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IFPB, prefeituras e Asplan se unem em projeto para revitalização de APPs da Bacia do Rio Gramame

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A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) está empenhada na revitalização das Áreas de Preservação Permanente (APPs), Matas Ciliares e nascentes da Bacia do Rio Gramame. Nesta terça-feira (21) um grupo de trabalho formado pela direção do campus de Pedras de Fogo do Instituto Federal da Paraíba – IFPB, pelas prefeituras de Pedras de Fogo e de Juripiranga, Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Seman-JP) e Asplan, reuniu-se no IFPB de Pedras de Fogo para tratar de parcerias que visem à preservação do Meio Ambiente e à Educação Ambiental de todo o Litoral Sul da Paraíba, região de grande influência da cultura da cana-de-açúcar. A Asplan agora é parceira do IFPB em um projeto piloto de recuperação das APPs na Bacia do Rio Gramame e fomentará ações para condução da produção de compostagem e plantio de mudas nativas nas propriedades de fornecedores de cana ligados à Associação. O único desafio agora é recuperar as áreas invadidas, que são o ponto de tensão e também de partida de todo o projeto.

Segundo o Diretor Técnico da Asplan, Neto Siqueira, o projeto uniu o útil ao agradável porque os fornecedores de cana precisavam fazer essa revitalização, mas também queriam orientação e aval técnico de um órgão federal, a exemplo do IFPB. “Em 2020 esse será um dos pilares da Asplan, que é a educação ambiental e a revitalização dessas áreas. Vislumbramos, na reunião, essa restauração através dessa parceria que também inclui prefeituras que precisam dar um destino ao seu lixo orgânico e estão focadas na coleta seletiva e na produção de compostagem de grande qualidade para ser utilizada no plantio das mudas nas APPs”, comentou Neto.

As localidades da Bacia do Rio Gramame que serão revitalizadas foram apontadas em um estudo da Universidade Federal da Paraíba – UFPB no final do ano de 2018. A pesquisa foi encomendada pela Cagepa e Asplan e outras entidades que foram alertadas pelo Ministério Público Federal – MPF. “Fomos movidos por uma ação do MPF. Na época ficamos surpresos e propomos um estudo que foi feito pela UFPB. O MPF apontava os produtores de cana e as indústrias da região como os principais poluidores do Rio. No entanto, o diagnóstico da UFPB mostrou que não há resíduos de agrotóxicos nas águas e nem nas margens ou nascentes. O que retirou o peso da responsabilidade da poluição dos produtores de cana e colocou nas indústrias, visto que havia metais pesados presentes do Rio”, explicou o diretor técnico da Asplan.

Ainda assim, os produtores fornecedores de cana ligados à Asplan vão fazer a recomposição de suas APP’s, áreas destruídas, na realidade, por invasores de terras que se fixaram nas localidades e hoje produzem macaxeira, batata, e outras culturas de subsistência. “Temos um problema sério que são as invasões. E temos muitas. Só em uma fazenda tem 18 invasões. Eles, os invasores, entendem que área de APP não é de proprietário, é de governo, e invadem e destroem”, explicou o diretor técnico da Asplan, Neto Siqueira, salientando que no projeto que o IFPB está formulando, o primeiro ponto a ser revitalizado serão as áreas que ainda não foram invadidas.

“Vamos reflorestar, repovoando com a ajuda dos órgãos, que vão nos mostrar qual é a vegetação certa, do clima certo e, depois, quando a Justiça se pronunciar a respeito das áreas invadidas, também faremos a revitalização dessas áreas após elas sejam desocupadas.

O projeto: compostagem, mudas, plantio, recomposição

O projeto de revitalização das APPs da Bacia do Rio Gramame consiste no plantio de mudas nativas conforme o atual Código Florestal. Para isso, o IFPB aglutinou interesses e reuniu prefeituras também da região no projeto. Elas entrarão fornecendo o lixo orgânico para a produção de compostagem a ser usada nas APPs e o IFPB com o projeto e os estudantes que fabricarão esse adubo orgânico. “Vamos pegar o resíduo orgânico da poda, do resto de feira, etc, para fazer a compostagem que será usada para resgate de APP, mata ciliar. E já temos o projeto ‘Seu resíduo me alimenta’, que trabalha com a produção de adubo orgânico e a educação ambiental”, explicou o Diretor Geral do campus do IFPB de Pedras de Fogo, Frederico Campos.

Além das prefeituras, também foi convidada a participar a Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Seman-JP), que fornecerá as primeiras mudas para o projeto. Essas mudas, por essa vez, serão cultivadas no Parque Ecológico Silvio Milanez, localizado na cidade de Pedras de Fogo. “Lá os estudantes bolsistas conduzirão a compostagem e o cultivo das mudas que serão plantadas nas APPs”, salientou o diretor do IFPB de Pedras de Fogo, Frederico Campos.

O secretário da Seman, Anderson Fontes, destacou durante a reunião que o Parque será um instrumento importante para a conscientização da importância do lixo entre as pessoas da cidade. “O parque se torna aproveitável porque a realidade é que não se tem onde comprar adubo orgânico, bem como o próprio lixo orgânico para a produção da compostagem. Mas, quando se acha o caminho a própria população produz para você, bem como as associações”, disse Anderson.

O prefeito de Juripiranga, Paulo Dália, ressaltou que a situação das pequenas cidades e de seus lixos é premente e que o projeto é uma solução que deve ser duradoura. “O MPF pressiona e o que precisa ser feito é criar uma área piloto em que se faça tudo o que deve ser feito. Temos uma série de mudas e podemos produzir sua própria compostagem. A ideia é incentivar o comercio de resíduos e depois vamos montar uma unidade de triagem para talvez instalar uma fábrica de adubo orgânico”, contou o prefeito. Ele adiantou que para uma boa condução do projeto, porém, é preciso capacitar pessoal. “A educação é fundamental para saber o que se fazer com esse resíduo, capacitando para trabalhar”, frisou Paulo.

A preocupação com a educação ambiental e a capacitação também é preocupação do prefeito de Pedras de Fogo, Dedé Romão. “A gente está com essa preocupação da importância da separação do lixo. Estamos fazendo um trabalho pesado de conscientização. É um desafio, mas a prefeitura tem feito tudo que está ao seu alcance. Distribuímos baldes na feira, damos EPI. Queremos um projeto que dure. Não adianta a gente pensar num projeto que ele dure apenas alguns meses”, disse ele, agradecendo a parceria da Asplan. “Fico feliz com a presença dos produtores de cana para buscar saídas para ter soluções que aprimorem essa problemática do lixo e, além disso, ajudar a recuperar o meio ambiente”, disse Dedé, que foi à reunião acompanhado da coordenadora de Educação Ambiental de Pedras de Fogo, Josineide Macedo.

Agora, o próximo passo é em direção a selecionar o pessoal capacitado para atuar na compostagem no Parque Ecológico de Pedras de Fogo. O projeto ‘Seu resíduo me alimenta’, de estudantes do IFPB é o carro-chefe da captação dos resíduos para a compostagem. A Semam de João Pessoa fornecerá as primeiras mudas e os produtores de cana, através da Asplan, mostraram interesse em adquirir o restante da compostagem que não for utilizada na adubação das mudas que irão para as APPs.

Asplan participará de reunião que tratará na revitalização das matas ciliares dos rios Gramame e Abiaí degradadas por invasores

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A qualidade das águas das bacias hidrográficas dos rios Gramame e Abiaí, no Litoral Sul da Paraíba tem sido objeto de preocupação de diversos órgãos e comunidade científica no estado há mais de 30 anos. Um estudo realizado em janeiro de 2017, por exemplo, revisou as pesquisas anteriores e estabeleceu, que até 2020, “as prioridades para o período serão iniciativas para frear a crise hídrica”. A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan participou de um grupo que custeou as pesquisas junto a órgãos e empresas como Cagepa Coteminas e Giasa que identificou características dos recursos hídricos e das matas ciliares dos rios Gramame e Abiaí e nesta terça-feira (21), na sede do Instituto Federal da Paraíba – IFPB, em João Pessoa, acontecerá uma reunião para debater encaminhamentos e ações para revitalização desses espaços.

Esse estudo, feito por uma equipe de profissionais mestres e doutores das áreas de química, ciências biológicas e geografia da Universidade Federal da Paraíba- UFPB, com a colaboração de outros de profissionais técnicos da SUDEMA, concluiu que os rios vêm recebendo efluentes de diversas atividades industriais e até mesmo esgoto sanitário, sem qualquer tipo de tratamento e isentou os produtores de serem causadores de poluição na área. Além disso, o estudo identificou o uso incorreto do solo às margens dos rios, sendo feito por pessoas que ocuparam indevidamente as áreas e degredaram as principais Áreas de Preservação Permanente (APPs) que agora precisam de restauração.

Antes, acreditava-se que, em função de a área onde se localiza a Bacia do Rio Gramame-Mamuaba ter grande predomínio da cultura da cana-de-açúcar, que seriam os produtores de cana um dos responsáveis pelas atividades mal conduzidas que envolvem ocupação e uso do solo e que levaram a um processo de remobilização e contaminação do sedimento/solo próximo aos rios. No entanto, foi observado que as margens ou as APPs foram invadidas por outras pessoas que degradaram a floresta ciliar que protege as margens dos referidos rios. A reunião desta terça-feira é justamente para tratar da retirada dessas pessoas e do início da reposição ciliar.

“É preciso que comecemos logo esse processo de recomposição, mas, para tanto, é preciso que antes as áreas sejam desocupadas”, comentou o presidente da Asplan, José Inácio, preocupado com a resolução do problema, tendo em vista que as metas foram colocadas para serem cumpridas até o ano de 2020. “Já foi feito o estudo, observou-se que o produtor de cana não é responsável diretamente pela poluição e lixiviação dos rios, mas sim grupos de ocupantes ilegais que se estabeleceram nos locais. Mesmo assim, com a retirada dessas pessoas, os donos das propriedades farão o reflorestamento ciliar de das margens”, explicou José Inácio.

Vale dizer que a área de drenagem da bacia do Gramame é de aproximadamente 589,1 km e o seu principal curso de água é o rio Gramame, com extensão aproximada de 54 km, tendo seus principais afluentes os rios Mumbaba e Mamuaba. Também localizada no litoral sul do estado da Paraíba, a bacia hidrográfica do rio Abiaí possui uma área de drenagem de aproximadamente 449,5 km2, e limita-se a Norte com a bacia do rio Gramame, a Sul e Oeste com o estado de Pernambuco e a Leste com o Oceano Atlântico. O rio Abiaí, principal curso da bacia, possui uma extensão de 28km.

Dentre os apontamentos do estudo, dividido em três partes: Ocupação do Solo – caracterização física e química da água e do sedimento; Fitoplanton do reservatório com ênfase nas cianobactérias; e Estudo do Uso e Ocupação do Solo. O estudo destacou que o prejuízo que a contaminação do rio causou às comunidades ribeirinhas é incomensurável e que precisa de ação reparadora urgente. A grande quantidade de material orgânico lançado através dos efluentes tem sido motivo também de desoxigenação das águas, tornando o ambiente impróprio para a vida aquática. Além disso, as indústrias ali instaladas ainda continuam a despejar seus metais, especialmente Ferro e Alumínio nos rios.

Em resumo as não conformidades dizem respeito, principalmente, ao Oxigênio Dissolvido e concentrações de alguns metais como Alumínio, Ferro, Cobre, Manganês e Chumbo. Além destes parâmetros, há que citar a Turbidez e Coliformes Fecais encontrados nas águas. Este último causado pela ocupação urbana com geração de esgoto doméstico.

Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, os dados obtidos sobre a qualidade química das águas são suficientes para auxiliar os órgãos competentes na reavaliação do atual quadro. “A Asplan e os produtores de cana em geral sempre estiveram à disposição dos órgãos para tratar da questão que não é simples, até devido á grande ocupação urbana e industrial da região”, destacou o dirigente, confiante que a reunião determinará as próximas ações do grupo de trabalho.

Aneel suspende recadastramento para manter descontos na energia elétrica para irrigação e produtor pode respirar mais tranquilo

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Uma boa notícia para o produtor rural veio essa semana, de Brasília. Isso porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) atendeu a uma demanda da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e manteve os descontos nas tarifas de energia elétrica para irrigação e aquicultura no período de 21h às 6h. Em novembro ultimo, a Aneel havia emitido uma recomendação às concessionárias de energia elétrica para que aplicassem prazo diferenciado de recadastramento dos produtores rurais para a obtenção de benefícios tarifários. Agora, a agência suspendeu o processo de recadastramento tendo em vista que prejudicava a produção irrigada e a aquicultura do país, já com seus custos altos.

Na Paraíba, segundo a Energisa, em 2019, haviam sido convocados 53 mil clientes, de 71 cidades do sertão do estado, dentre elas, Cajazeiras, Catolé do Rocha, Patos, Pombal, Princesa Isabel, Sousa, Teixeira, Queimadas e Massaranduba para que procurassem uma agência de atendimento para realizarem seu recadastramento. O prazo foi até o dia 20 de novembro de 2019, tendo, a Aneel, emitido recomendação para que se ampliasse o prazo no mês de novembro e, agora em 2020, decidiu pela suspensão da obrigação de recadastramento para obtenção do benefício.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, essa foi a decisão mais acertada que a Aneel poderia ter tomado porque muitos produtores seriam penalizados com seus benefícios suspensos até que ele fosse renovado com o recadastramento. “Caso o consumidor não atendesse à convocação para a atualização de seu cadastro durante o prazo, ele não teria direito de atualizar os dados posteriormente e perdia o benefício. Então, o produtor agora pode fazer isso espontaneamente, sem angustia, apresentando sua documentação como o licenciamento ambiental e a outorga do direito de uso de recursos hídricos”, disse o dirigente da Asplan.

Asplan tem suplente na chapa do presidente reeleito do SINDCAP

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Diretores da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan prestigiam eleição da nova direção do Sindicato dos Produtores Rurais de Caaporã/Alhandra/Pitimbu/Conde – SINDCAP nesta quinta-feira (16). Dácio Martins foi reeleito presidente do Sindicato junto a Sérgio Ricardo G. Martins, o vice-presidente, que também é o atual Superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-PB). O Diretor-Secretário da Asplan, Raimundo Nonato Siqueira, é suplente da direção do novo Sindicato.

Para o Diretor-Técnico da Asplan, Neto Siqueira, que também esteve presente na eleição apoiando a chapa, esse é um momento importante para a região, que também possui muita cana-de-açúcar. “A reeleição de Dácio nos traz uma perspectiva muito boa para o cenário, principalmente, quando se fala no desenvolvimento territorial da região perante aos órgãos e aos modais da localidade”, comentou Neto.

A eleição para o SINDCAP acontece a cada três anos. Fundado em 2005, o Sindicato é a entidade que mobiliza os produtores do Litoral Sul da Paraíba para atividades ligadas ao desenvolvimento da região e do setor rural, dentre elas, diversos treinamentos que acontecem com o apoio do Senar e da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa), além da Asplan.

Asplan envia profissionais para participar de curso de Multiplicação de Microrganismos ON FARM que é a nova aposta da agricultura

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Já se sabe que hoje existem muitas pesquisas acontecendo no campo da agricultura, principalmente no que se refere à criação de mecanismos que reduzam os custos de produção. A cada dia que passa cientistas ampliam mais o conhecimento sobre a interação, por exemplo, entre os microrganismos e as plantas, tendo em vista que fungos e bactérias em culturas agrícolas podem aumentar o rendimento das lavouras, estimulando o seu crescimento ou as protegendo de doenças. Assim, o Coordenador do Departamento Técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), o engenheiro agrônomo Luís Augusto, e o biólogo da Estação Experimental de Camaratuba – mantida pela Associação, Roberto Balbino, foram em busca de mais informações sobre o assunto e participaram, nos últimos dias 10 e 11 de janeiro, de um curso de Multiplicação de Microrganismos ON FARM, que aconteceu na cidade de Toledo, no Paraná.

O objetivo de participar do curso em Toledo, afirmou Luís Augusto, foi a atualização das técnicas de multiplicação de microrganismos, uma vez que essa prática está no contexto do controle biológico que, juntamente com outros métodos de controle, como os defensivos químicos, faz com que agricultura seja ainda mais sustentável e produtiva. A Estação Experimental de Camaratuba, mantida pela Asplan no município de Mataraca, já produz e distribui macro e microorganismos, como Cotesia flavipes e Metarhizium anisopliae, dois controladores biológicos das principais pragas da cana-de-açúcar. A ideia é, no futuro, também oferecer o serviço de produção On Farm para estímulo do desenvolvimento das plantas.

O curso foi realizado no Sindicato dos Produtores Rurais de Toledo. Na tarde do dia 10 e durante todo dia 11, os participantes tiveram módulo prático no laboratório de microbiologia da PUC do campus de Toledo. “Lá foram trabalhados microrganismos, tais como, as bactérias (Bacillus subtilis e Azospirillum brasilense), e o fungo trichoderma, que são promotores de crescimento, precursores de fitohormônios, solubilizadores de nutrientes, entre eles o próprio fósforo, além de formar uma barreira protetora contra nematóides e fungos indesejáveis ao colonizarem as raízes das plantas cultivadas, quando assim são aplicados”, explicou o engenheiro agrônomo.

A produção On Farm ou caseira de biopesticidas consiste na multiplicação de organismos vivos na propriedade rural para uso no controle de pragas da lavoura. Essa é uma prática que, segundo o engenheiro agrônomo da Asplan, Luís Augusto, vem revolucionando a agricultura brasileira, seja pela queda na eficiência dos inseticidas químicos, que têm um custo cada vez mais alto, seja pela excelente ferramenta de controle que é.

“On farm de microrganismos junto a outras práticas está revolucionando a agricultura brasileira, diminuindo custos de produção e diminuindo a dependência das multinacionais, porque também promove o menor uso de insumos químicos e a maior eficiência nos químicos já usados. Temos assim, maior sustentabilidade na atividade”, reitera o diretor do Departamento Técnico (DETEC) da Asplan, Neto Siqueira, afirmando que essa é a nova aposta do setor para os próximos nãos. “Estudos apostam no crescimento da demanda nos próximos anos”, finalizou Neto.

Plantio de Ipê Rosa no Parque Solon de Lucena marca agradecimento de familiares e amigos de Neto Siqueira pela recuperação de sua saúde

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A partir de agora, quem passar pelo Parque Sólon de Lucena, em João Pessoa, mais precisamente em frente à doceria ZENY, encontrará um Ipê Rosa que se torna uma lembrança especial para amigos e familiares do Diretor Técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan, Neto Siqueira. O Ipê, plantado na manhã desta quarta-feira (08), vai florescer e recordar uma luta de quase três meses pela vida, passados entre uma cirurgia e a saída do hospital, boa parte em UTI, mantido pela perseverança de médicos e, sobretudo, pela vontade de Deus.

A iniciativa do plantio do Ipê foi do amigo, engenheiro agrônomo e diretor da Secretaria de Meio Ambiente – SEMAM, Anderson Fontes. A homenagem foi feita na presença de amigos e familiares, a exemplo do pai de Neto, Raimundo Nonato (Diretor Secretário da Asplan); Thiago Queiroz; Rogério Chaves; Guilherme Sena; Weyber Feitosa; Alfredo Feitosa; e o próprio Anderson Fontes. Todos se emocionaram em poder celebrar o dom da vida, da retomada da saúde, da volta ao lar e, sobretudo, a pela nova chance de continuar ao lado de seus pais, filhos, familiares e amigos.

“Foi uma homenagem muito bonita celebrar minha vida plantando uma árvore, que é outra vida. Foi muito emocionante e fiquei muito feliz com isso. Essa foi uma comemoração pelo dom da vida, da minha vida, e ficará registrado para meus filhos e netos”, disse Neto Siqueira, lembrado que a árvore quando estiver florescendo vai deixar ainda mais linda a paisagem do parque.

Asplan fecha parceria com Sicredi para facilitar captação de recursos para investimento ou custeio de produtores

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A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan, está fechando uma parceria com o Sicredi, segunda maior instituição de crédito rural no Brasil. Dentro em breve, os associados da Asplan terão uma ferramenta prática e resolutiva para conseguir crédito junto a bancos públicos como o BNDES procurando apenas um engenheiro agrônomo da Associação credenciado para fazer projetos de investimento ou custeio junto ao Sicredi.

De acordo com o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, essa é uma facilidade que chamará a atenção do produtor. “Através de um engenheiro agrônomo que vai lançar todos os dados da propriedade numa ferramenta digital e online, o produtor terá o controle do que está sendo feito na sua plantação e pode projetar melhor o futuro, além de ampliar as possibilidades de linhas de crédito”, comentou o dirigente, frisando que a plataforma será manuseada pelos engenheiros agrônomos da Asplan, José Inácio lembrou ainda que a Asplan já tem boas parcerias com o Banco do Brasil, Bradesco e outras instituições financeiras, mas qualquer agente que vier agregar valor ao negócio e facilitar o acesso ao crédito para os produtores será bem-vindo.

Para o presidente do Conselho de Administração do Sicredi Evolução, João Bezerra Júnior, a parceria com o Sicredi é uma conquista importante. “O trabalho da instituição financeira cooperativa que estará atuando diretamente na parceria com a Asplan será o de construir juntos, facilitando a vida dos produtores paraibanos de forma colaborativa, com uma orientação célere e muito mais próxima”, destacou ele.

Segundo o gerente de negócios agro da Sicredi Evolução, Aurélio Pizano Timm, depois de assinado o contrato com a Associação, o segundo passo é cadastrar os engenheiros agrônomos no sistema do Sicredi. “Toda captação de recursos passa por um projeto técnico e é isso que os engenheiros farão e enviarão pela plataforma. Depois, recebemos a solicitação imediatamente, online. Se for necessária alguma alteração, reenviamos na mesma hora. Ou seja, tudo mais rápido”, disse Aurélio.

Na semana passada, representantes da Asplan se reuniram com a equipe do Sicredi para treinamento. Os produtores poderão contratar qualquer linha de crédito do Agro, tanto para investimento como para custeio. “A ideia foi qualificar os engenheiros para que eles façam tudo isso para o produtor, informando sobre a propriedade. Depois, a ferramenta também é de fiscalização. Poderemos ver se está sendo feito o que foi acordado”, explicou Aurélio.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Outras informações: www.sicredi.com.br e

www.sicredi.com.br/evolucao

Asplan entende que PL que proíbe pulverização aérea é inconstitucional além de ferir o próprio regimento interno da ALPB

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A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) entende que o Projeto de Lei 561/2019 que tramita na ALPB e que propõe proibir a pulverização aérea de agrotóxicos na Paraíba é inconstitucional e fere o regimento interno da Assembleia. Essa conclusão foi a síntese de uma reunião, nesta quarta-feira (04), com a diretoria da entidade e o deputado licenciado e atual Secretário de Planejamento da prefeitura de Campina Grande, Tovar Correia Lima (PSDB). Na ocasião foi avaliado a matéria que deve entrar na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Paraíba nos próximos dias. “O PL é inconstitucional e, por já ter sido apresentado e não aprovado em setembro último, ele também não poderia entrar em pauta novamente durante a mesma legislatura, o que fere o regulamento interno da ALPB”, destacou Tovar.

O secretário executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola, Júnior Oliveira, também presente à reunião, explicou que 14 estados do país estão com ações similares, mas, cinco estados, dentre eles, Minas Gerais, Paraná e Paraíba e Rio Grande do Norte, já discutiram a polêmica e decidiram mostrar à opinião pública o impacto que isso pode trazer à população. “O setor agrícola vai ter grande dificuldade sem a pulverização porque essa é a maneira mais correta de tratar áreas grandes, além de que na prática aérea a quantidade de agrotóxico é muito menor do que a feita no chão. Essa é uma matéria que os parlamentares não conhecem. Mas, ela emprega milhares de pessoas. No Ceará, que é o único estado a proibir a pulverização aérea, a plantação de bananas está sentindo os efeitos negativos de não ter a pulverização”, explicou Júnior Oliveira.

O deputado Tovar salientou que, para além dos benefícios da pulverização, a matéria também não pode ser colocada em pauta duas vezes na mesma legislatura. “Se ela já foi negada em setembro e arquivada, não pode voltar ao Plenário novamente na mesma legislatura, pois o regimento não permite”, comentou o parlamentar, frisando que o mais importante, porém é conscientizar a todos do impacto que uma decisão dessas pode trazer para o país. “Sou do diálogo. Minha preocupação sempre é sentar e conversar para não colher informações erradas. Temos que fazer as coisas para empregar nossa gente e não criar mais dificuldades”, disse Tovar.

Pelo direito de produzir com segurança

Com mais de 70 anos atuando na pulverização segura de agroquímicos em áreas extensas, o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola vem desmistificando muitas informações a respeito do tema. “Ao longo desse tempo tivemos muitas mudanças que nos deu mais segurança. Hoje, por exemplo, temos a pulverização aérea com muito menos produto do que a feita no chão, pelo trabalhador, que acaba ficando muito mais exposto. Isso aumenta o custo do produtor, que tem que comprar mais defensivo e também aumenta o risco para o trabalhador. Não tem vantagem alguma”, explicou o secretário executivo da entidade, Júnior Oliveira.

A vedação total à pulverização aérea de agroquímicos prejudica os produtores rurais que precisam realizar a aplicação dos defensivos em suas lavouras e garantir a produtividade de sua plantação. Sendo o Brasil um grande produtor mundial de alimentos, o prejuízo que o agricultor brasileiro verifica com a retirada de uma forma legítima de aplicação de defensivos impacta todo o mundo, não apenas o Brasil. Na Paraíba, a prática é imensamente pequena se comparada ao Sul e Sudeste do país, mas os produtores defendem seu direito de pulverizar sua plantação quando necessário.

“Dos 120 mil hectares de cana que temos na Paraíba, metade é de produtores independentes ligados à Asplan. Eles têm em média 60 mil hectares juntos. Desses, apenas mil hectares da Paraíba foi pulverizado este ano. Mas, vem uma doença aí chamada ferrugem marrom e alaranjada com maior severidade aos canaviais e nós queremos o direito de pulverizar nosso plantio”, defendeu José Inácio de Morais, presidente da Asplan. Ele destacou ainda que o PL viola também a Constituição Federal por “invadir” a competência privativa da União, quando o papel do estado é suplementar neste caso. “Essa matéria é inconstitucional. Não vamos cair no ridículo novamente como foi o caso do PL em que se proibia a inseminação artificial na pecuária, uma ação que usa alta tecnologia, por simples falta de informação. Além disso, a questão da pulverização é do Ministério da Agricultura e não da Assembleia”, alertou José Inácio.

O Diretor do Departamento Técnico da Asplan (DETEC), Neto Siqueira, reforça a fala de José Inácio, lembrando que a pulverização aérea usa de alta tecnologia, de georeferenciamento e de instrumentos técnicos especializados que permite uma aplicação de precisão. “É preciso ter muito cuidado quando se legisla sem um entendimento da matéria, sob o risco de prejudicar todo um setor e até a sociedade, como neste caso. É preciso, sobretudo, haver bom senso”, reforçou Neto Siqueira.

A Proposta de Lei deve entrar a qualquer momento em discussão na CCJ da ALPB. “Mas, diante de todos os argumentos apresentados, dentre eles o que fere o regulamento interno da ALPB, o da inconstitucionalidade da matéria e o dos benefícios e segurança da atividade, espera-se que a pauta não avance. É preciso pensar que a prática tem regulamentação e fiscalização e que o país não pode retroceder nesse aspecto. A agricultura é rápida, enquanto o legislador não. Ele vai a 10 km por hora e ainda na contramão neste caso”, finalizou Tovar Correia Lima.

A importância da aviação agrícola para o agronegócio é tema de reunião na Asplan

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É com o objetivo de apresentar a importância que a aviação agrícola tem para o agronegócio brasileiro e como a frota aeroagrícola do país respeita os inúmeros critérios para garantir o padrão de segurança e qualidade da aplicação aérea, que a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (ASPLAN) realizará, nesta quarta-feira (04), às 10h, uma reunião em seu auditório, na sede da entidade, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, no Centro da capital paraibana. Embora com mais de 70 anos atuando na pulverização segura de agroquímicos em áreas extensas, a atividade ainda é alvo de polêmicas, inclusive de um Projeto de Lei que pretende proibir a prática no Estado. Durante a reunião, estará presente um representante do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola.

Aqui na Paraíba, um Projeto de Lei (561/2019), que tramita na ALPB, propõe a proibição da pulverização aérea de defensivos no estado. A reunião na ASPLAN também tem o intuito de unir forças contra o projeto através da informação e esclarecimentos. O presidente do Sindicado da Indústria do Álcool e do Açúcar – Sindalcool, Edmundo Barbosa, explica que o encontro é importante para que o setor sucroalcooleiro da Paraíba entenda como a aviação permite a pulverização de agroquímicos em áreas extensas, sem causar prejuízos à saúde, sem amassamentos nas plantações e compactação de solo, etc.

“Ao longo dos anos a tecnologia agrícola tem evoluído no Brasil como demonstram os expressivos números da balança comercial do País. Em 2002 a safra de cana era de 200 milhões de toneladas hoje são mais de 600 milhões. Da mesma forma, na Paraíba há uma produção crescente do etanol, do açúcar e da bioeletricidade. São muitos trabalhadores, cerca de 30 mil m plena safra como agora, que mantém as suas famílias. Essa atividade irriga a economia de 26 municípios. São mais de 1500 produtores de cana que ativam a economia rural. Por estas razões, devemos conhecer como a aviação pode nos ajudar ainda mais”, detalhou o dirigente do Sindalcool.

Para o presidente da ASPLAN, José Inácio de Morais, é preciso buscar informações a respeito para que o agronegócio não seja prejudicado, haja vista que a pulverização aérea já é resguardada por várias exigências legais com o objetivo de garantir operações seguras para o piloto, para a população e o meio ambiente. “Temos diversos padrões que a aviação segue para que tenhamos segurança e tem vários órgãos federais que fiscalizam isso aí. Tudo é feito com muito cuidado e respeitando a legislação há décadas”, comentou José Inácio, frisando que a aviação é uma ferramenta valiosa para o produtor frente à demanda por novas tecnologias de produção. “O setor não deixe de respeitar o meio ambiente porque usa essa importante ferramenta, pelo contrário”, concluiu o presidente da ASPLAN.

Diretor Secretário da Asplan é homenageado em encontro anual de confraternização de Engenheiros Agrônomos

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O diretor secretário da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Raimundo Nonato Siqueira foi o grande homenageado durante evento de confraternização dos engenheiros agrônomos realizado nesta quinta-feira (28), em uma propriedade rural localizada no município de Santa Rita (PB). Durante o encontro, que acontece, anualmente, há mais de 20 anos, e reúne profissionais da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, Nonato ainda recebeu homenagem da Stab e elogios de vários colegas, a exemplo do também engenheiro agrônomo e amigo há 60 anos, João Vilmar de Azevedo que destacou a amizade mútua de ambos e a trajetória de sucesso do amigo, no campo pessoal e profissional.

Coube ao diretor da Asplan, Oscar Gouveia, a apresentação do homenageado, que, atualmente, além de produtor é empresário do ramo agrícola e integrante da diretoria da Associação, e antes ocupou cargos diversos em cinco unidades industriais do setor sucroenergético no Nordeste. Nonato, que estava acompanhado da esposa, Glória e dos filhos Neto Siqueira e Angelo, recebeu elogios do presidente da Stab, Djalma Euzébio, que enalteceu o excelente profissional que Nonato sempre foi. “Essa homenagem é justíssima e Nonato representa muito bem nossa categoria”, disse ele.

O veterano, Bennon Barreto, também elogiou a postura de Nonato, tratando-o como ícone da categoria. “Penso que estamos homenageando tardiamente esse grande profissional e amigo que é Nonato. Um cidadão que tem personalidade, uma brilhante carreira, tem caráter, boas histórias para contar, tem lastro e bom rastro e seriedade”, disse ele, lembrando da proximidade do Natal e da importância das pessoas serem solidárias com os mais humildes.

Bastante emocionado, em seu discurso de agradecimento Nonato falou de sua satisfação em ter sido lembrado pela categoria que ele integra, contou um pouco de sua trajetória profissional, enaltecendo que trabalhou em cinco unidades industriais e que em cada uma delas cresceu como profissional, deixou as portas abertas e construiu grandes amizades, fez várias vezes menção a esposa Glória, que caminha junto com ele há quase meio século e lembrou das lições de seu pai, da maior provação de fé que passou, este ano, com um problema de saúde de seu filho Neto Siqueira. “Essa homenagem que recebo com muito orgulho, eu não poderia receber sem antes dividir com minha esposa Glória. Sem ela, tudo o que sou e conquistei seria praticamente impossível”, disse Nonato.

Nonato lembrou ainda que se sentiu ainda mais lisonjeado ao ser escolhido para ser homenageado, diante de quadros tão bons. “Com tanta gente boa, tantos engenheiros agrônomos que se destacam em órgãos de pesquisa, tanta gente em evidência vocês foram logo escolher quem veio do interior do Rio Grande do Norte”, indagou Nonato, lembrando que o episódio com o Filho Neto Siqueira fez a fé dele aumentar. “Eu fiz algumas reflexões diante do que minha família viveu e chegamos a conclusão que se eu e Glória, fizermos uma contabilidade de todos os problemas que tivemos, com as bênçãos divinas que recebemos e nesses encontros de contas, entre as bênçãos e as dificuldades, eu e Glória afirmamos, com certeza, que vivemos nadando no mar da bondade de Deus”, disse Nonato, logo em seguida, dando um conselho que recebeu de seu pai aos mais jovens. “Ande certo, seja correto e procure melhorar em tudo o que fizer”, finalizou Nonato, sendo bastante aplaudido. Ainda no evento, Nonato também recebeu uma homenagem de sua empresa, a Crop Agrícola, entregue pelo seu filho Angelo.