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Pacientes do Hospital do Bem são surpreendidos com serenata e coral no dia de Natal

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Os pacientes e funcionários do Hospital do Bem, que integra o Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), tiveram uma grata surpresa nesta terça-feira (25). É que o cantor Alcantarâ junto com alguns funcionários do Hospital fizeram uma serenata para os pacientes oncológicos que fazem tratamento na unidade.

Segundo a coordenadora do setor de Enfermagem, Aretusa Delfino, que integrou a equipe que desenvolveu a ação, a iniciativa teve o objetivo de comemorar uma data tão importante, que simboliza o nascimento de Jesus e a importância do amor ao próximo. “O gesto foi simples, mas com um significado muito bonito que é o de levar alegria e esperança. Uma data tão importante dessas teria que ser comemorada de alguma forma e escolhemos essa maneira”, disse Aretusa, que realizou a ação junto com o médico Tiago e as funcionárias Glaucia, Vanda, Luzinete, Marquelandia, Suceso e Hervyla que formaram um coral improvisado.

Hospital do Bem realiza 428 atendimentos nos primeiros três meses de funcionamento

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O balanço dos primeiros noventa dias de funcionamento do Hospital do Bem – unidade de oncologia do Sertão – atesta que foram realizados 428 atendimentos, em pacientes de 53 cidades. Nesse período, entre os serviços prestados, destacam-se a realização de 71 sessões de quimioterapia. Inaugurado no dia 05 de setembro, a unidade que integra o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, atua com atendimento ambulatorial, tratamento quimioterápico e cirúrgico, para quatro tipos de câncer: pele, próstata, mama e colo de útero.

O tipo de câncer com maior incidência neste primeiro balanço mensal foi o de mama, com 155 atendimentos, seguido de colo uterino com 106 casos, urologia com 78 registros. O balanço que corresponde ao período de 05 de setembro a 05 de dezembro,  mostra ainda que, neste período, a unidade registrou 54 internamentos, sendo 28 de clínica médica e 26 de clínica cirúrgica. Destes, 31 pacientes eram mulheres e 23 homens.

De acordo com levantamento do Hospital nestes 90 dias foram atendidos pacientes regulados das cidades de Água Branca, Belém do Brejo do Cruz, Boa Ventura, Bom Sucesso, Bonito de Santa Fé, Brejo do Cruz, Cacimba de Areia, Cacimbas, Cajazeirinhas, Catingueira, Catolé do Rocha, Condado, Coremas, Desterro, Igaracy, Imaculada, Itaporanga, Jericó, Junco do Seridó, Juru, Mãe D’água, Malta, Manaira, Mato Grosso, Maturéia, Nazarezinho, Nova Olho D’água, Olinda, Patos, Paulista, Piancó, Pombal, Princesa Isabel, Quixaba, Riacho dos Cavalos, Santa Helena, Santa Inês, Santa Luzia, Santa Terezinha, São Bentinho, São Bento, São José de Espinharas, São José de Brejo do Cruz, São José do Bonfim, São José do Sabugi, São Mamede, Serra Grande, Sousa, Taperoá, Teixeira, Uiraúna, Várzea  e Vista Serrana.

A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, reitera a importância do Hospital do Bem. “Com a disponibilidade dos serviços oncológicos de média e alta complexidade em Patos, os pacientes que antes tinham que viajar cerca de 350 km, até a capital para realizarem seus tratamentos, têm agora toda assistência necessária para em nossa unidade e isso representa um avanço significativo não apenas para o tratamento em si, mas para a qualidade de vida destes pacientes, que não tem mais o desgaste do deslocamento”, destaca Liliane.

            A coordenadora do setor de Enfermagem, Aretuza Delfino, lembra que o Hospital do Bem só atende pacientes regulados, ou seja, com consultas e procedimentos já agendados previamente. A única exceção, explica ela, é em relação a internação de pacientes oncológicos. “Neste caso, o paciente não precisa de regulação, pois acolhemos pessoas com qualquer tipo de câncer para internação. O hospital só trata as quatro referências somente para efeito de quimioterapia e cirurgia, para internação não há essa restrição. Porém, para isso, o paciente tem que se dirigir a emergência do Complexo e, se tiver apresentando sintomas ou sinais de doenças oncológicas que necessitem de internação, é encaminhado para uma de nossas enfermarias”, esclarece. Ela lembra ainda que a internação também pode ser via ambulatório. “Se o paciente se sentir mal, por exemplo, depois de uma sessão de quimioterapia, pode ser internado também”, disse Aretuza.

 O Hospital do Bem tem uma estimativa de atendimento de 650 cirurgias oncológicas e 5.300 procedimentos de quimioterapia/ano, direcionados para a população dos 68 municípios que compõem a 3ª e 4ª macrorregiões de saúde do estado.

O Hospital do Bem também possibilitou uma evolução significativa no atendimento da saúde do homem no sertão paraibano

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“Com a inauguração do Hospital do Bem, m setembro deste ano, houve um avanço significativo no atendimento da saúde do homem em Patos e região, isso porque o acesso aos exames, diagnóstico e tratamento do câncer de próstata ficou muito mais acessível”, afirmou o cirurgião oncológico, Antônio Segundo. A fala do médico foi feita durante uma audiência pública na Câmara Municipal de Patos, na noite desta sexta-feira (30), que marcou o encerramento das atividades do Novembro Azul no município. A propositura foi da vereadora Nadir Rodrigues (MDB).

Além de Dr. Segundo, também participaram da audiência a diretora geral do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, Liliane Sena, do qual faz parte o Hospital do Bem, o diretor clínico doComplexo, Dr. José Carletti Júnior e a oncologista, Nayarah Castro, que integra a equipe médica do hospital de oncologia de Patos e foi a palestrantes da noite.

O objetivo da audiência, além de marcar o encerramento do Novembro Azul, era promover um debate sobre a importância da sensibilização dos homens na busca do  diagnóstico precoce do câncer da próstata. Segundo Dr. Segundo, não é somente o urologista que deve ter especial atenção com o câncer de próstata. “O médico da atenção básica deve convencer os pacientes a fazerem o exame de toque, o PSA  estarem atentos a essa questão, porque por mais que se tenha urologistas, nunca esses especialistas conseguirão diagnosticar toda essa população de forma precoce. O primeiro alerta tem que ser dado pelo clínico geral”, reiterou o médico. Ele lembrou que com o Hospital do Bem, os homens do sertão agora têm um hospital que atende câncer de próstata, inclusive nos casos que há necessidade de fazer biopsia.

A oncologista Nayarah Castro, que antecedeu Dr. Segundo nas falas, lembrou da importância da prevenção, falou sobre indicadores da doença, os tipos de tratamento e os tipos de câncer mais comuns. Ela reiterou que no Brasil, o câncer de próstata é o mais incidente na população masculina e é o segund

o que mais causa mortes entre os homens. A importância da instalação de uma unidade oncológica em Patos e os serviços do Hospital do Bem também foram abordados na fala da médica que é responsável pelos atendimentos no ambulatório do hospital.

No final da audiência, o presidente da Comissão Executiva do Coletivo ‘Homens com mais vida’, José Romildo de Sousa, entregou o troféu ‘Diácono João Batista Ferreira’ aos palestrantes e integrantes da mesa da Câmara que conduziu os trabalhos. Dr. Segundo, Dra. Nayhara e a diretora do Complexo, Liliane Sena, foram agraciadas com a entrega que simbolizou o reconhecimento do Coletivo ao trabalho do Hospital do Bem. O gerente da 6ª Regional de Saúde, Leudo Farias, presente à audiência também recebeu o troféu, assim como a vereadora Nadir Rodrigues e o presidente da Câmara, Sales Júnior.

Ação nacional de combate ao câncer chama atenção para a importância da prevenção em Patos

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“É melhor prevenir do que remediar”. A frase é pronunciada de geração em geração mas, muitas vezes não tem sua essência assimilada como deveria. E quando se trata de diagnóstico de câncer, ela faz toda a diferença porque, independentemente do tipo e local da doença, quanto mais rápido o diagnóstico, mais fácil fica o tratamento e as chances de cura se ampliam. E foi para chamar atenção das pessoas de que a prevenção será sempre o melhor caminho, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) realizou uma ação, em nível nacional, neste domingo (25). Em Patos, as atividades foram realizadas com apoio do Hospital do Bem e sob a coordenação do cirurgião oncológico, Wostenildo Crispim.

A ação, cujo slogan foi ‘Troque o Medo por Esperança”, foi realizada em Patos na Praça Nossa Senhora de Fátima. Entre às 8h e o meio dia, a população pôde fazer testes de glicemia, aferir a pressão arterial, tirar dúvidas sobre câncer, receber dicas de alimentação saudável, participar de um aulão de Zumba com o professor Alberto Freitas, cortar o cabelo com a cabelereira Silvania Simone, conhecer um pouco mais sobre o trabalho da Casa de Apoio ‘Amigas Viva a Vida’ e os homens, por causa do Novembro Azul, fizeram consultas com o cirurgião oncológico, Wostenildo Crispim. Houve ainda a distribuição de frutas e sucos durante todo o evento. O Corpo de Bombeiros também participou da ação com a exposição de equipamentos de socorro e salvamento.

Todas as ações de saúde foram realizadas por cerca de 30 estudantes de Medicina voluntários da Faculdades Integradas de Patos (FIP), sob a supervisão da equipe de enfermagem do Hospital do Bem. A diretora geral do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, Liliane Sena, a coordenadora do setor de Enfermagem do Hospital do Bem, Aretuza Delfino, e a diretora de enfermagem do Complexo, Jaqueline Medeiros prestigiaram a ação, que começou com uma caminhada do Hospital do Bem até a Praça.

Na avaliação do médico Wostenildo Crispim, a ação surtiu o efeito esperado no sentido de despertar nas pessoas a consciência de que, em se tratando de câncer, a prevenção será sempre a melhor solução. “O estigma do câncer ainda é muito grande. O diagnóstico amedronta, mas é preciso vencer o medo, pois a cura é possível e enquanto houver vida e tratamento há esperança”, destaca. O câncer, lembra Dr. Wostenildo, é a segunda causa de morte dos brasileiros, mas, muitas destas mortes poderiam ser evitadas se as pessoas descobrissem precocemente a doença e fizessem o tratamento adequado com uma equipe de especialistas, composta de Cirurgiões Oncológicos, Oncologistas Clínicos e Radio-oncologistas, a exemplo do que se tem no Hospital do Bem.

O vigilante Teotônio Alves, 52 anos, um dos que se consultou na ação deste domingo com Dr. Wostenildo, está atendo à saúde. Há cinco anos, ele faz exames periódicos. “Primeiro precisamos olhar nossa saúde, depois uma vaidade besta que impede um homem de fazer esse exame tão importante”, disse ele. Mesmo fora da faixa etária recomendada para fazer os exames de toque e PSA, o desempregado André Charles, 38 anos, foi à Praça hoje buscar informações. “Os cuidados com a saúde precisam existir desde cedo. O médico me explicou que não preciso fazer os exames ainda, já que eu não estou sentindo nada, mas vou ficar atento e no tempo certo vou fazer todos eles”, disse Charles.

O escritor e historiador José Romildo de Sousa, presidente da Comissão Executiva do Coletivo ‘Homens com mais vida’, descobriu um câncer de próstata no início da evolução da doença e nem teve que passar por tratamentos agressivos para se curar porque teve o diagnóstico precoce. “Não vou mentir que a descoberta da doença foi um choque, mas eu transformei essa dura realidade em uma lição de vida, me curei e hoje faço palestras e dou testemunhos de como se pode vencer o câncer e dar a volta por cima ainda com mais energia”, afirmou ele, que está finalizando um livro intitulado “A vida depois do câncer”. Não há data ainda para lançamento da obra, cujo objetivo é falar de sua experiência e a partir dela encorajar outras pessoas a enfrentarem o câncer sem tantos medos e receios.

Hospital do Bem só atende pacientes com atendimentos agendados previamente

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O Hospital do Bem – Unidade de Oncologia do Sertão – é uma unidade de saúde que trabalha com regulação, ou seja, para o paciente ser atendido é necessário que ele seja encaminhado via Secretarias Municipais de Saúde, por meio de regulação da Secretaria Estadual de Saúde, que é a gestora do hospital. Esse esclarecimento se faz necessário, segundo a diretora geral do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, Liliane Sena, porque alguns pacientes têm se dirigido à recepção da unidade, querendo atendimento de imediato, o que não é possível.

“Nós não funcionamos de ‘portas abertas’ como o Hospital Regional. Os atendimentos precisam ser regulados via Secretarias Municipais, em sintonia com o sistema de regulação do Estado, tanto para os atendimentos nos ambulatórios, quanto para as sessões de quimioterapia, exames e cirurgias”, reitera a diretora.

O atendimento ambulatorial acontece de segunda a sexta-feira, entre 8h e 18h, sempre com horários agendados. A unidade também disponibiliza exames diversos, além de tratamento quimioterápico e cirurgias para os quatro tipos de câncer mais comuns na região onde está inserido, ou seja, câncer de pele, próstata, mama e colo de útero. “Mas é importante que a população saiba que não basta chegar ao hospital para ser atendido. A admissão de pacientes precisa ser regulada”, reforça Liliane Sena.

E para serem atendidos no Hospital do Bem, os pacientes deverão trazer no dia marcado de sua admissão, um documento de identificação, o Cartão Nacional do SUS, a guia de encaminhamento médico, os exames complementares para estadiamento (resultados de ressonância, tomografia, USG e outros já realizados pelo paciente) e o resultado de biópsia, se for o caso. O paciente, após o primeiro atendimento, recebe um cartão de identificação contendo o nome e o número do prontuário único, no qual constam todos os atendimentos, informações completas do quadro clínico e sua evolução, todas devidamente escritas pelos profissionais de saúde envolvidos no atendimento.

 “Os serviços de uma unidade oncológica diferem do atendimento de um hospital de portas abertas, que é aquele que atende o paciente de urgência ou emergência assim que ele chega, por isso, é necessário essa regulação”, explica Liliane Sena. Ela lembra que a exceção fica por conta de internações de urgência. “O paciente oncológico que precise de uma internação de urgência, precisa se dirigir ao Hospital Regional, ser atendido pelo médico que avaliará a necessidade ou não de internação no Hospital do Bem”, esclarece a diretora, lembrando que em todos os demais casos vale a regulação.

Em relação aos pacientes que já fazem tratamento em Campina Grande ou João Pessoa, Liliane explica que para eles serem atendidos no Hospital do Bem precisam ser regulados pelo médico que já os atende.

O Hospital do Bem, que começou a funcionar no dia 5 de setembro, presta serviços de Oncologia de média e alta complexidade, tem uma estimativa de atendimento de 650 cirurgias oncológicas e 5.300 procedimentos de quimioterapia/ano, direcionados para a população dos 68 municípios que compõem a 3ª e 4ª macrorregiões de saúde.

Maternidade de Patos e Complexo Hospitalar Dr. Janduhy Carneiro encerram campanha Outubro Rosa com Roda de Conversa

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            O encerramento das ações do Outubro Rosa da Maternidade Dr. Peregrino Filho e do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) acontece nesta quarta-feira (31), as 9h30, com uma Roda de Conversa, com as enfermeiras Aretusa Delfino e Erta Soraya, sobre ‘Diagnóstico e Prevenção dos cânceres de mama e colo de útero’. O encontro, que será encerrado com um coffe break,  será realizado no auditório do Banco de Leite Humano.

             A programação do Outubro Rosa da Maternidade e do Complexo incluiu, ao longo do mês, a realização de palestras internas com pacientes, visitantes e funcionários sobre a importância do diagnóstico precoce e da prevenção dos cânceres de colo de útero e de mama, além da realização de exames de mamografia e citológico para funcionárias e para parentes. Os exames de Mamografia foram realizados nos dias 08, 15, 22 e 29 deste mês, enquanto os citológicos aconteceram nos dias 18 e 19, pela manhã e à tarde.

            Vale lembrar que, independente do Outubro Rosa, a Maternidade de Patos atende regularmente pacientes encaminhadas pelos Programas de Saúde da Família (PSFs) na realização de mamografia. A Maternidade é referência no atendimento à mulher para mais de 60 municípios paraibanos, inclusive em gravidez de alto risco, e o Hospital do Bem é referência para mais de 80 municípios, para quatro tipos de câncer, incluindo mama e colo de útero, focos da campanha Outubro Rosa.

Adriano, o nosso ‘João de Deus’ terá alta social do Hospital de Patos, mas seu futuro ainda é incerto

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Adriano Teixeira Lima, popularmente conhecido como ‘João de Deus’, vai ter alta social do Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), na próxima semana. De alta médica há mais de 15 dias, ele permanece na unidade de saúde, onde foi internado no dia 30 de agosto último, por decisão da Justiça que determinou a permanência do paciente, mesmo sem necessidade de cuidados médicos intensivos, pelo fato dele não ter, até então, parentes conhecidos, nem apoio de qualquer espécie de órgãos governamentais. Uma audiência realizada nesta terça-feira (16), na Promotoria de Justiça de Patos, sob mediação do 3º Promotor de Justiça, Elmar Thiago Pereira de Alencar, autorizou a alta social e definiu alguns encaminhamentos.

Mas, essa alta social do hospital, que significa o começo de uma nova vida para Adriano, está longe de resolver os problemas dele. Primeiro porque as irmãs dele, Maria Sara da Conceição e Maria Luciana da Conceição, que foram localizadas graças a uma reportagem, onde ele revelou detalhes de sua vida, e que também compareceram a audiência, não têm condições financeiras, nem de infraestrutura para acolhê-lo onde moram, respectivamente, nos estados de Alagoas e Piaui. O resto da família, poucos membros, que vivem no interior alagoano também vivem em condições de extrema vulnerabilidade social, inclusive, com problemas relacionados a alcoolismo.

O que fazer então? Diante da situação, a representante comercial Luciana Pereira, uma das integrantes da força tarefa que o resgatou das ruas, maltrapilho e muito doente e que, diariamente, desde sua internação, visita Adriano no Hospital, dando apoio e cuidados, ofereceu a sua casa para que Adriano e uma de suas irmãs possam passar os próximos 45 dias até que a situação dele tenha uma solução definitiva. “Não vi outra alternativa. Fiz isso porque desde o início me propus a ajudá-lo. É uma questão de humanidade. Sabe quando você olha para uma pessoa e sente que ela precisa de você, de uma ajuda, de uma mão amiga. Não tenho muito, mas minha formação cristã não me deixa ficar omissa diante de uma situação desta”, disse Luciana, que vai ceder o quarto de um dos filhos, ela tem três, para dar espaço para Adriano e sua irmã durante esses 45 dias.

Nesse meio tempo, a Secretária de Ação Social de Patos, Edjane Barbosa Araújo, que também participou da audiência no MP, assumiu o compromisso de disponibilizar a rede de proteção assistencial do município, seja mediante a inclusão em programas de aluguel social ou de benefício de proteção continuada, através do CAPs II, e ainda com ações de assistência durante todos os dias úteis, inclusive, se responsabilizando pelo transporte e alimentação de Adriano, de segunda a sexta-feira, nos próximos 45 dias, a contar da data da alta social. Durante esse período, quinzenalmente, a equipe do CAPs terá que apresentar relatórios a Promotoria sobre as ações de inclusão e acompanhamento médico de Adriano e no final do prazo emitir parecer que balizará o encaminhamento do MP, no sentido de promover uma ação de interdição ou não. Isto porque, Adriano, ainda não se sabe, mas suspeita-se, apresenta problemas mentais que só exames mais aprofundados poderão ditar o diagnóstico.

A diretora geral do Hospital, Liliane Sena, também presente à audiência, confirmou a alta hospitalar de Adriano e o fato dele não ter mais necessidade de cuidados médicos intensivos e hospitalares, mas concordou com a permanência dele por mais uma semana, até a alta social. “Vamos continuar acolhendo-o por mais esse período. Essa é até uma questão de humanidade”, assegurou Liliane.

 Mas, quem pensa que o caso de Adriano está perto de ter um final feliz. Engana-se. As cicatrizes que ele agora carrega no corpo, fruto de uma cirurgia que removeu um grande tumor e boa parte de sua genitália, devem doer tanto quanto às da alma, pois ele foi uma criança que desde cedo teve que se acostumar com a ausência da mãe, que morreu de parto quando ele era pequeno, conviveu com atrocidades praticadas pelo pai, que hoje encontra-se foragido, teve que se virar desde adolescente para sobreviver, sua família sempre viveu em grave vulnerabilidade social, parentes que poderia acolhê-lo sofrem com problemas de alcoolismo, ou seja, Adriano cresceu sem muitos afetos e acolhimento, sem referencial de pais, e hoje, apesar do carinho das irmãs, ele não tem um porto seguro, não tem renda, não tem trabalho, não tem amigos, e a poucos dias, nem sua identidade era conhecida.

Apesar de calejado pela vida, ele desenha, tem traços delicados e contornos bem definidos, é educado, gentil até. A dureza da vida, não fez ele perder a ternura nos gestos. Com tanto sofrimento, ele ri pouco, muito pouco, por vezes, mantém o olhar fixo no horizonte como a perguntar o que farei, onde ficarei, como estarei amanhã, quem estará comigo? Perguntas tão simples para a maioria das pessoas, mas, que para ele tomam uma proporção diferente e ainda estão sem respostas a médio e longo prazo. Por enquanto, Luciana, tocada pelo dom da bondade e amor ao próximo, sentimentos que habitam pessoas especiais como ela, cedeu a sua casa, abriu o seu lar, para acolhê-lo nestes primeiros 45 dias fora do hospital. Mas, ela também precisa de ajuda. O Poder Público precisa fazer a sua parte. E nós, que integramos essa sociedade por vezes excludente, individualista e, por que não dizer, insensível, precisamos nos unir em prol dessa causa, contribuindo de forma coletiva e organizada para ajudá-lo.

Esse meu texto já é parte de minha contribuição, assim como foi a entrevista que fiz com ele que culminou na reportagem que possibilitou localizar seus familiares em Alagoas. Mas, eu quero mais. Vou coordenar junto com Luciana e todos os voluntários que abraçarem essa causa, uma grande campanha de mobilização popular para dar condições dele ter um lar, um emprego, assistência psicológica, condições de se manter dignamente e ser reconhecido e viver como um cidadão, como bem destaca a Constituição de nosso país, em seus vários artigos que tratam dos direitos de cada brasileiro. Quem se habilita a caminhar com a gente?

 

Eliane Sobral

Jornalista e Assessora de Imprensa do CHRDJC

Hospital do Bem atende 57 pacientes no primeiro mês de funcionamento

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O balanço do primeiro mês de funcionamento do Hospital do Bem – unidade de oncologia do Sertão – mostra que foram atendidos 57 pacientes, sendo 44 mulheres e 13 homens, realizadas três cirurgias e duas sessões de quimioterapia. Inaugurado no dia 05 de setembro, a unidade que integra o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, atua com atendimento ambulatorial, tratamento quimioterápico e cirúrgico, para quatro tipos de câncer: pele, próstata, mama e colo de útero.

Neste período, segundo o levantamento do Hospital, foram atendidos pacientes de 22 municípios do sertão paraibano, que foram regulados das cidades de Água Branca, Bom Sucesso, Bonito de Santa Fé, Cacimbas, Catingueira, Catolé do Rocha, Desterro, Igaracy, Itaporanga, Jericó, Mãe D’água, Malta, Maturéia, Patos, Piancó, Quixaba, Riacho dos Cavalos, São Bento, São José do Sabugi, São Mamede, Serra Grande e Teixeira. O tipo de câncer com maior incidência neste primeiro balanço mensal foi o de mama, com nove casos confirmados e um suspeito.

O balanço que corresponde ao período de 05 a 28 de setembro mostra ainda que foram realizados 61 atendimentos ambulatoriais, sendo 57 primeiras consultas e quatro retornos. Neste período, a unidade registrou 18 internamentos.

A coordenadora do setor de Enfermagem, Aretuza Delfino, lembra que o Hospital do Bem só atende pacientes regulados, ou seja, com consultas e procedimentos já agendados previamente. A única exceção, explica ela, é em relação a internação. “Neste caso, o paciente não precisa de regulação, pois acolhemos pessoas com qualquer tipo de câncer pra internação. O hospital só trata as quatro referências somente para efeito de quimioterapia e cirurgia, para internação não há essa restrição. Porém, para isso, o paciente tem que se dirigir a emergência do Complexo e, se tiver apresentando sintomas ou sinais de doenças oncológicas que necessitem de internação, é encaminhado para uma de nossas enfermarias”, esclarece. Ela lembra ainda que a internação pode ser via ambulatório. “Se o paciente se sentir mal, por exemplo, depois de uma sessão de quimioterapia, pode ser internado também”, disse Aretuza.

A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, reitera que o Hospital do Bem não funciona de portas abertas, ou seja, não atende pacientes que não estejam agendados. “Recentemente, tivemos o caso de uma paciente de oncologia que nos procurou para tomar uma medicação, mas, nós não podemos atender desta forma, pois só atendemos pacientes com dia e hora marcados. Em casos de emergência, o paciente dá entrada no Hospital Regional e, se for o caso, é direcionado para o Hospital do Bem”, esclarece Liliane.

O Hospital do Bem funciona com serviços de Oncologia de média e alta complexidade e tem uma estimativa de atendimento de 650 cirurgias oncológicas e 5.300 procedimentos de quimioterapia/ano, direcionados para a população dos 68 municípios que compõem a 3ª e 4ª macrorregiões de saúde do estado.

Hospital do Bem atende pacientes de 15 municípios nas duas primeiras semanas de funcionamento

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Nas duas primeiras semanas de funcionamento, o Hospital do Bem – unidade de oncologia do Sertão – atendeu pacientes de 15 municípios da região (Água Branca, Bom Sucesso, Bonito de Santa Fé, Catingueira, Desterro, Jericó, Mãe D’água, Malta, Maturéia, Patos, Piancó, Quixaba, Riacho dos Cavalos, São Mamede e Teixeira). O tipo de câncer com maior incidência neste primeiro balanço foi o de mama, com cinco registros.

O Hospital faz parte do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos e foi inaugurado no último dia 05 de setembro e atende, para efeito de tratamento quimioterápico e cirúrgico, quatro tipos de câncer: pele, próstata, mama e colo de útero.

Nas duas primeiras semanas de atendimento, a maior parte foi do sexo feminino e a cidade que mais enviou pacientes foi Teixeira, com um total de 14 pessoas; seguida de Água Branca, com seis pacientes; e Patos com dois. Entre os dias 05 e 20 deste mês, foram realizados 34 atendimentos ambulatoriais, sendo 30 pacientes do sexo feminino e quatro do sexo masculino, uma cirurgia e uma sessão de quimioterapia. Neste período, a unidade registrou 16 internamentos, dos quais, seis ainda se encontravam em tratamento na unidade, até essa quinta-feira (20).

 De acordo com a coordenadora do setor de Enfermagem do Hospital, Aretuza Delfino, para efeito de internação, o paciente não precisa de regulação. “Qualquer tipo de câncer pode ser internado aqui, pois o hospital só trata as quatro referências somente para efeito de quimioterapia e cirurgia. No caso de internações é diferente. Basta o paciente chegar na emergência do Complexo e, se tiver apresentando sintomas ou sinais de doenças oncológicas que necessitem de internação, é encaminhado para uma enfermaria”, explicou.

Ela lembrou ainda que o paciente pode ser internado via ambulatório. “Se o paciente se sentir mal, por exemplo, depois de uma sessão de quimioterapia, pode ser internado também”, pontuou. O Hospital do Bem funciona com serviços de Oncologia de média e alta complexidade e tem uma estimativa de atendimento de 650 cirurgias oncológicas e 5.300 procedimentos de quimioterapia/ano, direcionados para a população dos 68 municípios que compõem a 3ª e 4ª macrorregiões de saúde do estado.

Paciente que inaugurou serviços de cirurgia do Hospital do Bem recebeu alta

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A aposentada Marli Alves da Silva, de 66 anos, de São Mamede, recebeu alta do Hospital do Bem, na manhã desta segunda-feira (17), e já está em casa. Na última sexta-feira (14), ela foi operada e inaugurou os serviços cirúrgicos da unidade que integra o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos e atende casos de câncer de próstata, mama, colo de útero e pele.

A alta foi assinada pelo cirurgião oncológico, Wostenildo Crispim, o mesmo que realizou o procedimento de retirada de tumor no endométrio. A técnica de enfermagem aposentada estava internada no Hospital do Bem desde o último dia 06 e, neste período, ficou em tratamento para regressão de uma anemia severa que impedia a realização do procedimento cirúrgico.

A paciente tem retorno marcado para o próximo dia 24, quando será reavaliada pelo cirurgião e, a partir deste procedimento, será definido o agendamento para início das sessões de quimioterapia, que também serão feitas no Hospital do Bem.