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Renda dos produtores de cana-de-açúcar do Nordeste cai em função do baixo preço pago pela tonelada da matéria-prima

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O preço da tonelada de cana-de-açúcar no Nordeste, atualmente, caiu a níveis críticos o que está preocupando os produtores da região que vêm sua renda incompatível com os custos da lavoura. O valor médio pago pela tonelada da matéria-prima entre os meses de agosto e outubro foi de apenas R$ 86,00, valor bem inferior ao da safra 2016/2017 onde o preço pago chegou a R$ 102,00. A expectativa do setor era de um preço melhor, mas a grande oferta de etanol na atual safra puxou os preços para baixo

O presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, está preocupado com essa situação. “O valor pago, atualmente, pelo preço da tonelada de cana não remunera o produtor e não há alternativa viável para o produtor nordestino se não a cultura canavieira, porque o solo não é propício para grãos e fruticultura só dá em perímetro irrigado, o que necessita de um alto investimento em projetos de irrigação”, afirma o dirigente canavieiro.

Ainda de acordo com José Inácio, a saída para reverter a situação é aumentar a produtividade do canavial que também está abaixo do mínimo necessário para melhor remunerar quem planta cana. “O produtor precisa tirar o mínimo de 60 toneladas por hectare plantado para ter uma remuneração razoável, mas, a média que se observa hoje é de pouco mais de 50 toneladas”, destaca o dirigente canavieiro, lembrando que o aumento da produtividade passa, necessariamente, por investimentos em sistema de irrigação e em nutrição do solo, o que também requer altos investimentos por parte do produtor que recebe sua remuneração em moeda nacional, mas tem que arcar com custos de produtos importados, cujos valores são atrelados ao dólar americano.

“De fato, o produtor canavieiro é antes de tudo um forte e a cana-de-açúcar, mesmo tendo oscilações de remuneração, é a única cultura que resistiu ao tempo na região e atravessou séculos, desde o descobrimento do Brasil, sendo o principal sustentáculo econômico e social da região”, finaliza José Inácio, lembrando que uma das principais características da cultura canavieira é passar de geração a geração. Ele próprio é bisneto e neto de senhor de engenhos e seu filho, Inácinho, segue o mesmo caminho do pai e de seus ancestrais, tendo se formado em Agronomia e já atuando junto às propriedades da família no cultivo da cana e de outros negócios.

Presidente da Asplan ressalta coragem de Rodrigo Maia em levantar a bandeira de um dos mais importantes setores da economia brasileira

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, foi o principal homenageado do Encontro Fórum Nordeste “A Câmara Federal preserva a cana social”, que aconteceu nesta segunda-feira (04), em Recife. O evento, que teve o objetivo de agradecer aos parlamentares federais que estão lutando e defendendo políticas públicas pró-cana, foi prestigiado por representantes do setor, incluindo os da Paraíba. O presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais fez um discurso contundente em defesa do setor, onde enalteceu a coragem do presidente da Câmara em desempenhar um grande papel em defesa do segmento em Brasília. O deputado estadual Tovar Correa e os deputados federais Aguinaldo Ribeiro e Efraim Filho, estes dois últimos homenageados também na ocasião, reiteraram o apoio ao RenovaBio, programa de incentivo aos biocombustíveis que vai entrar em vigor em 2020.

“A classe média rural vem a agradecer aos deputados pelo trabalho que tem sido feito, especialmente, e mais recentemente no que diz respeito a entrada da cota americana de etanol importado dos EUA. Quero aqui também lembrar a Rodrigo Maia de sua coragem. Nosso presidente Renato Cunha falou pelo Nordeste, mas, eu vou mais além. Sua coragem, Rodrigo, e sua origem – e eu sei onde você nasceu – não devem nada a Catolé do Rocha, uma terra de homens de bem como o ex-governador João Agripino, Tarcísio Maia, do Rio Grande, e Zé Agripino. Hoje, falo como correligionário e estamos aqui reunidos e é uma honra estar aqui junto com Agnaldo Ribeiro e Efraim filho, que mostram como a Paraíba é pequena em território, mas bem representada. Aguinaldo na liderança e Efraim que já foi líder do partido e cujas atuações orgulham o nosso estado”, comentou José Inácio.

O presidente da Asplan, ressaltou ainda a importância do RenovaBio, que é uma política de Estado que objetiva traçar uma estratégia conjunta para fortalecer o papel dos biocombustíveis na matriz energética brasileira. “Ele é uma esperança para o desenvolvimento do setor e das fontes de combustível renovável. Além de ser uma caminhada para o futuro, já que estamos falando de um combustível limpo e o estabelecimento de metas nacionais anuais de descarbonização. Ou seja, o programa é uma forma de incentivar o aumento da produção e da participação de biocombustíveis – como o etanol, biomassa, biodiesel, biogás. Estamos com muita expectativa”, avaliou José Inácio.

Programa ainda está pendente devido à transação dos Certificados de Descarbonização (CBios ) no mercado, que regulamenta o projeto. A nova legislação é prevista para começar a valer no primeiro dia de 2020. A expectativa é de um salto na produção atual de 33 bilhões de litros, para mais de 50 bilhões de litros em 2030, segundo o próprio governo.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, destacou que a produção de um dos setores mais importantes do Brasil, o sucroenergético, precisava de algo que o protegesse de fortes impactos econômicos e na geração de empregos na região Nordeste. Ele agradeceu à reverencia das entidades e disse reconhecer a importância do setor para reduzir desigualdades sociais. Durante o evento em Recife, no Arcádia Boa Viagem, muitos apresentaram a importância do setor na economia do país. O presidente da NovaBio e Sindaçúcar-PE, por exemplo, Renato Cunha, ressaltou a importância econômica do setor sucroenergético por empregar quase 1 milhão de pessoas e acrescentou que o Congresso tem desempenhado um papel de mudança para uma transformação do Brasil, tendo os deputados sido “incansáveis e incondicionais para o desempenho do Nordeste”.

Além do presidente da Asplan, participaram do evento os diretores da Associação, Oscar Gouveia, Raimundo Nonato, Neto Siqueira, Pedro Neto, Fernando Rabelo Filho e Frederico Madruga.

Setor sucroenergético homenageará deputados federais pelo empenho dos parlamentares em defesa da cadeia produtiva

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Representantes da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan estarão em Recife, nesta segunda-feira (04), para participar de um evento da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bionergia (Novabio) que vai homenagear deputados federais que defendem o setor canavieiro. O evento está programado para acontecer no Arcádia Boa Viagem, a partir de 12h. O presidente da Asplan, José Inácio de Morais; bem como os diretores da entidade, Pedro Neto; Neto Siqueira; Oscar de Gouveia; Fernando Rabelo e Frederico Madruga; além do deputado estadual da Paraíba Tovar Correa (PSDB) e o deputado federal Efraim Filho (DEM-PB) marcarão presença no evento.

Com o mote “A Câmara Federal preserva a cana social”, o objetivo da ação é reconhecer o trabalho dos parlamentares que têm lutado pelo crescimento do setor porque acreditam que a cana é um propulsor do desenvolvimento regional. Além disso, o momento será importante porque ele é parte de uma agenda de construção econômica e política para a região nordestina. Um dos recentes trabalhos dos parlamentes foi, juntamente com o Ministério da Agricultura, definir a entrada da cota de importação do etanol americano, que passa a entrar no Nordeste em menor quantidade durante a safra da cana.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, agradeceu o convite para o evento em Recife e elogiou a iniciativa, tendo em vista o quão merecida ela é pelo empenho os deputados, em Brasília. “É um encontro importante que reúne todo o setor em torno do reconhecimento a diversos parlamentares federais pela sua dedicação em defesa do setor da cana-de-açúcar do Nordeste, incluindo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que compreendem a importância, principalmente social e econômica, que o setor tem no país, especialmente, no Nordeste, e defendem o seu fortalecimento”, finalizou o dirigente canavieiro.

Gerenciamento das Águas é foco de debates durante Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas

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Trocar ideias, apresentar experiências exitosas de boa gestão dos recursos hídricos e, fundamentalmente, conhecer os modelos, atualmente, aplicados nos estados brasileiros no que se refere ao gerenciamento das águas esse bem tão precioso e que precisa ser utilizado de maneira racional. Esses foram o foco dos trabalhos do XXI Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (Encob), que aconteceu entre os dias 21 e 25 últimos, em Foz do Iguaçu. O técnico em Meio Ambiente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e um dos seis integrantes do Comitê de Bacia Hidrográfica do Litoral Sul da Paraíba, Alfredo Nogueira da Silva Neto foi um dos participantes que representou a Paraíba no evento.

Segundo Alfredo, que viajou a convite da AESA, assim como os demais 19 representantes da Paraíba ao Encontro Nacional, o evento foi muito importante porque possibilitou que os integrantes dos Comitês de Bacias Hidrográficas identificassem as oportunidades e desafios para a promoção da gestão integrada das águas. “Essa gestão precisa ser realizada de forma participativa e descentralizada, de modo a apontar para toda a sociedade a efetiva sustentabilidade dos recursos hídricos”, destaca Alfredo.

Ele salienta que a integração de todos os organismos e segmentos que compõem e participam do Sistema Nacional de Recursos Hídricos, sejam públicos ou privados, é de suam importância. “É preciso manter uma discussão participativa e compartilhada no setor, haja vista a necessidade de se discutir os cenários futuros no que se refere aos recursos hídricos no Brasil e, a partir daí, estabelecer metas e diretrizes para a efetivação das políticas públicas que norteiam a gestão das águas que é um assunto universal e que interessa a todos”, destaca Alfredo.

Durante o evento, segundo Alfredo, também foi discutido os compromissos e responsabilidades dos entes do Sistema Nacional de Recursos Hídricos, visando a otimização das ações de preservação da qualidade e quantidade de nossas águas. “Fica cada vez mais evidente que é necessário integrar as políticas federal e estaduais, compartilhadamente, com os Municípios, apontando as ações necessárias para a implementação de programas e serviços que tragam a recuperação e conservação das águas”, reitera ele, complementando que as discussões foram bem apropriadas e demostram o quanto o Brasil está preocupado com a gestão de seus recursos hídricos.

O diretor do Departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira, destaca eu ter um representante da Associação no Comitê de gestão de águas é de suma importância. “A gestão dos recursos hídricos é determinante para qualquer segmento da sociedade e, mais ainda, para nós agricultores que temos a nossa atividade diretamente ligada a essa questão. Além disso, reforça o nosso compromisso com um assunto tão relevante como esse de gestão e racionalidade do uso das águas”, finaliza Neto Siqueira.

Profissionais da Asplan participam de palestra sobre prevenção de câncer de mama em alusão ao Outubro Rosa

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O câncer de mama é o que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhão de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). E os dados alarmantes não param por aí. No Brasil, o Ministério da Saúde estima mais de 52 mil casos novos em um ano. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade. Com todos esses dados, não dá para descuidar do autoexame e da realização de exames preventivos que podem diagnosticar o câncer de mama em sua fase inicial, quando as chances de cura são maiores. E foi justamente para alertar as mulheres que integram os quadros da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), que a enfermeira da Unimed, Rilena Pires esteve nesta quinta-feira (17), na sede da entidade, em João Pessoa, dando uma palestra sobre o assunto.

A atividade, que foi alusiva às comemorações da campanha Outubro Rosa, foi realizada no mini auditório da Asplan e contou ainda com a participação da psicóloga, Roberta Mota, também da Unimed. “A proposta deste momento foi envolver as colaboradoras da Asplan em torno do debate deste tema, com foco na prevenção, principalmente, neste caso de câncer de mama, que a gente sabe que faz muita diferença, porque quanto mais cedo é descoberta a doença, mais chances de cura existem”, afirma a gerente administrativa da Associação, Kiony Vieira.

E foi justamente esse o foco da palestra da enfermeira, Rilena. Ela abordou os fatores de risco, os sintomas e sinais da doença, a importância dos exames de rotina, do autoexame, detalhes do tratamento, enfim, passou informações importantes sobre o câncer de mama. Na oportunidade, também foi colocado para as funcionárias da Asplan que a Unimed criou um grupo para dar apoio psicológico aos clientes, principalmente, com foco em questões de estresse, de situações de depressão, inclusive, como apoio no enfrentamento de doenças após o diagnóstico.

No final do encontro, ficou definido que a Asplan, em parceria com o programa ‘Viver Melhor’, da Unimed, promoverá palestras mensais sempre com foco na melhoria da qualidade de vida e de saúde dos funcionários e associados. Depois do Outubro Rosa, que focou o câncer de mama, em novembro, será a vez de abordar o câncer de próstata, dentro da programação do Novembro Azul. Diabetes, obesidade, nutrição serão temas das palestras futuras.

Presidente da Asplan participa de instalação do comitê do Plano AgroNordeste na PB e faz críticas a exclusão da região do litoral

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Região que concentra boa parte da cultura canavieira da Paraíba, além de outras atividades produtivas que geram emprego e renda, a região litorânea do estado ficou de fora do Plano AgroNordeste, que irá contemplar somente 29 municípios do Cariri Oriental e Ocidental. No lançamento do primeiro comitê estadual de coordenação do Plano AgroNordeste, ocorrido na última quarta-feira (09), em João Pessoa, o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Moais, fez críticas à exclusão do Litoral no referido Plano. “O Plano tem bons objetivos, mas peca por deixar de fora uma região que abriga setores produtivos importantes”, disse o dirigente canavieiro.

José Inácio lembrou que, a exemplo do que fez a Sudene, que excluiu o setor canavieiro de suas atividades e investimentos, o Plano AgroNordeste, também comete um pecado ao excluir o Litoral de suas ações. “É no Litoral que se concentra boa parte da cultura canavieira no Nordeste, além de vários arranjos produtivos que geram renda e emprego e que precisam de aporte para se desenvolverem e, erroneamente, essa região fica de fora do Plano. O governo federal volta a errar na estratégia de não fomentar a região litorânea e também a cultura da cana-de-açúcar no Plano, pois esse é o setor que mais emprega e gera renda na região”, destacou o presidente da Asplan.

José Inácio lembrou também que, durante a atuação da Sudene, o setor de cana-de-açúcar não teve apoio nenhum, ficando à margem dos investimentos, mas, mesmo assim sobreviveu a vários governos, se manteve firme e hoje é o setor que mais gera empregos, algo em torno de 35 mil postos de trabalho, na Paraíba, em épocas de safra como agora. “Penso que o governo erra na estratégia de excluir a região litorânea do Plano e contemplar apenas o Cariri Oriental e Ocidental”, reiterou José Inácio, lembrando que não há mais monocultura de cana na região, uma vez que a maior parte dos produtores canavieiros também são agropecuaristas, criam camarão e têm outras atividades. Jose Inácio lembrou ainda que mais de 80% dos produtores associados da Asplan se enquadram no perfil de pequenos e médios produtores, que são alvo do Plano AgroNordeste, mas que boa parte deles ficarão fora do Plano.

Sobre o AgroNordeste na PB

O comitê estadual de coordenação do Plano AgroNordeste da Paraíba, que foi instalado essa semana, tem a missão de fazer os levantamentos necessários para definição dos projetos que serão desenvolvidos nas regiões contempladas com o Plano, que é voltado para pequenos e médios produtores que já comercializam parte da produção, mas ainda encontram dificuldades para expandir o negócio e gerar mais renda e emprego na região onde vivem. O diretor geral do programa AgroNordeste na Paraíba é Danilo Forte. Em nível local, o AgroNordeste vai atuar em 29 municípios do Cariri Oriental e Ocidental, que vão contar com a oferta de assistência técnica e gerencial do Senar. A coordenação estadual do AgroNordeste contará com representantes do Senar-PB, Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sebrae e Embrapa.

Presidente da Unida diz que saída para contornar mal-estar criado pelo governo federal passa por medidas que não prejudiquem o setor e atenda o mercado

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O aceno do Governo Federal para contornar o mal-estar e os prejuízos causados ao setor sucroenergético nacional, especialmente, no Nordeste, o maior prejudicado com a medida, pela publicação do decreto que aumentou a cota de etanol importado dos EUA, sem taxa, em 150 milhões de litros, segundo o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais deve, necessariamente, passar por medidas que não prejudiquem o setor no país e atenda às necessidades do mercado interno, ou seja, dos consumidores.

“É fato, que nós precisamos importar etanol nos meses de entressafra para suprir a demanda do mercado consumidor, então, essa medida do governo de atenuar os prejuízos com a liberação do amento da cota americana de etanol, que passou de 600 milhões de litros para 750 milhões, deve passar necessariamente por medidas que garantam que o setor sucroenegético do Nordeste não seja prejudicado com a chegada deste produto em plena safra”, destacou José Inácio. Ele lembra que se essa importação acontecer entre os meses de maio a julho, época de entressafra no Nordeste, os impactos da medida serão minimizados.

Mas, segundo José Inácio, o setor ainda está apreensivo, pois o Governo ainda não oficializou a decisão de somente destinar esse produto para a região na época da entressafra. “Estamos na expectativa do presidente Bolsonaro assinar novo decreto autorizando a importação de volumes maiores de etanol apenas no período da entressafra, deixando uma quantidade reduzida para ser adquirida do exterior durante a safra de cana-de-açúcar”, reitera o dirigente canavieiro.

O decreto foi assinado pelo presidente Bolsonaro no início de setembro e foi um aceno do governo brasileiro a um pedido do presidente americano, Donald Trump. A expectativa do governo brasileiro ao acatar o pedido, era que os americanos ampliassem a entrada do açúcar do Brasil no mercado americano. Mas, até o momento, não houve qualquer sinalização dos EUA nesse sentido, apesar das várias interlocuções da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, com esse intuito. “Essa também seria outra forma de minimizar os impactos negativos desse aumento de cota do etanol sem taxa”, afirma José Inácio.

Asplan marcará presença no Fórum Nordeste onde estarão o governador da PB e a Ministra da Agricultura para debater o setor sucroenergético

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Um grande evento em Recife (PE), na próxima segunda-feira (16), o Fórum Nordeste 2019, vai reunir governadores nordestinos; inclusive João Azevedo, da Paraíba, a Ministra da Agricultura, Teresa Cristina, o Ministro de Minas e Energia, Bento Câmara, o diretor – geral da Agência Nacional do Petróleo, Gas Natural e Biocombustivel, Décio Oddone, além de especialistas para discutir sobre os desafios e oportunidades nos setores de biocombustíveis e energias renováveis. O evento, que é uma iniciativa do Grupo EQM e do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), também contará com a presença do Presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan, José Inácio de Morais, além de diretores da entidade.

Para José Inácio, esse será um momento muito interessante porque juntará autoridades nordestinas e representantes da esfera Federal em um único lugar para discutir e pensar em soluções que impulsionem o Brasil e o Nordeste frente à crescente demanda por combustiveis limpos. “Vamos conhecer o que está sendo feito em relação a isso, as produções de Biocomhustiveis no Nordeste, debater sobre a sustentabilidade do setor e o plano do governo federal para desenvolver o setor energético nacional”, comentou o dirigente da Asplan.

O Fórum Nordeste 2019 traz uma programação com temas bastante atuais, entre eles: implementação da RenovaBio, investimentos em irrigação, combustíveis e o setor elétrico. Na lista dos palestrantes confirmados, estão, além de Décio Oddone, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP); Reive Barros, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia; Plínio Nastari, da Datagro; Donizete Tokarsi, da Ubrabio e Renato Cunha, presidente do SIndaçúcar-PE e presidente executivo da Novabio. O Fórum será no Arcádia do Paço Alfândega, a partir das 9h, durante todo o dia.

Canavieiros do NE debatem a repercussão e medidas para reduzir o impacto da importação de etanol dos EUA para o Brasil

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O aumento do volume subsidiado de etanol importado dos Estados Unidos para o Brasil e sua repercussão no mercado nacional, especialmente, no Nordeste que está em plena safra, e quais alternativas para reduzir esse impacto negativo no mercado produtor regional foi o mote de uma reunião, realizada esta segunda-feira (09), em Recife. Convocada pela União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), o encontro contou com a participação de representantes do setor de vários estados do Nordeste e foi realizada na sede da Associação de Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP).

“Quem faz parte desta cadeia produtiva está muito apreensivo desde que o governo federal ampliou a cota de importação do etanol subsidiado dos EUA e nós, que produzimos no Nordeste e estamos em plena safra, caso o governo não destine boa parte deste montante ao sudeste, seremos extremamente prejudicados com essa medida”, destaca o presidente da Unida e também da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

O dirigente canavieiro lembra que a cota foi ampliada de 600 milhões de litros para 750 milhões e que o governo fez exatamente o contrário do que tinha pedido o setor. “A expectativa era de que não haveria mais cota para importação do etanol americano e para nossa surpresa, não só se manteve a cota como também se ampliou com acréscimo de 150 milhões de litros”, reclama José Inácio, que clama agora por uma contra partida do governo que amenize os impactos desta situação.

Como sugestão, tirada da reunião desta segunda-feira, está o aumento da cota americana de exportação de açúcar que, atualmente, é de 157 mil toneladas. Para o setor essa cota, que é restrita ao mercado nacional nordestino, deveria passar para 300 mil toneladas. Outra reivindicação é que esse etanol importado seja dividido para todo o Brasil e não apenas para o Nordeste e só entre no mercado nordestino nos meses de junho, julho e agosto quando há déficit do produto para suprir o mercado local. E como outra alternativa, o setor sugere que o governo volte a pagar a subvenção aos produtores do Nordeste que competem em condições de desigualdade em relação aos do Sudeste do país.

Para o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima, o governo precisa criar uma saída para não prejudicar, ainda mais, a safra atual no Nordeste. “Estamos em plena safra que começou agora em setembro e vai até março ou abril de 2020. Nós não temos como concorrer com o etanol de milho vindo dos EUA uma vez que ele já é subsidiado lá e ainda tem uma isenção de 20% para entrar no mercado brasileiro. Isso é injusto com o setor”, reitera Alexandre Lima.

Efraim Filho sai em defesa do setor sucroalcooleiro que irá ser prejudicado com decisão do governo de aumentar cota de importação do etanol dos EUA

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Não são apenas os industriais do setor sucroalcooleiro do país e, especialmente, do Nordeste, que serão os mais prejudicados com a elevação do volume de etanol dentro de uma cota livre da cobrança de tarifa de importação dos EUA, que estão questionando o Governo Federal sobre essa decisão de não apenas manter a cota de importação, como ampliá-la de 600 milhões de litros anuais, para 750 milhões de litros por ano sem cobrança. Alguns parlamentares também estão se contrapondo a essa decisão. É o caso do deputado federal pela Paraíba, Efraim Filho (DEM). “Com essa decisão, a indústria brasileira sofrerá um duro golpe e, principalmente, o Nordeste para onde a maior parte desse álcool será destinada”, argumenta o parlamentar.

Nesta quarta-feira (04), o parlamentar se reuniu com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para solicitar dela uma intermediação junto ao governo para buscar uma alternativa que minimizasse os prejuízos que a indústria nacional terá com essa medida. Segundo Efraim Filho, a expectativa do setor era de que o governo federal acabasse em definitivo com a cota ou mantivesse o acordo nos níveis atuais, fortalecendo, assim, a indústria nacional. “Conversei com vários representantes do setor, que estão convocando suas bancadas em Brasília, e eles disseram que ficaram surpresos com a decisão do governo em ampliar a cota e como conheço a importância deste setor para o equilíbrio econômico da região Nordeste, tomei a iniciativa de me reunir com a ministra e ser um dos interlocutores do setor para buscar uma saída que amenize os impactos negativos desta decisão”, justifica o parlamentar.

Para o presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), o aumento da cota para importação de etanol sem tarifa é uma forma do governo brasileiro fortalecer a parceria Brasil-Estados Unidos aos olhos do presidente Donald Trump, mas, foi uma medida desastrosa para a indústria nacional e que afetará muito o setor no Nordeste. “Ao ampliar essa cota, o presidente, automaticamente, fragilizou a indústria nacional, geradora de emprego e renda no país, especialmente, no Nordeste, onde o setor sucroenergético ocupa destacado papel econômico. É preciso que o governo pense em alguma alternativa que minimize os estragos causados não apena com a manutenção, mas, com a ampliação da cota”, afirma José Inácio.

O dirigente da Asplan lembra que a cota para importação de etanol livre de tarifa foi criada pelo governo brasileiro, em 2017, como uma forma de atender a um pleito das usinas da região Norte-Nordeste. “Nosso biocombustível perdia espaço de mercado frente ao grande volume importado dos Estados Unidos. O que vai voltar a ocorrer com esse aumento do volume de importação com subsidio”, reitera José Inácio. Para ele, o livre mercado proposto pelos americanos tem que ser uma via de mão dupla. “Eles pedem para zerar as cotas da alíquota de importação de etanol e que tal se eles fizessem o mesmo com o açúcar brasileiro?”, sugere José Inácio.

Segundo divulgou a Imprensa, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, tinha se manifestado favorável a renovação da cota, por até um ano, mas queria discutir contrapartidas com os americanos. Em conversa com o secretário do Departamento de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, a ministra pediu que Washington aceite comprar mais açúcar do Brasil, dobrando a atual cota de 150 mil toneladas anuais de açúcar destinada ao Brasil. Até agora, somente os americanos lucraram com essa decisão.