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Câmara aprova urgência em PL que institui o Renovabio

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O projeto de lei que institui o Programa RenovaBio, anunciado como um novo marco legal dos biocombustíveis no país, vai tramitar em caráter de urgência na Câmara dos Deputados. A decisão, por ampla maioria dos parlamentares, aconteceu durante sessão desta quarta-feira (22), e foi recebida com alegria pelo setor produtivo de cana-de-açúcar. Com a urgência, o PL não precisa passar pelas comissões da Casa e pode ir direto para votação em plenário, ainda este ano.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, comemorou a decisão dos deputados. “Esse é um projeto importante que busca substituir combustíveis fósseis, poluentes e não renováveis, por combustíveis produzidos aqui no Brasil que sejam renováveis e limpos. Sem dúvida o Renovabio é importante para o meio ambiente, mas, é sobretudo fundamental para as famílias brasileiras porque ele será um grande gerador de emprego e renda, tanto no campo como nas cidades brasileiras”, destaca José Inácio.

Setor canavieiro paraibano comemora aprovação de projeto que permite o porte de arma de fogo para quem trabalha ou mora no campo

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         “Enquanto o cidadão de bem está em sua casa ou no seu trabalho desarmado, sem poder se defender, os bandidos estão armados e agem sem medo de represálias. Tenho certeza de que quando os produtores rurais puderem portar armas de fogo, os índices de assaltos nas propriedades rurais vão diminuir drasticamente, de forma que estamos torcendo para que esse projeto seja logo apreciado pelos deputados, votado e seja sancionado pelo presidente Temer o quanto antes”, destacou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. O dirigente se referia a aprovação do projeto que permite porte de arma de fogo para quem trabalhar ou morar na área rural.

            O projeto que foi aprovado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara, na semana passada, seguirá agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Em seguida, caberá ao plenário decidir sobre o assunto. De acordo com a proposta, o proprietário rural ou trabalhador rural maior de 21 anos poderá ter porte de arma de fogo, desde que o solicitante do porte apresente comprovante de residência ou trabalho na área rural e nada consta criminal, além de demonstrar habilidade no manejo da arma. A licença para o porte rural de arma de fogo terá validade de 10 anos e o uso da arma é restrito aos limites da propriedade rural. O projeto não especifica quais armas serão permitidas.

O autor do projeto, Afonso Hamm (PP-RS), afirma que a aprovação do projeto é uma demanda antiga do meio rural, que sofre com a “criminalidade que migrou para o interior”. De fato, segundo o presidente da Asplan, há uma insegurança muito grande no país inteiro, sendo a intranquilidade na área rural ainda maior. “No campo não há instrumentos de proteção próximos, daí ser de fundamental importância que, pelo menos, seja permitido ao produtor se proteger e a sua família e o porte legal de arma é um instrumento fundamental neste sentido”, finaliza José Inácio.

Audiência com o ministro da Agricultura anima setor canavieiro

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  “Foi uma reunião produtiva, onde nós colocamos questões importantes para o setor canavieiro e tivemos uma boa receptividade do ministro. Não saímos da audiência com os problemas resolvidos e nem tínhamos essa ilusão, porque sabemos da complexidade que existe no setor público, mas, ganhamos acenos importantes e o indicativo de que o governo está disposto a colaborar com as demandas do setor”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. Ele se referia a audiência com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, ocorrida nesta quinta-feira (09), em Brasília.

            Entre as questões colocadas como desafios do setor, que precisam da intermediação ou ajuda do governo para serem resolvidos, destacam-se a questão do baixo preço da cana que, nos atuais valores praticados não remunera o produtor e sequer cobre os custos de produção, além de não contabilizar outros insumos da cana, a exemplo da co-geração de energia. O preço pago pela tonelada  da cana está em R$ 75,00, quando deveria estar em, no mínimo, R$ 100,00

            Na ocasião, foi solicitado ao ministro que prorrogasse o prazo da Lei 13.340, que trata da liquidação do crédito rural, que vence em 27 de dezembro, por mais um ano, ou seja, dezembro de 2018. “O ministro se mostrou disposto a atender nosso pleito, porque entendeu que é uma reivindicação justa e disse que iria estudar a viabilidade de estender esse prazo para que mais produtores possam se beneficiar e aderir à liquidação das dívidas”, explica José Inácio, que expôs ao ministro a importância do apoio ao setor, principalmente na região Nordeste. “A cana-de-açúcar é a única cultura viável para grande parte da Zona da Mata nordestina, e a que mais gera emprego e renda na região e qualquer comprometimento deste setor eleva a vulnerabilidade socioeconômicas da população local, haja vista que a cultura da cana é o grande sustentáculo econômico da região”, disse José Inácio.

            Além do presidente da Asplan, que na audiência representou também a União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), participaram do encontro com o ministro, o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima, além de representantes da Organização dos Plantadores de Cana do Centro-Sul (Orplana) e o presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), José Martins.

Representantes do IBGE pedem apoio da Asplan para divulgação do Censo Agropecuário 2017

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Até o final de fevereiro de 2018, os recenseadores do Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística estarão visitando os produtores agropecuários, em todo o território nacional, para realizar o Censo Agropecuário 2017. E para que os dados coletados reflitam a realidade do setor no país, é preciso que o público alvo da pesquisa não apenas receba bem, os recenseadores, como fiquem atentos às respostas do questionário. E foi justamente na busca de apoio para divulgação deste trabalho, que o supervisor do Censo na Paraíba Jorge Souza Alves, se reuniu com a diretoria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan).

Na ocasião, ele entregou um ofício do IBGE, assinado pelo Chefe da Unidade estadual do IBGE na Paraíba, Roberto Salgado Beato, a partir do qual o Instituto solicita o apoio da entidade de classe dos produtores canavieiros, na divulgação da realização da pesquisa. “Sabemos da importância da Asplan no setor produtivo paraibano e gostaríamos de contar com a colaboração da entidade no sentido de avisar seus associados para colaborarem com a realização do Censo”, explicou Jorge Alves.

Os diretores Murilo Paraíso e Oscar Gouveia, além da gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira, reiteraram a importância do Censo e se comprometeram a divulgar junto aos seus associados à realização da pesquisa. “Nós fazemos parte do desenvolvimento do campo e temos interesse de que o Censo reflita a nossa realidade. Vamos colaborar, com certeza”, reiterou Oscar Gouveia.

Durante a reunião foi abordada a questão da segurança e do receio dos produtores em receber pesquisadores em sua casa ou estabelecimento. Contudo, pensando nisso, o IBGE criou o portal “Respondendo ao IBGE”. A página permite que qualquer pessoa comprove a autenticidade dos agentes por meio do nome ou do número do RG, do CPF ou da matrícula, expostos no crachá do pesquisador, assegurando, assim a segurança e a privacidade dos informantes. A plataforma também explica a participação na pesquisa e garante que as informações passadas ao IBGE estão sob o sigilo estatístico. A coleta das informações do Censo vai durar cinco meses e pouco mais de 5 milhões de estabelecimentos serão recenseados. Mais de 20 mil recenseadores e supervisores estão envolvidos com esse trabalho.

Funcionários da Asplan participam de sessões de ginástica laboral

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É fato comprovado mundialmente que os hábitos saudáveis influenciam diretamente na expectativa e qualidade de vida das pessoas. A prática regular de exercícios é um deles. E foi justamente seguindo essa orientação, que a Asplan implantou, em setembro, seu programa permanente de ginástica laboral. Desde então, todas as segundas e quartas-feiras, os funcionários de forma voluntária e espontânea, participam de sessões de ginástica e alongamento com a educadora física, Suzete Kátia.

As aulas, que acontecem no hall do salão de festas da entidade, são realizadas nas terças-feiras, das 7h30 às 8h, e nas quintas-feiras, no mesmo horário. A gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira, explica que a atividade está inserida no programa ‘Asplan Saúde’. “Esse programa tem como foco dar orientações e realizar ações que melhorem a qualidade de vida, saúde e bem estar de nossos colaboradores e associados. No caso da ginástica laboral, ela é direcionada para os funcionários, mas o associado que estiver na Asplan, no momento da aula, também pode participar”, afirma Kiony.

Produtores canavieiros agora têm atendimento personalizado do BNB na sede da Asplan

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Os produtores rurais que cultivam cana-de-açúcar na Paraíba terão à disposição um atendimento personalizado feito por gerentes do Banco do Nordeste (BNB) que trabalham com o segmento de agricultura familiar e agronegócio. A agência itinerante do BNB funcionará em uma sala do prédio anexo da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), no Centro, em João Pessoa. Ela foi aberta nesta segunda-feira (30) e vai disponibilizar desde serviços de renegociação de dívidas, quanto o fomento a novos negócios.

E o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, que prestigiou a abertura do espaço, foi o primeiro produtor a ser atendido nesta nova modalidade de serviço personalizado. “Com esse novo serviço, a Asplan disponibiliza um atendimento diferenciado ao produtor associado, tanto no tocante a resolver problemas relacionados à negociação de dívidas, principalmente levando em consideração as vantagens da Lei Nº 13.340, como acesso ao crédito para novos negócios”, argumenta José Inácio, cujo atendimento foi voltado para novos investimentos. O consultor de finanças da Asplan, Cristiano Aguiar também prestigiou a abertura da agência.

A agência itinerante vai funcionar, inicialmente, às segundas-feiras, das 9h às 13h, com atendimento via agendamento. O agendamento será feito na Asplan, no setor administrativo. “Vamos entrar em contato com os nossos associados, disponibilizar informações na Imprensa, no nosso jornal e no nosso site para divulgar o novo serviço”, explica a gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira, que logo após a abertura da agência se reuniu com representares do BNB para definir detalhes deste agendamento. Inicialmente, segundo ela, a agência atenderá até 10 clientes por dia. “Mas, se a demanda for superior, o banco nos abriu a possibilidade de tanto ampliarmos o horário quanto os dias de funcionamento. Isso vai depender da resposta de nossos associados”, explicou ela.

O presidente da Asplan, que na primeira gestão dele, em 2002, foi o responsável por reaproximar o BNB dos produtores para a instituição financiar os projetos do segmento canavieiro e agora disponibiliza esse serviço personalizado, comemorou a abertura da agência, lembrando que o produtor precisa de uma oportunidade para renegociar débitos e ter acesso a novos recursos. “O produtor rural não gosta de dever, é uma classe que honra seus compromissos, mas, muitos ficaram impossibilitados de renegociarem suas dívidas ou mesmo quitarem seus débitos por causa da ausência de uma lei que atendesse a nossa realidade. Com a 13.340 isso ficou mais acessível e agora com esse atendimento personalizado, acredito que abrimos uma oportunidade única de nossos associados não apenas acertarem suas contas, mas, sobretudo terem acesso a novos recursos para investirem em suas terras”, disse José Inácio.

O gerente executivo de Crédito Rural da Superintendência do BNB  na Paraíba, Silvio Carvalho, explica que o produtor canavieiro não precisa ser correntista do banco para ser atendido na Asplan. “Isso não é condição para que nossos gerentes façam o atendimento. A abertura da conta é um processo natural, já que isso é condição para a formalização do relacionamento do banco com o cliente”, afirma Silvio. Na agência itinerante da Asplan vão atuar os gerentes Maria Izabel Dantas e Tiago Leite, cuja carteira de clientes  é de pronafianos e pequenos produtores com renda até R$ 360 mil/ano, e Paulo Urquisa, que atenderá produtores com renda a partir de R$ 360 mil reais de renda anual. “Teremos atendimento para todas as faixas de renda”, finaliza Silvio. Os agendamentos já podem ser feitos através do número 3241-6424.

Encontro técnico debate a diferença que faz o uso de nutrientes no desenvolvimento e produtividade da cana-de-açúcar

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A avaliação de um experimento na Fazenda Caxitu, localizada no Conde, com a variedade de cana RB92579, apenas quatro meses após o plantio, mostrou a evolução do perfilhamento da planta com um incremento de 16% em relação a áreas que não passaram pela aplicação de nutrientes. Essa informação, uma das apresentadas durante a palestra “Nutrição em cana-de-açúcar com ênfase aos tabuleiros costeiros”, serviu para comprovar a diferença que faz um bom uso de nutrientes no desenvolvimento da cultura da cana-de-açúcar, especialmente, em solos arenosos e pobres de alguns nutrientes que encontramos na Paraíba. A palestra foi realizada na Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), nesta quarta-feira (25) e contou com a participação do professor Emídio Cantídio, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE/GENAF) e do agrônomo da Yara Brasil, Eduardo Saldanha.

Quem abriu o evento, foi o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, que enalteceu a importância destes encontros técnicos. “Nestes momentos, aprimoramos nossos conhecimentos e recebemos informações importantes para melhorar nossa produção”, disse ele. Em seguida, o agrônomo da Yara Brasil, Eduardo Saldanha, lembrou que a exigência de nutrientes varia de acordo com o solo que, no caso da Paraíba, são extremamente arenosos, com baixo teor de nutrientes, alto teor de fósforo e baixo teor de Boro e Manganês.

“Na cana-planta, geralmente a extração de nutrientes é maior que na cana-soca. No entanto, a cana-planta se beneficia mais da mineralização do N orgânico do solo. Portanto, para produzir a mesma produtividade, a demanda de fertilizante nitrogenado é maior para a cana-soca do que para a cana-planta”, explicou ele, lembrando que existem diferenças significativas no uso de nutrientes entre as variedades. “Particularmente no que diz respeito à extração de nitrogênio e essas necessidades precisam ser levadas em conta regionalmente”, afirmou Eduardo.

O professor Emídio Cantídio iniciou sua apresentação fazendo uma análise dos solos paraibanos, com ênfase ao solo Argissolo Vermelho Amarelo distrófico, encontrados na região de Santa Rita, e o Neossolo Quartzarenico, da região de Mamanguape. Ele falou ainda sobre a utilização do calcário no Brasil, sobre técnicas de avaliação da fertilidade do solo nos tabuleiros costeiros, sobre correção de acidez na cana-de-açúcar, entre outros assuntos. O professor que é Doutor em Solos e Nutrição de Plantas pela ESALq/USP lembrou que o fósforo é exigido no início de desenvolvimento das plantas para assegurar um adequado crescimento de raízes e para impulsionar perfilhamento. “As culturas extraem em torno de 15-20 kg de fósforo para cada 100 t de cana. Uma prática comum é aplicar fósforo para a cana-planta no plantio ou logo após o plantio, mas existem evidências crescentes de que o fósforo também é importante em cada soqueira para a rebrota”, explicou o professor.

Ele falou também sobre micronutrientes. “Todos os micronutrientes desempenham papéis importantes no crescimento inicial. Os micronutrientes-chave extraídos em maiores quantidades são ferro e manganês. Eles asseguram crescimento livre de estresse, melhorando a performance fotossintética e a produtividade da cana”, destacou Emídio. Os dois palestrantes falaram sobre molibdênio e foram unânimes em afirmar que “é preciso prestar mais atenção ao molibdênio, particularmente para assegurar que o nitrogênio seja totalmente utilizado pela cultura”.

O encontro, promovido pelo Departamento Técnico da Asplan (DETEC), teve ainda debates sobre os temas abordados e apresentação de produtos da Yara Brasil, empresa que tem mais de 100 anos de experiência com nutrição de plantas. O evento foi encerrado com um coffe break. Na avaliação do coordenador do DETEC, Vamberto Rocha,  o nível dos palestrantes e as informações que eles apresentaram farão uma grande diferença na conduta dos produtores em relação à nutrição da planta. “Além da teoria, eles mostraram experimentos e argumentos científicos que comprovam a eficácia de uma boa nutrição da planta. É óbvio que isso necessita de um investimento, mas fica comprovado que o retorno é garantido”, destaca Vamberto.

Asplan e Yara Brasil realizam palestra sobre nutrição em cana-de-açúcar

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Os produtores rurais paraibanos, especialmente, os plantadores de cana-de-açúcar têm um evento especial nesta quarta-feira (25), no auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). Trata-se da palestra “Nutrição em cana-de-açúcar com ênfase aos tabuleiros costeiros” que será proferida pelo professor Emídio Cantídio, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE/GENAF) e o agrônomo da Yara Brasil, Eduardo Saldanha. O evento, que é aberto ao público interessado, está marcado para começar as 8h30. O auditório da Asplan fica na Rua Rodrigues e Aquino, 267, Centro, em João Pessoa.

A palestra faz parte das atividades do Departamento Técnico da Asplan que traz, mensalmente, um tema de interesse dos produtores para ser apreciado. “A proposta destes encontros é aprofundar os conhecimentos de nossos associados a fim de que, a partir das informações repassadas por técnicos e especialistas, possamos melhorar a nossa cultura e, consequentemente, a produção”, afirma o engenheiro Wamberto Rocha, coordenador do DETEC da Asplan.

Paraíba e Pernambuco devem manter produção de cana-de-açúcar na atual safra e Alagoas terá redução

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A produção de cana-de-açúcar estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2017/18 é de 647,6 milhões de toneladas – uma redução de 1,5% em relação à safra anterior. A produção estimada para o Nordeste é de 45,83 milhões de toneladas. A área a ser colhida está estimada em 8,84 milhões de hectares, queda de 2,3%, se comparada com a safra 2016/17. De fato, a produção canavieira na região Nordeste, que enfrentou nas últimas cinco safras a pior seca dos últimos cinquenta anos, terá redução sendo a maior delas em Alagoas, maior produtor da região, que deve reduzir a safra 2017/18 em cerca de 15%, devendo moer 14 milhões de toneladas.  Pernambuco deve manter a safra, graças as chuvas que estão caindo, com uma perspectiva de moer 12 milhões de toneladas. A Paraíba estima uma produção média entre 5 e 6 milhões de toneladas, quase a mesma de safras anteriores.

Além da queda na produção, também preocupa os produtores do Nordeste o baixo preço pago pela tonelada da matéria-prima que, este ano, ficou em torno de R$ 80,00, valor bem inferior ao da safra passada, que ficou em torno de R$ 100,00. De acordo com o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, esse valor não remunera os custos de produção. “Saímos de uma estiagem violenta que durou seis anos, não recebemos o pagamento da subvenção referente a safra 2013/14, que tinha sido autorizado pelo governo federal desde julho de 2015, e agora enfrentamos um baixo preço da cana com uma remuneração que nem cobre os custos de produção, além da dificuldade de acesso aos recursos disponibilizados pelos bancos”, destaca José Inácio.

O dirigente da Asplan se refere ao excesso de burocracia, principalmente, em relação a licenças ambientais. “Há recursos disponíveis nos bancos, com taxas e prazos bem atrativos, mas o produtor não consegue ter acesso a eles pelo excesso de exigências, sobretudo ambientais”, afirma José Inácio. Segundo ele, neste aspecto, a situação do produtor na Paraíba é ainda pior pelo nível das exigências da Sudema. “Em Alagoas, por exemplo, houve uma dispensa de licença ambiental para áreas de renovação de canavial até 300 hectares. Aqui, na Paraíba, essa flexibilização não existe”, afirma José Inácio que vai solicitar uma audiência com o governador Ricardo Coutinho para tratar deste e outros assuntos.

E para piorar ainda mais o acesso do produtor aos créditos bancários, o governo federal acabou com a dispensa de apresentação de licenças ambientais para obtenção de recursos para custeio. “Ao invés de ajudar o produtor a ter acesso aos recursos, a fim de que os prejuízos provocados pela redução na safra sejam amenizados, essa determinação dificultou ainda mais a vida do produtor”, lamenta o dirigente da Asplan. Ele lembra que o preço melhor da cana no ano passado não foi suficiente para zerar as dívidas no setor que se acumularam nos anos de seca.

Obras de pavimentação da PB 016 devem ser iniciadas em março do próximo ano

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Os transtornos causados aos produtores que precisam escoar a produção de cana-de-açúcar, inhame, abacaxi e outras culturas, além das pessoas que usam a PB 016, em Santa Rita e que convivem com os buracos e más condições da via que tem lama, no inverno, e poeira no verão, estão com os dias contados. Isto porque, as obras de pavimentação da via devem começar em março de 2018. Essa data foi estipulada pelo secretário de Estado dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia da Paraíba, João Azêvedo.

 Nesta terça-feira (17), o diretor de Planejamento do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), José Arnaldo, junto com os produtores Raimundo Nonato, Neto Siqueira, Ana Cláudia Tavares e Marcos Américo, representantes da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) fez uma vistoria na PB 016, entre a BR 101, na altura da Pousada do Conde até Odilandia, no trecho que compreende os cerca de 16 km que serão pavimentados. Eles foram checar o mapeamento da área que está sendo objeto de elaboração do projeto que vai viabilizar a obra.

Além da pavimentação deste trecho da PB 016, o DER vai realizar os serviços de terraplanagem das estradas vicinais de Santa Rita, situadas no entorno da Bacia do Gramame, por onde escoa boa parte da produção agrícola do município. Além, disso, já está em estudo o projeto de construção de quatro pontes na PB 016, que liga a BR 101 até o distrito de Odilândia, passando por Cicerolândia.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, destaca a importância dessas ações. “A melhoria da infraestrutura das estradas de Santa Rita é de fundamental importância, já que as vias são utilizadas para o escoamento da produção agrícola, no deslocamento dos habitantes das localidades e dos trabalhadores que lá atuam, no transporte de água mineral, já que a região tem grandes fontes, além da areia que é utilizada pela construção civil e indústrias cerâmicas. De forma que, qualquer intervenção neste sentido vai beneficiar não apenas os produtores, mas todas as pessoas que utilizam as vias”, reitera José Inácio. Ele lembra que o município de Santa Rita concentra a maior parte da produção de cana-de-açúcar da Paraíba, além de produzir inhame, abacaxi, macaxeira, milho e batata.

Atualmente, as estradas vicinais de Santa Rita estão em péssimas condições de tráfego, com muitos buracos e pontes precárias, que vêm sendo recuperadas, de forma amadora e voluntária, pela comunidade local.