Hospital Regional de Patos

Adriano, o nosso ‘João de Deus’ terá alta social do Hospital de Patos, mas seu futuro ainda é incerto

Posted on

 

Adriano Teixeira Lima, popularmente conhecido como ‘João de Deus’, vai ter alta social do Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), na próxima semana. De alta médica há mais de 15 dias, ele permanece na unidade de saúde, onde foi internado no dia 30 de agosto último, por decisão da Justiça que determinou a permanência do paciente, mesmo sem necessidade de cuidados médicos intensivos, pelo fato dele não ter, até então, parentes conhecidos, nem apoio de qualquer espécie de órgãos governamentais. Uma audiência realizada nesta terça-feira (16), na Promotoria de Justiça de Patos, sob mediação do 3º Promotor de Justiça, Elmar Thiago Pereira de Alencar, autorizou a alta social e definiu alguns encaminhamentos.

Mas, essa alta social do hospital, que significa o começo de uma nova vida para Adriano, está longe de resolver os problemas dele. Primeiro porque as irmãs dele, Maria Sara da Conceição e Maria Luciana da Conceição, que foram localizadas graças a uma reportagem, onde ele revelou detalhes de sua vida, e que também compareceram a audiência, não têm condições financeiras, nem de infraestrutura para acolhê-lo onde moram, respectivamente, nos estados de Alagoas e Piaui. O resto da família, poucos membros, que vivem no interior alagoano também vivem em condições de extrema vulnerabilidade social, inclusive, com problemas relacionados a alcoolismo.

O que fazer então? Diante da situação, a representante comercial Luciana Pereira, uma das integrantes da força tarefa que o resgatou das ruas, maltrapilho e muito doente e que, diariamente, desde sua internação, visita Adriano no Hospital, dando apoio e cuidados, ofereceu a sua casa para que Adriano e uma de suas irmãs possam passar os próximos 45 dias até que a situação dele tenha uma solução definitiva. “Não vi outra alternativa. Fiz isso porque desde o início me propus a ajudá-lo. É uma questão de humanidade. Sabe quando você olha para uma pessoa e sente que ela precisa de você, de uma ajuda, de uma mão amiga. Não tenho muito, mas minha formação cristã não me deixa ficar omissa diante de uma situação desta”, disse Luciana, que vai ceder o quarto de um dos filhos, ela tem três, para dar espaço para Adriano e sua irmã durante esses 45 dias.

Nesse meio tempo, a Secretária de Ação Social de Patos, Edjane Barbosa Araújo, que também participou da audiência no MP, assumiu o compromisso de disponibilizar a rede de proteção assistencial do município, seja mediante a inclusão em programas de aluguel social ou de benefício de proteção continuada, através do CAPs II, e ainda com ações de assistência durante todos os dias úteis, inclusive, se responsabilizando pelo transporte e alimentação de Adriano, de segunda a sexta-feira, nos próximos 45 dias, a contar da data da alta social. Durante esse período, quinzenalmente, a equipe do CAPs terá que apresentar relatórios a Promotoria sobre as ações de inclusão e acompanhamento médico de Adriano e no final do prazo emitir parecer que balizará o encaminhamento do MP, no sentido de promover uma ação de interdição ou não. Isto porque, Adriano, ainda não se sabe, mas suspeita-se, apresenta problemas mentais que só exames mais aprofundados poderão ditar o diagnóstico.

A diretora geral do Hospital, Liliane Sena, também presente à audiência, confirmou a alta hospitalar de Adriano e o fato dele não ter mais necessidade de cuidados médicos intensivos e hospitalares, mas concordou com a permanência dele por mais uma semana, até a alta social. “Vamos continuar acolhendo-o por mais esse período. Essa é até uma questão de humanidade”, assegurou Liliane.

 Mas, quem pensa que o caso de Adriano está perto de ter um final feliz. Engana-se. As cicatrizes que ele agora carrega no corpo, fruto de uma cirurgia que removeu um grande tumor e boa parte de sua genitália, devem doer tanto quanto às da alma, pois ele foi uma criança que desde cedo teve que se acostumar com a ausência da mãe, que morreu de parto quando ele era pequeno, conviveu com atrocidades praticadas pelo pai, que hoje encontra-se foragido, teve que se virar desde adolescente para sobreviver, sua família sempre viveu em grave vulnerabilidade social, parentes que poderia acolhê-lo sofrem com problemas de alcoolismo, ou seja, Adriano cresceu sem muitos afetos e acolhimento, sem referencial de pais, e hoje, apesar do carinho das irmãs, ele não tem um porto seguro, não tem renda, não tem trabalho, não tem amigos, e a poucos dias, nem sua identidade era conhecida.

Apesar de calejado pela vida, ele desenha, tem traços delicados e contornos bem definidos, é educado, gentil até. A dureza da vida, não fez ele perder a ternura nos gestos. Com tanto sofrimento, ele ri pouco, muito pouco, por vezes, mantém o olhar fixo no horizonte como a perguntar o que farei, onde ficarei, como estarei amanhã, quem estará comigo? Perguntas tão simples para a maioria das pessoas, mas, que para ele tomam uma proporção diferente e ainda estão sem respostas a médio e longo prazo. Por enquanto, Luciana, tocada pelo dom da bondade e amor ao próximo, sentimentos que habitam pessoas especiais como ela, cedeu a sua casa, abriu o seu lar, para acolhê-lo nestes primeiros 45 dias fora do hospital. Mas, ela também precisa de ajuda. O Poder Público precisa fazer a sua parte. E nós, que integramos essa sociedade por vezes excludente, individualista e, por que não dizer, insensível, precisamos nos unir em prol dessa causa, contribuindo de forma coletiva e organizada para ajudá-lo.

Esse meu texto já é parte de minha contribuição, assim como foi a entrevista que fiz com ele que culminou na reportagem que possibilitou localizar seus familiares em Alagoas. Mas, eu quero mais. Vou coordenar junto com Luciana e todos os voluntários que abraçarem essa causa, uma grande campanha de mobilização popular para dar condições dele ter um lar, um emprego, assistência psicológica, condições de se manter dignamente e ser reconhecido e viver como um cidadão, como bem destaca a Constituição de nosso país, em seus vários artigos que tratam dos direitos de cada brasileiro. Quem se habilita a caminhar com a gente?

 

Eliane Sobral

Jornalista e Assessora de Imprensa do CHRDJC

Tudo o que ‘João de Deus’ revelou em entrevista é verdade e parentes seus já foram localizados

Posted on

Adriano Teixeira Lima é mesmo o nome de batismo de ‘João de Deus’, um rapaz que até o último dia 27 de setembro não tinha referenciais, nem mesmo se sabia o nome dele e que foi resgatado das ruas e encaminhado para o Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), onde fez cirurgia e tratamento e, onde, atualmente, ainda se encontra. Sem portar documento e com dificuldades de se comunicar, ele foi apelidado de João de Deus. A entrevista da semana passada, feita pela assessora de imprensa do Complexo, a jornalista Eliane Sobral, replicada em sites de várias cidades do Nordeste, inclusive em veículos do interior de Alagoas, serviu para que a informação chegasse aos familiares dele, que logo o identificaram e entraram em contato com a representante comercial, Luciana Pereira, que foi uma das integrantes da força tarefa que conseguiu resgatá-lo das ruas, no dia 30 de agosto, e leva-lo ao hospital.

“Fiquei muito emocionada e chorei bastante quando a irmã dele me telefonou, porque desde o início todos nós desejávamos que ele tivesse algum parente que pudesse ajudá-lo e a reportagem serviu para contar a história dele e fez com que isso chegasse até os familiares que logo o identificaram”, afirma Luciana. Segundo ela, esforços da família e das pessoas que querem ajudá-lo estão sendo feitos agora para definir a forma como proceder daqui em diante. Ainda de acordo com Luciana, a família havia perdido o contato com ele desde 2013.

De fato, Adriano tem três irmãos, duas mulheres e um homem, tem trinta anos (ao invés de 25 que ele disse ter), e nasceu em 25 de fevereiro de 1988 e sua mãe se chamava mesmo Maria Tereza da Conceição, que faleceu de parto e seu pai é José Teixeira Lima, também falecido, e é natural de Penedo (AL). Também foi confirmada a informação de que ele trabalhou na usina Caetés, na cidade de São Miguel dos Campos (AL) cortando cana-de-açúcar.

Quando foi resgatado para o hospital, Adriano apresentava um grave ferimento e tumoração na genitália, tanto que teve que passar por uma cirurgia de remoção de parte do órgão, um dia após sua internação. Desde então, mesmo com alta médica, há alguns dias, ele permanece na enfermaria de isolamento do hospital. Além de não ter para onde ir, há uma ordem judicial endereçada a direção da unidade, obrigando-a a acolher o paciente sob pena de pagamento de multa e outras implicações.

A diretora do Hospital, Liliane Sena, ao saber da identificação de parentes, disse que a unidade vai continuar acolhendo-o até a família vir resgatá-lo. “Todos nós nos sensibilizados com a situação dele e ficamos muito felizes com a notícia de que as informações sobre ele são verídicas e que familiares já foram contatados. Vamos aguardar os próximos dias para ver qual encaminhamento será dado, mas, o fato que agora sabemos que ele não é mais indigente e que, em breve, a situação dele terá um encaminhamento adequado”, afirma Lili. Ela lembra que Adriano não tem mais necessidade de cuidados médicos intensivos e hospitalares e que permanece na unidade apenas porque não tinha para onde ir,

Luciana Pereira, que diariamente, visita ele no Hospital, dando apoio e cuidados,  foi quem falou com as irmãs dele (Luciana e Paulla) e é quem está capitaneado esforços para que Adriano tenha uma boa ressocialização. No próximo dia 11, inclusive, ela tem uma audiência com seu advogado no Ministério Público para ver de que forma ele pode ser ajudado neste processo de resgate de cidadania. “O importante é definirmos para onde ele irá quando sair do hospital, com quem ficará, etc”, afirma Luciana. A diretora do Complexo, Liliane Sena, também participará da audiência no MP.

Hospital do Bem atende 57 pacientes no primeiro mês de funcionamento

Posted on

 

O balanço do primeiro mês de funcionamento do Hospital do Bem – unidade de oncologia do Sertão – mostra que foram atendidos 57 pacientes, sendo 44 mulheres e 13 homens, realizadas três cirurgias e duas sessões de quimioterapia. Inaugurado no dia 05 de setembro, a unidade que integra o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, atua com atendimento ambulatorial, tratamento quimioterápico e cirúrgico, para quatro tipos de câncer: pele, próstata, mama e colo de útero.

Neste período, segundo o levantamento do Hospital, foram atendidos pacientes de 22 municípios do sertão paraibano, que foram regulados das cidades de Água Branca, Bom Sucesso, Bonito de Santa Fé, Cacimbas, Catingueira, Catolé do Rocha, Desterro, Igaracy, Itaporanga, Jericó, Mãe D’água, Malta, Maturéia, Patos, Piancó, Quixaba, Riacho dos Cavalos, São Bento, São José do Sabugi, São Mamede, Serra Grande e Teixeira. O tipo de câncer com maior incidência neste primeiro balanço mensal foi o de mama, com nove casos confirmados e um suspeito.

O balanço que corresponde ao período de 05 a 28 de setembro mostra ainda que foram realizados 61 atendimentos ambulatoriais, sendo 57 primeiras consultas e quatro retornos. Neste período, a unidade registrou 18 internamentos.

A coordenadora do setor de Enfermagem, Aretuza Delfino, lembra que o Hospital do Bem só atende pacientes regulados, ou seja, com consultas e procedimentos já agendados previamente. A única exceção, explica ela, é em relação a internação. “Neste caso, o paciente não precisa de regulação, pois acolhemos pessoas com qualquer tipo de câncer pra internação. O hospital só trata as quatro referências somente para efeito de quimioterapia e cirurgia, para internação não há essa restrição. Porém, para isso, o paciente tem que se dirigir a emergência do Complexo e, se tiver apresentando sintomas ou sinais de doenças oncológicas que necessitem de internação, é encaminhado para uma de nossas enfermarias”, esclarece. Ela lembra ainda que a internação pode ser via ambulatório. “Se o paciente se sentir mal, por exemplo, depois de uma sessão de quimioterapia, pode ser internado também”, disse Aretuza.

A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, reitera que o Hospital do Bem não funciona de portas abertas, ou seja, não atende pacientes que não estejam agendados. “Recentemente, tivemos o caso de uma paciente de oncologia que nos procurou para tomar uma medicação, mas, nós não podemos atender desta forma, pois só atendemos pacientes com dia e hora marcados. Em casos de emergência, o paciente dá entrada no Hospital Regional e, se for o caso, é direcionado para o Hospital do Bem”, esclarece Liliane.

O Hospital do Bem funciona com serviços de Oncologia de média e alta complexidade e tem uma estimativa de atendimento de 650 cirurgias oncológicas e 5.300 procedimentos de quimioterapia/ano, direcionados para a população dos 68 municípios que compõem a 3ª e 4ª macrorregiões de saúde do estado.

Hospital de Patos passa por reformas e melhorias em vários setores incluindo a aquisição de novos equipamentos

Posted on

 

O Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) está passando por melhorias beneficiando vários setores. Com 60 anos de fundação, a unidade, que integra a rede estadual de saúde e é referência para mais de 80 municípios do sertão paraibano, já está com a cozinha e refeitórios reformados e climatizados; a lavanderia também passou por reformas e melhorias; o bloco cirúrgico passa por melhorias e está sendo construído um setor de imagem que, em breve, funcionará com tomógrafo, equipamento de endoscopia e sala de laudos. As intervenções começaram em maio último e devem ser finalizadas até final de outubro, incluindo outras ações.

 A Central de Materiais de Esterilização também passou por melhorias e todo o telhado do Complexo foi refeito, eliminando as infiltrações e utilizando uma telha especial que absorve 30% menos calor. A fachada do hospital e os corredores também foram revitalizados e pintados. Os jardins do hospital foram refeitos, incluindo a poda das árvores, assim como o paisagismo do novo Hospital do Bem, que faz parte do Complexo e foi inaugurado no último dia 5. A rampa de acesso do Hospital do Bem foi adequada às normas vigentes.

As melhorias ainda incluíram a renovação de todo o enxoval do Complexo, com a aquisição de quase três mil itens, entre lençóis, fronhas, mantas, batas e toalhas. “Essas são algumas das ações de melhorias que já podem ser percebidas tanto pelos pacientes e visitantes, como pelos funcionários e que tornaram o ambiente da unidade bem melhor. Estamos em obras em vários locais e quando tudo estiver concluído, deveremos ter um plus significativo na melhoria de nossa prestação de serviços”, afirma a diretora geral do hospital, Liliane Sena. Ela lembra que a compra de um novo arco cirúrgico, que deve chegar ao hospital em breve, também é outra ação que vai propiciar um salto de qualidade nos serviços da unidade.

Hospital do Bem atende pacientes de 15 municípios nas duas primeiras semanas de funcionamento

Posted on

Nas duas primeiras semanas de funcionamento, o Hospital do Bem – unidade de oncologia do Sertão – atendeu pacientes de 15 municípios da região (Água Branca, Bom Sucesso, Bonito de Santa Fé, Catingueira, Desterro, Jericó, Mãe D’água, Malta, Maturéia, Patos, Piancó, Quixaba, Riacho dos Cavalos, São Mamede e Teixeira). O tipo de câncer com maior incidência neste primeiro balanço foi o de mama, com cinco registros.

O Hospital faz parte do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos e foi inaugurado no último dia 05 de setembro e atende, para efeito de tratamento quimioterápico e cirúrgico, quatro tipos de câncer: pele, próstata, mama e colo de útero.

Nas duas primeiras semanas de atendimento, a maior parte foi do sexo feminino e a cidade que mais enviou pacientes foi Teixeira, com um total de 14 pessoas; seguida de Água Branca, com seis pacientes; e Patos com dois. Entre os dias 05 e 20 deste mês, foram realizados 34 atendimentos ambulatoriais, sendo 30 pacientes do sexo feminino e quatro do sexo masculino, uma cirurgia e uma sessão de quimioterapia. Neste período, a unidade registrou 16 internamentos, dos quais, seis ainda se encontravam em tratamento na unidade, até essa quinta-feira (20).

 De acordo com a coordenadora do setor de Enfermagem do Hospital, Aretuza Delfino, para efeito de internação, o paciente não precisa de regulação. “Qualquer tipo de câncer pode ser internado aqui, pois o hospital só trata as quatro referências somente para efeito de quimioterapia e cirurgia. No caso de internações é diferente. Basta o paciente chegar na emergência do Complexo e, se tiver apresentando sintomas ou sinais de doenças oncológicas que necessitem de internação, é encaminhado para uma enfermaria”, explicou.

Ela lembrou ainda que o paciente pode ser internado via ambulatório. “Se o paciente se sentir mal, por exemplo, depois de uma sessão de quimioterapia, pode ser internado também”, pontuou. O Hospital do Bem funciona com serviços de Oncologia de média e alta complexidade e tem uma estimativa de atendimento de 650 cirurgias oncológicas e 5.300 procedimentos de quimioterapia/ano, direcionados para a população dos 68 municípios que compõem a 3ª e 4ª macrorregiões de saúde do estado.

Paciente que inaugurou serviços de cirurgia do Hospital do Bem recebeu alta

Posted on

A aposentada Marli Alves da Silva, de 66 anos, de São Mamede, recebeu alta do Hospital do Bem, na manhã desta segunda-feira (17), e já está em casa. Na última sexta-feira (14), ela foi operada e inaugurou os serviços cirúrgicos da unidade que integra o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos e atende casos de câncer de próstata, mama, colo de útero e pele.

A alta foi assinada pelo cirurgião oncológico, Wostenildo Crispim, o mesmo que realizou o procedimento de retirada de tumor no endométrio. A técnica de enfermagem aposentada estava internada no Hospital do Bem desde o último dia 06 e, neste período, ficou em tratamento para regressão de uma anemia severa que impedia a realização do procedimento cirúrgico.

A paciente tem retorno marcado para o próximo dia 24, quando será reavaliada pelo cirurgião e, a partir deste procedimento, será definido o agendamento para início das sessões de quimioterapia, que também serão feitas no Hospital do Bem.

Hospital do Bem segue fluxo de atendimento específico com agendamento prévio de consultas e procedimentos

Posted on

 

O Hospital do Bem, unidade de Alta Complexidade em Oncologia do Sertão, em Patos, continua com seu fluxo de atendimento dentro da normalidade. A direção ressalta, no entanto, que o hospital só atende pacientes regulados, com data e horário pré-agendados de consulta ou procedimentos; e avisa que não adianta chegar ao hospital sem o devido encaminhamento, pois a unidade segue um fluxo de admissão específico.

Algumas pessoas têm procurado a recepção buscando informações de como utilizar os serviços da unidade. A diretora geral do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), Liliane Sena, explica que há dois tipos de demanda que serão atendidas no hospital, com processo de regulação diferentes. “Nós temos a demanda ambulatorial e a demanda de internação”, explica Liliane. A demanda ambulatorial, esclarece ela, começa pela Secretaria Municipal de Saúde, depois pela Central de Regulação Estadual até o Hospital do Bem. Já a demanda de internação começa pelo Núcleo Interno de Regulação (NIR) do Hospital de Origem onde está o paciente e este contata o NIR do Hospital Regional de Patos para fazer a regulação.

O Hospital do Bem atende quatro tipos de câncer: mama, próstata, pele e colo de útero e só atende pacientes com diagnóstico fechado ou forte suspeita. Num primeiro momento, o paciente é avaliado em uma consulta ambulatorial, médicos especialistas que fazem o encaminhamento para realização de quimioterapia e/ou cirurgia. “Toda demanda do hospital precisa ser regulada. A ambulatorial pelos municípios, enquanto a de internação é de hospital para hospital”, reforça Liliane Sena.

O Hospital do Bem possui 25 leitos de internação em oncologia clínica, oncologia cirúrgica e cuidados paliativos.

Treinamento destaca importância da acolhida dos pacientes no Hospital do Bem

Posted on

Embora a medicina tenha evoluído e oferecido muitos avanços no tratamento do câncer, o enfrentamento da doença nem sempre é fácil e necessita de alguns cuidados importantes. Um deles diz respeito ao acolhimento do paciente, a partir do momento que recebe o diagnóstico e inicia o tratamento. E foi justamente para melhor preparar a equipe para esse momento de acolhimento e na condução dos procedimentos do dia a dia, que a direção do Hospital do Bem, de Patos, realizou um treinamento multiprofissional, na tarde dessa segunda-feira (10).

Participaram da capacitação, profissionais de vários setores do hospital, desde maqueiros, porteiros, recepcionistas e enfermeiros. A instrutora foi a coordenadora do setor de Enfermagem do Hospital, que é especialista em oncologia e Cuidados Paliativos, Aretuza Delfino.  “Este treinamento foi importante porque, dentro de algumas grades curriculares, não se aborda oncologia. Vimos questões desde o fluxograma do paciente, ou seja, como ele é atendido pelo nosso serviço, passando pela parte de sistematização até chegarmos às especificidades da oncologia, com abordagens sobre a doença, como ela se desenvolve e quais as situações que essas equipes vão se deparar no decorrer das admissões e dos tratamentos”, disse.

O objetivo da capacitação foi repassar uma visão geral sobre o paciente oncológico, de como é o tratamento e suas intercorrências, a fim de que toda a equipe esteja preparada para lidar com as situações corriqueiras e inerentes aos serviços do hospital. “Por exemplo, como proceder quando o paciente chegar para fazer a limpeza do cateter? Todos devem ter noção do que é um cateter e para onde encaminhar esse paciente, mesmo que, diretamente, não vá trabalhar com esse serviço, mas, é importante que toda a equipe multiprofissional entenda desse processo”, destacou a coordenadora.

Aretuza lembrou que o paciente oncológico precisa ser acolhido de forma personalizada, com um olhar mais humanizado e diferenciado. “Nossa equipe multiprofissional, independente de função, precisa estar qualificada para atender, ouvir e acolher o paciente que chega aqui, oferecendo o suporte e informações que ele deve e merece saber sobre seu tratamento”, reforça a coordenadora do setor de Enfermagem do Hospital do Bem. A unidade integra o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos e começou a funcionar no último dia 5 de setembro.

Regulação de pacientes do Hospital do Bem é explicada durante reunião da CIR

Posted on

A regulação, os fluxos e formas de acesso dos pacientes que serão atendidos pelo Hospital do Bem foi explicada nesta quinta-feira (06), durante reunião com representantes da Comissão Intergestores Regional de Saúde – CIR.  O encontro aconteceu no auditório da Faculdade Integradas de Patos- FIP. Entre as deliberações, ficou definido que o Hospital vai atender por abrangência, sem estabelecimento de cota por município. A unidade, que integra o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, e começou a funcionar no último dia 05, abrange um total de 89 municípios do sertão e alto sertão paraibano. O Hospital vai atender quatro tipos de câncer, com serviços de média e alta complexidade.

De acordo com a diretora geral do Complexo, Liliane Sena, todos os municípios da área de abrangência do hospital, serão atendidos de acordo com as necessidades de cada localidade. Ela explicou ainda que, a partir de segunda-feira (10), o ambulatório do Hospital do Bem vai começar a atender aqueles pacientes com fortes suspeitas da doença, nas quatro especialidades que a unidade vai atuar (Mama, Próstata, Útero e Pele). “Nosso ambulatório vai atender pacientes que precisam de uma biopsia ou mesmo de um exame para fechar o diagnóstico da doença”, disse.

Ainda de acordo com a diretora do Complexo, a regulação dos pacientes para a unidade se dará a partir da busca ativa de cada município em seu território, identificando o paciente que já tenha diagnóstico fechado ou que tenha passado por especialistas e apresentem uma forte suspeita através de exame. “A partir desta identificação, o município encaminha um e-mail para a Central de Regulação do Estado, com esse exame e a indicação para o paciente ir para o Hospital do Bem. A Central recebe esse e-mail, e passa para o oncologista regulador que analisa o encaminhamento e verifica se o paciente tem perfil para ser atendido no Hospital do Bem e, de forma ágil e rápida. Após essa análise, a Central reencaminha o e-mail para o município, já com a definição de data e hora que o paciente será atendido e também em qual especialidade”, explica a diretora.

Liliane acrescentou que, até o paciente estar com o diagnóstico fechado, essa regulação será de responsabilidade das Secretarias Municipais de Saúde, em função desta prerrogativa ser inerente ao território municipal. “Um paciente, por exemplo, que foi atendido no Hospital do Bem e precisa de uma biópsia, já sai da unidade com a requisição de realização do exame para procurar a Secretaria de Saúde de seu município, já que é ela quem tem a responsabilidade sanitária sobre seu território, inclusive de fazer a regulação deste paciente junto a Central”, lembra Liliane Sena.

Sobre os leitos clínicos e cirúrgicos do Hospital do Bem, a regulação vai seguir o que já acontece no Hospital Regional que faz parte do mesmo Complexo. “O paciente que tiver em vigência de tratamento de quimioterapia, iremos acolher, assim como o paciente oncológico que está em remissão do tratamento, se tiver alguma intercorrência ele será recebido em hospital de referência, o mais próximo de seu município e, a partir daí, o médico da unidade junto com o do Hospital do Bem vão definir se ele precisará vir para o Hospital em Patos ou não”, explicou Lili. O Hospital do Bem conta com 25 leitos, distribuídos entre enfermarias clínica, cirúrgica e paliativa e não funciona de ‘portas abertas’, ou seja, para ser atendido o paciente precisar vir com agendamento prévio.

Hospital do Bem registra primeira internação com paciente de São Mamede

Posted on

A primeira internação do Hospital do Bem, que integra o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, aconteceu no mesmo dia em que o Hospital começou os atendimentos à população. A técnica de enfermagem aposentada, moradora da cidade de São Mamede, Marli Alves da Silva, de 66 anos, teve a indicação de internação após consulta no ambulatório da unidade com a oncologista Nayarah Castro. A consulta aconteceu por volta das 11h e, logo em seguida, foi providenciada a internação da paciente na Enfermaria Clínica, no primeiro andar do hospital. Ela está acompanhada de sua filha, Ianara Cabral.

A paciente que tem diagnóstico de CA de endométrio ia ser operada no hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, mas por causa de uma grave anemia não pôde realizar o procedimento. Com o início dos serviços do Hospital do Bem, a Sra. Marli vai poder realizar os procedimentos mais perto de casa. “Essas viagens para João Pessoa eram muito cansativas, de forma que poder me tratar aqui é muito melhor, além da estrutura do hospital e da equipe que me acolheu tão bem. Isso, com certeza, é um grande  alívio”, disse a aposentada.

A enfermeira chefe do plantão, Daniele Almeida, explicou que como a conduta da paciente é cirúrgica, hoje mesmo ela já foi avaliada pelo cirurgião oncológico, Wostenildo Crispim, que solicitou uma série de exames pré-operatórios, a exemplo de hemograma, coagulação, ureia, creatinina, além de uma avaliação ginecológica. “Somente após os exames e avaliação clínica da paciente será definida a data da cirurgia”, explica Dr. Wostenildo.

O Hospital do Bem atende casos de câncer de próstata, mama, colo de útero e pele, ofertando serviços ambulatoriais, quimioterapia e cirurgia, além de diversos exames de ultrassonografia com Doppler; tomografia; endoscopia; eletrocardiograma; exames laboratoriais e Raio X. Os exames de ressonância magnética e cintilografia óssea, serão terceirizados, mas custeados de forma partilhada pelas Secretarias de Saúde Municipal e Estadual de Saúde.