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Palestra detalha mudanças que empregadores rurais terão que fazer para adaptar-se às regras do e-Social

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Os empregadores rurais do setor canavieiro paraibano conheceram, nesta quinta-feira (20), detalhes das mudanças do sistema tributário brasileiro, que devem tornar muito do que era opcional até então em obrigatório com a implantação do eSocial. As informações foram repassadas pela contadora Terezinha Carvalho, especialistas em gestão de pessoas e diretora da Sercon, numa palestra realizada na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). O evento contou ainda com a participação do contador da Asplan, Aderaldo Gonçalves Jr.

O evento foi aberto pelo diretor da Asplan, Raimundo Nonato, que pontuou a importância dos produtores conhecerem detalhes do e-Social, a fim de se adaptarem a nova realidade tributária brasileira e não serem penalizados. “Esse momento é importante, pois todos nós, empregadores, teremos que obedecer às novas regras do Governo sob pena de pagarmos multas altíssimas e, para isso, precisamos ter acesso às informações sobre como devemos proceder daqui em diante”, destacou Nonato.

Durante sua apresentação, Terezinha falou das mudanças que já estão ocorrendo com o e-Social, destacando os impactos e benefícios que o Programa trará no dia a dia das empresas. “Em linhas gerais, o e-Social veio para ampliar a capacidade de fiscalização do Estado dando maior agilidade e facilidade na fiscalização das informações sociais já que o Programa unifica dados da Caixa Econômica, da Previdência Social, da Justiça e Ministério do Trabalho e Receita Federal numa única plataforma”, enfatizou a contadora. Segundo ela, isso vai dificultar a vida de empresas que não agem em conformidade com o que a legislação prevê.

Terezinha lembrou ainda que a implantação do e-Social se constitui numa mudança cultural e vem sendo feita de forma gradual, a partir de processos que ainda estão em implantação. Especialmente em relação ao produtor rural, segundo ela, o calendário começa a partir de janeiro de 2019. “Neste mês, o empregador rural terá que fazer o seu cadastro. Em março, será preciso enviar os dados dos trabalhadores e, em maior, a folha de pagamento. Em julho a GFIP que será substituída pela DCTF Web, assim como deverão ser comunicados os dados de Saúde e Segurança do Trabalho”, explicou ela, que ainda falou das pesadas multas, caso o empregador incorra em erros do não cumprimento da legislação (cit)

Ainda segundo a contadora, os produtores rurais deverão adquirir todos os programas referentes à saúde e segurança do trabalho que custam, em média, cada um, entre R$ 1.500,00 e R$ 3 mil. “As empresas têm que se preparar não apenas para se adaptar as regras do e-Social, mas também para a compra destes programas”, lembrou ela.

No final do evento, a gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira, destacou a relevância das informações repassadas, reforçou a necessidade dos produtores procurarem se inteirar mais sobre o assunto e agradeceu a apresentação da contadora em nome da diretoria da Associação. “Todos nós deveremos nos adaptar a essa nova realidade da prestação de informações e esse primeiro momento foi muito esclarecedor”, finalizou ela, agradecendo a palestra de Terezinha.

 

 

Asplan e Agromape terão stand conjunto na Expofeira Paraíba Agronegócios

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A edição 2018 da Expofeira Paraíba Agronegócios, que será realizada entre os dias 16 e 23 de setembro, no Parque de Exposições Henrique Vieira de Melo, em João Pessoa, vai ter, pela primeira vez, um stand da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). A entidade vai dividir com a Agromape um espaço no evento para expor seus serviços e mostrar ao público seus diferenciais de atuação que a destacam como uma das mais organizadas e respeitadas entidades do setor produtivo do país.

A Expofeira é promovida pela Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca e conta com a execução da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA), além de contar com o apoio de diversas associações de criadores do Estado, entre elas, a Asplan.

“Nosso público vai estar na exposição até porque, além de plantar cana, muitos de nossos associados também criam gado, produzem outras cultura, cultivam camarão, de forma que ter um espaço para divulgar como atuamos, quais são nossos serviços, incluindo ai aluguel de espaços para o público em geral, é uma forma de nos aproximarmos mais de nossos associados e ao mesmo tempo divulgar o que fazemos e como atuamos”, destaca o presidente da Asplan, José Inácio.

Além da exposição de animais e produtos, a programação da Expofeira inclui leilões de cavalos, gado, ranqueada do Cavalo Pônei, de Jumento Pêga, raqueadas das Raças Boer, Sta. Inês, Doppler, Anglonubiana e raças leiteiras de caprinos e ovinos, além de Torneio Leiteiro do Mini Gado, Exposição Nacional do mini gado, concurso leiteiro das Raças Zebuínas, torneio Leiteiro de Caprinos, além da final da Copa Boer, da Raça Sindi e o Campeonato Nordestino do Cavalo Mangalarga Machador.

Diretoria da Asplan prestigia abertura da safra 2018/19 da COAF

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A abertura da safra 2018/19 da Cooperativa do Agronegócio dos Fornecedores de Cana de Açúcar (Coaf), realizada na terça-feira (04), foi bastante prestigiada. Boa parte dos 800 produtores de cana de açúcar cooperativados, que reabriram e administram a antiga usina Cruangi há três safras, convidados e trabalhadores participaram de uma missa campal no pátio da unidade, em Timbaúba (PE). O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais e diretores da entidade participaram do momento que além de marcar o início da quarta safra da Coaf celebrou também o sucesso desta iniciativa que emprega 3,7 mil trabalhadores entre campo e indústria.

A previsão do presidente da Coaf, Alexandre Andrade Lima, é de que a usina amplia o seu faturamento em até 20% nesta safra. Na anterior, faturou R$ 95 milhões. E agora ele prevê moer 100 mil toneladas de cana a mais que na safra passada, quando foram esmagadas 544 mil toneladas, vindo a fabricando 43 milhões de litros de etanol. A direção da cooperativa decidiu que também vai produzir aguardente na safra atual. A cada ano a produção cresce na usina desde que foi reaberta. Acredita que moerá 650 mil toneladas na safra que acaba de começar, ante 544 mil na safra 2017/18, 344 mil na 2016/17 e 291 mil na 15/16.

O presidente da Asplan lembra que a reabertura e sucesso da Coaf é muito importante para a região Nordeste. “A usina Coaf/Cruangi gera emprego, renda e desenvolvimento não apenas para Pernambuco, mas, para toda região, contribuindo para o soerguimento do setor, para melhorar o preço da cana, com reflexos positivos para   toda a cadeia produtiva, de forma que só temos que comemorar esse sucesso e torcer para que ele cresça a cada safra”, destacou José Inácio, lembrando que a cooperativa de Joaquim Nabuco, também em Pernambuco, tem igualmente importante papel.

Produção de cana-de-açúcar no brejo pode ter um incremento graças ao fomento de recursos via Banco do Brasil e apoio da Asplan

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 Atualmente, alguns engenhos localizados no brejo paraibano, a exemplo do Matuta, Triunfo e Macaíba, precisam comprar a matéria-prima para produzir cachaça e rapadura a quase 120 km de distância de suas sedes. Isso acontece porque a produção de cana-de-açúcar da região que já foi uma das mais potentes do estado, sofreu uma queda acentuada nos últimos anos. Mas, essa realidade pode mudar graças a uma iniciativa da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), com a apoio do Banco do Brasil e outras instituições de crédito, além da Prefeitura Municipal de Areia, que visa estimular a produção de cana na região.

Nesta quarta-feira (05), um importante passo foi dado neste sentido com a apresentação das linhas de crédito disponíveis para o Plano Safra 2018/2019 por agentes do Banco do Brasil. “Foi um momento importante, onde os produtores tiveram acesso a informações detalhadas das linhas de crédito e muitos demonstraram interesse em investir na cultura. De forma que enxergo esse momento de ontem como um marco que tem tudo para proporcionar um incremento de recuperação da lavoura canavieira no brejo paraibano”, destaca o diretor do Departamento Técnico da Asplan (DETEC), Neto Siqueira que representou a entidade no evento.

A apresentação das linhas de crédito do BB aconteceu no auditório da EMATER, na no Centro de Areia, e contou com a participação de produtores de outras culturas, além da cana-de-açúcar. Neto Siqueira lembra que a ideia de fazer a apresentação e estimular o plantio de cana-de-açúcar no Brejo paraibano, foi do presidente da Asplan, José Inácio, durante a realização de um Simpósio na cidade este ano. “Além disso, a Asplan também está colocando à disposição do produtor associado uma consultoria financeira gratuita com o objetivo de ajudá-lo a definir qual a melhor linha de crédito e a que mais se adequado ao seu negócio”, finalizou Neto.

Banco do Brasil faz apresentação das linhas de crédito para o Plano Safra 2018/19 para produtores rurais de Areia e região

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Gerentes do Banco do Brasil vão apresentar, nesta quarta-feira (05), aos produtores rurais de Areia e região do Brejo paraibano, especialmente, os que atuam no setor canavieiro, as linhas de crédito disponíveis para o Plano Safra 2018/2019. A iniciativa é da Prefeitura Municipal de Areia, com apoio da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). A apresentação acontecerá no auditório da EMATER, na Praça Getúlio Vargas, 83, no Centro de Areia, a partir das 9h e qualquer produtor interessado no assunto terá acesso ao evento.

O diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, explica que a ideia de fazer a apresentação e fomentar o estímulo do plantio de cana-de-açúcar no Brejo paraibano, surgiu durante a realização de um evento na cidade este ano. “Durante o Simpósio, nosso presidente José Inácio, falou da importância do fortalecimento da cultura canavieira na região e se colocou à disposição para ajudar e o prefeito, João Francisco, se dispôs a promover algo neste sentido e esse evento com o BB está inserido neste contexto e tem esse objetivo”, destaca Neto, que representará a Asplan na ocasião. Ele lembra que a ideia é disponibilizar para o produtor de Areia e região, associado a Asplan, uma consultoria financeira gratuita.

 

Asplan participa de evento da CNA que reuniu presidenciáveis para conhecer propostas dos candidatos para o setor

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A sabatina com os candidatos à Presidência da República promovida, na quarta-feira (29), em Brasília, pela Confederação de Agricultura e Pecuária, serviu de parâmetro para o setor que passou a conhecer um pouco ,mais os candidatos e suas propostas, especialmente, àquelas que dizem respeito ao agronegócio. O diretor-secretário da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Raimundo Nonato Siqueira, representou a entidade no evento. Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT) não compareceram ao evento.

“Foi uma oportunidade muito importante de conhecermos um pouco mais dos candidatos, suas propostas e, principalmente, o que eles pensam em relação a questões vitais ligadas ao nosso setor, como por exemplo, a questão do porte de arma”, destacou Nonato. Neste exemplo, lembra o representante da Asplan, os candidatos divergiram em relação a flexibilização do porte de arma no campo. Marina Silva (Rede), por exemplo, disse não concordar com essa liberação, pois em sua opinião essa é uma questão de segurança pública e, portanto, dever do estado. Henrique Meirelles, do MDB, também se posicionou contra, enquanto Geraldo Alckim (PSDB) disse ser favorável a ter uma facilitação ao porte de arma, sem especificar exatamente como seria isso.

Ainda segundo Nonato, o candidato Álvaro Dias (PV) foi quem mais entusiasmou a plateia, formada em sua ampla maioria por produtores, em função dele ter se colocado de forma mais determinada em defesa de questões que são muito importantes para o segmento, a exemplo, de uma posição firme em relação a invasão de terras e ao porte de arma. “Gostei do que ouvi do candidato porque percebi que ele fala com conhecimento de causa e de forma muito coerente e incisiva”, destacou o dirigente da Asplan.

Outros temas como infraestrutura de estradas, impostos, incentivos à agricultura, recursos disponíveis para investimentos no setor, política externa e prioridades de governo também foram pautas das perguntas feitas por convidados da CNA, entre os quais estava o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima. “Foi um momento esclarecedor e quero parabenizar a CNA pela iniciativa”, disse Nonato logo após o evento, lamentando apenas a ausência de dois fortes candidatos, Bolsonaro e Ciro Gomes.

Prazo final do Cadastro Ambiental Rural se aproxima e ainda há muitos produtores que não concluíram seu cadastramento

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O prazo final para os proprietários de imóveis rurais realizarem seu registro eletrônico obrigatório no Cadastro Ambiental Rural (CAR) termina no dia 31 de dezembro. O prazo parece longo, mas não é, principalmente, se formos levar em consideração que o governo federal já prorrogou o prazo limite, por mais de uma vez, e mesmo assim muitos produtores em todo o país ainda não fizeram sua inscrição. Na Paraíba, há ainda uma demanda considerável de proprietários que ainda não fizeram a adesão ao CAR e, por isso, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) faz um alerta para que o Cadastro seja feito o mais breve possível.

 Quem não aderir ao CAR fica impedido de acessar o Programa de Recuperação Ambiental (PRA) pelo qual fará a recomposição de áreas desmatadas e, sem recuperar o passivo ambiental, não pode recorrer a novas linhas de crédito rural, explica o engenheiro agrônomo e consultor ambiental da Asplan, Alfredo Nogueira. Ele é o responsável na entidade por orientar e realizar o cadastro dos associados e está de 2ª a 6ª feira, das 7h às 13h, na Asplan.

Ele explica que os associados que já tiverem o georeferenciamento da propriedade, basta trazer o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR), o Imposto Territorial Rural (ITR), que é um documento do INCRA, além der documentos pessoais e a escritura ou documento de posse da terra. Quem não possui o georeferenciamento, precisa agendar com a equipe do Departamento Técnico da Asplan para fazê-lo, pois, sem a medição exata da propriedade não é possível realizar o CAR. Esse serviço é gratuito para os produtores associados.

O CAR é um para os proprietários de imóveis rurais, e se constitui em um importante mecanismo para implementar o Código Florestal. É através dele que são identificadas as áreas de reserva legal e de preservação permanente nas propriedades rurais do país. Com o cadastro, os órgãos ambientais podem saber quem tem passivo ambiental e quem está seguindo o que determina a lei.

 O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, reforça a importância do produtor não deixar para fazer o CAR de última hora. “O governo já tinha prorrogado o prazo e tinha anunciado que não o faria mais, mas, mesmo assim ampliou o prazo novamente. Agora, o produtor tem que cumprir o prazo e não deve deixar para última hora”, diz José Inácio, reforçando que o serviço disponibilizado pela Asplan tem o objetivo de ajudar o produtor nessa missão de regularizar  seu CAR. Dados do DETEC apontam, que de abril a agosto, cerca de 130 produtores regularizaram sua situação.

Primeiro Workshop da Energisa direcionado para grandes consumidores produtores rurais foi realizado na Asplan

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Dicas de redução de consumo, detalhes sobre demanda complementar, eficiência energética, orientações sobre contrato e diferenciais ofertados ao produtor rural, entre outros itens importantes que impactam no preço final da conta paga pela energia elétrica. Essa foi a pauta de um workshop pioneiro, realizado nesta quarta-feira (22), pela Energisa – concessionária de energia da Paraíba e direcionado para grandes clientes rurais. O evento foi realizado no mini auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa.

 A equipe da Energisa, formada pela coordenadora comercial, Niedja Trigueiro, pela analista comercial, Viviane Rabelo e pelo representante comercial, Vitor Andrade, além de outros integrantes, reiterou que a proposta do evento era passar orientações importantes ao cliente rural a fim de ajudá-lo a gerenciar melhor os custos com energia. “Muitos de vocês não sabem dos benefícios que têm a exemplo da sazonalidade, da tarifa verde, da demanda medida, entre outras questões que se bem conduzidas se revertem em menores custos com o item energia”, destacou Niedja.

Ela chamou atenção, por exemplo, sobre a questão do prazo do contrato. “Se o proprietário de um imóvel rural vai vender a fazenda, pretende mudar de faixa ou forma de consumo, é preciso que isso seja comunicado com um prazo de 180 dias antes da data do aniversário do contrato para que isso não gere ônus rescisório, mas, muitos de vocês sequer sabem a data de aniversário do contrato”, reiterou Niedja.

O registro da demanda complementar, que precisa ser informada seis meses antes, foi outro ponto abordado. “A tarifa rural é mais acessível, mas o produtor deve ficar atento a detalhes como informar em tempo hábil, no caso seis meses antes, a demanda complementar, pois isso evita uma surpresa desagradável já que ela é um encargo alto”, explicou Viviane Rabelo, lembrando que o ideal é que o cliente tenha um contrato de demanda equivalente ao consumo, justamente para evitar uma cobrança de demanda complementar.

Os detalhes de como se chega aos reajustes tarifários, inclusive, o recentemente anunciado de 15,37%, que passa a vigorar a partir da próxima semana, também foi ponto de pauta do workshop. “A questão da situação dos níveis das hidrelétricas e a necessidade de uso das termoelétricas é que faz a diferenciação das bandeiras tarifárias e é a partir da origem de compra dessa energia que se calcula as tarifas a serem pagas pelo consumidor final”, explicou Niedja, acrescentando que os valores em Reais cobrados nas diferentes faixas das bandeiras são uniformes em todo o país. Ela disse ainda que o reajuste acontece anualmente e as revisões da bandeira acontecem a cada quatro meses e que dos 15,37% do mais recente índice de reajuste, a Energisa ficará com 2,63%, sendo o restante destinado a Agência Nacional de Energia Elétrica- ANEEL.

Para o produtor canavieiro, Domingos Sávio, as explicações foram interessantes. “De fato, é preciso estar atento a determinados detalhes que, muitas vezes, passa desapercebido por nós, mas, que impactam no preço final da conta de energia elétrica que é um item que pesa muito nas despesas de uma propriedade”, afirmou ele, que aproveitou a ocasião para cobrar mais celeridade da Companhia no que diz respeito a atendimento de demandas referentes a novas instalações. “Tem oito meses que espero a Energisa para concluir um projeto de ampliação de rede”, reclamou ele. Outros produtores reforçaram a reclamação. A equipe da concessionária prometeu levar essa demanda para o departamento de projetos.

Representantes do Bradesco apresentam aos associados da Asplan as opções de crédito do Plano Safra 2018/2019

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As linhas de crédito disponíveis para o produtor rural no Bradesco, referente ao Plano Safra 2018/2019, foram apresentadas nesta terça-feira (21), aos produtores de cana-de-açúcar da Paraíba. A apresentação e detalhamento do Plano foi feita por representantes do Banco, no mini auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa.

 O Plano Safra, lembrou o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, tem o objetivo de ajudar os agricultores a custear a safra. “O crédito disponibilizado pelo Plano Safra, geralmente, tem taxas de juros menores e mais atrativas, o que é um estímulo para o produtor”, destacou José Inácio, lembrando que neste aspecto o Banco do Brasil está na dianteira porque está oferecendo prazo de pagamento maior de cinco anos, contra dois do Bradesco, e disponibilizando crédito de renovação de 100% dos Recursos Obrigatórios, enquanto que o Bradesco oferta 60%.

José Inácio, que agradeceu a gentileza do Bradesco em aceitar o convite da Asplan e disponibilizar seus técnicos para explicarem o Plano Safra aos associados da entidade, reiterou que a Asplan não tem predileção por nenhuma instituição financeira. “Nós aqui defendemos o produtor canavieiro e procuramos orientá-lo da melhor forma possível para que nossos associados tenham sempre a melhor opção que o mercado ofertar”, destacou ele, que pediu aos representantes do Bradesco que estudassem a possibilidade de disponibilizar 100% dos recursos obrigatórios e ainda ampliar o prazo de pagamento para o crédito de renovação.

Os representantes do Bradesco, Francisco Caetano, Gerente Regional, Constantin Jancsó, Economista do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos- DEPEC, Walkiria Thompson, Agronegócio e Vanessa Rodrigues, Gerente de Agência Prime apresentaram as linhas de crédito disponibilizadas pelo banco, tiraram dúvidas e se comprometeram a levar à direção da instituição os pleitos da Asplan de ampliação do prazo de pagamento e oferta de 100% de financiamento via recursos obrigatórios.

 O diretor da Asplan, Oscar Gouvêa, foi homenageado, na ocasião, pelo gerente regional Francisco Caetano, em função de ter sido um dos pioneiros, na Paraíba, a utilizar os recursos destinados ao produtor rural via Bradesco.  Além do Banco do Brasil e Bradesco, o Santander, Itaú e Banco do Nordeste são instituições com linhas de crédito específicas para o setor agrícola.

Autor do Renovabio prestigia evento de Abertura da safra 2018/2019 na Paraíba e diz que projeto foi construído a muitas mãos

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O deputado federal paulista, Evandro Gussi, autor do projeto que criou o Renovabio, foi uma grata surpresa para os produtores canavieiros e industriais sucroenergéticos que participaram, no último dia 16, em João Pessoa, de um evento que marcou a abertura da safra de cana-de-açúcar 2018/2019 na Paraíba. Inteligente, bem informado, simpático, profundo conhecedor do setor e da necessidade de regulação, o parlamentar que, infelizmente, anunciou que não disputará novo mandato à Câmara Federal, fez a abertura solene do evento promovido pelo Sindicato da Industria de Fabricação do Álcool (Sindalcool), com apoio da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan).

“Dizem que eu sou o pai da ‘criança’, mas, na verdade, esse projeto que tive a honra de assinar foi elaborado por várias pessoas, com contribuições importantes de várias entidades e técnicos”, disse ele. O parlamentar lembrou que o Renovabio vai ajudar a organizar o setor de biocombustíveis no Brasil. “Vamos passar dos atuais 26 bilhões de litros de etanol para 47 bilhões e é preciso que haja algo que direcione as ações do setor e ainda estimule quem está inserido nesta cadeia produtiva”, destacou Gussi, lembrando que não se pode desprezar um setor que eleva a renda per capita das pessoas em US$ 1 mil no local onde uma indústria é instalada e em mais US$ 400 nas cidades circunvizinhas.

Ainda segundo o parlamentar, que é do Partido Verde, o produtor brasileiro, ao contrário do que se prega fora do setor, é um agente ambientalista por natureza. “Por muitos anos se acusou o produtor de desmatar as matas, mas, 66,8% do território brasileiro está do mesmo jeito que quando o Brasil foi descoberto, ou seja, está preservado. O Brasil, apesar de ser um grande produtor, é o país que menos usa a área para agricultura com um percentual de apenas 7,6% de seu território, enquanto que na Europa isso chega a 80%, na Noruega a 60%”, destacou Gussi, lembrando que o plantio de cana-de-açúcar deve ser associado a energia limpa e a sustentabilidade, pois é a partir da planta que se produz um combustível limpo, renovável e bem menos poluente.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, que deu as boas-vindas aos participantes do evento, lembrou do atual momento vivido pelo país e, especialmente, pelo setor sucroenergético, e destacou a importância de se eleger políticos comprometidos com as questões de cidadania e, sobretudo, que tenham um olhar voltado para o setor. “Diante do cenário atual, a implantação do Renovabio nos enche de esperança de dias melhores, mas, para tanto também devemos nos unir para eleger políticos que queiram fazer algo pelo país, pelo povo brasileiro e que, sobretudo, valorize o setor”, disse José Inácio.

O deputado federal paraibano, Efraim Filho, que fez parte do painel de abertura do evento junto com o presidente da Feplana, Alexandre Lima e o diretor do Sindalcool, Gilvan Celso, destacou a importância da mudança de cultura em relação ao segmento canavieiro e ao setor sucroenergético. “Há 20 anos, o setor, erroneamente, era o vilão, mas, felizmente, hoje a imagem é outra, ou seja, se associa o segmento a progresso, desenvolvimento, geração de emprego, renda e sustentabilidade”, disse o parlamentar.

“Nos último dez anos, não tem crescido a produção de ATR no Brasil, que passou um período sem regulação e isso atrapalhou a produção de cana-de-açúcar e etanol, mas, esse cenário tende a mudar para melhor. O Brasil tem um grande ativo que é a flexibilidade do setor que hora produz álcool, hora açúcar, dependendo do que esteja mais favorável e com o Renovabio, que foi um conquista importante, esse programa terá impacto em vários   setores, além de criar um ambiente mais favorável a investimentos”, disse Guilherme Nastari, da Datagro, que integrou o painel ‘Desafios dos produtores de Etanol e a descarbonização com o Renovabio’, que teve ainda a participação de Antônio de Pádua, da ÚNICA e Gilvan Celso, da Miriri.

Outro tema que foi abordado na palestra seguinte foi ‘Cenários de oferta de Etanol e demanda do ciclo Otto 2018/2030’, pelo representante da ANP, Marcelo Carvalho, e por Rachel Henriques, da EPE. De acordo com Raquel, embora o etanol seja um produto ecologicamente muito superior à gasolina, o preço ainda é um fator preponderante na escolha do consumidor. “Não basta ser melhor, é preciso ser vantajoso economicamente para o consumidor”, disse ela, que lembrou que a matriz energética do país é limpa e que o Brasil comercializa 40% do açúcar mundial e que essa prevalência deve permanecer.

Marcelo Carvalho, da ANP, abordou a questão da Renovacalc, versão da calculadora que vai computar os créditos de carbono das indústrias e anunciou que em junho de 2019 a resolução que regulamenta essa questão será apresentada. Ele lembrou ainda que a adesão ao programa é voluntária, mas, que a tendência é que 100% dos produtores se adaptem ao novo modelo de sustentabilidade proposto pelo Renovabio. Neste momento da palestra, o deputado federal  Evandro Gussi, destacou a competência e seriedade que os técnicos e servidores públicos da ANP e da EPE, além de outras instituições e órgãos públicos deram contribuições importantes no planejamento e formatação do Renovabio.

O presidente da Abiogas, Alessandro Von Arco Gardemann abordou o ‘Potencial do Biogás com o Renovabio’ e destacou a imensa potencialidade do país nessa questão do Biogás, especialmente, no Nordeste onde só existem duas, das 125 unidades geradoras de biogás. Segundo ele, há no país 381 indústrias sucroenergéticas produzindo etanol, das quais 67 estão no Nordeste, e apenas 125 de Biogás. Ainda de acordo com Gardemann, a indústria automotiva já despertou para a importância do Biogás e já tem veículos utilizando o biogás, com forte tendência da migração do diesel para o biometano.

A programação foi encerrada com a palestra ‘Bioquerosene de cana – Descarbonização dos transportes aéreos’ com a participação de Onofre Andrade, da Boeing e Dra. Amanda Duarte, da Rede Nacional de Bioquerosene. Ela lembrou que a Gol já fez voos com bioquerosene importando, mas que seria importante desenvolver o produto no Brasil que tem potencial para tanto. O representante da Boeing lembrou que a indústria de aviação responde por apenas 2% das emissões globais de particulados, mas, que mesmo com um índice tão baixo, a meta é reduzir ainda mais. “Temos comprometimento com bons padrões de sustentabilidade ambiental e levamos isso muito a sério”, disse Onofre, lembrando que de 2008, quando se realizou o primeiro voo, até os dias atuais, já contabilizam 120 mil voos com bioquerosene.

Na parte de agendas e conclusões, Alisson Brito, do IFPB, falou sobre  Desafios nas novas tecnologias na gestão agrícola’, mostrando como a tecnologia dos drones pode contribuir com o produtor rural na identificação de itens importantes ligados ao seu negócio e um representante do BNB falou sobre as linhas de crédito e formas de atuação da instituição. Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, o evento superou todas as expectativas. “Tivemos palestrantes de altíssimo nível, com temas que nos afetam e interessam diretamente, de forma que quero parabenizar o Sindalcool pela iniciativa e colocar a Asplan à disposição para sediar eventos desta natureza”, disse José Inácio.