Hospital Regional de Patos

Equipe Covid do Complexo de Patos participa de treinamento em parceira com o Cefor com aulas virtuais e presencial

Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas que integram a equipe do setor Covid do Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) estão participando de uma capacitação, com aulas virtuais e presenciais, para melhorar ainda mais a assistência qualificada aos pacientes acometidos pelo coronavírus. O treinamento, realizado em parceria com o Centro Formador de Recursos Humanos da Paraíba – Cefor, denomina-se ‘Projeto de apoio as ações de Educação Permanente em Saúde para profissionais de saúde dos serviços hospitalares da PB’ e além dos profissionais de Patos, estão integrando esse módulo de capacitação funcionários de unidades de saúde estadual das cidades de Pombal, Piancó e Cajazeiras que também têm unidades referências para tratamento de pacientes com Covid-19.

O treinamento começou no último dia 17 e se estenderá durante as duas próximas semanas, com aulas às segundas e quintas-feiras, através da plataforma Google Meet. Nos dias seguintes as aulas ocorrem a aplicação do conhecimento revisado pelos profissionais envolvidos no projeto, dentro dos setores Covid onde eles atuam. No Complexo, 121 profissionais estão sendo treinados. Além das aulas, os participantes do curso ainda fazem acompanhamento pela plataforma Moodle para descrever os momentos vivenciados e trocar experiências adquiridas.

O conteúdo do curso incluiu tópicos como ‘Assistência ao paciente com Covid’, ‘Fisiopatologia do Covid-19 e Oxigenoterapia’, ‘Parada cardiorrespiratória e oxigenoterapia’, ‘Prevenção de lesão por pressão’, ‘Fisioterapia motora’ e ‘Ventilação não invasiva no Covid-19’. “Estamos recebendo um feedback muito positivo de toda a equipe que está participando deste projeto. Os momentos são de trocas de experiências entre os profissionais e supervisores de práticas e isso vai nos possibilitar melhorar ainda mais a assistência qualificada ao paciente acometido pela Covid 19 e que esteja sob nossos cuidados. A equipe está unindo teoria e prática, para que embasados tecnicamente desenvolvam as atividades de forma cada vez mais adequada”, afirma a gerente assistencial do Complexo de Patos, Aretusa Delfino.

Complexo Regional de Patos registra aumento de 23% no número de atendimentos

A procura de atendimento no Hospital Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), que teve redução desde março em função da pandemia, ainda não se normalizou, mas, apresentou um aumento de 23% em julho em relação a junho. Os aumentos mais expressivos foram nos atendimentos ambulatoriais que passaram de 693 para 889 e nas internações que somaram 378, em junho, e subiram para 482, em julho. No mês passado, a unidade que integra a rede estadual de saúde realizou 3.272 atendimentos, destes, 2.383 pacientes foram atendidos na Urgência e Emergência. O Hospital realizou 260 cirurgias, em sete diferentes áreas da Medicina.

Conforme relatório de gestão, o maior número de procedimentos cirúrgicos foi na especialidade Ortopedia, com um total de 134 cirurgias, sendo que dentre esses procedimentos, 27 deles foram realizados em pacientes de zero a 14 anos. As cirurgias gerais aparecem em segundo lugar, com um total de 53 procedimentos, seguida de Vascular, com 31 casos. As cirurgias Oncológicas ficaram na quarta posição com 25 procedimentos. Houve ainda 14 cirurgias bucomaxilo, duas urológicas e uma de Otorrino.

O Centro de Imagens da unidade, que funciona num prédio anexo ao hospital, realizou 1.688 Tomografias, 1.529 Raio X, 139 exames de Ultrassonografia, 18 Ecocardiogramas, 11 Endoscopias, cinco ressonâncias e ainda duas Colonoscopias e mais duas Cintilografias Óssea. Dos 889 atendimentos ambulatoriais da unidade, 460 deles foram de pacientes do Hospital do Bem, 404 foram de retorno da Ortopedia e os outros 25 de retorno de procedimentos da Bucomaxilo.

“Em janeiro e fevereiro, nós mantivemos nossa média mensal que era em torno de 4.700 atendimentos. Em março, no começo da pandemia, começamos a registrar queda nos atendimentos, o que se deu de forma mais acentuada em abril. Em maio e junho tivemos um discreto aumento de atendimento e de junho para cá essa curva vem se mantendo ascendente, tanto que contabilizamos um aumento de 23% nos atendimentos agora em julho”, explica a diretora geral do Complexo, Liliane Sena. Com a retomada gradual das atividades, ela estima que os dados de agosto sejam ainda maiores que os de julho.

Complexo Hospitalar de Patos completa ciclo de 150 dias atuando como referência para casos de Covid-19 com excelentes resultados

Essa sexta-feira (14) não é um dia qualquer, pois ela simboliza um marco para quem trabalha no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos. Isto porque, nesta data, a unidade completa um ciclo de 150 dias, ininterruptos, de atendimento aos pacientes sintomáticos respiratórios com suspeita ou confirmação de Covid-19. E nesse período, a unidade registrou mais de 1000 atendimentos, com 493 internações e comemora o êxito do tratamento na grande maioria dos casos, ou seja, com 359 altas médicas. Outros 22 pacientes se encontram, neste dia 14, internados no setor de isolamento para coronavírus, sendo oito em leitos de enfermarias e 14 na UTI Covid. Infelizmente, neste período, houve o registro de 112 mortes.

O intensivista do setor Covid do Complexo, Dr. Pedro Augusto, que ao longo destes 150 dias esteve à frente dos atendimentos no setor de isolamento junto com uma equipe multidisciplinar composta por outros médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, recepcionistas, pessoal da manutenção e limpeza, reforça o que significa completar esse ciclo de cinco meses de assistência aos pacientes do setor Covid. “Foi e continua sendo um desafio cotidiano estar na linha de frente de combate a pandemia, mas, é gratificante e animador ver que a grande maioria de nossos pacientes conseguiu superar a doença e voltar para casa. A dedicação e esforço de nossa equipe, cada um com sua competência, ofertou um serviço eficaz e humanizado que fez toda a diferença para esses bons resultados”, destaca Dr. Pedro.

O médico lembra também que essa doença ainda assusta por ser algo novo, porque há variações de evolução de quadro, em diferentes faixas etárias. Além de ser uma enfermidade para a qual ainda não se tem antídoto específico que a combata, que evolui muitas vezes de forma bastante rápida e que deixa as pessoas em total isolamento. “Não é fácil lidar com tudo isso, mas estamos enfrentando essa pandemia com muita coragem e força de vontade. É muito difícil ver um paciente morrendo mesmo tendo utilizado todos os recursos da Medicina disponíveis para ajudá-lo, mas ao olhar para trás e fazer um balanço destes 150 dias, constatamos que preservamos muito mais vidas que perdemos para a doença”, diz Dr. Pedro.

A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, lembra que a admissão e alta de pacientes numa unidade de saúde é sempre um acontecimento cotidiano, mas, reitera que as altas do setor de Covid têm um sabor de superação mais que especial. “Essa pandemia que não é uma questão isolada, nem local, nem nacional, é mundial, mexe especialmente com todos os profissionais que, direta ou indiretamente, atuam numa unidade de saúde e como estamos lidando com uma doença nova, que pouco se conhece, que sequer tem uma vacina ou remédio específico, cujos protocolos praticamente foram sendo elaborados a medida em que a doença se manifestou, que evoluiu de maneira diversificada, quando um paciente do isolamento Covid tem alta, isso simboliza que todos os esforços valeram a pena e que aquela cura não é somente do paciente que está voltando para seu lar, é de todos nós, por isso, as altas de Covid nos tocam de maneira ainda mais especial. Constatar que nestes cinco meses conseguimos êxito no tratamento de 359 pacientes, de 493 que estiveram internados em nossa unidade, nos dá a certeza de termos feito a diferença na vida destas pessoas e isso muito nos alegra”, argumenta a diretora.

Dom Eraldo visita Hospital do Bem e leva palavras de apoio, fé e conforto para pacientes, familiares e colaboradores

Uma visita inesperada na manhã desta quarta-feira (12), mas que trouxe benção, conforto espiritual e alegria mudou a rotina, por instantes, do Hospital do Bem, de Patos. É que de surpresa, o Bispo da Diocese, Dom Eraldo da Silva, esteve na unidade para realizar um momento de oração. No hall do Hospital, que trata de pacientes oncológicos e que integra Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, o religioso fez uma pregação dando apoio e força para todos que estão trabalhando e para pacientes que estão sendo assistidos mesmo com a atual conjuntura de pandemia.

O coordenador Administrativo do Hospital do Bem, Thiago Viana, foi quem recepcionou o Bispo que fez um momento de oração com a pregação de palavras de apoio, força e estímulo para os pacientes que estavam sendo atendidos naquele momento, inclusive, os que estavam na sessão de quimioterapia. “Foi uma visita surpreendente que nos encheu de alegria e ânimo e foi um momento ainda mais motivador por tudo o que todos estamos passando”, disse Thiago, lembrando que o Bispo também se dirigiu, especialmente, para os profissionais do Hospital, elogiando-os pela dedicação para manutenção do atendimento regular aos pacientes oncológicos durante a pandemia.

Complexo de Patos realiza ação de monitoramento de seus profissionais com testagem rápida para Covid-19

O resultado da aplicação dos testes rápidos nos profissionais que atuam no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, mostrou que 106 funcionários, de 520 profissionais que se submeteram aos testes, de variadas funções e setores, positivaram para o Covid-19. A testagem em massa de profissionais da unidade que detectou os níveis de IgG e IgM no sangue dos colaboradores, atestando ou não a identificação do coronavirus no organismo, foi feita em julho. Os profissionais que positivaram foram afastados de suas funções e permaneceram sob observação e isolamento durante 14 dias, conforme preconiza os protocolos do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde. Vale lembrar que boa parte dos que positivaram nos testes não manifestaram sinais da doença.

            Os exames foram realizados pelo Núcleo Hospitalar de Vigilância Epidemiológica e foi feito nas equipes diurnas e noturnas, obedecendo um calendário setorial, que evitou aglomerações e filas no procedimento.   A diretora geral da unidade, Liliane Sena, explica que o objetivo da testagem em massa foi identificar novos focos de transmissão da Covid-19 entre os trabalhadores e assim assegurar uma melhor assistência preventiva para os profissionais do Complexo e ainda mais segurança para a população assistida.

             “Fizemos um agendamento por setor de maneira a evitar aglomeração e longa espera e os testes foram feitos nos plantões dos profissionais, para que eles não precisassem sair de casa para fazer o teste. Por isso, levamos alguns dias para concluir a testagem que também incluiu os profissionais que só vêm ao hospital uma vez na semana”, afirma Liliane, lembrando que a ação seguiu orientação da Secretaria de Saúde, de realização de testagem em massa, em um único momento. Ainda segundo Liliane, terminada essa ação, a unidade ficará agora testando apenas os sintomáticos respiratórios como já vínha fazendo. A diretora destaca ainda que os serviços da unidade não sofreram alterações em função do afastamento dos colaboradores, uma vez que as licenças médicas não se deram simultaneamente e ainda houve reescalonamento de plantões que asseguraram a prestação de serviços sem comprometimento algum para os pacientes.

 O teste rápido do Complexo usa uma amostra de sangue O Complexo realizou a aplicação dos testes rápidos com os profissionais da unidade 106 colaboradores do Complexo atestaram positivo para o Covid-19. A maior parte deles era assintomáticos

Complexo Regional de Patos registra aumento nos atendimentos de vítimas de acidentes em julho

O balanço de atividades do Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) relativo ao período do dia 01 a 31 de julho, no que diz respeito aos serviços de Urgência e Emergência de vítimas de acidentes de trânsito registrou, pelo segundo mês consecutivo, um sensível aumento nos atendimentos de julho em relação a junho e maio. Enquanto no mês de maio houve redução no número de acidentes, reflexo das medidas de isolamento social que diminuiu a circulação de pessoas nas ruas e estradas e, consequentemente, o número de acidentes, os dados de junho já mostraram discreto aumento. Em maio foram 174 ocorrências, em junho outras 200 e em julho 210 atendimentos.

Dos 210 atendimentos de registros de acidentes no mês passado, 185 foram de vítimas que se envolveram em acidentes com motocicletas. Os acidentes com bicicleta foram os de segunda maior incidência, com 14 ocorrências e em terceiro lugar em atendimentos ficaram os acidentes com automóvel, com sete casos. O registro de entradas no CHRDJC de vítimas de acidentes ainda contabilizou três atropelamentos e um acidente com veículo de tração animal entre os dias 1º e 31 de julho.

Os dados referentes a atendimentos com vítimas de violência durante o mês de julho totalizaram mais 33 casos, sendo 14 por ferimentos causados por arma branca, 12 ocorrências de agressão física e sete pessoas feridas por armas de fogo. Comparando os dados de junho, que totalizaram 24 casos, houve também sensível aumento de registros de vítimas de violência.

Dom Eraldo se reúne com diretora do Complexo Hospitalar de Patos para definir prioridade da unidade para receber doação da Diocese

Um importante equipamento será doado pela Diocese de Patos ao Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro o que vai possibilitar que a unidade, que é referência em saúde pública para mais de 80 municípios do sertão, possa atender ainda melhor seus pacientes. Essa semana, a diretora geral do Complexo, Liliane Sena, se reuniu com o Bispo da Diocese, Dom Eraldo da Silva, para avaliar qual seria a prioridade do objeto da doação da igreja.

            A compra será efetuada com recursos da Diocese e será incorporado ao patrimônio do Hospital na modalidade de doação. “Já havia me reunido com Dom Eraldo e, na época definimos que a doação seria de um respirador, mas, houve problemas com a empresa fornecedora, que não entregou o equipamento, e devolveu o valor da compra. E é com esses recursos que a Diocese deverá efetuar a compra de itens imprescindíveis para um hospital que ainda estamos definindo o que será”, destaca Liliane.

            Ainda segundo Liliane a ajuda da Diocese de Patos que, inclusive, já doou EPI’s para a unidade, é de suma importância. “Essa iniciativa da Diocese de doar itens e equipamentos enaltece a missão cristã de ajudar ao próximo, na medida que contribui para a melhoria de nossa prestação de serviço à população e nós estamos muito gratos por essa ajuda”, destaca Liliane. De acordo com divulgação da Diocese, os itens doados são adquiridos com recursos próprios.

O Bispo de Patos, Dom Erado, com a diretora do Complexo, Liliane Sena

Ex-paciente do Complexo Hospitalar de Patos faz homenagem e agradecimentos à equipe da unidade após alta do isolamento Covid

Os dados oficiais sobre a pandemia mostram que bem mais gente supera o Covid-19 que sucumbi a letalidade do vírus. Os números mais recentes atestam que mais de 15 milhões de pessoas no mundo foram infectados, mais de 8 milhões se recuperaram da doença, contudo, cerca de 600 mil vidas foram perdidas nesta batalha. No Brasil, mais de 2 milhões de pessoas já foram infectados, 1,5 milhão se recuperou e quase 83 mil pessoas morreram por complicações causados pelo coronavírus. Em Patos, interior da Paraíba, das 2263 pessoas infectadas, 63 foram a óbito. A funcionária pública estadual Geralda Bezerra da Silva, que foi paciente do isolamento Covid-19, do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC) faz parte desta estatística. Geralda se recuperou, depois de 10 dias interna no isolamento Covid e na manhã desta quinta-feira (23), ela retornou a unidade para fazer uma homenagem aos profissionais do Complexo. Na ocasião, ela reconheceu publicamente o empenho, dedicação e acolhimento humanizado da equipe, especialmente, com os pacientes do setor Covid.

E a homenagem da Sra. Geralda além do sentido da gratidão, teve também um pedido de desculpas. Isto porque, antes de ser internada, ela invadiu o setor Covid e até agrediu verbalmente funcionários. “Nada justifica as minhas atitudes”, afirma Geralda, que fez questão de ler um texto, no hall de entrada na unidade, nesta quinta-feira, na presença de funcionários e colaboradores do Complexo. “Eu quis fazer essa retratação pública porque eu precisava me desculpar por tudo o que fiz e mais que isso reconhecer o tratamento, acolhimento, carinho e cuidados que recebi enquanto estava doente e sob os cuidados das pessoas que eu tanto critiquei e machuquei. Hoje, tenho outra visão do hospital”, atesta ela que acha que, provavelmente, contraiu o Covid ao adentrar as dependências do isolamento, sem autorização.

Na carta de três páginas, ela ainda faz agradecimentos dirigidos a vários funcionários, de diversos setores e de diferentes funções que, entre os dias 23 de junho quando foi admitida como paciente do isolamento Covid, até o dia 02 de julho, quando teve alta, foram fundamentais no seu processo de recuperação. Mãe de quatro filhos, já avó e com uma família numerosa de 13 irmãos, Geralda diz que estava bastante fragilizada pelas mortes de familiares que teve em maio e em junho e quando se viu interna e isolada perdeu o estímulo pela vida. “Não queria falar com ninguém. Essa doença é terrível, Acaba com a nossa autoestima e alegria de viver e nos deixa numa situação muito vulnerável”, afirma ela.

Uma pessoa de fé e temente a Deus, ela afirma que em determinados momentos de seu tratamento até sua devoção foi testada. “Quando a gente se vê numa situação de tanta fragilidade, começa a se questionar. Você chega a se sentir um lixo. Algumas pessoas reagem, outra não. Mas, Deus me deu a oportunidade de enxergar o que eu não via antes. Vi pessoas morrerem do meu lado, outras se recuperarem, e sempre testemunhei médicos e profissionais darem o seu melhor para salvá-las. Ali, naquele isolamento, encontrei pessoas que lutavam diuturnamente, com todos os esforços possíveis, para salvar vidas e só ai entendi que foi preciso passar por essa experiência dolorosa para compreender o valor que tem esses profissionais que estão se doando, colocando em risco até suas próprias vidas, para salvar seu próximo”, afirma Geralda.

Antes de testar positivo para Covid, através do teste de Swab, Geralda tinha feito três outros testes rápidos e todos atestaram negativo. “Isso serve de alerta para muita gente que testa um falso negativo e pode estar por ai transmitindo o vírus”, adverte ela que durante os 10 dias que permaneceu internada no hospital de Patos não chegou a usar ventilação invasiva, mas teve uma baixa saturação e dificuldades de respirar. Muitos momentos foram marcantes, segundo ela, no período em que ficou internada no isolamento, mas, um em especial ela se recorda. Foi quando tomou seu primeiro banho fora da cama, dado por funcionários do hospital, que ela sentiu seu reencontro com Deus e começou, a partir dali, a reunir forças para dar a volta por cima e ressurgir. “Lembrei de uma passagem bíblica que diz assim ‘Não temas que sou contigo e não te assombres que sou teu Deus’. Naquele momento senti a força divina me invadir”, destaca ela.

Na carta que Geralda leu em voz alta, no hall do hospital, na manhã desta quinta-feira, ela agradece a toda equipe, mas, faz menção nominal a alguns médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos, ao pessoal da nutrição, enfim, a todos que direta ou indiretamente contribuíram com o seu tratamento e para a sua recuperação. “Foram cada um de vocês que me fizeram voltar a ver que eu podia viver, vocês foram usados por Deus para me fazer enxergar o valor de cada momento. Agora posso dizer: vencemos o Covid-19 e agradeço a todos vocês de coração”, finaliza ela no texto que retrata um pouco do cotidiano de doação, amor, humanização, profissionalização e acolhimento dos pacientes pelos profissionais do Complexo, especialmente, os que estão diretamente envolvidos na árdua, porém, nobre missão de tratar dos doentes com coronavírus.

“Como a gente diz sempre aqui, cada alta é o coroamento de uma vitória coletiva, pois, especialmente, nesta doença, onde o paciente não pode ter ninguém da família perto, cada profissional, além de desempenhar sua função, também se doa como ser humano até como forma de suprir essa ausência de um ente familiar, então, quando um paciente do setor Covid tem alta deixa conosco um pouco de si e leva também um pouco de nós, daí a alegria ser redobrada”, finaliza a diretora geral do Complexo, Liliane Sena.

Profissionais que atuam na urgência do Complexo de Patos participam de treinamento sobre controle hídrico dos pacientes

O Balanço hídrico é fundamental ao controle do tratamento do paciente, pois é o processo que envolve a mensuração e registro do total de líquidos infundidos, ingeridos e eliminados pelo paciente em um período de 24 horas, com o objetivo de verificar perdas e/ou ganhos de líquidos e eletrólitos. Esse controle permite melhor orientar a equipe multiprofissional na definição das condutas clínicas mais apropriadas para cada caso. E foi com o objetivo de implantar esse controle na Sala Vermelha da Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) que foi realizada, nesta terça-feira (21), uma atividade de educação permanente com os profissionais que atuam no setor. Esse controle que já existia em outros setores do hospital passa agora a ser feito também na Urgência.

A coordenadora de Enfermagem da Urgência, Ingrid Rodrigues e a coordenadora de Enfermagem da UTI, Lorena Maria foram as facilitadoras do treinamento que revisou conhecimentos sobre os fatores que influenciam as perdas líquidas, o volume eliminado, assim como a distribuição dos líquidos no organismo e sua fisiologia. “Um controle hídrico eficiente é feito através da subtração entre o volume total de líquidos administrados e volume total dos eliminados. O balanço hídrico será positivo quando o volume dos administrados for maior que o dos eliminados e será negativo quando o volume dos eliminados for maior que o dos administrados”, explica Ingrid.

Ainda segundo a coordenadora, os valores de líquidos infundidos, bem como os líquidos que são expelidos pelo paciente passarão a ser registrados e traduzidos em números o que vai melhor auxiliar os médicos no momento da melhor conduta a ser tomada para cada caso. “A partir de hoje, as equipes de enfermagem passam a monitorar também esse controle hídrico tornando esse procedimento uma rotina diária para todos os pacientes que passarem pela Sala Vermelha da Urgência aperfeiçoando, ainda mais, a nossa assistência”, finaliza Ingrid Rodrigues.

Hospital do Bem realizou mais de 2,5 mil atendimentos ambulatoriais no primeiro semestre

O Hospital do Bem – unidade de oncologia do Sertão – contabilizou a realização de 1108 sessões de quimioterapia e 2549 atendimentos ambulatoriais, em pacientes de várias cidades do interior do estado. A unidade, que integra o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, não parou seus atendimentos na pandemia, inclusive as cirurgias, apenas redobrou os cuidados para atender esse público considerado de risco, adotando outras medidas de prevenção. Entre janeiro e junho, de acordo com o relatório de gestão, a unidade realizou ainda 229 cirurgias oncológicas e vários outros procedimentos.

Além dos atendimentos no ambulatório, das sessões de quimioterapia e das cirurgias, o Hospital do Bem realizou, no primeiro semestre deste ano, 29 biopsias prostáticas, 25 punções de mama por agulha grossa, 20 biópsias de colo uterino, 19 exereses de nódulo de mama (uma cirurgia que faz a retirada de nódulos mamários benignos, geralmente os fibroadenomas) e três exéreses de colo uterino.

O Hospital do Bem, que completará dois anos de funcionamento em setembro próximo, tem atendimento ambulatorial, tratamento quimioterápico e cirúrgico para quatro tipos de câncer: pele, próstata, mama e colo de útero. A sala de quimioterapia tem capacidade para atender dez pacientes simultaneamente, inclusive, com os acompanhantes que, em função da pandemia, não estão mais permanecendo nas sessões da sala de quimioterapia como forma preventiva. A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, explica que essa medida foi tomada para proteger os pacientes cuja imunidade durante o tratamento fica mais suscetível e frágil.

O Hospital do Bem só atende pacientes regulados, ou seja, com consultas e procedimentos já agendados previamente, via Secretarias de Saúde dos municípios, através da Central de Regulação do Estado. Nestes primeiros seis meses do ano, os dois tipos de maior incidência de câncer atendidos na unidade foram os de mama e de próstata.