Month: junho 2020

Programa de Controle Biológico da Broca Comum é iniciado na COAF/CRUANGI com apoio de profissionais da Asplan

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A broca comum (Diatraea saccharalis) causa grandes perdas tanto no campo, quanto na indústria. Segundo a literatura técnica, para cada 1% de Intensidade de Infestação, ocorre uma redução de 1,14% na produção de colmos, 0,42 % de açúcar e 0,21% na produção de etanol. Ciente da importância de controlar a infestação de sua plantação, o Engenheiro Agrônomo Geraldo Barros, responsável pela equipe técnica do Condomínio dos Produtores de Cana da Mata Norte COAF/CRUANGI, solicitou apoio da equipe da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) para iniciar o Programa de Controle Biológico da Broca Comum. O engenheiro agrônomo Luis Augusto e o Biólogo Roberto Balbino da Asplan visitaram, no último dia 25, os canaviais do Condomínio localizados em Pernambuco.

Na ocasião, acompanhados pelo técnico agrícola Josafá Régis, os profissionais estiveram no campo, escolheram alguns talhões, fizeram e mostraram como fazer o levantamento do índice de infestação, abordaram assuntos relacionados a biologia da praga e do seu controlador, tiraram dúvidas relacionadas e fizeram recomendações. “Para ter sucesso no programa de controle biológico é necessário conhecer bem a biologia da praga/alvo, no caso a Diatraea, bem como a biologia do seu controlador biológico a vespinha. La, no Condomínio fizemos primeiro o levantamento populacional da praga, verificando o estágio que ela se encontra, e agora vamos programar a liberação da Cotesia”, explica Luis.

A Asplan, através da Estação Experimental do Camaratuba, produz há quase 30 anos, dois controladores biológicos para as duas principais pragas da cana-de-açúcar. Trata-se da vespa (Cotesia flavipes) para a broca e do fungo (Metarhizium anisopliae) para a cigarrinha da folha. Luís Augusto lembra que a Asplan não comercializa vespa nem fungo, o que a Associação faz é manter parcerias para o fornecimento das vespas, de modo que os parceiros ajudam a manter os laboratórios funcionando e produzindo controladores. “Assim contribuímos com o controle biológico da broca no Nordeste, com baixos índices de infestação, reduzindo perdas e também o uso de agroquímicos, contribuindo para assegurar a sustentabilidade da atividade canavieira no Nordeste”, finaliza Luis.

O diretor do Departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira, reforça que a Associação está disponível para realização de visitas técnicas como essa feita na COAF/CRUANGI e lembra que os produtores canavieiros associados a Asplan recebem os insumos biológicos produzidos na estação de Camaratuba sem nem custo. Maiores informações podem ser obtidas através do telefone 3241-6424.

Bem-vindo ao novo normal

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Com o comércio retomando lentamente a sua atividade, me pus a pensar que tipo de consumidor as marcas e negócios estão reencontrando. Que mundo é e será esse, com profusão de máscaras, álcool-gel, cancelas especiais, tapetes sanitizantes, câmeras com infravermelho, distanciamento seguro entre os clientes e olhares enviesados para quem espirra de forma exagerada.
Acima de tudo, qual mentalidade adotou “novo consumidor” ou “o consumidor do Novo Normal”.
Por sua combinação poderosa de receios, a pandemia do novo coronavírus se mostra diferente de todas as crises anteriores. Ela nos amedronta pela fraqueza da nossa saúde pública, pela transmissibilidade do vírus, pela roleta russa que ele nos impõe, pela imprevisibilidade do tempo que a pandemia irá durar, pelo medo de não pagarmos as contas, de vermos nossos negócios morrerem e por imaginarmos como será a próxima.
Essas profundas mudanças de valores e mentalidades redefiniram hábitos e influenciaram comportamentos.

Se ficou claro que estamos em barcos diferentes, apesar de navegarmos na mesma tempestade, e é nítido que há gente que nem barco tem, cooperar, se adaptar, inovar e se reinventar são premissas básicas para não sucumbir.

Enquanto algumas marcas fazem o óbvio exercício de se questionar em como podem gerar valor para este novo consumidor, outras ainda pensam e agem em padrões pré-pandêmicos — e essa atitude cobrará seu preço.

10 mudanças

Impactado por mais de 90 dias em confinamento, convivendo com a infoxicação (escrevi sobre nesta mesma coluna, semanas atrás) e tendo as emoções massacradas pela rotina diária absolutamente modificada, o consumidor do Novo Normal já consome de maneira diferenciada produtos, serviços, notícias, conteúdos e pessoas.

Está mais criterioso, cuidadoso, digital, coerente, questionador, econômico, voltado para a família e menos tolerante a cold calls e ao “consumir por consumir”.

Em estudo recente, a McKinsey & Company listou as 10 mudanças de comportamento de consumo esperadas para o Novo normal. São elas:

1. O digital será onipresente

2. O consumo será repensado

3. A fidelidade e a infidelidade caminharão juntas

4. O consumo será mais seguro

5. Qualidade de vida é o que interessa

6. O Novo Normal será caseiro

7. E mais confortável também

8. Sustentabilidade será critério determinante

9. Propósito importa, sim

10. Metrópoles estão menos valorizadas

Segundo a McKinsey, “empresas resilientes” se sustentam em três 3Rs, simultaneamente, para não ceder à crise:
Retornar: quando elas gerenciam o período de crise e endereçam oportunidades para uma retomada mais saudável e rentável.

Reimaginar: como será o Novo Normal.

As mudanças de comportamento vieram para ficar e marcas e negócios precisam ter clareza de suas promessas e propostas de valor.

Quem aspira seduzir e reter o “novo consumidor” terá de prestar contas de suas atitudes e valores.

“Entender para atender”, definitivamente, deu lugar ao “acolher para atender”.

São João é comemorado com alegria e humanização com pacientes e acompanhantes do Hospital do Bem de Patos

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No Hospital do Bem, de Patos, a tristeza não faz morada e o que impera é a alegria, a esperança, o amor, a empatia e, sobretudo, a humanização. E foi a partir dessa vivência cotidiana de que a rotina da unidade vai muito além dos medicamentos prescritos, das consultas realizadas, dos tratamentos e cirurgias realizadas que, no começo da manhã desta quinta-feira (25), pacientes, colaboradores e acompanhantes foram surpreendidos com uma comemoração junina, com direito até a decoração temática. A ação, denominada ‘Arraiá do Bem’ teve café da manhã com comidas típicas ao som de xote, xaxado e baião, foi realizada no hall da unidade que integra o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro e surpreendeu os pacientes que chegavam para consultas ou sessões de quimioterapia.

Sem abraços e nenhum contato físico, com cuidados especiais no preparo e distribuição das iguarias juninas (todas foram embaladas e separadas individualmente), mantendo o distanciamento, o evento contou com a participação da diretora geral do Complexo, Liliane Sena, que enalteceu a importância da iniciativa. “Esse é um momento de muita alegria, um momento de humanização, onde comemoramos um festejo genuinamente nordestino, que remonta às nossas raízes culturais, então puder proporcionar esse momento, mesmo de forma atípica, para nossos pacientes e seus acompanhantes é muito gratificante”, disse Liliane.

A oncologista do Hospital do Bem, Dra. Nayarah Castro, participou do Arraiá do Bem e destacou a importância dessa ação na acolhida dos pacientes. “Essa ação foi excelente porque quebrou um pouco do clima que ronda um hospital oncológico. Foi um momento que mesmo mantendo todos os procedimentos preconizados durante esse período de pandemia e mesmo impedidos de terem um contato mais próximo, os pacientes tiveram um momento de integração com música, um café da manhã, se tornando um momento ímpar de descontração e também de comemoração de uma festa muito importante para os nordestinos, reascendendo esperança e alegria, questão cruciais para quem passa por um tratamento contra o câncer”, destacou a médica.

A paciente Nascycleide Valéria dos Santos, de Patos, que faz tratamento no Hospital do Bem contra um câncer de mama, falou de sua alegria ao chegar na unidade na manhã desta quinta-feira e se deparar com um acolhimento tão especial. “Eu gostei demais, fui muito bem recebida. Aqui todo mundo é acolhido do mesmo jeito, não há diferença de tratamento e eu só tenho a agradecer a Deus por dispor de um hospital tão bom como esse, com profissionais tão carinhosos e competentes”, disse ela. Jamilly Nunes Sousa, acompanhante da paciente Maria Moura Nunes, da cidade de Pombal, que se trata de um câncer de mama, destacou a surpresa que teve ao chegar no hospital e ser calorosamente recepcionada. “Foi bem divertido, gostei bastante, nem imaginava isso tudo. Foi animado, diferente. O Hospital do Bem não é só uma unidade que recebe pacientes para tratamento, ele acolhe de forma muito especial todos que vêm aqui”, disse ela.

A coordenadora do setor de regulação do Hospital, Keyla Montenegro, participou da ação e elogiou a união de todos os colaboradores para proporcionar esse momento. “Mesmo diante do momento que estamos vivendo, nos reunimos para poder realizar o Arraiá do Bem. Tomando todos os cuidados, mantendo o distanciamento seguro, todo mundo de máscara, não deixamos de acolher nossos pacientes de maneira calorosa e não deixamos também passar em branco uma data tão significativa para todos nós”, disse Keyla. A Assistente Social, Suênia Santos também participou da organização do evento e enalteceu a alegria dos pacientes. “Em meio a essa pandemia, a gente percebe que os pacientes estão muito preocupados e essa iniciativa trouxe alegria e descontração o que é muito bom para melhorar o humor e astral das pessoas”, destacou Suênia.

A psicóloga Pryscila Guedes lembrou do simbolismo da festa junina e do quanto é importante essa comemoração. “Nossa cultura é muito calorosa, nós gostamos de nos cumprimentar com beijo e abraços e tudo isso está proibido neste momento de pandemia, de forma que uma comemoração como essa, mesmo com o distanciamento, proporcionou um momento de descontração e alegria, muito importantes para todo mundo, especialmente, para pacientes oncológicos”, finalizou Pryscila.

Água é um bem da população não uma mercadoria afirma Jeová Campos criticando possível privatização do setor no Brasil

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O novo marco legal do saneamento básico no Brasil abre espaço para privatização dos serviços de tratamento de água e esgoto no país o que, na opinião do deputado estadual paraibano e presidente da Frente Parlamentar da Água e da Agricultura Familiar da ALPB, Jeová Campos, vai dificultar o acesso universal da população aos serviços de tratamento de água e esgoto. “Água não é uma mercadoria, embora a população pague para utilizá-la. Ela é um bem essencial, um direito da população. Privatizar as empresas públicas de tratamento de água e esgoto no Brasil não vai resolver o problema do saneamento básico no país. Vai tornar a água e o serviço mais caros, além de disponibilizar um bem imensurável ao capital especulativo”, disse o parlamentar.

Jeová se pronunciou após tomar conhecimento da aprovação no Senado do Projeto de Lei 4162/2019 que trata sobre o novo marco legal do saneamento básico no Brasil. O PL foi aprovado por 65 votos contra 13. O PL 4162 veio da Câmara dos Deputados e recebeu, no Senado, mais de 80 emendas, mas nenhuma delas foi acatada por seu relator, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Apenas o Partido dos Trabalhadores orientou o voto contrário ao projeto. As demais legendas liberaram suas bancadas. “Uma matéria como essa tão importante para a sociedade brasileira, especialmente, os mais humildes, inclusive para a soberania nacional precisaria ser melhor debatida”, reitera o parlamentar paraibano.

O senador Rogério Carvalho (SE), líder do PT no Senado, apresentou questão de ordem logo após a leitura do relatório e defendeu que matéria tão importante para a saúde da população deveria ser melhor debatida, inclusive à luz do Brasil que surgirá após a pandemia da Covid-19. A votação registrou 61 votos contra a questão de ordem. “Sou a favor de um marco regulatório do saneamento e não me oponho ao investimento privado na área que é, inclusive, já utilizado. Mas, a nossa avaliação é de que este debate deveria ocorrer mais à frente, no pós-pandemia, quando se apresentaria o cenário claro de que marco regulatório nós vamos precisar para garantir que teremos a universalização do saneamento básico”, alertou o senador.

Com informações da assessoria do PT

Serviço de informações aos familiares de pacientes com Covid-19 tranquiliza parentes e ameniza saudade e ansiedade

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     Imagina ficar sem poder ver alguém querido que está doente num hospital e em isolamento. Só o fato de supor essa situação, já dá um frio na barriga, imagina ter que encarar esse momento. Isso é o que está acontecendo com os parentes de pacientes diagnosticados com a Covid-19 e que precisam se internar para tratar da doença. Altamente contagiosa, a Covid-19 requer um isolamento rígido, por isso os doentes, inclusive idosos e crianças, não podem ter acompanhantes enquanto se tratam. Para atenuar essa angustia, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, implantou um setor específico para cuidar desta questão: a Unidade de Comunicação Familiar (UCF).
E é justamente o serviço da UCF que está amenizando a saudade e a angústia da família do aposentado Hilton Martins Medeiros, de 75 anos, que desde o último dia 15, está sob os cuidados da equipe do isolamento Covid, do Hospital de Patos. A filha do paciente, a Sra. Idelvita Medeiros Santos, já falou com o pai em vídeo chamada e elogiou a iniciativa do hospital. “É um serviço ótimo, porque a gente não pode visitar, ficar perto, acompanhar, não pode ver, enfim, essa vídeo chamada tranquilizou todo mundo e foi muito bom poder não apenas conversar com meu pai, mas, também vê-lo e ter a certeza de que ele está sendo bem tratado”, disse Idelvita elogiando a iniciativa do hospital.
A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, reforça que a implantação do serviço na unidade melhorou o fluxo de informações entre a instituição e os familiares dos pacientes. “Com a criação e implantação da UCF, nós conseguimos aperfeiçoar essa rotina de repasse de informações para os familiares dos pacientes com Covid-19 e temos recebido muitos elogios pela iniciativa”, diz Liliane, lembrado que o serviço é restrito aos pacientes do isolamento, porque todos os demais ficam com acompanhantes. Ela ressalta ainda que as vídeo chamadas não são rotina da UCF, mas, que, eventualmente, as transmissões poderão ser feitas, caso a caso.
Antes da implantação da UCF, as informações do quadro e evolução dos pacientes eram repassadas de maneira presencial, pelo médico do setor Covid, que em determinado horário do dia cumpria essa rotina de forma individual com os familiares dos pacientes. Mas, essa sistemática sofria reiteradas mudanças, porque em alguns momentos marcados, o médico tinha que atender uma intercorrência, atrasava e não tinha a regularidade que a unidade pretendia estabelecer. Além disso, os familiares de pacientes que não moram em Patos também ficavam com dificuldades de estar na unidade no horário marcado para poder participar deste momento diariamente.
A UCF funciona de domingo a domingo, com plantões diurnos, com a disponibilidade de um profissional plantonista que fica, exclusivamente, com essa missão de levantar o histórico e quadro clínico de cada paciente, através de seu boletim médico, e ligar para as famílias e passar as informações mais atualizadas sobre a situação do paciente. Quando o paciente tem condições de falar, é feito a vídeo chamada, como foi o caso do Sr. Hilton, nesta segunda-feira (22), que permanece internado e se recuperando numa enfermaria do isolamento Covid.

 

Sr. Hilton durante vídeo chamada com sua filha na última segunda-feira
Sr. Hilton durante vídeo chamada com sua filha na última segunda-feira

 

 

É preciso ampliar o prazo de pagamento do auxílio emergencial e manter o valor de R$ 600 afirma Jeová Campos

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“Justamente quando o povo mais precisa, no momento em que a pandemia se alastra pelo país, que contabilizamos mais de 50 mil mortos e mais de 1 milhão de infectados, no momento em que sair às ruas atrás de renda pode significar ficar doente, Bolsonaro diz que não vai manter o pagamento do auxílio emergencial e nem vai assegurar os R$ 600, isso é desumano. Há recursos e o Governo Federal não vai quebrar por isso”, disse hoje (23), o deputado estadual Jeová Campos. Para o parlamentar, muito mais importante que destinar R$ 1,3 trilhão aos bancos, seria ajudar os brasileiros que se encontram em situação difícil nessa pandemia.

Defensor da manutenção do pagamento do auxílio emergencial até dezembro, nos mesmo valores das três primeiras parcelas, Jeová apela para que os Congressistas não cedam a pressão do presidente que já anunciou que não manterá o pagamento no mesmo valor. “Bolsonaro já disse que quer negociar com o Congresso um novo valor para a quarta e a quinta parcelas do auxílio emergencial. Ele diz que a manutenção da ajuda no valor atual de R$ 600 não será possível, mas, há condições do governo manter esse valor e ampliar o prazo de pagamento. O que falta é prioridade e eu espero que os congressistas não cedam às pressões do presidente”, reitera o parlamentar paraibano.

Jeová lembra que há necessidade de ampliar o prazo de pagamento do auxílio por que haverá um período de transição entre o choque do isolamento e a efetiva retomada da atividade. “As coisas não voltarão ao normal de uma hora para outra. O mercado de trabalho costuma ser o último a reagir em momentos de crise e desta vez não será diferente”, argumenta Jeová.

A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou o Projeto de Lei 2283/20 que aumenta para um ano o período de concessão do auxílio e prevê que, após esse prazo, a concessão do benefício poderá ser prorrogada novamente por ato do Poder Executivo.​ Os deputados do PT alegam que o período de três meses previsto para o pagamento do auxílio não é suficiente.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com ironia à declaração de Bolsonaro sobre o Governo Federal não ter condições de pagar o auxílio no mesmo valor, lembrando que o governo não viu problema em abrir os cofres públicos para agradar o sistema financeiro e dar dinheiro aos bancos. “O mesmo governo que não viu nenhum problema no Banco Central distribuir R$ 1,2 trilhão para resolver o problema da liquidez do sistema financeiro, agora diz que não tem como pagar duas parcelas de R$ 600 do auxílio emergencial, que custa apenas R$ 50 bilhões por mês”, disse Lula.

Deputados que integram a Frente Parlamentar Interestadual sobre Transposição pedirão audiência ao ministro do Desenvolvimento Regional

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Em live realizada na noite desta segunda-feira (22), deputados de quatro estados do Nordeste, que integram a Frente Parlamentar Interestadual sobre a Transposição, decidiram que vão pedir uma audiência ao Ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. A sugestão da audiência foi do deputado estadual paraibano, Jeová Campos, que junto com seus colegas do Ceará, Guilherme Landim (PDT/CE). Do Rio Grande do Norte, Francisco do PT (PT/RN) e de Pernambuco, Antonio Fernando (PSC/PE), debateram por mais de uma hora a importância da conclusão das obras do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco e a manutenção das obras já conclusas, mas, que necessitam de manutenção e recursos para, efetivamente, cumprir seu papel de levar recursos hídricos, desenvolvimento e progresso para as comunidades nordestinas.

“Além de cobrarmos a conclusão das obras do Eixo Norte, precisamos pressionar o Governo Federal no sentido dele assumir a manutenção das obras e o custo dessa água pós-transposição. A União Federal tem que custear o preço dessa água que é muito alto. Só assim teremos a garantia de que as Vilas Produtivas cumprirão seu papel social e econômico”, disse Jeová em uma de suas participações na live. O parlamentar destacou que projetos que utilizem os recursos solar e eólico também podem ser agregados para viabilizar o custo com o bombeamento da água da Transposição. “É preciso garantir essa água para a produção e essa conta não pode recair em cima dos Estados, nem muito menos dos produtores. A União precisa garantir essa água”, argumentou Jeová.

A audiência, segundo o parlamentar paraibano, será solicitada, mas precisará esperar o momento oportuno devido a pandemia. “Nós sabemos que o momento não permite esse tipo de encontro, mas assim que houver segurança para debatermos presencialmente com o ministro essa questão, estaremos em Brasília”, disse Jeová, que recebeu o apoio dos demais deputados que integram a Frente Parlamentar Interestadual sobre a Transposição. Antes disso, porém, os deputados combinaram de manterem contatos remotos para atualizar informações dos quatro estados e debaterem pautas ligadas a essa temática que sirvam de subsídio para essa audiência em Brasília e para os próximos encontros na Paraíba ou no Rio Grande do Norte, já que já aconteceram momentos no Ceará e em Pernambuco.

Ainda segundo Jeová, a Paraíba, atualmente, se encontra numa posição privilegiada em relação aos demais estados beneficiados com a obra da Transposição, já que as águas já chegaram ao Estado e os recursos hídricos disponíveis para o próximo período são satisfatórios, mas, ainda há questões que precisam ser resolvidas e concluídas. “Inclusive, neste aspecto, quero anunciar aqui que o Canal Caiçara- Engenheiro Ávidos já está sendo construído e que, brevemente, essa canal vai levar água para Açú, no Rio Grande do Norte”, anunciou Jeová. Pouco tempo antes, no início da live, o deputado Francisco do PT tinha dito que o RN, infelizmente, não teve ainda o prazer de receber as águas da Transposição.

Na avaliação do deputado Jeová Campos, que foi presidente da Frente Parlamentar da Água na ALPB e um dos articuladores para formação da Frente Interestadual, o debate virtual foi extremamente positivo. “Apesar de ter entrado na live atrasado, por problemas técnicos, eu estava acompanhando o debate desde o início e a avaliação que eu faço, além do conteúdo discutido, é que a retomada dessa pauta é importante, ainda mais por estarmos unidos e fortalecidos nesta luta que não é só da Paraíba, de Pernambuco, do Ceará ou do Rio Grande do Norte. Essa é uma causa coletiva, do povo nordestino, um clamor social da região que tem nas águas da Transposição a redenção do Nordeste. A união das assembleias legislativas fortalece essa cobrança pela conclusão de uma obra fundamental para resolutividade do problema da escassez hídrica no Nordeste brasileiro”, finalizou Jeová.

Complexo de Patos atendeu mais de 1000 pessoas com suspeita ou confirmação de Covid-19 deste o início da pandemia

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Desde que se tornou referência no atendimento e cuidados da Covid-19, em março último, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, já ateneu mais de 1000 pacientes com problemas de distúrbios respiratórios, suspeitos ou confirmados com coronavírus. Nesta segunda-feira (22), a unidade, que integra a rede estadual de saúde, tem seis pacientes na UTI e oito na Enfermaria Covid. A capacidade de atendimento para pacientes do isolamento Covid é de 20 leitos de UTI e 30 leitos de Enfermaria.

A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, explica que a taxa de internação de pacientes com síndrome respiratória está em torno de 18%. “Esse é um índice considerável e relevante, que mostra que realmente boa parte destes pacientes com problemas respiratórios acaba evoluindo para um quadro moderado ou grave, necessitando de internação hospitalar”, destaca ela, lembrando que para outros tipos de atendimento, a taxa de interação da unidade fica em torno de 10%.

Sobre o reflexo da flexibilização do comércio e das atividades na cidade de Patos no número de atendimentos do Complexo, a diretora afirma que não há dados ainda que comprovem o impacto disso na unidade. “Neste aspecto, é importante salientar que o vírus tem um período de incubação, a partir do momento em que a pessoa entra em contato com ele até o aparecimento de algum sintoma, que pode variar de sete a 14 dias. Portanto, é cedo para avaliar se haverá ou não impacto dessa flexibilização na demanda do Complexo. Essa resposta a gente só terá nos próximos 15 dias”, disse a diretora.

Ela lembrou, no entanto, que a população não deve relaxar em relação as medidas preventivas. “Estudos mostram que cerca de 20 a 25% da população já está imune ao vírus, ou seja, já entrou em contato com ele e está imune em relação ao coronavírus, mas, de 70 a 75% ainda não contraiu o vírus e se essas pessoas contraírem ao mesmo tempo e precisarem de atendimento hospitalar, a rede de saúde não suportará a demanda como já acontece em estados vizinhos à Paraíba”, alertou Liliane, reforçando que o isolamento social é importante, assim como o uso imprescindível de máscaras e a frequência na higienização das mãos e manutenção de rotinas de segurança.

PL de Jeová homenageia profissionais responsáveis pela preparação da merenda escolar

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As merendeiras escolares são profissionais que fazem a diferença no dia a dia de instituições públicas de ensino e desempenham importante papel porque são responsáveis por garantir uma alimentação saudável e de qualidade para os estudantes. Mas, apesar de terem uma função relevante no âmbito das unidades educacionais públicas, essa categoria não tinha destaque até agora. Graças a uma iniciativa do deputado estadual Jeová Campos, as merendeiras poderão ser inseridas no calendário de eventos do Estado da Paraíba com o Dia Estadual da Merendeira Escolar. Projeto de Lei com esse propósito foi apreciado e aprovado nesta segunda-feira (22), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da ALPB.

De acordo com o PL, que ainda não tem data para ser apreciado em plenário, já que as matérias que tratam sobre ações de combate a pandemia e outras mais urgentes estão tendo prioridade de votação, a celebração do Dia Estadual da Merendeira Escolar será no dia 30 de Outubro.

“A escola é uma engrenagem da qual todos fazem parte, inclusive as merendeiras, que têm um trabalho digno e importantíssimo para os estudantes. Se o aluno não está bem alimentado, não consegue desenvolver corretamente as atividades escolares. As profissionais que preparam a alimentação escolar, merecem o reconhecimento deste Poder Legislativo Estadual”, argumenta o parlamentar autor da proposta na justificativa do PL.

Hospital de Patos implanta novo serviço de informações aos familiares de pacientes com Covid-19

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Um dos maiores temores de quem tem um familiar com Covid-19 é saber que em caso de necessidade de internação hospitalar, o parente não poderá ser acompanhado por ninguém da família. O isolamento necessário em casos desta enfermidade causa muita angustia em quem fica impossibilitado de acompanhar o doente de forma mais próxima. Para atenuar essa expectativa e melhorar a comunicação instituição/família, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, implantou, a partir desta quarta-feira (18), um setor específico para cuidar desta questão. A Unidade de Comunicação Familiar (UCF) vai possibilitar que o repasse de informações para as famílias dos pacientes se torne mais eficiente e regular.

Antes da implantação da UCF, as informações do quadro e evolução dos pacientes eram repassadas de maneira presencial, pelo médico do setor Covid, que em determinado horário do dia cumpria essa rotina de forma individual com os familiares dos pacientes. Mas, essa sistemática sofria reiteradas mudanças, porque em alguns momentos marcados, o médico tinha que atender uma intercorrência, atrasava e não tinha a regularidade que a unidade pretendia estabelecer. Além disso, os familiares de pacientes que não moram em Patos também ficavam com dificuldades de estar na unidade no horário marcado para poder participar deste momento diariamente.

A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, explica que a implantação do novo serviço na unidade foi baseada numa experiência de sucesso do Hospital Metropolitano de Santa Rita. “Já estávamos planejando aperfeiçoar essa rotina de repasse de informações para os familiares dos pacientes com Covid-19 e ai diante dessa experiência exitosa do Metropolitano, a gente adaptou a iniciativa deles a nossa realidade e esperamos com isso melhorar esse fluxo de informações entre o hospital e as famílias dos pacientes”, destaca a diretora, lembrado que o serviço é restrito aos pacientes do isolamento, porque todos os demais podem ficar com acompanhantes.

A gerente assistencial do Complexo, Aretusa Delfino, lembra que a UCF vai atuar de domingo a domingo, com plantões diurnos, com a disponibilidade de um profissional plantonista que ficará, exclusivamente, com essa missão de levantar o histórico e quadro clínico de cada paciente, através de seu boletim médico, e ligar para as famílias e passar as informações mais atualizadas sobre a situação do paciente. “Acreditamos que com esse serviço a gente possa tanto tranquilizar os familiares, quanto os próprios pacientes que ficarão mais seguros sabendo que seus parentes estão acompanhando com informações atualizadas o quadro e evolução clínica deles”, afirma Aretusa. Ela acrescenta que a equipe também poderá realizar chamadas virtuais de acordo com as condições de comunicação do paciente. “Vamos analisar caso a caso”, diz ela.

O responsável pela Coordenação da Clínica Médica do Complexo, o Dr. Diego Varela, reforça a importância desta ação. “A doença assusta porque há muita informação circulando sobre ela e nem sempre verdadeiras ou científicas, é uma enfermidade nova, que não tem antídoto específico que a combata, que tem vários casos de óbito, que evolui muitas vezes de forma bastante rápida e que deixa as pessoas em total isolamento, portanto, ao estabelecer esse canal de comunicação o Complexo aperfeiçoa também seu serviço, uma vez que o torna ainda mais humanizado”, finaliza o médico.