Hospital Regional de Patos

Sete pacientes do Complexo de Patos têm alta do isolamento Covid no mesmo dia

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Essa segunda-feira (13) foi um dia bem especial para quem atua no setor de isolamento Covid, do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC). Isto porque, num único dia, sete pacientes que se encontravam sob os cuidados da equipe da unidade para tratar do coronavírus venceram a batalha contra a doença, tiveram alta hospitalar e puderam retornar para seus lares. Dos sete pacientes, quatro são da cidade de Patos, um do município de São Bento, outro da cidade de Brejo dos Santos e outro de Teixeira. O momento da alta foi festejado por pacientes, familiares e por profissionais que integram as equipes do isolamento Covid da unidade.

O Sr. Raimundo da Silva, de 80 anos, da cidade de Patos, foi internado no Complexo no dia 10 e com melhora significativa teve alta com apenas três dias de tratamento. Francisco Danieres de Lima Gomes, de 38 anos, da cidade de Teixeira, deu entrada no dia 06 de julho e ontem também pôde voltar para casa. O Sr. Raimundo Rosa de Araújo, de 84 anos, morador de Patos, ficou cinco dias internado na unidade, entre o dia 08 e 13 de julho. Seu conterrâneo, Antônio Aureliano Silva, de 81 anos, precisou de mais dias para se recuperar, permanecendo interno do dia 01 ao dia 13. Agostinho José da Silva, de 76 anos, da cidade de Brejo dos Santos, deu entrada no dia 05 e nesta segunda-feira retornou para sua cidade. José Josimar Martins Alves, de 59 anos, de Patos, foi outro paciente que precisou de mais dias para se recuperar, permanecendo na unidade do dia 28 de junho até ontem (13). E Francisco Gomes da Silva, 56 anos, da cidade de São Bento, admitido no dia 1º de julho ontem também pôde retornar ao convívio de seus familiares.

A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, lembra que a admissão e alta de pacientes numa unidade de saúde é sempre um acontecimento cotidiano, mas, reitera que as altas do setor de Covid têm um sabor de superação mais que especial. “Essa pandemia que não é uma questão isolada, nem local, nem nacional, é mundial, mexe especialmente com todos os profissionais que, direta ou indiretamente, atuam numa unidade de saúde e como estamos lidando com uma doença nova, que pouco se conhece, que sequer tem uma vacina ou remédio específico, cujos protocolos praticamente foram sendo elaborados a medida em que a doença se manifestou, que se apresenta de variadas formas, que evoluiu de maneira diversificada, quando um paciente do isolamento Covid tem alta, isso simboliza que todos os esforços valeram a pena e que aquela cura não é somente do paciente que está voltando para seu lar, é de todos nós, por isso, as altas de Covid nos tocam de maneira ainda mais especial”, argumenta a diretora.

Complexo Hospitalar de Patos realizou 1422 cirurgias no primeiro semestre

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Referência para urgência e emergência de 86 municípios do sertão paraibano e ainda para tratamento oncológico por meio do Hospital do Bem, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, também realiza diversos tipos de cirurgias. Relatório da unidade aponta que de janeiro a junho deste ano foram realizados 1422 procedimentos, sendo a maioria deles de cirurgias ortopédicas, com 653 procedimentos, seguidos de cirurgia geral, com 281 registros.

A terceira maior demanda de cirurgia do Complexo no primeiro semestre de 2020, de acordo com o relatório de gestão, foi de cirurgias oncológicas, entre as quais destacam-se as de mama e útero. As cirurgias vasculares ocuparam a quarta posição na unidade com uma demanda, neste período, de 175 procedimentos, enquanto as de bucomaxilo ficaram na quinta posição com 67 casos.

Houve ainda registros de nove cirurgias urológicas, quatro procedimentos de otorrino e ainda mais quatro cirurgias plásticas reparadora. Em média, o Complexo realiza 142 cirurgias/mês. “A especialidade de ortopedia é a que responde por maior demanda de cirurgias da unidade, com um percentual de 44% do total de procedimentos, devido aos casos de acidentados que são encaminhados para cá, e boa parte dos quais necessita de algum procedimento cirúrgico em decorrência da gravidade das lesões”, explica a diretora geral do Complexo, Liliane Sena.

Ainda segundo a direção do Complexo, com a ampliação do número de leitos de UTIs e também, em breve, do bloco cirúrgico, a capacidade de atendimento da unidade será ampliada. “Há um projeto de ampliação já anunciado pela Secretaria Estadual de Saúde que já iniciamos com a implantação de 20 novas UTIs Covid que, quando acabar a pandemia, poderão ser incorporadas aos serviços do hospital, que inclui ainda ampliação do nosso centro cirúrgico e outras intervenções já anunciadas pelo secretário, Geraldo Medeiros”, finaliza Liliane, lembrando que o Hospital do Bem passa, atualmente, por uma ampliação que vai permitir a incorporação de mais leitos, além dos 25 já existentes no local.

Complexo Hospitalar de Patos é referência para o sertão em cirurgia bucomaxilofacial

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Com uma equipe de oito profissionais efetivos concursados que trabalham em regime de escala diária, tendo sempre à disposição dois profissionais a cada plantão para atendimentos das cirurgias bucomaxilofacial de urgência e emergência, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, é referência no sertão paraibano nesta especialidade, que é a terceira mais solicitada da unidade, ficando atrás apenas das cirurgias ortopédicas e gerais, respectivamente. Além de Patos, esse tipo de procedimento cirúrgico só é realizado em Campina Grande e João Pessoa. Relatório da unidade aponta que de janeiro a junho deste ano foram realizadas 67 procedimentos nesta especialidade, com uma média de 11 cirurgias/mês. Nesta quinta-feira (09), a unidade zerou as cirurgias bucomaxilofaciais.

O coordenador do setor de bucomaxilo do Complexo, o cirurgião-dentista Luciano Pires de Figueiredo, que atua na unidade desde 2010, explica que os casos mais constantes em Patos são os traumas, advindos de acidentes com motos, automóveis, agressão física e quedas, sendo os casos mais complexos os traumas da região frontal com afundamento e as fraturas cominutivas do terço-médio da face. Única referência no sertão da Paraíba, o Complexo tem capacidade para realizar cirurgias BMF de qualquer porte, porém, precisa de mais salas de cirurgia totalmente equipadas e caixas cirúrgicas para que a equipe possa realizar ainda mais procedimentos diários. “Há um projeto de ampliação de salas de bloco cirúrgicos e de UTI em curso que, em breve, vai ampliar nossa capacidade de atendimento”, reforça a diretora geral do Complexo, Liliane Sena.

Segundo Dr. Luciano, as cirurgias realizadas no Complexo duram, em média, cerca de duas horas, mas, há procedimentos que chegam a duplicar esse tempo devido à gravidade das lesões e a complexidade dos procedimentos para restauração da parte afetada pelo trauma. “No Complexo, há admissão quase diária de pacientes, chegando a fazer mais de uma internação por plantão e os casos são os mais diversos possíveis”, afirma o coordenador do setor de BMF.

Ainda segundo Dr. Luciano, em casos de lesões que afetem a face, o aconselhável é manipular o mínimo possível a ferida, devendo apenas colocar uma compressa em casos de hemorragia e se dirigir o mais rápido possível para um serviço de saúde. “Alguns casos podem evoluir para óbito, caso não sejam atendidos imediatamente”, afirma ele.

Sobre cirurgia buco-maxilo-facial

A cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial é uma especialidade da odontologia que trata as doenças da cavidade oral e seus anexos, tais como: traumatismos e deformidades faciais (congênitos ou adquiridos), traumas e deformidades dos maxilares. Dentre as doenças, existem os tumores, os cistos nos maxilares, as manifestações associadas a doenças sistêmicas como AIDS, tuberculose e sífilis, entre outras. As deformidades faciais são compreendidas desde as sequelas de doenças, como o câncer (os traumas severos), até distúrbios de desenvolvimento (como as síndromes) ou alterações do desenvolvimento, como o prognatismo (aumento dos maxilares) e micrognatismo (diminuição dos maxilares), ou a combinação delas. A cirurgia buco-maxilo-facial é de âmbito ambulatorial ou hospitalar. Nos ambulatórios ou consultórios são exercidas cirurgias menores, na sua grande maioria sob anestesia local, onde são, por exemplo, removidos dentes inclusos, pequenos tumores benignos, cistos, lesões periapicais, implantes dentários e cirurgias para adaptações protéticas, entre outras. As cirurgias de grande porte são realizadas sob anestesia geral em ambiente hospitalar como as que acontecem no Complexo de Patos.

A reconstituição de nariz por traumas é uma das cirurgias mais corriqueiras da unidade
A reconstituição de nariz por traumas é uma das cirurgias mais corriqueiras da unidade
De janeiro a junho deste ano foram realizadas 67 cirurgias buco-maxilo no Complexo de Patos
De janeiro a junho deste ano foram realizadas 67 cirurgias buco-maxilo no Complexo de Patos
Os procedimentos mais complexos duram mais que quatro horas
Os procedimentos mais complexos duram mais que quatro horas
O Complexo realiza uma média de 11 cirurgias buco maxilo mês
O Complexo realiza uma média de 11 cirurgias buco maxilo mês
O Complexo realiza uma média de 11 cirurgias buco maxilo mês
O Complexo realiza uma média de 11 cirurgias buco maxilo mês
Integrantes da equipe de cirugiões BMF do Complexo
Integrantes da equipe de cirugiões BMF do Complexo
Dr. Luciano Pires é o corrdendor do setor de cirurgia BMF do Complexo
Dr. Luciano Pires é o corrdendor do setor de cirurgia BMF do Complexo
Dr. Luciano em procedimento no Complexo
Dr. Luciano em procedimento no Complexo
Dr. Luciano com colegas que atuam na equipe de BMF do Complexo
Dr. Luciano com colegas que atuam na equipe de BMF do Complexo

Idosa, diabética, hipertensa e cardiopata ex-paciente do Complexo de Patos vence a Covid e é inspiração para outras pessoas superarem a doença

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73% dos pacientes que vieram a óbito no Brasil vítimas de complicações da Covid-19 têm mais de 60 anos, de acordo com os dados mais recentes do ministério da Saúde. E se o idoso tiver comorbidade, esse percentual é ainda maior. Mas, essa estatística não se aplicou a aposentada Francisca Maria de Assis, de 88 anos, moradora do bairro Belo Horizonte, de Patos, que venceu o coronavírus mesmo sendo uma paciente considerada de risco, já que além da idade, ela é diabética, hipertensa e cardiopata. A Sra. Francisca ficou sob os cuidados do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, durante uma semana. A alta dela, no dia 29 de junho, foi bastante festejada pela família que agora torce pela recuperação de seu esposo, o Sr. José Maria Sutero, de 95 anos, que desde o dia 02 de julho último está na UTI, sob os cuidados da equipe Covid do hospital de Patos.

A Sra. Francisca deu entrada no Complexo no dia 22 de junho, num quadro considerado grave, com febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço, perda de olfato e paladar. Ela chegou numa ambulância do SAMU, inconsciente e após a realização de testes foi confirmado o diagnóstico de Covid. Ela tem poucas lembranças de sua permanência na unidade, onde ficou na UTI e depois na enfermaria, mas, sem a necessidade de suporte ventilatório invasivo. Ela não precisou ficar intubada e foi tratada com uma combinação de antibióticos, antiviral e anticoagulantes. E aos poucos foi reagindo ao tratamento e revertendo o quadro agudo até sua alta que foi bastante comemorada pela equipe da unidade.

“Não tenho muitas lembranças da minha internação, mas, do que me lembro sei que fui muito bem tratada, o atendimento foi muito bom, lembro de usar oxigênio para respirar melhor e de ser carinhosamente acolhida pela equipe, inclusive, por uma funcionária cujo nome não lembro, mas que disse que vinha aqui tomar café comigo quando eu me recuperasse totalmente”, disse dona Francisca, cobrando a promessa da colaboradora do Complexo.

A filha da Sra. Francisca, Maria da Guia, fala com satisfação da recuperação da mãe e espera que seu pai tenha a mesma evolução. “Minha mãe é idosa, toma remédios para pressão, para o coração, mas Deus agiu e ela venceu a Covid-19 e já voltou para casa. Todo muito está feliz com a volta dela e agora esperamos o mesmo com nosso pai”, disse Guia, fruto da união de 67 anos do casal, que no dia 09 de novembro próximo completará 68 anos de casados. Dessa união, nasceram 14 filhos, dos quais nove estão vivos e todos moram em Patos. Eles têm ainda 33 netos, 28 bisnetos e um tataraneto.

Dona Francisca está em casa e segue aguardando seu esposo retornar para casa para reforçar o juramento que fizeram há 67 anos: estarem juntos na saúde e na doença. A família não sabe ao certo como o casal contraiu a Covid, mas, a suspeita recai sobre o comércio de melancia que eles mantêm em casa o que, inevitavelmente, os coloca em contato com várias pessoas. Agora é torcer para a recuperação do Sr. José que encontra-se na UTI Covid do Complexo com quadro estável, mas, ainda com a necessidade de respirador. Na tarde desta quarta-feira (08), ele foi retirado da ventilação mecânica invasiva, mas, como voltou a apresentar desconforto respiratório teve que ser reintubado.

Complexo Hospitalar de Patos realiza reunião multiprofissional com as equipes que prestam assistência nas UTIS COVID da unidade

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Numa UTI o objetivo comum é a recuperação do paciente em tempo hábil, num ambiente físico e psicológico adequados, onde a atitude particular de cada membro da equipe que ali trabalha está orientada para o aproveitamento das facilidades técnicas existentes, aliadas a um bom relacionamento humano. E para um bom trabalho em equipe, deve existir além do espírito de equipe, o respeito mútuo entre os membros da mesma, para que cada um desempenhe harmonicamente o seu papel em área de sua responsabilidade, através da união de conhecimentos, experiências e habilidades. E é justamente para reforçar a importância dessa convergência de atitudes que médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas que atuam na UTI COVID do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, estão participando de uma ação cotidiana que atualiza fluxos internos para melhor direcionamento da assistência multiprofissional executada na Unidade de Terapia Intensiva do isolamento COVID da unidade.

A capacitação permanente tem acontecido com todas as equipes plantonistas do setor, de forma diária, explica a Gerente de Enfermagem do CHRDJC, Séfora Cândida Vasconcelos, que junto com o médico responsável técnico pelas UTIS, Dr. Victor Couto e a coordenadora de Enfermagem do setor, Edinelza de Queiroga, conduzem a ação. “É importante ressaltar que está capacitação será realizada com todas as equipes plantonistas do setor, todos os dias, efetivando assim o compromisso da gestão estadual e da gestão local do CHRDJC em garantir aos profissionais que estão na linha de frente, momentos de educação permanente, visando sempre uma assistência integral e equânime ao paciente do isolamento COVID”, destaca Séfora, lembrando que esse trabalho começou a ser desenvolvido nesta terça-feira à noite e acontecerá, permanentemente, daqui em diante.

O Complexo de Patos é uma das unidades de saúde do estado referência no sertão para atendimento de casos de COVID-19. O Hospital dispõe de 20 leitos de UTI COVID mais 30 leitos de Enfermaria. Além de Patos, Pombal, Cajazeiras e Piancó são municípios referência para casos de coronavírus. A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, lembra a importância desse atendimento no sertão paraibano. “Ter unidades de referência para casos de Covid no sertão e que usam os protocolos e dispõem de equipamentos que são utilizados em nível nacional para casos desta natureza é uma segurança e tranquilidade para a população que sabe que em caso de necessidade terão acesso ao tratamento adequado, perto de casa”, destaca Liliane.

Colaborador do Complexo de Patos vence o Covid-19 e diz que sua fé em Deus e o amor dos familiares e amigos o fez superar a doença

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Foram oito dias de batalha, sete dos quais passados na UTI, para recuperar sua capacidade respiratória e melhorar dos sintomas do Covid-19. Mas, nem mesmo quando fez a penúltima Tomografia, que atestou um comprometimento pulmonar de 50% a 70%, Jullierme Sousa de Araújo, 44 anos, que atua no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, como técnico de imobilização ortopédica, desde março de 1994, perdeu as esperanças de voltar para casa e reencontrar a esposa e seus dois filhos, um garoto de sete anos e uma jovem de 22 anos. E a tão esperada alta aconteceu nesta segunda-feira (07), um dia após ele deixar a UTI e ir para a Enfermaria, onde permaneceu 24h em observação. Colegas de Jullierme se emocionaram junto com ele nesta despedida que foi só alegria e gratidão.

Natural de Patos, mas, atualmente, morando em São José de Espinharas, Jullierme trabalha na linha de frente do Complexo, atendendo um grande fluxo de pessoas, de várias cidades, que procuram o serviço do Centro de Imagens da unidade, onde funciona o setor que ele atua. Ele acha que foi contaminado em um destes atendimentos, mesmo fazendo uso dos EPI’s. “Atendemos muita gente e ai fica difícil saber quem contaminou quem”, afirma ele, que mesmo tendo realizado o teste rápido, entre os dias 22 e 25 de junho, teve um resultado negativo para o Covid. Mas, oito dias depois da negativação dos exames, ele deu entrada no Complexo com quadro de desconforto respiratório intenso e após realização de novos testes testou positivo para o coronavírus.

Dos oito dias que permaneceu internado, vivenciando o cotidiano de um paciente de isolamento, sete dos quais na UTI, felizmente, sem necessitar de ventilação mecânica, mas, sob cuidados intensivos, Jullierme pôde refletir sobre a importância da família e dos amigos. “Descobri nesse processo que diante de tudo e desta situação difícil existem amigos verdadeiros e que a família é nosso bem maior e mais precioso e além disso, tudo isso me fez refletir o quanto sou amado”, afirma ele.

Os primeiros sintomas sentidos por ele foram dores na garganta. Depois surgiram muitas dores pelo corpo, febre altíssima por quatro dias e logo em seguida veio a perda do olfato, sintoma característico da Covid. Após isso, veio um cansaço que o obrigou a ser internado para um tratamento mais profundo e sério devido ao desconforto respiratório. Continuando o tratamento em casa, agora fora de perigo, Jullierme afirma que teve momentos angustiante, pelo agravamento do quadro, mas não perdeu as esperanças em nenhum momento.

“Devido a evolução do meu problema, fiquei com o meu psicológico a mil, porém, sempre fui e sou uma pessoa temente a Deus e sempre pedia forças para Ele não me desamparar e assim Ele o fez. Isso só reforçou ainda mais a minha fé”, diz ele, que além de Deus, agradece aos profissionais que cuidaram dele na unidade, especialmente, os médicos Everton, Diego Varela e Ruan, que segundo ele, foram essenciais para sua recuperação. Muito grato pelos cuidados que recebeu enquanto era paciente da unidade, ele reforça a importância das pessoas se cuidarem e da direção do Complexo estar sempre atenta ao processo de desinfecção dos setores de trabalho. “Os profissionais que atuam no gesso como eu, também estão na linha de frente, porque atendem pessoas de várias cidades e muitas delas são assintomáticas, daí a importância desse trabalho preventivo. As pessoas também não devem relaxar no uso de máscaras, na higienização das mãos e também nas medidas restritivas”, reitera ele, que só vai voltar ao trabalho quando estiver totalmente reestabelecido, o que deve ocorrer na segunda quinzena de julho.

Paciente cardiopata tem alta após superar enfarte e se curar do Covid-19 no Complexo Hospitalar de Patos

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O mês de junho, sempre marcado pela alegria das festas juninas, a partir deste ano vai ser lembrando pela família do aposentado Inácio Morais com ainda mais alegria. Isto porque, foi durante o último mês de junho, que o Sr. Inácio, 75 anos, morador do bairro São Sebastião, superou um enfarte e o Covid-19. Em ambas as ocasiões, ele foi acolhido pela equipe do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) e contou com o aporte da unidade para se recuperar das duas enfermidades e voltar para casa no último dia 29, quando teve alta do isolamento Covid.

Inicialmente internado por causa de um enfarte, ele ficou no hospital do dia 02 a 15 de junho. Superada essa primeira batalha, poucos dias depois de retornar para casa, em contato com um vizinho que testou positivo para Covid-19 e que costumava conversar com ele, o Sr. Inácio começou a perder o apetite, apresentar dores no corpo e voltou a ser internado, desta vez com suspeita de coronavírus, o que se confirmou após a realização de exames. Na última internação, desta vez na enfermaria do isolamento, o Sr. Inácio passou uma semana, do dia 23 ao dia 29, fazendo uso do suporte ventilatório não invasivo e tomando as medicações que são de praxe em casos desta natureza.

No dia da alta, ele segurou a folha onde estava escrito ‘Eu venci o Covid’ e posou para fotos junto com profissionais que o acompanharam nessa última internação. “Fui muito bem tratado no hospital. Tanto da primeira, quando dessa última internação. As enfermeiras e todo o pessoal foram muito simpáticos. Sempre atenciosos. Só tenho a agradecer os tratamentos”, disse ele. A filha dele, Lana Morais que acompanhou a entrevista, enalteceu a importância das vídeos chamadas feitas por celular enquanto seu pai estava no isolamento. “Era muito bom poder falar e vê-lo. Isso nos tranquilizava”, disse ela.

A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, comemorou mais uma alta de paciente de Covid-19. “Cada alta que damos, inclusive de pacientes idosos e com alguma comorbidade como no caso do Sr. Inácio, é uma chama de esperança que renova as nossas forças. Não tem sido dias fáceis, mas, nossa equipe tem tido uma dedicação tamanha e não tem medido esforços para manter um tratamento humanizado mesmo com todas as restrições de contato que a doença impõe. Esperamos que tenhamos muitas outras histórias de superação como a do Sr. Inácio nesta batalha cotidiana na busca da cura de nossos pacientes”, afirma Liliane.

Complexo de Patos realiza testagem rápida para Covid-19 de todos os seus profissionais

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Todos os profissionais que atuam no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, exceto os que já positivaram para o Covid-19, deverão se submeter ao teste rápido que detecta os níveis de IgG e IgM. A testagem em massa de profissionais da unidade começou nesta quarta-feira (01) e deve se estender até o próximo dia 17, quando todos os 799 profissionais do Complexo tiverem feito o teste.

Os exames estão sendo realizado pelo Núcleo Hospitalar de Vigilância Epidemiológica e é direcionado para as equipes diurnas e noturnas, obedecendo um calendário setorial, a fim de evitar aglomerações e filas no procedimento. Neste primeiro dia de aplicação dos testes foram convocados a comparecer os profissionais que atuam no setor de compras, cozinha, higienização, manutenção, classificação de risco, área verde e os médicos plantonistas do dia.

A diretora geral da unidade, Liliane Sena, explica que o objetivo da testagem em massa é identificar novos focos de transmissão da Covid-19 entre os trabalhadores e assim assegurar uma melhor assistência preventiva para os profissionais do Complexo e ainda mais segurança para a população assistida. Ela reitera que a testagem rápida é direcionada para àqueles que não positivaram para o Covid. “Fizemos um agendamento por setor de maneira a evitar aglomeração e longa espera e será feito de acordo com quem está de plantão no momento para que o profissional não precise sair de casa para fazer o teste. Devido a quantidade de profissionais que temos, a previsão é que a gente leve de 10 a 15 dias para testar todos, incluindo os efetivos que só vêm ao hospital uma vez na semana”, afirma Liliane.

O teste em massa não será rotina na unidade. “É importante salientar que seguimos orientação da Secretaria de Saúde, realizado a testagem em massa em um único momento. Depois, ficaremos testando apenas os sintomáticos respiratórios como já vínhamos fazendo”, destaca Liliane. Os exames estão sendo realizados no local onde funcionava o antigo Guarda volume da unidade, durante o dia, das 14h às 19h, e com a equipe noturna, das 19h às 23h. Psicólogos, Assistentes Sociais, Farmacêuticos, Nutricionistas, Fisioterapeutas e Técnicos de Imobilização serão testados nos dias de plantão, enquanto que os profissionais do setor Covid farão o teste no próprio setor de isolamento, junto ao serviço de epidemiologia.

Complexo Regional de Patos registra aumento nos atendimentos de vítimas de acidentes em junho

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Obalanço de atividades do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) relativo ao período do dia 1 a 30 de junho, no que diz respeito aos serviços de urgência e emergência de vítimas de acidentes de trânsito registrou sensível aumento nos atendimentos em relação ao mês de maio. Foram 200 atendimentos em junho contra 174 ocorrências em maio.

Dos 200 atendimentos de registros de acidentes em junho, 172 foram de vítimas que se envolveram em acidentes com motos. Os acidentes com bicicleta registraram 15 ocorrências, ficando em segundo lugar em atendimentos, seguido de acidentes de automóvel, com nove casos e ainda houve quatro atropelamentos. No mês de junho, não teve registro de atendimento de acidente com veículo de tração animal.

Os dados referentes a atendimentos com vítimas de violência em junho totalizaram 24 casos, sendo 11 por ferimentos causados por arma branca, nove ocorrências de agressão física e quatro pessoas feridas por armas de fogo.

A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, destaca que o aumento, embora sensível, nos atendimentos de vítimas de acidentes de trânsito, já mostra os reflexos do relaxamento das medidas de isolamento. “A diminuição da circulação de pessoas nas ruas e também nas estradas, de fato, teve destacada interferência nos dados de maio, e da mesma forma, a flexibilização já reflete nos dados de nossa porta de entrada, com um aumento de 26 casos de um mês para o outro de vítimas de acidentes de trânsito”, afirma a diretora.

São João é comemorado com alegria e humanização com pacientes e acompanhantes do Hospital do Bem de Patos

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No Hospital do Bem, de Patos, a tristeza não faz morada e o que impera é a alegria, a esperança, o amor, a empatia e, sobretudo, a humanização. E foi a partir dessa vivência cotidiana de que a rotina da unidade vai muito além dos medicamentos prescritos, das consultas realizadas, dos tratamentos e cirurgias realizadas que, no começo da manhã desta quinta-feira (25), pacientes, colaboradores e acompanhantes foram surpreendidos com uma comemoração junina, com direito até a decoração temática. A ação, denominada ‘Arraiá do Bem’ teve café da manhã com comidas típicas ao som de xote, xaxado e baião, foi realizada no hall da unidade que integra o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro e surpreendeu os pacientes que chegavam para consultas ou sessões de quimioterapia.

Sem abraços e nenhum contato físico, com cuidados especiais no preparo e distribuição das iguarias juninas (todas foram embaladas e separadas individualmente), mantendo o distanciamento, o evento contou com a participação da diretora geral do Complexo, Liliane Sena, que enalteceu a importância da iniciativa. “Esse é um momento de muita alegria, um momento de humanização, onde comemoramos um festejo genuinamente nordestino, que remonta às nossas raízes culturais, então puder proporcionar esse momento, mesmo de forma atípica, para nossos pacientes e seus acompanhantes é muito gratificante”, disse Liliane.

A oncologista do Hospital do Bem, Dra. Nayarah Castro, participou do Arraiá do Bem e destacou a importância dessa ação na acolhida dos pacientes. “Essa ação foi excelente porque quebrou um pouco do clima que ronda um hospital oncológico. Foi um momento que mesmo mantendo todos os procedimentos preconizados durante esse período de pandemia e mesmo impedidos de terem um contato mais próximo, os pacientes tiveram um momento de integração com música, um café da manhã, se tornando um momento ímpar de descontração e também de comemoração de uma festa muito importante para os nordestinos, reascendendo esperança e alegria, questão cruciais para quem passa por um tratamento contra o câncer”, destacou a médica.

A paciente Nascycleide Valéria dos Santos, de Patos, que faz tratamento no Hospital do Bem contra um câncer de mama, falou de sua alegria ao chegar na unidade na manhã desta quinta-feira e se deparar com um acolhimento tão especial. “Eu gostei demais, fui muito bem recebida. Aqui todo mundo é acolhido do mesmo jeito, não há diferença de tratamento e eu só tenho a agradecer a Deus por dispor de um hospital tão bom como esse, com profissionais tão carinhosos e competentes”, disse ela. Jamilly Nunes Sousa, acompanhante da paciente Maria Moura Nunes, da cidade de Pombal, que se trata de um câncer de mama, destacou a surpresa que teve ao chegar no hospital e ser calorosamente recepcionada. “Foi bem divertido, gostei bastante, nem imaginava isso tudo. Foi animado, diferente. O Hospital do Bem não é só uma unidade que recebe pacientes para tratamento, ele acolhe de forma muito especial todos que vêm aqui”, disse ela.

A coordenadora do setor de regulação do Hospital, Keyla Montenegro, participou da ação e elogiou a união de todos os colaboradores para proporcionar esse momento. “Mesmo diante do momento que estamos vivendo, nos reunimos para poder realizar o Arraiá do Bem. Tomando todos os cuidados, mantendo o distanciamento seguro, todo mundo de máscara, não deixamos de acolher nossos pacientes de maneira calorosa e não deixamos também passar em branco uma data tão significativa para todos nós”, disse Keyla. A Assistente Social, Suênia Santos também participou da organização do evento e enalteceu a alegria dos pacientes. “Em meio a essa pandemia, a gente percebe que os pacientes estão muito preocupados e essa iniciativa trouxe alegria e descontração o que é muito bom para melhorar o humor e astral das pessoas”, destacou Suênia.

A psicóloga Pryscila Guedes lembrou do simbolismo da festa junina e do quanto é importante essa comemoração. “Nossa cultura é muito calorosa, nós gostamos de nos cumprimentar com beijo e abraços e tudo isso está proibido neste momento de pandemia, de forma que uma comemoração como essa, mesmo com o distanciamento, proporcionou um momento de descontração e alegria, muito importantes para todo mundo, especialmente, para pacientes oncológicos”, finalizou Pryscila.