Month: julho 2020

Dom Eraldo se reúne com diretora do Complexo Hospitalar de Patos para definir prioridade da unidade para receber doação da Diocese

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Um importante equipamento será doado pela Diocese de Patos ao Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro o que vai possibilitar que a unidade, que é referência em saúde pública para mais de 80 municípios do sertão, possa atender ainda melhor seus pacientes. Essa semana, a diretora geral do Complexo, Liliane Sena, se reuniu com o Bispo da Diocese, Dom Eraldo da Silva, para avaliar qual seria a prioridade do objeto da doação da igreja.

 

            A compra será efetuada com recursos da Diocese e será incorporado ao patrimônio do Hospital na modalidade de doação. “Já havia me reunido com Dom Eraldo e, na época definimos que a doação seria de um respirador, mas, houve problemas com a empresa fornecedora, que não entregou o equipamento, e devolveu o valor da compra. E é com esses recursos que a Diocese deverá efetuar a compra de itens imprescindíveis para um hospital que ainda estamos definindo o que será”, destaca Liliane.

 

            Ainda segundo Liliane a ajuda da Diocese de Patos que, inclusive, já doou EPI's para a unidade, é de suma importância. “Essa iniciativa da Diocese de doar itens e equipamentos enaltece a missão cristã de ajudar ao próximo, na medida que contribui para a melhoria de nossa prestação de serviço à população e nós estamos muito gratos por essa ajuda”, destaca Liliane. De acordo com divulgação da Diocese, os itens doados são adquiridos com recursos próprios.

 

O Bispo de Patos, Dom Erado, com a diretora do Complexo, Liliane Sena

Giasa e Japungu já iniciaram a moagem da Safra 2020/2021 na PB e trabalho de fiscalização da Asplan nas usinas começa segunda-feira

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Desde o último dia 18 de julho que a Giasa, uma das unidades sucroenergéticas da Paraíba, iniciou a moagem da safra 2020/2021. Em seguida, no dia 21, a Japungu também começou a processar a matéria-prima que dá origem tanto ao açúcar como ao Etanol. Na Paraíba, existem oito unidades industriais, sendo que duas fabricam álcool e açúcar (São João e Monte Alegre), uma fabrica açúcar (Agroval) e cinco produzem só álcool (Tabu, Giasa, Japungu, Miriri e Dpadua). A partir da próxima segunda-feira (03), os agentes tecnológicos contratados pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) iniciam a fiscalização da matéria-prima dos fornecedores às indústrias processadoras.

A produção de cana-de-açúcar na Paraíba na safra anterior manteve a média das três últimas safras que foi algo em torno e 5 milhões de toneladas e a expectativa é que, mesmo com as intercorrências provocadas pela pandemia, os dados se mantenham similares na atual safra. “As chuvas que caíram na região e os investimentos em irrigação, fertilização e assistência técnica nos dão a expectativa de mantermos o nível de produção das safras anteriores muito embora, a Paraíba, a exemplo de outras regiões produtoras do Nordeste, venha registrando sensível queda em sua produção, haja vista que houve uma sensível redução da área plantada, contudo, em contrapartida mantemos a média de produção de anos anteriores”, afirma o presidente da Asplan, José Inácio de Morais.

O presidente da Asplan lembra ainda que além de fornecer cana para as indústrias do estado, outras unidades industriais fora da Paraíba também absorveram parte da produção paraibana, mas, em menor escala. “A Olho D’água, em Camutanga (PE), a Baia Formosa, em Baia Formosa (RN) e a Cooperativa do Agronegócio dos Fornecedores de Cana de Açúcar (Coaf) – antiga usina Cruangi, em Timbaúba (PE) também recebem cana daqui”, reitera José Inácio.

A Paraíba detém a terceira maior produção de cana-de-açúcar do Nordeste, uma vez que produz mais que o Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Maranhão e Piauí. Em produção, a Paraíba só fica atrás de Alagoas e Pernambuco, que são tradicionalmente os maiores produtores da região. O setor sucroalcooleiro paraibano gera cerca de 30 mil empregos diretos durante a entressafra e 40 mil em épocas de safra. Atualmente, entre 50% e 60% da matéria-prima é oriunda de lavouras próprias ou arrendadas pelas indústrias, sendo o restante produzido pelos fornecedores ligados a Asplan que contabilizam 1.400 associados, entre pequenos, médios e grandes produtores.

Começa também na próxima segunda-feira (03), o serviço de fiscalização dos agentes tecnológicos da Asplan nas indústrias. Primeiro pela Japungu e Giasa e depois pelas demais indústrias quando elas iniciarem suas operações e os fornecedores de cana ligados a Associação começarem a destinar sua produção para as usinas. A expectativa é que isso aconteça já a partir da segunda quinzena de agosto. A principal missão dos agentes tecnológicos é avaliar a qualidade da matéria-prima entregue pelos fornecedores, utilizando a fórmula da ATR (Açúcar Total Recuperado) para que a remuneração pela cana seja fidedigna ao que está sendo entregue.

Segundo o diretor do departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira, no total, 18 fiscais contratados pela Associação vão desenvolver esse trabalho durante toda a safra, sendo que 16 deles atuarão nas usinas, um vai ser o coletor das amostras e outro ficará no laboratório fazendo as análises. As indústrias São João, Japungu, Miriri e Agroval ficam em Santa Rita, a Monte Alegre, em Mamanguape, a Dpadua, em Mataraca, a Giasa, em Pedra de Fogo e a Tabu, em Caaporã.

Fiscais da Asplan participam de treinamento para monitorar qualidade da cana nas usinas na safra 2020/21

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A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) encerrou, nesta segunda-feira (27), o treinamento dos novos agentes tecnológicos que irão atuar nas usinas do estado durante toda a safra 2020/2021. A capacitação, que incluiu aulas práticas e teóricas, foi conduzido pelo supervisor dos fiscais, Edvam Silva. Os fiscais vão acompanhar o processo de moagem de cana-de-açúcar nas usinas sucroalcooleiras existentes na Paraíba, entre o mês de agosto, quando inicia a safra, e janeiro ou fevereiro do próximo ano. Por causa do atual momento de pandemia, apenas os cinco fiscais novatos participaram do treinamento presencial, assim mesmo respeitando todas as regras de distanciamento, uso de máscaras e higienização das mãos antes, durante e depois dos encontros que aconteceram no mini auditório da Associação.

A principal missão dos agentes tecnológicos será avaliar a qualidade da matéria-prima entregue pelos fornecedores, utilizando a fórmula da ATR (Açúcar Total Recuperado). “A precisão no trabalho dos fiscais, a partir de uma avaliação correta, assegura uma remuneração justa pela matéria-prima fornecida pelos nossos associados”, explica Edvam Silva. Ele lembrou ainda que para se ter essa correta avaliação da cana é fundamental o domínio de conhecimentos técnicos e específicos. “Por isso, esse treinamento é tão importante para quem vai atuar na fiscalização das indústrias”, enfatizou ele, lembrando que a análise da cana para efeito de avaliação da remuneração é bem complexa porque é cheia de detalhes técnicos que precisam ser observados.

A expectativa, segundo o diretor do departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira, é que os fiscais comecem a acompanhar a safra nas indústrias, na medida em que a cana dos associados for sendo entregue, já no início de agosto, quando está previsto o início da moagem. No total, 18 fiscais vão desenvolver esse trabalho durante a safra, sendo 16 com atuação nas usinas, um que vai ser o coletor das amostras e outro que ficará no laboratório fazendo as análises.

Asplan reitera posição em Assembleia de buscar incluir produtores no Renovabio que hoje só beneficia as indústrias com recursos do CBIOs

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A atual política nacional de estímulo a redução de emissão de gases e retorno dessa eficiência energética em forma de créditos de carbono (CBIOs), a partir do Renovabio, por enquanto, só contempla às indústrias deixando de fora, injustamente, os produtores da matéria-prima, sejam eles de cana-de-açúcar, soja, milho, etc. Mas, no entendimento da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e de outras entidades ligadas ao campo e ainda de iniciativas como a de um Projeto de Lei do deputado federal paraibano, Efraim Filho, cujo objetivo é reverter essa injustiça, em breve, os produtores devem participar desse novo modelo de remuneração. E foi para atualizar seus associados sobre essa questão, que a Asplan realizou nesta segunda-feira (27), uma Assembleia Geral Extraordinária, que deliberou entre outras questões sobre a formalização de um convênio que vai criar o SELO ProAr.

O selo é, na realidade, uma certificação da cana-de-açúcar produzida na Paraíba, cujo propósito é agregar valor à matéria-prima, através de mecanismos de controle de qualidade de produção, desde a plantação até a entrega dela às indústrias, convertendo em ganhos financeiros e mercadológicos da cana produzida na Paraíba. “Não achamos justo o fornecedor ficar fora deste processo que assegura às industrias receberem o CBIOs. Hoje, pela atual legislação do Renovabio, só as indústrias se beneficiam com os créditos, mas, isso é uma injustiça com os produtores que fazem parte desta cadeia produtiva que existe desde o campo até o processo industrial e que também merecem ganhar dividendos oriundos desta eficiência energética, principalmente, quando a gente sabe que de 30% a 54% do peso do CBIOs é do campo, onde se dá a principal fonte de sequestro do carbono”, explica o presidente da Asplan, José Inácio de Morais.

Ainda segundo José Inácio, o Renovabio como está hoje é ambientalmente correto, financeiramente viável, mas, não é socialmente justo, uma vez que deixou os produtores fora deste contexto de ganhos com o CBIOs. “Independentemente do valor, se será R$ 0,10 ou qualquer outro valor, o produtor merece participar desse rateio de crédito. É preciso salientar que não estamos contra as usinas, mas reivindicando um direito que também nos pertence”, destaca o dirigente canavieiro. Para tanto, complementa José Inácio, a Asplan partiu na frente de outras entidades e formalizou convênio com a Associação Centro Interdisciplinar de Pesquisa em Educação e Direito – CIPED, entidade que é responsável por executar o SELO ProAr e conduzir os trabalhos de certificação da cana no Estado.

“Esse selo de qualidade que vai possibilitar o rastreamento de nossa cadeia produtiva, desde a plantação até a entrega do produto na usina, vai agregar valor ao produtor, na medida em que o associado da Asplan terá sua cana monitorada e certificada com a adoção de boas práticas podendo até negociar seus próprios créditos de carbono”, destaca ele. O CIPED, inclusive, já começou a atuar com a realização do cadastro de todos os associados e vai começar a coleta de dados para dar sequência ao trabalho. Segundo explicou o diretor da Asplan, Pedro Neto, esses dados incluirão informações sobre notas de óleo diesel, adubos, calcário, energia consumida, área plantada e queimada, entre outros tópicos que contabilizados depois corresponderá aos créditos de eficiência energética da propriedade. “Quanto maior a nota de campo do fornecedor, maior serão os créditos a serem revertidos para ele”, disse Pedro Neto, lembrando que a condição padrão básica para o produtor participar deste processo é ter seu Cadastro Ambiental Rural (CAR) em dia.

Segundo José Inácio, o entendimento com as indústrias locais está bastante adiantado. “Temos conversado com vários industriais e eles reconhecem a legitimidade e direito de nossa reivindicação de ter participação no recebimento dos créditos de CBIOs do Renovabio”, atesta ele, reiterando que esse não é apenas um pleito do setor canavieiro. “Só falta agora a legislação resguardar esse direito legítimo dos produtores, sejam eles de cana-de-açúcar, milho, soja, etc”, finaliza José Inácio.

Asplan convoca assembleia virtual para formalizar convênio com entidade que vai executar projeto de certificação de selo de qualidade da cana produzida na PB

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O caminho da sustentabilidade no setor primário passa, necessariamente, pela adoção de boas práticas na área socioambiental. E foi partindo deste princípio que a Asplan iniciou, em maio último, um projeto pioneiro em nível nacional, que vai instituir uma certificação para a cana-de-açúcar produzida pelos seus associados. Denominada de SELO ProAr, a certificação tem o objetivo de agregar valor a cana-de-açúcar produzida, através de mecanismos de controle de qualidade de produção, desde a plantação até a entrega da matéria-prima às indústrias, convertendo em ganhos financeiros e mercadológicos a matéria-prima produzida na Paraíba, inclusive na questão dos CBIO do Renovabio. Na próxima segunda-feira (27), a entidade está convocando uma Assembleia Geral Extraordinária remota, às 11h, para decidir a formalização deste convênio e ainda outros assuntos. Em função da pandemia e da proibição de aglomeração, a Assembleia será virtual, através das redes da entidade.

Antes da Assembleia, às 10h, os associados terão a oportunidade de assistir uma explanação da equipe da Associação Centro Interdisciplinar de Pesquisa em Educação e Direito – CIPED, entidade que ficará responsável por executar o SELO ProAr e conduzir os trabalhos de certificação no Estado. “A proposta é realizar a certificação de nossa matéria-prima seguindo os padrões internacionais de indicadores de produtividade, utilizado um banco de dados antifraude chamado Blockchain”, explica o presidente da Asplan, José Inácio de Morais. O dirigente canavieiro destaca que o rastreamento da cadeia produtiva, desde a plantação até a entrega do produto na usina, vai agregar valor ao produtor, na medida em que o associado da Asplan terá sua cana monitorada e certificada com a adoção de boas práticas.

Essa iniciativa, ainda segundo o presidente da Asplan, tem o objetivo de valorizar ainda mais a produção canavieira e fortalecer o produtor que terá uma matéria-prima ainda mais valorizada no mercado. “Nós sempre estamos buscando soluções na defesa da classe produtiva e a formalização deste convênio está inserida nessa nossa forma de atuar sempre atentos às possibilidades de ganhos para nossos associados”, reitera José Inácio, lembrando que a Associação de Pernambuco também está formalizando convênio neste mesmo sentido com a CIPED.

Ex-paciente do Complexo Hospitalar de Patos faz homenagem e agradecimentos à equipe da unidade após alta do isolamento Covid

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Os dados oficiais sobre a pandemia mostram que bem mais gente supera o Covid-19 que sucumbi a letalidade do vírus. Os números mais recentes atestam que mais de 15 milhões de pessoas no mundo foram infectados, mais de 8 milhões se recuperaram da doença, contudo, cerca de 600 mil vidas foram perdidas nesta batalha. No Brasil, mais de 2 milhões de pessoas já foram infectados, 1,5 milhão se recuperou e quase 83 mil pessoas morreram por complicações causados pelo coronavírus. Em Patos, interior da Paraíba, das 2263 pessoas infectadas, 63 foram a óbito. A funcionária pública estadual Geralda Bezerra da Silva, que foi paciente do isolamento Covid-19, do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC) faz parte desta estatística. Geralda se recuperou, depois de 10 dias interna no isolamento Covid e na manhã desta quinta-feira (23), ela retornou a unidade para fazer uma homenagem aos profissionais do Complexo. Na ocasião, ela reconheceu publicamente o empenho, dedicação e acolhimento humanizado da equipe, especialmente, com os pacientes do setor Covid.

E a homenagem da Sra. Geralda além do sentido da gratidão, teve também um pedido de desculpas. Isto porque, antes de ser internada, ela invadiu o setor Covid e até agrediu verbalmente funcionários. “Nada justifica as minhas atitudes”, afirma Geralda, que fez questão de ler um texto, no hall de entrada na unidade, nesta quinta-feira, na presença de funcionários e colaboradores do Complexo. “Eu quis fazer essa retratação pública porque eu precisava me desculpar por tudo o que fiz e mais que isso reconhecer o tratamento, acolhimento, carinho e cuidados que recebi enquanto estava doente e sob os cuidados das pessoas que eu tanto critiquei e machuquei. Hoje, tenho outra visão do hospital”, atesta ela que acha que, provavelmente, contraiu o Covid ao adentrar as dependências do isolamento, sem autorização.

Na carta de três páginas, ela ainda faz agradecimentos dirigidos a vários funcionários, de diversos setores e de diferentes funções que, entre os dias 23 de junho quando foi admitida como paciente do isolamento Covid, até o dia 02 de julho, quando teve alta, foram fundamentais no seu processo de recuperação. Mãe de quatro filhos, já avó e com uma família numerosa de 13 irmãos, Geralda diz que estava bastante fragilizada pelas mortes de familiares que teve em maio e em junho e quando se viu interna e isolada perdeu o estímulo pela vida. “Não queria falar com ninguém. Essa doença é terrível, Acaba com a nossa autoestima e alegria de viver e nos deixa numa situação muito vulnerável”, afirma ela.

Uma pessoa de fé e temente a Deus, ela afirma que em determinados momentos de seu tratamento até sua devoção foi testada. “Quando a gente se vê numa situação de tanta fragilidade, começa a se questionar. Você chega a se sentir um lixo. Algumas pessoas reagem, outra não. Mas, Deus me deu a oportunidade de enxergar o que eu não via antes. Vi pessoas morrerem do meu lado, outras se recuperarem, e sempre testemunhei médicos e profissionais darem o seu melhor para salvá-las. Ali, naquele isolamento, encontrei pessoas que lutavam diuturnamente, com todos os esforços possíveis, para salvar vidas e só ai entendi que foi preciso passar por essa experiência dolorosa para compreender o valor que tem esses profissionais que estão se doando, colocando em risco até suas próprias vidas, para salvar seu próximo”, afirma Geralda.

Antes de testar positivo para Covid, através do teste de Swab, Geralda tinha feito três outros testes rápidos e todos atestaram negativo. “Isso serve de alerta para muita gente que testa um falso negativo e pode estar por ai transmitindo o vírus”, adverte ela que durante os 10 dias que permaneceu internada no hospital de Patos não chegou a usar ventilação invasiva, mas teve uma baixa saturação e dificuldades de respirar. Muitos momentos foram marcantes, segundo ela, no período em que ficou internada no isolamento, mas, um em especial ela se recorda. Foi quando tomou seu primeiro banho fora da cama, dado por funcionários do hospital, que ela sentiu seu reencontro com Deus e começou, a partir dali, a reunir forças para dar a volta por cima e ressurgir. “Lembrei de uma passagem bíblica que diz assim ‘Não temas que sou contigo e não te assombres que sou teu Deus’. Naquele momento senti a força divina me invadir”, destaca ela.

Na carta que Geralda leu em voz alta, no hall do hospital, na manhã desta quinta-feira, ela agradece a toda equipe, mas, faz menção nominal a alguns médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos, ao pessoal da nutrição, enfim, a todos que direta ou indiretamente contribuíram com o seu tratamento e para a sua recuperação. “Foram cada um de vocês que me fizeram voltar a ver que eu podia viver, vocês foram usados por Deus para me fazer enxergar o valor de cada momento. Agora posso dizer: vencemos o Covid-19 e agradeço a todos vocês de coração”, finaliza ela no texto que retrata um pouco do cotidiano de doação, amor, humanização, profissionalização e acolhimento dos pacientes pelos profissionais do Complexo, especialmente, os que estão diretamente envolvidos na árdua, porém, nobre missão de tratar dos doentes com coronavírus.

“Como a gente diz sempre aqui, cada alta é o coroamento de uma vitória coletiva, pois, especialmente, nesta doença, onde o paciente não pode ter ninguém da família perto, cada profissional, além de desempenhar sua função, também se doa como ser humano até como forma de suprir essa ausência de um ente familiar, então, quando um paciente do setor Covid tem alta deixa conosco um pouco de si e leva também um pouco de nós, daí a alegria ser redobrada”, finaliza a diretora geral do Complexo, Liliane Sena.

Produtor canavieiro da Paraíba precisa requerer solicitação individual de queima de cana controlada à Sudema

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A legislação que rege as queimadas controladas nas lavouras de cana-de-açúcar no Nordeste não sofreu alteração com o Decreto editado pelo Governo Federal, que proíbe as queimadas em todo o país por 120 dias, contados a partir da última quinta-feira (16). O decreto foi publicado no “Diário Oficial da União” (DOU) da última quinta-feira (16) e suspende a permissão do emprego do fogo prevista em um decreto de 1998, sobre práticas agropastoris e florestais, com exceção de casos específicos, onde estão inseridas as lavouras canavieiras. No entanto, para a realização da queima de sua lavoura, o produtor paraibano precisa ter a Licença de Queima Controlada de Cana, cujo documento é expedido pela SUDEMA, após o pagamento de uma taxa que varia de acordo com uma tabela por hectare.

Além das queimadas de cana, o Decreto publicado pelo Governo não inclui na suspensão as práticas de prevenção e combate a incêndios feitas ou supervisionadas por instituições públicas, as práticas agrícolas de subsistência executadas pelas populações tradicionais e indígenas, as atividades de pesquisa científica autorizadas pelo órgão ambiental competente, o controle fitossanitário, desde que autorizado por órgão ambiental, além de queimas controladas em áreas fora da Amazônia Legal e do Pantanal, quando imprescindíveis à realização de práticas agrícolas, como é o caso da cana-de-açúcar no Nordeste.

Segundo o diretor do Departamento Técnico (DETEC), da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (ASPLAN), Neto Siqueira, a entidade está discutindo práticas que possam melhor orientar a conduta de seus associados, inclusive, com a possível contratação de um profissional específico para melhor orientar os produtores. “O produtor tem que seguir procedimentos e protocolos e precisamos estar alinhados com o órgão competente para tal ação, que no nosso caso é a Sudema, para melhor orientar o produtor canavieiro para que ele atue dentro dos procedimentos, evitando assim multas no período de corte ou mesmo interdição nos imóveis rurais. Para tanto, recentemente, contratamos um profissional que irá atuar especificamente nessa questão”, explica Neto, reiterando que todas as queimadas realizadas por produtores canavieiros, sem exceção, são controladas e previamente programadas.

Em Pernambuco, a diretoria da Associação dos Fornecedores de Cana junto com o sindicato do setor e as indústrias fizeram um acordo e a retirada da Licença de Queima Controlada de Cana é feita de forma colegiada, junto ao órgão estadual que trata dessa questão que no caso de lá é a CPRH. Como a licença deles vence no dia 31 de agosto próximo, a AFCP está convocando os produtores para se dirigirem ao órgão de classe ou a unidade industrial a fim de atualizar os dados para requerer nova documentação. “Infelizmente, aqui na Paraíba ainda não conseguimos esse entendimento e os produtores precisam requerer a licença de queima de forma individual na SUDEMA e ainda pagar uma taxa, que varia de acordo com uma tabela por hectare, para poder realizar a queima controlada”, explica Neto Siqueira, lembrado que a ASPLAN vai pleitear junto a SUDEMA a isenção do pagamento da tributação para pequenos produtores, cuja área seja de até 200 hectares. Para tanto, a entidade já requereu uma reunião com a diretoria do órgão estadual. “É preciso que haja uma sensibilização dos órgãos públicos neste sentido, pois a taxa pesa muito no orçamento do pequeno produtor canavieiro”, reitera o diretor do DETEC.

Agentes culturais se mobilizam para pressionar ALPB a derrubar o veto do governo à proposta que cria o auxílio emergencial para o setor

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Depois de muito debate na ALPB, o Projeto de Lei (1756/2020), de autoria do deputado Jeová Campos, que institui a criação de um Auxílio Emergencial para os trabalhadores do setor cultural e para os espaços culturais no Estado da Paraíba, durante o período de calamidade pública decorrente do Covid-19, foi aprovado por unanimidade, no dia 18 de junho, em sessão remota. Contudo, o governador João Azevêdo vetou o projeto. A decisão está publicada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) do último dia 14. Desde então, agentes culturais realizam protestos e mobilizações para sensibilizar os deputados a derrubarem o veto. A expectativa é que a análise da matéria deva entrar na pauta de votações da Casa na retomada dos trabalhos parlamentares, já que todas as atividades foram suspensas essa semana em função da morte do deputado Genival Matias.

A proposta previa o pagamento mensal de R$ 600,00 aos profissionais da cultura e R$ 1 mil para os estabelecimentos enquanto perdurasse o período da pandemia. O projeto de lei foi constituído nos moldes da lei federal Aldir Blanc. No veto, o governador apontou estar “ausente (na proposta) o demonstrativo do respectivo impacto orçamentário e financeiro, violando assim, as regras do art. 113 do Ato de Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal”.

De acordo com o projeto, os recursos necessários para as despesas previstas na proposta correriam por conta de dotações orçamentárias do Fundo Estadual de Cultura e da Secretaria de Estado da Cultura acrescidos, se necessário, de créditos extraordinários. Para o ator e integrante da Frente Popular de Cultura, Buda Lira, a Lei Aldir Blanc já deixa estados e municípios em situação confortável em relação aos recursos necessários para socorrer o setor cultural em tempos de pandemia. “Não vejo problema nenhum na utilização desses recursos e, se houver necessidade, o Governo Estadual complementaria. Acredito que pelo volume de recursos que serão repassados, é bem possível que não haja necessidade dessa complementação”, destaca ele.

Ainda segundo o ator, no caso da Paraíba, a sanção da Lei intitulada ‘Zabé da Loca’ seria um gesto simbólico de diálogo com a Assembleia e, principalmente, com os setores de cultura. “A lei que instituiu a distribuição de alimentos para as famílias de estudantes da rede pública do estado foi uma iniciativa da Assembleia. Também gerou despesas para o executivo e foi sancionada. Por que o veto a Lei Zabé da Loca?”, indaga ele, destacando que a proposta de Jeová, no seu artigo 7o, deixa claro as fontes de recursos. E uma delas é o Fundo Estadual de Cultura.

“A Lei Aldir Blanc diz textualmente que ‘os recursos serão repassados preferencialmente para os fundos de cultura (estados e municípios)’. Esperamos que o Governo, por meio de decreto, explicite a forma de implementação da Lei Federal de Auxílio a Cultura. Defina como será o diálogo com a sociedade via Conselho de Cultura e a articulação com os municípios”, diz Buda Lira lembrando que, nesse último aspecto, a SecultPB já divulgou um calendário de reuniões com os dirigentes de cultura dos municípios, inclusive com os agentes de cultura.

Para o deputado autor da proposta, a aprovação da matéria não cria, necessariamente, um problema para o governo. “Nós reconhecemos as dificuldades que o momento impõe ao governo, que pode regulamentar a matéria dentro do que o orçamento permitir. O importante é que se viabilize o apoio ao setor cultural e que essa ajuda seja inserida numa política de Estado, utilizando todos os recursos disponíveis, sejam eles da Lei Aldir Blanc e/ou da Zabé da Loca. O importante, fundamental e urgente é não deixar a classe artística a mercê da própria sorte”, finaliza Jeová.

Agentes culturais se mobilizam para pressionar ALPB a derrubar o veto do governo à proposta que cria o auxílio emergencial para o setor

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            Depois de muito debate na ALPB, o Projeto de Lei (1756/2020), de autoria do deputado Jeová Campos, que institui a criação de um Auxílio Emergencial para os trabalhadores do setor cultural e para os espaços culturais no Estado da Paraíba, durante o período de calamidade pública decorrente do Covid-19, foi aprovado por unanimidade, no dia 18 de junho, em sessão remota. Contudo, o governador João Azevêdo vetou o projeto. A decisão está publicada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) do último dia 14. Desde então, agentes culturais realizam protestos e mobilizações para sensibilizar os deputados a derrubarem o veto. A expectativa é que a análise da matéria deva entrar na pauta de votações da Casa na retomada dos trabalhos parlamentares, já que todas as atividades foram suspensas essa semana em função da morte do deputado Genival Matias.

 

            A proposta previa o pagamento mensal de R$ 600,00 aos profissionais da cultura e R$ 1 mil para os estabelecimentos enquanto perdurasse o período da pandemia. O projeto de lei foi constituído nos moldes da lei federal Aldir Blanc. No veto, o governador apontou estar “ausente (na proposta) o demonstrativo do respectivo impacto orçamentário e financeiro, violando assim, as regras do art. 113 do Ato de Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal”.

 

            De acordo com o projeto, os recursos necessários para as despesas previstas na proposta correriam por conta de dotações orçamentárias do Fundo Estadual de Cultura e da Secretaria de Estado da Cultura acrescidos, se necessário, de créditos extraordinários. Para o ator e integrante da Frente Popular de Cultura, Buda Lira, a Lei Aldir Blanc já deixa estados e municípios em situação confortável em relação aos recursos necessários para socorrer o setor cultural em tempos de pandemia. “Não vejo problema nenhum na utilização desses recursos e, se houver necessidade, o Governo Estadual complementaria. Acredito que pelo volume de recursos que serão repassados, é bem possível que não haja necessidade dessa complementação”, destaca ele.

 

            Ainda segundo o ator, no caso da Paraíba, a sanção da Lei intitulada ‘Zabé da Loca’ seria um gesto simbólico de diálogo com a Assembleia e, principalmente, com os setores de cultura. “A lei que instituiu a distribuição de alimentos para as famílias de estudantes da rede pública do estado foi uma iniciativa da Assembleia. Também gerou despesas para o executivo e foi sancionada. Por que o veto a Lei Zabé da Loca?”, indaga ele, destacando que a proposta de Jeová, no seu artigo 7o, deixa claro as fontes de recursos. E uma delas é o Fundo Estadual de Cultura.

 

             “A Lei Aldir Blanc diz textualmente que ‘os recursos serão repassados preferencialmente para os fundos de cultura (estados e municípios)’. Esperamos que o Governo, por meio de decreto, explicite a forma de implementação da Lei Federal de Auxílio a Cultura. Defina como será o diálogo com a sociedade via Conselho de Cultura e a articulação com os municípios”, diz Buda Lira lembrando que, nesse último aspecto, a SecultPB já divulgou um calendário de reuniões com os dirigentes de cultura dos municípios, inclusive com os agentes de cultura.

 

            Para o deputado autor da proposta, a aprovação da matéria não cria, necessariamente, um problema para o governo. “Nós reconhecemos as dificuldades que o momento impõe ao governo, que pode regulamentar a matéria dentro do que o orçamento permitir. O importante é que se viabilize o apoio ao setor cultural e que essa ajuda seja inserida numa política de Estado, utilizando todos os recursos disponíveis, sejam eles da Lei Aldir Blanc e/ou da Zabé da Loca. O importante, fundamental e urgente é não deixar a classe artística a mercê da própria sorte”, finaliza Jeová.

 

Deputado Jeová Campos é o autor da proposta de auxílio ao setor cultural Ator Buda Lira acha a proposta importante

Profissionais que atuam na urgência do Complexo de Patos participam de treinamento sobre controle hídrico dos pacientes

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O Balanço hídrico é fundamental ao controle do tratamento do paciente, pois é o processo que envolve a mensuração e registro do total de líquidos infundidos, ingeridos e eliminados pelo paciente em um período de 24 horas, com o objetivo de verificar perdas e/ou ganhos de líquidos e eletrólitos. Esse controle permite melhor orientar a equipe multiprofissional na definição das condutas clínicas mais apropriadas para cada caso. E foi com o objetivo de implantar esse controle na Sala Vermelha da Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) que foi realizada, nesta terça-feira (21), uma atividade de educação permanente com os profissionais que atuam no setor. Esse controle que já existia em outros setores do hospital passa agora a ser feito também na Urgência.

A coordenadora de Enfermagem da Urgência, Ingrid Rodrigues e a coordenadora de Enfermagem da UTI, Lorena Maria foram as facilitadoras do treinamento que revisou conhecimentos sobre os fatores que influenciam as perdas líquidas, o volume eliminado, assim como a distribuição dos líquidos no organismo e sua fisiologia. “Um controle hídrico eficiente é feito através da subtração entre o volume total de líquidos administrados e volume total dos eliminados. O balanço hídrico será positivo quando o volume dos administrados for maior que o dos eliminados e será negativo quando o volume dos eliminados for maior que o dos administrados”, explica Ingrid.

Ainda segundo a coordenadora, os valores de líquidos infundidos, bem como os líquidos que são expelidos pelo paciente passarão a ser registrados e traduzidos em números o que vai melhor auxiliar os médicos no momento da melhor conduta a ser tomada para cada caso. “A partir de hoje, as equipes de enfermagem passam a monitorar também esse controle hídrico tornando esse procedimento uma rotina diária para todos os pacientes que passarem pela Sala Vermelha da Urgência aperfeiçoando, ainda mais, a nossa assistência”, finaliza Ingrid Rodrigues.