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Pesquisador da EMBRAPA apresentará alternativas para adubação da cana-de-açúcar com baixo custo para o produtor paraibano

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Trazendo sempre novidades ao produtor de cana associado no que se refere à melhoria de seus canaviais, a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (ASPLAN), em parceria com a Embrapa Cerrados e a Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (FAEPA/SENAR), realizará mais uma palestra técnica no próximo dia 17, a partir das 9h. Na oportunidade, os produtores terão acesso a apresentação do doutor de Geologia pela Universidade de Brasília e, atualmente, pesquisador na Embrapa Cerrados, Eder de Souza Martins.

Com o título “Alternativas de adubação de cana com redução de custos “, o dr. Eder Martins (UnB) abrirá o evento da Asplan. A expectativa é grande para sua palestra, visto que ele tratará de um tema de extrema importância para o produtor, que é a redução de custos em um dos processos de cultivo. “Ele tem larga experiência na área de Geologia e está trabalhando com Agrominerais no manejo da fertilidade do solo”, explica o presidente da Asplan, José Inácio de Morais. Vale lembrar que o palestrante também é responsável pela coordenação do Tema “Viabilização de agrominerais alternativos como condicionadores de solo, corretivos e fontes de nutrientes”, que compõe o Portfólio “Suprimento eficiente de nutrientes para a agricultura brasileira” da Embrapa.

Algumas das pesquisas orientadas pelo Doutor Eder Martins tem a ver com a técnica de “rochagem”, que é uma ferramenta de fertilização baseada na adição de pó de determinados tipos de rocha ou minerais com a capacidade de alterar positivamente a fertilidade dos solos sem afetar o equilíbrio do ambiente. Esta técnica é tida como um processo alternativo ou complementar de fertilização e tem sido indicada especialmente para as pequenas propriedades, agricultura familiar e, até mesmo, para agricultura orgânica.

O evento, que é gratuito, será realizado no auditório da entidade, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, no Centro, em João Pessoa, e é direcionado aos associados, mas quem tiver interesse em assistir, desde que haja vagas, poderá participar. A iniciativa faz parte das ações do Departamento Técnico da entidade (DETEC) que, regularmente, tem trazido palestrantes e realizado eventos que fomentam a cultura canavieira no estado e ajudem o produtor a melhor sua atividade.

Exames admissionais para a safra 2019/2020 começam já neste mês de julho

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Com o intuito de evidenciar o estado de saúde físico e mental de um futuro funcionário, o exame admissional é indispensável. Embora seja um exame médico simples, ele é obrigatório e requerido por empresas antes de consolidar a contratação de seus empregados com carteira assinada. Assim, a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) também disponibiliza a seus associados o serviço, tendo em vista as contratações temporárias para o corte de cana a ser iniciado agora no segundo semestre do ano, para a safra 2019/2020. A safra na Paraíba, terceiro maior produtor de cana-de-açúcar no Nordeste, deve ser iniciada em agosto.

Os exames admissionais começarão a ser feitos no final de julho. Cerca de 80% desses exames são realizados nas próprias fazendas, visto que o trabalhador geralmente reside nas proximidades da propriedade. Um cronograma de visitas é montado pela Asplan, que organiza os dias e horários para que o médico do trabalho esteja nas propriedades dos associados realizando os exames.

O médico do trabalho, Dr. Tarcísio Campos, é o profissional que está à frente desse serviço na Asplan. Ele destaca que não é só a qualificação profissional que precisa ser levada em consideração na hora da contratação. A saúde do futuro funcionário também precisa ser avaliada e monitorada para garantir a integridade e a qualidade do trabalho realizado. Os exames admissionais, bem como os demissionais, estão estabelecidos na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e funcionam como uma espécie de proteção tanto para empregados como para empregadores.

“Esse é um exame importante porque precisamos verificar se o funcionário está bem para exercer a atividade que ele se propõe. O corte da cana, por exemplo, é uma atividade que demanda força. Se a pessoa tiver hérnia de disco, por exemplo, não se adequa a função. Não podemos contratar pessoas com doenças existentes que possam colocar em risco a saúde dele e comprometer também o trabalho a ser desempenhado”, explicou Dr. Tarcísio Campos.

O médico destacou que no caso do trabalhador rural, em especial o que atua no corte da cana, doenças na coluna ou doenças de pele são muito perigosas. “No caso da doença de pele, um dos riscos da atividade é justamente a irradiação solar. Embora usem Equipamentos de Proteção Individual – EPI, inclusive protetores, o sol no Nordeste é forte e não se pode brincar com isso”, frisou o médico, lembrando também que para funções como tratorista, empilhadistas, entre outras que operam máquinas, exames complementarem podem ser solicitados como a audiometria, exame oftalmológico e eletrocardiograma. Os associados que se interessar, é só procurar a Asplan para incluir a sua propriedade no cronograma de visitas do médico do trabalho. O serviço é gratuito para os produtores associados.

Recursos do FNE precisam chegar ao produtor para que ele possa fazer investimentos na área tecnológica afirma presidente da UNIDA

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Criado em 1988 e regulamentado em 1989, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) é um instrumento de política pública federal operado pelo Banco do Nordeste (BNB), que objetiva contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Nordeste, através da execução de programas de financiamento aos setores produtivos. Apesar dessa destinação institucional, a maior parte destes recursos não chega aos produtores do Nordeste, que pleiteiam um melhor acesso ao crédito para investimentos, especialmente, em projetos de irrigação e de segurança hídrica. “Os recursos existem, mas, infelizmente, não chegam ao produtor pelas normativas que são fora da realidade”, lamenta o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

Ainda segundo o dirigente canavieiro, as inúmeras exigências das normas, algumas inclusive, descabidas, impedem o acesso ao crédito e prejudica o produtor nordestino que já compete em condições de desigualdade com os do Sudeste do país por causa do clima e topografia. “O Nordeste sofre com a escassez hídrica que compromete a produtividade e por isso precisamos de recursos para investimento em tecnologia de irrigação porque já se comprovou que não é a falta de chuvas que compromete a lavoura, mas, a falta de tecnologia que permita ter uma segurança hídrica mesmo em tempos de pouca precipitação”, argumenta José Inácio. Ele lembra que, este ano, a ministra da Agricultura Tereza Cristina, visitou a usina Japungu, na Paraíba, e pôde constatar que com investimentos em tecnologia de irrigação essa questão da insegurança hídrica é perfeitamente superada.

Ainda de acordo com ele, em média, a produtividade da cana-de-açúcar na Paraíba, terceiro maior produtor do Nordeste, fica em torno de 55 toneladas por hectare, enquanto que numa propriedade irrigada, no mesmo estado, esse quantitativo sobe para cerca de 110 toneladas por hectare. “É preciso desburocratizar o acesso ao crédito dos recursos do FNE, através da revisão de normas que não atentam para a realidade do produtor para, enfim, podermos ter acesso a recursos com juros e taxas menores”, reitera José Inácio. Ele lembra que, atualmente, gasta-se em média cerca de R$ 10 mil por hectare num projeto de irrigação por gotejamento e que pela dificuldade de acesso ao crédito pouquíssimos projetos de irrigação e segurança hídrica são viabilizados na região.

Na Paraíba, segundo José Inácio, só há dois projetos de irrigação por gotejamento feito por produtores, um deles na Fazenda Maracanã, em Santa Rita e outro, na Fazenda Angicos, em Pedras de Fogo. “O investimento é alto, os juros bancários não são atrativos e o prazo não é muito longo. O Governo Federal precisa rever essa normativa dos recursos do FNE urgentemente, pois da forma como elas são o acesso ao crédito fica muito difícil, mesmo com o aceno do Governo e a boa vontade dos funcionários do Banco”, reforça José Inácio.

Sobre o FNE

O FNE financia investimentos de longo prazo e, complementarmente, capital de giro ou custeio. Além dos setores agropecuário, industrial e agroindustrial, também são contemplados com financiamentos os setores de turismo, comércio, serviços, cultural e infraestrutura. Os recursos do Fundo representam ingressos adicionais para o Nordeste e por definição legal, não se sujeita a injunções de políticas conjunturais de contingenciamento de crédito. Atualmente, o FNE atende a 1.990 municípios situados nos nove estados que compõem a região Nordeste e no Norte dos estados do Espírito Santo e de Minas Gerais, incluindo os Vales do Jequitinhonha e do Mucuri.

Aprovação de projeto que autoriza posse de armas em áreas rurais é recebida com entusiasmo por produtores de cana paraibanos

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Os produtores de cana-de-açúcar da Paraíba comemoraram a aprovação de um projeto de lei que autoriza a posse de armas para residência em toda a extensão de propriedades rurais. A aprovação aconteceu no Senado, em sessão da última quarta-feira (26). A proposta foi apresentada pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO), após o presidente Jair Bolsonaro anular dois decretos editados em maio sobre porte de armas e encaminhar um projeto de lei ao Congresso sobre o tema.

Outra proposta, de autoria do ex-senador Wilder Morais, também está na pauta do plenário do Senado. O texto diminui de 25 para 21 anos a idade mínima para que o morador do campo possa fazer a aquisição de uma arma de fogo e usá-la na propriedade rural.

“Quem vive no campo sabe que o aparato da segurança pública não é suficiente para dar tranquilidade a quem tem propriedade rural, portanto, qualquer iniciativa que reforce a segurança de nossas propriedades, principalmente, das pessoas que sem o porte de arma se encontram a mercê da bandidagem e, portanto, sem poder de reação, será bem-vinda, pois estará nos dando um suporte importante e necessário para nos defendermos”, destaca o presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

Software da eAgro utilizado por produtores de cana terá novas funcionalidades como cálculo de ATR

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Produtores de cana da Paraíba que utilizam o software da eAgro – ferramenta que possibilita que o produtor rural tenha total controle de despesas e receitas da propriedade – passaram por mais um treinamento no último dia 25 de junho. Na ocasião, o diretor da eAgro, Raphael Ivan, reuniu-se com os associados da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) para tirar dúvidas a respeito do software, para ter o feedback do público que está utilizando a ferramenta e, principalmente, para gerar novas funcionalidades do programa. O encontro aconteceu na sala de reuniões da Asplan. O programa foi apresentado aos produtores em 2018 e muitos já sentem a diferença no dia a dia de suas propriedades.

O software que gerencia informações desde mão-de-obra, passando por insumos, maquinários, consumo de energia, combustível, etc, de forma bem detalhada, já está sendo utilizado por 21 produtores canavieiros da Paraíba. O último encontro, o diretor da eAgro, Rafael Ivan, conta que foi importante para receber as demandas dos produtores que já utilizam a ferramenta para moldar o sistema para a total comodidade deles. “Agora, com as demandas que recebemos vamos colocar cálculo de ATR, conexão de entrega direta de cana direto com a usina, conexão com aplicativo de laboratório da Asplan, subdivisões bem funcionais que vão vir para melhorar ainda mais o sistema”, disse Rafael, lembrando que essas novidades já serão lançadas este mês.

Rafael destacou também a importância do uso do software não só para o produtor, mas para a categoria, visto que quanto mais produtores utilizarem a ferramenta, mais dados da produção e da classe canavieira na Paraíba serão reunidos e poderão subsidiar diversos pleitos e ações. “Quanto mais produtores usarem, mais podemos trabalhar juntos para fazer um estudo de mercado, quanto que custa a produção da Asplan, e até para que a entidade tenha força para brigar política ou economicamente pelos interesses da classe”, explicou.

A ferramenta digital da eAgro é uma parceria da empresa com a Asplan para que seus associados possam ter maior controle dos custos e gastos em suas propriedades, vendo onde se está gastando mais ou menos e a partir daí poder planejar melhor seus custos. “Ao produtor de cana não resta muito a não ser controlar seus custos. Isso porque sabemos que não conseguimos interferir muito no preço da cana. Então, o programa é bem eficiente nesse sentido e os associados tem gostado muito”, comentou o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, lembrando que o valor de uso do Programa pelos associados ficou acessível e quem se interessar pode procurar o Departamento Técnico da Asplan (DETEC) para ser incluído neste projeto.

O diretor da Asplan, Pedro Neto, é um dos participantes do grupo desde que começou o projeto e afirma que o software é, de fato, uma ferramenta importante. “Eu já sinto muita diferença com o uso do aplicativo na gestão de minha propriedade, pois, cada vez mais eu tenho os dados de custo precisos e posso, a partir dessa análise minuciosa, gerenciar melhor as minhas despesas, tendo uma visão global de tudo para podendo, a partir dai, ver onde eu posso melhorar”, afirma Pedro Neto.

Banco do Brasil destinará R$ 150 milhões para crédito de custeio e investimento na agricultura na Paraíba

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Produtores de cana da Paraíba conferiram, na manhã desta quarta-feira (26), o lançamento do incentivo de crédito do Banco do Brasil (BB) para o setor com a apresentação do Plano Safra 2019/2020 do Governo Federal. Na ocasião, representantes do BB divulgaram o montante de R$ 150 milhões para a Paraíba direcionado a custeio ou investimento agrícola para armazenagem, melhoramento genético, novas sementes. O evento ocorreu no auditório da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e contou com a presença do Secretário de estado da Agricultura, Efraim Morais, do vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba – Faepa, Vanildo Pereira, do Superintendente do BB, Antônio Carlos Servo, além do gerente de Agronegócio do BB, Fábio Cardoso e do presidente da Asplan, José Inácio de Morais.

Na abertura do encontro, José Inácio, destacou que como produtor de cana e represente da classe, mantém firmemente a esperança no setor e na vontade dos governos em incentivar a agricultura no país. Ele citou a ocasião da visita da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina, à Paraíba e lembrou aos presentes de sua empatia para com o segmento da cana. “Nós aqui da Paraíba temos menos de 1% da cana de todo o país, mas recebemos a visita de nossa ministra. Tivemos essa honra de levá-la para conhecer a Japungu. Era um dia chuvoso, final de semana, e ela estava lá. Era nítida a vontade dela em nos ajudar. Então, o que vemos é uma vontade sim, mas que precisamos de mudanças é em políticas públicas”, comentou o dirigente.

Seguindo o mesmo raciocínio, o secretário de agricultura, Efraim Morais elogiou a ministra.“Tereza Cristina é competente e estamos muito bem representados”, disse, garantindo ainda que vai lutar para que a agricultura tenha mais espaço no cenário estadual e nacional. “Em 28 anos de mandato, nunca vi um governo dar importância à agricultura. Sempre é saúde, educação e, mais agora, segurança. Agora estou no Governo do Estado e vou trabalhar para isso”, afirmou Efraim Morais.

Quanto ao BB, a instituição destinará R$ 150 milhões em crédito para o produtor rural da Paraíba. Esse montante será dividido – não igualmente – entre o custeio e o investimento. No exercício 2018/2019 do Plano Safra, o BB destinou 128,1 milhões para o estado, sendo 88,5 milhões para o custeio agrícola e 39,7 milhões para o investimento. O presidente da Asplan afirmou que o BB é a instituição que sempre está ao lado do produtor de cana. “O BB tem sido um grande propulsor no setor no Nordeste. Os juros do Banco do Nordeste são menores, mas não se sabe o que acontece, pois eles não conseguem um aporte que nos garanta realizar o que precisamos”, explicou José Inácio.

O Superintendente do BB, Antônio Carlos Servo, mencionou que o valor ainda é baixo, mesmo tendo um incremento em se tratando do ano anterior. Para ele, o setor é de suma importância para o pais e precisa ser bem cuidado. “Queremos ajudar mais, financiar mais, prestar nossa assistência. Crédito temos e vontade demais. Queremos ser o banco do Produtor. Seja sele pequeno, médio ou grande. Afinal, o que tem segurado o PIB do país durante muito tempo é o agronegócio”, explicou.

Princípios como a Oportunidade, a Suficiência, a Adequação e Esquema de reembolso do Crédito, foram apontados pelo vice-presidente da Faepa, Vanildo Pereira, durante sua fala para ilustrar o que é preciso para se oferecer um bom financiamento de crédito ao produtor rural. Para ele, a agricultura na Paraíba tem mantido uma boa relação com as instituições financeiras e com o Governo. “Por conta dessa relação sadia, fomos contemplados com vários pleitos da CNA no Plano Safra, a exemplo do Seguro Safra e da possibilidade de se hipotecar parte da propriedade. Agora é o momento de o produtor e os bancos verificarem esses princípios, que sempre devem estar presentes”, comentou.

Ao final, o gerente de Agronegócio do BB, Fábio Cardoso, apresentou o plano aos produtores explicando que os que se enquadram no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) terão taxas de juros entre 3% e 4,6% ao ano Para pequenos (que estão fora do Pronaf) e médios, o índice é de 6% ao ano ( taxa mantida em relação ao ano anterior). Os demais terão juros de 8% ao ano. Já os programas de investimento terão juros variando de 3% a 10,5% ao ano.

“O Banco do Brasil tem melhorado muito a cada ano nesse aspecto de alcançar a necessidade do produtor. Encontrei certa dificuldade há quatro anos quando contratei outro Banco e hoje estou muito satisfeito com o BB”, comentou o produtor de cana e também de abacaxi da cidade de Itapororoca, Cleanto Castro.

Vale lembrar que o Plano Safra 2019/2020 foi anunciado na última terça-feira (18), em Brasília e o setor agrícola contará com R$ 225,59 bilhões. Desse total, R$ 222,74 bilhões são para crédito rural, sendo R$ 169,33 bilhões para custeio, comercialização e industrialização. Outros R$ 53,41 bilhões para investimento.

BB apresentará suas linhas de crédito, juros e volume de recursos aportados para o Plano Safra 2019/2020 nesta quarta-feira na Asplan

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O Plano Safra 2019/2020 foi anunciado na última terça-feira (18), em Brasília destinará para o setor agrícola R$ 225,59 bilhões. Desse total, R$ 222,74 bilhões são para crédito rural, sendo R$ 169,33 bilhões para custeio, comercialização e industrialização. Outros R$ 53,41 bilhões para investimento. Representantes do Banco do Brasil (BB) na Paraíba farão o lançamento do Plano, nesta quarta-feira (26), as 8h30, na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. Na ocasião, a instituição apresentará detalhes de volume de recursos, linhas e juros ideais para cada tipo de produtor.

Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, o BB é uma das instituições mais “solidárias” ao produtor de cana-de-açúcar na Paraíba e vale a pena conferir o que seus representantes têm para mostrar ao setor. “O aporte deles em relação a outros bancos é muito bom. Acho que todo produtor deveria ver o que o Banco tem para oferecer em se tratando de custeio ou investimento”, comentou José Inácio, frisando que o anúncio do Governo não foi o esperado, mas que em um cenário de crise, foi o que “deu para fazer”.

Segundo informações do BB, o volume de recursos que a instituição trabalhará só será divulgada no final desta terça-feira, para que na quarta-feira pela manhã o Superintendente do BB na Paraíba e o Gerente do Agronegócio no estado possam anunciar ao produtor de cana. Mas, a instituição adianta que as taxas de juros para custeio foram mantidas em níveis que ainda dão para oferecer um bom apoio ao produtor.

Projetos que pleiteiam recursos para custeio de safra e investimento na cultura da cana-de-açúcar na Paraíba ultrapassam os R$ 25 milhões

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A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), por meio de seu Departamento Técnico (Detec), elaborou, no período de agosto de 2018 a maio deste ano, 93 projetos técnicos/financeiros para captação de recursos voltados ao custeio ou investimento para o plantio de cana-de-açúcar na Paraíba. As propostas elaboradas foram encaminhadas ao Banco do Brasil (BB), Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e para o Bradesco. Para este ano, os projetos somam o montante de R$ 25.436.139,58.

Das 93 propostas, 61 foram elaboradas para o custeio de safra, totalizando um pleito de R$ 16.459.621,07, e outros 32 para investimentos diversos, chegando ao montante de R$ 8.976.518,51. Vale ressaltar que os projetos de custeio são destinados, principalmente, à aquisição de insumos, realização de tratos culturais e colheita, beneficiamento ou industrialização do produto financiado. Já os projetos de investimento são voltados à implantação, ampliação ou modernização da estrutura de produção.

O Banco do Brasil recebeu 39 propostas de custeio de safra e 33 projetos para investimento, sendo o banco que mais recebeu solicitações de produtores de cana na Paraíba, este ano, através da Asplan. Juntas, essas propostas chegaram ao valor de R$ 18.478.739,89. Ao Bradesco foram enviados 15 projetos de custeio totalizando R$ 4.534.252,80, e nenhuma proposta de investimento. Para o Banco do Nordeste foram remetidos sete projetos de custeio de safra, com valor total de R$ 2.222.904,24 e dois de investimento, que somaram a quantia de R$ 200.242,65.

O serviço de elaboração dos projetos é realizado, gratuitamente, pelo Detec para os associados da Asplan e é feito pelo geotecnólogo da Associação e responsável pelos projetos de captação de recursos junto às instituições financeiras, Thybério Luna. Simultaneamente à elaboração dos projetos, a Asplan também atualiza a área de plantio de alguns fornecedores, através do georeferenciamento. Este ano, já foi feito o mapeamento de 209 associados que somados chegam a uma área de 20.822,26 hectares plantados.

“Com esse serviço, nós oferecemos um suporte técnico-administrativo ao produtor para que ele possa, cada vez mais, investir e melhorar sua cultura e produtividade. Além disso, nós também oferecemos o mapeamento de área e outros tantos serviços que auxiliam o produtor a melhorar sua cultura”, afirma o presidente da Asplan, José Inácio de Morais.

O presidente da Asplan lembra, no entanto, que o que foi pleiteado de recursos, não será, necessariamente o montante liberado. “A gente faz os projetos, encaminha para os bancos, mas a decisão de liberar os recursos cabe às instituições financeiras que avaliam uma série de fatores para poder aprovar o crédito”, finaliza José Inácio.

Canavieiros da Paraíba comemoram as chuvas que caíram nos últimos dias

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Para o agricultor, para quem planta, chuvas são bênçãos do céu porque qualquer que seja a cultura, água é essencial para o desenvolvimento da planta. Por isso, os produtores canavieiros da Paraíba comemoraram as últimas chuvas que caíram no estado, especialmente, as dos últimos dias. Dados da defesa Civil da capital paraibana apontam que somente nas últimas 24h choveu o equivalente a 257 milímetros. De janeiro a maio, os institutos de meteorologia apontam uma precipitação de 1000 milímetros em várias localidades da Paraíba e em algumas delas até mais que isso.

De acordo com o diretor da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Pedro Neto, as chuvas sempre são bem vindas para quem vive da agricultura. “Essas precipitações, este ano, prometem uma boa safra e isso anima quem vive de plantio. Estávamos preocupados sem saber se teríamos um ano bom de chuva, mas, agora estamos mais animados, tanto com as chuvas, como pelo volume dela, e isso é um prenúncio de boa safra”, destaca Pedro Neto.

Para o meteorologista Luiz Carlos Molion, de Alagoas, o ano de 2019 será um de inverno favorável na Paraíba, embora o Sertão do Estado ainda possa sofrer com uma redução nas precipitações, de 15 a 20% abaixo da média histórica. Segundo ele, as frentes frias estão chegando até a região equatorial e, nessas circunstâncias, há tendências de se ter na Paraíba chuvas na média ou até acima do normal. Ainda segundo o pesquisador, 2019 não deve ser um ano crítico, nem nada parecido com o que já se viu em 2015, 2016 e 2017, que foi o período mais seco dos últimos 20 anos no Estado.

Produtores de cana conhecem as vantagens da redução de gemas e as novidades da Yara para o manejo do plantio

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Implantar uma nova área de cana-de-açúcar custa muito caro para o produtor, que precisa sempre colocar na ponta do lápis os custos com sementes, mão de obra, fertilizantes, insumos, dentre outros itens. Assim, a maior parte deles está sempre em busca de novas tecnologias que possam aumentar a produtividade ou, ao menos, dinamizar o seu plantio com o uso de novos conceitos e estratégias. Para melhor orientar os canavieiros paraibanos, a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em parceria com a Yara, realizou, nesta quarta-feira (12), através de seu Departamento Técnico (Detec), duas palestras que mostraram como o produtor pode dar mais sustentabilidade a sua lavoura. A empresa Yara trouxe informações sobre o manejo de plantio e a Ph Química apresentou o plantio com baixa densidade.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, abriu o evento afirmando que a esperança sempre deve ser uma qualidade do produtor rural e que a solução para muitos dos problemas da cana deve ser resolvido com o aumento de produtividade. “Se a gente não tiver esperança, a gente não sai do lugar. Eu acredito que só há uma saída para o Nordeste, que é aumentar nossa produtividade”, comentou, agradecendo a presença das empresas que sempre orientam os fornecedores de cana para fazer suas escolhas diante de tantos bons produtos.

O Programa Nutricional Longevita, da Yara Fertilizantes foi o destaque da empresa no evento da Asplan. Segundo Eduardo Saldanha, representante da Yara, o produto proporciona uma safra mais uniforme, maior quantidade de ATR (Açúcar Total Recuperável), aumento no tamanho dos entrenós e estimula o nascimento de raízes. Além do LongeVita, a Yara também apresentou o YaraMila, um produto que traz nitrogênio, fósforo e potássio no mesmo grânulo para tratamento de toletes e aplicações foliares.

“Eles devem ser usados em conjunto. Os resultados são incríveis. Temos experimentos em que a planta dava seis cortes e passou a dar 13. Isso tudo em função da combinação de Fósforo, Nitrogênio e Potássio em um só grão”, afirmou Eduardo, destacando também que em toneladas de cana, os canaviais também deram lucro. “Temos lugares que passaram de 8 para 10 toneladas de cana por hectare”, disse, reforçando a experiência e qualidade da Yara.

Já a empresa Ph Química trouxe dados sobre o plantio de baixa densidade para o produtor de cana. A técnica indica que a redução da densidade de gemas por hectare, reduzindo também a competição entre as plantas ao nascer. De acordo com Claudemir Virgínio, representante da marca, o grande diferencial é que isso proporciona um melhor desenvolvimento inicial, visto que diante de técnicas tradicionais, com o plantio de cerca de 50 pés de cana, cerca de 10 se desenvolvem realmente em face dessa “competição”.

“Já que nossa meta é a gema, temos que aplicar os produtos diretamente lá, controlar o ph, proteger a raiz, o rebolo de todos os perigos. E esse é um método em que é possível fazer isso diretamente, sob a forma de um canteiro diferente do tradicional, com espaçamento de cerca de 50 cm”, explicou o representante da Ph Química. Ele frisou também que o modelo de plantio apresenta uma padronização simples de canteirização, o que também proporciona uma boa condição para a formação de sistema radicular. “com esse formato de canteiro e a recomendação do uso de grupos como o estrobilurina e o triazol, temos proteção garantida no rebolo contra qualquer perigo e teremos, crescimento radicular e vigor vegetativo para a brotação”, afirmou, lançando o desafio para os paraibanos. “Se aqui a 579 dá certo, que tal tentar com ela?”, concluiu.

Para Jucélio dos Santos, técnico agrícola da Usina Tabu, o encontro foi muito produtivo. “Gostamos muito quando estamos aqui na Associação porque sempre saímos com dados importantes para melhorar nossa produção. Hoje, vimos sobre produtividade, e o que mais nos chamou a atenção foi o plantio com redução de gemas que já é uma técnica aplicada na Tabu”, comentou Jucélio.

Em função do horário, não foi possível a realização da palestra da empresa Corteva/Sc Tec. que falaria sobre “Tecnologia Corteva para o Plantio da Cana-de-Açúcar e Pastagem”. O tema será abordado, oportunamente, em outro evento promovido pelo Detec.