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Presidente da Unida participa de debate na ALRN sobre revitalização da cultura da cana-de-açúcar no NE

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A recomposição da atividade canavieira no Nordeste, com ênfase no Rio Grande do Norte, através do Projeto Renovar, foi o tema de um debate na ALRN. O evento, que contou com a participação do presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), José Inácio de Morais, e do presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima, além de outros representantes do setor sucroenergético, aconteceu na última quarta-feira (19).

 Além da geração de 60 mil empregos, o programa de natureza socioeconômica, de iniciativa da Unida, objetiva tornar-se uma saída viável para o soerguimento da atividade canavieira nos estados do Nordeste, onde a cultura de cana-de-açúcar representa um importante sustentáculo econômico.

Dados do setor produtivo mostram que foram perdidos de 50 a 60 mil empregos no universo canavieiro do Nordeste nos últimos anos. “Precisamos promover o aperfeiçoamento agronômico e a correção das distorções na política da atividade canavieira, a fim de melhorar nossa produção e esse projeto que deve ser desenvolvido pela iniciativa privada com apoio dos governos estaduais tem tudo para promover o soerguimento do setor”, destacou José Inácio. Ele lembrou que se a proposta de reativação da usina São Francisco, que fica no Vale do Ceará Mirim, for concretizada a produção canavieira do Rio Grade do Norte terá outra dimensão.

O presidente da Unida reiterou ainda a importância da isonomia de mercado em relação ao preço da ATR da matéria-prima pago pelas indústrias aos fornecedores do RN. “Tem usina pagando bem e outras pagando mal aqui. É preciso que haja um equilíbrio”, disse José Inácio, lembrando que embora o mercado não seja regulado, os governos estaduais podem interferir para esse equilíbrio através da oferta de incentivos fiscais.

Durante o debate, o Secretário de Agricultura, da Pecuária e da Pesca do RN, Guilherme Saldanha, também se posicionou e firmou o compromisso de efetivar o projeto e cumprir com todas as obrigações da secretaria relacionadas ao setor. O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (SINDAÇÚCAR), Renato Cunha, também presente ao debate, falou da importância do álcool para o RN e o Nordeste como um todo, já que o produto, hoje, substitui 38% das demandas de gasolina e também falou sobre a complexidade do setor açucareiro no Nordeste, no Brasil e no mundo. Arlindo Farias, presidente do Sindicato do Álcool do RN e CE também abordou essa temática.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana-de-açúcar do RN (ASPLAN), Humberto Concentino, cobrou políticas públicas fortes de segurança para que os produtores possam trabalhar com tranquilidade e dignidade no campo. Ele citou os assaltos que estão acontecendo e pediu providências das autoridades. O diretor da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Raimundo Nonato, também participou do debate.

Asplan divulga trabalho de produção de insumos Biológicos em seu stand na Expofeira Paraíba Agronegócios

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A edição 2018 da Expofeira Paraíba Agronegócios, que acontecerá até o próximo domingo, dia 23 de setembro, no Parque de Exposições Henrique Vieira de Melo, em João Pessoa, além da exposição de animais, eventos, leilões e outros atrativos, também está propiciando que os visitantes conheçam a produção de insumos biológicos da Estação de Camaratuba. Mantida pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), a Estação produz insumos biológicos capazes de controlar duas das principais pragas que atacam os canaviais no Estado: a Broca Comum e a Cigarrinha da Folha.

Os laboratórios da Estação Experimental de Camaratuba produzem a Cotesia flavipes (Vespas) e o Metahizium anisopliae (Fungo). Os insumos são distribuídos gratuitamente aos associados da Asplan e vendidos no mercado com preços competitivos. Os visitantes da Feira que desejarem saber um pouco mais sobre essa produção terão todas as explicações do biólogo e coordenador dos laboratórios de controle de pragas, Roberto Balbino.

Essa é a primeira vez que a Asplan tem um stand na ExpofeiraA entidade está dividindo o espaço com a empresa Agromape. Além de conhecer a produção dos insumos biológicos, quem for ao stand da Associação poderá saber um pouco mais sobre os serviços e diferenciais de atuação da entidade, que se destaca como uma das mais organizadas e respeitadas entidades do setor produtivo do país.

A Expofeira é promovida pela Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca e conta com a execução da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA), além do o apoio de diversas associações de criadores do Estado, entre elas, a Asplan.

Palestra detalha mudanças que empregadores rurais terão que fazer para adaptar-se às regras do e-Social

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Os empregadores rurais do setor canavieiro paraibano conheceram, nesta quinta-feira (20), detalhes das mudanças do sistema tributário brasileiro, que devem tornar muito do que era opcional até então em obrigatório com a implantação do eSocial. As informações foram repassadas pela contadora Terezinha Carvalho, especialistas em gestão de pessoas e diretora da Sercon, numa palestra realizada na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). O evento contou ainda com a participação do contador da Asplan, Aderaldo Gonçalves Jr.

O evento foi aberto pelo diretor da Asplan, Raimundo Nonato, que pontuou a importância dos produtores conhecerem detalhes do e-Social, a fim de se adaptarem a nova realidade tributária brasileira e não serem penalizados. “Esse momento é importante, pois todos nós, empregadores, teremos que obedecer às novas regras do Governo sob pena de pagarmos multas altíssimas e, para isso, precisamos ter acesso às informações sobre como devemos proceder daqui em diante”, destacou Nonato.

Durante sua apresentação, Terezinha falou das mudanças que já estão ocorrendo com o e-Social, destacando os impactos e benefícios que o Programa trará no dia a dia das empresas. “Em linhas gerais, o e-Social veio para ampliar a capacidade de fiscalização do Estado dando maior agilidade e facilidade na fiscalização das informações sociais já que o Programa unifica dados da Caixa Econômica, da Previdência Social, da Justiça e Ministério do Trabalho e Receita Federal numa única plataforma”, enfatizou a contadora. Segundo ela, isso vai dificultar a vida de empresas que não agem em conformidade com o que a legislação prevê.

Terezinha lembrou ainda que a implantação do e-Social se constitui numa mudança cultural e vem sendo feita de forma gradual, a partir de processos que ainda estão em implantação. Especialmente em relação ao produtor rural, segundo ela, o calendário começa a partir de janeiro de 2019. “Neste mês, o empregador rural terá que fazer o seu cadastro. Em março, será preciso enviar os dados dos trabalhadores e, em maior, a folha de pagamento. Em julho a GFIP que será substituída pela DCTF Web, assim como deverão ser comunicados os dados de Saúde e Segurança do Trabalho”, explicou ela, que ainda falou das pesadas multas, caso o empregador incorra em erros do não cumprimento da legislação (cit)

Ainda segundo a contadora, os produtores rurais deverão adquirir todos os programas referentes à saúde e segurança do trabalho que custam, em média, cada um, entre R$ 1.500,00 e R$ 3 mil. “As empresas têm que se preparar não apenas para se adaptar as regras do e-Social, mas também para a compra destes programas”, lembrou ela.

No final do evento, a gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira, destacou a relevância das informações repassadas, reforçou a necessidade dos produtores procurarem se inteirar mais sobre o assunto e agradeceu a apresentação da contadora em nome da diretoria da Associação. “Todos nós deveremos nos adaptar a essa nova realidade da prestação de informações e esse primeiro momento foi muito esclarecedor”, finalizou ela, agradecendo a palestra de Terezinha.

 

 

Asplan e Agromape terão stand conjunto na Expofeira Paraíba Agronegócios

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A edição 2018 da Expofeira Paraíba Agronegócios, que será realizada entre os dias 16 e 23 de setembro, no Parque de Exposições Henrique Vieira de Melo, em João Pessoa, vai ter, pela primeira vez, um stand da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). A entidade vai dividir com a Agromape um espaço no evento para expor seus serviços e mostrar ao público seus diferenciais de atuação que a destacam como uma das mais organizadas e respeitadas entidades do setor produtivo do país.

A Expofeira é promovida pela Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca e conta com a execução da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA), além de contar com o apoio de diversas associações de criadores do Estado, entre elas, a Asplan.

“Nosso público vai estar na exposição até porque, além de plantar cana, muitos de nossos associados também criam gado, produzem outras cultura, cultivam camarão, de forma que ter um espaço para divulgar como atuamos, quais são nossos serviços, incluindo ai aluguel de espaços para o público em geral, é uma forma de nos aproximarmos mais de nossos associados e ao mesmo tempo divulgar o que fazemos e como atuamos”, destaca o presidente da Asplan, José Inácio.

Além da exposição de animais e produtos, a programação da Expofeira inclui leilões de cavalos, gado, ranqueada do Cavalo Pônei, de Jumento Pêga, raqueadas das Raças Boer, Sta. Inês, Doppler, Anglonubiana e raças leiteiras de caprinos e ovinos, além de Torneio Leiteiro do Mini Gado, Exposição Nacional do mini gado, concurso leiteiro das Raças Zebuínas, torneio Leiteiro de Caprinos, além da final da Copa Boer, da Raça Sindi e o Campeonato Nordestino do Cavalo Mangalarga Machador.

Diretoria da Asplan prestigia abertura da safra 2018/19 da COAF

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A abertura da safra 2018/19 da Cooperativa do Agronegócio dos Fornecedores de Cana de Açúcar (Coaf), realizada na terça-feira (04), foi bastante prestigiada. Boa parte dos 800 produtores de cana de açúcar cooperativados, que reabriram e administram a antiga usina Cruangi há três safras, convidados e trabalhadores participaram de uma missa campal no pátio da unidade, em Timbaúba (PE). O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais e diretores da entidade participaram do momento que além de marcar o início da quarta safra da Coaf celebrou também o sucesso desta iniciativa que emprega 3,7 mil trabalhadores entre campo e indústria.

A previsão do presidente da Coaf, Alexandre Andrade Lima, é de que a usina amplia o seu faturamento em até 20% nesta safra. Na anterior, faturou R$ 95 milhões. E agora ele prevê moer 100 mil toneladas de cana a mais que na safra passada, quando foram esmagadas 544 mil toneladas, vindo a fabricando 43 milhões de litros de etanol. A direção da cooperativa decidiu que também vai produzir aguardente na safra atual. A cada ano a produção cresce na usina desde que foi reaberta. Acredita que moerá 650 mil toneladas na safra que acaba de começar, ante 544 mil na safra 2017/18, 344 mil na 2016/17 e 291 mil na 15/16.

O presidente da Asplan lembra que a reabertura e sucesso da Coaf é muito importante para a região Nordeste. “A usina Coaf/Cruangi gera emprego, renda e desenvolvimento não apenas para Pernambuco, mas, para toda região, contribuindo para o soerguimento do setor, para melhorar o preço da cana, com reflexos positivos para   toda a cadeia produtiva, de forma que só temos que comemorar esse sucesso e torcer para que ele cresça a cada safra”, destacou José Inácio, lembrando que a cooperativa de Joaquim Nabuco, também em Pernambuco, tem igualmente importante papel.

Produção de cana-de-açúcar no brejo pode ter um incremento graças ao fomento de recursos via Banco do Brasil e apoio da Asplan

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 Atualmente, alguns engenhos localizados no brejo paraibano, a exemplo do Matuta, Triunfo e Macaíba, precisam comprar a matéria-prima para produzir cachaça e rapadura a quase 120 km de distância de suas sedes. Isso acontece porque a produção de cana-de-açúcar da região que já foi uma das mais potentes do estado, sofreu uma queda acentuada nos últimos anos. Mas, essa realidade pode mudar graças a uma iniciativa da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), com a apoio do Banco do Brasil e outras instituições de crédito, além da Prefeitura Municipal de Areia, que visa estimular a produção de cana na região.

Nesta quarta-feira (05), um importante passo foi dado neste sentido com a apresentação das linhas de crédito disponíveis para o Plano Safra 2018/2019 por agentes do Banco do Brasil. “Foi um momento importante, onde os produtores tiveram acesso a informações detalhadas das linhas de crédito e muitos demonstraram interesse em investir na cultura. De forma que enxergo esse momento de ontem como um marco que tem tudo para proporcionar um incremento de recuperação da lavoura canavieira no brejo paraibano”, destaca o diretor do Departamento Técnico da Asplan (DETEC), Neto Siqueira que representou a entidade no evento.

A apresentação das linhas de crédito do BB aconteceu no auditório da EMATER, na no Centro de Areia, e contou com a participação de produtores de outras culturas, além da cana-de-açúcar. Neto Siqueira lembra que a ideia de fazer a apresentação e estimular o plantio de cana-de-açúcar no Brejo paraibano, foi do presidente da Asplan, José Inácio, durante a realização de um Simpósio na cidade este ano. “Além disso, a Asplan também está colocando à disposição do produtor associado uma consultoria financeira gratuita com o objetivo de ajudá-lo a definir qual a melhor linha de crédito e a que mais se adequado ao seu negócio”, finalizou Neto.

Banco do Brasil faz apresentação das linhas de crédito para o Plano Safra 2018/19 para produtores rurais de Areia e região

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Gerentes do Banco do Brasil vão apresentar, nesta quarta-feira (05), aos produtores rurais de Areia e região do Brejo paraibano, especialmente, os que atuam no setor canavieiro, as linhas de crédito disponíveis para o Plano Safra 2018/2019. A iniciativa é da Prefeitura Municipal de Areia, com apoio da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). A apresentação acontecerá no auditório da EMATER, na Praça Getúlio Vargas, 83, no Centro de Areia, a partir das 9h e qualquer produtor interessado no assunto terá acesso ao evento.

O diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, explica que a ideia de fazer a apresentação e fomentar o estímulo do plantio de cana-de-açúcar no Brejo paraibano, surgiu durante a realização de um evento na cidade este ano. “Durante o Simpósio, nosso presidente José Inácio, falou da importância do fortalecimento da cultura canavieira na região e se colocou à disposição para ajudar e o prefeito, João Francisco, se dispôs a promover algo neste sentido e esse evento com o BB está inserido neste contexto e tem esse objetivo”, destaca Neto, que representará a Asplan na ocasião. Ele lembra que a ideia é disponibilizar para o produtor de Areia e região, associado a Asplan, uma consultoria financeira gratuita.

 

Asplan participa de evento da CNA que reuniu presidenciáveis para conhecer propostas dos candidatos para o setor

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A sabatina com os candidatos à Presidência da República promovida, na quarta-feira (29), em Brasília, pela Confederação de Agricultura e Pecuária, serviu de parâmetro para o setor que passou a conhecer um pouco ,mais os candidatos e suas propostas, especialmente, àquelas que dizem respeito ao agronegócio. O diretor-secretário da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Raimundo Nonato Siqueira, representou a entidade no evento. Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT) não compareceram ao evento.

“Foi uma oportunidade muito importante de conhecermos um pouco mais dos candidatos, suas propostas e, principalmente, o que eles pensam em relação a questões vitais ligadas ao nosso setor, como por exemplo, a questão do porte de arma”, destacou Nonato. Neste exemplo, lembra o representante da Asplan, os candidatos divergiram em relação a flexibilização do porte de arma no campo. Marina Silva (Rede), por exemplo, disse não concordar com essa liberação, pois em sua opinião essa é uma questão de segurança pública e, portanto, dever do estado. Henrique Meirelles, do MDB, também se posicionou contra, enquanto Geraldo Alckim (PSDB) disse ser favorável a ter uma facilitação ao porte de arma, sem especificar exatamente como seria isso.

Ainda segundo Nonato, o candidato Álvaro Dias (PV) foi quem mais entusiasmou a plateia, formada em sua ampla maioria por produtores, em função dele ter se colocado de forma mais determinada em defesa de questões que são muito importantes para o segmento, a exemplo, de uma posição firme em relação a invasão de terras e ao porte de arma. “Gostei do que ouvi do candidato porque percebi que ele fala com conhecimento de causa e de forma muito coerente e incisiva”, destacou o dirigente da Asplan.

Outros temas como infraestrutura de estradas, impostos, incentivos à agricultura, recursos disponíveis para investimentos no setor, política externa e prioridades de governo também foram pautas das perguntas feitas por convidados da CNA, entre os quais estava o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima. “Foi um momento esclarecedor e quero parabenizar a CNA pela iniciativa”, disse Nonato logo após o evento, lamentando apenas a ausência de dois fortes candidatos, Bolsonaro e Ciro Gomes.

Prazo final do Cadastro Ambiental Rural se aproxima e ainda há muitos produtores que não concluíram seu cadastramento

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O prazo final para os proprietários de imóveis rurais realizarem seu registro eletrônico obrigatório no Cadastro Ambiental Rural (CAR) termina no dia 31 de dezembro. O prazo parece longo, mas não é, principalmente, se formos levar em consideração que o governo federal já prorrogou o prazo limite, por mais de uma vez, e mesmo assim muitos produtores em todo o país ainda não fizeram sua inscrição. Na Paraíba, há ainda uma demanda considerável de proprietários que ainda não fizeram a adesão ao CAR e, por isso, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) faz um alerta para que o Cadastro seja feito o mais breve possível.

 Quem não aderir ao CAR fica impedido de acessar o Programa de Recuperação Ambiental (PRA) pelo qual fará a recomposição de áreas desmatadas e, sem recuperar o passivo ambiental, não pode recorrer a novas linhas de crédito rural, explica o engenheiro agrônomo e consultor ambiental da Asplan, Alfredo Nogueira. Ele é o responsável na entidade por orientar e realizar o cadastro dos associados e está de 2ª a 6ª feira, das 7h às 13h, na Asplan.

Ele explica que os associados que já tiverem o georeferenciamento da propriedade, basta trazer o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR), o Imposto Territorial Rural (ITR), que é um documento do INCRA, além der documentos pessoais e a escritura ou documento de posse da terra. Quem não possui o georeferenciamento, precisa agendar com a equipe do Departamento Técnico da Asplan para fazê-lo, pois, sem a medição exata da propriedade não é possível realizar o CAR. Esse serviço é gratuito para os produtores associados.

O CAR é um para os proprietários de imóveis rurais, e se constitui em um importante mecanismo para implementar o Código Florestal. É através dele que são identificadas as áreas de reserva legal e de preservação permanente nas propriedades rurais do país. Com o cadastro, os órgãos ambientais podem saber quem tem passivo ambiental e quem está seguindo o que determina a lei.

 O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, reforça a importância do produtor não deixar para fazer o CAR de última hora. “O governo já tinha prorrogado o prazo e tinha anunciado que não o faria mais, mas, mesmo assim ampliou o prazo novamente. Agora, o produtor tem que cumprir o prazo e não deve deixar para última hora”, diz José Inácio, reforçando que o serviço disponibilizado pela Asplan tem o objetivo de ajudar o produtor nessa missão de regularizar  seu CAR. Dados do DETEC apontam, que de abril a agosto, cerca de 130 produtores regularizaram sua situação.

Primeiro Workshop da Energisa direcionado para grandes consumidores produtores rurais foi realizado na Asplan

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Dicas de redução de consumo, detalhes sobre demanda complementar, eficiência energética, orientações sobre contrato e diferenciais ofertados ao produtor rural, entre outros itens importantes que impactam no preço final da conta paga pela energia elétrica. Essa foi a pauta de um workshop pioneiro, realizado nesta quarta-feira (22), pela Energisa – concessionária de energia da Paraíba e direcionado para grandes clientes rurais. O evento foi realizado no mini auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa.

 A equipe da Energisa, formada pela coordenadora comercial, Niedja Trigueiro, pela analista comercial, Viviane Rabelo e pelo representante comercial, Vitor Andrade, além de outros integrantes, reiterou que a proposta do evento era passar orientações importantes ao cliente rural a fim de ajudá-lo a gerenciar melhor os custos com energia. “Muitos de vocês não sabem dos benefícios que têm a exemplo da sazonalidade, da tarifa verde, da demanda medida, entre outras questões que se bem conduzidas se revertem em menores custos com o item energia”, destacou Niedja.

Ela chamou atenção, por exemplo, sobre a questão do prazo do contrato. “Se o proprietário de um imóvel rural vai vender a fazenda, pretende mudar de faixa ou forma de consumo, é preciso que isso seja comunicado com um prazo de 180 dias antes da data do aniversário do contrato para que isso não gere ônus rescisório, mas, muitos de vocês sequer sabem a data de aniversário do contrato”, reiterou Niedja.

O registro da demanda complementar, que precisa ser informada seis meses antes, foi outro ponto abordado. “A tarifa rural é mais acessível, mas o produtor deve ficar atento a detalhes como informar em tempo hábil, no caso seis meses antes, a demanda complementar, pois isso evita uma surpresa desagradável já que ela é um encargo alto”, explicou Viviane Rabelo, lembrando que o ideal é que o cliente tenha um contrato de demanda equivalente ao consumo, justamente para evitar uma cobrança de demanda complementar.

Os detalhes de como se chega aos reajustes tarifários, inclusive, o recentemente anunciado de 15,37%, que passa a vigorar a partir da próxima semana, também foi ponto de pauta do workshop. “A questão da situação dos níveis das hidrelétricas e a necessidade de uso das termoelétricas é que faz a diferenciação das bandeiras tarifárias e é a partir da origem de compra dessa energia que se calcula as tarifas a serem pagas pelo consumidor final”, explicou Niedja, acrescentando que os valores em Reais cobrados nas diferentes faixas das bandeiras são uniformes em todo o país. Ela disse ainda que o reajuste acontece anualmente e as revisões da bandeira acontecem a cada quatro meses e que dos 15,37% do mais recente índice de reajuste, a Energisa ficará com 2,63%, sendo o restante destinado a Agência Nacional de Energia Elétrica- ANEEL.

Para o produtor canavieiro, Domingos Sávio, as explicações foram interessantes. “De fato, é preciso estar atento a determinados detalhes que, muitas vezes, passa desapercebido por nós, mas, que impactam no preço final da conta de energia elétrica que é um item que pesa muito nas despesas de uma propriedade”, afirmou ele, que aproveitou a ocasião para cobrar mais celeridade da Companhia no que diz respeito a atendimento de demandas referentes a novas instalações. “Tem oito meses que espero a Energisa para concluir um projeto de ampliação de rede”, reclamou ele. Outros produtores reforçaram a reclamação. A equipe da concessionária prometeu levar essa demanda para o departamento de projetos.