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Produtores de cana da Paraíba prestigiam missa que marca abertura da safra 2019/2020 da COAF

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O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, além de dirigentes da entidade paraibana, prestigiou a missa campal, realizada nesta quarta-feira (28), em Timbaúba (PE). A cerimônia marcou o início da moagem de cana-de-açúcar da antiga Usina Cruangi que, desde 2015, é administrada pela Cooperativa do Agronegócio dos Fornecedores de Cana-de-Açúcar (Coaf). “Testemunhar o sucesso desta iniciativa, muito nos alegra, pois, a COAF está fazendo história, gerando emprego e renda, valorizando o produtor e contribuindo de maneira significativa com o setor canavieiro e o mercado sucroenergético do Nordeste”, destacou José Inácio. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara e outras autoridades também estiveram presentes.

A previsão da COAF, que fabrica etanol e cachaça, para a safra 2019/2020 é processar 780 mil toneladas de cana, fabricar cerca de 60 milhões de litro de etanol, além de 10 milhões de litros de aguardente, no período de setembro deste ano a março de 2020 quando está previsto o encerramento da moagem. A COAF é formada por um grupo de 800 fornecedores de cana que assumiu a antiga Cruangi, em 2015. De lá para cá, vem crescendo ano a ano.

Segundo o presidente da COAF, Alexandre Lima, a cooperativa trabalha na atual safra com uma expectativa bem positiva, incluindo novas fontes de renda com a venda de energia elétrica. Para tanto, a direção da COAF já está trabalhando junto a ANEEL para regularizar a situação de venda de energia, além de já realizar a venda do bagaço direcionada a alimentação animal. “Temos uma boa expectativa de safra, já que o inverno foi bem distribuído e aumentou a produtividade na região de forma considerável, além disso trabalhamos com uma extra safra porque compramos 220 mil toneladas de cana, aumentando nosso contingente de matéria-prima e deveremos bater recorde de safra esse ano, com a graça de Deus e muito trabalho”, destacou Alexandre.

O presidente da Unida lembra um outro ponto importante da Cooperativa para o setor canavieiro que é a melhoria na remuneração dos fornecedores. “A COAF se destaca como a melhor pagadora do preço da cana dentre as usinas de Pernambuco. Nos dois últimos anos, pagou a maior média de ATR (taxa de açúcar da cana) e isso, naturalmente, serve de referencial para as demais indústrias”, reitera José Inácio. O ATR é um dos indicadores principais para definição do valor que as usinas pagam aos fornecedores pela cana.

Presidente da Asplan dá palestra no 18º Workshop da STAB e destaca os métodos de plantio e tratos culturais utilizados na Paraíba

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Os produtores de cana nordestinos participaram, essa semana, do 18º Workshop sobre Plantas Daninhas, Nutrição e Adubação em Cana-de-açúcar que aconteceu no auditório Planalsucar, da Estação Experimental de Carpina, da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. O evento, que teve início no dia 27 e concluído nesta quinta-feira (29), contou com a participação do presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, que proferiu palestra no dia 28. Na ocasião, José Inácio falou sobre o “Manejo de Plantio e Tratos Culturais de fornecedores” de cana da Paraíba. A palestra foi marcada pela apresentação dos métodos em solos paraibanos e pela experiência do dirigente da Asplan no cultivo de cana-de-açúcar.

José Inácio iniciou sua palestra falando da importância de se escolher bem uma área para plantio e fazer a correção de solo. Nos solos paraibanos, ele mostrou que se faz muita correção com gesso e calcário e chamou atenção de todos para que não caiam em armadilhas de vendedores. “Cuidado com novidades do mercado e com modismos”, disse José Inácio, destacando que é interessante conversar com outros produtores para conhecer as técnicas que estão dando certo em outras propriedades, afinal, trata-se de um mesmo tipo de solo, mudando, talvez, apenas o tipo de variedade de cana.

“O solo é o mesmo e geralmente o modo de correção que dá certo para um, dá para outros, por isso é tão importante eventos como esse para que possamos mostrar nossas experiências e trocar ideias. O que muda pode ser a variedade de cana e olhe lá porque também procuramos escolher uma que melhor se adapte à nossa região”, comentou o dirigente da Asplan. Ainda sobre o plantio de cana dos fornecedores, José Inácio abordou o tratamento de fundo de sulco – sua profundidade, inclusive, o plantio de baixa densidade e os tipos de coberta, que pode ser manual ou mecanizada.

Já em relação aos tratos culturais, o dirigente frisou que os fornecedores paraibanos não têm acesso à torta, vinhaça e outros derivados e procuram alternativas como o esterco bovino, esterco de aves e os condicionadores de solo. Também colocou seriedade na irrigação. “Quem tem condições financeiras de fazer, faz irrigação controlada e isso proporciona uma grande diferença na produtividade”, salientou, mostrando que não é algo comum, por isso, a necessidade ainda maior de fazer um bom plantio e trato cultural.

“Estamos vendo que algumas ações têm dado certo, como a rotação da cultura, a adubação feita conforme as necessidades do momento através de análises, e também a aplicação de herbicidas sempre alternando as moléculas e verificando a umidade do solo para definição correta do produto”, afirmou José Inácio, concluindo que cada fornecedor deve procurar ver o que vem sendo feito e escolher um modelo a seguir, bem como também deve procurar sempre parcerias com as indústrias para fortalecer seus tratos.

Para José Inácio, o 18º Workshop da STAB foi de grande relevância para o produtor. “É como sempre digo: encontros como esses fortalecem o setor no sentido de estarmos sempre trocando informações e vendo quais as técnicas que o colega vem aplicando e que vem dando certo. Vemos onde estamos errando e tentamos corrigir”, salientou o presidente da Asplan, frisando que além do plantio e tratos culturais os temas trabalhados no Workshop foram bem variados e todos com o objetivo de informar ao produtor de cana qual a melhor opção para manter seus campos saudáveis e produtivos. Além disso, pesquisadores de plantas daninhas, nutrição vegetal e adubação também deram suas contribuições para ajudar o público na tomada de melhores decisões.

Produtores de cana da Paraíba prestigiam missa que marca abertura da safra 2019/2020 da COAF

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O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, além de dirigentes da entidade paraibana, prestigiou a missa campal, realizada nesta quarta-feira (28), em Timbaúba (PE). A cerimônia marcou o início da moagem de cana-de-açúcar da antiga Usina Cruangi que, desde 2015, é administrada pela Cooperativa do Agronegócio dos Fornecedores de Cana-de-Açúcar (Coaf). “Testemunhar o sucesso desta iniciativa, muito nos alegra, pois, a COAF está fazendo história, gerando emprego e renda, valorizando o produtor e contribuindo de maneira significativa com o setor canavieiro e o mercado sucroenergético do Nordeste”, destacou José Inácio. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara e outras autoridades também estiveram presentes.

A previsão da COAF, que fabrica etanol e cachaça, para a safra 2019/2020 é processar 780 mil toneladas de cana, fabricar cerca de 60 milhões de litro de etanol, além de 10 milhões de litros de aguardente, no período de setembro deste ano a março de 2020 quando está previsto o encerramento da moagem. A COAF é formada por um grupo de 800 fornecedores de cana que assumiu a antiga Cruangi, em 2015. De lá para cá, vem crescendo ano a ano.

Segundo o presidente da COAF, Alexandre Lima, a cooperativa trabalha na atual safra com uma expectativa bem positiva, incluindo novas fontes de renda com a venda de energia elétrica. Para tanto, a direção da COAF já está trabalhando junto a ANEEL para regularizar a situação de venda de energia, além de já realizar a venda do bagaço direcionada a alimentação animal. “Temos uma boa expectativa de safra, já que o inverno foi bem distribuído e aumentou a produtividade na região de forma considerável, além disso trabalhamos com uma extra safra porque compramos 220 mil toneladas de cana, aumentando nosso contingente de matéria-prima e deveremos bater recorde de safra esse ano, com a graça de Deus e muito trabalho”, destacou Alexandre.

O presidente da Unida lembra um outro ponto importante da Cooperativa para o setor canavieiro que é a melhoria na remuneração dos fornecedores. “A COAF se destaca como a melhor pagadora do preço da cana dentre as usinas de Pernambuco. Nos dois últimos anos, pagou a maior média de ATR (taxa de açúcar da cana) e isso, naturalmente, serve de referencial para as demais indústrias”, reitera José Inácio. O ATR é um dos indicadores principais para definição do valor que as usinas pagam aos fornecedores pela cana.

Exames admissionais para a safra 2019/2020 estão sendo realizados na Asplan e nas sedes das propriedades rurais

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O exame admissional é indispensável para evidenciar o estado de saúde físico e mental de um futuro funcionário. Obrigatório pela legislação trabalhista para consolidar a contratação de empregados com carteira assinada, o exame é simples e rápido e se for feito pela Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) para seus associados ainda sai de graça. Isto porque a entidade tem um Médico do Trabalho que realiza esse exame tanto na sede, em João Pessoa, quanto nas propriedades rurais. O Dr. Tarcísio Campos é o profissional que está à frente desse serviço na Asplan e desde o mês de maio, quando começaram os exames admissionais para a safra 2019/2020, ele divide sua rotina na entidade e nas fazendas dos produtores de cana paraibanos.
Os exames admissionais começaram a ser feitos ainda em maio, mesmo antes do início da safra, e estima-se que 80% desses exames sejam realizados nas próprias fazendas, visto que o trabalhador geralmente reside nas proximidades da propriedade. “Montamos um cronograma de visitas, que organiza os dias e horários para que o médico do trabalho esteja nas propriedades dos associados realizando os exames”, explica a gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira. De maio até o último dia 23 de agosto, a Associação realizou um total de 1.221 exames, sendo 127, em maio, 55 em junho, 215 em julho e 824 em agosto até o dia 23.

O médico do trabalho, Dr. Tarcísio Campos, destaca que não é só a qualificação profissional que precisa ser levada em consideração na hora da contratação. “A saúde do futuro funcionário também precisa ser avaliada e monitorada para garantir a integridade e a qualidade do trabalho realizado. Os exames admissionais, bem como os demissionais, estão estabelecidos na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e funcionam como uma espécie de proteção tanto para empregados como para empregadores”, reitera o médico.

Ele explica ainda que o exame é importante para verificar se o funcionário está bem para exercer a atividade que ele se propõe. “O corte da cana, por exemplo, é uma atividade que demanda força. Se a pessoa tiver hérnia de disco ou outro tipo de hérnia, por exemplo, não se adequa a função. Não podemos contratar pessoas com doenças existentes que possam colocar em risco a saúde dele e comprometer também o trabalho a ser desempenhado”, argumenta Dr. Tarcísio Campos.

O médico destacou que no caso do trabalhador rural, em especial o que atua no corte da cana, doenças na coluna ou doenças de pele são muito perigosas. “No caso da doença de pele, um dos riscos da atividade é justamente a exposição sem proteção adequada a irradiação solar. Embora usem Equipamentos de Proteção Individual – o sol no Nordeste é forte e não se pode brincar com isso”, frisou o médico.

Dr. Tarcísio lembra ainda que para as funções como tratorista, empilhadista, entre outras que operam máquinas, exames complementarem podem ser solicitados como a audiometria, exame oftalmológico e eletrocardiograma. Os associados que ainda não agendaram a visita do médico para a realização de exames admissionais, pode procurar a Asplan para incluir a sua propriedade no cronograma de visitas. O serviço é gratuito para os produtores associados.

Produtores rurais comemoram aprovação do texto que altera o Estatuto do Desarmamento e amplia posse de arma em área rural

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A aprovação da matéria que altera o Estatuto do Desarmamento e amplia a posse de arma de fogo em área rural, realizada na semana passada pela Câmara dos Deputados, com ampla maioria (320 votos a favor e 61 contra), além de ser uma medida justa e oportuna, deixa os produtores rurais paraibanos mais aliviados e tranquilos. Essa é a avaliação do presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. Aprovado em junho, no Senado, o texto permite que o dono da arma possa carregar o objeto em toda a extensão de sua propriedade e não apenas na sede do terreno onde fica o imóvel. Agora, o projeto vai à sanção presidencial. A expectativa do setor é que o presidente Jair Bolsonaro aprove a decisão.

“Com essa medida, que esperamos o nosso presidente Bolsonaro aprovar, nós poderemos exercer o real direito de defesa, negado a nós até hoje”, afirma José Inácio. Ele lembra que as propriedades rurais são alvos fáceis de bandidos, haja vista a distância dos aparatos de segurança pública e com a possibilidade de portar armas, os bandidos pensarão duas vezes em entrar numa propriedade para cometer qualquer crime. “Não se trata de incitar a violência, ao contrário, essa medida protege a vida dos cidadãos de bem”, reitera o dirigente da Asplan, lamentando o fato de que os deputados tenham rejeitado um destaque à matéria, que tinha o objetivo de liberar o porte de arma para produtores rurais.

18º Workshop da STAB abordará plantas daninhas, nutrição, adubação e outros temas ligados à cana-de-açúcar

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Produtores de cana tem um encontro marcado para atualizar conhecimentos e as experiências de unidades produtoras no próximo dia 27 de agosto, em Pernambuco. Trata-se do 18º Workshop sobre Plantas Daninhas, Nutrição e Adubação em Cana-de-açúcar que acontecerá no auditório Planalsucar, da Estação Experimental de Carpina, da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. O workshop é uma realização da STAB Regional Setentrional – Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil com o apoio do Sindaçúcar. A Associação de Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan, também marcará presença no encontro técnico, inclusive com uma palestra a ser proferida pelo presidente da entidade, José Inácio de Morais, no dia 28, às 14h.

Os temas trabalhados no Workshop serão bem variados dentro do recorte proposto e todos com o objetivo de informar ao produtor de cana qual a melhor opção para o seu plantio e produtividade. São diversas marcas que já confirmaram presença e vão levar para o público as novidades e resultados de seus produtos em campo. Além disso, pesquisadores que estudam plantas daninhas, nutrição vegetal e adubação também vão dar suas palestras para ajudar o público na tomada de decisões.

No dia 27, a partir das 8h o público deve chegar para fazer seu credenciamento. O diretor da STAB, Djalma Euzébio, fará a abertura do evento logo em seguida. Depois dará espaço aos palestrantes. No primeiro dia, o público assistirá a palestras da Syngenta; da Lallemand, sobre o Manejo biológico de fungos e nematoides em cana; bem como conhecerão a experiência do manejo de adubação e controle de plantas daninhas em área de gotejamento, com Marcos Mendonça, da Usina Olho D’Água.
À tarde ainda terá a Ubyfol, a Nufarm, a Wilder e a FMC com seus representantes dando palestras sobre seus produtos. A Ecosafe falará sobre bioestimulantes; a Bayer sobre a evolução no manejo de plantas daninhas; e ainda terá o conhecido Engenheiro Agrônomo graduado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE, Dr. Emídio Cantídio, que dará palestra sobre “Clorose na cana-de-açúcar cultivada nos tabuleiros costeiros – diagnóstico e recomendações”.
Já no dia 28, o público terá um dia de campo, pela manhã, com visitação em áreas. Às 14h, o presidente da Asplan, José Inácio dará uma palestra sobre “Manejo de plantio e tratos culturais de fornecedores de cana”. Depois, entrará o representante da Fortune com nutrição e fisiologia no mesmo fertilizante; o uso de bactérias e pó de rocha como remineralizador do solo. No mesmo dia ainda tem palestras que apresentam as experiências de tratos culturais na Usina Coruripe, em Alagoas e na Usina Taquari, em Sergipe.

No último dia, o Worshop terá início com a palestra de José Benjamin Machado, pesquisador da UFRPE sobre os novos paradigmas na aplicação da vinhaça em PE. Também terá apresentação do pesquisador Willams José de Oliveira, também da UFRPE sobre podridões fúngicas da cana no Nordeste. Empresas como Adama, OuroFino, Yara, Ihara, Basf, Nortox, Stoller, Helm, Agrichem, também estarão presentes no evento demonstrando seus produtos destinados à nutrição, controle de pragas ou nutrição de cana-de-açúcar. O evento será encerrado com uma palestra de Hugo Amorim, da Usina Monte Alegre.

Informações pelos números 81 3320 6850/ 81 99644-5181 ou pelo site www.stabsetetrionsl.org.br. O auditório Planalsucar, onde será realizado o evento fica localizado na Estação Experimental de Carpina da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE, situada na Rua Ângela Cristina C. Pessoa de Luna s/nº, em Carpina (PE).

Estimativa da safra 2019/2020 na Paraíba é de superar as seis milhões de toneladas de cana-de-açúcar

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A estimativa da safra 2019/2020 na Paraíba é de atingir, aproximadamente, 6,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar segundo projeções do setor. Das oito unidades industriais que atuam no estado, seis já iniciaram a moagem que começou em julho último e deve se estender até fevereiro do próximo ano. As chuvas que caem na região e os investimentos em irrigação, fertilização e assistência técnica prenunciam esse aumento de produção. Na safra passada, a Paraíba processou 5.675.107,870 milhões de toneladas de cana. A média das últimas três safras ficou em torno de 5 milhões de toneladas.

Segundo o diretor técnico da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Neto Siqueira, a remuneração da matéria-prima, algo em torno de R$ 95 por tonelada, ainda está abaixo do valor mínimo calculado a fim de que haja remuneração compatível com os investimentos. “A PECEGE/ESALQ calculou que o valor mínimo para o médio produtor paraibano ter retorno do capital investido, por tonelada de cana, atualmente, deveria ser de R$ 120,00 e nós estamos recebendo cerca de R$ 95. A remuneração que recebemos pelo fornecimento da cana-de-açúcar hoje, não está cobrindo os custos que tivemos com a produção”, lamenta ele.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, reitera que a situação do fornecedor ainda continua difícil. “A remuneração que recebemos pelo fornecimento da cana-de-açúcar não está cobrindo os custos e isso é muito ruim porque na medida em que o produtor não recebe uma remuneração compatível, ele emprega menos e investe menos e isso tudo tem um impacto significativo no mercado, principalmente, no Nordeste, onde nós somos um importante sustentáculo econômico e social”, destaca o dirigente da Asplan.

Na Paraíba, existem oito unidades sucroalcooleiras, sendo que uma trabalha apenas com a fabricação de açúcar (Agroval), duas fabricam álcool e açúcar (São João e Monte Alegre) e cinco produzem só álcool (Tabu, Giasa, Japungu, Miriri e Pemel). A Paraíba detém a terceira maior produção de cana-de-açúcar do Nordeste, uma vez que produz mais que o Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Maranhão e Piauí. Em produção, a Paraíba só fica atrás de Alagoas e Pernambuco, que são tradicionalmente os maiores produtores da região. O setor sucroalcooleiro paraibano gera cerca de 30 mil empregos diretos durante a entressafra e 40 mil em épocas de safra.

Atualmente, entre 50% e 60% da matéria-prima é oriunda de lavouras próprias ou arrendadas pelas indústrias, sendo o restante produzido pelos fornecedores ligados a Asplan que contabilizam 1.400 associados, entre pequenos, médios e grandes produtores.

I Seminário de Agrogeologia da PB abordará como as rochas podem ser grandes aliadas na fertilização de solos

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Com o objetivo de apresentar um projeto desenvolvido pela EMBRAPA que envolve a mineração para fertilização de solos na Paraíba, a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), através do Centro de Ciências Agrárias de Areia (CCA) realizará, entre os dias 26 e 29 de agosto, o I Seminário de Agrogeologia da Paraíba: Do rejeito da mineração ao insumo agrícola – um caminho para a agricultura sustentável. A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan é parceira do evento, que ocorrerá no campus da UFPB, em Areia, e estará presente com sua diretoria e grande parte de seu corpo técnico. Durante o encontro, o doutor em Geologia pela Universidade de Brasília e pesquisador na Embrapa, Eder de Souza Martins ministrará nove módulos sobre o tema entre os dias 27 e 29. As inscrições podem ser feitas até o dia 23 de agosto.

No primeiro dia, além da abertura do seminário, que contará com participação de diversas entidades ligadas ao setor agrário a exemplo do SENAR, Secretaria de Estado da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente – SEIRHMA, Embrapa Cerrados e a própria Asplan, ainda pela manhã Dr. Eder de Souza ministrará uma palestra – “Agroecologia: ciência que interface em prol da agricultura” – para apresentação geral do tema do Seminário.

Na parte da tarte o público terá as palestras “Zoneamento Agroecológico da Paraíba”, com a Dra. Célia Clemente Machado, da Universidade Estadual da Paraíba – UEPB. Em seguida será a vez do Dr. Raphael Beirigo, da Universidade Federal da Paraíba – UFPB falar sobre “Solos da Paraíba: o que temos?”.

O I Seminário de Agrogeologia da Paraíba continuará nos dias seguintes com módulos que o Dr. Eder de Souza, da Embrapa, vai ministrar. Na oportunidade, ele mostrará a importância de nutrientes existentes, em sua esmagadora maioria, nas rochas. Segundo ele, é preciso aproveitar esse potencial e a Agrogeologia é a ciência que pesquisa, justamente, os solos e materiais geológicos que podem ser utilizados na agronomia.

Em julho, Dr. Eder de Souza realizou uma palestra sobre o tema na Asplan e apresentou as vantagens da técnica, que consiste em uma compostagem no solo utilizando o pó de rochas ricas nos nutrientes necessários a cada tipo de solo. Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, a pesquisa, que já é bem desenvolvida na Embrapa, precisa ser fortalecida na Paraíba, tendo em vista que estaremos corrigindo os solos também para gerações futuras. “Esse método parece ser o mais natural e rápido para conseguir efeitos a curto, médio e longo prazo. É mais rápido que a natureza fazendo a revitalização do solo. Estamos melhorando e isso servirá também para as outras gerações. Precisar lutar para que esse projeto seja desenvolvido aqui”, comentou.

Nos dias 27 e 28 serão ministrados módulos que tratarão da formação dos elementos químicos, sistemas solares e a vida Pedosfera. Será uma introdução ao tema no primeiro dia, entrando também na composição das rochas e na necessidade das culturas de nutrientes que vem das rochas. No segundo dia, o Dr. Eder falará sobre a construção dos solos em clima tropical e o Zoneamento nas regiões paraibanas. No último dia de evento, dia 29, será feita uma visita técnica a uma mineradora entre as 8h e 12h.

Para participar do evento, o interessado deve realizar sua inscrição até o dia 23 de agosto, na página www.even3.com.br/ISAGPB. Vale ressaltar que as vagas são limitadas.

Missa em Ação de Graças vai celebrar reestabelecimento da saúde do diretor da Asplan

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Foram quase dois meses de luta pela vida, do dia 13 de março até 12 de maio, passados entre uma cirurgia até a saída do hospital, boa parte deste período em UTI, no limiar da vida, mantido pela perseverança dos médicos, a força da fé e a vontade de Deus. E para celebrar o dom da vida, da retomada da saúde, da volta por cima e, sobretudo, a oportunidade de continuar esse caminhar ao lado de seus pais, filhos, familiares e amigos, o diretor técnico da Associação dos Plantados de Cana da Paraíba (Asplan), Neto Siqueira, vai realizar, nesta sexta-feira (09), às 17h, uma missa em Ação de Graças pela graça alcançada.

A cerimônia, que será conduzida pelo Padre Abel, da Igreja Nossa Senhora de Aparecida, da Comunidade 13 de Maio, será realizada no auditório da Asplan, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, Centro, na capital paraibana e é aberta aos associados da Asplan e a todas as pessoas que têm fé e Deus no coração.

“Quero reunir meus familiares, meus amigos, os profissionais que cuidaram de mim e que me ajudaram a sair vivo deste episódio e, mais ainda, agradecer a Deus a oportunidade que Ele me deu de renascer, ainda mais crente do poder divino que antes. Preciso agradecer tudo isso, o amor que recebi, o carinho, o cuidado, enfim, a benção de continuar vivo e ao lado das pessoas que amo”, afirma o diretor técnico da Asplan, Neto Siqueira.

Brasileiro foi acostumado a ler mitos sobre defensivos agrícolas e por isso o agronegócio sofre injustiças com informações equivocadas

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É preciso falar com conhecimento cientifico quando se trata de defensivos agrícolas
É preciso falar com conhecimento cientifico quando se trata de defensivos agrícolas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou este ano 290 produtos para serem utilizados nas lavouras brasileiras. O número, embora chame a atenção, ainda é menor que o montante liberado no governo de Michel Temer, quando o presidente autorizou a comercialização de 450 itens. No entanto, nem passado nem presente justifica a avalanche de críticas a liberação do uso de defensivos. O fato é que a maioria não é propriamente de novos produtos, mas sim de novas formulações para substâncias anteriormente liberadas. Para o presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, a falta de informação do brasileiro sobre o uso dos agrotóxicos no Brasil e no mundo tem criado mitos e inverdades sobre o tema.

Exemplo disso é quando se propaga aos quatro cantos que o Brasil é o país que mais utiliza agroquímicos no mundo. Isso não é verdade. O Japão, um país conhecido pela longevidade de sua população, utiliza oito vezes mais defensivos agrícolas que o Brasil. O Japão, assim, acaba sendo o primeiro país no mundo em concentração por área plantada. É o que aponta o estudo da Universidade Estadual Paulista em Botucatu (Unesp) apresentado este ano no fórum Diálogo: Desafio 2050 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, promovido em São Paulo pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Embrapa, Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef).

De acordo com o estudo, o Brasil, embora utilize o maior volume de defensivos (em função do tamanho continental), ocupa o 7º lugar na proporção com a quantidade de terras cultivadas, ficando atrás de países como Japão, Alemanha, França e Reino Unido. “As informações sobre o uso de defensivos no Brasil é, portanto, desconectada da realidade e serve apenas para criar mitos e confundir as pessoas, colocando-as contra o agronegócio”, reitera o presidente da Asplan, lembrando que sem os defensivos agrícolas, que são usados de maneira responsável, mais da metade da produção de alimentos no mundo não existiria, pois as pragas destruiriam a produção nesta proporção

O dirigente da Asplan destaca ainda que um episódio do programa “Zorra Total”, da Rede Globo, em que, através da enquete “Sítio do Pica-Pau com Sequela” , satirizou o uso de defensivos agrícolas, colocando o produtor brasileiro como “vilão” e causador de doenças, ilustra bem essa falta de informação sobre o uso de defensivos no país. Várias entidades ligadas ao agronegócio redigiram notas de repúdio a veiculação do quadro do programa da emissora. Em todos, o setor exige respeito da emissora, tendo em vista que o Brasil possui uma das agriculturas mais pungentes do mundo e responsável pela alimentação de bilhões de brasileiros.

“Registre-se que os produtos liberados são, em sua maioria biológicos, e que o Brasil ocupa o 44º lugar no ranking de uso de defensivos agrícolas, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)”, destaca José Inácio. O Ministério da Agricultura (MAPA) também esclareceu, no final de junho, que do total dos 42 insumos liberados na época, apenas um produto trazia um ingrediente novo, os demais foram todos produtos genéricos que já estavam presentes nos campos.

“Da lista de registros, 29 são produtos técnicos equivalentes, ou seja, genéricos de princípios ativos já autorizados no país para o uso industrial. Outros 12 de princípios ( 10 de origem química e dois de origem microbiológica) são produtos genéricos que já estão prontos para serem usados no controle de pragas. Em média, os produtos registrados hoje já estavam há quatro anos nas filas para aprovação”, diz a notícia registrada pelo próprio ministério no Ato 42/2019.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, acredita que a população brasileira foi “levada” por uma onda de notícias negativas em torno dos agroquímicos e, em paralelo a isso, muitos foram levados a acreditar que produtos orgânicos são mais nutritivos que os demais. Existem diversas pesquisas já realizadas sobre o assunto e que não apontam para uma superioridade dos orgânicos. “O que vemos é muita desinformação sobre o assunto e as pessoas sendo levadas a acreditar e a pagar muito mais caros por produtos orgânicos. Os dois modos de produção geram alimentos saudáveis, nutritivos e seguros”, disse José Inácio.

O dirigente da Asplan lembra ainda que a liberação dos defensivos pelo Governo Federal apenas foi acelerada. “As exigências continuam as mesmas. Esses defensivos já estavam na fila pela provação há tempos”, salientou o presidente da Asplan. José Inácio espera que com as novas substâncias liberadas, o produtor consiga defensivos mais baratos. “São mais de 280 princípios ativos liberados para que ocorra uma melhor distribuição das empresas para baratear os produtos”, comentou.

Por outro lado, o Brasil também estava muito atrasado em relação ao uso dos defensivos. Quando se liberava a comercialização de um, muitas vezes ela já estava sem desuso porque já tinha outro melhor no mercado. “O Governo está tentando resolver isso dando celeridade aos processos de análises e aprovação de cada produto”, disse José Inácio, confiante de que a estratégia dará certo e será algo que o governo terá feito pela sustentabilidade do agronegócio no Brasil, afinal, o alimento orgânico não alimenta um país das proporções do Brasil.

Segundo o jornalista Nicholas Vita, autor do livro Agradeça aos Agrotóxicos Por Estar Vivo, fala-se muito da produção sem agrotóxicos, como se esses produtos fossem alimentar o mundo, mas não vão. “Apenas no mercado da batata, os preços são 300% mais caros, e representam menos de 0,5% da produção”, critica o jornalista.

As várias cartas de repúdio de entidades ligadas ao setor, inclusive a Asplan, após exibição do quadro no Zorra Total, portanto, representa a opinião do setor produtivo como um todo que lembra que: “leite não brota em garrafas, arroz, feijão e carne não são produzidos através de palavras na televisão. Respeitem a quem alimenta o mundo. Respeitem o produtor rural”.

Ao desmistificar o assunto, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, disse apenas que é preciso informar com conteúdo. “A Imprensa não pode ceder a modismos. Ela tem que informar com qualidade e conhecimento cientifico e veicular o que realmente acontece no campo”, finaliza o presidente da Asplan.