respeito aos serviços de Urgência e Emergência de vítimas de acidentes de trânsito registrou queda nos atendimentos de maio em relação a abril. Mesmo com um dia a mais, o mês de maio teve 35 acidentes a menos que abril, registrando 174 ocorrências, enquanto o mês anterior teve 209. Essa diminuição dos casos é reflexo das medidas de isolamento social que diminuiu a circulação de pessoas nas ruas e estradas e, consequentemente, o número de acidentes.

Referência para 86 municípios do sertão do estado, o Complexo continua mesmo com a redução dos casos recebendo um grande número de acidentados por motocicletas, liderando nesta modalidade de acidente os atendimentos na urgência e emergência da unidade. Dos 174 registros de acidentes em maio, 149 foram de vítimas que se envolveram em acidentes com motos. Os acidentes com automóvel e bicicleta registraram 11 ocorrências cada um e ainda houveram dois atendimentos por atropelamento e um com veículo de tração animal.

Os dados referentes a atendimentos com vítimas de violência em maio totalizaram 36 casos, sendo 19 de agressões físicas diversas, 14 por ferimentos causados por arma branca e mais três ocorrências com vítimas de arma de fogo. Neste caso, comparando os dados de abril com maio, também houve redução com menos três ocorrências.

A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, destaca que a redução nos atendimentos de vítimas de acidentes de trânsito, de fato, coincidem com as medidas de isolamento social adotadas na Paraíba e que a tendência é que em junho os números também se mostrem reduzidos em função das medidas de combate a pandemia que ainda estão em vigor. “A diminuição da circulação de pessoas nas ruas e também nas estradas, de fato, teve destacada interferência nestes dados de maio”, reitera Liliane. A diretora do Complexo, que também é referência para casos de Covid-19, aproveita e faz um lembrete a população. “É preciso manter o isolamento social para diminuirmos os casos de contágio da Covid-19 e com isso, de quebra, ainda reduzimos os casos de acidentes”, finaliza ela.

Profissionais do Complexo Hospitalar de Patos afastados por causa do Covid voltam à ativa e falam da experiência que vivenciaram

Referência para o atendimento de casos de coronavírus no sertão paraibano, o Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) tem uma equipe de mais de 150 profissionais envolvidos diretamente no atendimento de pacientes com suspeita ou comprovação da doença no isolamento Covid. Como em todas as unidades de saúde que atendem pacientes com coronavírus, os profissionais principalmente os da linha de frente da assistência, por mais cuidados preventivos que tenham, incluindo o uso de EPI’s, estão mais vulneráveis a contrair a doença. No caso do Complexo, atualmente, 43 profissionais, sendo 31 deles já com testagem positiva para Covid-19 e outros 12 com suspeita da doença, foram afastados de suas atividades e estão em isolamento domiciliar. Alguns destes profissionais ainda se recuperam em casa e outros já superaram a doença, cumpriram o isolamento social e voltaram à ativa para ajudar outras pessoas a se recuperarem. No total, o Complexo tem 713 funcionários.

É o caso do Técnico de Enfermagem Edigleuson Medeiros, 27 anos, que trabalha no Complexo há três anos e seis meses. Antes, lotado na área Vermelha, ele não hesitou em aceitar o convite da direção para atuar na UTI Covid. “Eles precisavam de profissionais com experiência em urgência e eu tinha essa experiência e, além disso, minha missão é salvar vidas, por isso, não hesitei em aceitar a proposta de mudar de local de atuação”, conta o profissional, que fez três testes rápidos para poder detectar a doença que começou a se manifestar através de tosses e sintomas de uma gripe comum.

“No começo pensei que era sintoma de uma rinite alérgica apenas”, diz Edigleuson, que teve apenas sintomas leves, mas, mesmo assim permaneceu em isolamento social em casa e afastado de suas funções durante 14 dias. “Permaneci no quarto, isolado, na casa de meus pais onde moro e durante todo esse período recebi toda a assistência da direção e colegas do Hospital, que ligavam com frequência para saber como eu estava”, destaca ele, que voltou ao trabalho no último dia 25. Segundo Edigleuson, o medo de contrair a doença já passou, haja vista que ele, em tese, está imunizado, mas, ele lamenta um certo olhar atravessado das pessoas. “Há sim um certo preconceito com quem teve a doença. Lógico que as pessoas têm medo de contrair o vírus, mas, tendo os cuidados necessários, esse risco é reduzido”, diz ele, lembrando que após os 14 dias não há mais risco do contágio.

A experiência da Assistente Social e Reguladora do Complexo, Keyla de Medeiros Montenegro e de seu esposo, o Chefe da Comissão de Licitação da unidade, Vinícius Santos da Cruz, ambos contaminados pelo vírus, foi um pouco mais traumática, mas, também teve um final feliz. Keyla desenvolveu a forma leve da doença, e seu esposo a forma mais grave, tanto que ele precisou ser internado, passou sete dias no isolamento Covid, não chegou a ser intubado, mas, precisava constantemente de oxigênio. Keyla e Vinícius receberam o diagnóstico positivo no dia 07/05, mas como estavam com sintomas já tinham se afastado de suas atividades no dia 04. Ficaram em casa, em isolamento, mas, no dia 11 Vinícius teve agravamento de seu quadro clínico e precisou ser internado, tendo alta no último dia 17. Ambos voltaram as suas atividades no último dia 24.

“Depois desta experiência, aprendemos que temos que viver um dia de cada vez, sendo gratos por cada detalhe. A vida é curta e não sabemos o que seremos daqui um minuto no futuro, então que tenhamos mais amor ao próximo, tenhamos mais empatia também, e acima de tudo fé que Deus sempre está ao nosso lado e nunca nos desampara”, destaca Keyla, lembrando que ambos voltaram ainda mais fortalecidos depois dessa situação vivenciada pelo casal. “Voltamos mais fortes para continuarmos o nosso serviço no Complexo, que é a nossa segunda casa”, diz ela, agradecendo e parabenizando todos os funcionários envolvidos nessa grande batalha pela vida na unidade, seja no atendimento dos pacientes com Covid ou para todas os demais atendimentos.

Segundo relatório do setor de Recursos Humanos do Complexo, há profissionais afastados de várias categorias, tais como, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, recepcionistas, auxiliares administrativos e de serviços gerais e ainda uma copeira. A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, explica que a rotina do hospital e os serviços presados não sofreram alteração com esses afastamentos porque as escalas são refeitas e reprogramadas. “Como já prevíamos algo nessa linha de contágio por causa das experiências vividas em outras unidades de saúde não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, onde se sabe da vulnerabilidade dos profissionais da linha de frente, nos antecipamos em elaborar um plano de trabalho no qual a ausência de alguns profissionais não interferisse, nem comprometesse a rotina da unidade”, explica Liliane.

Nestes casos, os profissionais afastados ficam em isolamento domiciliar por, no mínimo, 14 dias, como preconiza as normas do Ministério da Saúde e só voltam as atividades após os sintomas da doença desaparecerem. “Já temos vários profissionais que voltaram a suas atividades normais após o período de tratamento e isolamento”, destaca a diretora.

Médicos que atuam no atendimento aos casos de Covid do Complexo Hospitalar de Patos participam de treinamento do CRM

O procedimento de intubação endotraqueal ou orotraqueal (IOT) é um procedimento de suporte avançado de vida que qualquer médico que atua numa Unidade de Terapia Intensiva está acostumado a fazer. No entanto, com a pandemia do Covid outros cuidados tiveram que ser agregados a esse procedimento muito usual em pacientes graves acometidos pela doença. Nesta terça (19) e quarta-feira (20), os médicos clínicos que atuam na linha de frente de combate a pandemia e na UTI do Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) estão participando de um treinamento. Promovido pelo Conselho Regional de Medicina, com estações teórico-práticas, o curso acontece na sede da Unifip.

Entre os temas a serem abordados destacam-se ‘Manejo das vias aéreas’, “ventilação mecânica protetora’, ‘Intubação sequência rápida’ e ainda ‘Conceitos sobre gasometria’. O curso foi dividido em oito turmas, com quatro profissionais cada uma, para que todos os profissionais clínicos do Complexo pudessem participar sem causar aglomeração de pessoas. A utilização de máscaras é uma exigência para todos os participantes.

Responsável pela Coordenação da Clínica Médica do Complexo, Dr. Diego Varela, foi um dos profissionais que participou do treinamento nesta terça-feira (19). Na opinião dele, a iniciativa do CRM foi muito oportuna e importante. “Estamos vivendo uma situação de pandemia, em meio a uma doença nova e diante de tudo isso, uma capacitação continuada como essa, para os médicos que estão na linha de frente do combate a essa doença, se torna algo de extrema importância para um desfecho, ainda mais favorável, no trato com os pacientes. Essa atitude do CRM só traz evolução e mais conhecimento aos profissionais. Foi muito bom ter participado”, disse ele.

A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, reitera o compromisso do Complexo em atender os pacientes com Covid da melhor forma possível. “Estamos ampliando espaços e equipes, já realizamos várias capacitações com as equipes, disponibilizamos EPI’s para todos os nossos profissionais, seguimos todos os protocolos do Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde e agora estamos participando desta capacitação. Não estamos medindo esforços nessa prestação de serviço para dar todo o suporte necessário aos nossos pacientes de Covid, mas, reiteramos que com os avanços de casos em Patos, se faz necessário redobrar a atenção com as regras de isolamento social que é hoje a única forma eficaz que se tem conhecimento de reduzir a propagação do vírus e, consequentemente, de novos doentes”, destaca a diretora. Ela agradeceu ainda a disponibilidade do CRM em montar e realizar o curso que, segundo Liliane, é muito importante na atual conjuntura.

Complexo Hospitalar de Patos registra mais uma alta de paciente com Covid-19

Nem mesmo os cuidados redobrados, tais como, uso de máscaras, higienização mais rigorosa das mãos, foram suficientes para proteger o comerciante patoense José Mamede Primo, de 48 anos, de ser contaminado pelo coronavírus. Isso mostra que qualquer pessoa está vulnerável diante dessa pandemia, mas, a história deste ex-paciente do Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) mostra que com o auxílio da Medicina, dos cuidados e assistência que precisam ter os pacientes acometidos pela doença e, sobretudo, com muita fé em Deus, tudo pode ser superado. José, que recebeu alta na última quarta-feira (13) e ainda cumprirá nas próximas duas semanas um período de quarentena em casa, faz parte de uma alegre estatística de pessoas que superaram a doença e saíram deste episódio sem nenhuma sequela e ainda com a fé em Deus mais fortalecida.

“Eu nunca perdi a fé em Deus, a quem eu sou muito temente, que eu ia sair dessa e superar a doença. Ainda não estou nos meus 100%, mas, sei que isso é uma questão de tempo”, afirma o comerciante que deu entrada no Complexo no dia 06, após o teste do Covid-19 dar positivo. Um dia antes ele havia ido ao hospital, mas, como não tinha sido atestado a doença e com sintomas leves, foi aconselhado a permanecer em casa, em isolamento, como preconiza as recomendações do Ministério da Saúde. No outro dia, com o agravamento do quadro, ele voltou a unidade, fez o teste e já foi encaminhado para o isolamento onde permaneceu com suporte de oxigênio externo (não precisou ser intubado) e fazendo uso das medicações que é prescrita nestes casos de Covid.

Para José a experiência, embora um pouco traumática, serviu para reforçar ainda mais sua fé em Deus. “Nos momentos mais angustiantes, era Ele que me confortava e era para Ele que eu direcionava meus pensamentos”, destaca José, agradecendo também o tratamento que recebeu do hospital e da equipe que cuidou dele durante os sete dias que permaneceu internado. Ainda receoso, porque afinal de contas quem passa por uma experiência dessa enxerga a fragilidade da vida humana, José está feliz de estar de volta a sua casa, onde se recupera sob os cuidados e atenção da esposa. “Nós somos pequenos diante da grandeza de Deus e se Deus me deu a oportunidade de me curar e continuar vivendo vou ser grato a Ele o resto de minha vida”, reitera o comerciante.

Conduta com os pacientes de Covid

O médico intensivista Pedro Augusto, que é um dos profissionais que acompanha o dia a dia no isolamento Covid do Complexo de Patos, explica a conduta com os pacientes respiratórios testados positivo para o Covid. “Pensando na doença, que foi dividida em fases, no contexto geral, na primeira fase ainda ambulatorial, o paciente deve receber algumas medicações que diminuem a replicação viral, ou seja, a produção do vírus na célula. Numa segunda fase, onde já há um desconforto respiratório e na fase três, quando o paciente já tem lesão pulmonar grave, a conduta é antibióticos, para combater as infecções oportunistas, a administração de corticoides, para diminuir a inflamação do pulmão, oxigenoterapia, com máscaras a 100% ou ventilação mecânica, a depender do caso, medicamentos sintomáticos e fisioterapia constante, além de broncodilatadores e associado a isso, anticoagulantes, já que se viu que essa doença causa uma infecção generalizada, causando também uma coagulação intravascular, causando uma deficiência no fluxo de sangue”, explica o médico, lembrando que essa conduta é adotada em nível de Brasil e não apenas no hospital de Patos. Ainda segundo Dr. Pedro, há muitos pacientes chegando ao hospital em quadros já bastante graves, com comprometimento pulmonar crítico, o que reduz as chances de sobrevivência, aumentando a taxa de mortalidade pelo Covid-9. “É muito importante que o paciente na fase um da doença seja acompanhado e medicado corretamente, para que se minimizem as chances dele evoluir para um quadro grave da doença”, reforça o médico.

Hospital de Patos inicia obra para instalação de novos leitos para casos de Covid-19

Referência no sertão para casos de Covid-19, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) está construindo novos espaços para instalação de mais leitos para atendimento de pacientes com coronavírus. Atualmente, a unidade, que integra a rede estadual de saúde, tem 16 leitos de enfermaria e cinco de UTI. O plano de expansão prevê um total de 24 enfermarias e 20 leitos de UTI, sendo esses de terapia intensiva dotados de monitores, bombas de infusão e respiradores.

Por causa da pandemia, a antiga área amarela da unidade foi transformada em UTI Covid, onde já funcionam seis leitos com ventiladores e, em breve, mais quatro leitos serão implantados, totalizado a primeira UTI Covid com 10 leitos. Nesse novo espaço que está sendo construído, que faz parte do plano de expansão para atendimentos de doentes com Covid, serão instalados os outros 10 novos leitos de UTI anunciados pelo governador João Azevêdo em abril e mais oito leitos de enfermaria. O Hospital ainda conta com mais seis leitos de UTI clínica que não são utilizados por pacientes de Covid.

O Hospital também foi credenciado junto ao Ministério da Saúde com mais 10 leitos de UTI, mas, como explica a diretora geral do Complexo, Liliane Sena, o credenciamento não significa a abertura de novos leitos de imediato e sim a normatização junto ao MS do funcionamento destes espaços. “O credenciamento é a normatização de novos leitos na unidade, pois ele possibilita que o hospital receba do SUS a diária de um leito de UTI, que é quase o dobro do valor de um leito convencional, além de poder inserir os dados de produção hospitalar destes leitos nos sistemas de informação oficiais do governo”, explica ela, lembrando que a unidade vai se esforçar para que esses novos leitos também possam ser implantados o mais breve possível.

Isolamento social faz Complexo Regional de Patos registrar queda acumulada de 57% nos atendimentos em abril em relação a março

O balanço de atividades do Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) relativo ao período do dia 1º a 30 de abril, no que diz respeito aos serviços Ambulatoriais e de Urgência e Emergência, traz um dado relevante. Nesse período, a unidade teve uma queda acumulada de um mês para o outro no total de atendimentos de 57%. Quando comparamos os dados em separado, a Urgência e Emergência foi quem registrou maior redução com 41% a menos de atendimentos, enquanto o serviço ambulatorial teve um decréscimo de 25%. Não por acaso, os dados são um reflexo das medidas de isolamento social que diminui a circulação de pessoas e, consequentemente, o número de acidentes. Em abril, o Complexo contabilizou 2.418 atendimentos, sendo 1.819 na Urgência e Emergência e 599 nos serviços ambulatoriais. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o Complexo contabiliza 15.796 atendimentos, sendo 12.303 na Urgência e Emergência e 3.493 nos serviços ambulatoriais.

A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, confirma que o decréscimo nos atendimentos, de fato, coincidem com as medidas de isolamento social adotadas na Paraíba. “Nós atribuímos essa queda de mais de 50% no número de atendimentos gerais a diminuição da circulação de pessoas nas ruas e também nas estradas, já que somos referência para mais de 80 municípios da região”, destaca ela. Ainda segundo Liliane, já os casos de atendimentos de pacientes com algum desconforto respiratório teve uma acréscimo, em função da pandemia de Covid-19, passando do terceiro lugar em ocorrências no mês de março, para o primeiro lugar, em abril.

Em relação aos dados de internamento, dos 2.418 casos de atendimento, seja no ambulatório ou na urgência e emergência, registrados em abril, 2001 pacientes não necessitaram de internação hospitalar e outros 417 permaneceram em internação. Grande polo receptor de pacientes de mais de 86 municípios da região do sertão paraibano e referência para urgências e emergências em casos de pequena e média complexidade, além de casos de Covid-19, o hospital, que integra a rede estadual de saúde, registrou como principais motivos de atendimento nos plantões de urgência e emergência, lesões oriundas de quedas, casos de hipertensão, acidentes de trânsito (a maior parte envolvendo motos), dores abdominais, de cabeça e no peito, além de casos de contusões diversas. Os pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19 são atendidos em ambiente separado dos demais casos e vêm encaminhados através dos serviços de saúde municipais

Emoção marca alta de mais uma paciente com Covid-19 no Hospital de Patos

Emoção e alegria. Essas duas palavras resumem uma situação vivenciada na manhã desta quinta-feira (07), pela equipe de profissionais do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) e a paciente Ivoneide Maria da Silva, de 40 anos, que teve alta após uma semana em tratamento contra o Covid-19. Após receber alta, a paciente foi calorosamente saudada com palmas pela equipe do isolamento enquanto passava por um corredor formado pelos profissionais. “Foi impossível conter a emoção. Foi um misto de sentimentos. Primeiro de alegria, porque eu estava voltando para casa depois de conseguir superar a doença e também pelo gesto daqueles profissionais que cuidaram tão bem de mim durante minha internação e também de tristeza, porque sei que há pessoas morrendo e outras que ainda não conseguiram superar a doença”, disse Ivaneide, que deu entrada na unidade no dia 30 de abril, com sintomas de síndrome gripal que depois, através de teste, confirmou o diagnóstico de Covid-19.

O diagnóstico de SARS cov2 foi confirmado através de teste rápido. Com sintomas leves e moderados, Ivoneide, uma semana antes de ir para o hospital passou pela UPA de Patos e ficou fazendo tratamento em casa como se fosse uma gripe, mas, com o agravamento dos sintomas, uma febre que não cedia, associada a muita dor de cabeça e que, evoluiu para fraqueza e falta de ar, ela voltou a UPA de onde foi encaminhada para o Complexo, permanecendo do dia 30 de abril até hoje (07). Ela não precisou ser intubada, mas, necessitou do suporte ventilatório não invasivo.

Moradora do bairro do Jatobá, mãe de dois filhos que moram com ela e o esposo, a dona de casa, disse que o maior incomodo da doença foi mesmo a falta de ar e fraqueza. “Cheguei a perder as forças e quando fui para o hospital eu nem conseguia falar mais de tanto cansaço, foi meu esposo que falava por mim”, disse ela que ficou internada na ala de isolamento logo após o teste rápido dar positivo para Covid-19. “Essa doença não é brincadeira. Eu peço a todos que se cuidem, porque não é fácil. Só quem passa por isso tem a verdadeira noção da gravidade e também os profissionais que estão na linha de frente e, nesse aspecto, quero dar meu testemunho sobre a forma como a equipe do hospital me tratou e trata os pacientes. Eles são anjos, de verdade, nos tratam com tanto carinho e dedicação que nem tenho palavras para agradecer”, disse ela.

É bom que se destaque que Ivoneide não tem doença pré-existente, não tem comorbidade alguma, é uma mulher jovem e sadia e estava respeitado as regras de isolamento social, saindo de casa somente para o estritamente necessário e todas as vezes usando máscaras e higienizando as mãos com álcool gel. “Eu tomava todos os cuidados, nunca sai sem máscara, quando me senti mal fui logo na UPA e não tive contato, que eu saiba, com ninguém que teve essa doença e peguei. Portanto, que isso sirva de alerta para todas as outras pessoas que acham que esse vírus é brincadeira. Qualquer pessoa pode pegar”, disse ela agradecendo o fato dos dois filhos, Italo e João Vitor, e seu esposo, Adeilton, não terem contraído a doença, ou pelo menos, não terem sinal disso, já que eles não apresentam nenhum sintoma e estão saudáveis. “Só tenho a agradecer a Deus por esse livramento e aos profissionais do hospital que me trataram. Agora tenho duas datas de aniversário, essa de hoje 07.05, e no próximo mês, o dia 08/06 quando completo 41 anos”, finalizou Ivoneide.

A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, comemorou junto com sua equipe mais uma alta de paciente de Covid-19. “Estamos muito felizes. Cada alta que damos, e essa foi a terceira essa semana, inclusive de pacientes idosos e com comorbidades, é uma chama de esperança que renova as nossas forças. Não tem sido dias fáceis, mas, a equipe tem sido de uma dedicação tamanha e não tem medido esforços para manter um tratamento humanizado mesmo com todas as restrições de contato que a doença impõe. Esperamos que tenhamos muitas outras histórias de superação nesta batalha cotidiana na busca da cura de nossos pacientes”, finaliza a diretora geral do Complexo, Liliane Sena.

Pacientes com Covid-19 recebem alta e elogiam atendimento no Hospital de Patos

A aposentada Maria do Céu Gomes, de 69 anos, moradora da cidade de Catingueira, tem agora mais uma data natalícia no seu histórico de vida: 05.05. Isto porque foi nesta data que ela, cardiopata, teve alta do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), após passar quase 15 dias internada, a maior parte deles em ventilação mecânica, se recuperando de complicações causadas pelo Covid-19. Outra paciente do grupo de risco, com diabetes e hipertensão, a senhora Maria do Carmo, 68 anos, também conseguiu driblar os prognósticos e se recuperar de um quadro grave da doença e voltar para a casa curada na sexta-feira (1) passada. Ela foi a primeira paciente vítima da pandemia do coronavírus a receber alta

Ao deixar o hospital, a ex-paciente Maria do Céu Gomes deu um depoimento emocionado. “Primeiramente a Deus, e depois a todos vocês, sem distinção, a minha eterna gratidão pelo acolhimento, cuidados e tratamento. Me senti aqui sendo cuidada por ‘filhos’, tamanho o amor, carinho e dedicação que recebi. Saio daqui grata a Deus pela oportunidade de continuar vivendo e com a certeza de que há anjos na terra trabalhando no hospital de Patos”, disse ela ao se despedir da equipe, durante sua alta, nesta terça-feira pela manhã.

A paciente foi encaminhada ao Hospital de Patos pelo PSF de Catingueira, sua cidade de origem, no dia 22 de abril. Chegou em estado crítico, já em ventilação mecânica, sendo conduzida direto para o setor de isolamento da unidade para casos de Covid. Tanto a sintomatologia quanto os exames, inclusive o teste de Swab, confirmaram o diagnóstico de Covid-19.

“Foram dias difíceis, escutava o barulho dos equipamentos a todo instante, mas posso assegurar que tive todo o aporte necessário para minha recuperação. Me senti acolhida como uma mãe que tem os filhos por perto, até gestos de carinho, como afagos, recebi de toda a equipe. Do médico ao auxiliar de limpeza, sem distinção, posso dizer que a equipe do isolamento do hospital trabalha não apenas com a competência profissional, mas com o coração. Em minhas orações, eles estarão sempre presentes daqui em diante”, disse a aposentada.

Cardiopata, com doença de Chagas já alguns anos, Dona Maria do Céu quando começou a sentir os sintomas característicos do coronavírus, próximo do feriado da Sexta-feira Santa, achou que fosse o agravamento de seu quadro habitual. Fez exames que deram negativo para o Covid, mas os sintomas só se agravavam, até que, ao perder as forças e ter dificuldades de respirar, foi socorrida por uma equipe do Samu e encaminhada para o Complexo de Patos.

Com três filhos, seis netos e um bisneto, e ainda sem poder abraçar todos os familiares, em respeito às regras de distanciamento social, ela não vê a hora de voltar a reunir a família e festejar o dom da vida. “Esse vírus não é brincadeira, não é coisa de Deus, mas Deus vai dar um jeito de acabar com isso e com sua misericórdia vai proteger os filhos dele, com especial atenção para os profissionais que estão lutando e arriscando as próprias vidas para cuidar dos doentes nos hospitais, para que o maior número possível de pessoas possam passar por tudo o que eu passei e poder contar a história como estou fazendo agora”, disse ela, reiterando o agradecimento à equipe do Complexo de Patos.

Primeira paciente a receber a alta

A data da última sexta-feira (01) foi um marco na história do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), que registrou a alta da primeira paciente grave que se recuperou e superou as complicações do Covid-19, e também na vida da senhora Maria do Carmo, 68 anos que, pertencente ao grupo de risco, com diabetes e hipertensão, conseguiu driblar os prognósticos e se recuperar de um quadro grave da doença e voltar para a casa curada. A alta da paciente foi assinada pelo médico intensivista Pedro Augusto, o qual acompanha diariamente a evolução dos pacientes na ala de isolamento da unidade, que é referência para casos de coronavírus no sertão do estado. Ela permaneceu sob os cuidados do Complexo do dia 24 de abril até o último dia 1º de Maio.

Segundo Dr. Pedro, a assistência inicial que a Sra. Maria do Carmo recebeu na UPA de Patos fez toda a diferença na evolução do quadro da paciente. “A entubação precoce evita que o paciente entre num quadro de decomposição pulmonar, propiciando um descanso ao pulmão e aumentando as chances de recuperação da capacidade respiratória”, explica o médico, lembrando que a conduta do colega da UPA, Dr. Juan Nathan, de entubar a paciente logo quando os sinais se agravaram foi decisivo na evolução positiva dela. Ele recorda que a paciente já chegou em ventilação mecânica no Complexo e que foi mantida assim durante três dias, até o dia 27, quando começou a redução da sedação e, posterior, retirada da ventilação mecânica.

Atendimentos de vítimas de acidentes de trânsito no Hospital de Patos caem quase 30%

O relatório de atendimentos do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, referente ao período de 1º a 30 de abril traz um dado relevante e mostra que a pandemia, apesar de seus efeitos negativos, também traz ganhos para a sociedade. E no caso do Complexo, esse ganho foi atender quase 30% menos pacientes vítimas de acidentes de trânsito neste período. Comparado com os dados de março, que registrou 266 atendimentos em consequência de acidentes de trânsito, em abril, esse número caiu para 209 casos, num decréscimo de 27,27%.
Essa redução, destaca a diretora geral do Complexo, Liliane Sena, coincide com a adoção das medidas de isolamento social adotadas na Paraíba em função da pandemia do Covid-19. Em março, o Complexo já havia registrado uma redução nesse quantitativo em relação a fevereiro, que teve 342 ocorrências, contabilizando, uma redução de 76 atendimentos de um mês para o outro. “Com a restrição de circulação, era natural essa diminuição, mas, atingir quase 30% é um dado muito significativo”, reitera a diretora.
Outro dado relevante é que também foi reduzido, apesar das medidas de isolamento social ter aumentado a circulação de motociclistas em função das entregas de delivery, o número de acidentes envolvendo motos. Enquanto em março foram registradas 233 ocorrências, em abril, esse número ficou em 183 casos. E a medida em que as ações de isolamento foram sendo intensificadas, os números de acidentados também foi diminuindo de 56 casos entre os dias 06 e 12 de abril, para 50 casos, entre os dias 13 e 19/04, para 39 atendimentos, no período de 20 a 26/04, caindo para 21 ocorrências entre os dias 27 e 30 do mês passado.
O relatório de gestão da unidade no tocante a atendimentos às vítimas de violência, durante o mês de abril, também registra redução de 23,07% nos casos em que a vítima foi ferida por arma branca e 13,3% nos casos de agressão física. O registro de feridos por arma de fogo, em relação ao mês passado, infelizmente, ouve um aumento de 22,2%, com nove casos em março e 11 em abril.

Conferência online define fluxo de realização dos testes rápidos para Covid-19 em Patos

Patos, segundo último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado, na noite desta quarta-feira (29), já contabiliza 17 casos confirmados de Covid-19, dos quais, quatro evoluíram para óbito. Referência para tratamento dos casos da doença no sertão, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), atualmente, também é o espaço de testagem para Covid-19 na região. Nesta quarta-feira, através de uma conferência on-line, representantes de diversos órgãos e instituições ligados a saúde, incluindo a Vigilância Epidemiológica, definiram o fluxo para realização dos testes em massa na população. A diretora do Complexo, Liliane Sena, foi uma das participantes do evento.

A testagem, segundo Liliane, só será realizada a partir do 8º dia do início dos sintomas de síndrome gripal (febre, tosse seca, dor de garganta e dor no corpo) e precisa ser agendada conforme fluxo pré-estabelecido. “É necessário que a pessoa espere esse tempo de oito dias para que o sistema imunológico possa produzir anticorpos em quantidade suficiente para o vírus ser detectado pelo teste”, explica a diretora do Complexo.

O fluxo estabelece que a pessoa que apresente sintomas leves ou moderados seja atendida, inicialmente, pelo serviço de saúde de seu município. Após esse atendimento é feito o agendamento, via e-mail, para testagem rápida no CHRDJC. O Complexo, ao receber o e-mail, confirma a data do agendamento, sendo o município de origem responsável para encaminhar o usuário na data e hora marcada pelo Complexo. Ao chegar na unidade hospitalar, o paciente será encaminhado para a sala de sintomático respiratório, onde uma enfermeira da epidemiologia realiza a testagem rápida, cujo resultado sai em 15 minutos. Vale salientar que recomenda-se ao paciente que não venha com acompanhante (exceto em caso de idosos e crianças) e que use, obrigatoriamente, a máscara.

Diante do resultado do teste, há dois encaminhamentos. Quando o IgG e IgM atestarem positivo para a doença, a pessoa é encaminhada para consulta médica e o profissional definirá se é caso de internação ou não, sendo a pessoa também submetida a coleta de Swab, a critério médico. Neste caso, a Epidemiologia do município de origem é acionada para monitorar o paciente, que pode ficar internado ou ser liberado para isolamento em casa. Quando o IgG e IgM dão negativos, o usuário é liberado e orientado a procurar a unidade básica de saúde de seu município para investigação de quadro clínico sugestivo e outras patologias respiratórias.

“Não vamos fazer testes rápidos com demanda espontânea, ou seja, não adianta a pessoa vir ao hospital para fazer o teste antes de seguir esse fluxo que não poderemos atender, pois tudo precisa ser agendado, inclusive, para que o processo ocorra sem transtornos ou tumultos e o paciente precisa também estar notificado no sistema E-SUS VE, cuja responsabilidade de notificação recai sobre o município. É importante também respeitar o prazo de oito dias para poder fazer o teste”, reforça Liliane Sena. Ela lembra que além do Complexo de Patos, o Hospital de Santa Luzia também vai realizar os testes rápidos seguindo o mesmo fluxograma.