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O pais deve priorizar uma fonte de energia renovável, não poluente e disponível no mercado como o Etanol destaca o presidente da Unida

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O automóvel causa basicamente dois tipos de problemas ambientais: contribui para o efeito estufa, ao emitir dióxido de carbono (CO2), e compromete a saúde pública, poluindo a atmosfera com gases nocivos e partículas. E por estranho que possa parecer, os carros atuais emitem, praticamente, tanto CO2 como os de há dez anos. Então o que fazer diante dessa realidade? Qual a melhor opção e a que menos impacta o meio ambiente e a saúde da população? Tem se falado muito em carro elétrico, mas esse tipo de veículo não é de todo ecológico porque o grau de poluição provocado por ele dependerá da fonte geradora de energia e também do posterior descarte das baterias. Diante dessa realidade, questiona o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, por que não priorizar uma fonte de energia renovável, não poluente e disponível no mercado?

De acordo com o dirigente canavieiro, o Brasil possui um parque industrial com potencial de suprir a demanda de álcool para o mercado interno, tem autonomia na produção de etanol e detém a tecnologia de fabricação do produto. “O que falta é mesmo uma política de estímulo à produção de etanol e a conscientização das pessoas para priorizar o uso deste produto. Atualmente, mesmo com carros flex, muita gente ainda faz a opção em utilizar a gasolina, até mesmo quando o custo x benefício do álcool é equivalente ao uso da gasolina e mesmo sabendo do alto teor poluente deste combustível fóssil”, lamenta José Inácio.

 Na última edição da revista Veja, nas páginas amarelas da publicação, o presidente do Conselho da Toyota, Jennifer Ann Thomas, lembra que em consequência das mudanças climáticas e do aquecimento global, a sociedade precisa incentivar a adoção de um veículo que respeite o meio ambiente e destaca que, no Brasil, o etanol já é uma alternativa bastante popular. Para ele, o carro do futuro terá que ser sustentável. Se não for assim, na opinião dele, desaparecerá. Sobre o Projeto de Lei que tramita no Congresso de plantio de cana-de-açúcar na Amazônia, que foi duramente criticado por especialistas, ambientalistas e por representantes do setor sucroenergético do país, o executivo disse que a montadora não se pronunciou a respeito porque ainda não se inteirou profundamente sobre esse tema.

Sobre essa questão, o presidente da Unida, ressalta que esse debate sobre o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia é inoportuno, descabido e inaceitável. “Por que plantar cana em uma região que não tem tradição para tal cultivo, que não dispõe de parque industrial instalado para tal, que necessitará de investimentos vultosos para operacionalizar o processo industrial e, pior ainda, que vai alterar, negativamente, o Zoneamento Agroecológico, que determina as áreas onde a cana-de-açúcar pode ser cultivada, provocando, assim, uma forte pressão por desmatamento no bioma amazônico?”, questiona José Inácio. Para ele, muito mais importante para o país é debater formas de reativar as indústrias do setor que estão desativadas e que poderiam voltar a atividade, sem grandes investimentos, para produzir um combustível limpo e renovável que é aproveitado de fontes renováveis, geralmente vegetal, tais como, algas, milho, cana-de-açúcar, entre muitas outras fontes que podem ser usadas para fazer o etanol.

O presidente da Unida lembra que o etanol tem sido misturado à gasolina para ajudar o país na redução de emissão de gases poluentes na atmosfera. “Em 2016, essa taxa era de 26%, ou seja, 26% de cada litro de gasolina é, na verdade, etanol”, destaca José Inácio.  Ele lembra que ao contrário do petróleo, o etanol pode ser fabricado, reduzindo o impacto da extração de petróleo do meio ambiente. “Precisamos ter consciência de que o futuro não terá mais espaço para combustíveis fósseis. Eles serão gradualmente substituídos por fontes renováveis, que podem ser a energia elétrica, o hidrogênio, o próprio etanol, o biodiesel, etc, e a indústria automobilística precisa acompanhar essa evolução”, finaliza José Inácio.

Agenda de interesses relacionado ao Renovabio será debatida durante evento na sede da Asplan em João Pessoa

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Reunir pesquisadores da UFPB, gestores de órgãos ambientais e a indústria sucroalcooleira paraibana para debater uma agenda de interesses convergentes dentro do quadro do Renovabio. Essa é a proposta de um evento que acontecerá nos dias 19 e 20 deste mês, na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. O evento, promovido pela Universidade Federal da Paraíba e a Japungu Industrial, tem como tema “Diálogos de Sustentabilidade no Setor Sucroalcooleiro: Fauna e Flora e terá palestras, mesa redonda e workshop.

O presidente Asplan e da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-açúcar (Unida), José Inácio de Morais, lembra que a expansão do setor sucroalcooleiro no Brasil vem ao longo do tempo, impactando consideravelmente o meio ambiente e que é importante debater essa expansão também sobre a ótica da sustentabilidade. “Há alguns anos talvez fosse impossível conceber a ideia de aliar a preservação do meio ambiente ao desenvolvimento das indústrias e, consequentemente, ao setor sucroalcooleiro. Hoje, além de ser completamente aceitável, esse pensamento pode ser considerado como aspecto estratégico e um importante diferencial no mercado competitivo. Um dos fundamentos das usinas de açúcar e álcool é o fornecimento e desenvolvimento de produtos trabalhando de maneira sustentável, manejando os produtos e subprodutos de forma a diminuir impactos ambientais, já que o Brasil é líder neste setor”, destaca José Inácio.

Ele lembra também que a imagem da cultura da cana-de-açúcar, que por muitos anos, se notabilizou como exploratória, poluidora e predatória, não mais condiz com a realidade, já que o mercado dispõe de várias ações e instrumentos que objetivam assegurar o tão almejado equilíbrio ambiental. “A cadeia agrícola mudou muito nos últimos anos, reduziu drasticamente os impactos na biodiversidade e a cultura da cana manteve sua importância no desenvolvimento das regiões onde ela existe, com práticas que respeitam o meio ambiente e valoriza seus trabalhadores”, reitera José Inácio.

Programação

A abertura do evento está programada para às 9h, do dia 19, seguida da primeira palestra do dia com o diretor do Sindalcool, Edmundo Barbosa, que vai abordar o tema “Renovabio: política de biocombustíveis na redução de emissão de carbono”. O representante da SIG Ambiental, Rogério Ferreira, fala em seguida sobre o tema “Valorizando a natureza em favor de sua empresa”. A última palestra antes do coffee break, “Conservação Florestal e seus benefícios para a produtividade de cana-de-açúcar” será proferida por Jakeline Sousa, da UFPE. As 10h30 recomeçam as palestras com Pedro Estrela, da UFPB que vai abordar o tema “Histórico da Mata Atlântica na Paraíba:uma ecologia de paisagem”.

 Em seguida, George Miranda e Simone Porfírio, da PPGMA/UFPB/SUDEMA, abordam o tema “Panorama das unidades de conservação da Paraíba”. Severino Rodrigo da CEPAN vai falar sobre “Importância da fauna e flora para manutenção dos recursos hídricos e produtividade de cana-de-açúcar” e Erika Guimarães, da SOS Mata Atlântica, vai abordar o tema “Importância da criação e ampliação de unidade de conservação: RPPN’s como modelo”.

Depois da pausa para almoço, prevista para acontecer entre 12 e 13h30, Fabiana Rocha, da PPGEMA/UFPB, vai falar sobre “Integração do setor sucroalcooleiro e ciência: desafios e agenda de pesquisa”. Em seguida, acontece a primeira mesa redonda “Fauna da região da Mata paraibana”, com Daniel Mesquita, Mayara Beltrão, Carla Soraia, Mônica Montenegro e Antônio Emanuel, da PPGCB, PPGEMA, UFPB, CPB e CEMAVE. Depois do coffee break, haverá outra mesa redonda sobre projetos das usinas Miriri, Monte Alegre e São João, entre outros temas. Na sexta-feira (20), das 9h às 12h, haverá o workshop a partir do tema “Planos de Manejo RPPN’s Pacatuba e Gargaú”, com pesquisadores da UFPB e representantes da Japungu Industrial.

Programa Renovar que propõe revitalização da cultura da cana-de-açúcar no Nordeste é debatido na Assembleia Legislativa de PE

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Uma Audiência Pública, proposta pelo deputado estadual Aluízio Lessa, debateu nesta segunda-feira (09), na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o Projeto Renovar, que propõe a revitalização da cultura de cana-de-açúcar do Nordeste e a recuperação de empregos no campo. O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, foi um dos oradores da audiência.

Em sua fala, José Inácio enalteceu as vantagens e baixo custo do projeto Renovar, criticou a proposta de plantio de cana na região amazônica, falou da falta que faz para os produtores o pagamento da subvenção, da importância de manter a taxação sobre o álcool importado dos EUA e da necessidade de se instituir políticas públicas que estimulem a indústria sucroalcooleira nacional. “Ao invés de se discutir um projeto sem nexo como esse do plantio na Amazônia, devemos buscar alternativas de utilizar um parque já instalado nas regiões produtoras que, atualmente, está sub utilizado ou mesmo parado, em função do fechamento de dezenas de indústrias e estimular a produção de cana em regiões onde tradicionalmente a cultura sempre se desenvolveu e onde ela exerce importante papel sócio-econômico”, disse José Inácio.

Segundo destacou o dirigente canavieiro, que estava acompanhado do vice-presidente da Asplan, Fernando Rabelo Filho e do diretor da Associação, Pedro Neto, o papel social da cultura, além do econômico estão bem representados no projeto Renovar. “Com essa proposta, nós conseguimos recuperar 60 mil postos de trabalho, voltar ao patamar de produção de 60 milhões de toneladas de cana/safra no Nordeste e, beneficiar nove estados da região, impedindo, assim, a migração do campo para a cidade e, consequentemente, ajudando a diminuir os conflitos sociais e a violência advinda da falta de oportunidade e empregos”, reiterou José Inácio.

O consultor da Unida e autor do projeto Renovar, Gregório Maranhão, lembrou em sua fala que o Renovar é uma alternativa técnica de ótimo custo/benefício “Esse projeto prevê a recuperação de 300 mil hectares de cana, o que necessitará de um investimento de R$ 90 milhões/ano para todos os estados, portanto uma ideia bastante viável de ser implementada”, disse Gregório, lembrando que nenhuma atividade econômica é capaz de competir com a cana na geração de empregos em curto prazo.
A estrutura do Programa que não prevê o repasse de recursos aos produtores, mas a distribuição de kits de renovação por hectare composto de mão de obra e insumos agrícolas (herbicidas, calcário, fertilizante, etc), também foi apresentada aos deputados pernambucanos que elogiaram a proposta e prometeram apoiar a iniciativa.

Ministro no Nordeste

Dentro desta perspectivas de debater e buscar alternativas para revitalizar a cultura canavieira no Nordeste, já que ela é o mais importante sustentáculo econômico no campo da região, nos próximos dias 24 e 25, o Ministro da Agricultura, Pecuária e AbastecimentoBlairo Maggi vai visitar unidades industriais em Pernambuco e Paraíba, Em Pernambuco o ministro vai visitar a usina Ipojuca e na Paraíba a destilaria Japungu, está última desenvolve um projeto modelo de gotejamento que consegue atingir uma produção de 140/150 toneladas de cana-de-açúcar por hectare. “Para se ter ideia da diferença de produtividade, basta lembrar que, em média, um pequeno produtor, atualmente, na Paraíba colhe em torno de 50 toneladas por hectare. Isso, por si só, já evidencia a necessidade de haver algum projeto ou programa de ajuda para que esse produtor não abandone a atividade e migre para cidade gerando problemas sociais os mais diversos”, reitera José Inácio, enaltecendo a importância do projeto Renovar e da adoção de ações que estimulem o produtor canavieiro a continuar plantando. Atualmente, 20 mil produtores vivem desta atividade no Nordeste, sendo a maior parte deles, pequenos e médios produtores.

Projeto Renovar que amplia produção de cana e cria empregos no campo é apresentado em Recife

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Voltar ao patamar de produção de 60 milhões de toneladas de cana/safra e recuperar 60 mil postos de trabalho, ao longo de três anos, beneficiando vários estados do Nordeste, do Rio Grande do Norte até a Bahia, e direta e indiretamente, cerca de 6 milhões de habitantes. Essas questões estão contempladas no projeto Renovar que foi apresentado nesta segunda-feira (02), pelo consultor da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Gregório Maranhão, durante reunião realizada em Recife. Políticos, representantes da iniciativa privada e pública, além de dirigentes do setor canavieiro participaram do evento, que aconteceu na sede da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP).

O presidente da Unida e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, lembra que a redução da produção canavieira do Nordeste, que caiu de 60 milhões de toneladas para 40 milhões nos últimos anos, não impacta somente na cadeia produtiva, mas na economia e desenvolvimento da região e que o Renovar é uma saída viável para reverter essa situação. “Esse projeto busca a recuperação de 300 mil hectares de cana, oportunizará a criação de 60 mil empregos por ano, ao longo de três anos, em toda área da zona canavieira do Nordeste, com um investimento de R$ 90 milhões/ano para todos os estados, montante que é bastante viável de ser custeado a partir de uma parceria público/privada”, destaca José Inácio.

O consultor e autor da proposta, Gregório Maranhão, durante sua apresentação, lembrou que o projeto ao mesmo tempo em que propõe revitalizar a cultura canavieira nordestina, que é um importante sustentáculo da região, também contempla duas grandes e importantes questões da atualidade que dizem respeito ao combate ao desemprego e melhoria dos indicadores de segurança pública. “Temos hoje 12 milhões de desempregados e problemas graves com segurança pública que advém desta mazela social de desocupação. Com a implantação do Renovar, serão criados 60 mil postos de trabalho por ano, ao longo de três anos, imagina o que significa isso para a reagião”, destacou Gregório.

Ainda segundo o consultor, o projeto é muito viável. “O montante a ser investimento pelo poder público para a implementação do Renovar é baixo ao considerar os benefícios sociais que oportunizará através da elevação dos índices de empregabilidade e, consequentemente, da melhoria da própria segurança pública”, explicou Gregório, lembrando que a estrutura do Projeto não prevê o repasse de recursos aos produtores, mas a distribuição de kits de renovação por hectare composto de mão de obra e insumos agrícolas (herbicidas, calcário, fertilizante, etc).

O secretário estadual de Agricultura de Pernambuco, Wellington Batista, também participou do evento, juntamente com os presidentes do grupo EQM, Eduardo Monteiro, e do Sindicato da Indústria do Açúcar e Álcool do Estado (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, além do presidente da AFCP, Alexandre Lima e prefeitos da zona da mata pernambucana

Em meio a maior crise do setor sucroenergético no país debater o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia é um contrassenso total

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Nos últimos dez anos, mais de 80 indústrias sucroalcooleiras fecharam as portas e outras tantas estão em processo de recuperação judicial ou enfrentando um crescente endividamento, deixando milhares de desempregados e um parque industrial promissor quase obsoleto, especialmente no Sudeste, Centro-Oeste e no Nordeste. Até quem não é da área já ouviu falar ou sentiu os impactos da crise que afeta o setor sucroenergético brasileiro. E em meio a esse panorama adverso, agravado pelo posicionamento do Governo Federal, especialmente, durante os 13 anos de governo do PT, com políticas equivocadas adotadas para os combustíveis no país, como o subsídio de preços e a eliminação da CIDE sobre o combustível fóssil, em detrimento dos biocombustíveis, agravaram a situação. E para piorar ainda mais, na contra mão do bom senso, eis que surge o PLS 626/2011, do Senador Flexa Ribeiro, que propõe expandir o cultivo de cana-de-açúcar para a Amazônia.

Para o presidente da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, esse PL que autoriza o plantio em áreas ‘degradas’ da Amazônia Legal e que está prestes a ser votado no Senado, é uma aberração. “Ai, surge uma pergunta que não quer calar: por que plantar cana em uma região que não tem tradição para tal cultivo, que não dispõe de parque industrial instalado para tal, que necessitará de investimentos vultosos para operacionalizar o processo industrial e, pior ainda, que vai alterar, negativamente, o Zoneamento Agroecológico, que determina as áreas onde a cana-de-açúcar pode ser cultivada, provocando, assim, uma forte pressão por desmatamento no bioma amazônico?”, questiona José Inácio.

Embora o autor da proposta, contra argumente, afirmando que o PL não prevê desmatamento, mas, plantio em áreas “antropizadas”, ou seja, já alteradas pelo homem, o dirigente canavieiro, reitera que essa proposta é completamente despropositada. “Ai eu reitero a pergunta que não quer calar: por que desconsiderar e abandonar a própria sorte um enorme parque industrial já instalado, em áreas tradicionalmente canavieiras? A quem interessa isso? Com certeza não ao Brasil!”, destaca José Inácio.

Ele lembra que somente no Nordeste, a produção canavieira caiu de 60 milhões de toneladas para 40 milhões nos últimos dez anos. Alagoas, que ainda lidera o ranking de safra dos estados da região, caiu de 26 milhões de toneladas para 13 milhões. Pernambuco, que já chegou a produzir 25 milhões de toneladas/safra, atualmente, registra cerca de 11/12 milhões de toneladas. A Paraíba, que ocupa a terceira posição em produção na região, foi o único estado que não registrou decréscimo na produção, e deve fechar a safra 2017/2018 com um volume em torno de 6 milhões de toneladas, praticamente o mesmo dos últimos anos.

Para José Inácio, ao invés de debater PLs que fogem do bom senso, o país deve voltar-se para projetos que revitalizem a cultura canavieira e promovam a recuperação da indústria nacional, tais como, o projeto Renovar que propõe a recuperação de 60 mil postos de trabalho, beneficiando nove estados do Nordeste, 200 municípios na zona da mata litorânea nordestina, além de áreas da região metropolitana destes estados e zona de transição do Agreste, beneficiando, direta e indiretamente, cerca de 6 milhões de habitantes.

É bom lembrar que para cada usina fechada, segundo dados do setor, estima-se que, pelo menos, 500 famílias sejam atingidas diretamente. José Inácio reitera que essa relação pode ser ainda maior, se considerada a cadeia como um todo. Para ele, muito mais importante e relevante, além de necessário para o Brasil, é definir e debater ações e políticas que apoiem a recuperação deste parque industrial já instalado no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, que estimulem a ampliação da produtividade, que favoreçam a retomada dos postos de trabalho perdidos nestas regiões.

“Propor o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia é, no mínimo, desconhecer a realidade do setor, isso sem levar em consideração que essa absurda proposta ainda pode manchar a reputação do Brasil no mercado internacional e colocar em risco os mercados já conquistados e o valor dos produtos brasileiros, pois esse PL ainda representa um impacto negativo na projeção da imagem de sustentabilidade do agronegócio brasileiro, já que há diversas regiões do país muito mais propícias a esse cultivo que o bioma amazônico”, finaliza José Inácio

Unida e Asplan prestigiam entrega do Mérito Canavieiro 2018 a personalidades que se destacaram pela valorização do setor

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A União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida) e a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) marcaram presença, nesta terça-feira (20), através do presidente destas duas entidades, José Inácio de Morais, na solenidade de entrega da honraria ‘Mérito Canavieiro 2018’. Ocorrida em Brasília, o evento foi uma iniciativa da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) e homenageou o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, pela criação do Programa Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), e o presidente da Datagro, Plínio Nastari, por sua contribuição técnica na formulação do Programa.

O evento reuniu ainda representantes de entidades agroindustriais ligadas ao  setor sucroenergético de várias regiões do país, a exemplo de Elizabeth Farina e Eduardo Leão, da União da Indústria da Cana (Unica), e Renato Cunha, vice-presidente do Fórum  Nacional Sucroenergético – órgão que reúne todas usinas brasileiras, além de entidades regionais e estaduais dos canavieiros como a Organização dos Plantadores de Cana do Centro-Sul (Orplana) e a Unida.

“É importante reconhecer publicamente, através desta homenagem, o empenho e o trabalho do ministro Fernando Bezerra Filho que deu uma contribuição muito importante  não apenas para o setor sucroenergético nacional, com a criação do Renovabio, mas, sobretudo ao país que passou a ter uma política de Estado que reconhece o papel estratégico de todos os tipos de biocombustíveis na matriz energética brasileirainclusive com a preocupação de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa”, destacou José Inácio.

Programa Renovar promete revitalizar cultura da cana-de-açúcar no Nordeste e recuperar empregos perdidos

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Voltar ao patamar de produção de 60 milhões de toneladas de cana/safra e recuperar 60 mil postos de trabalho, beneficiando nove estados do Nordeste, 200 municípios na zona da mata litorânea nordestina, além de áreas da região metropolitana destes estados e zona de transição do Agreste, beneficiando, direta e indiretamente, cerca de 6 milhões de habitantes. Essas questões estão contempladas no projeto Renovar apresentado nesta segunda-feira (12), pelo consultor da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Gregório Maranhão, durante reunião realizada em Recife, com produtores canavieiros.

O presidente da Unida, José Inácio de Morais, lembra que a redução da produção canavieira do Nordeste, que caiu de 60 milhões de toneladas para 40 milhões nos últimos anos, não impacta somente na cadeia produtiva, mas na economia e desenvolvimento da região e que o Renovar é uma saída viável para reverter essa situação. “Estamos propondo com esse projeto a recuperação de 300 mil hectares de cana, o que necessitará de um investimento de R$ 90 milhões/ano para todos os estados, portanto uma ideia bastante viável de ser implementada, inclusive, porque ela deverá ser partilhada com o poder público, com uma contra partida de recursos próprios dos fornecedores de cana”, explica José Inácio, lembrando que 85% dos beneficiários serão pequenos produtores pronafianos.

O consultor e autor da proposta, Gregório Maranhão destaca que o projeto ao mesmo tempo em que propõe revitalizar a cultura canavieira nordestina, que é um importante sustentáculo da região, também contempla duas grandes e importantes questões da atualidade que dizem respeito ao combate ao desemprego e melhoria dos indicadores de segurança pública. “Ora, temos hoje 12 milhões de desempregados e problemas graves com segurança pública que advém desta mazela social de desocupação, com o Renovar nós criaremos 60 mil postos de trabalho por ano, ao longo de três anos, em toda área da zona da mata canavieira que, no Nordeste, contempla cinco estados, desde o Rio Grande do Norte até a Bahia”, argumenta o consultor.

 O detalhamento do projeto Renovar será entregue ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara, durante uma audiência no Palácio das Princesas, na próxima sexta-feira (16), às 16h. O mesmo procedimento será feito em Alagoas, com o governador Renan Filho, e na Paraíba, com Ricardo Coutinho, além de outros estados e instâncias do Governo Federal, que poderão participar deste esforço conjunto de recuperação agronômica da lavoura canavieira do Nordeste. “Vamos pleitear o apoio do poder público nas esferas estadual e federal para implantar esse projeto, pois além de não podermos bancar sozinhos os custos, os ganhos com a implementação do Renovar serão de toda a sociedade e não apenas do setor canavieiro”, afirma o presidente da Unida, José Inácio. Ele lembra que a estrutura do Programa não prevê o repasse de recursos aos produtores, mas a distribuição de kits de renovação por hectare composto de mão de obra e insumos agrícolas (herbicidas, calcário, fertilizante, etc).

Unida convoca secretários de Agricultura do Nordeste para buscar saídas que revertam queda de produção de cana-de-açúcar na região

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Desde os tempos do Império que a produção de cana-de-açúcar é referência maior no setor agrícola do Nordeste. Porém, nos últimos anos por causa da falta de uma política setorial, em função do fechamento de unidades industriais, por causa do reflexo de seis anos consecutivos de seca e por falta de incentivo dos governos, o volume de  produção de cana na região caiu de 60 milhões de toneladas para 40 milhões. Preocupado com essa realidade, o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), José Inácio de Morais, convocou os secretários de Agricultura do Nordeste para uma reunião, na próxima segunda-feira (12), na sede da Associação Pernambucana, em Recife.

Em pauta o debate sobre saídas e alternativas para estimular o setor a produzir mais e assim, pelo menos, retomar os antigos volumes de produção. Os secretários de Agricultura do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas já confirmaram presença na reunião.

“A produção de cana-de-açúcar no Nordeste vem caindo ano após ano e nada foi feito de concreto até agora para tentar reverter essa situação e dar condições do setor se recuperar e isso precisa ser encarado como prioridade pelos governos porque quanto mais se diminui a produção, mais se perde postos de trabalho, geração de renda e isso é muito grave porque a cultura da cana-de-açúcar é um dos principais sustentáculo econômicos da região e as instâncias governamentais precisam atentar para a gravidade da situação e se inserirem na busca de soluções e apoio ao setor antes que seja tarde demais”, argumenta José Inácio.

O presidente da Unida, que também dirige a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), lembra que a produção de Alagoas, que ainda lidera o ranking de safra dos estados do Nordeste, caiu de 26 milhões de toneladas para 13 milhões. Pernambuco que ainda ocupa a segunda posição em volume de produção já chegou a produzir de 20 milhões de toneladas/safra e, atualmente, registra cerca de 11/12 milhões de toneladas. A Paraíba, que ocupa a terceira posição em produção na região, foi o único estado que não registrou decréscimo na produção, e deve fechar a safra 2017/2018 com um volume em torno de 6 milhões de toneladas, praticamente o mesmo dos últimos anos.

Asplan em parceria com a SEDAP, ARPAN, INPEV, CREA e Prefeitura de Itaporoca participa de ação de recolhimento de embalagens de agrotóxicos

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A destinação final e correta para as embalagens vazias dos agrotóxicos diminui o risco para a saúde das pessoas e de contaminação do meio ambiente. E foi justamente com essa finalidade que a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (ASPLAN) se uniu a Associação dos Revendedores de Produtos Agropecuários do Nordeste (ARPAN), ao Instituto Nacional de Processamento de Embalagens (INPEV), ao CREA, a Prefeitura de Itapororoca e ainda a Secretaria de Agricultura do Estado (Sedap) para realização de uma ação conjunta de recolhimento de embalagens. A primeira, de três ações programadas para este ano, aconteceu no último dia 22, em Itapororoca e conseguiu recolher 1626 recipientes, que totalizaram 1,1 tonelada.

O agrônomo do Departamento Técnico da Asplan, Luiz Augusto, que acompanhou a ação, lembra que o descarte irregular de embalagens é considerado um crime ambiental e que não basta levar as embalagens até a ARPAN. “É preciso seguir alguns procedimentos para que os vasilhames sejam recebidos pela central de recolhimento, tais como, efetuar a tríplice lavagem do recipiente, a dobra e separação adequada das embalagens, sejam elas de papel ou plástico, a separação das tampas das bombonas, o transporte adequado, etc”, destaca ele. Nesta ação de Itapororoca, todos os vasilhames foram recolhidos em um posto de coleta, em um campo de futebol, localizado na entrada da cidade. Tudo o que foi arrecadado foi destinado à unidade de recolhimento da ARPAN, em Mamanguape.

Atualmente, o Brasil ainda recicla pouco, algo em torno de 25%, das embalagens plásticas monocamadas (PEAD) que são comercializadas. Na Paraíba, a ARPAN, localizada em Mamanguape, é a entidade responsável pelo recebimento destas embalagens vazias. O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, lembra que a legislação federal disciplina a destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos e determina as responsabilidades para o agricultor, o revendedor e para o fabricante. “O não cumprimento destas responsabilidades poderá implicar em penalidades previstas na legislação específica e na lei de crimes ambientais, como multas, autos de infração e até pena de reclusão para o agricultor, para o revendedor e até para o fabricante do produto”, destaca o dirigente canavieiro.

Outas duas ações de coleta de embalagens usadas, similar a que aconteceu em Itapororoca. já estão programadas. Uma acontecerá em Pedras de Fogo, no dia 13 de junho, e a outra em Santa Rita, no dia 26 de novembro, com todas as entidades que participaram desta primeira ação e com apoio das respectivas prefeituras locais.

De acordo com a legislação vigente, o descarte correto de embalagens vazias de agrotóxicos é um item fundamental para que o produtor esteja em dia com a lei  9.974/2000 e Decreto 4.074/2002. As embalagens usadas devem ser descartadas no prazo de um ano a partir da data da compra. No momento da compra do produto, o vendedor é obrigado a anexar a nota fiscal um folheto educativo que orienta o produtor  sobre como proceder para o descarte das embalagens.

“É cada vez mais crescente essa conscientização de que é preciso ter responsabilidade ao se comprar o produto, ao manuseá-lo e também na destinação correta das embalagens, com isso ganham todos, as pessoas e também a natureza”, reitera o presidente da Asplan, José Inácio.

Ministro afirma a representantes do setor sucronergético que regras de estocagem válidas para a indústria nacional serão exigidas de quem importar álcool dos EUA

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As indústrias que produzem álcool no Brasil são obrigadas a manter um estoque mínimo em até 25% de sua capacidade de armazenamento. Essa é uma das regras que se aplica, atualmente, à indústria nacional, mas, que em breve, será exigida também das empresas importadoras do produto. Pelo menos foi isso que afirmou o ministro das Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, durante audiência com representantes do setor sucroenergético nacional, na última terça-feira (20), em Brasília.

Para o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, que participou da audiência, junto com, representantes do Nordeste e outros estados da Federação, o aceno do ministro significa um grande passo rumo ao reequilíbrio do setor no país. “Mesmo com a taxação de 20% sobre o álcool importado ainda há um desequilíbrio entre quem importa e quem produz etanol no Brasil por conta de uma série de exigências que hoje são exigidas, unicamente, à indústria nacional. Com as regras valendo de forma igualitária para todos, a indústria nacional terá mais condições de competitividade”, afirma o dirigente canavieiro.

A proposta do ministro das Minas e Energia, que exigirá das empresas importadoras estocar de 8% a 25% do álcool anidro, já foi encaminhada a Agência Nacional de Petróleo (ANP). A resolução deve sair em breve. Segundo José Inácio, essa iniciativa do ministro demonstra o compromisso dele com o reequilíbrio de um setor que é vital para a economia do país. “Quero deixar registrado o nosso agradecimento ao empenho do ministro, não apenas nesta questão, mas, também pelo apoio ao Renovabio”, destacou José |Inácio, lembrando que no dia 20 de março, o ministro Fernando Bezerra Filho será homenageado pelo setor sucroenergético nacional, durante um evento, em Brasília.