Jeová Campos

Jeová Campos reúne equipe para definir atuação parlamentar e prioridades na retomada dos trabalhos da ALPB

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            Definir pautas, prioridades do último ano do mandato e quais temas serão abordados na retomada dos trabalhos legislativos, além de alinhar a equipe. Foi com esses objetivos que o deputado estadual Jeová Campos (PSB) reuniu sua equipe de trabalho, na tarde desta segunda-feira (19). As sessões da ALPB voltam a ser realizadas a partir desta terça-feira (20), à tarde, no plenário da Câmara Municipal de João Pessoa, em função de reformas na sede da Casa de Epitácio Pessoa.

            Para o parlamentar que aproveitou o recesso para visitar as bases e fortalecer os apoios rumo às eleições do final do ano, quando pretende se lançar candidato a mais um mandato na APLB,  o encontro foi importante. “Acho fundamental reunir a equipe, ouvir quem me acompanha nesta caminhada, definir conjuntamente com meus assessores o que temos que pautar na retomada dos trabalhos legislativos, enfim, colocar em prática o que eu acredito como sendo um mandato popular, plural, social e democrático que não é construodo somente pelo depuyado, mas por um conjunto de pessoas que enxergam na política um caminho de transformação da sociedade”, destacou Jeová.

            O parlamentar, que é um dos deputados que mais abordam a questão das águas, vai continuar a falar sobre esse tema, com ênfase na cobrança da conclusão das obras do Eixo Norte da Transposição, que segundo ele estão bastante atrasadas e em ritmo muito lento, na questão do Ramal do Vale do Piancó e nas adutoras que precisam ser construídas, a exemplo das de Monte Horebe e Bonito de Santa Fé, sobre o Poló de Confecções do Setrtão, no aproveitamento da energia renovável, além de continuar se contrapondo publicamente contra a reforma da previdência e outras ações do governo Temer que tiram direitos dos trabalhadores.

Jeová Campos reitera discurso do governador no retorno dos trabalhos da ALPB e enaltece avanços da Paraíba no governo do PSB

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“É inegável que a Paraíba avançou, progrediu e cresceu em vários aspectos nos últimos sete anos, nas gestões do governador Ricardo Coutinho e eu endosso o que foi dito pelo governador hoje pela manhã”, disse o deputado estadual Jeová Campos logo após o encerramento da reabertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa da Paraíba, realizada no auditório do Ministério Público Estadual (MPE), na manhã desta quinta-feira (15).

Para o parlamentar, que durante o recesso não parou suas atividades políticas e aproveitou para visitar as bases no sertão e em outros locais do estado, um dos indicadores mais evidentes de que o atual governador é um gestor que olha para o futuro, mas que tem ações concretas no presente, é o ‘Programa Caminhos da Paraíba’. “Esse Programa tirou 54 cidades do isolamento asfáltico, ou seja, abriu horizontes e novas perspectivas para milhares de pessoas. Ricardo fez o que nenhum outro governante fez”, destaca Jeová.

            Ainda segundo Jeová, outra área que merece destaque na gestão do PSB é a Educação. “Acompanho de perto essa área que me interessa particularmente, pois sempre defendi que é a partir da Educação que o cidadão pode mudar a sua história para muito melhor e vejo na atuação do secretário Aléssio Trindade os reflexos de um governo que investe numa área vital que hoje disponibiliza100 escolas funcionando em tempo integral, o que representa 33% de toda a rede no estado, além de diversas escolas profissionalizantes que estão preparando nosso jovens para ingressar no mercado de trabalho como mão de obra qualificada”, disse Jeová.

            Para o deputado, a expectativa de retorno aos trabalhos legislativos é a melhor possível. “Teremos um ano atípico, de copa do mundo, de eleições, de muitos feriadões, mas acredito que teremos um parlamento atento à questões importantes e voltado aos interesses do povo paraibano”, destacou Jeová.

Jeová Campos parabeniza Fetag por se manter sempre na defesa dos interesses dos agricultores paraibanos

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“A Fetag está de parabéns por se manter sempre mobilizada na defesa dos interesses dos trabalhadores rurais da Paraíba”, disse hoje (08), o deputado estadual Jeová Campos, logo após participar da reunião do Conselho Estadual da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado da Paraíba (Fetag-PB), que reuniu presidentes de sindicatos com representantes do INSS. O evento, que aconteceu na sede da Federação, em João Pessoa, abordou a questão dos benefícios previdenciários dos trabalhadores rurais.

A Federação, segundo o parlamentar, representa o que há de mais coerente com o movimento sindical. “As entidades representativas, como o próprio nome já as denomina, precisam ter uma atuação permanente na defesa dos interesses da categoria que representa e a Fetap, presidida por Caboclinho, incorpora esse foco muito bem e está sempre atenta às questões que são importantes para os trabalhadores que ela representa”, destaca Jeová.

Além do debate sobre a questão previdenciária, no encontro desta quinta-feira também foi feita a apresentação, discussão e deliberação da prestação de contas de 2017 e a previsão orçamentária para o ano de 2019 da Federação, além de questões referentes ao Cadastramento Ambiental Rural (CAR).

 

Jeová Campos afirma que obras do Eixo Norte da Transposição além de atrasadas estão sendo realizadas a passos lentos

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A estação de bombeamento da Transposição do Rio São Francisco, que foi inaugurada na última sexta-feira (02), deveria estar funcionando desde o mês de novembro do ano passado. A afirmativa é do deputado estadual Jeová Campos (PSB), que lamenta os atrasos nas obras do Eixo Norte que além de ficarem paralisadas quase um ano, por causa da indefinição da empresa que concluiria o serviço, ainda estão sendo realizadas a passos lentos.

“Isso significa, no mínimo, mais uns 90 dias de atraso na obra, fora o quase um ano que as obras ficaram paradas enquanto se resolvia a questão da escolha da nova empresa que faria o serviço”, destaca o parlamentar. Ainda segundo Jeová, os sinais de chuva no sertão do Nordeste, especialmente, na Paraíba estão muito incertos e é preciso ação enérgica do Governo para concluir o Eixo Norte da Transposição. “A Paraíba, Pernambuco, o Rio Grande do Norte e o Ceará não podem passar seca”, finaliza Jeová.

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Lamentavelmente o julgamento de Lula foi político e não jurídico e a única saída para reverter isso é o povo nas ruas afirma Jeová

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“Todos àqueles que têm compromisso com a Justiça sabem que estamos diante de uma farsa, porque a acusação feita contra o presidente Lula, que teria recebido vantagem indevida, decorrente de três contratos com a Petrobras com a OAS e a OAS teria dado de presente para o ex-presidente um apartamento, não se sustenta. Se ouviu de tudo neste julgamento, menos a afirmação de que o imóvel pertence a Lula. Se falou de tudo menos disso, o que comprova que, lamentavelmente, o julgamento foi político e não jurídico”, reiterou hoje (26), o deputado estadual Jeová Campos (PSB).

Para o parlamentar, a punica saída para reverter isso é o povo nas ruas. “Cabe o povo ir para as ruas, fazer o enfrentamento, porque não temos alternativa. Esse dragão é um dragão silencioso e trabalha na calada da noite escondido é só há um caminho de reverter isso que é com reação popular, o povo nas ruas, clamando Lula candidato a presidente”, afirma Jeová.

O deputado que também é advogado lembra que na doutrina clássica, o juiz ou ele absolve ou condena. “O juiz não pode fazer outra acusação, Tanto o juiz Sérgio Moro, quanto os três juízes do Tribunal Regional Federal fizeram a mesma coisa, ou seja, julgaram Lula pelo que ele não foi acusado, que era de ser dono do tríplex e isso foi um atentado ao Estado Democrático de Direito, um atentado à Democracia e digo sem ressalvas que esse resultado foi combinado, descaradamente, combinado, tanto que o último desembargador teve vergonha até de dizer alguma coisa com seriedade, ficou querendo dizer que estava explicando o jurídico. Tudo combinado, infelizmente”, finaliza Jeová.

‘Não é possível condenar uma pessoa sem provas’ afirma deputado paraibano referindo-se ao julgamento de Lula amanhã

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“Nesta quarta-feira (24), o Brasil e o mundo se voltam para Porto Alegre (RS), local que já foi sede do Fórum Social Mundial, que reuniu lideranças do mundo inteiro para debater a questão da fome, porque a cidade vai ser palco de um julgamento onde todos estão com sede de liberdade, de direito e com fome de Justiça”, destacou hoje (23), o deputado estadual Jeová Campos (PSB). O parlamentar, que é advogado, reitera que não é possível condenar uma pessoa sem provas. “A prova que o ilícito existe é fundamental para que alguém seja responsabilizado e condenado. Ora, como é que Lula é o dono deste tríplex do Guarujá, se esse imóvel foi penhorado agora para pagar uma dívida da Construtora OAS?”, questiona o deputado, lembrando que a penhora aconteceu, justamente, porque o empreendimento continua no nome da OAS e pertence a ela.

Segundo Jeová, existe uma prova sim, mas que inocenta Lula. “A prova que existe inocenta o ex-presidente que é o registro no cartório de imóveis da cidade de Santos, onde consta que o apartamento em questão pertence a OAS e não a Lula, ou seja, a prova é a favor de Lula e não contra ele”, argumenta o parlamentar.

Ainda de acordo com Jeová, ainda que não houvesse essa prova em favor do réu, mesmo assim o juiz não poderia condená-lo porque teria que levar em consideração a existência do crime, a prova do crime e a definição da autoria do crime e não existe o crime, porque Lula não recebeu vantagem indevida. “Então eu pergunto: Cadê a prova Sr. Juiz Sérgio Moro? Essa é a pergunta que o país inteiro quer fazer e vai cobrar a resposta amanhã”, afirma Jeová.

“O meu mandato está completamente solidário a Lula e a Democracia brasileira, pois nós não podemos aceitar um gesto de tirania, um golpe que está sendo dado pelo Judiciário. Isso é matar e ferir de morte a Democracia. Viva a Democracia, Viva a liberdade de Lula. E viva eleições limpas. Não existe eleições limpas sem Lula candidato”, finalizou Jeová.

Deputado paraibano denuncia que obras do Eixo Norte da Transposição estão sendo realizadas em ‘marcha lenta’

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“O Consórcio Emsa – Siton, habilitado para concluir os trabalhos restantes das obras do Eixo-Norte da Transposição está trabalhando a passo de tartaruga e em marcha lenta e já poderia ter feito 2/3 da obra que restava. Até agora eles já podiam ter medido e executado mais de R$ 300 milhões e o que fizeram foi em torno de 10% a13% do que deveria ter sido feito”, denunciou hoje o deputado estadual Jeová Campos. O parlamentar está preocupado com essa situação haja vista que a obra neste trecho já ficou parada quase um ano e essa morosidade significa mais atraso para chegada das águas da Transposição no sertão paraibano.

Segundo Jeová, essa forma lenta e morosa da construtora é muito preocupante. “Neste aspecto, alerto a bancada federal da Paraíba, ou seja, os deputados e senadores, para ficarem em cima do Ministério da Integração a fim de pressionar para que essa obra seja, de fato, concluída, porque se não tivermos inverno regular este ano as pessoas vão passar sede e isso é muito grave”, lembra o deputado.

Segundo Jeová, o ministro Hélder Barbalho fez ontem uma reunião com o presidente do consórcio Emsa – Siton para cobrar celeridade e ficou acertado que a empresa vai aumentar o efetivo e rodar 24h para avançar com as obras. “A essa altura do campeonato, mudar a empresa atrasaria ainda mais a obra. Penso que foi uma decisão acertada do ministro”, reiterou Jeová, lembrando que em fevereiro vai propor a ALPB uma nova inspeção na obra para ver em que situação ela se encontra. O deputado lembrou ainda que o açude de Engenheiro Ávidos está seco, assim como o de Coremas e também o açude Epitácio Pessoa e que diante deste quadro, a população destas regiões não tem condições de esperar mais dois anos para receber as águas da transposição.

O deputado aproveitou a temática das águas para criticar a bancada federal paraibana em relação aos poucos recursos destinados ao terceiro eixo da transposição, que compreende ações no Vale do Piancó. “A bancada só conseguiu destinar para essa obra apenas R$ 23 milhões quando, na realidade, deveria ser, pelo menos, R$ 50 milhões para que o projeto da obra pudesse ser concluído e ser feita a licitação, ainda este ano”, disse Jeová, lembrando que se não chover regularmente este ano para elevar o nível dos reservatórios que estão críticos e as obras do Eixo Norte não forem concluídas a situação do sertão paraibano será crítica.

            Sobre a transposição do rio São Francisco

É um projeto de deslocamento de parte das águas do rio São Francisco nomeado pelo governo brasileiro como “Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional”. O projeto é um empreendimento do Governo Federal, sob responsabilidade do Ministério da Integração Nacional – MIN. A obra inclui a construção de mais de 700 quilômetros decanais de concreto em dois grandes eixos (Norte e Leste) passando pelos estados de PernambucoParaíbaCeará e Rio Grande do Norte. Ao longo do caminho, o projeto prevê a construção de nove estações de bombeamento de água. Com previsão de beneficiar 12 milhões de pessoas, o projeto prevê a captação de apenas 1,4% da vazão de 1 850 m³/s do São Francisco, dividida nos dois eixos de transposição

Sobre o Eixo Norte, ele constitui-se em um percurso de, aproximadamente, 400 km, com ponto de captação de águas próximo à cidade de Cabrobó (PE). De acordo com o projeto, essas águas serão transpostas aos rios Salgado e Jaguaribe até os reservatórios de Atalho e Castanhão no Ceará; ao Rio Apodi, no Rio Grande do Norte; e Rio Piranhas-Açu, na Paraíba e Rio Grande do Norte, chegando aos reservatórios de Engenheiro Ávidos e São Gonçalo, no sertão paraibano, além de Armando Ribeiro Gonçalves, Santa Cruz e Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte.

Extinção de zonas eleitorais prejudica toda a sociedade reitera deputado estadual Jeová Campos

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O anúncio de que o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TER-PB) já iniciou a extinção de zonas eleitorais na Paraíba levou o deputado estadual Jeová Campos (PSB) a lamentar, novamente, essa decisão que, segundo o parlamentar, prejudica toda a sociedade. “Essa extinção além de representar um retrocesso para a democracia e justiça eleitoral do país, prejudica o cidadão”, reitera o deputado que já fez diversos discursos na tribuna da ALPB se colocando contra essa extinção e foi o autor da propositura da realização de uma audiência pública, que debateu o tema em agosto do ano passado.

A presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba, a juíza Maria Aparecida Sarmento Gadelha, que participou da audiência pública que debateu a questão da extinção de zonas eleitorais, concorda com o parlamentar. Durante a audiência, ela se colocou contra a medida. “Se for, efetivamente, colocada em prática essa extinção, vai representar perdas muito grandes para o eleitor, fragilizar a atuação da justiça eleitoral e prejudicar toda a sociedade”, afirmou a magistrada na ocasião.

Também presenta a audiência pública proposta pelo deputado Jeová Campos, o  presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-PB, Newton Vita, se manifestou e  reiterou que a posição da Ordem é contrária à extinção de zonas eleitorais que, segundo ele, representa um atraso. “Ela é um atraso na prestação jurisdicional porque os processos ficarão mais lentos, porque dificultará a inscrição de novos eleitores, trará prejuízos aos eleitores que terão que fazer deslocamentos maiores para resolver questões junto a Justiça Eleitoral, comprometerá a fiscalização e com isso multiplicará a compra de votos, enfim, dificultará a vida do eleitor e prejudicará a sociedade”, destacou Vita.

Resolução do TSE

Em pleno andamento nas capitais dos estados, que devem excluir, pelo menos, 72 zonas eleitorais, em 16 capitais, e mais de 800 no interior do país, a Resolução Nº 23.520, doTribunal Superior Eleitoral (TSE), estabelece diretrizes para a extinção e remanejamento de zonas eleitorais localizadas no interior do país. A justificativa é redução de gastos e otimização dos serviços da Justiça Eleitoral. Conforme a Resolução, os eleitores das zonas eleitorais que serão extintas deverão ser redistribuídos para as zonas eleitorais, preferencialmente sem alterações em seus locais de votação. Na Paraíba, o TER divulgou que pretende extinguir nove zonas eleitorais e transferir cinco, das 77 zonas eleitorais existentes no estado. Estima-se que 500 mil eleitores paraibanos sejam atingidos pelas mudanças.

Sertaneja recebe o troféu “Mulher Cidadã” concebido pelo deputado Jeová Campos

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A garra, a força e a capacidade de se reinventar foram características bastante exaltadas na tarde desta quinta-feira (14), na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), durante a outorga do troféu ‘Mulher Cidadã’ à dona Josefa Alves Campos, tia do deputado Jeová Campos (PSB). Um exemplo de vida e coragem para familiares e amigos, a sertaneja Josefa Alves Campos,  77 anos, é natural do Sitio Bom Jesus, Município de São José de Piranhas, alto sertão paraibano, e sua história é feita de perdas, despedidas e de muita luta para criar oito filhos diante de tanta adversidade e pobreza. A homenagem foi uma propositura de Jeová Campos (PSB).

De acordo com o deputado, essa é a primeira homenagem que ele faz a uma mulher, e a quarta de todo o seu mandato. “A excelência reside em você, tia Josefa, na sai vida, na sua capacidade de ser mãe, guerreira”, iniciou o parlamentar na tribuna. “Minha tia, nos anos 80, fugiu dos problemas do sitio onde nasci, e foi para São Paulo. Conviveu com as dificuldades da cidade grande, retornou a Cajazeiras e, por fim, veio para João Pessoa, onde morou em uma casa de papelão com seus filhos, em Mangabeira, fugindo da seca”, contou Jeová Campos, orgulhoso de sua origem e das conquistas da tia.

Jeová explicou que, para ajudar na manutenção da família, sua tia ainda menina teve que trabalhar na roça e, pouco tempo depois, aprendeu a costurar. Mas, em face de problemas sérios de saúde decorrentes da atividade de costureira e agricultora, teve que deixar o sertão paraibano e foi em busca de tratamento em São Paulo.  Voltou para Cajazeiras, mas, dois anos depois, por causa dos períodos de seca que assolou o sertão paraibano, Josefa migrou para João Pessoa em busca de dias melhores e foi vender alho. “O alho nos fez gente. Fez toda a família rica, de valores”, comentou Jeová.

A luta de sua tia em busca do direito de mulher e da sobrevivência da família, bem como sua determinação e história, motivaram o parlamentar a fazer tal homenagem. Durante o evento, estiveram presentes diversos parentes, filhos, sobrinhos, e vários amigos sertanejos que foram conferir de perto a entrega do troféu “Mulher Cidadã”.

O desembargador Robson Cananeia, foi um dos primeiros a falar. “Identifiquei-me bastante com a senhora. Também conheci algumas auguras e sei bem como é chegar aqui. Parabéns à senhora pela luta”, comentou ele, passando a palavra para o prefeito de São José de Piranhas, Chico Mendes. “És um exemplo de mulher, mãe, guerreira, merece estar aqui e nós nos orgulhamos disso. Esse dia ficará em nossas memórias”, afirmou.

Josefa, que ouviu os discursos calada em seu lugar, não percebia que algo iria lhe emocionar ainda mais. Foi quando o vereador de Cajazeiras, Alisson Lira, foi à tribuna com o seu violão e tocou uma música para a homenageada. Em seguida, os filhos de Jeová, Mateus e Vitor Campos, e a tia do parlamentar, Creusa Campos, fizeram a entrega do troféu “Mulher Cidadã” à dona Josefa.

O ex-deputado Chico Lopes destacou que Jeová foi “muito feliz” na escolha da homenageada. “O parlamentar brasileiro às vezes presta uma homenagem que a gente fica questionando. Mas, aqui, hoje, passando por todos esses momentos, sabendo da história de dona Josefa, vemos que esta é a verdadeira homenagem. É aquela que é dada a quem derruba suor e lágrimas”, disse.

Também homenagearam dona Josefa com palavras na tribuna, uma de suas filhas, Francineide Alves, a sobrinha Graça Campos, e seu sobrinho, o diácono, José Edson Alves, bem como o filho do parlamentar, Vitor Campos.  Hugo Moreira, que compõe a equipe parlamentar do deputado Jeová Campos, também falou na tribuna. “Emocionei-me desde o momento que redigi sua história, o requerimento. Sou seu fã. Receba com muito carinho essa homenagem”, comentou.

Atualmente

Josefa reside com os filhos e netos no Bairro de Mangabeira, mas ainda não conseguiu realizar o grande sonho de sua vida que é ter uma casa própria. Reside num imóvel oriundo de posse, mas não perdeu as esperanças. Ela se considera uma pessoa realizada, pois diante de muitos problemas e dificuldades que enfrentou ao longo de sua vida, conseguiu educar os filhos com muita determinação.

Professores, historiadores, políticos, intelectuais apoiam implantação da Trilha histórica-turística-cultural-ambiental da Coluna Preste na PB

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Os integrantes da Coluna Prestes percorreram cerca de 25 mil quilômetros pelo interior do território brasileiro, dos quais 330 km em solo paraibano, onde estiveram entre os dias 5 e 12 de fevereiro de 1926, quando a Coluna passou pelo sertão do Estado. Na tarde desta terça-feira (12), a importância histórica deste movimento, que lutava contra o governo federal, mostrando as injustiças sociais da época e defendendo reformas políticas e sociais e, especialmente, sua passagem pela Paraíba foi debatida durante uma audiência pública, proposta pelo deputado estadual Jeová Campos (PSB). A proposta de criar uma Trilha histórica-turística-cultural-ambiental deste movimento político-militar brasileiro, que existiu entre os anos de 1925 e 1927, ganhou a simpatia e apoio de professores, historiadores, políticos e intelectuais que se revezaram na tribuna da ALPB enaltecendo esse importante feito histórico.

O deputado Jeová Campos, que abriu e presidiu os trabalhos, fez uma breve retrospectiva do movimento, enaltecendo sua importância histórica e disse que na condição de presidente da Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente, via com muita satisfação e entusiasmo a possibilidade da criação desta trilha. “Eu acho esse tema fascinante, admiro o movimento, a visão humanista de Prestes,  a região por onde a coluna passou é belíssima, é uma região pouco aproveitada turisticamente, ecologicamente, economicamente e a criação desta trilha é um filão que pode ser um indutor para alavancar  essa região sertaneja como um polo de atração cultural, porque o fato histórico existiu, foi importante para o país e tem marcos aqui na Paraíba”, destacou o parlamentar.

O secretário de Cultura, Lau Siqueira, também se entusiasmou com a proposta. “Esses roteiros históricos são a história viva que pode ser resgatada e explorada para ampliar conhecimentos, reviver momentos, em Piancó, por exemplo, ainda há casas que têm balas alojadas em suas paredes, cujos resquícios remontam ao confronto de 1926. Imagina um roteiro deste na Paraíba com viés de turismo. Esse é o caminho”, destacou o secretário, se colocando à disposição para apoiar a criação da trilha. O jornalista e escritor Wills Leal se entusiasmou com a ideia e disse que ela precisa ser bem elaborada. “A elaboração deste projeto, que acho fantástico, é um caminho, um indutor para alavancar e tornar aquela bela região sertaneja num polo de atração econômica, cultural e turística”, destacou Leal.

O historiador José Otávio, que fez uma retrospectiva do movimento, inclusive relembrando fatos dramáticos da Coluna Prestes, a exemplo da tragédia da morte do Padre Aristides, ocorrido em Piancó, também acha importante esse resgate histórico através da criação da trilha. O professor João Trindade fez duras críticas ao movimento por causa do que aconteceu na Paraíba, mas, reiterou que acha importante essa trilha até para resgatar esse feito histórico que, na opinião dele, marcou negativamente a Coluna Prestes. “A Coluna foi um movimento de grande valor para o Brasil, uma marcha legítima que, infelizmente, teve esse episódio lamentável aqui na Paraíba, mas que mesmo assim foi um marco na luta por mais justiça social”, destacou o professor que é autor e um cordel sobre o movimento.

O escritor Francisco de Assis, autor de um livro inédito que ainda não foi publicado sobre a Coluna Prestes enalteceu o ideal de justiça social defendido pelo comandante da Coluna, para justificar a essência do movimento. “Prestes era um humanista acima de tudo. Para ele, a dignidade humana era o mais importante. Ele pregava um mundo sem injustiças de qualquer natureza. O movimento tinha esse propósito que era lutar por uma sociedade mais justa e igualitária”, destacou ele.

O vereador de Piancó, José Luiz, enalteceu a ideia de criação da trilha e disse que além do resgate histórico da passagem da Coluna pela Paraíba, essa iniciativa poderá alavancar o desenvolvimento da região. “Seria maravilhoso reviver a história e atrair turistas para a região. Esse projeto tem nosso apoio e da Câmara Municipal de Piancó”, destacou ele, que sugeriu a realização de uma audiência na região para aprofundar esse assunto.

“O registro histórico da Coluna Prestes quando da sua passagem pela Paraíba, dada a riqueza natural e cultural dos municípios por onde passou a Coluna, pode ser explorado turisticamente a partir da criação, no alto sertão paraibano, de uma a Trilha histórico-cultural-turística-ambiental. Após essa audiência, penso que isso será perfeitamente possível de realizar, pois trata-se de um projeto pensado na história e projetado para o futuro, que servirá como instrumento de formação ética e intelectual das novas gerações”, reitera Jeová. Outras pessoas também falaram durante a audiência, entre as quais, o deputado Jandhuy Carneiro, o historiador Salviano Leite, o professor Gil Sabino, o músico, João Leite, e um representante dos Correios que, inclusive, mostrou a proposta de um selo personalizado da Coluna Prestes.

 Sobre a Coluna

Na Paraíba, a Coluna Prestes passou pelos municípios de Uiraúna, Poço Dantas, São João do Rio do Peixe, Vieirópolis, Lastro, Santa Cruz, São Francisco, Pombal, Coremas, Piancó, Santa dos Garrotes, Nova Olinda, Tavares, Princesa Isabel, Santa Terezinha, Catingueira, Patos, Emas e Olho D’Água.  O núcleo fixo do movimento tinha cerca de 200 homens, porém em vários momentos da caminhada o movimento chegou a contar com cerca de 1400 pessoas (militares e simpatizantes do movimento). Os integrantes da Coluna Prestes passam e paravam nas cidades. Conversavam com as pessoas e faziam a propaganda contra o governo federal, mostrando as injustiças sociais da época e defendendo reformas políticas e sociais.

O movimento teve início na cidade de Alegrete (sul do Rio Grande do Sul) e após dois anos e meio e percorrer 11 estados, terminou dividido. Um grupo foi para a Bolívia, enquanto outro para o Paraguai. Embora não tenha conseguido derrubar o governo, a Coluna Prestes foi um movimento que enfraqueceu politicamente a República Velha, abrindo caminho para a Revolução de 1930 que levou Getúlio Vargas ao poder. Com o movimento, Luís Carlos Prestes ganhou o apelido de “Cavaleiro da Esperança”.