Jeová Campos

As ruas serão o palco da resistência de quem quer um país livre, soberano e democrático afirma deputado Jeová Campos

Posted on

 

“Todo poder emana do povo. Essa frase é forte, bonita, democrática, verdadeira e assertiva. Faz gosto ouvi-la e mais ainda vê-la ser colocada em prática. Em sua versão original, ocupa posição de destaque na Constituição de 1988, logo no Artigo 1º, parágrafo único: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Mas, estão querendo tirar do povo esse poder e os brasileiros não aceitarão isso. Iremos ocupar as ruas, aliás, já ocupamos porque as ruas deste país, de Norte a Sul, se transformaram no palco da resistência de quem quer um país livre, soberano e democrático”, afirmou hoje (06), o deputado estadual Jeová Campos. O parlamentar foi um dos muitos paraibanos que participou, nesta sexta-feira, no Centro de João Pessoa, dos protestos contra a prisão do ex-presidente Lula.

Segundo o deputado, a população brasileira está nas ruas mandando um recado muito claro para a elite dominante e para quem acha que, ao arrepio da Lei e desrespeitando a Constituição Federal, vai conseguir encerrar com a carreira de um dos mais notáveis políticos do país e o maior líder político nacional na atualidade. “Os protestos que foram realizados hoje em todo o país refletem não apenas a contrariedade com os absurdos jurídicos deste processo do triplex, que é furado, fajuto, insustentável, uma aberração jurídica feita por encomenda, mas, também a mais pura expressão da indignação de brasileiros que querem um país democrático, soberano, mais justo e também ter o direito de votar em Lula se ele quiser ser candidato”, enfatiza Jeová.

Esse processo do tríplex do Guarujá, segundo o deputado que também é advogado, vai entrar para história das muitas vergonhas do judiciário brasileiro. “Eu volto a insistir que o princípio da inocência não foi respeitado, que ao decretar a prisão de Lula, já o condenaram sem ter uma sentença definitiva. Não podemos, nem vamos aceitar isso de braços cruzados. É preciso tomar as ruas e mostrar que o poder emana do povo e em prol dele precisa ser exercido”, destaca o deputado que ficou encantado com o engajamento espontâneo das pessoas. “Foi lindo ver crianças, jovens, adultos, velhos, estudantes, abastados ou não, chegando, se unindo, caminhando, protestando, gritando palavras de ordem em um uníssimo coro: Lula Livre!”.

Audiência Pública identifica que um bancário faz cerca de 10 mil atendimentos mês na agência da Caixa Econômica de Mamanguape

Posted on

 Durante a audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa, nesta sexta-feira (06), na sede da Câmara Municipal da cidade de Mamanguape, se constatou que um bancário que atua na referida unidade bancária chega a fazer até 10 mil atendimentos/mês, o que explica a verdadeira via crucis que clientes da agência passam quando precisam resolver algo. “Isso é um absurdo, é um completo desrespeito tanto ao profissional, que com tamanha demanda não consegue atender a contento, e aos clientes e correntistas, que merecem ter um tratamento digno, sem ter que enfrentar longas filas e um tempo exorbitante de espera para ser atendido”, afirmou o deputado estadual Jeová Campos, autor da propositura de realização da audiência pública.

“A audiência foi muito qualificada, tanto no que diz respeito a presença da representação da superintendência da Caixa Econômica Federal, do sindicato dos bancários, Procon, muitos vereadores de cidades circunvizinhas, lideranças de Cuité, de Capim, Mamanguape, e produtiva em relação aos debates que foram bem esclarecedores”, avalia o parlamentar. Segundo Jeová, a partir das colocações de hoje, foi montado um Plano de Emergência que será encaminhado à Superintendência da Caixa. “É preciso que a Caixa adote providências urgentes para rever esse quadro, ampliar o número de profissionais na agência é algo urgente e necessário”, reiterou Jeová.

O parlamentar fez uma censura pública em relação ao Banco do Brasil que foi devidamente convidado pela Assembleia Legislativa para participar da audiência e não compareceu. “O fechamento de agências e redução de outras, não apenas da Caixa, mas também do BB, além de agentes lotéricos reduziu as opções da população da Região Metropolitana do Vale do Mamanguape, que totaliza um universo de mais de 120 mil pessoas, terem suas demandas bancárias atendidas a contento e é preciso mudar essa realidade que faz hoje as pessoas esperarem muitas horas, em filas enormes, expostas ao sol e chuva, para resolver questões corriqueiras e o Banco do Brasil também deveria estar aqui presente, mas, nem mandou representante”, criticou o parlamentar.

  O prédio onde funciona a agência bancária da CEF de Mamanguape, segundo denuncia que chegou ao gabinete do parlamentar, também é pequeno e não comporta a demanda de usuários que diariamente procura o banco para resolver seus assuntos financeiros. “Isso também é outra questão que a Caixa precisa resolver”, disse Jeová. As propostas do Plano Emergencial foram entregues aos representantes da Caixa no final da audiência. “Vamos acompanhar a solução destes problemas de perto”, finalizou Jeová.

Deputado Jeová Campos reitera importância da Paraíba ter um novo governo que continue olhando para a frente

Posted on

 

“Alguém pode até não simpatizar com Ricardo Coutinho, mas, não pode desconhecer que esse governo, nos últimos anos, recolocou à Paraíba no caminho do desenvolvimento, melhorou seus indicadores, fez o Estado crescer e evoluir, enfim, não se pode ignorar tudo o que a Paraíba avançou no atual governo e para que esse projeto político não sofra descontinuidade é preciso que elegemos alguém comprometido com esse projeto de desenvolvimento e progresso”, disse o deputado estadual Jeová Campos, um dos muitos socialistas presentes ao encontro Estadual da Legenda, que reuniu, na noite desta quinta-feira (05), no Clube Cabo Branco, em João Pessoa, lideranças, militantes, políticos e o governador Ricardo Coutinho, além do pré-candidato ao governo pela legenda, João Azevedo.

Sobre a indicação do nome de João Azevedo, Jeová foi enfático: “É um excelente quadro, um técnico muito competente, tem uma visão macro de todas as ações que foram e estão sendo desenvolvidas na Paraíba e, sobretudo, tem compromisso com esse projeto político que fez nosso Estado crescer, se desenvolver e prosperar”, reiterou Jeová.

Sobre decisão de RC continuar no governo

A respeito da decisão do governador Ricardo Coutinho de permanecer no cargo, ao invés de se desincompatibilizar do cargo e lançar-se candidato ao Senado, como muitos haviam especulado, o parlamentar também foi incisivo. “Essa decisão cabia unicamente a ele, mas, de antemão, posso dizer que essa decisão representa um desprendimento pessoal de Ricardo em nome de um projeto muito maior que é a Paraíba”, afirmou Jeová.

Deputado Jeová Campos convida os simpatizantes de seu mandato e a população em geral para participar do Movimento da Resistência

Posted on

“Convido todas as pessoas identificadas com o nosso mandato, minhas defesas e minha luta pela Democracia a participar, a partir das 14h, em frente ao Liceu Paraibano, do movimento em defesa da Constituição Federal, da Ordem Jurídica, das liberdades fundamentais da pessoa humana e, mais que tudo, contra esse outro golpe e pela liberdade de Lula e em defesa do Brasil”, afirmou o deputado estadual Jeová Campos (PSB).

“É preciso que o povo tome as ruas, grite, lute, se manifeste, mostre sua indignação com essa prisão arbitrária, ao arrepio da Constituição, que tornou réu, e antecipadamente, culpado um cidadão que fez história neste país defendendo a classe menos favorecida, espalhando escolas e universidades, dando oportunidades para os mais humildes, que teve um olhar especial com o Nordeste, levando água aos rincões do sertão nordestino com a Transposição, enfim, o maior líder político deste país na atualidade”, reiterou Jeová.

Ainda segundo o deputado, que também é advogado, é preciso resistir neste instante. “Lula não pode ser preso com a violação da ordem constitucional. O princípio da inocência é um princípio soberano, é um princípio de direito universal e natural, não é possível, que permitamos que se rasgue a Constituição Federal, que se rompa com a institucionalidade em defesa de interesses escusos e promíscuos que são os interesses dos grandes capitalistas”, finalizou Jeová.

Infelizmente o STF cedeu às pressões da burocracia judicial e não respeitou o que diz a Constituição afirma Jeová sobre julgamento

Posted on

          “Infelizmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) cedeu às pressões da burocracia judicial e não levou em consideração o direito universal que é a presunção de inocência, que não é um direito desta ou daquela pessoa, é um direito de todos, sem distinção”, disse o deputado estadual Jeová Campos, referindo-se ao do julgamento do habeas corpus que garantiria a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a decisão do STF por 6 votos a 5, Lula pode ser preso após esgotados todos os recursos no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

          “A crise está se aguçando e minha angustia cresce na proporção que eu percebo que não estamos reagindo à altura que a conjuntura exige, porque são muitos direitos aviltados e suprimidos nos últimos tempos. O retrocesso é profundo e precisamos encontrar uma nova forma de caminhar e avançar, preservando o Estado Democrático de Direito e os direitos conquistados”, afirmou o parlamentar.

          Jeová, que também é advogado, lamentou o resultado do julgamento de ontem no STF. “Esse foi um dia triste e negro para a democracia e para o Brasil, pois essa decisão condena um réu sem provas e ainda sem sentença definitiva”, finaliza o deputado.

Espero que o STF se mantenha guardião da Constituição e não ceda às pressões da burocracia judicial afirma Jeová sobre o julgamento

Posted on

“Nesta quarta-feira (04), o Brasil vai estar diante de um debate. Ou seja vamos ver se o Supremo Tribunal Federal (STF) vai resolver ser o guardião e defensor da Constituição Federal ou se, infelizmente, vai ceder às pressões da burocracia judicial que quer limitar um direito universal que é a presunção de inocência, que não é um direito desta ou daquela pessoa, mas, o princípio da inocência”, disse hoje (03), o deputado estadual Jeová Campos. O parlamentar se referia ao julgamento do habeas corpus que poderá garantir a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4), com uma pena de 12 anos e 1 mês de prisão, em regime fechado, no processo do tríplex do Guarujá (SP).

O parlamentar que também é advogado lembra que está bem clara na Declaração dos Direitos Humanos que ninguém pode ser considerado culpado antes de uma decisão transitada e julgada. “Os tribunais estão ai para mostrar, com seus números, que os recursos em tribunais superiores, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior do Trabalho, Tribunal Superior Eleitoral, em regra, de cada 100 casos, cerca de 25 são dados provimento. Então não tem como aplicar uma pena precocemente porque é preciso assegurar os recursos que são uma garantia inalienável, irrenunciável, é preciso que se respeite o transito em julgado como consequência natural do princípio da inocência”, argumenta Jeová.

Ainda segundo Jeová, não se trata, neste instante, de fazer a defesa desta ou daquela pessoa. “Seja Lula ou qualquer outro, o que é preciso é defender um princípio universal de Direito, que é o princípio da inocência, por isso, esperamos que amanhã, o Supremo Tribunal Federal tome a decisão correta no habeas corpus do ex-presidente Lula, no sentido de que a execução de qualquer pena que lhe for imposta só possa acontecer depois de vencido todos os prazos e todos os recursos, o chamado trânsito em julgado. Esperamos por Justiça e clamamos por Justiça e, sobretudo pelo respeito a Constituição Federal em seu artigo 5º”, finaliza o deputado.

Encontro de militantes do PSB em Cajazeiras mostra força das pré-candidaturas de João, Gervásio e Jeová Campos

Posted on

“Foi uma noite linda, fantástica, onde pudemos sentir o entusiasmo do povo, ter a verdadeira percepção de que as pessoas entenderam que o nosso mandato merece ser renovado, que precisamos ter na Câmara Federal um político comprometido com a Paraíba e no comando do governo do estado alguém que possa dar continuidade as ações que colocaram a Paraíba no caminho do progresso e desenvolvimento”, disse o deputado Jeová Campos, logo após o encerramento do encontro que reuniu militantes do PSB e lideranças políticas de partidos aliados de vários municípios do sertão paraibano, na noite desta segunda-feira (26), na sede da AABB, em Cajazeiras.

Jeová, que pretende disputar novo mandato na ALPB chegou a sede do clube acompanhado do presidente da ALPB e pré-candidato a deputado federal, Gervásio Maia Filho, em seguida, eles recepcionaram, o secretário de Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Estado e pré-candidato ao governo nas próximas eleições, João Azevedo (PSB). Juntos, os três se dirigiram a mesa de autoridades sendo no caminho muito abraçados pela militância e lideranças políticas da região que lotaram a sede da AABB, fazendo uma grande festa, que mostrou a força das pré-candidaturas em questão.

Em sua fala, Gervásio Maia Filho fez um contraponto entre os desmandos do governo federal frente ao equilíbrio do atual governo da Paraíba, ressaltando a importância do eleitor estar atento não apenas as propostas, mas ao histórico dos candidatos. Em seguida, falou João Azevedo que fez um breve relato dos avanços do governo estadual, com ênfase nas áreas de educação, saúde e infraestrutura, mostrando indicadores que apontam que a Paraíba está muito melhor. Em seu discurso, João Azevedo criticou a proibição dele participar das plenárias do orçamento democrático, lembrando que a tese de que ele não pode porque é pré-candidato não se sustenta em função do prazo de descompatibilização não ter sido esgotado e também pelo fato dele fazer isso há oito anos.

“Estou muito feliz pois atingimos nosso objetivo que era o de reunir a militância para estreitar a relação dos prefeitos, vereadores, suplentes e lideranças políticas e comunitárias da região com nossa pré-candidatura e as de João Azevedo (governo estadual) e Gervásio Maia (Câmara Federal)”, disse Jeová, que criticou fortemente a decisão monocrática de um membro do Tribunal Regional Eleitoral de proibir João Azevedo de participar das plenárias do OD, reiterou que eleições sem Lula é outro golpe na democracia brasileira, lembrou das lutas de seu mandato, enalteceu os avanços do governo do PSB na Paraíba e encerrou seu discurso agradecendo a presença de toda a militância. “Essa noite foi memorável. Saio daqui quase sem voz, mas com o coração cheio de alegria”, finalizou Jeová.

Encontro de militantes do PSB em Cajazeiras vai debater o presente e o futuro da Paraíba afirma deputado Jeová Campos

Posted on

O secretário de Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Estado e pré-candidato ao governo nas próximas eleições, João Azevedo (PSB), o presidente da Assembleia Legislativa, Gervásio Maia (PSB) e o deputado estadual Jeová Campos (PSB) vão se reunir, logo mais, a partir das 19h, na sede da AABB de Cajazeiras. O evento, que deve reunir além dos militantes do PSB, as lideranças políticas de partidos aliados, segundo o deputado Jeová campos vai debater o presente e futuro da Paraíba.

“Esse debate terá um alto nível e uma qualidade indiscutível, haja vista a presença de uma grande turma que vem se irmanar e debater temas que interessam a Paraíba e sua gente. Esse será, sem dúvida, um grande encontro”, afirma Jeová. O parlamentar e também pré-candidato a renovação do mandato na ALPB lembra que o evento terá também como propósito estreitar a relação dos prefeitos, vereadores, suplentes e lideranças políticas e comunitárias da região com os pré-candidatos João Azevedo (governo estadual) e Gervásio Maia (Câmara Federal).

Deputado Jeová parabeniza ação coletiva dos moradores de Carrapateira que reconstrói barragem destruída pelas chuvas

Posted on

A força da água das chuvas destruiu, recentemente, uma barragem em Carrapateiras, mas, ao invés de esperar que o Poder Público fosse resolver a situação, o que demandaria mais tempo em função da burocracia que envolve obras no setor público, um grupo de moradores da localidade se uniu e resolveu realizar o conserto da barragem em forma de mutirão. No último sábado (24), o deputado estadual Jeová Campos, acompanhado de Marcos, do PT, foi ver a ação coletiva que vai beneficiar toda a comunidade.

“Essa barragem foi destruída em função das fortes chuvas que caíram na região  e a população se uniu, de forma solidária, cada um ao seu modo e competência, para comprar o cimento, a areia, enfim fazer a reconstrução da barragem, numa demonstração e iniciativa que merece todo o meu apreço e admiração. Parabéns a essa gente brava, valente, corajosa e decente de Carrapateiras, cuja iniciativa merece ser destacada”, afirmou Jeová, que fez questão de ir ver in loco a execução do conserto.

Desembargador Siro Darlan diz que combate às drogas no Brasil é equivocado e defende legalização para enfraquecer o crime organizado

Posted on

Repressão ou liberdade? O que é melhor? Liberar ou proibir o uso de drogas no Brasil? Essas e outras questões foram abordadas e debatidas nesta sexta-feira (23), durante uma audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa da Paraíba, em conjunto com a Câmara Municipal de João Pessoa. Coube ao desembargador Siro Darlan, um paraibano radicado no Rio de Janeiro, discorrer sobre o tema “A segurança pública no Brasil e políticas sobre drogas: o que fazer?”. Para o magistrado, a legalização seria a melhor forma de acabar com os problemas provocados pelo tráfico. “As drogas são ruins, mas a guerra às drogas é muito pior e mata muito mais”, disse ele, que aproveitou o início da audiência e fez uma homenagem a vereadora carioca, Marielle Franco, assassinada  no dia 14 de março, com a apresentação de uma foto da parlamentar durante uma entrevista.

O desembargador lembrou que é infinitamente maior o número de pessoas que morrem por causa dessa nociva e sanguinária guerra do que pelo consumo das próprias drogas. “No Brasil, a taxa de homicídios é de, aproximadamente, 26 homicídios por cada 100 mil habitantes. Grande parte desses homicídios está relacionada aos conflitos estabelecidos nas disputas pelo mercado ilegal e na sanguinária política baseada na guerra contra as drogas”, disse Darlan. Ele afirmou que passados 100 anos da proibição das drogas, com seus mais de 40 anos de guerra, os resultados são mortes, prisões superlotadas, doenças contagiosas se espalhando, milhares de vidas destruídas e nenhuma redução na circulação das substâncias proibidas. “Sob qualquer ângulo a proibição é uma política falida”, reiterou o desembargador.

No entendimento de Darlan não são as drogas que causam violência. “O que causa violência é a proibição. A produção e comércio de drogas não são atividades violentas em si mesmas. Não há pessoas fortemente armadas, trocando tiros nas ruas, junto a fábricas de cerveja ou junto a postos de venda dessas e outras bebidas, mas isso já aconteceu, nos EUA, entre 1920 e 1933, quando o álcool foi proibido naquele país. Só existem armas e violência na produção e no comércio de maconha, cocaína e das demais drogas tornadas ilícitas porque o mercado é ilegal. É a ilegalidade que cria e coloca no mercado empresas criminalizadas que se valem de armas não apenas para enfrentar a repressão”, argumentou o magistrado, lembrando que a política proibicionista naturalmente impulsiona a expansão de facções, gangues, carteis, máfias e outros grupos clandestinos.

Legalizar, para Siro Darlan, não significa permissividade ou liberação geral. “Ao contrário, a legalização significaria o fim do mercado clandestino e, assim o começo de regulação de todas as drogas. Legalizar significa exatamente regular e controlar. Não é verdade que se legalizar haverá um aumento incontrolável do consumo, como muitos temem. Não há qualquer indicação concreta de que isto poderá acontecer. Legalizar não significa aprovação de qualquer droga, mas apenas a decisão racional de pôr fim aos maiores riscos, danos, sofrimentos causados quando tais substâncias são objeto de proibição”, defendeu ele.

Abordando as estatísticas de criminalidade e violência ligadas à guerra contra às drogas, o desembargador argumentou que, no ano passado, 110 policiais militares e civis foram assassinadas e este ano 30 policiais já morreram no Rio de Janeiro e, no caso específico da capital fluminense, ele lembrou que os habitantes das comunidades são pobres, pretos e muitos são nordestinos e que estereotipar, etiquetar as pessoas que moram nestas comunidades como criminosos é o verdadeiro crime que se deve combater. “Nós estamos vivendo uma guerra, antes não oficialmente declarada e agora declarada com a presença das forças armadas no Rio de Janeiro e eu me questiono será que são as drogas que estamos combatendo?”, disse Siro Darlan.

Para o desembargador, é preciso acabar com a hipocrisia que é a marca registrada do processo educacional brasileiro. “Quem é que diz que maconha, cocaína e outras drogas causam mal. É um departamento que estabelece e enumera quais são as drogas ilícitas e isso é absolutamente antidemocrático. Quero trazer uma reflexão em cima deste tema. São 40 anos de guerra perdida como é perdida sem nenhum medo de errar essa nova intervenção militar no Rio de janeiro. As forças armadas, instituição da maior respeitabilidade, que deve ser resguardada para proteger o patrimônio, o território e os bens de nossas pátria não pode ser diminuída com uma atuação de poder de polícia, que atribuição dos policiais civis e militares de cada unidade da Federação”, destacou Siro Darlan.

Para ele, esse combate as drogas no Brasil é equivocado. “Ele faz com que nós tenhamos 700 mil brasileiros e brasileiras privados da liberdade, quando 70% deles poderiam estar em liberdade sem nenhum risco para segurança pública e a utilização deste orçamento perdido no sistema penitenciário poderia estar sendo direcionado para educar a população, para construir escolas e mostrar a sociedade os malefícios das drogas”, destacou o magistrado. Outro equívoco, segundo Darlan, é dizer que a maconha é a porta de entrada para outras drogas. “Quem disse isso, quem comprovou isso? Não há nenhum estudo sério que aposte nesta teoria e nós repetimos isso. Ela é apenas a droga mais fácil de ser conseguida e portanto a mais consumida, por isso, é natural e previsível que a maioria dos usuários de drogas ilícitas comece por ela, mas isso não significa de que a maconha seja a porta de entrada, mas apenas uma decorrência do lugar comum”, afirmou.

Siro Darlan, no entanto, enfatizou que a sua forma de pensar em nenhum momento pode ser entendida como apologia ao uso de drogas. “As drogas fazem mal, aliás, todo tipo de droga faz mal, mas sem nem perceber nós fazemos uso de droga diuturnamente, porque tomamos vinho, cerveja, mas temos a liberdade de escolher qual é a dose que faz bem e qual a que faz mal, qual é o nível de droga que nos dá prazer, que nos causa bem estar e qual é o excesso que vai se transformar em mal. O mesmo raciocínio se aplica as drogas ilícitas. Cheirar uma carreirinha de cocaína, de vez em quando, pode dar prazer a muita gente e não necessariamente causar atos de violência. da mesma forma que tomar uma dose de bebida, socialmente e com responsabilidade, nenhum mal nos causará. O mais importante é que nós sejamos livres, como diz a Carta dos Direito Humanos, livres para escolher a forma prazerosa de vida ou de morte”, finalizou Siro Darlan.

O advogado e deputado estadual, autor da iniciativa de realização da audiência pública, Jeová Campos, também concorda que o modelo atual de combate às drogas no país se mostrou ineficiente e deve ser mudado. “Estamos há mais de 40 anos numa guerra insana. O fato é que a política repressiva contra as drogas não está produzindo resultados. E há uma inquietação que preocupa toda a sociedade, que é cada vez mais o aumento da estrutura e poder organizacional do crime. É a influência econômica do crime. É o poder de mando do crime nas comunidades, nos presídios, na sociedade”, destacou Jeová, lembrando o jurista Miguel Reali, in memoriam. “Entre fato e versão, como dizia Reali, o direito nasce do fato e ao fato se destina, em função dos valores e quais são os valores que nós estamos aqui debatendo, é que a vida está sendo, literalmente, ceifada, a liberdade das pessoas comprometida, a sociedade está amedrontada e precisamos encontrar saídas”, disse o deputado.

Para Jeová, a audiência cumpriu o seu papel que foi o de debater uma questão que preocupa toda a sociedade. “Nós não saímos daqui com soluções mágicas, mas fizemos um esforço coletivo para dentro de uma crise profunda, tentar encontrar a saída para a própria crise”, destacou Jeová. Segundo ele, a sociedade não fez o debate sobre drogas no campo certo. “A questão não é proibir. A criança precisa ser preparada para não ser consumidora de drogas. Em pleno século 21, nós estamos aqui, neste debate, criminalizando a doença que é a dependência química. Nós precisamos meditar sobre isso. Se nós mudarmos essa mentalidade e acabarmos com o proibicionismo vamos enfraquecer o tráfico e acabar com essa guerra que mata muita gente”, reiterou Jeová.

Além do deputado Jeová Campos e do desembargador, Siro Darlan, falaram durante a audiência os vereadores Marcos Henriques e Carlão, o juiz Marcial Ferraz, Márcio Gondim, que representou o Ministério Público, José Godoy, representante do Ministério Público Federal, Luiz Pereira, do Conselho Municipal de Políticas contra as Drogas, a Promotora Pública, Aline Mota, a professora da UFPB, Ludmila Correia, o coronel Lucena, da Polícia Militar, além do representante do Corpo de Bombeiros e da OAB-PB, sendo que alguns se manifestaram contra a legalização e outros defenderam a mesma posição do palestrante. A unanimidade de opiniões convergiu quanto à necessidade de se combater o tráfico e os problemas a ele relacionados.